The Call of the Wild

The Call of the Wild Jack London




Resenhas - The Call of the Wild


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Alexandre Kovacs / Mundo de K 21/08/2015

Jack London - The Call of the Wild
Penguin Books - Puffin Classics - 150 páginas (publicado no Brasil como "O Chamado Selvagem" pelas Editoras Hedra, Rocco e Ediouro (tradução e adaptação de Clarice Lispector) e "O Chamado da Floresta" pela LPM).

A vida de Jack London foi bastante movimentada e repleta de aventuras: operário, jornalista, garimpeiro, marinheiro nos mares do sul ou cruzando os EUA de trem como vagabundo, ele ainda encontrou tempo para publicar diversos contos e romances, a maioria com base em suas próprias experiências e as forças da natureza, entre eles "O chamado selvagem" (1903), "O lobo do mar" (1904), "O jogo" (1905), "Caninos brancos" (1906) — lançado pelo selo Penguin-Companhia das Letras em 2014 — e "O tacão de ferro" (1908). Morreu relativamente jovem aos quarenta anos, suspeita-se que por suicídio, através de uma overdose de morfina.

O protagonista de "The Call of the Wild" ("O chamado selvagem") é o cachorro Buck que, roubado de uma fazenda na California, é vendido durante a febre da corrida do ouro de 1897 (da qual participou o próprio Jack London) para atender à demanda de cães de trenó, única forma de transporte possível no Alasca. Buck é descendente de um são bernardo com pastora escocesa e a sua forte constituição física irá facilitar a adaptação às condições extremas da região. O comportamento selvagem dos homens (principalmente) e animais fará com que Buck as poucos sofra uma série de tansformações ao descobrir e utilizar os seus instintos naturais na luta pela sobrevivência.

Jack London conseguiu um resultado de extrema sensibilidade e ao mesmo tempo convincente ao utilizar com criatividade cachorros e lobos como personagens, sem cair na armadilha do sentimentalismo fácil. O livro tem sido enquadrado normalmente na categoria juvenil, mas atinge um caráter muito mais universal ao lidar como poucos outros romances na literatura com as reações do homem em condições inóspitas, através do processo de "amadurecimento" de Buck, bem mais humano do que os próprios humanos. Um clássico indispensável em qualquer biblioteca.

"A verdadeira função do homem é viver, não existir. Eu não gastarei meus dias tentando prolongá-los. Eu usarei meu tempo." - Jack London (1876 - 1916)
Ladyce 22/08/2015minha estante
E ele morreu cedo... 40 anos. Tinha que ter essa filosofia mesmo... Boa resenha, Kovacs!




Dani 22/09/2015

Emocionante
Conhecer a história de um cão doméstico que é sequestrado e levado para o norte, para trabalhar puxando trenós foi bastante emocionante, eu diria.
Mesmo se tratando de um cachorro, a história é puramente humana. Nos faz ver o quanto nossos instintos ainda permanecem dentro de nós, mesmo que sejamos domesticados ou civilizados.
O cachorro Buck conhece diversos tipos de humanos, os amigos, os bondosos, os normais, os cruéis, até finalmente conhecer o amor. E essa é uma das partes mais emocionantes do livro, que mesmo curtinho é bastante denso e repleto de sentimentos.
Gostei muito de ver a dúvida de Buck entre o chamado, que seria sua verdadeira natureza, e o amor que sente por um humano.
Essa é uma daquelas histórias que nos fazem sentir, que consegue nos colocar no lugar do personagem e praticamente viver o mesmo que ele está vivendo.
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TheHendrik 20/06/2016

Meu livro favorito
Desde que li esse livro pela primeira vez, já sabia que seria o meu favorito, o protagonista Buck faz com que tu penses como seria abandonar a civilização e abraçar o teu animal interior, viver da maneira de nossos antepassados selvagens. A "sequência" White Fang (Caninos Brancos no Brasil) é igualmente bem escrita e é igualmente inesquecível.
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Schmidt 27/11/2016

Pra quem curte a vida selvagem
Eu me interessei por este livro pelo fato de ser do mesmo mundo de Into The Wild, meu livro favorito e também porque amo natureza. Realmente o livro nos trás para dentro de uma floresta e suas aventuras sob o olhar de um cão de estimação que foi roubado para ser puxador de trenós. O começo do livro foi bem intenso, pois a forma como é escrita a obra, você pode sentir a frustração do cão ao se ver longe de seus donos e de sua vida pacata e confortável. Ao londo da história ele vai se adaptando e enfrentando as mazelas da vida selvagem, não tão selvagem assim na verdade, pois sempre está vinculado ao domínio do ser humano sobre o natural, a escravidão para servir as necessidades do homem, fiquei um pouco intrigado nessa parte, pois o titulo não encaixava, pois me perguntava "como pode ser um chamado da natureza se ele está sendo submisso as ordens humanas?" além do que é romantizada uma historia de amor do cão para com o homem. Mas conforme sua vida fica cada vez mais próxima do convívio com outros da mesma espécie, seus instintos são aflorados, mas o chamado só vem quando ele começa a se sentir inquieto com a situação e precisa de algo mais, uma solidão interna e um desejo desconhecido, do qual ele vai descobrir e que pode ser esse o tal "Chamado da Natureza".
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