Poemas completos de Alberto Caeiro

Poemas completos de Alberto Caeiro Fernando Pessoa




Resenhas - Poemas Completos de Alberto Caeiro


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Rebecca com dois cês 24/03/2020

A profundidade das vertentes espirituais de Fernando Pessoa
A princípio, achei espetacular a ideia de Fernando Pessoa usar pseudônimos para suas vertentes espirituais, sendo aqui retratado Alberto Caeiro, um guardador de rebanhos: homem simples, mas profundo, que revela sua relação com a natureza, a religiosidade e as dúvidas sobre a vida, a morte e o universo.


Em "O guardador de rebanhos", pude mergulhar nos pensamentos de Caeiro acerca do amor e do sentido de tudo. Em seus poemas, analisei questionamentos e teorias inimagináveis, além de bastante subjetivas.


Linda obra, recomendo muitíssimo.
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Marlo R. R. López 11/01/2010

Meu livro de cabeceira.
Simples, direto, certeiro e bonito.

"Todo o mal do mundo vem de nos importarmos uns com os outros/
quer para fazer bem/
quer para fazer mal."
Gabs 19/06/2015minha estante
meu preferido,acho:
"O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança, se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar..."




Aline 30/12/2009

Metafísico do início ao fim. Mostra um pouco como as pessoas, em geral, racionalizam o mundo, tentam explicar tudo e acabam, na verdade, complicando o que é simples.
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Camila 04/05/2020

Poemas completos de Alberto Caeiro
Em vida, Fernando Pessoa publicou apenas dois livros: English Poems e Mensagens, mas nem por isso o mundo deixou de consagrá-lo como um dos mais brilhantes poetas de língua portuguesa.

Nessa coletânea de poemas o destaque vai para um de seus heterônimos, Alberto Caeiro, considerado o "Mestre", para os seus outros "poetas". Caeiro traz uma poesia contemplativa, simples e natural. A natureza está sempre em foco, e o seu processo criativo é fluido e espontâneo.

Vale a pena contemplar!

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lulizebs 24/03/2021

Alberto Caeiro
No começo eu achava complicado entender os sentidos dos poemas, e as palavras não ajudavam por terem mais sentido se lidas em português de portugal. Mas quanto mais eu lia e desligava minha mente, os poemas criavam sentido. Vale muito a pena ler, são poemas que foram bastante significativos.
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bennoda 31/12/2020

Caeiro
Alberto Caeiro, vulgo Fernando Pessoa, sabe mexer comigo. Todos os livros seja usando ou não heterônimo me faz suspirar.
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Lígia Guedes 10/08/2010

Poemas Completos de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa
Poemas completos de Alberto Caeiro-Fernando Pessoa

"O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo comigo
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

CAEIRO, Alberto, pág.11 - poemas completos / Fernando Pessoa - São Paulo : Nobel, 2008.
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Mila F. @delivroemlivro_ 27/08/2011

Divagações das sensações...
Alberto Caeiro é um dos heterônimos de Fernando Pessoa. Entretanto, Caeiro, é considerado o mestre de todos os outros heterônimos inclusive do próprio ortônimo de Pessoa. Caeiro é o poeta da natureza, um poeta sem metafísica, que vê as coisas como elas são sem pensar muito já que “Pensar é essencialmente errar” (p.116).
Nesta coletânea de poemas de Caeiro somos apresentados a um poeta cuja suas poesias são inspirações da natureza, suas poesias são de uma objetividade e de certa forma racionalidade incríveis. Suas poesias estão arraigadas nas sensações: "Talvez quem vê bem não sirva para sentir” (p.87) já que "Sentir é estar distraído." (p.105).
Nesta obra temos três poemas “O Guardador de Rebanhos”: “Sou um guardador de rebanhos./ O rebanho é os meus pensamentos/ E os meus pensamentos são todos sensações./ Penso com os olhos e com os ouvidos/ E com as mãos e os pés/ E com o nariz e a boa.” (p.38); “O Pastor Amoroso”: "Amar é pensar./ E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela./ Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela." (p.86); e “Poemas Inconjuntos”: "Uma vez amei, julguei que me amariam,/ Mas não fui amado./Não fui amado pela única grande razão - / Porque não tinha que ser." (p.104).
Esta obra com certeza tem um halo inspirador. Sem sombra de dúvida, Fernando Pessoa é um poeta de imensurável importância para a literatura não só portuguesa, mas mundial. Sendo assim, indico a leitura dessa obra para todos os amantes de poesia, para aqueles que buscam inspiração e conseguem ver nas palavras motivos para viajar, Caeiro nos proporciona uma viagem maravilhosa!

[por: Camila Márcia]

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Isabel Figueiredo 20/03/2013

O melhor dos heterônimos
O melhor dos heterônimos de Fernando Pessoa. Caeiro de valores simples e pensamento rico...não há como compará-lo ao qualquer outro livro, místico e fortalecedor. Uma leitura indispensável a todos que querem conhecer a obra de Fernando Pessoa.
Segue um dos poemas do livro:

"V - Há Metafísica Bastante em Não Pensar em Nada

Há metafísica bastante em não pensar em nada.

O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.

Que ideia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?

Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?

"Constituição íntima das cousas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.

O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora."

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Alyne.Queiroz 01/08/2020

Surpreendeu
Não sou muito fã de poemas, nunca antes havia lido um livro inteiro só com poemas mas a experiência foi melhor do que eu esperava, foi muito interessante ler os textos de apoio que explicam mais sobre Fernando Pessoa, o que mais me impressionou foram seus heterônimos, personalidades tão distintas criadas por Pessoa, e foi através desses heterônimos que ele escreveu a maior parte de seus poemas, esse livro são do heterônimo Alberto Caeiro, que era considerado o mestre de todos os outros.
Os poemas de Alberto Caeiro são justamente o oposto do que eu esperava de poemas, não são românticos, não são místicos, são bem céticos e racionais, eu adorei, fiquei com vontade de conhecer o Ricardo Reis e o Álvaro de Campos
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Julia 14/07/2020

Clássico Fernando Pessoa
Livro muito bom que trás as obras do heterônimo Alberto Caeiro. Recomendo!
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Fê Atihe 22/01/2015

A extrema naturalidade e a simples, porém notável eloquência deste heterônimo abriram portas para mim na literatura poética, que, não sei ao certo o porquê, sempre foi um terreno acidentado demais para que eu pisasse.

"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol;
Ambos existem, cada um como é."
José Henrique 22/01/2015minha estante
Fiquei com vontade de ler




Lou 12/07/2009

Fernando(s) Pessoa(s)
Estou estudando com o mestre maior. Revendo o perfil de cada um de seus heterônimos e respectivas personalidades.
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Nathali.Mateus 03/03/2020

Infelizmente alguns poemas da última parte estão incompletos por serem originalmente ilegíveis ou pelo fato de Fernando Pessoa não os ter concluído
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