O Cemitério

O Cemitério Stephen King




Resenhas - O Cemitério


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cadalivroqueleio 27/06/2019

@cadalivroqueleio
Dividido em três partes, “O Cemitério” se inicia de forma lenta e com um leve suspense, apenas pra habituar o leitor à história. O autor tem o dom de enriquecer suas tramas, recheando o livro com detalhes que à primeira vista parecem irrelevantes, mas q dão a cada personagem um ar muito real. Assim, vamos conhecendo um pouco da família Creed e acompanhando sua adaptação à nova cidade.

Abordando as nuances do luto, o medo da morte e do que vem depois dela, boa parte do livro se baseia em como cada personagem enfrenta tudo isso: quem teme e evita o assunto por traumas passados, quem é mais prático ou quem aceita a morte com mais tranquilidade. Cada momento é ricamente descrito e o livro em nenhum momento fica cansativo.

Já na segunda e terceira parte, tudo se torna angustiante… li sentindo aquele leve mal estar e inquietude, com uma sensação de que coisas horríveis iriam acontecer. São informações bem elaboradas que constroem uma narrativa poderosa e excitante! Com todos esses ingredientes, não poderia ter um final mais digno! É simplesmente assustador, horripilante, eletrizante. Que livro! King nunca me decepciona! 🖤

Alguns detalhes da obra são baseados em experiências reais da vida do King: a mudança de cidade, morar perto de uma estrada muito movimentada, o próprio cemitério de bichos e o fato de também ter enterrado o gato de sua filha nele.

Com um livro tão bom, criei altas expectativas para o filme lançado esse ano e vocês não imaginam a decepção que foi assisti-lo! É mais um filme adaptado da obra de Stephen King que simplesmente “engole” vários fatos importantes e modifica a trama inteira (assim como foi feito em “O Iluminado”).

Então resolvi assistir ao primeiro filme, de 1989. Esse sim é super fiel ao livro, possui leves modificações mas não deixou de usar detalhes importantíssimos do livro. Indico que assistam aos dois pra sentirem a diferença!

site: https://www.instagram.com/p/ByqNZ70j41c/
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Vic 27/06/2019

Bom, mas....
Eu tava esperando sentir mais medo, mais arrepios e tudo que é prometido por todo bom leitor do King.

Realmente deu pra perceber que esse cara sabe o que faz e sabe induzir o leitor perfeitamente, mas também sabe como enrolar uma história, ein...

Comecei esse livro super animada e lendo num ritmo muito bom, mas a leitura não me prendeu nesse mesmo ritmo até o fim pois os detalhes chegavam a ser cansativos e até entediante. A enrolação da metade do livro, fez eu deixar o livro quieto por um bom tempo e quando voltei não foi com mesma animação... Até eu finalmente chegar a parte 3 do livro e engatar numa leitura frenética pois ficou impossível parar. Não cheguei a ficar aterrorizada como prometido por muitos, mas fiquei bem imersa na história (o que não acontecia desde o início). O autor encaminhou tudo de uma maneira bem imprevisível e chocante no fim.

No mais, foi uma boa leitura com algumas coisinhas que me incomodaram. Se o autor fosse mais direto economizaria uma boa quantidade de folhas.

Toda essa enrolação até me incomodou um pouco mas não acho que seja um empecilho para eu continuar a ler mais do Rei do Horror.

nota 3.5
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Dimensão Literária 26/06/2019

Uma releitura incrível
Recentemente recebi da @companhiadasletras o livro O Cemitério do Stephen King e participei de uma leitura conjunta com eles e outras pessoas, no meu caso foi uma releitura e acabei me impressionando bem mais do que da primeira vez que li. Vou falar um pouco sobre o que o livro fala.

Sinopse: Em O Cemitério vamos conhecer Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar em uma pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade e a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios pela região, conhecem um cemitério no bosque próximo à sua casa. Ali, gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Mas, para além dos pequenos túmulos, há um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível. A princípio, Louis Creed se diverte com as histórias fantasmagóricas do vizinho Crandall. No entanto, quando o gato de sua filha Eillen morre atropelado e, subitamente, retorna à vida, ele percebe que há coisas que nem mesmo a sua ciência pode explicar.

O livro tem uma vibe bem aterrorizante que pra mim, foi o ponto alto da leitura, apesar de ter um final que muitos não acham legal eu achei super conclusivo, e bem a cara do Stephen King. Particularmente esse foi um dos livros do autor que eu mais me senti instigado a ler.

O livro foi adaptado para o cinema com o nome de O Cemitério Maldito, eu ainda não assisti, mas pretendo ver logo em breve. Se você já assistiu me fala o que achou!
Isa 14/07/2019minha estante
O filme é um lixo




Natália | @tracandolivros 25/06/2019

O Cemitério
👨‍👩‍👧‍👦Louis Creed e sua família estão de mudança para uma cidade do interior do Maine, ele recebeu uma oferta de emprego ótima, que melhoria muito seu estilo de vida. Na frente de sua casa passa uma rodovia, e do outro lado mora um casal de velhinhos simpáticos que logo se tornam amigos da família.⁣
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🌳Jud, o vizinho, mostra à Louis uma trilha no terreno de sua casa nova, que leva para o "simitério" de bichos, onde as crianças da região costumam enterrar seus amados animais de estimação. ⁣
⁣.
🐈Tudo parece tranquilo e feliz para Louis durante os primeiros meses ali, até que o querido gato de sua filha é atropelado na estrada, e agora ele precisa dar um jeito nisso.⁣
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💬Desde o começo esse é um livro que prende, pode parecer que não tem nada de interessante nessa sinopse para alguns, mas com certeza entre para os melhores livros do autor.⁣
⁣.
💬O King trabalha muito o terror nesse livro de uma forma diferente, fica mais no ambiente que no medo que ele passa em si. É como se fizesse parte dos personagens e da trama.⁣
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⁣💬Além de disso ele fala muito sobre a morte no livro, de forma profunda, bem trabalhada. Comentada por vários pontos de vista, tanto cientifico quanto religioso, e também de forma humana em si. É um dos livros mais profundos que li do autor até agora, e que mexe muito com o emocional.⁣

site: https://www.instagram.com/p/BxDhLe_gVFB/
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Nana 20/06/2019

Acho que nessa época já dava pra chamar a Marcia Fernandes pra dar uma checada nesse lugar, né não?

Um dos clássicos do Mestre King, O Cemitério nos apresenta à família Creed, que está se mudando para a pequena cidade de Ludlow, no Maine. Louis Creed é um médico que está se preparando para uma nova jornada em sua carreira na universidade local. Muito conquistado pelas bonanças do salário, ele se muda junto com a esposa Rachel, os dois filhos Ellie e Gage, e claro, o gato Church.

A chegada à nova residência não é lá um conto de fadas. Todos, exceto Louis, parecem agitados e tristes em deixar o antigo lar. Ao chegarem as crianças se machucam, deixando um climinha ainda mais chato. Mas após conhecerem o simpático vizinho, Jud Crandall, as tensões parecem amenizar. Louis e Jud logo se tornam grandes amigos, divagando em várias conversas durante à noite. O velho Jud se torna uma espécie de figura paternal para Louis.

Jud decide apresentá-los ao "simitério"de bichos, campo meio que histórico da cidade, que fica justamente atrás da residência dos Creed. Ali estão enterrados vários animais de estimação, queridos pelos moradores da cidade, inclusive um touro. É o belo ponto para o início da ótima discussão apresentada por King, sobre a morte e o luto em si. Pode estar a milhas de acontecer, mas já deixa uma criança em pânico, como a maneira em que Ellie absorve a possibilidade de ter que enterrar seu gato ali. Uma reação que Louis jamais esqueceria.

Em meio a má reação de Ellie, e também da esposa, Louis vê seus caminhos cruzarem com o lado fúnebre e diabólico da cidade quando o estudante Victor Pascow morre em seus braços. A conexão entre eles só estaria começando, já que Pascow apareceria num sonho de Louis, o alertando sobre os males de ir além do "simitério de bichos". Louis não acredita, claro. Não até presenciar o primeiro ataque à sua sanidade.

Após a morte de Church - o gato -, Jud sente que precisa recompensar Louis por ter salvo a vida de sua esposa. Louis não sabe como dará a notícia a Ellie. Até que Jud o leva para enterrar o felino num lugar além do "simitério". Lugar que, previamente, Louis fora alertado por Pascow a não ultrapassar os limites. Ali é conhecido como "Cemitério MicMac", e há uma onda de histórias transmitidas por gerações. Um solo altamente sagrado e poderoso, não necessariamente de forma positiva. Ainda sem entender as ações de Jud, o médico apenas faz o pedido e espera.

Quando Church retorna, Louis tenta não parecer tão intrigado. Porém, fica difícil conviver com o comportamento estranho do animal. Church nunca cheira bem e está sempre estraçalhando ratos ou pássaros. Coisas que não costumava fazer. Louis também já não sente tanta conexão com ele como antes, o que faz desprezá-lo várias vezes. Mas tudo parece bem, até que uma desgraça atinge a família Creed, levando Louis a ser seduzido novamente pelos poderes do Cemitério MicMac.

Só que... o gato se transformou completamente num caçador. Imaginem uma pessoa!

"A morte é um mistério; o sepultamento, um segredo."

Stephen King sabe como me gamar em cada ponto de sua escrita. Sei que tem gente que não curte, mas é como se a gente se entendesse bem, cada abordagem, cada referência (algumas são de outras obras dele), humor nas entrelinhas e tals. Sem importar a época, estou ali presa em sua história, durmo pensando nelas e dificilmente quero deixar de lado. E foi assim com a leitura de O Cemitério. O principal motivo é pela mensagem ter se tornado algo bem pessoal. Desde o início, eu não parei de pensar na morte do único cachorro que eu tive e comparar com outras ao meu redor. Mortes que me deixaram com raiva, não só triste pelo fato da pessoa - ou cachorro - ter partido. Talvez, tenha me ajudado a compreender um pouco as escolhas de Louis, sem taxá-lo de burro. Mas sim, ele foi muito inocente.

A questão da morte é o que sempre assusta as pessoas, não só um gato que retornou dos mortos. As pessoas negam mais temem sim a palavra "morte". O caso da esposa, Rachel, e a maneira que presenciou a morte de um parente querido, se tornou algo traumático em sua vida. Ela nem gosta de tocar no assunto, ou aprecia que seja abordado com seus filhos. Por outro lado, Jud e seus tantos anos já viram e ouviram tantas estórias que deixariam qualquer um arrepiado. Me soa como um personagem que já está acostumado com a ideia. Será que os anos de vida amenizam o temor? Vai saber.

Com Louis, o autor apresenta uma construção bem interessante para ser inserida nesse caso, ele é um médico. Médicos lidam com a morte a todo instante, não é? Algo normal na profissão. Embora, ele não seja um personagem tão frio em relação a isso. Se vê pela morte de Pascow, que acaba por marcá-lo e até o leva a sonhar com rapaz. E com tudo isso, Louis não consegue aceitar quando o ar fúnebre bate à sua porta. E não é só uma vez. É um personagem que perdeu os familiares cedo e outros preencheram os lugares deles. Apesar disso, foi difícil simpatizar com Louis no início, simplesmente por não curtir muito o modo como se deu a mudança. Foi pela vontade dele, apenas. Depois, me apeguei pelo lado emocional do personagem, sentindo suas perdas.

"- Não quero que Church morra nunca! Ele é o meu gato! Ele não é o gato de Deus! Deus que fique com o gato dele! Deus pode ter todas as drogas de gatos que quiser e matar todos eles! Mas Church é meu!"

E não posso esquecer de mencionar como adorei Ellie, filha mais velha de Louis. Seus diálogos são divertidos - apesar que em alguns momentos ela fica de mau humor, ha! - e os momentos com o pai me deixaram toda derretida. No entanto, ao se aproximar das páginas finais, fiquei triste pela tempestade no relacionamento entre eles e como o cenário se desmonta com as escolhas de Louis. Acredito que a química entre pai e filha nem seja tão surpreendente assim, já que a história foi inspirada em fatos da vida do King, como a morte do gato de sua filha - o nome dele era Smucky (citado no livro) - dentre outras coisas.

Minha ressalva para anular o ar perfeito, se deve ao fato de que me senti enganada com as respostas que Jud ia nos entregar. Senti que ele sabia muito mais e fica devendo. Inclusive, ele promete contar a Rachel sobre um acontecimento com a Norma, sua esposa, mas o livro acaba sem a gente saber. Odeio o jogo entregue pela metade. Me sinto enganada. Ha!


"- Nos dias de hoje... eu não sei... parece que ninguém quer conversar, nem pensar sobre o assunto. Foi retirado da televisão porque as pessoas acham que pode fazer mal às crianças... fazer mal à cabeça delas... E as pessoas estão querendo caixões fechados para não terem de olhar os restos mortais ou dizer adeus ao defunto. Parece que querem esquecer que a morte existe."

"Muitos casos de raiva no Maine. Há alguns anos, no interior do estado, um grande e velho São Bernardo ficou raivoso e matou quatro pessoas. Foi uma coisa terrível. O cão não estava vacinado. Se aqueles idiotas tivessem se preocupado em vacinar o cachorro, isso nunca teria acontecido."

Com sua primeira publicação em 1983, O Cemitério é uma leitura livre de toda tecnologia atual, dá até certo baque, e realmente se compromete como um belo clássico no hall de Stephen King. Ótima narrativa, que não foca somente no lado de Louis, apesar de seguir em terceira pessoa. Um suspense de tirar o fôlego, pois King sabe como nos deixar bem curiosos. E né, como é uma história que já ouvimos falar, a curiosidade para que chegue os momentos tão comentados, acaba por ajudar a leitura fluir. Há cenas bem cruéis sim - afinal, não vamos esquecer que se trata de um terror - e tristes. Um final que eu não imaginava, mas que me agradou bastante. Pois é, ainda não assisti as adaptações. Ainda bem!

A edição está ótima. Não pensem que é uma nova capa, estilo poster de filme. É tipo uma 'luvinha' e dá para remover e temos a capa original por dentro. Eu curti as duas opções, mas acho que prefiro a do gato mesmo. Ha! Amei o tamanho da fonte, bem confortável e ajuda bastante a leitura fluir. A editora sempre traz um bom trabalho com as referências do King, adoro. Agradeço à Suma pelo convite para participar da Leitura Coletiva. Fiquei lindamente me achando aloka do terror - que amo demais.

E agora, toda vez que eu escutar a palavra "bonito" vou dar risada.

*Adaptações:

- Cemitério Maldito (1989) | Direção de Mary Lambert e roteiro do próprio Stephen King
. Stephen ainda atua no filme, que foi inteiramente gravado no Maine, onde a história se passa
. Elenco conta com Dale Midkiff, Fred Gwynne, Denise Crosby, Brad Greenquist, Miko Hughes, Blaze Berdahl, entre outros
****
- Cemitério Maldito (2019) | Direção de Kevin Kölsch e Dennis Widmyer, com roteiro de Matt Greenberg e Jeff Buhler
. Final diferente do livro e aprovado por King
. Elenco conta com Jason Clarke, Amy Seimetz, John Lithgow, Jeté Laurence, Obssa Ahmed, entre outros

site: https://cantocultzineo.blogspot.com/2019/06/livro-o-cemiterio-stephen-king.html
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Bruno Dire 20/06/2019

"Simitério"
Esse livro é por muitos o mais aterrorizante do King mas confesso que pra mim, foi uma leitura bem tranquila. A historia na sua maior parte é calma, com vários diálogos e pensamentos. Não tive muitas surpresas já que a trama é bem previsível. Acho que o King se estende demais e coloca muitas informações que não são tão necessárias assim. Não me entenda mal. Eu gostei da historia e fiquei presso a narrativa, mas no fundo, esperava um pouco mais.
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Guilherme.Ribeiro 18/06/2019

Excelente e tenso, mas peca na extensão
Stephen King tem a sua marca: ele é capaz de causar medo (ou ao menos a mais pura tensão) desde a primeira linha, e isso percorreria todo o enredo de "O cemitério" caso esse não se alongasse em partes desnecessárias com detalhes avulsos. A história é boa, os personagens bem desenvolvidos e a tensão é excelente, principalmente com o gato, Church, porém o autor prolonga cenas dispensáveis e, por isso, lhe dou 4 estrelas.
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Thainarabianchi 16/06/2019

Chocada
O Cemitério conta a história de Louis Creed que se muda com sua família de Chicago para Ludlow (Maine), para ser o médico da Universidade, e recomeçar sua vida com sua esposa Rachel e seus filhos Ellie e Gage, para Louis a nova cidade traz promessas de mudanças, bons momentos, e dias felizes principalmente para sua esposa Rachel que carrega com ela um medo e trauma.

Seus vizinhos da frente Jud e Norma são muito simpático, Louise e Jud acabam estabelecendo uma amizade por conta de a família Creed ter um gato de estimação Jud fala para tomar cuidado com o bichinho, pois próximo a casa tem uma estrada muito movimentada e muitos bichinhos são morto, e também fala sobre a existência de um cemitério de animais no bosque próxima à casa durante anos, crianças cuidam do local e lá enterram seus bichos de estimação, muitos deles mortos na estrada.

No livro temos Louise um cético lidando com o sobrenatural, uma mulher traumatizada, que decidiu fugir dos seus problemas, sendo confrontadas com seu pior pesadelo, crianças indefesas diante da força maligna de um local que nunca deveria ter sido visitado, e por fim, um idoso lidando com as conseqüências trágicas das suas escolhas. A história lida com o sentimento de perda, de luto explora as diversas formas como a morte de alguém próximo pode mexer conosco, e o quão tênue é a linda que separa o ser humano da dor e da loucura.

Quando o gato da família morre atropelado é onde a vida de Louis começa a vira de ponta cabeça, e Jud o leva para enterrá-lo em um cemitério indígena amaldiçoado, próximo ao de bichos, um local onde forças estranhas atuam ali, onde o que é lá enterrado ressurge com o mal dentro de si, e quando o gato retorna à vida, Louis começa questionar seu ceticismo e suas crenças sobre a morte e esse é apenas o início de uma série de acontecimentos sinistros.

Sendo uma obra de Stephen King, o fator sobrenatural não poderia ser deixado de lado este livro nos prende do começo ao fim, a historia tem acontecimentos trágicos, onde acompanhamos o protagonista até ápice do terror, onde a sanidade deixa de existir, o livro em sim não da nenhum medo só nos faz refletir melhor sobre a morte a perda de alguém que amamos, tem um final que me fez reler me deixo perplexa em milhões de teorias eu imaginei esse final, recomendo a leitura a todos que estão em buscas de livros que te surpreende e lhe faz refletir sobre tudo.
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Pandora 16/06/2019

Se tem um livro do Stephen King que eu tinha curiosidade de ler, era este. Independente de ter sido um livro que gerou filme - coisa corriqueira na carreira do autor -, mas por tantos comentários positivos e a aura de assustador. Detesto quando eu leio numa resenha: “esperava mais”, mas mordi a língua e disse exatamente isso.

Muito se fala da prolixidade da narrativa de King. Em It, A Coisa me incomodou um pouco; aqui não. Porque esse excesso do autor também nos aproxima: os detalhes dos cenários, das características dos personagens, dos acontecimentos tornam tudo mais crível. Estamos lá, convivendo com aquelas pessoas, participando da rotina delas, entrando em suas casas. Gosto disso! Portando, até o capítulo 42 da Parte Dois eu apreciei bastante a leitura. Mas o que se seguiu... eu não suporto spoiler, então só digo que pensei no Brinquedo Assassino.

Por que esse rumo, essa escolha, não só de atitude do personagem, mas de narrativa? Por que sair de uma construção eminentemente psicológica para a ação crua, provocar uma ruptura tão abrupta e, para mim, sem sentido?

O Cemitério levanta importantes questões sobre morte, perda, medo, trauma. Ele se constrói muito bem até... que desmorona. Com tristeza reafirmo: esperava mais. Esperava outra coisa.

P.S.: Quanto à esta edição, só alguns erros que encontrei:
pág. 65 tiver- am sof- resse (separação de sílabas)
pág. 77 gorgojelar (gorgolejar)
pág. 78 “Os olhos eram ocos, sem visão, com um anel sangue.” ???
pág. 169 “Mas, naquele dia, o Spot se sentou tranquilamente na banheira e deixou que eu o levasse”. (lavasse)
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Jessica Becker 13/06/2019

O "Simitério" de Animais de Stephen King
Originalmente publicado em 1983, O Cemitério é considerado um dos livros mais perturbadores do mestre do horror Stephen King.

Na trama, o médico Louis Creed e sua família mudam-se para a localidade de Ludlow a fim de ficarem mais próximos de seu novo emprego na Universidade do Maine. Mas o que parecia ser uma ótima nova etapa da vida dos Creed acaba se tornando um pesadelo. O tráfego intenso de caminhões na rodovia em frente à sua casa revela-se um grande problema e o terreno ali perto onde crianças enterram seus mascotes mortos pode ser a solução.

"Não ultrapasse este limite, doutor, por mais que tenha vontade de fazê-lo. A barreira não foi feita para ser violada. Não esqueça: há mais poder aqui do que o senhor imagina. Isto é um lugar antigo e está sempre inquieto. Não esqueça! " (Pág. 65)

A morte e a dor da perda, como o próprio título sugere, são os temas centrais do livro. Como a pequena Ellie, cuja vida está apenas começando, Rachel, que teve uma experiência traumática, Louis, o médico habituado a salvar vidas, e Jud, um idoso cuja vida se aproxima cada vez mais do fim, lidam com a imprevisibilidade e inevitabilidade da morte? Que forma cada um deles encontra de minimizar o sofrimento sentido diante da perda de um ser amado, seja ele humano ou um animal de estimação? Será que todos conseguem manter a sanidade, estando devastados pela dor? Até que ponto você iria se pudesse trazer alguém que ama de volta à vida?

"Provavelmente é um erro acreditar que possa haver um limite para o horror que a mente humana pode suportar. Parece, ao contrário, que certos mecanismos exponenciais começam a prevalecer à medida que o infortúnio se torna mais profundo. Por menos que se goste de admitir, a experiência humana tende, sob muitos aspectos, a corroborar a ideia de que quando o pesadelo se torna suficientemente terrível, o horror produz mais horror, um mal que acontece por acaso engendra outro, frequentemente menos ocasional, até que finalmente a desgraça parece tomar conta de tudo. E a mais aterradora de todas as questões talvez seja simplesmente querer saber quanto horror a mente humana pode experimentar conservando uma atenta, viva, implacável sanidade." (Pág. 163)

Com uma narrativa fluída Stephen King conduz o leitor por uma obra perturbadora não devido ao sobrenatural presente nela e sim pelos conflitos psicológicos enfrentados pelos personagens, principalmente o protagonista, quando a tragédia acontece. Seu martírio é tão bem descrito que chega a ser palpável e provoca no leitor a seguinte reflexão: em seu lugar, será que eu não faria o mesmo?

"(...) Às vezes a morte é melhor." (Pág. 119)

site: https://www.acervodajess.com/post/o-simit%C3%A9rio-de-animais-de-stephen-king
Nielle 13/06/2019minha estante
Adorei a resenha
O livro é muito bom




Gabriel 13/06/2019

Apesar de terror ser um dos meus gêneros literários favoritos, eu ainda estou dando os meus primeiros passos em meio a esse universo fantástico. Muitos autores me chamam atenção, mas é claro, é impossível não lembrar de Stephen King e suas obras emblemáticas. Meu acervo de leituras do autor ainda é bem pequeno e por isso resolvi fazer esse desafio ao longo de 2019: Meu objetivo é, principalmente, conhecer e ler o máximo de obras do mestre que eu conseguir; para tal, resolvi começar a ler seus grandes clássicos e obras que marcaram toda uma geração. O Cemitério é justamente uma dessas obras Lançado em 1983 e mesmo com 36 anos de vida, a obra se mantém como uma das referências do gênero e é tido por muitos, como um dos melhores livros do autor. Mergulhei nessa história e minhas suspeitas se confirmaram: King foi extremamente feliz na confecção do enredo que traz muito terror, obviamente, mas também propõe ótimas reflexões sobre um tema tão mórbido como a morte.


Louis Creed se muda para uma pequena cidade do Maine (Claro que seria lá) em busca de uma mudança em seu estilo de vida. Ele era um badalado médico em Chicago, mas sentia falta de passar um tempo com sua esposa Rachel e seus filhos, Eillen e Gage. O médico então decide aceitar uma vaga no ambulatório da universidade e compra uma propriedade na cidade. Lá, Luis conhece o doce casal de idosos que vivem na casa ao lado, Jud e Norma Crandall e rapidamente as famílias se tornam amigas. Jud explica que a propriedade que adquiriram é muito antiga e seu terreno adentra as matas que cortam a região. Jud explica que na localidade há um antigo local em que as crianças utilizavam para enterrarem seus bichinhos de estimação falecidos chamado "Simitério dos Bichos". Jud explica que o nome está escrito errado por justamente ter sido escrito por uma criança. Obviamente a curiosidade da família é grande e não demora a irem conhecer o tal Simitério. Após um terrível acidente, o gato de sua filha chamado Church é atropelado e morto, e Judd guia Louis até o cemitério, achando que o animal seria enterrado na localidade. É aí então que o velho morador revela ao médico uma outra lenda local que dizia que, após a barreira que separava o cemitério dos bichos, existia uma outra parte que nenhum morador ousava se aproximar pois a terra era amaldiçoada. Tudo o que era enterrado nessa parte do cemitério, misteriosamente voltava a vida. Os dois então partem em busca desse local e enterram o gato. Na manhã seguinte, assim como prometido, Church está de volta à vida, mas não é como se fosse o mesmo gato. Louis, infelizmente não sabia o mal que havia despertado e tampouco que aquela seria sua última viagem até o antigo cemitério.


Tentei fazer essa sinopse sem revelar muitos detalhes e que se tornam cruciais para o desenvolvimento da trama. Procurei apenas descrever a história de uma forma genérica para vocês entenderem a trama em que O Cemitério se passa. A história é muito densa e King sabe como ninguém trazer essa atmosfera de medo e apreensão e, é claro, muitos elementos sobrenaturais. Apesar de todo o lado de "fantasia", a história do livro se torna uma das melhores em minha opinião, pois é tudo muito palpável. A narrativa traz debates sobre a vida e morte, ciência e religião e, principalmente, a dor de perder alguém muito próximo e ter que lidar com isso. Como seguir em frente após sua vida ser despedaçada? Em vários momentos vemos os personagens em conflito e lidando com sentimentos muitos reais como a culpa, o medo, a raiva e o remorso. São sensações tão fortes e humanas que você se reconhece ali nas páginas.


Obviamente, é um livro de terror e eu devo dizer, esse é O LIVRO DE TERROR que tanto ansiava por ler. Mesmo que você não seja um fã do gênero, com certeza já ouviu por aí sobre a fama do autor de construir ótimas histórias com finais terríveis. Em O Cemitério, eu tive o prazer de ler uma ótima história de terror que abordou um tema riquíssimo e de maneira exemplar, trouxe à tona esses debates tão humanos e reais e um desfecho arrebatador. Poucas vezes me senti em êxtase lendo algo do gênero e mesmo após terminar a leitura, os questionamentos se mantiveram em minha mente. A escrita de King é quase visual de tão explícita e cruel e não se enganem: Em alguns momentos é bem difícil continuar a leitura, mas digo sem pensar duas vezes: Se você procura um livro de qualidade, leiam sem medo (ou com muito medo, desculpe o trocadilho).

site: http://www.365coresdouniverso.com.br/2019/05/desafio-king-o-cemiterio-livro-x-filme.html
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Mi 12/06/2019

Você tem medo de morrer?
Você tem medo de perder as pessoas próximas a ti?
Você já parou para imaginar como você reagiria a algumas perdas?
King, nessa obra, fala sobre a morte de uma maneira realista e desesperadora. E foca na reação das pessoas com a perca.
Lowis é médico, casado com Rachel e tem uma filha de 5 anos, Ellie, um filho de 1 ano e alguns meses, Gage e um gato chamado Church.
Inicialmente eu já me encantei por essa família. Entretanto, temia pelo que poderia vir acontecer.
Louis consegue um emprego na universidade na região de Maine. Muda-se com a família para uma rodovia muito perigosa em Ludlow. Seus vizinhos, Jud e Norma (um casal da terceira idade) os acolhe muito bem e logo se cria um vínculo de amizade bacana.
Lugar novo, vida nova, casa nova e família unida. Mas, ninguém contava que ali perto eles teriam contato com terras malignas e de força indescritível.
Atrás da casa dos Creeds existe uma trilha que os conduz para um cemitério de bichos, onde as crianças de várias gerações daquela região enterravam seus animais de estimação que, na maioria do casos, eram vítimas de acidentes nessa rodovia.
Alguns acidentes e algumas perdas, Louis oscila entre e razão e a insanidade julgando estar fazendo a melhor escolhe. Entretanto ele se esquece de que as vezes estar morto é melhor.
King me surpreende mais uma vez.
Skoob ?????
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Dios 182 12/06/2019

Paternidade...
Acredito que esta obra não me impactaria de tal maneira se a tivesse lido há alguns anos. Agora, sendo Pai, dividi momentos de responsabilidade com o Louis quando ele ensinava coisa importantes para Ellie, momentos de felicidade enquanto ele brincava com o pequeno Gage, mas principalmente de angústia com a reta final do livro. Se o tivesse lido antes, provavelmente, questionaria muitas das decisões feitas pelo Creed, mas agora... Agora... Bom, é totalmente compreensível o porquê de o King tê-lo achado "horrível" após relê-lo. Se você é pai e se coloca no lugar do personagem principal, a leitura se torna agoniante, angustiante e... Ótimo, não é o ápice de um bom livro causar tamanhas sensações no leitor? Não me lembro de ter me sentido tão"desconfortável" psicologicamente lendo algum outro livro. Direto pro meu Top 5 do Rei do Terror.
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Gabi 11/06/2019

Caramba, Louis
Nem preciso falar muito dessa obra, um dos mais célebres livros do King. Meu único pensamento quando terminei foi: Por que não li antes????? Achei a leitura muito impactante e com uma grandeza e riqueza em fatos que sei que é típico do King.

O Louis arriscou tudo por amor, e isso acabou lhe custando muito caro, ainda mais pelo ato dele depois de toda a reação em cadeia que causou. O horror que essa história passa é incrível.

Gostei muito de imaginar toda essa história, devorei o livro e é agora um dos meus favoritos.
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Kari 10/06/2019

Minhas impressões:

Este é sem dúvida, um dos melhores livros do King, eu simplesmente não consigo deixar de apreciar suas obras e a cada uma lida, me torno mais fã do autor, se é que isso é possível, mas juro que não sou a lunática "fã número um" kkkkkk, entendedores entenderão! (para quem leu Misery.


A escrita de King é ao mesmo tempo macabra, sobrenatural e realista. Ele sempre cria personagens palpáveis que agradam o leitor ou mesmo nos faz ter algum ponto onde ligar algo ou alguém aquele personagem, sentir empatia ou mesmo repulsa a ponto de ter raiva, querer estapear e gritar: "sai daí seu burro, não acredito que você vai mesmo fazer isso!" e no fim, em algumas situações até entendemos as loucuras ou perversões de seus personagens e o que os levou a tais atos, como aconteceu em O Cemitério.

Outra coisa que admiro muito na escrita de King é o humor negro, as ironias e tiradas que nos faz pregar os olhos ao livro e dar boas gargalhadas mesmo em um cenário completamente horripilante! É eu sou dessas! Gosto de humor ácido, gosto de cenários sombrios, gosto de personagens simples, porém com complexidades profundas em suas vidas e é exatamente isso que o mestre King nos trás a cada leitura que realizo dele. Não tenho defeitos para por.


Um pouco sobre o enredo:


O médico Louis Creed e sua família se mudam para uma casa no Maine, e o Dr. passa a trabalhar em uma universidade no local. Sua nova casa está localizada em uma rodovia onde muitos animais já foram atropelados e mortos devido ao fluxo dos carros e a falta de controle do mesmo. E logo de cara isso meio que é assustador, mas a família está bastante empolgada com o tamanho da casa, do terreno e etc. Rachel, Louis, Ellie, Gage e o gato Church parece que terão um novo recomeço, mais tranquilo e afastado de toda aquela bagunça da cidade grande, onde o Louis terá mais tempo para a família, por os filhos na cama e essas coisas e Rachel poderá ter um pouco mais de tranquilidade, pois ela tem uma história no passado assustadora, que nenhuma criança ou ser humano naquela idade deveria ter passado..



Eles logo conhecem seu vizinho Jud e de cara acaba se tornando um grande amigo para Louis; o velho parece saber muito sobre o local onde a família foi morar, assim como outros moradores do local e tudo que contam é de dar arrepios..



A família vivência situações sinistras onde o limite entre realidade e pesadelo parece se entrelaçar e deixar não só os personagens aterrorizados, mas a nós leitores também! A filha do casal, Ellie, é uma mocinha muito curiosa e com isso ela descobre o "Simitério" logo de cara e uma procissão de crianças bizarras e mascaradas parecendo estar em luto por seus animais ou sabe-se lá o que; um cemitério criado e mantido pelas crianças Ludlow, um local especial, para que fosse enterrado seus bichos de estimação. Tudo parece dentro de uma certa "normalidade" até que o gatinho Church some, mas na verdade, morreu atropelado na rodovia e é aí que as coisas mais que ruins começam a acontecer. O gato acaba sendo enterrado no cemitério micmac, o cemitério amaldiçoado, que fica além do simitério dos bichos e com isso, o Church volta, mas aquele que retorna, não é exatamente o Church. Tudo isso para não lidar com a perda, para não ter que explicar sobre a morte para a filha e vê-la se decepcionar, escolhas tem consequências, e a escolha de Louis, vai lhe mostrar isso, não apenas uma, porém mais de uma vez!!!


Minhas impressões:

Há momentos de puro horror que pude vivenciar com essa história, não sei se por ter personagens tão jovens como o pequeno Gage e a pequena Ellie.. Mas realmente me senti agoniada no decorrer da leitura e ao mesmo tempo fascinada!


A morte é um tema que sempre levanta várias questões e crenças por parte das pessoas e afins e um tema interessante de ser abordado sempre, nunca sai de moda e sempre se tem o que falar sem ser clichê ou se tornar mais do mesmo e isso, meus caros, o mestre King faz com destreza!!


Mas quem pensa que o livro é só terror e sobrenatural e sei lá, ficção boba, está enganado, pois aqui temos assuntos como disse como a morte, o luto e a forma como isso afeta as pessoas, como as mesmas lidam com isso de diferentes maneiras, da aceitação a negação e também das loucuras e de estar mentalmente instável a ponto de cometer loucuras em nome de "mais uma chance", sem pensar nas consequências reais e a loucura pode ser devastadora, arrasadora, como um furacão que passa e devasta e as vezes não sobra nada para recomeçar!


Nesse enredo, apesar de ficcional e de todo esse sobrenatural com lendas de terras de índios e vida e morte, ainda assim foi impossível não me sentir, como dei a entender antes, no primeiro paragrafo dessas últimas impressões, ligada a família, tocada por uma dor imensa do passado de Rachel, das perdas que a família foi sofrendo e do desespero que tomou conta de Louis. A escrita do King é tão intrínseca que toca o leitor em todos os mínimos lugares e sentimentos e nós estamos ali, sendo conduzidos, rindo, chorando, sofrendo e agonizando junto aos personagens tentando nos preparar para o que estar por vir, mas sem de fato estarmos.. Afinal, ainda que saibamos que o enredo está nos levando para algo que não será boa coisa, quando temos em mãos uma família comum, crianças e o belo sonho americano, até eu que gosto de ler terror, sangue e coisas sinistras, tento pensar que terá algo bom disso tudo.. Então.. Quem sabe o bom nisso, foi que de um jeito ou de outro, a família permaneceu unida! (piadinha sarcástica, eu sei!)



Mais um clássico do querido King que tenho o prazer de ler e reler!

Que a Editora me envie muito mais livros da Biblioteca do King, pois eu super topo as leituras!!!

site: http://www.alempaginas.com/
J. F. Wagner 10/06/2019minha estante
Ainda não li esse. Lembro de ter assistido ao filme em 1989. Foi muito impactante.
Mas certamente o livro é melhor.




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