O Cemitério

O Cemitério Stephen King




Resenhas - O Cemitério


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Kênia Cândido 08/05/2019

Relendo Maravilhosamente!
Originalmente lançado em 1983, O Cemitério é uma obra envolvente, com um enredo sensacional e personagens bem construídos. Li O Cemitério duas vezes, em ambas, o livro conseguiu mexer comigo de um jeito maravilhoso que só King sabe proporcionar.

A história começa com Louis Creed, um jovem médico chegando de mudança para uma nova casa na margem da Rodovia 15 numa cidadezinha do Maine, juntamente com sua esposa Rachel e seus dois filhos pequenos, Ellie e Gage. Assim que a família Creed chega ao local com grande expectativa de uma vida mais tranquila, mesmo Louis sendo o principal médico da universidade da região.

Até que a família Creed percebe a chegada do Judson Crandall, um senhor de idade e apresenta-se como vizinho que mora na casa da frente, onde são separados por uma estrada com intenso fluxo de caminhões. Logo no início, os Creed são alertados por ser uma estrada bem perigosa com caminhões passando em alta velocidade. Além da estrada, eles também percebem uma trilha no terreno ao lado da casa de Loius e Jud promete contar sobre este caminho e leva Rachel, Ellie e Gage à casa dele para que possam descansar um pouco e conhecer a sua esposa Normal Crandall, uma simpática velhinha que sofre de artrite.

Rapidamente, Louis e Jud acabam criando um elo forte de amizade e quase todos os dias durante a noite, eles encontram para tomar algumas cervejas e Jud, por ter nascido e criado naquele local, sabe contar várias histórias da região. Uma delas é sobre a trilha ao lado da casa de Louis que leva até o cemitério de bichos, onde as crianças da região enterram seus bichinhos de estimação, na maioria das vezes, esses animais são vítimas da estrada perigosa.

Após alguns dias, Jud resolve cumprir a promessa e leva a família Creed para conhecer cemitério de bichos. Quando retornaram para casa, Ellie mostra para os pais sua preocupação de perder seu gatinho fofo chamado Church e Louis resolve mandar castrá-lo. Assim Church permaneceria mais dentro de casa e não atravessaria a estrada.

Durante a rotina de trabalho no hospital universitário, Louis atendeu um jovem rapaz em estado gravíssimo que acabou falecendo enquanto Louis está fazendo todos procedimento para tentar salvá-lo. Porém à noite Louis sonhou com Pascow indo visitá-lo e levando o médico ao cemitério de animais. Quando eles chegam ao cemitério, Pascow informa para Louis não ultrapassar um certo local que contém depois do cemitério.

No entanto, as coisas começam a mudar na vida de Louis quando Rachel viaja com Ellie e Gage para passar o feriado de Ação de Graças com os pais em outra cidade, deixando Louis em casa sozinho, devido à relação complicada entre ele e o sogro. Mas naquele mesmo dia Louis recebeu um telefonema de Jud informando que o gato de Ellie estava morto no gramado da casa dele. Preocupado sem saber como dar a notícia para filha, Jud resolve ajudar Louis, sugerindo que enterre o Church no cemitério indígena que fica localizado após o cemitério de bichos. Local que Pascow alertou Louis para não ultrapassar.

Quem conhece a história sabe perfeitamente que contei apenas um terço dessa história incrível. Agora se você ainda não é leitor do Stephen King, vou poupar os detalhes dos acontecimentos para não estragar a surpresa. Contudo, a leitura de O Cemitério vale a pena demais, porque King consegue construir uma história de qualidade aprofundando o leitor em certas questões para saber quanto horror a mente humana consegue suportar e neste livro, King faz o leitor lidar com o medo mais básico do indivíduo. O medo da morte. Isso é simplesmente fascinante porque a morte realmente é algo misterioso.

Um bom exemplo disso é a Rachel, apesar de ser uma esposa primorosa, logo nas primeiras páginas, ela mostra que não sabe lidar com a morte por motivos pessoais. Pode ficar tranquilo que esses motivos são revelados durante a leitura. Mas o que vale ressaltar é sensação angustiante com as revelações e acontecimentos que o livro propõe ao leitor.

Consigo apegar muito fácil aos personagens e a forma que King cria eles, é um combustível para mente. As histórias de cada personagem é bastante rica em detalhes, especialmente com Louis mostrando o fluxo de consciência em relação aos acontecimentos com a família. Jud também é um personagem extremamente interessante apresentando o passado e o presente daquela região.

Sem duvida nenhuma, O Cemitério é aquele tipo de livro que sempre terá uma oportunidade de ser relido algum momento da minha vida de leitora. Guardo em uma gaveta a sete chaves dentro do meu coração como um livro forte. Ele explora assuntos em relação à morte de várias maneiras.

Recomendo para todos os leitores que gostam de histórias de terror e muito suspense. Especialmente para os leitores que assistiram apenas o filme de 1989 e com certeza irá assistir o remake de 2019, porque o livro traz a verdadeira essência da história e a experiência literária é única.

site: https://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com/2019/05/resenha-o-cemiterio-stephen-king.html
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Morgana 07/05/2019

King é king e isso é inquestionável! A escrita dele é sensacional e detalhada como sempre foi e isso não me incomoda em nada, na verdade, é uma das minhas características favoritas do autor.

Os fatores principais do livro são contados por um idoso de 83 e ainda assim, o arco se fecha por completo respondendo todas as perguntas. Definitivamente entrou para a minha lista de favoritos do ano!
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annac 07/05/2019

MARAVILHOSO!
Esse é um dos livros de terror que fez do King o mestre que conhecemos.

Eu lembro que já tinha ouvido falar dessa história e folheado o livro a MUITOS anos atrás mas acabou se tornando um projeto de leitura que fui arrastando e decidi encarar pela proximidade do filme baseado nele. E meu único pensamento é por quê eu não fiz isso antes?

O livro é bastante detalhado SIM ?é a escrita base do King, ele não vai mudar. Se você não curte, talvez seja interessante tentar outro autor? mas não achei tãão extensa como vi nas resenhas. Deve-se levar em consideração que estamos ouvindo histórias contadas em grande parte por Jud, um idoso de 83 anos certo? Então ele tem todo o tempo do mundo pra contar. E acho que qualquer parte que fosse tirada do livro, íamos perder muito tanto em narrativa como em desenvolvimento. É interessante saber por que cada coisa aconteceu, como cada coisa foi feita no PASSADO pra entender o que acontece no presente. Então foi tudo detalhado com maestria e perfeição. Toda a parte do cemitério indígena, as lendas, as histórias macabras, Tommy o rapaz que voltou da guerra, o trauma de Rachel com a morte, a indignação de Louis com a perda, tudo se encaixou pra que a história fosse apreciada e não só digerida. Tanto a narrativa não é tediosa que terminei o livro em 2 dias.

Sobre o Terror: é Terror SIM, com T maiúsculo e sem vírgulas. Os personagens são pessoas que poderíamos conviver no dia a dia, então esqueça o horror fantasioso de Lovecraft, Clive Baker e afins. Aqui a gente tem o livro que te deixa acordado, que te faz olhar pra trás quando pega água na cozinha, que te faz olhar desconfiado pro seu gato kkkk e que faz qualquer barulho ou marca de lama parecer suspeito. Eu já passei da marca de 60, 70 livros de terror lidos. ESSE eu não vou esquecer nenhum detalhe durante muitos anos.

Sobre a escrita, não tem o que falar, King é o King e não é à toa. Nenhuma ponta solta, história iniciada e fechada com toda clareza. Espero que a adaptação faça jus a esse hino!

5 estrelas porque não tem a opção de dar 10!
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Neylane @livrerias 07/05/2019

Mais uma vez Stephen King consegue acabar comigo. O Cemitério é o segundo livro do autor que eu li (o primeiro foi It, a Coisa, lido em outubro do ano passado) e confirmou o que pra mim já tinha ficado claro com a leitura de It: Stephen é realmente o mestre do terror.

O livro traz uma família que se muda para Ludlow, no Maine (mesmo estado onde fica Derry) e passa a viver em uma casa que fica perto de dois cemitérios bem horripilantes, um inofensivo e outro bem longe disso.

Eu pretendia ler o livro um dia aí qualquer, mas a estreia do remake do filme (dia 9 deste mês) me fez adiantar a leitura. Achei fascinante! É uma leitura difícil por tratar de um tema tão duro e pesado que é a morte, e envolver animais de estimação e crianças é um gatilho pra muita gente, mas Stephen King consegue traçar uma história arrepiante com maestria e, se o leitor conseguir terminar, vai ter concluído uma história arrasadora.
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spoiler visualizar
Alyne.Oliveira 09/05/2019minha estante
Também não gostei, pulei várias vezes no momento que ele vai desenterrar o filho, só enchendo linguiça mesmo , esperava bem mais, não vi tanto terror.


Nanda 19/05/2019minha estante
Não sou muito fã desse livro do King, acho ele superestimado demais. Ele termina no momento em que as coisas ficam realmente sinistras rs. Misery é muito melhor, e é um livro menor que não fica arrastado.




Gabybadgirl 06/05/2019

Livro fantástico
Louis e Rachel são o típico casal americano,com dois filhos Ellie e Gage.
Resolvem mudar da cidade para o interior a fim de uma mudança de Aires e manter distância dos pais da Rachel com quem o Louis tem uma antiga rusga.Louis consegue o emprego em uma universidade do Maine e Rachel fica com os trabalhos do lar!Louis cria laços de amizade com o velho Jud e sua esposa Norma.Surgira alguns fenômenos sobrenaturais apartir da morte de um estudante que fora mortalmente ferido na cabeça,que fará Louis se questionar sobre ressurreição e a morte!Sua esposa Rachel quarda um "segredo"do seu marido a respeito da morte da sua irma,que nada mais e a sensação de culpa devido o esgotamento físico e emocional devido as complicações da doença severa que Zelda padece.a
Já Jud e um homem misterioso que não aparenta ser o que parece,sabe de muita coisa que ocorre no semiterio dos bichos,fatos que ocorre desde a sua infância.
King tem uma característica peculiar, consegue transformar personagens simplórios em personagens interessantes diante dos acontecimentos nos seus textos,muito detalhista e isso faz toda a diferença embora as vezes a narrativa se torna cansativa.
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Rodrigo.Telles 06/05/2019

Ja li melhores...
Fiquei um pouco frustrado com essa obra de Stephen King, pois depositei muitas expectativas e esperava uma historia surpreendente e irrestivelmente assustadora, a contar pelos elogios que li e vi do livro.
No entanto, avalio a obra com 3 estrelas, com uma vontade de dar 2.5, nao o fazendo mais pela estima que tenho pelo autor.
O livro nao deixar de ser bom, eh interessante e muito cruel em seu desenvolvimento.
No entanto, senti um exagero na prolixidade da historia (apesar de ser caracteristica do autor), e senti falta de momento de tensao e suspense que costumar deixar os leitores sem folego.
Nao me surpreendi muito, e o final nao chegou a me comover.
Mas nao deixa de ser uma boa e sombria historia.
Marcos Felipe 06/05/2019minha estante
Concordo. A propósito minha nota foi 2, final previsível demais, visto que ele fez com a esposa o que ja tinha feito com o gato e com o filho.




Coisas de Mineira 01/05/2019

“A dúvida era se seria melhor deixar as coisas como estavam ou tomar alguma providência.”

Falar de Pet Sematary, ou simplesmente 'O Cemitério' pra nós aqui no Brasil, ao mesmo tempo em que é fácil, também é difícil. Por quê? Pra mim, o ato de conversar sobre as obras de King é prazeroso e estimulante. Sendo ele um autor que tanto gosto, 'O Cemitério' é uma de suas obras que mais mexeu comigo, e estou falando LITERALMENTE! Esse livro mexeu com a minha cabeça... E eis aí o motivo de também ser difícil falar sobre ele. Porém para você entender o quão difícil e dolorido pra mim foi lê-lo, você terá que dar uma chance para a família Creed, e se perder nessas 424 páginas da obra publicada pela editora Suma. Caso você adquira um exemplar novo por agora, você ainda ganhará um bônus: uma jacket da nova adaptação do filme O Cemitério Maldito.

Reza a lenda, para aqueles que gostam de ficar futucando sobre a vida e obra do autor, que King relutou muito para publicar esse livro, uma vez que “tocar” em entes queridos e morte da forma que ele fez aqui é algo muito delicado. Ele achou que seria extremamente desagradável mostrar ao mundo essa história. Você sempre se colocará no lugar do patriarca da família Creed e pensará: “e se fosse comigo?”. O que importa é que mais uma vez sua esposa (Tabitha S. King) conseguiu convencê-lo a “dar a luz” a mais uma obra de horror.

Também existem informações que a ideia para compor esta obra se deu em uma situação quase trágica que a família King passou com Owen, o filho mais novo de Steve e Tabby. Então, em minhas fantasias eu penso que o autor deve ter visto um filme, ou mais provavelmente um livro, passar em sua mente no momento desse sufoco e pensou: “não vou passar por isso sozinho”. Foi um sucesso! E alguma informação desse tipo você consegue lendo as páginas iniciais do exemplar. King gosta muito de conversar com seu Leitor Fiel.

“As pessoas deviam questionar estes sentimentos de dúvida em vez de questionar o que o coração mandou que elas fizessem.”

Uma vez que o autor explicou isso tudo para você, e que você tenha lido ou relido essas informações iniciais que aqui deixei, você está prontíssimo para entrar no clima que queremos. Você está ao mesmo tempo curioso e temeroso. Ansioso e apreensivo. Preparado, mas com um pouco de medo do que virá. E nada melhor como pegar o livro agora e conhecer todos os segredos que 'O Cemitério' tem guardado – desvendar mais uma vez os segredos da alma humana. Estou para ver alguém que consiga me fazer melhor “olhar para dentro” do que King e seus livros de terror/horror. Observação: dá tempo de ler o livro todinho antes da estreia do novo filme, gente.

Falar sobre 'O Cemitério' sem tirar a emoção do leitor não é fácil, pois existe um desencadeamento de situações entrelaçadas que levam de fato à história principal, mas farei o meu melhor!

Louis Creed é um jovem médico de Chicago, que casado com Rachel e tendo dois filhos (Gage e Ellie), se muda para o Maine (CLARO!!! Para onde mais seria?), para uma enorme e linda casa de campo. O motivo é um novo e bom emprego para esse pai de família em uma universidade. Logo que eles se mudam para a nova e quase isolada casa, eles conhecem Jud, seu vizinho e muito simpático velhinho que passou toda sua vida por aquela região. Jud leva a família para um passeio exploratório nas redondezas da casa nova dos Creed. E nesse passeio eles acabam conhecendo um “simitério” que há décadas abriga o descanso eterno de animais de estimação das crianças daquela cidadezinha.

“Qualquer mulher que conheça alguma coisa, poderia lhe falar que nunca conseguiu ver o que realmente se passa no coração de um homem. O solo do coração de um homem é mais empedernido. Um homem planta o que pode… E cuida do que plantou.”

O que descobrimos é que além desses túmulos de animais – túmulos esses que apresentam com suas inscrições em letras infantis o primeiro contato de fato da infância com a morte – existe um cemitério secreto (e amaldiçoado) em uma terra indígena de um povo conhecido como Micmac. Um cemitério que de uma forma sombria e desestruturada, significa vida.

Os acontecimentos após esse passeio da família e do senhor Jud irão construir a verdadeira história que 'O Cemitério' quer tratar: quais são as consequências quando queremos tanto alguma coisa que não nos importamos com o que virá depois? Iremos tentar entender a forma como essas pessoas lidam com a morte, ou, mais frequentemente, como eles se recusam a lidar com a dita cuja.

Mas, eu não quero e não vou ficar entrando em detalhes, pois por mais que esse clássico dos anos 80 tenha mais de 400 páginas, os detalhes são distribuídos de maneira esparsa, e quero passar longe de roubar sua experiência. Por mais que seja uma experiência dura, ela deve ser vivida por cada um. E o leitor que assim como eu for mãe ou pai, sentirá na pele a importância (nua e crua) das decisões que Louis precisou tomar.

“Às vezes, morto é melhor”.

Stephen King para mim continua sendo um dos grandes mestres do horror, e sua habilidade em encontrar nosso ponto fraco e nos fazer refletir sobre assuntos corriqueiros da vida continua fazendo seus escritos serem vivos, fortes, e contundentes. E se você se interessou em ler essa história, fique ligado porque em breve traremos nossa crítica sobre o novo filme de 'O Cemitério Maldito' (Pet Sematary, 2019). Ah, para aqueles que gostam de referências e easter eggs, temos sutis pinceladas nesse enredo da família Creed (Salem e O Iluminado, para você ficar “ligado”).

“Na vida real as pessoas sempre agem assim… Fumam, não usam cintos de segurança, mudam-se com a família para a margem de estradas movimentadas…”

Por: Carol Nery
Site: www.coisasdemineira.com/2019/04/ResenhaOCemiterio.html
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Alan.Uemura 30/04/2019

O terror é a vida real
Stephen King não é apenas um gênio do gênero. Ele sabe explorar como nenhum outro as questões humanas e nos fazer pensar sobre cada uma delas.

site: http://fndom.club/2019/04/29/resenha-o-cemiterio-stephen-king/
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Kelly | @kellymachadoblog 28/04/2019

Uma ótima Supresa
Aqui conhecemos Louis, um médico que é contratado por uma universidade e se muda pra outra cidade com a sua esposa Rachel, seus dois filhos, Ellie e Gage e o gato Church.
Ao chegar na casa nova, eles conhecem Jud, um senhor de idade que é o novo vizinho.
A nova casa fica de frente a uma estrada e atrás da casa tem um terreno que Jud os leva para conhecer, ali conhecem o "Semiterio de animais" (sim, com "S" mesmo), onde todos os bichos de estimação da cidade que já morreram foram enterrados.
Após um tempo, Rachel vai visitar os pais, levando as crianças..
E é aí que tudo muda.
Church é encontrado morto no gramado de Jud e a partir daqui já não posso falar mais senão dou spoiler.
A história é bem aquele estilo de filme de terror que o personagem escuta barulho e vai ver o que é, e nós ficamos "Não faz isso, você vai morrer"
Gostei muito, e se você assim como eu tem medo de livros de terror mas tem curiosidade pra conhecer a escrita do King, indico iniciar por esse livro.

site: https://www.instagram.com/p/Bv_nNO5A8o0/
Gabybadgirl 01/05/2019minha estante
Tô lendo ele que ganhei de presente do namorado,mas comecei por Joyland que e mais tranquilo?


Kelly | @kellymachadoblog 10/05/2019minha estante
Quero conhecer Joyland, muitos me disseram que é mais leve mesmo...




Kelly Brandão 25/04/2019

Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar em uma pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um ?simitério? no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Mas, para além dos pequenos túmulos, há um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. 

Quem me conhece sabe o quanto falo mal de Stephen King, porém esse livro me pegou de jeito e quanto mais penso, mais gosto. Curioso isso não? Pois é, O cemitério é um livro arrebatador.
Apesar dos toques sobrenaturais, este livro é um dramalhão daqueles que inevitavelmente nos levam as lágrimas. É um drama humano pelo qual todos nós já passamos ou vamos passar: a perda de alguém muito próximo e querido.
A morte é um dos grandes tabus da humanidade. É a única certeza que temos e não é muito confortável falar sobre isso. Em O Cemitério, esse tema é abordado de uma forma bastante perturbadora.
O que somos capazes de fazer para termos de volta um ente querido?
O que arriscaríamos nesse processo de retorno?
É fato que não sabemos lidar com a perda de alguém querido e nessa história King me fez sentir na pele essa dor. Como sofri e chorei durante a leitura deste livro, foi um turbilhão de emoções. Normalmente reclamo do King por ele ser um escritor prolixo. Mesmo tendo como finalidade a imersão do leitor na história, por vezes esse hábito se torna cansativo e me desmotiva a continuar a leitura. Porém a persistência valeu a pena, chorei, sofri, pude sentir o cheiro da morte e decomposição, o vento batendo em meus cabelos, o rugido do motor de cada caminhão que passou em frente à casa de Louis; e mais do que qualquer coisa, senti a tragédia se aproximando sorrateiramente a cada diálogo.
O Cemitério é um livro de terror palpável. É terror por sabermos que tudo tem um fim. É terror por teorizar que o fim pode não ser o que imaginamos.
O final aberto nos instiga a teorizar causas e efeitos. Supus diversas situações interessantíssimas e totalmente possíveis.
Enfim, O Cemitério é um livro inesquecível.
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Gustavo Barberá 25/04/2019

Cemitério Macabro
Título Original: Pet Sematary
Autor: Stephen King
Ano: 1983
Editora: Suma
Páginas: 424
Onde comprar: Amazon

Desejando ler algo para te aterrorizar e perturbar ao ponto de não te deixar dormir em paz? Então você está na resenha certa, pois o livro que ire falar é uma obra prima do mestre do terror Stephen King e não estranhe se depois de ler a obra, ficar com um olho fechado e o outro na porta do seu quarto. Esse livro fez tanto sucesso que já se transformou em filme, onde a versão de “Cemitério maldito” de 1989 está sendo relançada agora no ano de 2019.

O livro conta a história de Louis Creed, médico que se muda para uma pequena cidade do Maine e ao acaso descobre que próximo ao seu quintal há uma pequena passagem que leva até um cemitério de animais onde as crianças há gerações vêm enterrando seus pets de estimação. Só que além daquele lugar há um cemitério indígena, onde tudo que se enterra, volta a vida, mas de uma forma maligna e aterrorizadora.

Esse livro já te prende desde a primeira página, onde as palavras te prendem na narrativa de forma inacreditável. Em momento algum ele se torna arrastada ou cansativa, sempre tem novidades acontecendo e você fica ansioso para querer saber mais, o que te faz devorar a obra em pouco tempo, mesmo sendo um livro volumoso.

“Parece que querem esquecer que a morte existe”

Narrada em terceira pessoa, o enredo deixa o leitor completamente fora de si com a tensão psicológica presente, só que ao mesmo tempo parece que queremos mais, desejamos sentir mais medo de tão boa que são as palavras de Stephen King no decorrer das linhas. Os capítulos são alternados curtos com longos, mas como já citei logo acima, não percebemos, pois lemos tão rápido que não dá quase para distinguir.

Achei muito perturbador os diálogos que os personagens fazem com eles mesmos, a conversa com seu subconsciente deixou a trama totalmente sinistra e perturbadora. Se analisarmos bem, é um momento de loucura dos personagens, diante da situação ocasionada na história.

“Anéis de uma névoa rasteira tinham surgido não se sabe de onde e começavam a rodopiar em volta das lápides”.

Algumas cenas do livro são mais perturbadoras e sinistras ao se comparar com o filme, pois assisti a primeira versão de 1989. Algumas passagens não foram construídas seguindo o livro, o que está mais aterrorizante. E pensar Stephen King relutou em publica-lo por considerá-lo aterrorizante demais. Até sua esposa concordou com isso e correm boatos que ele não se sente confortável e pouco fala do livro. Ele descreve tão bem certos episódios que chegam parecer aguçar nossas sensações sinestésicas, como, por exemplo, o acidente de Gage e como ele o encontrou na sepultura, foi totalmente perturbadora.

Claro que nem tudo são flores. Eu achei que o mestre estendeu um pouco sem necessidade o velório de Gage, mas não deixou a leitura cansativa. Ele pegou vários capítulos, sendo que poderia ser menos, esse é o único lado negativo. Em compensação a forma que ele narrava as cenas com Zelda, irmã de Rachel, esposa de Louis, foi mais do que sinistra, arrepiava até as sobrancelhas.

“Finalmente eu voltei para buscar você, Rachel. Vou torcer suas costas como estão as minhas e nunca mais você vai sair da cama, nunca mais você vai sair da cama, NUNCA MAIS VOCÊ VAI SAIR DA CAMA...”.

E se você, amante da literatura do terror, se não leu “Cemitério Maldito”, não pode perder mais seu tempo, pois não tem a noção do que está perdendo, independente se assistiu ao filme, pois o livro traz muito terror extra a mais. É uma história que ficará martelando na sua consciência por dias e noites. Eu recomendo demais. A tradução foi de Mário Molina.

site: http://www.leituraenigmatica.com
Alcione 25/04/2019minha estante
Concordo plenamente. Tive uma espécie de surto de pânico após essa leitura. Exatamente pelo velório e o atropelamento.
Quanto ao cabelo branco do vizinho não te fez pensar???


Gustavo Barberá 29/04/2019minha estante
Sabe que nem reparei nesse detalhe? kkkk


Alcione 30/04/2019minha estante
Rsrsr




Helder 25/04/2019

Um verdadeiro e indispensável livro de terror
O Cemitério é um dos livros mais famosos de Stephen King e realmente merece toda esta fama. King relutou em publica-lo por acha-lo muito aterrorizante, mas devemos agradecer a sua esposa por fazê-lo mudar de ideia e trazer a luz esta obra de arte.
Eu relutei muito em ler este livro também achando que seria mais uma estória de zumbis ou simplesmente algo sobrenatural.
No fim, decidi lê-lo devido ao lançamento da nova versão do filme prevista para estrear agora em maio e não imaginava que seria uma leitura tão boa e difícil ao mesmo tempo.
O tempo, e principalmente o cinema, banalizaram o gênero terror e passamos a ver este tipo de arte como algo inferior. Então como assim dizer que um livro de terror é uma obra de arte?
Leia este livro e me diga se eu não tenho razão?
Tem que ter talento para causar as sensações que este livro nos traz. É medo, é angustia, é tristeza.
Ai vem a pergunta: Para que ler um livro que nos traga estas sensações?
Simplesmente porque a vida não é reta e cor de rosa, e infelizmente no meio do caminho podem aparecer obstáculos. Sair da nossa zona de conforto sempre é algo bom, então se você ainda não leu este livro achando que não vale a pena a leitura, abra sua mente e se de uma chance.
Em O Cemitério, King mexe com o nosso maior medo: O medo da morte. Medo de morrer e o medo de perder um ente querido. E ele consegue nos colocar na pele de seus personagens, nos fazendo sentir toda a dor envolvida nesta estória. E fica aqui o aviso: A dor é muito grande.
Louis arrumou um bom emprego como médico da universidade da pequena cidade de Ludlow, no bom e velho Maine de Stephen King. Ele é casado com Rachel e pai dos pequenos Eileen, de 5 anos e de Gage que tem aproximadamente uns 2 anos.
Acabam de mudar para uma nova e bela casa, e logo ao chegar conhecem Jud Crandall, o vizinho octogenário, casado com a boa Norma, e que sempre viveu naquele local.
As casas de ambos ficam uma de frente para a outra, sendo divididas somente por uma estrada, onde passam diariamente aqueles enormes caminhões de combustível que vemos em filmes americanos.
Ao fundo da casa dos Creed existe uma trilha que leva para a floresta.
Com o tempo Jud percebe a curiosidade da pequena Eileen sobre aquela trilha, e se oferece para mostrar a nova família o que existe no fim do caminho: O simiterio dos Bichos. Ou um cemitério de animais.
Jud explica que muitos dos animais que morreram atropelados naquela estrada foram enterrados ali.
Com o tempo, a amizade de Louis e Jud vai aumentando e King segue nos envolvendo lentamente na rotina destes dois. Certo dia, Louis ajuda Jud, que passa a se sentir devedor de um favor para o novo vizinho. A chance de pagar este favor chega quando o gato da pequena Eileen é atropelado.
E é melhor parar por aqui, pois depois disso vamos acompanhar a queda sem fim destes personagens em um dos textos mais dolorosos que já li na vida.
O começo é meio lento, enquanto King vai nos ambientando, mas o tempo todo é como se percebêssemos uma sombra crescendo sobre aquelas pessoas. Do meio para o fim somos sugados junto com Louis para aquela realidade, e queremos gritar com o personagem para não tomar aquelas atitudes, mas quem somos nós para julgar a dor dos outros.
Como agiríamos em tal situação se tivéssemos as mesmas informações que Louis?
King cria cenas incríveis. Algumas realmente de dar medo, como a parte em que Pascal leva Louis ao cemitério e lhe dá um aviso importante, que no momento de dor será rapidamente esquecido. Ou todas as últimas 100 paginas deste livro, quando a força sobrenatural leva Louis a tomar suas drásticas decisões.
Foi a primeira vez que senti medo lendo um livro. Achava que as pessoas exageravam, mas em diversos momentos tive aquela sensação de “Que tal deixar as luzes acesas?”
Mas no meio do medo, temos também cenas que parecem esmagar nosso coração, como a descrição do atropelamento ou a da briga no velório. De ficar com lágrimas nos olhos.
Muitos leitores reclamam que King é prolixo. Eu acho que isto é necessário em suas obras, pois para mim isto causa uma imersão.
O Cemiterio de Stephen King é sim uma obra de arte que nos tira de nossa zona de conforto e nos leva a pensar muito sobre como agiríamos se achássemos que tínhamos o poder de retroceder a morte de alguém que amamos muito.
Leia e tire suas conclusões.
Mas leia.
Alcione 25/04/2019minha estante
Um dos melhores dele. Apenas para os amantes rsrs
Pois as enroladas dele são enormes


Helder 25/04/2019minha estante
Eu adoro as enroladas dele. Este foi o sexto King que li, e todos tem valido a pena. O cara tem o dom de criar cenas incríveis.


Erica.Martins 25/04/2019minha estante
Nunca li nada dele, tua resenha me convenceu a começar por esse rs


Alcione 25/04/2019minha estante
Erica, comece com Misery hahaha
E bem mais tenso. E esse também,mas meio rolo pra quem não o conhece


Alcione 25/04/2019minha estante
Helder,amo e odeio King. Rsrs
Já leu Duma Key?? Se não, põe logo na lista


Erica.Martins 25/04/2019minha estante
Alcione tbm to querendo ler esse, assisti o filme e fiquei agoniada com a historia hahahahaha...


Helder 25/04/2019minha estante
Minha idéia este ano era ler King em ordem cronológica, mas passei este na frente por causa do filme que achei que ia querer ver, mas depois de ler fiquei na dúvida se consigo assistir isso ou não. Mas quem sabe não passo Duma Key na frente??


Helder 25/04/2019minha estante
Erica, eu curto King. Não curto livros sobrenaturais, mas ele mistura tanto as coisas e escreve tão bem, que as coisas ficam criveis. It é o melhor, mas tb recomendo o Outsider que saiu ano passado. Acho que é mais seu estilo, pois é um thriller.


Helder 25/04/2019minha estante
Misery é outro que pelo jeito vou ter que furar a lista tb, pois todo mundo fala deste livro.


Alcione 25/04/2019minha estante
Hahaha quero muito ver vocês lendo. E Helder, discordo quanto a It. Odiei. E os mais antigos são os melhores certamente


Alcione 25/04/2019minha estante
Erica, vi um filme bem antigo e não gostei e não pega nem um milésimo da história. A leitura nem se compara


Erica.Martins 25/04/2019minha estante
Gente valew as dicas, tenho até vergonha de dizer que nunca li nada do King rs...agora já sei por onde começar ;)


Alcione 25/04/2019minha estante
Arrasa!!!!




Rodrigo.Lorenzi 22/04/2019

A dor do luto
Impressionante o que Stephen King faz. "O Cemitério" aparentemente conta a história de uma família que se muda para um casa nova onde, no terreno, há um cemitério em que vários moradores enterram seus bichinhos de estimação. Na mão de qualquer um isso soaria batido, mas King usa o sobrenatural para falar sobre morte, luto e dor. Por isso, não foram as passagens de terror que me deixaram impactado, mas o drama familiar, a dor do pai, a angústia da mãe. Que coisa forte. O desespero por causa da morte de um ente querido, o vazio sufocante... tudo isso é descrito de uma maneira muito triste e real. De resto, temos uma história realmente apavorante justamente por causa de seu apelo humano. Tem horas que as descrições de King enchem o saco mesmo, é verdade, mas no geral, é um baita livro. Recomendo.
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Erikinha 15/04/2019

Sensacional
Meu Deus ... morri mas passo bem.
O que foram essas vinte últimas páginas 😱
Louis meu Deus parece eu, deu merda uma vez, mas não desisti na segunda acha que vai dar certo, mas da merda maior ainda.
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