Minha luta

Minha luta Adolf Hitler




Resenhas - Minha Luta


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Neto 23/06/2009

A importância deste livro
Para historiadores, filósofos, pensadores sociais, ou para todos aqueles que se interessam pela compreensão da II Guerra Mundial e do Nazismo, este livro é essencial. É o documento fundador do movimento Nacional-Socialista. Está longe, porém, de transformar seu autor em gênio. Em Mein Kampf não se encontra nenhum projeto de como gerir um Estado, cuidar dos problemas comuns à uma sociedade. Não há uma política econômica definida. Toda a estrutura econômica e social deveria ser voltada para um único fim: a preservação da raça supostamente superior ariana. Renega, com igual veemência, tanto o capitalismo quanto o comunismo ou a social-democracia, considerando-as todas fruto de um pretenso e gigantesco “complô” judaico universal, cujo objetivo final seria a destruição da civilização. Não se pode falar, rigorosamente, de um programa partidário, porque o partido era tão somente uma necessidade de ordem prática para aqueles homens que comandaram os destinos da Alemanha entre 1933 e 1945. Tudo nesse pensamento é apriorístico, confuso mesmo. Um catecismo de ódio e destruição.


Fulana de Tal 16/05/2009

nao ha como negar... ele foi um gênio. Até hj quando eu leio algo fico me lembrando da ideia de que os livros que lemos devem ser um mosaico.


Vânia 30/03/2009

Ponto de vista
Esqça as atrocidades causadas por ele e seus soldados. Aqui ele defende suas idéias e as justifica. Os alemãs o apoiaram. O resto do mundo sofreu. Todo mundo tem direito de se explicar. Claro que nem tudo deve ser aceito...
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Morfindel 14/09/2014

Consideração
É um livro importante pra entender o que aconteceu. Quem gosta de história deveria ler. Nele Hitler fala do Lebensraum (marcha pro leste), fala de tudo o que faria caso tomasse o poder, ele não fala nesses termos mas fala que é o que deveria ser feito. É importante pra entender a pessoa do Führer.

É engraçado ver algumas pessoas (que não devem nunca ter estudado história e não se dizem mas no fundo são de direita) dizerem que Hitler era de esquerda. Se tivessem lido esse livro leria em cada página Hitler falar mal do marxismo, dos socialistas ou dos sociais-democratas. "Ah, mas tem socialista no nome". Hitler diz no livro que queria criar um partido pois discordava de todos os partidos até então já existentes na Alemanha. Ele diz também que, em palavras livres minhas "quero criar um partido que não seja nem de esquerda, nem de centro", logo... Deixo pra vocês deduzirem o que ele quis dizer com isso. Ele também diz que era importante usar no nome do partido a palavra "trabalhadores" e "socialista" pra ter um apelo às classes dos operários e os proletários.

Chega a ser engraçado Hitler tudo de mal atribuir aos judeus. muito mal comparando seria como o Giorgio Tsoukalos tudo concluir que foi feito por aliens ou que dizer que tudo no mundo é culpa do PT. Não há provas nem evidências, no fim; "culpa dos judeus". Se fosse nos dias de hoje ganharia um meme.

Mas nem tudo são críticas. Há grandes ideias, principalmente na parte social. Vão me acusar de usar a velha Lei de Godwin, mas nem Hitler usava esse mote imbecil de "não se pode dar o peixe, tem que se ensinar a pescar." da maneira dele ele se preocupava com a pobreza em que as pessoas (infelizmente nessa parte ele tinha uma ideia diferente do que essa palavra significava) viviam.

Ele também tinha uma ideia bem avançada da importância do ensino da história. "Poucos professores compreendem que a finalidade do ensino da história não deve consistir em aprender de cor datas e acontecimentos ou obrigar o aluno a saber quando esta ou aquela batalha se realizou, quando nasceu um general ou quando um monarca, quase sempre sem significação, pôs sobre a cabeça a coroa dos seus avós. (...) Aprender história quer dizer procurar e encontrar as forças que conduzem às causas das ações que vemos como acontecimentos históricos." Logo quando vocês encontrarem um professor de história não perguntem quando fulano nasceu ou quando tal coisa se realizou, história não é isso. E infelizmente ele estudava muito a história, mas como nenhum estudante é perfeito ele não aprendeu com Napoleão que 'one does not simply invade a Rússia no inverno'.

Uma coisa que eu não consigo aceitar é o nacionalismo. Se orgulhar por algo que independe de sua vontade (onde você nasceu se deve unicamente aos seus pais) diz muito sobre sua vida. Ele escreveu: "Só se pode lutar pelo que se ama, só se pode amar o que se respeita e respeitar o que pelo menos se conhece." Ele chamava nacionalismo e patriotismo de questão social. É, né?

Alguns trechos chegam a ser irônicos vindo dele: "Se uma doutrina que encerrasse mais inveracidade ao lado de idêntica brutalidade na propaganda, fosse oposta a social-democracia, triunfaria do mesmo modo, por mais áspera que fosse a luta." Social-democracia=esquerda, logo...

Eu já tinha ouvido pessoas dizerem: "Hitler usou negros no exército", acho que elas pretendiam dizer que ele não era racista. - Sim, porque nada mostra mais que você não é racista do que matar milhões de pessoas de uma etnia específica. - E isso prova o quê? Já ouviram falar na expressão bucha de canhão? Mas deixemos Hitler falar:

"Sem tal possibilidade de empregar gente inferior, o ariano nunca teria podido dar os primeiros passos para sua civilização, do mesmo modo que, sem a ajuda de animais apropriados, pouco a pouco domados por ele, nunca teria alcançado uma técnica, graças à qual vai podendo dispensar os animais. O ditado: "o negro fez a sua obrigação, pode se retirar", possui infelizmente uma significação profunda. Durante milênios, o cavalo teve que servir e ajudar o homem em certos trabalhos nos quais agora o motor suplantou, o que dispensou perfeitamente o cavalo."

Em outro trecho ele fala sobre o aumento da população, pra ele "é dever de toda mulher ser mãe", era dever de toda família ter mais filhos quanto possível. Aí ele critica os governos alemães por não terem feito nada pra isso, e aponta a política francesa de trazer indivíduos das colônias (africanas) para popular o território francês continental:

"A política alemã de outrora era feita por metade, como tudo que fazíamos. Ela nem aumentou as terras ocupadas com a raça alemã, nem empreendeu a tentativa criminosa de fortalecer o império pela introdução de sangue negro."

É, ele não era racista mesmo.

Voltando ao ponto. "Hitler era de esquerda". Sim ele era:

"A cor vermelha de nossos cartazes foi por nós escolhida, após reflexão exata e profunda, com o fito de excitar a Esquerda, de revoltá-la e induzi-la a frequentar nossas assembleias; isso tudo nem que fosse só para nos permitir entrar em contato e falar com essa gente."

Ele adorava a esquerda em todas as suas nuances.

Hitler era um péssimo escritor. Ele se contradizia, em vários trechos ele diz uma coisa e logo mais a frente ele escreve algo ligeira ou totalmente diferente. Em muitos trechos. Coitado do editor desse livro.

Enfim, se quer conhecer alguém conheça o que ela disse ou escreveu. Suas opiniões. 99,9% das pessoas que falam de Hitler nunca leram esse livro. Hitler era racista sim, ele fala isso, pra ele dizer isso se tornava um elogio.


Izabela 27/07/2012

Foi o segundo de muitos livros que li sobre a Segunda Guerra Mundial. Faz você entender muitos aspectos sobre o nazismo, ou até mesmo vê-lo por um ângulo diferente. Pra quem gosta de pesquisar realmente sobre o assunto é muito indicado, pois depois de ler verifiquei que os livros didáticos nos contam 20% da história.
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Lucy Nazaro 05/03/2010

Li, mas não gostei. Concluí porque sou teimosa, sempre chego ao final dos livros que pego, mesmo não gostando.
Estou achando uma obra intrigante marca o início da trajetória de Hitler.estou na página 90. Pelo que vejo, ele conta como desenvolveu sua aversão pelos judeus e como ele percebeu que era fácil dominar as massas, sempre ansiosas por líderes que resolvam seus problemas e lhes vendam respostas prontas para seus questionamentos, mas respostas que eles querem ouvir. Interessante perceber que já passamos quase um século e as pessoas ainda pensam assim, elegem os líderes pelo que lhes parece que eles vão facilitar suas vidas, não se importam muito com o resto. Vou ler aos poucos, entre outros que estou lendo e os que estou estudando para minhas aulas.
UFFAAAA!!!! TERMINEI A LEITURA, MAS CONFESSO QUE FOI POR TEIMOSIA. DE UMA ALTURA EM DIANTE COMEÇA A FICAR MONÓTONO SEMPRE AS MESMAS COISAS, TUDO É CULPA DOS JUDEUS, ETC. SINCERAMENTE? NÃO GOSTEI!


Iran 18/01/2009

Impressionante
Esta obra é extremamente integrigante e especial por marcar o início da trajatória de Hitler na construção do seu estado perfeito, dentre os vários aspectos que este livro merece e pode ser abordado, o que mais me salta os olhos é que situações como esta em proporções menores ainda vivemos. Uma obra para ser lida e estuda, para não darmos de cara com outros lideres deste tipo, que transforma a luta coletiva, de sua sociedade, de grupo, de uma população como sendo a sua luta a partir de um referêncial doentio, mas aceito por muitos seguidores que deixaram de ser oprimidos e passaram a ser opressores.
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João 12/04/2012

Leitura para historiadores
Livros escritos por personagens históricos são, independente da qualidade literária, as melhores fontes de entendimento da história.
Este não é diferente. Extremamente útil para entender a lógica por trás do nazismo, da segunda grande guerra e como um dos países mais culto e desenvolvido do mundo abriu espaço para esse indivíduo. Recomenda-se leitura isenta e desapegada de preconceitos, tanto favoráveis quanto contrárias.
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Adri 20/01/2010

Preparada para as pedras!
O livro é importante pra mostrar como a sandice pode transformar um homem de ideias interessantes em um monstro sanguinário. Prova também que até o ser mais hediondo pode ter o que dizer e ter suas ideias aproveitadas.
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Agueda Faon 15/10/2017

SÓ POR CONHECIMENTO HISTÓRICO
Há somente um motivo que me fez ler este livro até o final: CONHECIMENTO HISTÓRICO. A menos que esta obra tenha sido distorcida, nos dá uma real dimensão de quem na verdade foi Hitler. Não fosse todo o horror que ele provocou, eu até teria vontade de bater um papo cabeça com esse sujeito. Ele apreciava a cultura, a ponto de passar fome (devido às dificuldades encontradas em Viena) para poder ler ou assistir espetáculos de ópera. Nos primórdios, convivendo com sua família grande, precisou enfrentar os mesmos problemas que muitos enfrentam por viverem numa sociedade com traços de desigualdade social.
Mas a mente dele era tomada por psicoses. Um misto de inteligência e loucura se revelam nas páginas (que em muitos trechos se torna maçante pela quantidade de vezes que ele repete idéias), e aí você entende porque esse pequeno austríaco fez tanto estrago.
Como eu disse e repito, para CONHECIMENTO HISTÓRICO, vale a leitura...
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Svartzorn 03/02/2012

Este livro é um meio a meio quando analisamos do ponto de vista atual.
E digo isso porque gostaria de começar pelo que mais me “travou” a leitura: muito do livro, especialmente o segundo tomo, faz referência a fatos que se deram à época: ou é crítica a determinadas instituições, ou é análise de conjunturas locais e temporais que não possuem relevância para os contemporâneos a menos que se trate de historiadores – aqui é importante notar as percepções que o autor tinha de uma coisa ou outra para melhor entender o modo como o movimento nacional-socialista se comportou em seu primeiro período.
O segundo ponto desfavorável foi a qualidade do texto. Poucos são os erros, é verdade, e a maioria é de digitação. Mas me torrou a visão ler “nacionais-socialistas” de vez em quando – erro crasso.


Tirando isso, o livro pode ser dividido na análise dos seguintes temas:

-A questão racial, em que Hitler explica, em linhas simples, a doutrina racial da ideologia e sua relevância. Aqui é importante notar que a concepção de “homem ariano” foge completamente ao que o senso comum compreende acerca deste conceito. A identificação do negro como inferior não é algo que parta de um comparativo com a figura do alemão e é uma constatação que perdurava na cabeça da maioria das pessoas àquele tempo. O que é importante notar aqui é o matiz espiritual que o racismo hitlerista possui em comparação com o racismo puro e simples ou com o racismo científico. Para os que querem melhor entender esse conceito, eu os remeto aos escritos de Nimrod de Rosário. Toda perquirição do mesmo é inútil de acordo com as idéias falidas que se tem de raça e racismo atualmente, muitas das quais, em sua obsessão igualitarista, pecam até na seara da ciência, que tão cheias de milho no papo dizem defender.

-A questão política. Aqui é de central importância separar o nacional-socialismo do espectro político direita-esquerda, liberalismo-marxismo. O nacional-socialismo destaca-se disso e faz questão de afirmar sua incompatibilidade com o que define como “doutrinas falidas” – daí sai o aspecto revolucionário do movimento. Mais importante que lembrar o nojo absoluto que tem do marxismo – o que Hitler vê como instrumento do judaísmo – é importante ver como ataca o que se entende por “direita”: o conjunto liberal-conservador que, na visão do autor, é visto como impotente, pusilânime e até cúmplice do marxismo; isso sem falar do entendimento de que o capitalismo é a outra face da moeda da doutrina de conquista dos povos judaica.
A questão relativa à forma do Estado e dos direitos dos cidadãos é esboçada em linhas gerais do ponto de vista formal. Do ponto de vista material, tudo deve obedecer o imperativo de sobrevivência da raça e de seu desenvolvimento. Daí a ênfase ao militarismo.
A descrição da luta com a frente vermelha vou deixar para o próximo ponto de relevância.

-Propaganda e militância. Hitler compreende profundamente o poder da propaganda e seu método de emprego. Não sei se é o que funda essa concepção ou se conseqüência dela, mas a compreensão hitlerista da sociedade de massas unida à assunção de que o destino da humanidade é guiado por poucos homens e poucas idéias é base fundamental da ideologia, de seu modus operandi e um tapa na cara do princípio segundo o qual todos os homens são iguais.
A luta com a frente vermelha é violenta, na qual são necessários o pulso e o vigor, a coragem. Daí advém muitas críticas aos partidos burgueses, impotentes em relação ao modus operandi violento e obsessivo das esquerdas – o que ainda nos dias de hoje figura-se com verdade. Os nacional-socialistas, em contrário, compreenderam isso de antemão e incorporaram isso à sua propaganda, a seus comícios – o que, extrinsecamente, acaba nos dando a imagem que o movimento tem ainda hoje, mas sem a qual não teria sido possível a conquista do poder.
Mais que isso – ao contrário da sociedade atual – a afirmação da qualidade absolutamente intolerante e fanática da ideologia se dava em função de sua característica universal e da necessidade de sobrevivência.
Hitler acerta em cheio quando diz que toda doutrina universal é manifestamente intolerante e que assim devia comportar-se o nacional-socialismo. Aponta os marxistas como exemplo, uma ideologia claramente intolerante – posto que o inimigo político é tido como algo a ser extirpado e a sociedade, que deve ser o barro para suas mãos, é compreendida como algo a ser abolido e reinventado.
A necessidade de sobrevivência obedece a insignificância que aquele país possuía no contexto da política internacional à época aliada à necessidade de afirmação da identidade nacional como é típica de regimes fascistas.

A redundância dos ataques aos judeus é fundamentada. Realmente os autores da revolução de outubro de 18 eram em sua maioria judeus, o mesmo procedendo em relação à maioria dos ideólogos e integrantes relevantes do movimento marxista. Para quem teve formação lendo não apenas os jornais de movimentos völkisch, como também literatura germânica, não se deve surpreender que se chegue a tal conclusão. Some-se isso aos fatos supra-citados.

Em resumo, este livro é inútil para todos aqueles que não forem além do que os média e as instituições atuais têm a dizer acerca de nacional-socialismo. A própria compreensão do livro fica prejudicada e, muitas vezes, equivocada.
A compreensão do que Hitler tem a dizer sobre propaganda pode ser a primeira quebra de preconceitos [ah, essa palavra tão usada me desagrada!]necessária para a leitura e compreensão adequadas do escrito.

Post scriptum – não sejam estúpidos de esperar alguma maravilha estilística. Hitler se expressa através de palavra que são “difíceis” nos dias de hoje. O importante é notar que Mein Kampf, grosso modo, é um panfleto político para educação do movimento. Aos que quiserem estilo literário eu mesmo recomendo alguns livros – antes empreguem nisso seu tempo ao invés de ficar fazendo críticas estapafúrdias.
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Bel 30/06/2016

-
Inicialmente comecei a leitura porque acreditava que ela explanaria os ideais de Hitler e como sua mente lidava com eles, resultando então em suas posteriores atitudes. Eu sabia que o livro havia sido escrito durante o período que ele estava preso, mas aprendi muito mais sobre minhas visões de mundo do que sobre a vida dele. O livro é dividido em algumas partes, o que facilita um pouco o entendimento e o momento da vida dele que ele estava contando.
Hitler não tinha genialidade nenhuma. Era um cidadão normal, filho de uma dona de casa e de um funcionário público que nunca aceitaram muito bem as ideias do (até então) garoto Adolf Hitler. Queria ser artista e não conseguiu sucesso ao tentar entrar na faculdade, então ele resolveu se aproximar da política, chegando a criar um partido e iniciando uma revolução armada (que resultou em sua prisão, local aonde o livro fora escrito). Eu, que tanto vejo as pessoas bradarem aos quatro ventos que Hitler era de "esquerda" por conta do nome do partido dele, após a leitura descobri que ele mesmo afirmou que deveria de alguma forma colocar "socialismo/socialista" e "trabalhadores" ao nomear o partido, pois assim conseguiria atingir a classe dos operários que não ~pensava muito~, segundo ele. Nas páginas, ele exalta o racismo, anti-semitismo intenso, sexismo e, claro, fascismo. Hitler tinha um poder de persuasão absurdo, era inteligente e muito carismático; e isso resultou na Segunda Grande Guerra. Ele simplesmente decidiu que a culpa da pobreza e violência no mundo era dos judeus e permaneceu com este ideal até o túmulo.
Tecnicamente, é um livro maçante: o autor repete mil vezes a mesma coisa e, de uma hora pra outra, se contradiz e anula a sentença presente em algumas páginas atrás. Historicamente, é um livro necessário. Se você é amante de História, recomendo a leitura e ressalto a importância de conhecermos a história para não repetí-la. Contudo, não recomendo esse livro para todos. Ele contém, sim, ideais perigosos e que podem servir de gatilho para qualquer pessoa mentalmente abalada e/ou levemente apoiadora do racismo, anti-semitismo e um intenso discurso de ódio. Concluí a leitura com medo de tudo isso acontecer novamente e divagando sobre a necessidade de conhecer, entender e compreender a história mundial; e de como um líder carismático, com o apoio da população desolada por conta de uma crise, pode disseminar seus ideais absurdos com facilidade.

site: https://www.youtube.com/user/alguminfinito


Pseudokane3 02/09/2010

"Não li e não gostei"...
Discordo do extremismo senso-comunal atrelado a avaliações preconceituosas como esta com que intitulo esta resenha, mas, em razão de marcar este livro como LIDO mesmo tendo ciência de que passei muito rápido por algumas páginas, chego a pensar numa exceção: além do conteúdo execrável e segregacionista do mesmo, o estilo de Hitler é repetitivo, limitado, presunçoso e parcial em sua argumentação...

Uma influência ruim sob quase qualquer âmbito que possa ser interpretado!

WPC>


Piter 28/09/2010

Estarrecedor
Na minha opinião toda pessoa que ler sobre nazismo,deveria conhecer este livro.apesar de ser chato e enfadonho.
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Clarisse 23/04/2017

Mein Kampf - Volume I
Início da vida

Hitler nasceu em Braunau, Aústria. Com desejo de torná-la novamente parte da Alemanha, aos quinze anos já se considerava um "fanático nacionalista".

Muitos de sua geração viam o império austríaco como responsável pelo desmantelamento da nação alemã. Órfão aos 15 anos, com o sonho de tornar-se pintor, apesar de ter talento mais para o desenho, vai para Viena. Lá ele se depara com as dificuldades da vida, trabalha pelo pão diário e muitas vezes opta por passar fome para poder ir a ópera ou comprar livros. Muito interessado pela História alemã e pela Sociedade, ele faz uma análise da sociedade proletária da época e da sociedade nacionalista ideal.

O exemplo exposto por Hitler da formação de um cidadão é ainda muito atual: uma criança crescendo numa "casa" pequena para cinco irmãos e pais que brigam todos os dias devido as dificuldades da vida é ensinada pelos pais a odiar o Estado (que não os ajuda); ao sair da Escola além de ter adquirido poucos conhecimentos, é irresponsável e "amoral". Assim, uma criança que só viu a "sujidade" e a "vileza" humana que vida alcançará? Nesse caso, o autor defende que a "nacionalização de um povo deve começar pela criação de condições sociais sadias como fundamento de uma possibilidade de educação do indivíduo". Do conhecimento, surge o orgulho pela Pátria. Só se luta pelo que se ama, só se ama o que se respeita e só se respeita aquilo que se conhece.

Em Viena

Em Viena, Hitler passou a "entender" melhor a sociedade em que vivia. Sempre lendo jornais diversos para conhecer as doutrinas/ideias que não dominava e poder ter argumento em suas discussões em grupos. Lia desde os jornais "vermelhos" até os antisemitas. Antes de tomar um partido quanto aos judeus, Hitler, afirma ter usado da razão para não fazer uma injustiça. Assim, após meses de estudos, ele conclui que os judeus seriam os líderes da social-democracia. Os responsáveis por incitar a classe trabalhadora, anular a cultura e o nacionalismo alemão . A expansão do "marxismo-judaico" ocasionaria o fim da raça humana. Por isso, Hitler via-se como um agente de Deus na luta contra o judaísmo.

"Eu só via no judeu o lado religioso. Por isso, por uma questão de tolerância, considerava injusta a sua condenação por motivos religiosos. O tom, sobretudo da imprensa anti-semítica de Viena, parecia me indigno das tradições de cultura de um grande povo, Causava-me mal-estar a lembrança de certos fatos da Idade Média, cuja reprodução não desejava ver."
Ataque a Democracia

Outro ataque de Hitler é à Democracia Parlamentarista, extensamente ele defende como essa Instituição é falha. Colocar as decisões de uma nação na mãos de cerca de 500 homens seria uma forma de "tirar" a responsabilidade pelas decisões das costas de um só homem. Logo, sem responsáveis não há culpados. Além disso, ele afirma que esses homens não teriam competência para a tarefa que lhes foi designada, pois haver um verdadeiro estadista em uma nação é uma exceção. Em contrapartida, defende a democracia gêrmanica que centraliza em um único líder toda responsabilidade. A autoridade pública só poderia exigir respeito e proteção caso defendesse os desejos da nação.

Preocupado com o crescimento populacional da Alemanha, cujo território seria "pequeno" para plantio e suprimento de toda essa população, Hitler defende que o país deveria expandir seus domínios. Àquela época muitos países ainda mantinham suas colônias pelo mundo, mas para Hitler o ideal seria que a Alemanha buscasse mais terras no próprio (sub)continente europeu. Conquistadas pela força e diligência do povo alemão. Segundo ele, o "Estado" judeu nunca teve fronteiras, era unido pela raça e se encobria pela religião. O Estado vai além da organização econômica, representa a união de uma raça para a autopreservação.

A propaganda de guerra

De certa forma o autor também dá uma lição de marketing, ao analisar a propaganda na Primeira Guerra. De um lado a Alemanha teria errado ao ridicularizar o inimigo. De outro, este tiraram vantagem ao retratar os alemães como monstros e bárbaros. Assim, os soldados da Entente (França, Reino Unido e Rússia) estavam preparados para algo muito pior do que encontraram de fato no front. Enquanto que os soldados alemães sentiam-se enganados por receberem notícias falsas. Além do que, a propaganda alemã falhou ao tentar minimizar sua "culpa" pelo desencadeamento da Guerra, em vez de atribuí-la toda ao inimigo. Surgiu então a dúvida entre o povo: "se os inimigos tem razão de nos atacar por que continuamos em guerra?" Na Inglaterra, a propaganda era considerada uma arma de Guerra, mas na Alemanha era algo de segundo plano atribuído aos mais incompetentes

Após a Guerra, Hitler decide-se por entrar para a carreira política. Sua habilidade em oratória rende-lhe um convite para um partido pequeno. Pequeno mesmo, só tinha seis membros. Depois de refletir sobre o assunto, conclui que era de um partido pequeno que poderia surgir o reerguimento da nação. E não dos partidos corruptos com lugar no parlamento. Mesmo contando com superioridade numérica e constante suprimento de armas a Entente levou mais de quatro anos para vencer. E a causa da vitória foi a fraqueza de caráter e descrença do povo , devido a propaganda doutrinária que minava o espírito nacionalista. A crise pós-guerra não teria como causa principal a economia abalada. Mas na verdade surgido de fatores éticos e raciais.

Sífilis

Em um capítulo Hitler faz um extenso ataque a prostituição e apresenta a sífilis como um grave problema de saúde pública na Alemanha. Eu, curiosa, pesquisei, pois desconhecia essa doença como epidemia. Encontrei esse site legal, que traz alguns cartazes orientado os soldados a tomarem os coquetéis para DSTs. Noutro site, explicava que essa preocupação do Fuher, se devia a ele ter contraído Sífilis enquanto estava em Viena. Indica inclusive, que suas obsessões seriam um sintoma da doença.

No mesmo capítulo, Hitler aborda a instituição do casamento, a qual ele considera como meio para a conservação e multiplicação da raça. Ele também considera a arte contemporânea como a decadência da cultura alemã. Em parte pelo crescimento das grandes cidades que deixaram de ser centros culturais para tornarem-se "aglomerações" urbanas, com a industrialização.

A questão da "raça"

Hitler defende a pureza de sangue do povo ariano. Ele acreditava que a proteção e evolução da raça estaria relacionada ao mecanismo de seleção natural, na qual somente as espécies mais fortes sobrevivem. Para tanto os arianos deveriam reproduzirem-se entre si. Ele cita como exemplo histórico, que a América do Norte, por ter sido colonizada mais por arianos, manteve uma grandeza humana e cultural. Enquanto que a América do Sul, colonizada por latinos que se misturaram aos indígenas, seria menos civilizada. A lógica do autor parte para o seguinte: sendo os arianos a raça superior, o pacifismo dependeria de ser dada aos alemães a "posse" do mundo.

"Talvez o conceito pacifista humanitário chegue a ser de fato aceitável, quando o homem que for superior a todos, tiver previamente conquistado e subjugado o mundo, ao ponto de tornar-se o senhor exclusivo desta terra. A tal ideia torna-se impossível produzir conseqüências nocivas, desde que a sua aplicação na realidade se torna cada vez mais difícil, e por fim, impraticável. Portanto, primeiro, a luta, depois talvez o pacifismo."
As características principais de cada raça seriam intrínsecas. Isso explicaria porque, enquanto uma situação levaria certo povo a passar fome, servia a outro como estímulo para trabalhar com mais afinco. Como na fábula da cigarra e das formigas. Os arianos seriam os responsáveis pela origem da civilização humana, toda a arte, toda a ciência (mesmo as do Oriente) teriam surgido de ideias nascidas nesse povo. Essa superioridade justificaria a escravidão dos povos inferiores. Escravidão que seria uma "benevolência", pois os explorados, empregados em um trabalho útil estariam em condição melhor do que quando estavam livres.

O aspecto principal da raça ariana seria a capacidade de autossacrifício pelo coletivo. Enquanto o povo judeu só seria capaz de unir-se mediante o perigo. Passado este, voltaria ao seu estado natural de egoísmo. A inexistência de um Estado Judaico representaria a falta de cultura do povo que se apropria daquela presente nos povos que "corrompe."

Na Alemanha, os judeus seriam os responsáveis pela revolta da burguesia contra a monarquia e depois do proletariado contra a burguesia. Para isso, utilizaria da Maçonaria, entre as classes superiores e da imprensa para os operários. Pregando a igualdade e humanidade eles alcançariam o controle da nação.

O crescimento do Partido

De apenas sete membros o movimento logo chegou a centenas de adeptos, graças a capacidade de Hitler na oratória. Nos discursos ele defendia as ideias que descrevi anteriormente. Com mais de dois mil seguidores, passou a chamar atenção dos comunistas, que começaram a assistir aos comícios, alguns como críticos, outros para provocar a desordem. Apesar de não gostarem de considerar o movimento como um Partido, nomearam a associação como "Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães".
Resenha sobre o volume II, no blog.

site: https://asvantagensdeterumblog.wordpress.com/
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