O Falecido Mattia Pascal

O Falecido Mattia Pascal Luigi Pirandello




Resenhas - O Falecido Mattia Pascal


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Carla Reverbel 12/01/2013minha estante
Uau!
Excelente resenha.
Muita informação, ótimas ideias.
Com certeza lerei Pirandello.
Parabéns!


NBFleur 18/01/2013minha estante
Obrigada, Carla Reverbel! Fiquei muito contente com o comentário, depois farei a resenha da Garota dos pés de vidro. De início fiquei com medo de não estar fazendo a resenha certa com tantos spoilers, mas que bom que você gostou! E vale muito à pena a leitura. É uma oportunidade para várias viagens.


Chay 01/04/2013minha estante
Realmente muito boa a resenha, parabéns. :)




(n)Ana 29/11/2012

Extraordináro
Um livro que transporta o leitor para dentro da inusitada situação e tem reflexões interessantíssimas em todas as páginas. Uma história que me ajudou muito num momento de dúvidas e que é capaz de nos mostrar o conflito liberdade X vida em sociedade com maestria. Além disso, o próprio Mattia Pascal é um personagem fantástico! Totalmente recomendado.
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Sol Costa 01/03/2012

Desde o início da leitura um outro romance veio a minha mente e não saiu mais: Memórias póstumas de Brás Cubas. A proximidade entre as duas obras é apenas 1: o protagonista é lançado para fora do convívio social pela morte, quando passa, então, a ser um expectador da sociedade.
De resto os dois romances não se parecem em nada, e nem poderiam. Cubas está realmente morto, essa condição lhe dá plena liberdade para julgar - suas ações e dos que lhe rodeiam - com ironia, desnudando verdades que a sociedade prefere mascarar.
Já Mattia Pascal está vivo, apesar de ninguém saber disso. Uma série de acontecimentos leva a todos que o conhece à conclusão que ele morreu, Mattia aproveita-se desta inesperada liberdade, adquirida num momento de grande desespero,para tornar-se um outro homem, para ter uma nova vida longe de todos.
Inicialmente nômade, a personagem logo descobre que o homem não pode viver senão em sociedade, é quando tenta fixar residência mas sua situação o impede de um convívio social normal, é quando ele se dá conta de que a ruptura de todos os laços sociais (sem familia, sem emprego e sem documentos) não lhe trouxeram liberdade, mas isolamento e infelicidade. Bem, Sartre teria uma outra opinião, mas isso já eh assunto de um outro romance.
Sol Costa 01/03/2012minha estante
Curioso! quando Pirandello escreveu este livro o acusaram de inverossímil, alguns anos depois um fato quase idêntico foi noticiado pelos jornais. Eu imagino o júblio do autor, ele até escreveu um apêndice ao livro para se gabar rsrsrs




Pandora 09/01/2015

Quem é que nunca desejou, ao menos por alguns instantes, deixar a própria vida, ser outra pessoa, escapar dos problemas? Mattia Pascal tem esta chance e a aproveita. Mas como bem escreveu Leminski:

"... problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear:
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas."

Passada a euforia da liberdade, Mattia tem que lidar com novos e não menos árduos aborrecimentos. E viver a angústia de ter um passado inventado no qual tem que acreditar e fazer crível aos outros, temendo o risco de ser desmascarado a qualquer momento. Na própria solidão - uma vez que não pode ser absolutamente sincero com ninguém em sua nova vida - vê que não é mais livre do que antes, nem imune aos novos sentimentos.
É um livro reflexivo, porém leve, de leitura agradável, que retrata a sociedade de maneira irônica e cômica.
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Júlia 26/08/2016

" - Ora, meu amigo... Eu sou o falecido Mattia Pascal."
Numa visita a um sebo em Curitiba, encontrei Mattia Pascal. Entre tantos títulos que poderia escolher, senti que poderia ser uma boa companhia. Confesso que tinha outras leituras em mente quando voltei para São Paulo, mas o título me pareceu tão atrativo que não consegui resistir.

Mattia, ao dar início à sua história, pareceu-me tanto Brás Cubas (aquele das memórias póstumas!) que não pude deixar de simpatizar com o sujeito. Logo no primeiro capítulo, diz que irá nos contar como foi que morreu não uma, mas duas e como continua vivo.

Nascido numa família cheia de posses e (que, como ele nos conta, foram roubadas pelo seu administrador após a morte do pai) e vivido uma adolescência resumida em vadiagem, Mattia se tornou um infeliz quando adulto. Sem condições de sustentar a sua família, atormentado por um casamento fracassado e por uma sogra megera, ele encontra sustento trabalhando na biblioteca abandonada da sua pequena cidade. Porém, como desgraça pouca é bobagem, Mattia então perde as duas pessoas mais importantes de sua vida no mesmo dia: sua mãe e sua pequena filha.

Desconsolado, ele pega as poucas liras que seu irmão lhe enviara para o enterro da mãe e pega um trem. Decide ir para Monte Carlo onde, num cassino, a sorte pela primeira vez lhe estende a mão. Enriquecendo após as suas apostas, ele resolve voltar para Miragno e resolver sua vida, mas no meio do caminho ele descobre por uma matéria num jornal que seu corpo foi encontrado no moinho de uma de suas antigas propriedades e reconhecido pela sua mulher. A princípio ele fica indignado, mas logo percebe que essa é a sua chance de se livrar de toda aquela vida que ele não desejava mais. Da mulher que o desprezava, da sogra que tanto o atormentava, das dívidas e do emprego medíocre de bibliotecário.

Sua narrativa, apesar de trágica, muitas vezes nos soa cômica e nos confidencia todas as suas reflexões sobre a sua nova vida ̶ sobre o sentimento de solidão e exclusão. Por sua condição de morto, ele acaba vivendo como um observador da vida e, ao resolver alugar um quarto de uma família em Roma, Mattia se encontra encurralado pela vida passada, pois ela não lhe permite viver a vida que escolheu: a vida como Adriano Meis.

O tema central, "a tirania da máscara", também presente nas outras obras do autor siciliano Luigi Pirandello, trata das convenções sociais que obrigam o homem a ter apenas uma identidade, enquanto há uma "multidão de vidas" que poderiam ser vividas. Uma vida repleta de limites.

Mesmo que a leitura tenha sido cansativa para mim em alguns momentos, ela flui muito bem grande parte do tempo. A minha primeira experiência com Pirandello, sem dúvida alguma, não poderia ter sido melhor.
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Cris 13/05/2014

Adriano Meis e Mattia Pascal
No momento mais crítico de sua vida - desprezado por sua família, acossado por credores, com um trabalho num lugar medíocre, um golpe do acaso muda a vida do jovem Pascal que ganha uma pequena fortuna num cassino e, ao mesmo tempo, é tido como morto, pois o confundem com um cadáver achado em sua cidade natal. Decide assumir uma nova identidade e parte em viagem pela Europa, de modo aventureiro, envolvendo-se em contínuos contratempos
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João 27/01/2013

Grades da Liberdade.
Uma obra fascinante, com uma linguagem em primeira pessoa, com cenas cômicas dentro de uma tonalidade fiel ao drama de Mattia Pascal, Pirandello consegue nos fazer pensar sobre valores tradicionais, como amizade, família, amor e liberdade em uma Itália de época.O Autor, consegue transpor em uma narrativa autobiográfica do personagem o drama, os questionamentos e o dualismo entre duas existências de um mesmo personagem. A obra é pertinente na questão da liberdade, onde, Mattia Pascal, se encontra preso dentro de uma restringida liberdade.
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Fabio Shiva 18/03/2017

A morte dá sentido à vida
Muito bom esse livro, obra que diverte e faz pensar. Dentre todos os autores laureados com o Prêmio Nobel de Literatura que li até hoje, Pirandello é certamente o que tem a veia cômica mais aflorada.

É o próprio Mattia Pascal quem narra sua singular história: “já morri, sim, duas vezes, mas a primeira, por engano, e a segunda... irão saber.”

Dado como morto por todos que o conheciam, Mattia tem a oportunidade de começar uma nova vida, sob uma nova identidade. Mas longe de ser a liberdade que ele almejava, a condição de “morto” acaba se tornando uma nova e insuspeitada escravidão... o que não o impede de desenvolver uma série de reflexões sobre a vida e a morte.

Muito interessante é o recurso utilizado pelo autor de apresentar, através do personagem Paleari, alguns pensamentos bem profundos sobre o sentido da vida, mas que são recebidos pelo um tanto obtuso Mattia Pascal com deboche e ironia, como se não passassem de devaneios de um velho gagá. Recurso arriscado, que em mãos menos hábeis talvez não surtisse o efeito desejado, de fazer pensar sem cometer o grave crime de querer “dar aula” ao leitor, além de deixar a questão em aberto, possibilitando novas reflexões.

Eu, pessoalmente, obtive dessa leitura um ganho a mais, pois ao contrário da maioria das pessoas, também já morri, não apenas duas, mas três vezes, graças a um problema na parte elétrica do coração que obrigou os médicos a forçarem uma parada e a reinicialização das batidas cardíacas por meio de choque elétrico. Trata-se de um procedimento perigoso e de êxito incerto, mas felizmente dei um “restart” no coração por três vezes e ainda estou aqui. Foram momentos difíceis para mim e para minha família, mas hoje posso dizer que foram algumas das melhores coisas que já me aconteceram, por me proporcionar, assim como ao caro Mattia, a possibilidade de vivenciar de forma mais próxima a morte e, assim, obter uma visão privilegiada sobre a preciosa dádiva da vida. Foi, aliás, graças a esses episódios que passei a me chamar Fabio Shiva (tendo nascido Fabio Lopes Barretto), como explico no poema “3 X CTI”:

Fabio Lopes morreu.
Fabio Barretto morreu.
Fabio sem nome morreu.
Antes eles do que eu!


site: https://www.facebook.com/sincronicidio
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vgmaysonnave 08/03/2017

A inverossimilhança da vida, e da arte
Nesse romance de Luigi Pirandello temos contato com a história de Mattia Pascal, homem que após sofrer reversos da vida se encontra em uma situação no mínimo inusitada. Os desfeichos que sua vida leva nos transporta para a questão do eu, e do eu. Onde o homem se torna ao mesmo tempo, vítima e feitor de sua história.
Construido em uma exelente narrativa (tão comum aos italianos), Luigi Pirandelli faz mais que uma crítica a sociedade de seu tempo: monta uma formidavel forma de transcrever a inverossimilhança entre a vida e a arte - ou a ausencia dela.
Infelizmente, na edição que tenho (editora Abril - 1972) falta a página 253, em seu lugar esta novamente a pagina 235. Me deixando o espaço entre:" Bem, alguma coisa de Adriano Meis me permaneceria na [...] Não sabendo o que fazer e na esperança de distrair-me um pouco de tantas apoquentações, levei êsses dois mortos a passear por Pisa." O que espero não ter me custado nada na compreensão do texto.

No mais recomendo esse romance, que desde já me fez um apreciador do autor.
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Sanoli 21/03/2018

http://surteipostei.blogspot.com.br/2018/03/o-falecido-mattia-pascal.html
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Marker 20/09/2017

História de um homem vivo, ainda que duas vezes morto, que acredita ter sido acometido por grande sorte quando é confundido com um suicida e se vê completamente livre das amarras e mesquinharias que lhe traziam desgraça, mas logo descobre que fugir da própria essência é tarefa bastante complexa. Tem lá suas doses de humor, discussão filosófica e política, reverência a história da literatura italiana, e no meio de tudo isso é um grande (talvez o maior) exemplo da genialidade de Luigi Pirandello.
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