Kindred

Kindred Octavia E. Butler




Resenhas -


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Alecsandro 23/03/2021

Impossível terminar KINDRED sem sentir-se mudado
... você não precisa bater nas pessoas para tratá-las com brutalidade.

... talvez eu seja só como uma vítima de roubo, estupro ou algo assim...Uma vítima que sobrevive, mas não se sente mais segura.
@juliosanttana 08/04/2021minha estante
O meu já chegou aqui em casa ! Terminando Terra Americana ele é o próximo da lista !! Ansioso !!


Alecsandro 09/04/2021minha estante
Terra Americana me surpreendeu demais


@juliosanttana 10/04/2021minha estante
Espero terminar nos próximos dois dias rs




Amanda Teles - Livro, Café e Poesia 26/05/2020

Arrebatadora é a palavra que descreve meu sentimento ao ler Kindred.
Não sou fã de ficção científca e cheguei em Kindred através de sua autora, Octavia Butler. Butler, mulher, preta, pobre, filha de uma empregada doméstica e um engraxate.
Este livro transcende a ficção científica e aborda questões sobre raça, gênero, escravidão, preconceito, limites sobre condições humanas, empatia, confiança e laços de sangue, os famosos parentes. É uma baita paulada e muita vezes imaginei como eu agiria sendo Dana, sua personagem principal. Vou me ater a contar a sinopse porque é longa, dá um google aí que fica mais fácil.
Gente, esse livro tem 424 páginas mas de verdade, parece que tem 100, passa muito rápido. Fiquei muito envolvida e conectada o tempo todo. O título de grande dama da ficção científica não é à toa, a maneira de Butler escrever é deliciosa, limpa, real e muito fácil de entender.

Quer ler a resenha completa? Segue o meu perfil literário lá no Instagram @livrocafeepoesia
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Luiza Helena (@balaiodebabados) 31/03/2021

Originalmente postada em https://www.balaiodebabados.com.br/
Kindred é o tipo de livro que eu enrolei a leitura porque sabia que seria toda trabalha na raiva e ódio sobre as situações que acontecem com o personagem principal. E aqui não foi diferente. Infelizmente já aviso que essa resenha não chegará nem na ponta do iceberg de toda a experiência que foi esse livro pra mim.

Ao longo dessas 400 e tantas páginas, vamos acompanhar Dana viajar de 1976 até os EUA pré-Guerra Civil onde ser negro era ser sinônimo de escravo. Essas suas viagens no tempo (sim, no plural porque como se não bastasse viajar para um dos piores períodos históricos para um negro, ela ainda fica indo e voltado) estão ligadas diretamente à vida de Rufus Weylin. Dana sabe como e porquê essas viagens acontecem, mas não sabe quando podem acontecer.

Raiva, revolta e ódio definem minhas emoções com esse livro e seus personagens. Sim, os personagens também porque você fica revoltado com as situações que Dana tem que se propor a vivenciar para poder continuar viva naquele período. Dana é uma mulher negra que nasceu livre, mas se vê tendo que se propor ao papel de escrava submissa como forma de sobrevivência. Em seu tempo no passado, ela cria uma nova atmosfera na fazenda de Rufus justamente por ser uma negra que ele (de certa forma) respeita e ouve, e isso faz com que ela seja um tanto marginalizada e criticada pelos outros escravos da fazenda.

A relação de Dana e Rufus é beira a dependência de um ao outro. Dana sabe que precisa de Rufus vivo para poder continuar viva. Já Rufus, mesmo se apegando a mulher e até mostrando um certo respeito a ela, utiliza de seu poder de homem branco para controlar Dana. Os sentimentos de Dana em relação a Rufus são bem conflituosos e, ao mesmo tempo que entendi o que ela passa, também fiquei gritando para as páginas do livro MATA LOGO ESSE SEBOSO PELAMOR DE DEUS!!!!!!!!!!!!!!!

Os personagens secundários também possuem bastante importância na narrativa e nas decisões de Dana. O seu marido Kevin até me surpreendeu em algumas atitudes, em outras era o que eu esperava de alguém branco que nunca vivenciará o que os negros vivenciam. Alice é uma escrava que tem sua vida bem interligada também com Dana, sendo também a responsável por fazê-la se lembrar quem Rufus realmente é. Há outros como Tia Sarah, Nigel, Carrie que também ajudam Dana a sobreviver dia após dia nesse tempo.

Octavia não é sutil em suas narrações, principalmente quando se trata do dia a dia dos escravos. Mesmo que na fazenda Weylin aparente que os escravos recebem um tratamento decente se comparado com outras, ainda assim sua condição de vida é sub-humana e o medo de represálias sempre pairam em suas cabeças. Apesar disso, eu devorei a leitura. Esse foi meu primeiro contato com a Octavia e achei sua escrita bem fácil e bastante fluída. Li essas 400 páginas de escravidão e opressão em menos de uma semana.

Mesmo com o assunto extremamente pesado, Octavia te envolve e você fica mais e mais curioso para saber o que será do futuro de Dana (apesar que o prólogo já nos dá uma amostra e eu fiquei bastante curiosa para saber como aquilo iria acontecer). Ao final do livro, você se sente como Dana: em paz, mas com medo que aquela liberdade lhe seja tirada novamente.

site: https://www.balaiodebabados.com.br/2021/03/resenha-657-kindred-lacos-de-sangue.html
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Alê 19/10/2020

Os mistérios da viagem do tempo
Kindred estava na minha lista de livros para comprar, eis que chego na escola que trabalho e uma colega de trabalho me pergunta se eu já tinha lido, a resposta foi não é veio seguida de um empréstimo.

Butler escreve de um jeito maravilhoso, uma narrativa que flui e que te prende de tal forma que largar o livro é como se despedir de alguém que se gosta muito.

A história narra uma viagem não só de tempo e espaço, Dana em pleno no século XX vai para o período escravocrata americano e lá se torna responsável por uma vida, a vida de um garoto branco, Rufles.

Nessas idas e vindas, Dana não só vive a escravidão em sua pele, mas também os dilemas que aparecem ao ser responsável pela vida dele.

Falar mais do que isso, é tirar os mistérios e os questionamentos que esse belo livro levanta.
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Toni 03/04/2021

Não faz tanto tempo assim...
"Kindered - Laços de Sangue", é um romance de Octávia E. Butler. Em minha opinião, por alguma dificuldade editorial, resolveram inserir essa obra no gênero ficção científica, talvez por tratar, ainda que de forma secundária, de viagem no tempo, mas a cientificidade dessa ficção para por aí, pois o que vemos depois é um verdadeiro tratado sobre a condição humana sob determinada circunstâncias históricas. Vale cada segundo dispensado.
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Chanel 21/10/2020

Octávia Butler me deu uma oportunidade que eu nunca teria de outra forma, estar na pele de uma mulher negra durante a escravidão. Esse livro mexeu comigo de uma forma inimaginável, me fez repensar muito e me proporcionou uma bagagem que irei levar para o resto da vida. Simplesmente incrível!
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Lucas 23/12/2020

Cotidiano de um mundo do passado
Octavia passa emoções fortes ao remeter o leitor à uma época em que ter escravos era uma realidade, tornando palpável as dificuldades e angústias dos personagens.
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Nanna 15/03/2021

Adorei esse livro
Dana, uma escritora de 26 anos, vai morar em um novo apartamento com seu marido e de repente algo estranho acontece.
Dana passa mal e quando entra em si está em um lugar completamente diferente, com pessoas estranhas, um ligat hostil. Por sorte essa primeira "viagem" dura pouco tempo.
O problema é que essas viagens se tornam frequentes, e os períodos mais longos, com isso ela compreende que viaja no tempo. Dana vive na década de 70 e em suas viagens ela vai pra meados de 1815. Agora, meus amigos, imaginem uma jovem preta no séc. XIX.
Ela vai encontrar perigos, desafios, dor e ainda assim vai conseguir verdadeiras amizades e influenciará muitas pessoas para o bem.

Esse livro me tocou bastante, acho que nunca me identifiquei tanto com uma personagem, idade, etnia... mas sei que eu não teria a força e coragem que ela teve pra enfrentar tudo que viu. Eu certamente teria desistido na primeira chibatada que visse.
Super recomendo. E essa edição da Morro Branco TA LINDAAA.
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Alineígena Alien 29/06/2020

Um dia, Dana, uma moça americana, urbana, que vive nos anos 70, passa mal, sente tonturas e então acorda em 1815 em Maryland, sul dos EUA. O grande problema é que Dana é negra, e essa época é extremamente perigosa para ela. É uma época em que negros eram escravizados. Ela viaja para esta época sempre que Rufus, um garoto branco, corre riscos de morrer, e Dana aparece sempre a tempo de salvá-lo. Ela volta para sua casa, em sua época, sempre que ela corre riscos de morrer. Mas o tempo não passa de forma linear, e assim, em pouquíssimos dias dos anos 1970, Dana acompanha Rufus se transformar em um homem. Estar alguns meses no século XIX significa estar fora de sua casa apenas algumas horas.
O livro é intenso. A escrita é muito fácil muito e leve para um assunto extremamente dilacerador. É um livro emocionalmente bem difícil. Um dos melhores livros que li em minha vida.
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ira_rafael 02/07/2020

Pertinente e atual
Com uma premissa relativamente simples, a autora discute temas extremamente atuais. Ao longo da leitura, somos transportados para uma época tomada por preconceito e relações de poder que perduram até hoje.
A leitura é política e reflexiva, porém não é cansativa, pelo contrário.
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igor 19/11/2020

terrivelmente doloroso
Que Kindred é uma obra prima da ficção, isso todo mundo já sabe. Mas, o que o torna tão fascinante é acima de tudo a densidade realística que a Octavia traz ao inserir em um livro de sci-fi com viagens no tempo, os inúmeros fatos sobre a escravidão. Você sofre juntamente com Dana ao longo das desventuras que ela vai enfrentando ao cruzar o tempo e voltar para os tempos horripilantes onde a escravidão era um sistema legalizado. Essa é uma leitura densa, dolorosa mas MUITO necessária.
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Thiago 14/12/2020

O tempo (ou a humanidade) é cruel?
É fato que os meios de entretenimento estão nos proporcionando histórias de viagens no tempo cada vez mais complexas com seus argumentos técnicos até lá críveis, mas Butler, lá no final da década de 1970, especulava sobre uma viagem temporal a partir de um laço consanguíneo. E apenas isso. Acompanhando Dana, saímos de uma época em que os EUA liberal para regressarmos ao início do Século XIX, em um estado de Maryland escravocrata e opressor.
As descrições de atrocidades aos negros nos infligem e sabemos, junto com Dana, que nossas vidas jamais serão tão difíceis como daqueles que não tiveram o privilégio de nascer (ou até morrer) livres.

?Kindred? foi meu primeiro contato com Octavia E. Butler e, sem mais, achei a leitura fascinante! Mal espero para ler os outros livros dela.
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Nelson.Nogueira 17/01/2021

Foi o primeiro romance da autora que li e gostei muito. A história fala de muitos temas que ainda são atuais mesmo o livro sendo escrito em 1979.
Viagem no tempo, racismo, escravidão, amor, esperança, coragem são temas que encontramos nessa história emocionante que nos faz não querer parar de ler. Recomendadíssimo!
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Línia 05/10/2020

Memorável
Eu não tenho palavras pra explicar como esse livro é doloroso e incrível. Esse livro é o tipo de livro que dói enquanto você lê e mesmo depois que você fecha o livro, ainda sente aquela dor, aquele sentimento horrível de perda, de tristeza. Nem consigo imaginar como uma pessoa negra se sente lendo isso, se eu - pessoa branca - fiquei tão abalada. A Octavia E. Butler é sensacional, foi meu primeiro contato com a autora e saí intoxicada pelas palavras, pela forma que ela descreve tudo aquilo de uma maneira tão perspicaz. É uma leitura memorável. Leiam.
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Naomy.Uchida 10/12/2020

Um bom livro mas que em muitas partes ficou cansativo.
Eu amo livros com a temática viagem no tempo e esse foi muito interessante, prendeu minha atenção desde o começo.
O problema, para mim, foi quando as coisas começaram a ficar muito repetitivas, na metade do livro chegou até a ser previsível o que iria acontecer.
Rufus é um personagem muito problemático e que ao mesmo tempo torci muito para que ele mudasse, depois do ocorrido com a Alice eu simplesmente parei de me importar com ele.
Kindred é um bom livro mas que não me prendeu tanto quanto eu gostaria.
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