Guerra Mundial Z

Guerra Mundial Z Max Brooks




Resenhas - Guerra Mundial Z


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Joao.Paulo 15/07/2019

Erros de diagramação.
O livro é bom, a narrativa jornalística é ótima. O problema é que comecei a ficar cansado com a leitura devido a má diagramação, pelo menos na edição que peguei, e abandonei quase na metade.
Roni 19/08/2019minha estante
O que seria diagramacao?




Raphael 03/09/2018

O livro é bem diferente do filme, e tem vários relatos ao redor do mundo, inclusive no Brasil. E gostei da forma que colocaram, que os militares tiveram que mudar a forma de guerra pra derrotar os zumbis.
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Bruno Venâncio 30/03/2018

Zumbis de verdade...
Obra incrível que vai a fundo para explicar como um vírus zumbi se espalharia pelo globo e quais seriam as consequência. O modo como o livro é estruturado, por relatos, e todas as consequências geopolíticas e econômicas de um apocalipse o tornam um reflexo de uma possível realidade futura...
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geórgea 03/08/2017

Guerra Mundial Z
Um homem que encontrou sobreviventes 12 anos depois da grande Guerra dos Zumbis, reúne seus relatos para contar a história da chegada desse surto, seu impacto na mundo, sua destruição e seu fim. Um mundo praticamente destruído, quase toda a população dizimada. É nesse cenário que ele encontra o médico Kwang Jingshu, na Federação Unida da China, que conta sobre como aconteceu o primeiro caso, na remota aldeia chamada “Nova Dachang”. O paciente zero, uma criança de aproximadamente 12 anos apresentou sintomas jamais vistos antes. E logo o pânico foi instaurado entre os moradores que não sabiam o que estava acontecendo. O corpo do menino apresentava mordidas humanas, febre alta e tremores violentos. Ninguém sabia explicar o que ou quem o mordeu.

“Seus pulsos e pés estavam amarrados com barbante de plástico. Embora esfregasse a pele em volta das amarras, não havia sangue. […] Ele se contorcia como um animal; uma mordaça abafando seus grunhidos. A pele do menino era fria e cinzenta como o cimento que se deitava. Não consegui encontrar seu batimento cardíaco, nem pulsação. Os olhos eram desvairados, arregalados e afundados nas órbitas. Ficaram fixos em mim como uma fera predatória. Em todo o exame, ele ficou inexplicavelmente hostil, tentando me pegar com as mãos amarradas e estalando os dentes para mim através da mordaça.”

Na República Popular do Tibete, Nury Televadi conta da tentativa falha do governo de tentar abafar o surto. Mesmo com todas evidências e com a rapidez com que essa ameaça se espalha. Autoridades completamente despreparadas tentam passar a imagem de que a infecção está controlada e que a população não tem nada a temer. Rapidamente esse surto toma conta do mundo. Na Floresta Amazônica, no Brasil, conhecemos o médico Fernando Oliveira que conta como a “Peste Ambulante”, como eles chamavam, chegou ao seu país. E no despreparo e incredulidade de todos com o que estava acontecendo.

O caos generalizado, sangue, membros decepados, tristeza e morte. Um verdadeiro cenário de guerra onde humanos agem como animais raivosos. Pessoas perdidas, sem entender o que está acontecendo e sem o apoio de seu governo. Apenas correndo pelas suas vidas sem direção. Conhecemos o início do surto, o momento do Grande Pânico e o período de recuperação dos parcos sobreviventes que restaram. Como eles estão hoje? Será que o surto foi completamente controlado? Como tudo isso começou? Desenrolamos essa narrativa em busca dessas e outras respostas.

Minha Opinião

Uma história maravilhosa e cheia de detalhes. Com um ritmo envolvente e alucinante adentramos em um mundo pós-apocalípticos onde zumbis são reais e a raça humana tenta se restabelecer após uma guerra. Descobrimos como a história começou através dos relatos do nosso narrador. Ele vai encontrando pessoas durante sua trajetória e através do que é passado por elas, ele nos expõe uma ordem cronológica de como tudo aconteceu. Visitamos todos esses lugares juntamente com ele e conhecemos diversas figuras que conseguiram sobreviver ao período pré-guerra e que lutam para restaurar suas vidas no pós.

O livro é narrado em primeira pessoa por um locutor que não conhecemos. Em nenhum momento ele apresenta sua verdadeira identidade, sabemos muito pouco sobre ele. Fica a critério do leitor imaginar quem é e qual o seu papel nessa história, achei esse detalhe maravilhoso e instigante. Comecei a ler esperando algo relacionado ao filme, mas percebi que o que temos aqui é totalmente diferente. Não temos apenas uma história se desenrolando, mas um compilado de várias entrevistas, feitas pelo nosso narrador. E é entrevistando esses sobreviventes que ele transforma suas anotações em um livro. Sempre dando voz aqueles que estão compartilhando suas lembranças.

Todo a história passa tantas informações que parecem verídicas. Por muitos momentos, acreditamos que tudo aquilo realmente aconteceu, mesmo sabendo que de fato não tivemos um apocalipse zumbi. Mas a riqueza de detalhes é tanta e passada com tanta convicção que fica muito fácil entrar nesse mundo devastado e imaginar todas essas tramas se desenrolando. O autor consegue trazer diversos personagens, cada um com as suas peculiaridades, e narrar várias situações em vários países de uma forma esplêndida e com uma exatidão abismante.

“Embora este seja principalmente um livro de memórias, inclui muitos detalhes, tecnológicos, sociais, econômicos e assim por diante, encontrados no relatório original da comissão, uma vez que se relacionam com histórias daquelas vozes retratadas nestas páginas. Este é o livro deles, e não meu, e tentei manter minha presença o mais invisível possível. Foram incluídas perguntas no texto apenas para ilustrar aquelas que poderiam ser feitas pelo leitor. Tentei limitar a crítica, ou qualquer tipo de comentário; e se houver um fator humano que deve ser eliminado, que seja o meu.”

Um mundo devastado, onde os inimigos são extremamente perigosos, mas que também acaba colocando humano contra humano em uma jornada pela salvação. Descobrimos que essa história é muito mais que uma guerra contra os zumbis. O jogo de interesse dos poderosos também está em pauta. A ilusão de que não estava acontecendo nada e que tudo estava sob controle, a relutância de certas pessoas em acreditarem no que estava acontecendo, as tentativas falhas do governo em tentar esconder um risco que era eminente, a falsa vacina e finalmente o Grande Pânico.

Pessoas desesperadas para escaparem e que em meio a essas investidas acabam esquecendo do seu lado humano. O que os separa dos inimigos é a sua consciência que acaba por ser deixada de lado na hora do desespero. Situações precárias para sobrevivência e o medo constante, esses elementos estão presentes a todo instante no livro. A mudança em uma sociedade pós-guerra. Patrões estão virando empregados. Uma inversão de papéis, pois a necessidade maior agora é reconstruir suas cidades e vidas. Após o desespero e destruição, finalmente avistamos a esperança. Uma população unida para se reerguer.

Não sei explicar o quanto esse livro me cativou. Assistimos a infestação zumbi sob diversos ângulos e olhos, desde o seu começo, sua proliferação e combate, assim como a vida após esses eventos. Essa variedade de relatos, pessoas e lugares foi um prato cheio para mim. Repito: a história parece sempre muito real. É quase como se ela fosse palpável e pudéssemos visualizar esses zumbis. Sentimos o desespero junto com os sobreviventes, sofremos com suas perdas e incertezas, buscamos a esperança em um final que apesar de não ser feliz, foi o mais próximo de felicidade que encontramos.

Desde o começo me coloquei no lugar desses sobreviventes e me questionei sobre o que eu faria se estivesse nessa situação de terror. Essa é uma história que nos leva a pensar e refletir sobre a fragilidade do ser humano e no quanto nossas vidas podem mudar completamente de uma hora para outra. Se você deseja um livro diferente de tudo que você já leu sobre zumbis não deixe de ler esse, mas esqueça o filme, aqui a história é muito mais sombria.

site: http://resenhandosonhos.com/guerra-mundial-z-max-brooks/
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Gustavo M.D. 30/05/2017

Relatos do front morto.
Depois de ter lido o Guia de Sobrevivência à Zumbis, fiquei ansioso para ler o próximo livro de Max Brooks, o Guerra Mundial Z, lançado no Brasil pela Rocco. Posso afirmar que com certeza não me decepcionei agora que o li.

O livro têm um formato de transcrições de entrevistas, sendo que quase nada é revelado sobre o entrevistador que compilou as entrevistas sobre os “fatos reais”. Cada capítulo é parte de uma das muitas entrevistas feitas pelo mundo com os sobreviventes da guerra contra os zumbis, de médicos à soldados, passando por pessoas simples e suburbanas.
O livro evolui muito em relação ao anterior, que tentava explicar o inexplicável, algo que eu abomino. Eu aceito de mente aberta a premissa de que houve uma infestação em escala mundial de zumbis, enquanto o livro anterior tentava explicar com pseudo-ciência e pseudo-lógica como vencer os zumbis.

O formato de relatórios do livro dá uma impressão militarizada do livro, algo que muito me agradou, com detalhes da história que poderiam ser considerados irrelevantes para a narrativa, mas relevantes para um relato real, sem muito apego à emoção da época, e mais à prática.

A narrativa muda muito de pontos de vista, para mostrar os vários estágios da devastação criada pelos zumbis e das muitas ocasiões em que a natureza humana mais visceral é revelada para o bem ou para o mal.

As história começa com o surgimento da infestação na China e termina com a vitória em Nova York. O livro tenta puxar o saco de nações não americanas mostrando suas ações heróicas e espertas, mas como todo livro americano ele acaba caindo em um ufanismo bobo sobre os EUA e sobre como a individualidade daquele povo o fez prevalecer, apesar de as nações comunistas estarem melhores preparadas para um confronto tão maciço9com exceção de Cuba, como eu falo adiante).

Pontos positivos: O livro têm muitos, sendo que o melhor é o humor negro disfarçado, provindo de um autor que escrevia para o Saturday Night Live. Os relatos carregam um grande peso de informações relevantes, mostrando uma preocupação do transcritor fictício dos relatos com a utilidade das informações que ele colhia. A narrativa trás pontos cruciais da história, que não deixa o leitor desinformado e faz com que ele sinta o sufoco e o desespero das pessoas que narram. O livro traz histórias muito variadas, que cobrem tópicos de frentes de batalha e sobrevivência que eu nunca imaginaria, mas que são muito plausíveis.

Pontos negativos: O livro ainda está impregnado com pseudo-lógica, assim como considerações contraditórias, como o fato de que todas as ilhas do mundo ficaram infestadas de zumbis pelo fato de os refugiados procurarem abrigo nelas e muitos deles estarem infectados à época, mas Cuba fica livre de zumbis por motivos ignóbeis e sem lógica, se tornando a nação mais desenvolvida do mundo. Todos os personagens entrevistados mantém o mesmo palavreado e expressões, mesmo sendo chineses, finlandeses, americanos ou indianos, o que fez eu chegar à uma conclusão: Max Brooks não consegue se colocar no lugar de ninguém, todos os seus personagens são apenas ele fantasiado e falando com o espelho. Um fato que me incomoda um pouco é que as gerações mais antigas e os povos milenares sempre têm alguma sabedoria sobre zumbis e estratégia para partilhar, como se os zumbis fossem os inimigos ancestrais dos humanos. Será que meu avô não está escondendo nada de mim?

Conclusão: Ótimo livro, mas mais pela temática do que pela conteúdo geral. A ideia inicial é muito boa, e se desenvolve bem, mas nunca é explorada em todo seu potencial, sendo que o livro poderia muito bem ter mais umas 300 páginas. Mas apesar de tudo eu fiquei triste quando o livro acabou, então ele ganha muitos ponto por isso.


site: http://www.grifonosso.com/2011/08/review-guerra-mundial-z/
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Iris Figueiredo 24/10/2016

Uma história de zumbis narrada de forma diferente
“Guerra Mundial Z” é um livro sobre apocalipse zumbi um pouco diferente de outros sobre o assunto. Narrado através de depoimentos, como se fosse um compilado de entrevistas feitas por um historiador sobre o período da guerra contra os zumbis, ele proporciona uma visão geral da infestação.

Uma das coisas mais legais do livro é mostrar o que aconteceu com o mundo no início, durante e depois da pandemia. A história é narrada por personagens nos Estados Unidos, Canadá, Rússia, Brasil, Israel, China, Japão, África do Sul, Austrália, Coreia… ou seja, temos um vislumbre de como foi que diferentes países lidaram com a praga.

A cada relato somos jogados para uma história diferente, em uma situação diferente, aos poucos formando uma colcha de retalhos para termos uma ideia do panorama global. Gostei da abordagem por que ele reúne os relatos no pós-guerra, então nós temos uma visão da sociedade se reconstruindo, ainda que através de comentários breves. Isso é uma coisa que costumo sentir falta nos livros de zumbis – geralmente ficamos nos perguntando o que aconteceu em outros países, com as autoridades, como sobreviveram as pessoas nas áreas litorâneas ou em neve etc. Aqui nessa história ele mostra como alguns países usaram a soberania nacional enquanto outras nações se desintegraram.

Essa visão global foi o que mais me atraiu na história. Não é um romance tradicional, por isso não há um personagem específico para você acompanhar, embora algumas histórias se cruzem ou os narradores reapareçam em outra parte do livro. Eu gostei bastante de ler Guerra Mundial Z, mas sou meio “a louca dos zumbis”. Se você já viu o filme, esqueça – os dois são bem diferentes, o roteiro só aproveitou alguns conceitos trabalhados aqui.

Para quem curte zumbis, uma boa leitura.

site: http://irisfigueiredo.com.br
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Ana Carolina 26/08/2016

A melhor e mais real história sobre zumbis
Confesso que li este livro por causa do filme, achando que poderia encontrar mais detalhes sobre a "aventura" vivida por Brad Pitt no cinema.
Qual não foi minha surpresa ao ler uma das melhores histórias de zumbis que eu já vi! Acompanho o gênero a tempos, e tenho um acervo e conhecimento considerável sobre livros, filmes e séries sobre o assunto zumbis, mas Max Brooks leva o assunto a outro nível (ainda mais que é o maior conhecedor do assunto que já ouvi falar).
Com pouca, quase nenhuma, relação com a história do filme, Guerra Mundial Z é nada menos que a nossa sociedade, atual para a época em que foi escrito e até mesmo para os dias de hoje, sobrevivendo a um real ataque de um vírus letal e que tornava as pessoas comedoras ávidas de carne humana. O formato documentário do livro poderia tê-lo tornado algo maçante e fantasiado, mas a precisão e riqueza de detalhes na narração e nos depoimentos quase nos faz acreditar que tal evento ocorreu.
O que mais me impressionou neste livro foi o final, a resolução da guerra, o como nossa sociedade teve que se adaptar e lidar com algo nunca antes visto. É genial e, ao mesmo tempo, passível de ocorrer.
Guerra Mundial Z é um livro excelente, que deve ser obrigatório para todos os amantes do gênero zumbi de terror, mesmo que o livro não nos passe a sensação de terror de nenhuma maneira. Mas é uma história rica e maravilhosa em representar como lidaremos com este tipo de crise.
Essencial para sobrevivência!
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Loco 13/02/2016

Narrativa interessante!
Peguei Guerra Mundial Z sem ter visto o filme, e confesso que não esperava a narrativa que o segue. O livro é escrito totalmente como uma série de relatos que contam os períodos da famigerada guerra contra o exército de mortos vivos. O ritmo do livro é bem interessante e o personagem principal (que coletou os relatos) quase não pontua nos diálogos, o que também é bem explicado e executado. No mais, gostei bastante do livro e indico a leitura. É bem tranquila e não fica com quebra de ritmos e "barriga".

Um grande abraço a todos!
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Lya 14/01/2016

Livro Vs Filme
Guerra Mundial Z é um livro que me surpreendeu, devido ao fato de que eu assisti o filme antes de ler o livro. Me surpreendeu porque, todos devem concordar que é decepcionante quando o filme é totalmente diferente do livro.
Pois bem, o livro de Max Broonks é sim diferente do filme,mas é diferente de uma forma extraordinária. Eu não me decepcionei com o filme, eu me surpreendi com o modo como o autor escreveu o livro, pois ele nos deu informações que nos permitiu ter uma imaginação fértil , nos deu noção de como seria uma Guerra contra os Zs, de como cada pessoa reagiu a essa guerra, o que a ONU, a CIA e o Exército fizeram para controlar essa situação.
Mesmo o livro sento tão diferente do filme, eu não consegui me decepcionar com o filme, pois ao longo da leitura eu compreendi a forma como o diretor do filme captou as informações contidas no livro, de forma que as duas obras (tanto o filme quanto o livro) são magnificas.
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Alan 03/10/2015


Trata-se do livro Guerra Mundial Z, escrito por Max Brooks,
o autor do guia de sobrevivência a zumbis, que foi em muito copiado por autores ao redor do mundo para publicar seus próprios guias de sobrevivência
nerds a apocalipse zumbi. A versão lida foi a 1ª edição publicada pela editora Rocco, contendo 368 páginas.
Como sempre, como sou um leitor que faz uso dos livros em ambientes hostis para tal (viagens, esquecer no carro, mochilas cheias, saunas, cafés e as vezes chuva ou sol demais)vou tratar do aspecto físico de tal livro. A capa possui uma imagem interessante até, de um helicóptero sobrevoando o caos de uma cidade, que pode ter sido retirada do filme ou algum de seus cartazes, não lembro, sendo apenas estragada pela presença de um selo escrito "um filme com Brad Pitt". Na verdade, a despeito de gostar ou não do filme, o livro e o filme só tem de semelhança o tema é o nome, nada mais.
A capa apresenta um bom acabamento, sendo fosca com apenas o título envernizado, sendo resistente a riscos e a amassados. Embora neste mês em minhas mãos tenha acabado com pequenos danos nas pontas da capa (amassados) e a tradicional marca de leitura na capa, não ocorrendo o amassado na lombada do livro.
As páginas são de cor branca, com pouco reflexo, mas ainda podendo ser incomoda a leitura em ambientes muito claros, dependendo do ângulo da luz, mas é um problema específico e
pontual que não chega a diminuir a qualidade física do livro. Devo também dizer que são relativamente resistentes, tendo apenas o pequeno desgaste de atrito com outros materiais nas beiradas, mesmo tendo sido exposto a umidade. O tamanho da fonte é médio, com impressão não muito grossa, sendo levemente incômodo à vista se a leitura for muito longa, o que não é o caso neste livro devido à quadra de formatação entre uma entrevista e outra. Na constatei falhas de impressão em minha cópia.
O livro foi escritora forma de uma série de entrevistas ou documentário, trazendo vários personagens, cada um com sua própria forma de falar e opiniões, o que torna a leitura mais prazerosa devido a não ser um único ponto de vista e ritmo durante toda obra. O entrevistador mantém-se praticamente ausente durante as entrevistas, deixando os entrevistados
exporem quase tudo, salvo quando necessário para fazê-los falar mais ou redirecionar a conversa novamente ao tema.
A história per si é consistente, principalmente devido aos fatos serem passados na história,assim como, as divergências são sobre fatos desconhecidos apenas.
Também são altamente plausíveis, não havendo atos de heroísmo sobre humanos. Embora o final da história já seja conhecido, algumas narrativas ainda conseguem lhe surpreender, conseguindo, na maioria deles, prender a atenção e ficar presos no fundo de sua memória.
O livro é dividido em 8 partes, iniciando-se pela entrevista com pessoas que tiveram os contatos iniciais com os infectados, e o como, em muitos casos, a resposta pelas autoridades foram inadequadas, assim como, mostrando a forma que a infestação se propagava pelo mundo, o como alguns lugares nunca foram afetados e o como as pessoas iniciaram as migrações e os estados a tentarem se proteger.
Passa então a tratar das primeiras medidas de contenção, de como as pessoas subestimaram as pragas e de como outras conseguiram tirar proveito do caos e do medo,maçom alternativas que funcionavam ou com embustes, alguns deles com apoio dos governos para manter o controle sobre a população.
Mostra então o como foi a reação das massas e dos estados quando finalmente entenderam o tamanho da crise, a tentativa de manter bolsões de segurança e o desespero das pessoas para lá chegar, enquanto os responsáveis pela população tentavam achar uma forma de impedir a praga de alcançar as zonas seguras, muitas vezes tendo que decidir quem vive ou morre.
Assim como, mostra o como foi a recuada de tropas militares que escoltavam estas populações, e, em algumas casos, tiveram que eliminá-las para salvar pessoas que já estavam seguras, e como foi a vida é mortes dos soldados que foram os últimos a conseguir chegar, e o impacto que isso causou naqueles que foram responsáveis pelos planos.
Apresenta o como foi que os Estados Unidos se organizaram e tentaram reagir, tanto no âmbito militar, quanto no âmbito civil, enfrentando zumbis, pessoas que enlouqueceram ou a depressão e o impacto das consecutivas derrotas que estavam sofrendo, para em seguida apresentar o mesmo no resto do mundo, tudo para tentar salvar o que restava da humanidade.
Nesses capítulos traz também as histórias heroicas de pessoas durante o caos e a sua luta para sobreviver e tornar alguns lugares seguros para elas e outros. Devo fazer uma menção a uma das melhores partes do livro,tratando sobre a fronteira entre as Coreias e sobre o submarino chinês.

A penúltima parte do livro é sobre o como foi a reação humana, após tudo isso, para levar a vitória, e como, muitos governantes por medo causaram mais sofrimento a seus cidadãos. Mostra a política, a estratégia é a vida dos soldados que iniciaram o contra ataque, o como tudo que era possível foi usado e o como determinados grupos de pessoas assumiram as funções que ninguém mais tinha estômago para fazer. Mostra também como foi a limpeza das principais áreas e o como elas continuam ocorrendo.
O último capítulo das entrevistas são constatações finais e despedidas dos entrevistados.Pode-se resumir assim, sem fazer uso de spoilers.
Em fim, foi um ótimo livro, um que recomendo a todos a leitura.
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Sergio Henrique 05/09/2015

Para todo fã do gênero
Para quem gosta do gênero "zumbi", é leitura obrigatória. Uma coisa corajosa que não se vê muito nesse tipo de história apocalíptica é mostrar exatamente como a epidemia surge, se espalha, afeta o mundo, e como é o fim disso tudo.

Numa narração que é bem diferente, mas interessantíssima, pois temos pontos de vista, cenários e nacionalidades diferentes ali contando como aconteceu a epidemia em seus respectivos locais. Claro que há uma preferência pela descrição do que aconteceu nos EUA, mas é bem legal ver que até o Brasil esteve presente num capítulo!

Então, de forma bem escrita, o autor nos leva através dessa(s) história(s) contadas por meio de entrevistas de forma que prende bastante a leitura leva a querer conhecer o que irá acontecer "nos próximos episódios", seja pelo olhar do coitado que está passando perrengue, seja com o que está se aproveitando da situação. Vale a pena!
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Amanda 30/07/2015

Guerra Mundial Z: uma história oral da guerra dos zumbis, conta na forma de relatos como toda a guerra se desenrolou ao longo de dez anos, desde seu começo até o momento em que a humanidade consegue reconquistar o seu espaço no planeta. O livro é dividido em nove partes, sendo uma introdução e oito capítulos. Tudo é descrito de forma cronológica, assim o narrador sem nome (que não é bem um narrador, ele é apenas a pessoa que coletou as informações, fez entrevistas e compilou tudo em um único lugar) monta uma linha do tempo de como tudo começou, desde o paciente zero.

Os depoimentos contidos no livro passam por vários lugares do mundo; mostram como cada população reagiu ao surto do vírus zumbi, também conta as várias maneiras de infecção possíveis – contato direto e até por órgãos contaminados transplantados, além de mostrar como cada pessoa, a sua maneira, lidou com o caos: alguns lutaram e outros simplesmente desistiram. Mostrou planos de evacuação, estratégias de guerra e maneiras muitas vezes sórdidas de salvar pessoas (ou apenas aquelas que valiam a pena serem salvas).

No mais, o livro é bem interessante e dialoga com seus leitores de maneira fácil e sem rodeios. A forma de relatos traz veracidade a história (ainda que esteja se tratando de algo ficcional) e nos insere em um mundo pós-apocalíptico onde nada mais é como conhecemos. Tirando as partes que são mais cansativas, o livro é um ótimo divertimento e leitura obrigatória para todos aqueles que são amantes de histórias de zumbis!

site: https://enlatadosliterarios.wordpress.com/2015/07/27/guerra-mundial-z-max-brooks/
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Elisa 10/02/2015

Uma interessantíssima imersão no mundo apocalíptico dos zumbis.
O livro é composto por vários relatos sobre o apocalipse zumbi ao redor do mundo tal qual o conhecemos hoje.

O livro não conta uma única história, mas reune diversas delas em suas páginas, o que torna a leitura interessante e diferenciada a cada capítulo. Às vezes você devora as páginas, às vezes as lê com mais calma, às vezes torce para que aquela história termine logo.

A troca de dinâmica ajuda o leitor a não se cansar e a não perder as esperanças no livro caso o capítulo esteja um pouco arrastado demais. É um artifício muito bem utilizado pelo autor.

Preste atenção em alguns relatos, eles são bastante didáticos. Nunca se sabe o futuro, e você pode vir a precisar se lembrar deles, rs!
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Henrique Komoto 30/01/2015

Pontos altos e baixos
Bom, o livro Guerra Mundial Z ( World War Z ), me causou muita curiosidade e interesse, pois com ele conseguimos uma imersão muito maior que a do filme, nesse mundo apocalíptico dominado por zumbis.


O livro em si é divido em depoimentos de pessoas do mundo inteiro, que contam suas experiências de sobrevivência neste mundo perdido por destruição e caos.

O começo na minha opinião é arrastado e monótono, muitas vezes me deixou entediado, pois relata o primórdio da infestação do vírus, que conseqüentemente fez com que pessoas fossem infectadas, tornando-as zumbis.
Uns dos aspectos que me incomodou foi o fato da tradução, que deixou muito a desejar em várias partes, faltou melhor adaptação e especificação de termos, deixando-me muitas vezes deslocado sem entender o que se passava.
Somente a partir do meio do livro, que a história se desenrola e se torna interessante, pois conta com maior sentimento e envolvimento por parte de todos personagens na luta para se manter vivo.


Pois bem, se você gosta de mundos apocalípticos e zumbis em geral, este livro é uma das minhas recomendações.
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Camila 19/01/2015

Entediante
Um ponto positivo do livro é que não privilegia cenas "trash", mas sim a história (situação que não acontece, por exemplo, nos livros da série "The Walking Dead").
Porém, as história não prendem o leitor, como pensei que cativariam. Nisso, há exceção de alguns relatos, tal como o caso do japonês cego pelas bombas nucleares da II Guerra Mundial... Mas no mais, não é um livro empolgante.
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