Guerra Mundial Z

Guerra Mundial Z Max Brooks




Resenhas - Guerra Mundial Z


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Conde 15/01/2013

Um livro muito bem escrito
Confesso que ao por minhas mãos no Guerra Mundial Z de Max Brooks estava tomado pelo ceticismo. Não havia lido resenhas a respeito e nem comentários, resolvi não fazê-lo. Busca um livro por puro entretenimento, para relaxar, sem grandes expectativas, afinal, o tema é "Zumbis", tem coisa mais alinhada ao Trash do que isso?

Mas admito, me enganei. O livro é bem construído, os personagens bem desenvolvidos dentro de um contexto de entrevista, o universo é cuidadosamente montado com sua linha de realidade alternativa e o escritor claramente buscou informações sobre material militar, medicina, estratégias de combate, culturas locais etc. Fazia um bom tempo que não lia um livro que me agarrasse de forma tão eficiente. Tanto que o terminei em dois dias!

Indico a leitura!


mvdamato81 28/06/2013

Regular
Sinceramente esperava mais. Cada capítulo mostra uma entrevista com uma personagem diferente.. Interessante, mas esperava mais.


Grace K 06/01/2011

Guerra Mundial Z : Não há para onde fugir!
Como boa fã de George A. Romero, há tempos estava querendo ler esse livro. Guerra Mundial Z, é ótimo, muito bem escrito. Confesso que mesmo
ansiosa para ler, tive um pouco de receio ao ver que a história é contada através de relatos dos "sobreviventes" e não de forma linear. Foi mais uma grata surpresa!
Focando em relatos individuais dos sobreviventes, o livro traz reflexões políticas, psicológicas, religiosas e ideológicas, tudo através de relatos incrivelmente humanos e realistas, não devendo nada a relatos de sobreviventes de qualquer guerra do mundo, com a exceção de que o inimigo neste caso já estava morto, o que não chega a ser nenhuma vantagem.
Os relatos, aos poucos vão dando um panorama de como uma infecção misteriosa reanima os mortos e os transforma em insaciáveis comedores de carne que quase extinguiram toda a vida na terra, trazendo o vislumbre de um verdadeiro apocalipse zumbi. Desde os primeiros infectados, as primeiras infestações, o pânico e desespero que se seguiram, as migrações em massa para àreas "livres", até o momento em que a humanidade como um todo conseguiu organizar uma ofensiva e retomar o planeta, tudo é relatado de uma forma crível, sem nenhum momento cair no gore ou no trash.
Uma ótima leitura que pode ser tomada como ficção científica, mas que ao final nos faz pensar no quanto dessa ficção pode um dia se tornar real. O pior predador do mundo é a homem.


Marselle Urman 31/03/2011

War
É realmente uma história oral da guerra "Z", num estilo de documentário que raramente encontramos em livros de ficção.
Brooks descreve os acontecimentos da Grande Guerra através de entrevistas com os sobreviventes, muitos deles heróis desta guerra. O tom do livro me lembrou os documentários de Michael Moore, especialmente porque ele pega as fraquezas de cada país e mostra como isso as expôs. Mas o centro da narrativa, naturalmente, fica mais focado nos EUA.

Poderia ser uma chuva de meteoros, uma invasão alienígena, ou a gripe aviária. Brooks escolheu zumbis, e criou uma mitologia rica, bem cheia de detalhes. O livro às vezes cansa por ser muito técnico, muito político, cheio de detalhes técnicos e militares. Mas ainda é divertido analisar o que seria do mundo com sua população dizimada, depois do Grande Pânico. Zumbis nos esgotos, se arrastando pelo chão, zumbis no leito do mar!

Enfim, exige um pouco de paciência mas vale o divertimento.


Psychobooks 28/01/2012

Guerra Mundial Z foi uma surpresa para mim.
Sou nova nesse negócio de curtir zumbis. Vejam bem, fora os filmes nos anos 80/90 nos quais os mortos-vivos perseguiam as pessoas gritando "miooooloooos", não sabia nada sobre eles. A única coisa que sempre soube foi que morria de medo. Muito medo. Mas muito MESMO.
Toda a história por trás de um possível Apocalipse Zumbi sempre foi questionável para mim. Como um bando de seres não pensantes poderia tomar conta de todos as cidades, estados e países sem que as autoridades controlassem de forma contundente a epidemia? Como as pessoas se deixariam levar pelo pânico e não se revoltariam contra esses seres pestilentos que ficam por ali, andando devagar (reparem que parece que estão sempre arrastando uma perna), servindo como um perfeito alvo móvel, até mesmo para uma pessoa sem muita experiência com armas. Pois bem, Max Brooks acabou com as minhas dúvidas.
Em "Guerra Mundial Z", Max Brooks cria um pesquisador, para o qual foi pedido um relatório dos acontecimentos sobre a tomada Zumbi, desde o paciente zero até o Grande Pânico e os anos que vieram depois. Sua pesquisa foi muito humana, com poucos dados objetivos, seu relato foi transformado em dados técnicos e o que sobrou virou o livro.
Duranta toda a narrativa não há um personagem principal, apenas a figura do pesquisador, que por meio de entrevistas com personagens chave, vai revelando todos os acontecimentos que culminaram no Grande Pânico. A forma de escrita é interessante, por meio de relatos de desconhecidos, cada hora em um lugar do mundo, vamos conhecendo os desdobramento dos fatos, como cada país lidou com a epidemia e o que foi feito de certo e errado.
Partimos da China, passamos pela Índia, Israel, Brasil, Estados Unidos, África etc.
Gostei bastante de alguns personagens e suas histórias, mas claro que nem todos agradam. Em alguns momentos é preciso passar por explicações técnicas sobre o mecanismo político que movia toda a engrenagem da resistência. Essas partes foram geralmente enfadonhas, mas de suma importância para o bom entendimento do livro. Durante todo o enredo, os entrevistados citam algumas situações já narradas ou falam de personalidades que já conhecemos de outra entrevista, então é importante ficar atento.
Max Brooks é bem contundente em sua critica à sociedade moderna. A tomada de Hollywood é bem interessante. Para quem conhece alguns personagens da indústria do entretenimento, é possível ligar os pontos e fazer as relações deles com a celebridade em questão.
O livro é adulto, o autor não poupa em nenhuma momento os personagens ou evita algum relato por achar mais forte. Aqui faço um à parte para sua entrevista com Jessica Hendriks, no Canadá (pág.136). As revelações que ele faz são sutis. A história foi sem sombra de dúvidas a que mais me marcou.
Nunca tinha lido um livro com tantos personagens caracterizados que não passasse a impressão de frieza e falta de conexão. A verdade é que todos têm um ligação: A guerra contra os zumbis, então, esse objetivo comum se torna o personagem principal do enredo, e cada pessoa que tem seu relato impressa se torna uma parte do quebra-cabeças para chegarmos ao quadro completo.
Zumbis estão na moda. Vai que a moda pega e acabemos por nos ver tomados por essa epidemia, caso isso aconteça, grite com todas as suas forças "Atirem na cabeça dos zumbis!" e tenha à mão um Manual de Sobrevivência. Nos vemos do outro lado! Eu já tenho o meu!

Link: http://www.psychobooks.com.br/2012/01/resenha-sorteio-guerra-mundial-z.html


Sérgio 09/09/2012

Qual seu pior inimigo?
Ficha Técnica

Título original: World War Z: An oral history of the zombie war
Gênero: Romance
Ano de lançamento: 2006
Ano desta edição: 2010
Editora: Rocco
Páginas: 370
Idioma: Português (tradução de Ryta Vinagre)

Citação: "Havia outro motivo para esta evacuação parcial, um motivo eminentemente lógico e insidiosamente sombrio que, muitos acreditam, sempre dará a Redeker o pedestal mais alto no panteão do inferno. Os que ficassem para trás seriam conduzidos a zonas de isolamento especiais. Seriam a 'isca humana', distraindo os mortos-vivos para que não seguissem o exército em retirada à zona de segurança. Redeker afirmou que esses refugiados isolados e não infectados deviam continuar vivos, bem defendidos e jamais reabastecidos, se possível, para manter as hordas de mortos-vivos firmemente presas ao local. Está vendo o gênio, o caráter doentio? Manter as pessoas como prisioneiras porque 'cada zumbi que sitie aqueles sobreviventes será um zumbi a menos lançando-se contra nossas defesas'."


"Guerra Mundial Z" é uma grata surpresa para aqueles que gostam de histórias de zumbi, principalmente porque ela não é uma simples história de zumbis. Para começar, parte de uma premissa diferente: a guerra contra os zumbis acabou há dez anos, e nós vencemos. Portanto ele conta, em perspectiva, tudo o que aconteceu antes, durante, e o que vem acontecendo após o conflito. Mas, como o subtítulo em inglês diz, é uma história oral, contada pelas pessoas que viveram o conflito. O livro é vendido como uma coleção de entrevistas que não entraram no relatório final entregue ao governo americano, e isso dá um aspecto de "documento oficial" a ele. Essa cara de "coisa real" do livro chega a dar calafrios, pois em muitos momentos você chega a se questionar: e se isso estiver acontecendo de verdade, nesse exato momento?

O narrador, que se diz o entrevistador que coletou todos os depoimentos apresentados no livro, é o único personagem em comum em todas as histórias, embora ele diga que prefira interferir o mínimo possível nos relatos apresentados. Daí que o livro não tem um protagonista, a não ser o próprio conflito em si. Por isso mesmo é até difícil categorizar o livro como um "romance". Também não é um simples livro de contos, já que a história é contada de maneira linear, e as diferentes histórias conversam entre si. O relato de um soldado americano faz referência a eventos narrados por um soldado russo, e por aí vai. Portanto, não é um romance tradicional, e acho que esse é um dos grandes trunfos do livro. Ele é narrado pelos personagens de cada história, de diretores da CIA a civis, de generais chineses a médicos brasileiros. E justamente isso, a exposição aos meandros da politicagem, a burocracia, a burrice dos governantes, dá o quê de real do livro.

O livro conta em detalhes as primeiras infecções, as ações dos governos quanto a isso, e como a infestação se tornou mundial. Fosse por refugiados infectados, ou mesmo o transplante de órgãos com o vírus, ninguém percebeu de onde o perigo vinha. Aliás, quando o perigo foi percebido, ele foi sumariamente ignorado pela alta cúpula de inteligência; somente quando os zumbis estavam mordendo a bunda deles (literalmente) é que ações começaram a ser tomadas. A maneira que Max Brooks descreve esse lado de bastidores do governo chega a ser uma aula de política, e te faz olhar com outros olhos os seus governantes reais.

Empresários da indústria farmacêutica que lucraram com a histeria da infestação zumbi; general chinês que fugiu com um submarino nuclear, para preservar sua família e a dos tripulantes; civis que fugiram para o norte, esperando vencer os zumbis com a neve do inverno; os fracassos do exército nas batalhas contra um inimigo implacável, nunca enfrentado antes: o livro vai muito além do óbvio e não narra somente pequenas histórias de sobrevivência, mostrando tudo o que foi feito, em escala mundial, para que se pudessem vencer os zumbis.

Se há um aspecto ruim do livro, é o excesso de termos técnicos do exército: referências a equipamentos e armamentos do exército, sem uma explicação mais detalhada, faz o leitor ficar boiando em alguns momentos, mas não é nada que atrapalhe a leitura. Muito pelo contrário: tais termos só trazem mais verossimilhança ao livro.

"Guerra Mundial Z" está sendo trazida às telas por Brad Pitt, e eu acredito que pode ser um filme muito divertido, mas que, com certeza, não fará juz ao livro: é um livro sem protagonista, contando dezenas (sim, dezenas) de histórias paralelas. É impossível trazê-lo fielmente às telas e, ainda assim, fazer um produto acessível para as massas. Portanto, não se atenha somente ao filme para julgar o livro.

No final, o que fica mais evidente ao ler este livro é que a guerra contra os zumbis não trará somente um inimigo, os mortos; há outro que está sempre por perto, e que, por sua imprevisibilidade, pode se tornar o mais perigoso de todos: os vivos. Dizem que os verdadeiros amigos só aparecem nas piores horas. Acho que num apocalipse zumbi é quando você realmente descobre quem são seus verdadeiros amigos.

Veja mais em: http://catharsistogo.blogspot.com.br/2012/09/guerra-mundial-z-max-brooks.html


Joao.Paulo 15/07/2019

Erros de diagramação.
O livro é bom, a narrativa jornalística é ótima. O problema é que comecei a ficar cansado com a leitura devido a má diagramação, pelo menos na edição que peguei, e abandonei quase na metade.


Camila 19/01/2015

Entediante
Um ponto positivo do livro é que não privilegia cenas "trash", mas sim a história (situação que não acontece, por exemplo, nos livros da série "The Walking Dead").
Porém, as história não prendem o leitor, como pensei que cativariam. Nisso, há exceção de alguns relatos, tal como o caso do japonês cego pelas bombas nucleares da II Guerra Mundial... Mas no mais, não é um livro empolgante.
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Henrique Komoto 30/01/2015

Pontos altos e baixos
Bom, o livro Guerra Mundial Z ( World War Z ), me causou muita curiosidade e interesse, pois com ele conseguimos uma imersão muito maior que a do filme, nesse mundo apocalíptico dominado por zumbis.


O livro em si é divido em depoimentos de pessoas do mundo inteiro, que contam suas experiências de sobrevivência neste mundo perdido por destruição e caos.

O começo na minha opinião é arrastado e monótono, muitas vezes me deixou entediado, pois relata o primórdio da infestação do vírus, que conseqüentemente fez com que pessoas fossem infectadas, tornando-as zumbis.
Uns dos aspectos que me incomodou foi o fato da tradução, que deixou muito a desejar em várias partes, faltou melhor adaptação e especificação de termos, deixando-me muitas vezes deslocado sem entender o que se passava.
Somente a partir do meio do livro, que a história se desenrola e se torna interessante, pois conta com maior sentimento e envolvimento por parte de todos personagens na luta para se manter vivo.


Pois bem, se você gosta de mundos apocalípticos e zumbis em geral, este livro é uma das minhas recomendações.
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Iris Figueiredo 24/10/2016

Uma história de zumbis narrada de forma diferente
“Guerra Mundial Z” é um livro sobre apocalipse zumbi um pouco diferente de outros sobre o assunto. Narrado através de depoimentos, como se fosse um compilado de entrevistas feitas por um historiador sobre o período da guerra contra os zumbis, ele proporciona uma visão geral da infestação.

Uma das coisas mais legais do livro é mostrar o que aconteceu com o mundo no início, durante e depois da pandemia. A história é narrada por personagens nos Estados Unidos, Canadá, Rússia, Brasil, Israel, China, Japão, África do Sul, Austrália, Coreia… ou seja, temos um vislumbre de como foi que diferentes países lidaram com a praga.

A cada relato somos jogados para uma história diferente, em uma situação diferente, aos poucos formando uma colcha de retalhos para termos uma ideia do panorama global. Gostei da abordagem por que ele reúne os relatos no pós-guerra, então nós temos uma visão da sociedade se reconstruindo, ainda que através de comentários breves. Isso é uma coisa que costumo sentir falta nos livros de zumbis – geralmente ficamos nos perguntando o que aconteceu em outros países, com as autoridades, como sobreviveram as pessoas nas áreas litorâneas ou em neve etc. Aqui nessa história ele mostra como alguns países usaram a soberania nacional enquanto outras nações se desintegraram.

Essa visão global foi o que mais me atraiu na história. Não é um romance tradicional, por isso não há um personagem específico para você acompanhar, embora algumas histórias se cruzem ou os narradores reapareçam em outra parte do livro. Eu gostei bastante de ler Guerra Mundial Z, mas sou meio “a louca dos zumbis”. Se você já viu o filme, esqueça – os dois são bem diferentes, o roteiro só aproveitou alguns conceitos trabalhados aqui.

Para quem curte zumbis, uma boa leitura.

site: http://irisfigueiredo.com.br
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Universo dos Le 29/07/2013

Promoção do livro no blog:

http://universodosleitores.blogspot.com.br/2013/07/promocao-guerra-mundial-z-editora-rocco.html
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Róger 23/07/2013

Criticas a Sociedade, e uma Guerra contra mortos-vivos.
Construído a partir de relatos de sobreviventes da Guerra Z, o livro apresenta críticas a todos os setores da sociedade.

E pode ser descrito da seguinte forma:

"Alienação, Paranoia, Política, Burocracia, Corrupção, Violência, excesso de autoridade, ganância, pobreza, desigualdade social, hipocrisia, etc. E uma Guerra contra mortos-vivos."

Quem gosta de pura ação, matança e zumbis arrancando tripas, talvez se decepcione um pouco. Os relatos quase sempre têm um olhar crítico para a reação de autoridades, celebridades, militares e população em geral, mostrando a incapacidade da sociedade de reagir a grandes crises, expondo suas mazelas, seus defeitos, que não surgem apenas da guerra, mas existem agora, nesse momento, em todos os países, suas consequências assumindo proporções gigantescas em um momento delicado da existência humana.
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Marco Jr. 10/10/2013

Guerra Mundial Z
Excelente! É a melhor palavra para descrever esta obra. Por meio de relatos de sobreviventes da chamada "Guerra Z", um conflito de proporções mundiais entre humanos e zumbis, somos apresentados aos motivos que desencadearam a epidemia, desde o paciente zero até o dia da vitória.
É um livro que prende a atenção do leitor, com uma carga de informação real imensa e diversas referências cenário político-econômico moderno, o autor aproveita ainda para criticar de maneira sutil alguns aspectos da cultura americana.
Recomendado!
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Raquel 02/08/2013

Muito mais que uma história sobre zumbis
Muito mais que uma história sobre zumbis (embora eles estejam muito presentes ao longo de todo o livro, em todo o seu horror), "Guerra Mundial Z" fala do melhor e do pior da humanidade, das diferentes maneiras com que as pessoas reagem a crises, da capacidade de lidar com o novo, com o inimaginável, de estratégia, de gerenciamento de crises. Fala de cinismo, de ética, de oportunismo, de esperança, de loucura, de heroísmo. E ainda encontra tempo para falar sobre os zumbis.
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