Guerra Mundial Z

Guerra Mundial Z Max Brooks




Resenhas - Guerra Mundial Z


50 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4


Grace K 06/01/2011

Guerra Mundial Z : Não há para onde fugir!
Como boa fã de George A. Romero, há tempos estava querendo ler esse livro. Guerra Mundial Z, é ótimo, muito bem escrito. Confesso que mesmo
ansiosa para ler, tive um pouco de receio ao ver que a história é contada através de relatos dos "sobreviventes" e não de forma linear. Foi mais uma grata surpresa!
Focando em relatos individuais dos sobreviventes, o livro traz reflexões políticas, psicológicas, religiosas e ideológicas, tudo através de relatos incrivelmente humanos e realistas, não devendo nada a relatos de sobreviventes de qualquer guerra do mundo, com a exceção de que o inimigo neste caso já estava morto, o que não chega a ser nenhuma vantagem.
Os relatos, aos poucos vão dando um panorama de como uma infecção misteriosa reanima os mortos e os transforma em insaciáveis comedores de carne que quase extinguiram toda a vida na terra, trazendo o vislumbre de um verdadeiro apocalipse zumbi. Desde os primeiros infectados, as primeiras infestações, o pânico e desespero que se seguiram, as migrações em massa para àreas "livres", até o momento em que a humanidade como um todo conseguiu organizar uma ofensiva e retomar o planeta, tudo é relatado de uma forma crível, sem nenhum momento cair no gore ou no trash.
Uma ótima leitura que pode ser tomada como ficção científica, mas que ao final nos faz pensar no quanto dessa ficção pode um dia se tornar real. O pior predador do mundo é a homem.
nerito 16/12/2011minha estante
Concordo! Ótima resenha. O livro é muito bom. Também sou fã de Romero e de filmes do gênero. A literatura ainda precisa melhorar e com certeza Max Brooks faz um trabalho excelente em Guerra Mundial Z. O único problema, para mim, foi o relato do brasileiro, que ficou estranho em alguns momentos, mas isso não afeta a qualidade do livro.




Flavia 20/08/2013

Muito bom!
Guerra Mundial Z, de autoria de Max Brooks lançado no Brasil pela Editora Rocco e que há pouco tempo originou o filme (nada a ver com o livro) de mesmo nome estrelado por Brad Pitt, é um registro coletado por um pesquisador que reúne relatos de pessoas de vários países que presenciaram a infestação e viram o mundo sendo tomado por criaturas monstruosas que quase causaram a extinção da humanidade: os zumbis. E o melhor é que a mera ficção é tratada como se fosse algo real, o que deixa o leitor bem envolvido e empolgado com a leitura.

Os capítulos principais são divididos de forma que possamos acompanhar a evolução dos acontecimentos, desde o estado de alerta, passando pelo pânico da população desesperada, até como foi feita a organização de combate contra os Z's, com subcapítulos iniciados com uma breve descrição e em seguida os depoimentos do sobrevivente entrevistado da vez... E todos tiveram uma importância considerável antes e durante a guerra, desde os simples civis, soldados a grandes figuras, como políticos ou diretores de grandes corporações.

Pelos relatos serem feitos do ponto de vista de pessoas diferentes, que testemunharam e participaram dos acontecimentos, apesar de fragmentada e, às vezes, um pouco confusa (já que é contada em partes limitadas e vai forçar o leitor a imaginar os pedaços que preenchem essas lacunas), toda a história se torna muito crível, como se a "Guerra Mundial Z" realmente tivesse feito parte da História do mundo. Não é nem possível se apegar a nenhum personagem por mais que sua história seja comovente, visto que ele aparece uma única vez pra contar o que presenciou e o que fez, por mais horrível ou heroico que tenha sido. Às vezes eles se referem a outros entrevistados mas todos estão ligados por um único evento: a Guerra.

O autor usou e abusou de termos técnicos referentes a técnicas militares e políticas, mas poupou maiores detalhes de funcionamento delas. É um pouco confuso e chato, mas ao mesmo tempo é um ponto positivo levando em consideração que um soldado ao ser entrevistado, por exemplo, vai relatar o que viu, e não dar aulas explicando em detalhes o funcionamento de armamentos utilizados e afins.
É possível ainda refletir acerca não só do que seria uma Guerra desse tipo, mas também sobre questões políticas, ideológicas, morais, religiosas e etc...

As primeiras infecções são detalhadas com maestria, desde o paciente zero, os primeiros infectados que tentaram fugir e até o tráfico de órgãos contaminados onde um dos transplantes é feito no Brasil e posteriormente o médico presencia seu paciente se reanimar como um monstro...

"'O medo', ele costumava dizer, 'o medo é a mercadoria mais valiosa o universo.' Isso me afetou. 'Ligue a TV!', dizia ele. 'O que está vendo? Gente vendendo seus produtos? Não. Gente vendendo o medo de ter de viver sem os produtos deles.' Mas que merda, ele tinha razão. O medo de envelhecer, o medo da solidão, o medo da pobreza, do fracasso. O medo é a emoção mais fundamental que temos. O medo é primitivo. O medo vende. Este era meu mantra. 'O medo vende.'" - pág. - 66

Chegou a ser frustrante (não no sentido crítico) encontrar num livro que traz o apocalipse zumbi, o fato de como o mundo funciona, pois a verdade incomoda, e ainda mais quando apontada de forma ficcional. Líderes com algum poder só se movem pra fazer alguma coisa quando são atingidos, pessoas que resolvem aproveitar a vida só quando sentem que ela está chegando ao fim, empresários oportunistas que se aproveitaram do desespero alheio para poderem lucrar vendendo remédios e coisas do tipo... Mas ao mesmo tempo, foi bom saber que a união dos povos foi feita em escala global para que a humanidade conseguisse se salvar, mesmo que pra isso o sacrifício fosse necessário. É o mundo de hoje e, pelo visto, o mundo de sempre...

Os zumbis fazem parte, mas mais evidente do que eles nessa história, é a motivação das pessoas e o que elas são capazes de fazer em situações extremas, como podem ver o mundo com outros olhos e mudarem sua formas de ser e agir, como podem abrir mão de sua zona de conforto (ou não) em prol da salvação (própria ou em massa, que seja), e mais: é uma excelente crítica à sociedade e aos diversos sistemas que beneficiam aos que podem pagar ou lucrar com ele.
comentários(0)comente



Descontrolados 22/09/2013

E SE A HUMANIDADE ENTRASSE EM GUERRA CONTRA A PRÓPRIA HUMANIDADE, DOMINADA POR UM VÍRUS DEVASTADOR E MORTAL?
No universo zumbi, assim como George Romero pode ser considerado o mestre do tema no cinema, Max Brooks é igualmente coroado, no âmbito literário, título que começou a conquistar já em seu primeiro livro, Guia de Sobrevivência à Zumbis, lançado no Brasil em 2006 pela Editora Rocco. Sua coração ao sucesso absoluto no gênero veio em 2006, com o lançamento de Guerra Mundial Z, lançado por aqui em 2010 pela Rocco e que acaba de ganhar uma reedição com nova capa, graças à adaptação cinematográfica de mesmo nome.

Em Guerra Mundial Z, Brooks nos introduz à um narrador desconhecido, um repórter contratado para viajar e construir um relatório para a Comissão Pós Guerra das Nações Unidas sobre a Guerra Mundial Z, como ficou conhecida a batalha contra a extinção, travada contra humanos portadores de um vírus que os transformou em zumbis. O relatório, após encerrado, sofreu uma reedição, pois ele era “íntimo demais”, fugindo de seu objetivo, que seria proporcionar no futuro o estudo dos acontecimentos da década apocalíptica, uma coletânea de dados frios.

Crendo ser necessário mostrar o fator humano da década apocalíptica, por esse ser apenas o único diferencial entre nós e o inimigo denominado morto-vivo, decide então lançar um livro, com o aval de sua chefe, mostrando a íntegra das entrevistas que realizou, com envolvidos desde o caso com o paciente zero até o fim da guerra.

O interessante deste livro é que ele basicamente é um relato jornalístico realizado através das fictícias entrevistas feitas pelo narrador. Com muita genialidade, Brooks apresentou duras críticas aos governos de todo o mundo, questionando decisões militares e como muitos beneficiaram da guerra, enquanto a população ruía em meio ao caos instaurado.

Não se engane achando que este é um livro sobre zumbis. Eles são apenas parte da história, onde o personagem principal é a Guerra e o relato de todo o horror provocado por ela serve como pano de fundo, ligando todo o livro, através dos relatos organizados de forma cronológica, mostrados sob a ótica pessoas comuns, militares, médicos, contrabandistas, aproveitadores e membros do governo. É a mescla dessas opiniões que leva o leitor a uma verdadeira viagem à uma Guerra Mundial que nunca aconteceu, mas que nas palavras de Brooks, parece tão tangível e cruel como as verdadeiras Guerras Mundiais.

Há ainda que se ressaltar que apesar da trama ter sido banalizada na produção hollywoodiana de mesmo nome, estrela por Brad Pitt, em nada tem a ver realmente com o que você encontrará nas páginas desse livro.

Não que a superprodução da Paramount seja ruim, pelo contrário, foi certamente uma das melhores filmes do gênero dos últimos anos, repleto de cenas eletrizantes e agonizantes. Entretanto, toda a magnitude da produção cinematográfica sequer se compara ao relato chocante presente no livro de Max Brooks. Como complemento da obra literária, o filme é uma excelente pedida!

Por Diego Cardoso


Ficha Técnica

Título original: World War Z: An oral history of the Zombie War
Relançamento: 2013
Páginas: 365
Tradução: Ryta Vinagre
Editora: Rocco

site: http://programadescontrolados.com/resenha-guerra-mundial-z/
comentários(0)comente



Conde 15/01/2013

Um livro muito bem escrito
Confesso que ao por minhas mãos no Guerra Mundial Z de Max Brooks estava tomado pelo ceticismo. Não havia lido resenhas a respeito e nem comentários, resolvi não fazê-lo. Busca um livro por puro entretenimento, para relaxar, sem grandes expectativas, afinal, o tema é "Zumbis", tem coisa mais alinhada ao Trash do que isso?

Mas admito, me enganei. O livro é bem construído, os personagens bem desenvolvidos dentro de um contexto de entrevista, o universo é cuidadosamente montado com sua linha de realidade alternativa e o escritor claramente buscou informações sobre material militar, medicina, estratégias de combate, culturas locais etc. Fazia um bom tempo que não lia um livro que me agarrasse de forma tão eficiente. Tanto que o terminei em dois dias!

Indico a leitura!
Thaisa Mirely 31/05/2013minha estante
Comecei lendo o livro com a maior expectativa desse ano, pois como muitos, gosto por demais dessa temática 'Apocalipse Zumbi'. Achei interessante a divisão do livro, como você falou ele é bem construído, demonstra o ocorrido por visões diferentes. Tudo ia bem até que veio o relato brasileiro, que pelo amor de Deus, puramente grotesco. Quem leu a edição da Rocco pode ver a visão do autor sobre o Brasil traduzida em: drogas, venda de órgãos, favelas, polícia corrupta e afins. Sei que os 'gringos' tem mesmo essa visão daqui, até pelas notícias e filmes que eles acompanham, mas achei repugnante essa descrição. Não sei se o problema só é visto na tradução, mas estou com muita vontade de ver a original para confirmar minhas conclusões.


Kelly 14/06/2013minha estante
Thaisa o problema é que o cara dissa a verdade sobre o Brasil , e nos seres humanos não gostamos de ouvir a verdade




Marselle Urman 31/03/2011

War
É realmente uma história oral da guerra "Z", num estilo de documentário que raramente encontramos em livros de ficção.
Brooks descreve os acontecimentos da Grande Guerra através de entrevistas com os sobreviventes, muitos deles heróis desta guerra. O tom do livro me lembrou os documentários de Michael Moore, especialmente porque ele pega as fraquezas de cada país e mostra como isso as expôs. Mas o centro da narrativa, naturalmente, fica mais focado nos EUA.

Poderia ser uma chuva de meteoros, uma invasão alienígena, ou a gripe aviária. Brooks escolheu zumbis, e criou uma mitologia rica, bem cheia de detalhes. O livro às vezes cansa por ser muito técnico, muito político, cheio de detalhes técnicos e militares. Mas ainda é divertido analisar o que seria do mundo com sua população dizimada, depois do Grande Pânico. Zumbis nos esgotos, se arrastando pelo chão, zumbis no leito do mar!

Enfim, exige um pouco de paciência mas vale o divertimento.
Kelli 15/08/2011minha estante
Concordo, tbm dei 3 estrelas
Depois de um tempo não prende a atenção como no começo.




Luis Brudna 22/10/2013

Repetitivo
A história é interessante até a metade do livro.
É possível perceber que o autor só conseguia repetir o mesmo tom durante todo o livro.
comentários(0)comente



Flavinha 17/07/2013

Resenha: Guerra Mundial Z
O que você faria se de repente o mundo fosse infestado por Zumbis? Como se esconderia? Como conseguiria alimento para se manter até que a situação fosse controlada? E como manteria a sua família em segurança?

Guerra Mundial Z é um apanhado de relatos de sobreviventes que passaram pela infestação e que viram de perto o mundo que conhecemos se transformando num lugar infestado de monstros que antes só ocupavam nossos pesadelos.

Podemos observar como foram as primeiras reações da população quando se deram conta do que realmente estava acontecendo, como o “estouro” foi abafado pelo governo e como as pessoas usaram o seu instinto natural de sobrevivência para se manter a salvo.

O interessante neste livro é que o autor conseguiu abordar o tema de uma forma fora do comum. O que vemos aqui não são zumbis famintos atrás de cérebro, mas sim, seres humanos lutando para manter o seu lar e a sua família a salvo.
As diversas situações de contágio que são narradas aqui são muito interessantes. Nosso país aparece em um desses relatos, quando um médico do Rio de Janeiro foi fazer um transplante de coração com um órgão infectado contrabandeado da China e depois teve que lidar com o seu paciente se reanimando.

São interessantes as observações que vamos fazendo durante a leitura, acerca dos princípios morais que vão sendo deixados de lado por conta da necessidade de sobrevivência. Muitos roubam, fazem sexo como se não houvesse amanhã (e realmente não havia), outros só se adaptam ao que estava acontecendo e passam a ser heróis quando antes não eram nada mais que nerds de computador.

O livro foi realmente muito interessante, gostei bastante da visão política envolvida no controle de uma situação inusitada como essa.

Agora vou atrás do filme pra ver o Brad Pitt salvando o mundo :)

site: www.chatadoslivros.blogspot.com.br
comentários(0)comente



Clara 12/05/2012

Uma merda.
comentários(0)comente



Ally 17/04/2013

Adorei este livro, cada capítulo é uma história de um personagem de algum lugar do mundo e como ele lidou com o Grande Pânico (GRANDE PÂNICO, que foda), ou qual papel ele representou na Guerra que se seguiu. Muito legal, leitura leve sobre um apocalipse zumbi.
comentários(0)comente



mvdamato81 28/06/2013

Regular
Sinceramente esperava mais. Cada capítulo mostra uma entrevista com uma personagem diferente.. Interessante, mas esperava mais.
DAUGE 27/06/2017minha estante
Correto! O livro não é empolgante e a maioria dos relatos insípidos. Zumbi que não corre comumente não tem graça.
Dar mais que duas estrelas é um erro.




Camila 19/01/2015

Entediante
Um ponto positivo do livro é que não privilegia cenas "trash", mas sim a história (situação que não acontece, por exemplo, nos livros da série "The Walking Dead").
Porém, as história não prendem o leitor, como pensei que cativariam. Nisso, há exceção de alguns relatos, tal como o caso do japonês cego pelas bombas nucleares da II Guerra Mundial... Mas no mais, não é um livro empolgante.
comentários(0)comente



Róger 23/07/2013

Criticas a Sociedade, e uma Guerra contra mortos-vivos.
Construído a partir de relatos de sobreviventes da Guerra Z, o livro apresenta críticas a todos os setores da sociedade.

E pode ser descrito da seguinte forma:

"Alienação, Paranoia, Política, Burocracia, Corrupção, Violência, excesso de autoridade, ganância, pobreza, desigualdade social, hipocrisia, etc. E uma Guerra contra mortos-vivos."

Quem gosta de pura ação, matança e zumbis arrancando tripas, talvez se decepcione um pouco. Os relatos quase sempre têm um olhar crítico para a reação de autoridades, celebridades, militares e população em geral, mostrando a incapacidade da sociedade de reagir a grandes crises, expondo suas mazelas, seus defeitos, que não surgem apenas da guerra, mas existem agora, nesse momento, em todos os países, suas consequências assumindo proporções gigantescas em um momento delicado da existência humana.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Felipe 21/12/2014

Uma excelente oportunidade desperdiçada
Pois bem terminei de ler "Guerra mundial Z", primeiramente vou falar um pouco sobre o que inspirou o autor a escrever o livro, que no caso são os zumbis. O zumbi foi criado pelo mestre George A. Romero são criaturas originada dos próprios homens que morrem e revivem com fome de carne. Só que o tempo se passou, e os zumbis de criaturas lentas e vagarosas, se transformaram em animais vorazes, rápidos, e o melhor de tudo é possivel fazer uma metáfora com relação aos zumbis. Voce pode os substituir por outras anomalias, como a epidemia do vírus ebola por exemplo. O autor traz a anomalia dos zumbis a nível mundial e essa premissa é muito interessante por que voce pode fazer todo tipo de critica que a humanidade a nível globalizado enfrenta. O livro se passa por meio de entrevistas, como se fosse um relato, ao redor do mundo e nos estados unidos, e infelizmente o autor não soube aproveitar o material que tinha em mãos que era muito bom. As entrevistas se tornam por um momento chatas, Tem alguns termos técnicos que são desconhecidos e por isso tornam a leitura ainda mais insuportável. Max Brooks tinha um ótimo material, uma ótima premissa mas infelizmente, desperdiçada.
comentários(0)comente



Leo 26/08/2013

Impressionante !
Depois que uma infecção generalizada que transforma humanos em zumbis é controlada, um relatório investigativo é solicitado pelas autoridades para que se entenda e documente essa "guerra mundial" tão peculiar que a humanidade acabou de vencer.

Por questões militares, toda a "parte humana" da guerra é retirada do relatório final, cabendo as autoridades apenas as linhas gerais do evento ocorrido.

Essa subtração leva o autor a publicar o "fator humano" percebido durante as entrevistas e a transcrição das conversas com as pessoas que participaram diretamente de importantes eventos é a composição do livro.

Não há história linear, não há personagem principal e tampouco as informações chegam mastigadas, e essa é a grande sacada do livro.

As entrevistas são apresentadas em ordem cronológica dos acontecimentos então, vamos descobrindo junto com o entrevistador (que tem uma sagacidade e coragem muito parecida com a Marilia Gabi Gabriela) a causa da peste, como ela se proliferou, quais foram os erros e acertos militares, a ação dos aproveitadores, como a população sofreu e depois reagiu até o ponto em quem a guerra foi vencida.

Tudo sob as diferentes óticas, hora de militares de alto escalão com decisões frias a tomar, hora de pessoas comuns que não acreditavam no que acontecia, hora de astronautas que nada podiam fazer alem de assistirem pela TV, enfim uma seleção altamente criativa de pessoas que vivenciaram a mesma situação com pontos de vista extremos e completamente diferentes.

As diferentes percepções da guerra, as atitudes e a adaptação de cada personagem são ótimas, torcemos para que algumas entrevistas não acabem de tão boas que são e outras não vemos a hora que o entrevistado pare de falar.

Essas sutilezas tornam o livro altamente viciante e nos fazem lamentar como uma ideia tão legal foi cair no "lugar-comum" no cinema.

Apesar do "pano de fundo", este não é um livro sobre Zumbis e sim sobre pessoas em situação-limite.
Se retirássemos o contexto ficcional e encaixássemos o livro na 2ª Guerra, 90% do texto sequer precisaria ser mudado.

Não perca, diversão de primeira!
comentários(0)comente



50 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4