O Jardim Secreto

O Jardim Secreto Frances Hodgson Burnett




Resenhas - O Jardim Secreto


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ju 30/07/2010

Emocionante!
Emocionei-me tanto com essa historia! Imagine ter um jardim lindo, onde os passarinhos são seus amigos, as flores crescem interessadas em saber o que acontece, onde o ar puro faz pessoas voltarem a ser feliz, onde os bichos correm soltos, os passarinhos fazem seus ninhos, onde existem as flores mais belas.

Acho que a intenção da historia, é mostrar que todos nós devemos ter um coração acolhedor e fértil, para poder ajudar outras pessoas, mesmo aquelas que têm corações que são como jardins mortos, apenas parecem mortos, precisam de alguém pra cuidar deles.

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Dominique 03/07/2010

Esplêndido!
É engraçado como uma história aparentemente infantil fala tanto sobre os sentimentos e ações adultas. O Jardim Secreto é um livro para todas as idades, da autora Frances Hodgson Burnett.

No início do livro, Mary mora na Índia e é criada pelos empregados, que a temem e sentem repulsa pela menina, pois esta é mimada e petulante. Seus pais não lhe dispensam qualquer atenção e quando morrem de peste, a menina não sente nada, nem saudade, nem pena, já não tinha pais quando estes eram vivos. Daí Mary vai morar na Inglaterra, com um tio rico e viúvo, porém amargurado pela morte da esposa. Ao chegar lá, não tem amigos e para passar o tempo, ela começa a explorar a mansão. Aos poucos sob os cuidados da empregada da casa, Marta, a menina vai soltando-se, pois esta conta-lhe histórias sobre sua família numerosa, mas que apesar das adversidades é muito unida. É a partir daí que ocorre a mudança na vida da pequena Mary, pois ao ser apresentada a Dickon, irmão de Marta, a menina começa a descobrir os pequenos prazeres da infância e a deixar germinar dentro de si o amor, a bondade e a amizade.

Enfim, é maravilhoso acompanhar o desabrochar de Mary para a vida. Quando chega a mansão do tio, ela é uma menina enraivecida e mimada, mas quando entra em contato com a natureza e com pessoas que gostam dela (Marta e Dickon), ela começa a mudar. A descoberta do jardim faz com que a menina modifique-se mais ainda, que pertencia a sua tia falecida, mas que após a sua morte por representar uma lembrança dolorosa a família foi fechado, onde todas as plantas e sementes existentes lá morreram.

A parte que mais gostei foi quando Mary conhece o primo Colin, que vive recluso em um quarto pensando que vai morrer e/ou ficar corcunda. O menino dá acessos contínuos de histeria, que causam sérios danos a sua saúde. Tão mimado, exigente e mau quanto Mary era no passado, em dado momento Mary vê-se obrigada a dizer-lhe umas boas verdades e convida-o para sair do quarto claustrofóbico e ver a primavera chegar e as plantas crescerem. É o início para uma nova vida... Início para amizade nascer!

O Jardim Secreto é uma história que simboliza sobre nosso mundinho secreto onde muitas vezes nos fechamos tanto que não permitimos que ninguém se aproxime. Ahhh, o jardim é simplesmente um sonho bom demais. Sonho que pode se tornar realidade se plantarmos lindas rosas (harmonia, paz, amor, amizade, verdade, justiça...) no nosso coração e arrancarmos as ervas daninhas que teimam em crescer (orgulho, vaidade, inveja, desamor, solidão, mentira, fofoca...).

É uma leitura que indico com certeza!!!

Veja mais:

http://livrosfilmesemusicas.blogspot.com/2010/06/o-jardim-secreto.html
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Fê Gaia 07/03/2011

Para todas as idades
Para mim os melhores livros infantis são aqueles que podem ser lidos e apreciados em qualquer idade. E é exatamente esse o caso deste clássico.

O Jardim Secreto é um livro encantador que trata de relacionamento humano e do amor à vida e à natureza. Os conselhos mais sábios ditos na história partem dos personagens mais pobres e humildes, exaltando a importância do conhecimento popular e combatendo o preconceito de classes.

Pude perceber uma certa discriminação étnica por parte da autora, mas levando-se em conta o contexto da sociedade da época, isso é mais do que esperado. Esse é um livro que mostra toda a doçura e magia que envolve a infância, características que todos os adultos deveriam conservar dentro de si. Se você ainda as conserva ou quer adquiri-las, leia esse livro e se delicie.
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Heidi Gisele Borges 27/01/2009

Que lindo! Quem quiser encontrar a Mágica da natureza, tem de ler este livro!
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Isa 07/11/2014

A história já me era familiar - quando criança, assistia repetidas vezes com minha irmã ao filme animado. Provavelmente essa nostalgia tão agradável é que despertou uma vontade imensa de ler o romance assim que o vi na estante da livraria.
A capa da edição da Penguin é muito bonita - já me trouxe uma sensação boa de mistério - um mistério inocente , mas ainda assim envolto numa névoa... Algo nada perigoso, mas nem por isso menos denso - como é um segredo entre crianças. Das cores frias e da atmosfera oculta da ilustração de Andrés Sandoval, pouco ecoa no livro.
O início é bastante interessante, a personagem de Mary não gera simpatia alguma. E isso parece que irá tornar a história mais atraente! No entanto, sua mudança é um tanto brusca. O universo de Misselthwaite é de um maniqueísmo calculado, e as crianças "más" são feiosas e birrentas. Alguns personagens ficam sem um pano de fundo concreto, como o Dr. Craven, e o próprio Sr. Archibald Craven, que parece ter um grande potencial dramático não desenvolvido por conta de seu súbito desaparecimento da narrativa.
Claro, o inverso também existe, e o Dickon, por exemplo, é bastante interessante, tem muitos pormenores, e acaba por se tornar um personagem encantador - talvez o mais rico. Há detalhes em sua descrição, e há expressividade dos outros personagens em relação a ele. Cria-se uma atmosfera em volta de Dickon que não nasce para outros personagens. Nem mesmo para a protagonista inicial, Mary, que parece ter sido deixada de lado no último capítulo, pois nem mesmo sua expressão diante das cenas que ocorrem é descrita. Esses desaparecimentos súbitos, a repetição de muitas palavras e expressões, bem como a repetição de ideias que acabam por se tornar cansativas (o fato de as crianças engordarem e a relação disso com sua saúde, o ponto do uso da Mágica, e, novamente, a divisão muito demarcada entre "bom" e "ruim" e como os personagens centrais - Colin e Mary - de súbito saltam de um ponto a outro), tudo isso desmonta o jeito infantil e gostoso que tive a impressão de que iria guiar a história, no início. Bem no início.
O que me fez sentir bem: a definição bonita da natureza como "coisas que crescem", e este cuidado com a descrição dos aromas e das paisagens naturais dos lugares que parecem, inicialmente, sem vida. Essa "Mágica" que um jardim pode realmente exercer sobre alguém, isso é o que gera e mantém uma certa liga, ainda que frágil, da história. Dá vontade de respirar fundo esse ar revigorante da charneca, em algumas passagens.

Isa
Kelly Oliveira 01/12/2015minha estante
Até que enfim achei alguém que viu defeitos nesse livro. Como vc o filme marcou minha infância, mas quando li o livro, fiquei meio decepcionada. As mudanças realmente são muito bruscas, mal explicadas - a cura de Colin, os exercícios diários - a coisa da mágica então, Colin vira uma espécie de guru rsss.

Mas o pior pra mim foi o final, a falta de informações sobre Mary é lamentável, ela simplesmente some da história. Mas nem tudo é perdido, sempre lembro das descrições da natureza desse livro - são lindas - sempre quando vejo um passarinho lembro do livro também. :)

Gostei da sua resenha, me identifiquei. As impressões gerais desse livro estão no link http://cafeebonslivros.blogspot.com.br/2015/01/resenha-o-jardim-secreto-frances.html

Bjs




Coruja 26/05/2014

Embora esse ano tenha sido a primeira vez que li esse livro, sua história faz parte das minhas lembranças de infância mais saudosas por causa do filme que passou infinitas vezes na Sessão da Tarde, junto com outro filme inspirado num título da mesma autora - A Princesinha. E em respeito a essa memória, foi com certa trepidação que peguei o volume para ler, temendo que reencontrar O Jardim Secreto na idade adulta de alguma forma distorcesse o encanto que senti por ele na infância.

O exato oposto, contudo, aconteceu. Descobri que independente da idade, a história de Mary, Colin e Dickon é ainda tão bela, tão verdadeira e tão fascinante quanto da primeira vez que tive contato com ela.

Mary é uma criança enfermiça e ranzinza que perde os pais para o cólera na Índia, passando para a tutela de um tio na Inglaterra. A princípio, ela é uma personagem bem difícil de gostar, antipática e tirânica, mas, pouco a pouco, ela vai tomando consciência de sua própria solidão e isolamento, e passa a se importar mais e se abrir mais com aqueles que a cercam.

Essa atitude vai fazer com que ela descubra o jardim que pertenceu a falecida esposa de seu tio. Após a morte da mulher, o homem fechou o jardim e simplesmente abandonou a casa e todas as suas responsabilidades, deixando-se consumir pela dor e amargura.

Mais tarde, Mary também encontrará o primo, Colin, que é tão tirânico e egoísta quanto ela mesma a princípio. Sentindo-se rejeitado pelo pai, convencido de sua fragilidade e sua culpa na morte da mãe, Colin vive preso a sua cama, tendo ataques histéricos e tentando monopolizar as atenções de todos, ainda que saiba que ninguém se importa ou gosta dele.

Entre um e outro há Dickon, o irmão de Martha, uma das criadas da casa. Dickon é o exato oposto de Colin e Mary: saudável, contente consigo mesmo, simpático e aberto a todos. Dickon é quase sobrenatural em sua capacidade de amar e se fazer amar – todo tipo de bicho, selvagem ou domesticado, enamora-se dele.

Todos esses personagens vão convergir para o jardim e ali vão descobrir o que significa pertencer um ao outro, importar-se, amar, ser feliz. Dickon é um facilitador para Mary e Colin, os dois protagonistas, que pela primeira vez em suas vidas descobrirão o que significa felicidade.

Eu quase não consegui largar o livro nos dois dias que levei para chegar ao final – e isso porque eu sabia qual era o final, já que conhecia a história por causa do filme. Mary, Colin, Dickon e todos os outros personagens são reais e fascinantes, emocionam. A edição da Penguin, lançada aqui no Brasil pela Companhia das Letras é primorosa, com uma introdução que é uma análise excelente, posfácio e notas de rodapé que ajudam na compreensão do contexto.

Definitivamente, é um livro que vale à pena ler e reler em qualquer idade, para encantar e nos lembrar sempre.
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Flora 23/03/2015

O Jardim Secreto é daqueles livros que é clássico porque merece. Além de ser maravilhosamente bem escrito, o enredo é cativante e tem uma lição de moral muito importante, especialmente para época em que foi publicado.

A história é da indiana Mary, que tem que ir para a Inglaterra, depois de seus pais e servos morrerem de cólera e passa a morar na casa do seu parente. Ela encontra uma casa fria e vazia, no meio do nada, com servos que não fazem tudo o que ela quer e com um tio distante que nunca está em casa e nunca olha pra ela.

Sempre sendo uma menina extremamente mimada, ela estranha o novo tratamento e passa a questionar coisas que normalmente não questionava. Acaba fazendo amizade com uma das criadas e seu filho, conhecendo a humildade e reencontrando a infantilidade em si. Enquanto isso, encontra um jardim abandonado, que era da ex-mulher de seu tio e que resolve cuidar.

Enquanto isso, vemos a história de Colin, primo dela que vive recluso em seu quarto, acreditando estar doente e a beira da morte, tudo por causa de seus próprios pensamentos. Fica claro que está tudo na cabeça dele e que basta o pensamento positivo para a cura.

O livro acompanha o processo de cura psicológica de Mary, Colin e de seu pai, enquanto paralelamente fazem o jardim secreto voltar a vida, sendo um simbolismo óbvio.

Apesar da narração leve, o conteúdo é longe disso. É bem psicológico e não deixa nem um segundo de dar lições de moral, enquanto acompanhamos a rotina das crianças e suas travessuras, tornando a leitura bem agradável. Com comparações e metáforas bem construídas, dá pra perceber porque é um clássico.

Desconstruindo vários tabus da época e ensinando as crianças o valor de sua infância e o poder dos pensamentos, Jardim Secreto é lindo, um daqueles livros de aquecer o coração. E apesar de ser voltado para o público infantil, eu recomendo para qualquer adulto que queria voltar a acreditar na magia que é viver.

site: http://floradepapel.com.br
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Rafaela 30/11/2014

Eu vi o filme quando era criança, mas eu nunca realmente cheguei a ler o livro. O livro mostra como a educação e a negligência dos pais podem influenciar na personalidade de uma criança.
Mary foi uma heroína um pouco antipática no início, mas uma vez que ela não é a única culpada por suas maneiras, é fácil perdoá-la e sentir pena por ser uma garota tao solitária.
Foi muito bom ver o mundo que ela conhecia na Índia colidir com a vida de Dickon, sua família amorosa e apreço para com a natureza e os animais.
O que me incomodou foi que a maior parte do livro foi dedicada a mágica de Colin, ficou bem repetitivo e o final que prometia tanto foi mais ou menos.
Kelly Oliveira 17/01/2015minha estante
Nossa achei que tinha sido a única incomodada com a tal "mágica ". Também esperava mais do final.




Edi 10/03/2010

Um livro mágico!
Salvo engano, O Jardim Secreto foi um dos livros mais encantadores e meigos que já li até agora! É envolvente mesmo, realmente mexeu comigo...achei tão fofo principalmente quando Mary conhece Colin, seu primo e depois de se conhecerem altas horas da noite, Mary acha que já demorou muito em seu quarto (de Colin) e pede para ir embora porque Colin está com cara de sono e ele diz: "eu preferia dormir antes de você sair" e Mary já em seus momentos de doçura pegou na mãozinha dele e ficou fazendo carinho e cantando uma canção até ele dormir. (Segurar na mão é bom, né?) e outras passagens incríveis que me deixaram super fã dessa obra juvenil muito bem escrita. E todo mundo que me via com este livro ficavam maravilhados, parecia mágica?!Diziam: " Que livro lindo, eu assisti ao filme"...devo confessar que nem sabia que havia virado filme...rs
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Manu. 09/02/2009

A minha mais pura parte e a minha mais amada leitura da infância.
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Lude 10/02/2015

Bittersweet
Deve ser a idade chegando, mas o fato é que tenho lido muitas histórias sobre infância, juventude e amadurecimento. Foi nesse contexto que resolvi ler "O Jardim Secreto", havia mais de um ano aguardando na minha estante.
Os romances infantis produzidos entre o fim do século XIX e o início do XX têm, com frequência, uma atmosfera que me agrada, repleta de elementos sombrios, bem ao contrário dos livrinhos excessivamente alegres e coloridos que se consideram bons para crianças em nossos dias. "O Jardim Secreto" trata francamente de temas como morte, doença, pobreza, abandono e luto, em cenários como uma charneca desolada batida pelo vento, uma mansão cheia de quartos trancados onde ninguém tem permissão para entrar, etc. Com exceção da família Sowerby, todos os personagens principais têm personalidades problemáticas: crianças mimadas, pais negligentes, adultos amargurados e assim por diante. Isso tudo dá charme ao livro, um gosto de chocolate meio-amargo (ao passo que tantos outros livros para crianças poderiam ser melhor comparados com aqueles guarda-chuvinhas hidrogenados).
Note-se também que a história se desenvolve muito bem mesmo na ausência de vilões (falou aqui um grande fã de vilões). Em lugar de outras pessoas, os personagens têm de enfrentar a si mesmos, a suas duras histórias de vida e às marcas deixadas por elas em suas vidas. O processo de recuperação do jardim fechado e abandonado provê uma bela metáfora para esse processo; Me agradou que mesmo ao final não tenham todos se transformado em anjinhos: o romance já tem suas figuras angelicais, elas cumprem seu papel e não há necessidade de engrossar-lhes as fileiras.

Em suma, um romance que não deve ser encarado com preconceitos: não se trata de um bom livro para crianças. Trata-se de um bom livro. Ponto.

PS: Pessoalmente, tive sérios problemas com a opção da tradutora de usar sotaque caipira para traduzir o sotaque de Yorkshire. A irritação que ele me causava era tanta que pensei em tirar uma estrela da nota. No entanto, isso não seria justo por dois motivos: primeiro, o sotaque marcado e desprestigiado é importante na trama, de modo que apagar a distinção entre a fala culta e a popular seria uma mutilação séria da obra, e não haveria muitas outras opções para rendê-la em português fora o sotaque caipira; segundo, essa opção não diminui a graça ou a grandeza da história, de forma que tirar uma estrela do livro devido a minha implicância pessoal me pareceu no mínimo mesquinho.
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CooltureNews 29/03/2013

Publicada em www.CooltureNews.com.br
Simplesmente o melhor livro que já li neste ano e um dos melhores que li na minha vida, e olha que são muitos livros nesta ultima categoria. Não tenho o costume de colocar notas nos livros nas resenhas do site, mas faço isso ao publicar as resenhas em nossa conta do Skoob e simplesmente após dar a nota máxima ao livro minha vontade era pegar todos os demais que já classifiquei e reduzir uma estrela em cada. O típico livro que ao chegar ao final sua única vontade é recomeçar a leitura imediatamente.

A história relatada no livro não é completamente estranha para mim, afinal não faz muito tempo que assisti a adaptação do livro para uma versão cinematográfica, e sinceramente recomendo assistir a esta versão, com algumas alterações quanto à concepção dos personagens o restante da história é bem fiel e tornou fácil imaginar o Jardim e os personagens, mesmo que a autora não regule palavras quanto a este quesito.

Um dos pontos positivos quanto as edições da Penguin-Companhia e acredito já ter dito isso em outras resenhas é o fato de disponibilizar informações quanto ao período em que a obra foi escrita bem como um breve relato sobre o autor, e se tratando da leitura de um clássico toda e qualquer informação torna a leitura muito mais prazerosa e mesmo que a principio resolvi deixar a leitura desta parte de lado, no momento em que a leitura do livro finalmente me pegou (aproximadamente na página 2,rs) eu tive que retornar e ler a introdução, então já fica a dica, não pule nada! É o típico livro onde se deve ler de capa a capa.

Não vou me prender em relatar sobre a história, pois certamente mesmo quem não assistiu aos filmes (sério, existe até em desenho!) sabe um pouco da história e acredito que a sinopse cumpre bem esse papel. O que eu posso dizer com todas as palavras que é um livro que emociona do começo ao fim e possui aquele tipo de encanto que faz com que fiquemos relembrando a história dias após seu término, sempre com um sorriso no rosto e uma sensação estranha na boca do estomago.

O livro é repleto de ensinamentos e frases de efeitos, sem se tornar cliché, e realmente nos faz pensar em alguns aspectos de nossas próprias vidas, reviver momentos marcantes e é capaz de despertar sentimentos que julgamos estarem esquecidos ou simplesmente abandonados. Sem contar que a escrita é fácil e a narrativa assim como a leitura é extremamente fácil, e como sei que minha sobrinha adora o filme não vejo a hora de apresentar a história através do livro, afinal existe nuances que somente as páginas podem captar e transmitir.

Com todas as letras é uma leitura recomendada e obrigatória, minha vontade é fazer com que todos os conhecidos leiam este livro, e sinceramente espero ter convencido vocês a isso e sintam-se a vontade para voltar e agradecer a indicação, tenho certeza que não irão se arrepender.

A cada novo século, desde o começo do mundo, coisas maravilhosas vêm sendo descobertas. No ultimo século foram descobertas mais coisas surpreendentes do que em qualquer dos séculos anteriores. Neste novo século, centenas de coisas mais espantosas ainda virão à uz. No início, as pessoas se recusam a acreditar que seja possível fazer uma coisa nova estranha, depois elas passam a ter esperança de que seja possível, depois, veem que é possível e depois, por fim, aquela coisa nova passa a ser feita e todo mundo se pergunta por que já não era feita séculos antes. Uma das coisas novas que as pessoas começaram a descobrir no ultimo século é que os pensamentos – nada mais do que simples pensamentos – têm tanta força quanto baterias elétricas e podem ser tão benéficos para uma pessoa quanto a luz do sol, ou tão nocivos quanto um veneno. Deixar que um pensamento triste ou ruim entre na cabeça é tão perigoso quanto deixar que um germe da escarlatina entre no corpo. Se ele entrar na cabeça e a gente deixar que ele fique lá, talvez não consiga se livrar dele pelo resto da vida.
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tiagoodesouza 26/04/2013

O jardim secreto | @blogocapitulo
O jardim secreto conta a história de Mary Lennox, uma garotinha de 10 anos que perdeu os pais e todos os criados da família quando um surto de cólera, na sua forma mais fatal, atingiu a cidade e matou as pessoas feito mosca.

Mary levava uma vida horrível. Tirando sua aia, ninguém mais lembrava dela. Mesmo sua mãe a negligenciava, preferindo festas e coisas bonitas e Marie não era nada bonita - tinha carranca e pele amarelada devido às várias doenças que já teve. As pessoas falavam de sua feiura como se ela não estivesse presente. A existência dela era tão duvidosa que os soldados ficaram surpresos quando a encontraram sozinha na casa após a morte dos pais.

'Minha nossa! Que criancinha feia!', disse ela. 'E nós ouvimos falar que a mãe dela era uma lindeza. Parece que ela não transmitiu muito a beleza dela para a filha, não foi, senhora?'
Página 41.

Ela é, então, levada para a Mansão Misselthwaite, na Inglaterra, que pertence a um tio de quem ela nunca ouviu falar, o Sr. Archibald Craven. A primeira impressão que ela tem dele é de um homem que não se importa com ninguém, um homem triste e solitário que perdeu a esposa há dez anos e, juntamente, a esperança na vida.

O crescimento de Mary ocorre enquanto ela descobre o mundo fora da Mansão e explora os vários quartos trancados do lugar e na observação das pessoas que trabalham para o tio. Ela se vê refletida no jardineiro Ben e percebe que as pessoas quando estão sozinhas nos parecem azedas e rabugentas. Mas que a mera companhia de um pássaro ou uma pessoa amiga faz com que elas tenham uma careta de sorriso e em como seu rosto fica mais agradável e tudo ao redor mais belo. (pág. 69). Até o pulso firme que a governanta Medlock deveria ter ela toma para si quando descobre a origem de um choramingo que escuta algumas vezes ecoando pelos corredores da casa.

Eu não sei se outras pessoas tiveram a mesma impressão que eu quanto a um fato que ocorre mais para o final do livro. Quando uma pessoa entra no jardim, senti que houve um toque profundamente religioso envolvido nessa aparição. E eu fiquei com a pulga atrás da orelha quanto a algo que o jardineiro conta para Mary e fica apenas subentendido. O livro é cheio de mensagens nas entrelinhas, como quando Mary encontra os pontinhos verdes em meio ao mato e galhos secos do jardim e começa a trabalhar a terra. Fala sobre amizades entre pessoas improváveis, como às vezes é preciso dar uma sacudida em quem vive resmungando para colocá-lo na ativa novamente. E que é preciso ter fé que as coisas podem dar certo e se tornarem belas novamente.

É um livro para ser apreciado aos poucos para que essas mensagens sejam sentidas. Recomendo muito!

Mas ela estava dentro daquele jardim maravilhoso, podia entrar pela porta escondida debaixo da trepadeira quando quisesse e tinha a sensação de ter encontrado um mundo só seu.
Página 105.
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Gabrielle 11/01/2012

O jardim secreto de Frances Hodgson Burnett
Nesta obra é retratada o cotidiano de três crianças: Mary, Colin e Dickon. Por ora nos faz recordar de nossa juventude e descobertas, além da amizade e força de vontade. É evidente como uma simples mudança de hábitos nos permite uma transformação significativa.

Escrito em 1911, faz merecer o título de clássico da literatura infanto - juvenil por ter uma história envolvente pautada em "temas contemporâneos" tais como meio ambiente, ideologias e análises de comportamentos.

Possui uma descrição sútil que não leva o leitor ao aborrecimento e ainda se caracteriza por uma linguagem acessível para os mais diversos públicos.

Em resumo, é um livro que nos leva a reflexões sobre o curso de nossas vidas e possibilita em sua conclusão um desejo de continuar seguindo os passos dessas três crianças aventureiras.
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kellynha 31/07/2011

Mary Lennox, uma jovem inglesa nascida e criada na Índia, é feia, tirana... e infeliz. Privada de afectos, nunca aprendeu, dentro da sua extrema solidão, a sorrir ou a amar. Aquando da morte dos seus pais, vítimas de uma epidemia de cólera, Mary parte para Inglaterra para viver a partir daí com um tio sempre ausente, numa bizarra mansão perdida nas paisagens de Yorkshire. Encontra aí o reconforto da amizade e vai partilhar com os seus amigos Dickon e rouge-gorge um maravilhoso segredo: um jardim esquecido por todos, cuja chave abre também, como que por magia, a porta dos corações...
é um livro muito emocionante e o indico para leitura.
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