O Médico e o Monstro

O Médico e o Monstro Robert Louis Stevenson




Resenhas - O Médico e o Monstro


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Dani 24/03/2018

O Médico e O Monstro (e outras histórias), Robert Louis Stevenson
A estória de O Médico e o Monstro é uma dos trabalhos mais famosos do autor, o tema inspirando inúmeras obras. Eu estava curiosa para conferir e me envolvi completamente!
O protagonista é, na verdade, o advogado Mr. Utterson, que um dia sabe, por um amigo, do estranho Edward Hyde, que parece ser o mal em pessoa, provocando grande desconforto inesquecível em quem o conhece.
Surpreende-no saber que Hyde, uma pessoa tão selvagem, é estimado por seu amigo, o amigável e bondoso Dr. Jekyll. Ele tem até um testamento peculiar nas mãos do advogado, onde o principal herdeiro é Hyde.
Este conto me prendeu e me instigou muito, não sentia vontade de pausar a leitura para nada, é realmente intrigante. Também, assustador como o autor joga com o lado bom e lado mal que cada um de nós possui.
Acabou de uma forma súbita, de certa forma, esta estória, mas nada que me deixasse insatisfeita. Apenas é intrigante demais para se desapegar, sabe? HAHA
Bom, essa versão que li, online, traz mais outros dois contos: Olalla e O Tesouro de Franchard. Como gostei muito de O Médico e o Monstro, aceitei de bom grado essa "surpresa" e me pus a ler. Só que, infelizmente, não me agradaram tanto estes dois contos.
O primeiro, Olalla, trouxe uma narrativa extremamente descritiva e cansativa. Eu lia, lia e lia, e não conseguia me prender à estória. Era sobre um general que é recomendado, por seu médico, a descansar na casa de uma certa família, no interior. Lá ocorrem incidentes inusitados, e há um quadro no quarto do hóspede que o intriga muito. Na verdade, eu não sei o que pensar desse conto, não sei exatamente como classificá-lo.
Pensei que iria seguir uma linha sobrenatural, mas não houve nada concreto no fim. Houve tanto mistério para não haver uma grande revelação (e eu só aceito isso nas obras do Junji Ito!). Só um conjunto de personagens esquisitos e um romance (se é que posso chamar assim) mais difícil ainda de engolir.
O terceiro conto, O Tesouro de Franchard, mostrou que, realmente, não haveria, neste livro, outra leitura como a primeira estória. Esta traz como protagonista um doutor que fica intrigado por um garotinho trabalhador. A narrativa não é enfadonha como o conto anterior, mas também não chega a ser interessante.
O personagem é chato com vontade mesmo, e demora bastante para o enredo de verdade aparecer, o tal tesouro. Não foi uma estória que eu amei, mas tenho de admitir que o desfecho trouxe umas ótimas reflexões, então não é uma perda de tempo.
Enfim, eu acho que me decepcionei mesmo com estas outras estórias porque pensava que seriam todas com a mesma essência. Isso atrapalhou bastante e, se fossem livros independentes, não indicaria os outros dois.
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Sthefany.Reis 16/03/2018

Detalhado e fácil de ler
"Isto, imagino, se devia ao fato de que todos os seres humanos que conhecemos são um misto do bem e do mal: e Edward Hyde era o único nas fileiras da humanidade a ser feito do mal em estado puro."
Stevenson nos atrai com uma narrativa misteriosa e mega detalhada, cheia de suspense desde o primeiro capítulo. Mostra a luta que todo ser humano tem dentro de si, ao explanar que ninguém é completamente bom ou mal, mas sim uma mistura, e luta constante, dos dois.
"Meu demônio tinha sido encarcerado por muito tempo, e emergiu rugindo."
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Paulo Sousa 12/03/2018

Dualidades
Lista #1001livrosparalerantesdemorrer
Livro lido 3°/Mar//11°/2018
Título: O médico e o monstro - O estranho caso do Dr. Jekyll e Sr. Hyde
Título original: The Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde
Autor: Robert Louis Stevenson (GBR)
Tradução: Jorio Dauster
Editora: Penguin (@companhiadasletras)
Ano de lançamento: 1886
Ano desta edição: 2015
Páginas: 160
Classificação: ????????
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Escrito há 132 anos, é impressionante o ainda tamanho da atualidade desse pequeno romance, da lavra escritor britânico Robert Louis Stevenson.
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A história, passada na Londres do fim do século XIX, conta a tragédia pessoal de Henry Jekyll, um médico inglês que, ao buscar experiências intensas, acaba descobrindo uma beberagem que o transforma num monstro. Os espaços entre os momentos em que Jekyll vive sob o efeito do seu tônico sinistro se encurtam, gerando em Jekyll uma espécie de êxtase viciante, a ponto de criatura se apoderar do criador...
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Considerado a primeira de terror nos moldes como conhecemos, o clássico gótico "O médico e o monstro" tem ambições ainda mais profundas que somente causar aquele arrepio na nuca. O autor trve seu nome grafado na curtíssima primeira divisão da literatura ao criar uma história que mexd com a dualidade, com os amplos significados do que se pode considerar como liberdade (não o ato ds ir e vir, mas o limite das ações humanas e suas consequências).
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Jekyll, uma vez dominado pelo elixir maldito, se transforma numa criatura de aspecto repugnante, a quem ele nomeia como Hyde. Este, parte do próprio Jekyll, é dominado pelo mal e suas implicações, o anseio por maltratar, fazer sofrer e até dar cabo da vida de outra pessoa, são vistas como normal aos olhos da criatura Hyde. Em dado momento, Jekyll vai percebendo que sua personalidade, até então íntegra e lúcida, vai sendo corróida pela má índole de Hyde, e pior, percebe que encontra prazer em tudo de ruim que este faz. Uma partícula de humanidade impele o médico a tentar "fazer desaparecer" a criatura Hyde, mas para isso, precisa encontrar o ingrediente principal da porção, sem sucesso, contudo.
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Nisto se encerra a grande tragédia de Henry Jekyll: a degradação moral, o assustador prazer em ver a consecução do mal, praticado por seu lado sombrio, o caminho sem volta ao Jekyll bondoso, inteligente e íntegro, o problema da moralidade humana posta nas curtas páginas, páginas que, com mais de um século de vida, ainda fazem-nos pensar sobre quão obscuros e repudiáveis as nossas inclinações.
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Júnior_Desenho 05/03/2018

É um duplo que todo mundo tem!
Há muito tempo que eu gosto deste livro sem nem ter lido, só pela genialidade do enredo. Mas agora que eu li... Eu gosto ainda mais! É incrível como essas histórias dos anos de 18__ (porque é assim que ele escreve no livro) são intensas. É um suspense gradativo e o fato de saber o enredo do livro não tirou os momentos de apreensão e surpresa. Ainda mais quando você começa a pensar no que aconteceria se fosse com você. O que o seu mostro faria se você deixasse? Todo mundo tem um duplo, uma sombra, uma parte ruim, um monstro... Difícil de admitir... O Dr. Jekyll admitiu e nos deixou conhecer o Mr. Hyde. O que teve consequências terríveis.
Ótimo livro. Leitura boa e cheia de suspense. Com diálogos muito cativantes e cenas que prendem a nossa atenção. O desfecho é excelente.
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Tay 02/03/2018

O Médico e o Monstro e outros contos
Gente do céu! Pense em um livro que enrolei para ler!?
Eu não tava compreendo a estória. O autor não te deixar ter empatia por nenhum personagem, é um livro meio complexo e as vezes claro.
Uma coisa de ' louco '...
Eu demorei para cair na real, é complicado falar dele sem dar algum spoiler, você tentar contar a estória para outra pessoa para entender até o que leu..kkkkk
Porém, o contéudo é diferenciado. A estória é antiga, porém a linguagem é clara e bem objetiva.
A estória é pequena, mas o livro vem recheado de outros contos. Após a leitura do primeiro conto - intitulado no livro - temos outros contos para o leitor tirar um pouco do peso e da confusão da primeira.
Recomendo o livro! Mas, farei novamente uma segunda leitura.
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Gabriel.Diaz 18/02/2018

Sobre a multifacetada natureza humana
Da eterna dualidade das coisas;
pois quem diz que de um modo só, é,
mente de algum modo;
na necessidade do equilíbrio do ser,
cada lado da moeda deve ser visto e dela portar compreensão,
mesmo que na palma da mão, emerja cara, ou emerja coroa;
É cara, e é coroa, que logo antes ressoa no ar.
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Gabe | @gabereader 12/02/2018

Admirável narrativa.
Adiei por muito tempo a leitura deste clássico da ficção e me sinto arrependido.

Nesta história fascinante somos apresentados a intrigante história de três amigos cuja amizade encontra-se abalada após o surgimento de um sujeito misterioso que vem causando problemas na cidade. Um desses amigos em particular, Dr. Jekyll, parece manter um contato um tanto quanto suspeito com esta pessoa. A partir de então o advogado Mr. Utterson (um dos amigos) decide investigar esse vínculo e esta incrível aventura começa a se desenrolar.

Confesso que em certo ponto antes da metade do livro eu já havia "descoberto" o mistério, porém a escrita do Stevenson é tão instigante que não diminui a excelência da narrativa em momento algum, prende o leitor aos mínimos detalhes. De fato uma leitura fantástica.
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Olana - @aleituradehoje 07/02/2018

Que livro!
Fiquei um longo tempo pensando em como começar a escrever. Foi uma leitura muito forte. Mesmo.
Nessa edição da Saraiva, são três histórias assinadas por Robert Louis Stevenson. Além de O Médico e o Monstro, temos O Diabrete da Garrafa e Markhein, além de uma análise interessantíssima sobre o autor e suas obras.
Em O Médico e o Monstro, publicado originalmente em 1886, a história com sua renomada importância, fala do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde, por uma visão do advogado Sr. Utterson. O desenrolar é curto, em termos de números de páginas, porem a leitura não se deu tão rapidamente. Os detalhes e as avaliações psicológicas são tão profundas, que me peguei relendo frases e as vezes páginas. Além da necessidade de me integrar na história, queria realmente tentar entender todo o conhecimento e aprofundamento crítico, quando das várias facetas humanas. Adorei a carta do Dr. Jekyll falando sobre “o homem não ser verdadeiramente um, mas verdadeiramente dois.” Stevenson, fez um exame perfeito sobre personalidades, sobre o bem e o mal em uma única pessoa e como a parte animal irracional do ser humano pode ser dominante.
A edição traz um rico resumo sobre a importância e o significado da obra em termos literários e psicológicos, inclusive lembrando que o livro se antecipou aos estudos no âmbito da pesquisa psicanalítica. Stevenson deu um passo à frente antes de vários especialistas da área.
Em o Diabreta da Garrafa, o autor fala novamente, sobre um outro ângulo, acerca de personalidade, consequências e escolhas. Com uma história fantástica, temos a descrição de alguns aspectos da cultura havaiana bem como do desejo do ser humano em adquirir “coisas” não importam o preço. Uma história mais profunda do que suas simples linhas aparentam.
E por fim Markhein, onde novamente vimos o duplo em ação. Um assassinato e o prazer pelo o ocorrido bem como a culpa pela ação. A luta interna do psicopata quando tenta justificar o injustificável. Dentre os vários “insight”, R.L.S. destaca com maestria um aspecto da maldade. “O mal, para o qual vivo eu, não consiste em ação, mas em caráter. O homem mau me é caro, e não o ato mau, cujos frutos, se eu pudesse segui-los até as impetuosas cataratas dos tempos, talvez se revelassem mais abençoadas do que os das mais raras vitudes.”
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Valério 06/02/2018

Um clássico clássico
Até então, só havia tido contato com a história de "O médico e o monstro" através de desenhos animados.
E, portanto, não esperava mais que uma leitura bobinha, porém divertida e interessante.
Feliz engano. A história é muito bem escrita. Há muito mais lirismo, mais suspense, mais alma.
E em um número pequeno de páginas. Merecedor do título de clássico e virou automaticamente um de meus livros favoritos. No gênero terror, dos melhores.
Sem mencionar a analogia de que todos temos um lado bom e um lado ruim, em um conflito interno incessante, o que foi posteriormente explorado bem amplamente, embora já São Paulo dizia em seu tempo: "O bem que quero não faço. O mal que não quero, esse o faço".
Somos eternamente oponentes de nós mesmos. Ainda que não tomemos a poção do Dr. Jekyll, a nossa parte "ruim" muitas vezes é mais forte e domina nossos atos e pensamentos.


Kelly Oliveira 06/02/2018minha estante
Considero um favorito tb




J R Corrêa 03/02/2018

O Médico e o Monstro
Será tão fina a linha entre o bem e o mal? O Dr. Jekyll resolve fazer essa experiência usando seu próprio corpo. Através de experimentos em seu laboratório, ele desenvolve uma fórmula capaz de separar os dois lados de sua natureza em dois corpos diferentes. Quando é Dr. Jekyll, continua a ser bom e generoso. Ao tomar a fórmula, seu corpo transforma-se em Hyde, que é monstruoso e assassino. Quem vencerá? O Bem ou o mal?
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Cris 31/01/2018

É um clássico, mas...
Comprei este livro ano passado e enrolei, desde então, para lê-lo. Apesar de ser um livro de ficção científica e do tamanho diminuto, não evoluí rápido na leitura quanto em Frankestein, que, por sinal, li em uma tarde. A história é interessante, a ideia do uso de substâncias que alterariam um organismo e mesmo a personalidade de um ser humano é digno de nota porque a história foi escrita no século XIX. Uma época que, apesar a revolução industrial estar a todo vapor (me desculpem o trocadilho!), estávamos a um século de distância de entendermos um pouco mais profundamente a questão das múltiplas identidades em um mesmo ser. Ou seja, é um livro digno de nota por estar à frente de seu tempo. Mas é só. O relato focando no advogado é massante. O "mistério" sobre o médico - e o monstro - não envolve. E, sinceramente, não senti pena ou senso de justiça com o final. Que na verdade, foi superficial e dava espaço para mais desdobramento.
Acredito que Stevenson escreveu de maneira mais envolvente sobre piratas.


Nota: 3/5

site: https://muitoagriquasedoce.blogspot.com.br/2018/01/janeiro-em-livros.html
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Luz 29/01/2018

O homem não é autenticamente um, mas sim dois.
Eu sempre tive uma certa dificuldade pra confiar em pessoas que querem se mostrar muito boas, o tempo todo, com todos. Pessoas sem falhas, sem defeitos, sempre calmas e perfeitas. Sempre desconfiei desse tipo de gente. Talvez esse seja um dos motivos pelo qual me identifiquei com essa leitura, pois ela retrata exatemente a dualidade do homem.

Somos apresentados ao Dr. Jekyll, um médico renomado e respeitado na sociedade londrina, mas que estranhamente proteje um sujeito cruel, Mr.Hyde. Os motivos de tal proximidade são revelados com uma narrativa detalhada no final do livro.

O autor nos leva a refletir que somos feitos de uma mistura e que ninguém pode ser totalmente bom ou totalmente ruim.
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Weriks Iglesias 28/01/2018

O que mais me surpreendeu foi o fato de que, mesmo já conhecendo a história, o livro atiça sua curiosidade até seu final.
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Vitor.Canestraro 14/01/2018

As facetas de uma mesma moeda
A obra faz-se de uma analogia poderosa: a dicotomia bem e mal dentro de uma mesma personagem que apresenta ambas as facetas. Não temos aqui o herói e o vilão. Eles o são tão somente um homem, humano.
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