O Médico e o Monstro

O Médico e o Monstro Robert Louis Stevenson




Resenhas - O Médico e o Monstro


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Larisse Colares 17/10/2017

Ler sem spoilers.
História curtinha mas que traz uma discussão bastante filosófica. Ler sem conhecer do que se trata é bem mais estimulante.
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gabiberries 11/10/2017

Mistério sci-fi
Esse livro é incrível. Muito legal a história, a maneira como se desenrola! Fiquei imaginando todo o tempo o quão legal seria ler sem saber o que estava acontecendo, pois há várias dicas ao longo do texto que identifiquei por conhecer o desfecho (afinal, é um clássico), e fiquei imaginando a surpresa que eu teria se não soubesse. Na época em que foi lançado, deve ter chocado muitos leitores!
Tive um pouco de dificuldade com o vocabulário, que é bem formal e antiquado. Mas entendi bem o contexto e li rapidamente! Aliás, que clássico curto, né? Rs
Enfim...a história é interessante e bem construída, realmente gostei. :)
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Rafael.Martins 10/10/2017

Um clássico. Confesso que já conhecia parte da história de Dr, Jeckyll e de Mr. Hyde (ou Mr. Jive, na música do Man at Work), mas fui pego de surpresa com o narrador, Mr. Utterson. Uma história sobre amizade, lealdade e sobre os desejos mais profundos e nefastos dos seres humanos. O ponto mais positivo é a atmosfera sombria que Stevenson consegue imprimir na sua obra através da descrição dos ambientes e do clima onde nos locais onde se passa a história.
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Lima 06/10/2017

O médico e o monstro
Belo livro, suspense incrível, cativante, palavras difíceis que me incomodou em alguns trechos, porém com um final explêndido e inimaginável, fazendo todas as suas dúvidas se encaixarem no final. Falar muito sobre ele poderia acabar com suas expectativas de lê-lo. Mesmo me deixando com uma ressaca literária horrível eu ainda recomendo esse livro.
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DiRock S. 23/09/2017

I just wanna be jekyll, but I'm always fighting hyde
Meu primeiro contato com esta clássica obra foi pela música da banda Five Fingers Death Punch. Curioso em saber de quem eram as pessoas referenciadas no títulos da música, eu descobri que fazia parte do romance conhecido no Brasil como O Médico e o Monstro.

Não só soube da clássica obra de Stevenson como acabei descobrindo sua influência nos Estados Unidos, tornando "Jekyll and Hyde" uma expressão comum para falar de pessoas aparentemente calmas, mas que tinham comportamentos controversos de maneira abrupta. Os dois nomes também são homenageados em nomes de estabelecimentos, como o restaurante presente em Nova Iorque.

O livro é narrado sob o ponto de vista do advogado Utterson, sendo este um falso protagonista já que toda a trama é voltada aos dois personagens que dão nome ao livro. É um ponto de vista interessante, por explorar a trama sob o olhar de uma pessoa que procura entender o que está acontecendo com o seu bom amigo Dr. Jekyll ao se relacionar com um sujeito que sequer disfarça seus comportamentos desleixados e maléficos.

Por ter o contato primário através da música e da minha curiosidade em saber mais sobre o que eu escutava, acabei descobrindo logo de cara a resolução do mistério, o que prejudicou um pouco a minha experiência.

Entretanto vale ressaltar que o capítulo final é excelente. Neste trecho o autor apresenta a partir da carta do médico questionamentos morais quanto ao que é considerado bem e mal. Foi ousado em abordar naquela época (Vitoriana ou Belle Époque) a questão de todo ser humano conter dentro de si princípios tanto benéficos como maliciosos, e a forma criada para expor os dois personagens de características opostas foi sensacional.

site: https://www.wattpad.com/user/DiRockS
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Jordan 26/08/2017

Mais que um livro de terror, bem mais
Comecei a ler este romance hoje e hoje mesmo acabei de lê-lo. Não imaginava que esta leitura iria me manter tão preso! Estou espantado com o domínio estético e narrativo de Stevenson. O mistério que gira em torno do comportamento estranho do doutor Dr. Jekyll e de sua relação com o inquietante Mr. Hyde, principal suspeito de um terrível assassinato, nos mantêm grudados às páginas. O narrador a todo instante cria expectativas no leitor, falsas suposições para logo após nos oferecer uma nova (re)leitura; uma verdadeira sequência de construções e desconstruções de sentidos, a quebra do próprio raciocínio retilíneo do enredo. À medida que as páginas passam a tensão narrativa aumenta, o clima de horror e mistério adensa-se aos poucos e chega ao máximo no impactante clímax: onde os mistérios que envolvem Dr. Jekyll e Mr. Hyde são revelados. Além disso, Stevenson é um ótimo esteta; sua escrita é meticulosa, nenhuma palavra está ali por acaso, nenhum sinal de pontuação foi usado sem ser pensado de maneira cuidadosa, confirmando o que disse Borges: ''todas as frases usadas por Stevenson são bonitas.''
Aliado a isso o romance possui um viés psicológico bem explorado. Ao final do romance há uma brilhante reflexão sobre a dualidade da natureza humana, que todos os homens são no mínimo dois, os quais vivem em constante disputa para assumir o controle do indivíduo: um encarna os vícios, os desejos suprimidos, as aspirações torpes; já o outro, o comedido, o sociável, o exercício das virtudes. A natureza humana estaria sujeita às tentativas de conciliação entre ambas as partes. Imagino a reação de Freud lendo a obra.
Impactante, surpreendente, original. Um livro que após o término da leitura nos imprime uma inquietação, o que é senão o abalo da revelação do desconhecido, ou melhor, daquilo que tememos conhecer de nós mesmos, as facetas mais obscuras de nós mesmos.
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Mila 23/08/2017

OS DOIS LADOS
O médico e o monstro é um clássico por diversos motivos. Lançado em 1886, o livro aborda a questão do bem e do mal de uma maneira diferente elevando o debate que começava na época sobre as teorias psicanalíticas. A sociedade inglesa debatia um caso – no qual o livro foi baseado – de um marceneiro que de dia seguia suas responsabilidades e, de noite, roubava as casas dos moradores. Começou aqui a conversa sobre comportamentos dúbios que mais tarde se transformou em “transtorno bipolar”.
advogado do Dr. Jekyll, Sr. Gabriel Utterson, recebe o testamento do Dr. escrito à mão e um de seus desejos finais o deixa encafifado: se algo acontecer ao Dr., todos os seus bens deveriam ser entregues ao Sr. Hyde. No entanto ninguém sabia quem era esse Sr. Hyde – e por mais que perguntasse ao círculo próximo do Dr. Jekyll, ninguém nem ao menos havia ouvido falar dele.

Quando finalmente conhece Hyde, Utterson sai incomodado mas não entende o motivo. Sua impressão de Hyde não foi das melhores mas ele não sabe explicar porque. Hyde é uma pessoa que incomoda e deixa uma má impressão.

Um ano depois algo terrível acontece: Hyde mata um idoso na rua de madrugada a sangue frio. Uma jovem sentada à janela vê tudo e o entrega à polícia que imediatamente começa a procurá-lo com a ajuda do Sr. Utterson, mas Hyde não pode ser encontrado em lugar nenhum.

Essa época também traz um Dr. Jekyll mais presente na vida dos amigos após um longo período afastado. Ele os convida para jantar, participa de eventos para caridade e parece que tudo está voltando ao normal. Até ele sumir novamente. Poole – empregado do Dr. Jekyll – aparece em desespero na casa do Sr. Utterson e pede sua ajuda. Ele acredita que seu patrão foi assassinado por Hyde que agora se esconde na casa. Os dois correm para lá e encontram Hyde morto.

A temática é pesada, claro, mas o autor aborda um tema essencialmente humano: o bem e o mal em cada um de nós. Afinal, apesar de Dr. Jekyll e Hyde serem dois lados da mesma moeda, um não criou o outro. Eles dividiam o espaço com o desequilíbrio comum em todos – o bem superando o mal ou vice-versa.

O livro é curto e prende a atenção do leitor, então é possível ler em uma tarde tranquilamente. A atmosfera de suspense é trabalhada extremamente bem e o leitor sente o tempo todo a escuridão por trás da história. É um bom livro para jovens leitores justamente por conseguir prender a atenção tão bem. Um clássico para qualquer idade.

site: http://www.opoderosoresumao.com
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r.morel 14/08/2017

Resenha Telegráfica
A clássica história sobre o médico Dr. Jekyll e o monstro Mr. Hyde vai além da trama de assassinato e mistério. Fala sobre limites que não devem ser ultrapassados e, principalmente, sobre a maldade, que, impregnada dentro de todos nós, anseia pelos seus momentos de fúria violenta sem razão.

Trecho:
“A cada dia, e de ambos os lados da minha inteligência - o moral e o intelectual -, eu chegava cada vez mais próximo daquela verdade cuja descoberta parcial tinha me condenado a um terrível fim: o de que o homem não é apenas um, mas sim dois.”

site: popcultpulp.com
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Juba 06/08/2017

"Os sonhos são universais através da consciência humana, evocando as fantasias e as neuroses primitivas que definem nossa espécie peculiar."

Dois lados de uma moeda... quando o doutor Jekyll, homem de estirpe e educação e grande médico conceituado decide que quer as liberdades da vida e saciar suas vontades que fogem a sua imagem social, decide usar de seus conhecimentos científicos para trazer sua personalidade mais aguçada e confiante, acaba por despertar seus instintos quase animalescos personificados como Edward Hyde.
Hyde, é a própria maldade em forma de homem, um homem baixo com uma "deformidade" impressionante e uma crueldade tão enraizada na personalidade que mais parece não ter nenhuma gota de bondade, e não tem.
O advogado e amigo Mr. Utterson começa a desconfiar do isolamento e sumisso de seu amigo e ao encontrar Hyde surpreende-se com o fato do gentil doutor Jekyll deixar seus bens para esse homem inescrupuloso e cruel. Não sabe ele que o médico não só esconde um monstro, mas também agrada-se de andar com a pele de Hyde, mas coisas ruins acontecem quando uma alma tão obscura caminha soturna pelas ruelas noturnas de Londres e não demora para o rastro de sangue e maldade de Hyde manchar as ruas.

Leitura fácil e leve, exceto no último capítulo a explicação do Doutor é demasiada longa.

site: https://www.instagram.com/bibliotecadepandora/
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Daironne 04/08/2017

Impressões sobre a leitura de O Médico e o Montro - Série Reencontro
Questionando a decisão do respeitável Dr. Jekyll de tornar o sinistro Sr. Hyde beneficiário de seu testamento, Utterson, advogado do primeiro e narrador da estória, preocupa-se cada vez mais com os acontecimentos misteriosos que têm cercado seu cliente.

O texto curto e pouco rebuscado desenvolve uma trama relativamente previsível, embora ainda sim intrigante, e sugere uma reflexão sobre a dualidade contida em todo indivíduo e o tormento provocado por ela.

A edição que li, Série Reencontro, é prática e conta com algumas ilustrações.

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Erick Simões 05/07/2017

Inteligente e intrigante.
O Médico e o Monstro mostra de uma forma simples e ao mesmo tempo fantástica, uma das lutas comuns a todos nós seres humanos. De forma genial, esse conflito é colocado de forma implícita durante todo o livro e explicado em seu final que é cheio de pequenas reflexões filosóficas que são cheias de profundidade. Apesar de ter antecipado o grande ápice do livro antes dele acontecer durante a leitura, achei-o incrível. Recomendo a quem quiser ler que não leia resenhas, nem mesmo sinopses sobre o livro, pois elas podem acabar entregando coisas além do que deveriam, espero que essa não tenha feito isso. É inteligente e intrigante, recomendo a leitura!
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natmoreira 28/06/2017

Ótima leitura para o fim de semana!
O único ponto negativo do livro é que pela sinopse, já se revela o grande ápice da obra. Entretanto, em momento algum nos decepcionamos ao lermos, o enredo mesmo simples, nos traz grandes dualidades. Como o fato do principal ser médico, uma profissão que luta pela vida, e se transformar em um individuo que as tira devido a libertação de seu outro ‘’eu’’. Esse ponto é interessante, pois percebemos que a droga que ele usa como pretexto para liberar esse lado vil é apenas uma escusa, já que a segundo persona é apenas despertada e não criada, essa natureza má já nasceu com ele e existia em si. De qualquer forma, a mensagem por trás disso tudo é muito simples: não existe um lado só. Ninguém consegue ser bom ou mal em sua totalidade. Todos nós temos nosso lado Hyde.
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Alan Martins 25/06/2017

Horror clássico
“Causei a mim próprio uma punição e um perigo que não posso revelar. Se sou o maior pecador, sou também o maior sofredor […]” (STEVENSON, Robert Louis. O médico e o monstro: o estranho caso do dr. Jekyll e sr. Hyde. Penguin-Companhia das Letras, 2015. p. 96)

Poucos livros conseguem se tornar ícones de um gênero literário. A obra de maior sucesso de Stevenson é lembrada até hoje, mais de cem anos após sua publicação original, em 1886. A grande maioria das pessoas já ouviu falar em ‘O médico e o monstro’, inspiração para diversos autores, livros, filmes e peças de teatro. Um clássico da literatura gótica e do horror, que vai muito além da intenção de espantar o leitor: é também uma leitura do homem e de seus desejos mais obscuros.

QUEBRANDO A TRADIÇÃO FAMILIAR
Stevenson foi membro de uma família tradicional de engenheiros, muito famosos na Escócia. Foram responsáveis pela construção dos mais conhecidos faróis da região. Esse também seria o futuro do autor, caso ele não decidisse estudar direito.

Escrever sempre foi o que ele quis, uma arte que amava. Teve contos publicados desde seus vinte e um anos de idade. Se casou com Fanny Osbourne, uma estadunidense alguns anos mais velha. Ela possuía um filho de outro casamento, com o qual Stevenson chegou a publicar uma obra em conjunto, mais tarde. Os três passaram por algumas dificuldades financeiras até a carreira do autor escocês deslanchar, com a publicação de ‘O médico e o monstro’ (originalmente publicado como ‘Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde’, ou ‘O estranho caso do dr. Jekyll e sr. Hyde’; brasileiro gosta de criar títulos diferentes dos originais, alguns que até dão spoiler).

O romance foi um sucesso, chegando à marca de cerca de quarenta mil cópias vendidas, seis meses após sua publicação. Dessa forma, Stevenson conseguiu fama e dinheiro, podendo escrever com mais tranquilidade. Seu sucesso foi tão grande que, os temas presentes em sua obra-prima, inspiraram diversos autores, entre eles Oscar Wilde, autor de ‘O retrato de Dorian Gray’. Além disso, o termo “dr. Jekyll e sr. Hyde” foi cunhado para descrever pessoas com vidas aparentemente normais, mas que guardavam algum mistério.

A morte prematura do autor, vítima de tuberculose (a doença dos artistas), ocorreu em 1894. Uma pena, pois ele ainda poderia ter contribuído muito para a literatura e diversas obras incríveis poderiam terem sido escritas.

“Não, senhor, tenho uma regra: quanto mais esquisito parece, menos eu pergunto”. p. 66

PEQUENA-GRANDE OBRA
Esse romance possui 89 páginas nessa edição, é pouco maior que uma novela. Mesmo com poucas palavras, Stevenson conseguiu dizer muita coisa.

A história é narrada em terceira pessoa, pela perspectiva de Utterson, advogado e grande amigo do dr. Jekyll, um próspero médico londrino. Certo dia, Utterson fica sabendo sobre um tal sr. Hyde, que dizem frequentar a casa do celebre doutor. Isso instiga o advogado, que começa a suspeitar de um golpe, pois ele cuidava da herança de Jekyll.

Porém, o advogado acaba descobrindo muito mais do que imaginava. Em uma Londres gótica, onde a penumbra reina em conjunto com a névoa, coisas inimagináveis ocorrem. As aparências enganam, os olhos não conseguem ver nem 50% dos fatos, e é isso que Utterson vai acabar descobrindo ao longo do livro.

Causei a mim próprio uma punição e um perigo que não posso revelar. Se sou o maior pecador, sou também o maior sofredor […]” p. 96

ENXERGANDO ALÉM DO VISÍVEL
Este é um daqueles livros repletos de interpretações, para se ler nas entrelinhas. Há coisas para serem decifradas em quase tudo. Comecemos pelo nome Hyde, que soa como hide, (esconder ou ocultar, em inglês). Uma das interpretações é essa, ocultar os desejos mais desagradáveis, porém que estão presentes em todos nós. O mesmo ocorre com o nome Jekyll, com as quatro últimas letras formando a palavra kill (matar em inglês). Matar também é um desejo nada agradável, que deve ser mantido escondido.

Interpretando a obra pelo viés da psicanálise, vemos o ego e o id (o eu e o isso, como Freud escreveu). O id representa nossas pulsões mais incontroláveis, os desejos mais animalescos. É a parte do aparelho psíquico que está sempre em busca do prazer; geralmente essas pulsões estão sob controle do superego e pelos mecanismos de defesa. Em indivíduos neuróticos (os “normais”), as questões inconscientes estão recalcadas, elas não são conscientes, não se tem acesso a elas. Isso garante uma vida saudável, equilibrada.

No livro, vemos o dr. Jekyll como o ego e o sr. Hyde como o id. Hyde é uma busca eterna pelo prazer, pelos desejos mais imorais. É dito que não se pode viver um prazer pleno, o nirvana, ninguém suportaria tal situação. Além disso, o id é o desconhecido, pois o que está inconsciente é algo que não se sabe a respeito, à primeira vista. A estranheza que o sr. Hyde representa nos mostra isso: ninguém suporta ver o prazer pleno, e se estranha com aquilo que se desconhece.

É uma narrativa de dualidade. Somos bem ou mal, ou somos os dois? Essas interpretações mostram a grandeza da obra e do autor, por isso foram inspiração para diversas outras obras e ainda continua sendo.

“Todos concordavam num único ponto: a perturbadora sensação de uma deformidade não identificada que tanto impressionava a quem o tinha visto”. p. 87

SOBRE ESSA EDIÇÃO
Uma das características das edições da Penguim-Companhia são os extras. O livro conta com um prefácio de Luiz Alfredo Garcia-Roza, falando sobre como a obra de Stevenson foi importante para a literatura de mistério, e uma introdução escrita por Robert Mighall, Ph.D. em ficção gótica e ciência médico-legal vitoriana na Universidade de Wales, onde comenta sobre as diversas interpretações possíveis a partir da leitura de ‘O médico e o monstro’.

A capa segue o padrão de publicação do selo, uma versão paperback, contando com boa diagramação e papel Pólen Soft para o miolo do livro. A tradução ficou por conta de Jorio Dauster, um diplomata e empresário brasileiro, que já traduziu dezenas de livros. Tradução muito boa, assim como o trabalho de revisão, que apenas deixou passar um errinho (ao menos que eu percebi). As diversas notas presentes na edição complementam e ajudam a localizar o leitor na gótica Londres do século XIX criada por Stevenson.

“Às vezes penso que, se soubéssemos tudo, ficaríamos mais satisfeitos em partir”. p. 95

UM CLÁSSICO QUE DEVE SER LIDO
A leitura do livro não parece datada, não se utilizou de palavras difíceis, nem cansativas. É uma leitura fluida, rápida e divertida. O livro sempre busca o mistério e algumas partes são narradas através de cartas, algo comum nos livros de horror daquela época. Existem diversas edições do título disponíveis no mercado, esta consta com uma boa tradução e alguns extra bem legais, além de ser barata. Caso esteja procurando um livro de mistério e horror, este é uma boa pedida.

“Outros virão, outros me superarão nessas mesmas linhas; e ouso sugerir que o homem será um dia conhecido como um conjunto de cidadãos multifacetados, incongruentes e independentes”. p. 125

Minha nota: (de 0 a 5): 4,5

Alan Martins

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