O Médico e o Monstro

O Médico e o Monstro Robert Louis Stevenson




Resenhas - O Médico e o Monstro


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r.morel 14/08/2017

Resenha Telegráfica
A clássica história sobre o médico Dr. Jekyll e o monstro Mr. Hyde vai além da trama de assassinato e mistério. Fala sobre limites que não devem ser ultrapassados e, principalmente, sobre a maldade, que, impregnada dentro de todos nós, anseia pelos seus momentos de fúria violenta sem razão.

Trecho:
“A cada dia, e de ambos os lados da minha inteligência - o moral e o intelectual -, eu chegava cada vez mais próximo daquela verdade cuja descoberta parcial tinha me condenado a um terrível fim: o de que o homem não é apenas um, mas sim dois.”

site: popcultpulp.com
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Juba 06/08/2017

"Os sonhos são universais através da consciência humana, evocando as fantasias e as neuroses primitivas que definem nossa espécie peculiar."

Dois lados de uma moeda... quando o doutor Jekyll, homem de estirpe e educação e grande médico conceituado decide que quer as liberdades da vida e saciar suas vontades que fogem a sua imagem social, decide usar de seus conhecimentos científicos para trazer sua personalidade mais aguçada e confiante, acaba por despertar seus instintos quase animalescos personificados como Edward Hyde.
Hyde, é a própria maldade em forma de homem, um homem baixo com uma "deformidade" impressionante e uma crueldade tão enraizada na personalidade que mais parece não ter nenhuma gota de bondade, e não tem.
O advogado e amigo Mr. Utterson começa a desconfiar do isolamento e sumisso de seu amigo e ao encontrar Hyde surpreende-se com o fato do gentil doutor Jekyll deixar seus bens para esse homem inescrupuloso e cruel. Não sabe ele que o médico não só esconde um monstro, mas também agrada-se de andar com a pele de Hyde, mas coisas ruins acontecem quando uma alma tão obscura caminha soturna pelas ruelas noturnas de Londres e não demora para o rastro de sangue e maldade de Hyde manchar as ruas.

Leitura fácil e leve, exceto no último capítulo a explicação do Doutor é demasiada longa.

site: https://www.instagram.com/bibliotecadepandora/
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Daironne 04/08/2017

Impressões sobre a leitura de O médico e o montro - Série Reencontro
Questionando a decisão do respeitável Dr. Jekyll de tornar o sinistro Sr. Hyde beneficiário de seu testamento, Utterson, advogado do primeiro e narrador da estória, preocupa-se cada vez mais com os acontecimentos misteriosos que têm cercado seu cliente.

O texto curto e pouco rebuscado desenvolve um roteiro relativamente previsível, embora ainda sim intrigante, e sugere uma reflexão sobre a dualidade contida em todo indivíduo e o tormento provocado por ela.

A edição que li, Série Reencontro, é prática e conta com algumas ilustrações.

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Erick Simões 05/07/2017

Inteligente e intrigante.
O Médico e o Monstro mostra de uma forma simples e ao mesmo tempo fantástica, uma das lutas comuns a todos nós seres humanos. De forma genial, esse conflito é colocado de forma implícita durante todo o livro e explicado em seu final que é cheio de pequenas reflexões filosóficas que são cheias de profundidade. Apesar de ter antecipado o grande ápice do livro antes dele acontecer durante a leitura, achei-o incrível. Recomendo a quem quiser ler que não leia resenhas, nem mesmo sinopses sobre o livro, pois elas podem acabar entregando coisas além do que deveriam, espero que essa não tenha feito isso. É inteligente e intrigante, recomendo a leitura!
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natmoreira 28/06/2017

Ótima leitura para o fim de semana!
O único ponto negativo do livro é que pela sinopse, já se revela o grande ápice da obra. Entretanto, em momento algum nos decepcionamos ao lermos, o enredo mesmo simples, nos traz grandes dualidades. Como o fato do principal ser médico, uma profissão que luta pela vida, e se transformar em um individuo que as tira devido a libertação de seu outro ‘’eu’’. Esse ponto é interessante, pois percebemos que a droga que ele usa como pretexto para liberar esse lado vil é apenas uma escusa, já que a segundo persona é apenas despertada e não criada, essa natureza má já nasceu com ele e existia em si. De qualquer forma, a mensagem por trás disso tudo é muito simples: não existe um lado só. Ninguém consegue ser bom ou mal em sua totalidade. Todos nós temos nosso lado Hyde.
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Alan Martins 25/06/2017

Horror clássico
“Causei a mim próprio uma punição e um perigo que não posso revelar. Se sou o maior pecador, sou também o maior sofredor […]” (STEVENSON, Robert Louis. O médico e o monstro: o estranho caso do dr. Jekyll e sr. Hyde. Penguin-Companhia das Letras, 2015. p. 96)

Poucos livros conseguem se tornar ícones de um gênero literário. A obra de maior sucesso de Stevenson é lembrada até hoje, mais de cem anos após sua publicação original, em 1886. A grande maioria das pessoas já ouviu falar em ‘O médico e o monstro’, inspiração para diversos autores, livros, filmes e peças de teatro. Um clássico da literatura gótica e do horror, que vai muito além da intenção de espantar o leitor: é também uma leitura do homem e de seus desejos mais obscuros.

QUEBRANDO A TRADIÇÃO FAMILIAR
Stevenson foi membro de uma família tradicional de engenheiros, muito famosos na Escócia. Foram responsáveis pela construção dos mais conhecidos faróis da região. Esse também seria o futuro do autor, caso ele não decidisse estudar direito.

Escrever sempre foi o que ele quis, uma arte que amava. Teve contos publicados desde seus vinte e um anos de idade. Se casou com Fanny Osbourne, uma estadunidense alguns anos mais velha. Ela possuía um filho de outro casamento, com o qual Stevenson chegou a publicar uma obra em conjunto, mais tarde. Os três passaram por algumas dificuldades financeiras até a carreira do autor escocês deslanchar, com a publicação de ‘O médico e o monstro’ (originalmente publicado como ‘Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde’, ou ‘O estranho caso do dr. Jekyll e sr. Hyde’; brasileiro gosta de criar títulos diferentes dos originais, alguns que até dão spoiler).

O romance foi um sucesso, chegando à marca de cerca de quarenta mil cópias vendidas, seis meses após sua publicação. Dessa forma, Stevenson conseguiu fama e dinheiro, podendo escrever com mais tranquilidade. Seu sucesso foi tão grande que, os temas presentes em sua obra-prima, inspiraram diversos autores, entre eles Oscar Wilde, autor de ‘O retrato de Dorian Gray’. Além disso, o termo “dr. Jekyll e sr. Hyde” foi cunhado para descrever pessoas com vidas aparentemente normais, mas que guardavam algum mistério.

A morte prematura do autor, vítima de tuberculose (a doença dos artistas), ocorreu em 1894. Uma pena, pois ele ainda poderia ter contribuído muito para a literatura e diversas obras incríveis poderiam terem sido escritas.

“Não, senhor, tenho uma regra: quanto mais esquisito parece, menos eu pergunto”. p. 66

PEQUENA-GRANDE OBRA
Esse romance possui 89 páginas nessa edição, é pouco maior que uma novela. Mesmo com poucas palavras, Stevenson conseguiu dizer muita coisa.

A história é narrada em terceira pessoa, pela perspectiva de Utterson, advogado e grande amigo do dr. Jekyll, um próspero médico londrino. Certo dia, Utterson fica sabendo sobre um tal sr. Hyde, que dizem frequentar a casa do celebre doutor. Isso instiga o advogado, que começa a suspeitar de um golpe, pois ele cuidava da herança de Jekyll.

Porém, o advogado acaba descobrindo muito mais do que imaginava. Em uma Londres gótica, onde a penumbra reina em conjunto com a névoa, coisas inimagináveis ocorrem. As aparências enganam, os olhos não conseguem ver nem 50% dos fatos, e é isso que Utterson vai acabar descobrindo ao longo do livro.

Causei a mim próprio uma punição e um perigo que não posso revelar. Se sou o maior pecador, sou também o maior sofredor […]” p. 96

ENXERGANDO ALÉM DO VISÍVEL
Este é um daqueles livros repletos de interpretações, para se ler nas entrelinhas. Há coisas para serem decifradas em quase tudo. Comecemos pelo nome Hyde, que soa como hide, (esconder ou ocultar, em inglês). Uma das interpretações é essa, ocultar os desejos mais desagradáveis, porém que estão presentes em todos nós. O mesmo ocorre com o nome Jekyll, com as quatro últimas letras formando a palavra kill (matar em inglês). Matar também é um desejo nada agradável, que deve ser mantido escondido.

Interpretando a obra pelo viés da psicanálise, vemos o ego e o id (o eu e o isso, como Freud escreveu). O id representa nossas pulsões mais incontroláveis, os desejos mais animalescos. É a parte do aparelho psíquico que está sempre em busca do prazer; geralmente essas pulsões estão sob controle do superego e pelos mecanismos de defesa. Em indivíduos neuróticos (os “normais”), as questões inconscientes estão recalcadas, elas não são conscientes, não se tem acesso a elas. Isso garante uma vida saudável, equilibrada.

No livro, vemos o dr. Jekyll como o ego e o sr. Hyde como o id. Hyde é uma busca eterna pelo prazer, pelos desejos mais imorais. É dito que não se pode viver um prazer pleno, o nirvana, ninguém suportaria tal situação. Além disso, o id é o desconhecido, pois o que está inconsciente é algo que não se sabe a respeito, à primeira vista. A estranheza que o sr. Hyde representa nos mostra isso: ninguém suporta ver o prazer pleno, e se estranha com aquilo que se desconhece.

É uma narrativa de dualidade. Somos bem ou mal, ou somos os dois? Essas interpretações mostram a grandeza da obra e do autor, por isso foram inspiração para diversas outras obras e ainda continua sendo.

“Todos concordavam num único ponto: a perturbadora sensação de uma deformidade não identificada que tanto impressionava a quem o tinha visto”. p. 87

SOBRE ESSA EDIÇÃO
Uma das características das edições da Penguim-Companhia são os extras. O livro conta com um prefácio de Luiz Alfredo Garcia-Roza, falando sobre como a obra de Stevenson foi importante para a literatura de mistério, e uma introdução escrita por Robert Mighall, Ph.D. em ficção gótica e ciência médico-legal vitoriana na Universidade de Wales, onde comenta sobre as diversas interpretações possíveis a partir da leitura de ‘O médico e o monstro’.

A capa segue o padrão de publicação do selo, uma versão paperback, contando com boa diagramação e papel Pólen Soft para o miolo do livro. A tradução ficou por conta de Jorio Dauster, um diplomata e empresário brasileiro, que já traduziu dezenas de livros. Tradução muito boa, assim como o trabalho de revisão, que apenas deixou passar um errinho (ao menos que eu percebi). As diversas notas presentes na edição complementam e ajudam a localizar o leitor na gótica Londres do século XIX criada por Stevenson.

“Às vezes penso que, se soubéssemos tudo, ficaríamos mais satisfeitos em partir”. p. 95

UM CLÁSSICO QUE DEVE SER LIDO
A leitura do livro não parece datada, não se utilizou de palavras difíceis, nem cansativas. É uma leitura fluida, rápida e divertida. O livro sempre busca o mistério e algumas partes são narradas através de cartas, algo comum nos livros de horror daquela época. Existem diversas edições do título disponíveis no mercado, esta consta com uma boa tradução e alguns extra bem legais, além de ser barata. Caso esteja procurando um livro de mistério e horror, este é uma boa pedida.

“Outros virão, outros me superarão nessas mesmas linhas; e ouso sugerir que o homem será um dia conhecido como um conjunto de cidadãos multifacetados, incongruentes e independentes”. p. 125

Minha nota: (de 0 a 5): 4,5

Alan Martins

Visite o blog para mais conteúdo: https://anatomiadapalavra.wordpress.com

site: https://anatomiadapalavra.wordpress.com/2017/06/25/minhas-leituras-24-o-medico-e-o-monstro-robert-louis-stevenson/
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Lissa 22/06/2017

Hyde and Jekyll
O Médico e o Monstro é uma história que te prende desde o começo, pois você quer saber qual a relação do tal médico e do tal monstro. É basicamente uma luta de personalidades, entre o bem e o mal. Quando o advogado John Utterson ouve falar sobre uma figura sinistra chamada Mr. Hyde, ele se preocupa pois seu cliente, o respeitável médico Henry Jekyll, tornou Hyde o beneficiário de seu testamento. Mais tarde o advogado se encontra com Hyde e fica impressionado com sua feiura. Após um jantar, Utterson questiona Jekyll sobre Hyde, mas o médico diz que está tudo sob controle e que não precisa se preocupar. Acontecimentos estranhos se sucedem durante a história, dando a reclusão de Jekyll em seu laboratório.

Obs: resenha com um especial de Kpop

Veja a resenha completa no blog

site: http://h4bitarte.blogspot.com.br/2015/12/resenha-o-medico-e-o-monstro-robert.html
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Alice 16/06/2017

O médico e o monstro
" Já estava comprometido com uma profunda duplicidade ", Dr. Henry Jekyll . A questão da dualidade entre o bem e o mal atormentada a humanidade através dos séculos. Será que existe alguém inteiramente bom ou inteiramente mal ou somos um misto entre essas duas características. Para o doutor Jekyll podemos encontrar as duas personalidades no ser humano, e le sendo um médico renomado na comunidade científica tem que a todo momento reprimidos desejos mais sórdidos de sua natureza. E se fosse possível separar bem e mal em duas pessoas distintas? Jekyll conseguirá essa proeza e assim nos é apresentado o Sr. Hyde, o "mal" dentro da integridade do médico. Quais as consequências desse experimento, bem e mal realmente são separáveis, só lendo para descobrir.
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Mireille 25/05/2017minha estante
Gosto muitíssimo desta obra também!!


Fabiano.Poeta 25/05/2017minha estante
Pra mim foi uma grande descoberta S?




Brnoliver 17/05/2017

Dr. Jekyll e Mr. Hyde
O livro é ótimo para todos oa públicos, desde quem gosta de clássicos vitorianos, literatura universal, até quem gostaria de compreender o meio cultural em que surge pensadores como Nietzsche e Freud, já que se baseiam no ser humano com duas faces, uma parte moral e outra animalesca.

O livro é mais curto que esperava, comprei a versão da Penguim - Cia das letras, por achar que fosse mais completa que a comcorrente (a Nova Fronteira) e me arrempedi, já que os tradutores/editores fazem uma introdução gigantesca no começo e mesmo eu que gosto de ler sobre psicanálise e tive a mesmas ideias que estão presentes no começo, achei muito ruim ter um texto quase maior que a história, poderia escrever um livro comolementar...

Mesmo assim gostei da tradução da história e da edição da história e repito que vale muito a pena ler.
Citação: "Fui me aproximando mais e mais da verdade, cuja descoberta parcial me valeu um desastre pavoroso: a de que o homem não é de fato uno, e sim duplo".
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Julia Santos 21/04/2017

Clássico!
Não se deixe intimidar pelas poucas páginas do livro, pois o conteúdo dele é riquíssimo, e completo!

Fazer uma resenha a respeito dessa história é um tanto quanto complicado, pois os acontecimentos são previsíveis, eu que não sabia a respeito de nada do enredo, logo saquei durante o desenrolar, porém, a maneira como acontece, as explicações, os elos que o autor abriu durante o trajetória, são fechadas na parte do final, sendo assim não deixando pontas soltas. O assunto abordado no livro é conhecido por sua representação vívida do quanto dentro de nós existe um lado bom e ruim. É claro que ao ler cada um acaba tirando suas próprias conclusões qual é exatamente a "mensagem" que o autor quis passar.

A história propriamente dita é a respeito de um advogado do Sr. Gabriel Utterson, que recebe o testamento do seu amigo Dr. Jekyll . escrito à mão e um dos seus desejos finais o deixa intrigado pois ele declara que todos os seus bens deveriam ser entregues a um tal de Sr. Hyde. No entanto ninguém sabia quem era esse Sr. Hyde e por mais que perguntasse ao círculo próximo do Dr. Jekyll, ninguém nem ao menos havia ouvido falar dele. Até que um dia o advogado vê um garotinha sendo atropelada "a pé" por um sujeito estranho, meio deformado e horrendo, cujo logo depois descobre que está relacionado ao Dr. E o resto da trama gira em torno do Utterson, tentando descobrir esses mistérios, e claro que mais acontecimentos há por vir. Eu recomendo muito por ser uma novela com elementos de Ficção Científica com um toque de Terror!

Luize 25/04/2017minha estante
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Sayu.Rhee 13/04/2017

O melhor livro
Foi um livro que me prendeu desde o início.
Umas das obras que preciso ler ao menos uma vez por ano. ? Amo demais
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Less 09/04/2017

Não me dou com os clássicos, pelo que parece.
Li e achei entediante, enrolado apesar de ter poucas páginas. A linguagem difícil não foi o problema. A história até é interessante, se fosse contada de outra forma, de um outro ponto de vista. Os personagens, na minha opinião, foram tão mal desenvolvidos. E o final não foi lá grande coisa.
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Rick Muniz 31/03/2017

A luta pela Consciência

“Eu acredito nas pessoas, só não acredito no demônio dentro delas”

O livro de R. Stevenson, “Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, conhecido também popularmente como “O médico e o monstro”, encena a dualidade existente no ser humano, mostrando que não existe uma única faceta, ao contrário, a psique humana é um complexo de agregados.
A história é de certa forma uma metáfora para a luta entre o “bem” e o “mal”, mas além disso, mostra que a Consciência Humana é algo complexo, existem muitas facetas ocultas e que não são tão visíveis.
Freud explica isso, kkkk, no inconsciente existe um mundo no qual certos padrões ficam reprimidos, e quando eles vêm à tona, causam um grande estrago.
Simbolicamente, podemos representar o Dr. Jekyll por aquilo que Freud denomina de “Super Ego”, é a parte humana responsável pela moderação, pelo comportamento razoável, pelo julgamento e por um sentido de respeitar a “ordem e os bons costumes”.
Já o “Mr. Hyde”, seria o “ID”, a parte responsável pela pulsão dos sentimentos contidos, que não respeita a ordem, que procura apensas satisfazer os seus desejos egoístas e que representa também o lado “negativo” que existe em todo ser humano.
O conto de Stevenson dialoga com esse pensamento de Freud, mostrando o seu humano como um ser dividido entre muitas “personas” que se complementam num todo harmônico e caótico ao mesmo tempo.
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Cris.Borrego 29/03/2017

Prenúncio ou ficção?
Apesar de ser uma história conhecida de antemão pelo leitor, guarda surpresas a cada página.
E assim, acompanhamos o desenrolar dos fatos e o entendimento pelos demais personagens sobre quem seria o obscuro Mr Hyde.
A ideia principal é bastante original e o último capítulo vale por todo o livro.
Como não associar a dualidade bem x mal com o uso de drogas pesadas como crack? É possível encontrar Mr Hydes a cada esquina em qualquer grande centro urbano tal qual a Londres descrita no livro.
Tai 30/03/2017minha estante
Gostei bastante da sua associação com a dualidade do bem e do mal com os usuários de drogas atualmente, considerando que o próprio doutor Jekyll tinha sua "droga".


Cris.Borrego 06/04/2017minha estante
Mr Hyde representa o obscuro dentro de nós; para mim foi inevitável associar aos dependentes químicos e a crua realidade das cracolândias




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