A Droga da Obediência

A Droga da Obediência Pedro Bandeira
Pedro Bandeira




Resenhas - A Droga da Obediência


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Bruno Moura 04/01/2009

Foi um dos primeiro livros que me lembro de ler... Ao contrario dos livros que a escola obrigava a ler, era um livro que prendia que me fez comecar a tomar gosto pela literatura
Damiany 15/01/2009minha estante
É, realmente. A escola não obrigou a ler esse em especial (podíamos ler qualquer livro, mas a leitura em si era obrigatória), mas foi um dos livros que começaram a me fazer gostar de ler também. A série Os Karas fez parte da minha infância.


Ellen 06/03/2011minha estante
Esse livro foi também o que me fez tomar gosto pela leitura, adoro ele.


Juh 07/03/2011minha estante
Foi o primeiro livro que li inteiro também. Estava na 4ª sério do ensino fundamental. Tinha um projeto de literatura no colégio, tinhamos que ler e comentar com a turma o que achamos do livro, mas apenas quem quisesse. Foi uma experiência que mais pra frente eu me dei conta de como foi boa pra mim.


Cleverson 26/05/2011minha estante
Saudades do livro, aoakpoakpoakoapkoap


Mr. Saraiva 28/11/2011minha estante
Adoro a forma como o autor instiga o leitor a continuar a ler.

Orgulho dos autores brasileiros, mano! Orgulho!


Thami 21/03/2012minha estante
Amei esse livro e também me fez tomar gosto pela leitura... Muito interressante, vontade de ler de novo hahah


Bruna 23/03/2012minha estante
Foi o primeiro livro que li e me fez ganhar estrelinha da escolha por ser a aluna que mais pegava livros para ler. Agradeço imensamente ao Pedro Bandeira por me fazer apaixonar por leitura.


Fabiana 24/05/2012minha estante
Bruno, faço das suas minhas palavras. na época a escola solicitou que metade da turma compra-se um título, e, a outra metade compra-se o outro, e no final todas os livros comprados foram doados para a Biblioteca da escola, que para variar não tinha recursos do governo para aquisição. Amei ler este livro, e, me despertou pelo gosto da leitura.


Ana 29/08/2012minha estante
Foi o primeiro livro que li por espontânea vontade. Como todos que já comentaram acima, sou eternamente grata ao Pedro por me proporcionar os primeiros prazeres da leitura.


Kary 25/09/2013minha estante
Foi o meu também. E lembro de toda a empolgação que fiquei até o final do livro.
Em breve relerei, afinal, Os Karas são demais, e quero ler a série inteira!


Lee-chan 05/04/2014minha estante
Amei Ler ele.. foi realmente um dos primeiro s livros. Se não foi o primeiro... Amei a história.. e ainda não terminei de ler a série toda.. mas não resistir e em 3 dias com 2 horas de leitura li os tres primeiros livros da série de novo....Foi graças a ele que hoje eu não consigo ficar sem ler... todos me passam uma lição.. Obrigada Pedro Bandeira... e Realmente..


"OS KARAS SÃO DEMAIS" - Kary


Marllon 28/12/2014minha estante
Não foi um dos primeiros livros que li, muito longe disso. Li depois de velho mesmo, num dia em que não tinha nada para fazer. rs
E me surpreendi. Achei muito legal. E como eu gostaria de ter lido esse livro no ensino fundamental! Teria começado a gostar de ler mais cedo. Mas o professor tinha que querer passar o chato do Orígenes Lessa.


Andre.Farias 29/10/2015minha estante
Marcou minha adolescência, comecei a me viciar com livros com Pedro Bandeira




Vivi 10/08/2010

Uma das melhores drogas da infância!
Um dos grandes livros da minha infância que contribuíram demais para a pessoa que sou hoje. Dá vontade de ler várias vezes... como de fato o fiz.

Esse livro me trouxe a sede de leitura, a vontade de explorar, o reconhecimento de uma amizade bem construída e a noção de um objetivo de vida que só viria a se firmar muitos anos depois...

Um dos primeiros livros que li na minha vida com vontade de verdade e não porque era um livro de escola! Nota 10!

Graças a ele, explorei com minhas amigas os locais 'sombrios' e 'secretos' da minha antiga escola com direito a aventuras, línguas secretas inventadas por nós e códigos que apenas nós sabíamos o que significava. =) A infância não pode ser a mesma sem a inspiração que é este livro A droga da obediência.
Ellen 06/03/2011minha estante
Adorei sua resenha. "A Droga da Obediência" com certeza fez parte da infância/adolescência de todos (ou quase todos) que o leram.




Léo 24/12/2009

Ótimo
Eu adoro o modo de escrever de Pedro Bandeira,já li alguns de seus livros,e adorei.

Parabéns a esse maravilhoso autor que já vendeu milhares de exemplares dessa maravilhosa série.
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kassya 15/06/2009

Decada de 80
6.ª serie do colégio... Fascinante.... Misterioso, tudo que instiga a curiosidade de uma criança. Na minha época 12 anos ainda éramos crianças... AMEI, fiz meu filho ler com a mesma idade e foi surpreendente ver o envolvimento dele com a historia...
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Bruna Fernández 16/09/2011

Resenha para o site Livros em Série!
Se ao ler a sinopse do livro acima ou, ao bater o olho no termo "Karas", você sentiu aquela nostalgia arrebatadora, provavelmente é porque você tem pelo menos mais de 20 anos. Mas se você não faz ideia de quem sejam esses personagens, não se aflija. Nunca é tarde demais para conhecer e ler um bom livro.

A Droga da Obediência é o primeiro de cinco livros do autor brasileiro Pedro Bandeira, lançado pela primeira vez em 1984, sobre Os Karas: um grupo secreto formado por cinco adolescentes, Miguel (o líder), Calú (o ator), Magrí (a atleta), Crânio (o gênio) e Chumbinho (o novato). Apesar de serem "apenas" adolescentes, os Karas não devem ser subestimados: o grupo possui um esconderijo no forro do colégio, códigos secretos para decodificar mensagens e sinais corporais para passarem mensagens urgentes. Todos os jovens do grupo são personagens muito bem construídas porém, todos tem o perfil um pouco utópico demais, mas isso não afeta a narrativa do livro.

A história tem como cenário principal o Colégio Elite, o melhor colégio de São Paulo de acordo com o livro, onde estudam os integrantes dos Karas. Sequestros estão acontecendo e a cada semana três estudantes somem de alguma escola de São Paulo. Quando o crime chega ao Colégio Elite, os Karas logicamente acabam se envolvendo. Não bastasse essa séria investigação, os Karas ainda tem que lidar com Chumbinho, um garotinho que descobre tudo sobre a organização deles, desde esconderijos aos códigos secretos, e os chantageia, ameaçando contar a todos os segredos dos Karas a não ser que ele entre para a turma. Miguel como líder, tenta contornar a situação rapidamente fazendo as vontades de Chumbinho e lhe dá uma tarefa simples para manter o garoto fora do caminho até que eles resolvam o problema dos sequestros e depois arranjem um jeito de despistar o pobre garoto. Porém nenhum dos Karas contava com o desaparecimento do menino, que acaba se tornando um dos garotos sequestrados do Elite. Sentindo-se culpado pelo acontecido, Miguel se empenha ainda mais para descobrir todo o mistério ao redor da Droga da Obediência.

O autor vai deixando pistas bem sutis pelos capítulos, instigando o leitor a tentar desvendar a verdadeira identidade do Doutor Q.I. e outros mistérios menores da trama, nos envolvendo completamente na história e deixando um gostinho de quero mais nas páginas finais. O livro é bem curtinho, porém com um enredo muito intenso, cheio de ação e reviravoltas e que, apesar de ser um livro infanto-juvenil, levanta questões muito importantes como pano de fundo da história e que deveriam ser melhor discutidas pela juventude. Entretanto o autor aborda esses tópicos com maestria, sem tornar o livro em uma chata lição de moral.

Os livros de Pedro Bandeira com o grupo dos Karas - o avesso dos coroas, o contrário dos caretas - entre outras tantas ótimas obras do autor, são leitura nacional obrigatória no meu conceito. Acredito que a melhor forma de finalizar essa resenha, é com as palavras do próprio autor sobre A Droga da Obediência: "Não é importante gostar do livro ou concordar com ele. É importante pensar no assunto. Eu quero que este livro seja lido e discutido por todos os jovens. Eu não preciso disso. Quem precisa são os jovens."
Felipe 13/07/2014minha estante
até hj eu uso o código vermelho e o código tenis polar, com meus amigos,quando não queremos que outras pessoas saibam o que estamos falando ou vamos fazer




Erika 02/12/2012

K
Talves pareça que está faltando mais algumas coisa no titulo da resenha, mas na verdade acredito que não seria possiveloutro titulo, que não fosse se referindo ao grupo dos karas, nossos herois nesta maravilhosa aventura.
Este livro é uma delicia, pois a leitura e a compreenção são muito faceis. Ele não é apenas um livro, carrega uma aventura muito divertida e suave, e eplo fato de ser infantojuvenil, ele também ajuda no processo de se apreciar a leitura.
Não poderia deixar de citar que os livros do Pedro Bandeira são maravilhosos e instrutivos.
Neusa 03/12/2012minha estante
Achei o titulo meio estranha, mas depois eu entendi.




Evelyn Ruani 19/01/2011

Livro fantástico de Pedro Bandeira que aborda a relação entre amigos adolescentes e o uso de drogas. A trama contém todos os elementos de um romance policial: detetives, policiais, perserguição e mistério.

Cinco adolescentes (Miguel, Crânio, Calú, Chumbinho e Magrí) formam um grupo chamado "Karas” que em A Droga da Obediência, enfrentam seu primeiro grande caso: o desaparecimento de vários alunos de colégios conhecidos de São Paulo. Os amigos se unem para tentar encontrar esses alunos e acabam descobrindo uma organização criminosa: a Pain Control, que manipula formulas químicas a fim de controlar a humanidade. O responsável por isso é o Dr. Q.I. um cientista que usava os estudantes para testar suas drogas.

A História é muito envolvente e a trama é super dinâmica, impossível de largar. Sem contar que assim como muitos dos livros de Pedro Bandeira, ele traz ótimas lições morais embutidas em suas palavras, que faz adolescentes e adultos refletirem sobre as diversas situações da vida às quais estamos sempre expostos.

Leitura recomendada para todas as idades!
Elvira 12/10/2010minha estante
Oi Lyani, rs...
Concordo com seu comentário sobre o livro, eu o li já faz alguns anos, pretendo ler novamente, e é tudinho isso que vc falou messsss, parabéns.
Também recomendo.
bjs mamis




Ra 20/02/2017

Um dos melhores
Estou muito triste por não ter mais estrelas a dar para este livro, ele é fascinante e viciante. Conta a história de cinco amigos(Miguel, Crânio, Calu, Magrí e Chumbinho)" Os Karas", o primeiro caso deles é a investigação sobre o desaparecimento de vários alunos de colégios conhecidos de São Paulo. Os amigos se juntam para tentar encontrar esses alunos, com isso acabam descobrindo uma organização criminosa a Pain Control, que manipula fórmulas químicas a fim de ter o controle da humanidade. O responsável por isso é o Dr. Q.I. um cientista que usa estudantes para testar suas drogas.
Thayna.Alves 20/02/2017minha estante
Ra adorei sua resenha, mas ela não seria um spoiler


Carlos Rogério Sartori 21/02/2017minha estante
Este livro é tudo de bom! Linda resenha!




Rafa Précoma 28/11/2009

Esse livro povou o início da minha adolescência. Eu era fascinada pela turma dos Karas, e sempre que acabava de ler um volume da série, corria para a biblioteca da escola e já lia outra.
Recomendo Pedro Bandeira para qualquer criança e adolescente, não tem como não ficar fascinado.
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reedie_s 29/09/2011

A meu ver, um livro ruim.
Sim, marquei o livro como ruim, mas tenho uma série de argumentos para sustentar isso. Mas vamos à sinopse.

A Droga da Obediência é um livro da década de 80 (atentem a esse fato), talvez com uma escrita que seria a promissora do gênero de literatura teen no Brasil, e relata a história de cinco jovens à procura da solução do desaparecimento de alguns alunos de colégios da "high society" da cidade de São Paulo, sendo que um deles acaba descobrindo a existência de uma droga envolvida nesse caso.

A ideia do livro é boa, muito boa. Trabalhar com um assunto que envolva uma droga que obriga as pessoas a obedecerem a um líder é um assunto polêmico e poderia ter sido muito bem trabalhado por Pedro Bandeira. Mas não foi o que aconteceu.

A intenção de escrever sobre esse assunto foi boa, o argumento é bom, mas Pedro Bandeira foi fraco demais ao escrever o livro. Não sei se é porque estou acostumado a ler livros mais complexos ou coisas do gênero, mas não senti firmeza de nada do que li nesse livro. Vi algumas resenhas aqui no skoob que diziam que era impossível largar a leitura, muito envolvente, que tinha ação e tudo, mas, na boa, eu não vi nada disso.

Eu queria terminar de ler, sim, mas porque queria começar logo a ler outro livro.

Os personagens são tão mal retratados que a mente jamais conseguiria imaginá-los se não fossem as ilustrações que permeiam algumas páginas. Aliás, a falta de descrição em TODOS os sentidos do livro dão um clima de superficialidade extrema à história. Não senti pena, raiva, surpresa, compaixão, não senti nada enquanto lia. Senti sono, isso sim.

Já li livros voltados para o público infantil muito mais bem feitos do que esse. A história chega a ter seus "toques" adultos, mas são tão fracos que não empolgam ninguém. Fiquei pensando em como eles podem querer que esse livro seja didático nas escolas sendo que não é uma leitura tão boa, portanto, que não serve de exemplo pra muita coisa.

Depois de dizer tudo isso, posso resumir com um "esse livro não é pra mim". Talvez seja o caso. Leia se quiser, mas eu não gostei e não estou curioso para ler os demais livros da série. Pra mim, é um livro descartável, que deve ter feito muito sentido na época em que foi lançado, mas que hoje, praticamente trinta anos depois, não faz sentido algum.
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Mel 02/01/2009

Ótimo....
Tem muito tempo que eu li, mas é um livro que consegue prender crianças, adolescentes e adultos. Muito bem mesmo....
Eduardo 03/01/2009minha estante
Pedro Bandeira é um excelente escritor.




Raquel 31/01/2016

Uma nostálgica releitura infanto-juvenil

Se você passou pela escola e alguma vez pegou algo para ler na biblioteca, provavelmente leu alguma coisa de Pedro Bandeira. Não necessariamente esse livro, mas alguma das suas fantásticas estórias criadas para o público infanto-juvenil. É um prazer ler novamente esse livro; é com um sorriso no rosto que ele me transporta a lembranças divertidas. Se repararmos bem, aqui nos é apresentado os primeiros esboços simplificados dos zumbis humanos.

A droga da obediência é o primeiro livro da saga que narra as aventuras dos Karas: uma organização/grupo secreto, estudantes do colégio Elite, um eficiente modelo de cumprimento de regras. O grupo era composto por Miguel, Crânio, Magrí e calú e Chumbinho, o novato. A nova tarefa do grupo é solucionar o mistério do desaparecimento do Bronca, um colega também do Elite.
Alguns detalhes para resolver o mistério são importantes: Bronca é o vigésimo oitavo estudante a desaparecer em dois meses. Outra peculiaridade desse caso é que houve caso semelhante em nove escolas e em cada instituição, 3 alunos desapareceram, como se fossem uma amostragem. Assim, os karas acreditam estarem trabalhando com uma mente organizada e o que tudo indica mais dois estudantes ainda serão vítimas de sequestro, e que talvez usem uma droga com o consentimento da vítima para auxiliar na execução do estranho desaparecimento.
A ação da droga da obediência é principalmente para inibir o medo e o sentimento de autopreservação, responsável por diminuir sua capacidade física. Efeito colateral: perder a autonomia como ser humano, abrangendo a capacidade criativa e intelectual.
Decididos a resolverem o caso, o grupo de meninos arquitetam um plano com tarefas especificas para cada membro, excluindo entretanto o integrante café com leite novato. Miguel decide visitar os familiares dos desaparecidos, quando é abordado pelo detetive Andrade, responsável por informá-lo do desaparecimento de Chumbinho.
Preocupados com a situação que se agrava cada vez mais, os karas começam uma aventura perigosa em busca da verdade, assim como resgatar chumbinho e os demais meninos. Temos alguns outros coadjuvantes interessantes como o doutor Q.I e seu sonho louco de dominação da humanidade, o bioquímico Caspérides, os seguranças ineficientes e o também detetive Rubens.
Em suas notas sobre o livro, Pedro Bandeira discorre sobre a criação do livro: “- Pensei também: mas será que é apenas ficção? Será que tudo isso já não está acontecendo atualmente com a jovem humanidade drogada, vagando como idiotas semimortos, sem fé no futuro, sem fé em si mesmos e já sem a força e a garra de tanto precisamos? O autor queria levar a reflexão sobre a aceitação passiva do mundo e a insanidade do poder.

Em suma, Pedro bandeira em seus livros nos leva a uma viagem com seus personagens simples, bem construídos e estórias empolgantes. Posso dizer que fui uma leitora feliz e que o autor muito contribuiu para essa felicidade.
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Thayna.Alves 20/02/2017

Um dos MELHORES!
Este foi o primeiro livro que eu li da coleção dos karas ! E sinceramente adorei, não tenho palavras para descreve-lo, é uma história fascinante!
Há vários mistérios durante o livro,um pouco de romance jovem e principalmente a amizade , pelo titulo eu achava que se tratava de um assunto completamente chato e diferente .Fico triste por só poder dar cinco estrelas , poque ele merece muito mais!
Pedro Bandeira é um grande escritor, que sabe muito bem interagir com as crianças e adultos pelos seus livros, a maioria das minhas histórias favorita são dele!
Victória.Ramos 24/02/2017minha estante
MELHOR LIVRO EVER




Tecy 30/06/2012

Por acaso.
Começei a ler esse livro por acaso; se ñ me engano deveria ter uns 13 anos quando o encontrei na biblioteca particular da minha tia que é professora do primario. Nessa época eu estava numa fase de descontentamento com o resto da humanidade, onde eu achava que tudo no mundo estava contra mim. Foi então que vi esse livro: "A droga da obediência", no mesmo momento me identifiquei com o título.
Na minha opinião é isso mesmo que o autor - Pedro Bandeira - queria que acontecesse, nada melhor que um titulo sugestivo para atrair os jovens para uma leitura boa e produtiva. Quantos jovens como eu não se identificaram com esse titulo? Mas não para por ai, a estória é estremamente facinante, com uma trama centralizada, sem muitos rodeios e com um nível extremo de aventura e emoção. Altamente recomendado para quem não esta afim de monotonia, mas sim de aventura e surpresas.
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Eric Rocha (Ersiro) 09/03/2015

“COLUNAS” SUBLIMINARES
Não conhecia o trabalho de Pedro Bandeira e a primeira vez que vi esse livro, juro que pensei que fosse relacionado à autoajuda - o.k., podem rir, hehe -, pois julguei o título juntamente com a capa (que tem uma algema) e logo pensei que fosse uma obra que mostrasse aos jovens que obedecer também tem seu lado bom. Enfim, chega de enrolação.

Antes de tudo, queria mencionar que identifiquei duas “colunas” subliminares que serviram de inspiração e onde o livro se baseia, e que vou explicá-las agora:

1ª) DITADURA MILITAR
Nota-se uma alusão ao golpe militar que ocorreu no Brasil. O autoritarismo que forçava à obediência os indivíduos da época, no livro se mostra presente na forma de uma organização que fabrica e conta com o auxílio de um tipo de droga (a Droga da Obediência) para impor o poder e a ordem.

2ª) ESSA DROGA JÁ EXISTE
Os efeitos da Droga da Obediência aos usuários são:
- Ficar com cara de bocó sem reparar em nada à sua volta;
- Perder a iniciativa, a própria vontade e criatividade, ficam como verdadeiros robôs, que estão ali, mas quietos, só esperando uma ordem e enquanto esta não for dada, nada farão.
O que me leva a pensar: Espere, mas uma droga que deixe os usuários com cara de bocó, sem iniciativa e sem perceber o mundo ao redor já existe, certo? E Pedro Bandeira me confirma com seu seguinte conceito: "... já não está acontecendo atualmente com a jovem humanidade drogada, vagando como idiotas semimortos, sem fé no futuro, sem fé em si mesmos e já sem a força e a garra de que tanto precisamos? Ai, quem me dera que um mundo de jovens de órbitas vazias fosse apenas ficção!". Ai, ai... Quem me dera também, Bandeira...

PONTAPÉ INICIAL
Por ser um livro de suspense policial, acredito que ele seja o primeiro degrau para os jovens e novos leitores que estão ingressando na leitura e que a partir deste, se interessaram por livros do gênero. Este degrau os levará a conhecer livros como os de Sherlock Holmes (Arthur Conan Doyle), Agatha Christie, Sidney Sheldon, entre outros mestres.

UM JUVENIL MAIS MADURO
Por mais que seja um livro infantojuvenil, todo o desenrolar da estória é um pouco madura para seu público, o que pra mim é ótimo, pois adultos podem lê-lo sem se deparar com acontecimentos que exalam criancice e a má escrita. Outro ponto que me fez concluir que seja mais maduro para seu público é o fato das duas mensagens implícitas que já mencionei acima, no início da resenha. Ou seja: não é “só mais um livro divertido”.

PONTOS NEGATIVOS:
- Má construção de personagens: A descrição física de personagem assim como suas características e personalidades é muito fraca. É o segundo livro de Pedro Bandeira que leio e isso se repete, e como disse no anterior (Descanse em Paz, meu Amor) talvez isso se dê ao fato do público ao qual o autor escreve que é um público que não tem paciência para ler livros demorados, porém mais completos e elaborados, que pesam na minuciosidade da descrição de tudo o que ronda a cena;
- Um dos personagens (Crânio) arranja soluções para que as dúvidas referentes ao livro não fiquem em branco. Uma especulação, ainda que se baseie na lógica, não é necessariamente a resposta definitiva para aquilo que se tenta compreender, não é? E o personagem faz o contrário disso mais de uma vez. E isso me incomodou, pois uma coisa é você separar o que se tem certeza e outra é tirar conclusão precipitada sem conhecer exatamente o que se passa. É algo do tipo: "Como sabe que é assim se você nem conhece a mente do bandido?, e ele responde: "É lógica!", sendo que por mais que o que ele tenha pensado possa fazer sentido, ele se esquece que existem inúmeras outras possíveis soluções para o caso, e o pior é que, no final, aquele único e mísero palpite do personagem passa a ser a verdade. Acho que me enrolei um pouco agora, mas espero ter conseguido passar o que tinha em mente, haha!;
- Não senti nada enquanto lia: Amor, ódio, tristeza, raiva, etc., em relação aos personagens, a não ser, pelas mortes hediondas, violência e desaparecimento de pessoas (que também me lembraram da ditadura que o país sofreu).

Acredito que se a obra fosse escrita para o público adulto teria sido mais bem trabalhada. Claro: mudando os personagens e algumas outras características na estória que dá a ela a classificação como infantojuvenil. A ideia do livro tem superpotencial e se realmente fosse escrita para os “mais velhos” talvez fosse considerada um livro obrigatório levando em questão os temas que aborda.

Recomendo a qualquer um, pois vale a pena conhecer a obra! E assim termino a resenha com outra frase de Pedro Bandeira: "Não é importante gostar do livro ou concordar com ele. É importante pensar no assunto".

Abraços e boa leitura! :)
Lia Cordeiro 15/04/2015minha estante
Sua resenha é consistente e enaltece os dizeres do autor, porém, gostaria de alertá-lo a respeito de alguns detalhes:
- Os Karas, 1984, teve sua primeira obra em meio (ainda) a uma ditadura. Pedro Bandeira os criou para criticar e ressaltar acontecimentos mais discutidos segundo a época de cada obra criada. Sim, o militarismo está implícito, o uso de drogas por adolescentes que perdem a iniciativa também, além disso, o controle farmacêutico sobre a vida e a morte também é discutido, e ainda, pode ser que mais temas venham ao caso. O autor utilizou, principalmente dos 4 primeiros livros para ressaltar e criticar acontecimentos de época (contrabando pantaneiro, neonazismo, epidemia da "Aids"...) direcionados para jovens (os Karas são recomendados para jovens entre 13 e 16 anos).
- Leitores que esperam romance nos livros, ficarão um tanto decepcionados. Os Karas priorizam a amizade - o amor que os une - o que acaba dificultando o romance que poderia haver entre eles. Os 3 últimos livros (de 6 totais) enfatizam mais essa questão romântica, mas, como mencionei, não é o foco...
- Pedro Bandeira possui uma característica - algo que se nota em quase todas as suas obras: ele não é detalhista quanto a personagens (idade, físico, até mesmo os nomes - sim, só sabemos o nome de "Miguel" na obra dos "Karas" e deduzimos suas idades). Certa vez uma leitora escreveu o criticando por não haver personagens negros em suas histórias, o mesmo respondeu: "eu não os descrevo - deixo a cargo da imaginação de cada leitor; não haveria graça alguma se eu (Pedro Bandeira) descrevesse todo um cenário e personagens, limitando a criatividade de imaginação de meus leitores."
- Crânio possui uma característica arrogante por ser o mais brilhante aluno do colégio em que estudam. Ele sabe do seu brilhantismo e, constantemente, está seguro sobre qualquer assunto por ele exposto. Mas, ele também falha. Crânio seguiu a opinião de Miguel quanto ao detetive Andrade, mostrou-se fraco e, de certa forma intimidado, diante da única menina do grupo; sem contar as falhas que ele comete no segundo livro da série (o que o destaca). È dito no último livro da série, que a maioria dos códigos foram criados por ele. [Opinião] A segurança que Crânio perpassa é a principal arma do mesmo, o que o faz um personagem extremamente persuasivo; no entanto, apenas de tão inteligente, ele também precisa de um líder, a fim de evitar os erros que sua arrogância podem levar;
- Gosto por essa leitura: O ideal deste é para leitores, como mencionei, de 13 a 16 anos... Passados disso, o próprio autor menciona que partam para outro tipo de leitura, afinal, esse é o público do Pedro Bandeira. Não sei com que idade o leu, mas eu li com 14 anos e, simplesmente, me encantei de tal forma que reli por mais vezes do que pude contar... As mensagens de amor, união, coragem, inteligência, amizade, justiça e tantas outras em um único livro adolescente - por adolescentes, fez-me querer ser assim também. É uma excelente leitura para jovens dessa idade, ou, primeira leitura infanto-juvenil. Pedro Bandeira sempre quis que seus leitores pensassem desde cedo, a fim de se tornarem adultos melhores... Sim! Eu acredito que a leitura possa influenciar a vida de muitos. :)

Enfim, essas foram algumas opiniões e alguns detalhes biográficos de pesquisa... Hora de partirmos para Sherlock Holmes, Agatha Christie, Sidney Sheldon e outros, que, não deixam de nos fazer pensar; assim como você os mencionou. Obrigada pela resenha e troca de opiniões! ;)


Lia Cordeiro 15/04/2015minha estante
Ah, alguns detalhes mais técnicos:
* A Droga da Obediência vendeu quase 2 milhões de cópias (Pedro Bandeira, com cerca de 108 publicações, vendeu em torno de 30 milhões de exemplares ao todo) e é lida em diversas escolas para o ensino fundamental. Para alguns ensinadores é considerada leitura obrigatória para os jovens em transição. ;)


Eric Rocha (Ersiro) 18/04/2015minha estante
Obrigada Ana, pela enxurrada de informações que eu desconhecia. Elas me ajudaram muito a preencher os espaços vazios que não conseguia completar e entender, hehe! Eu que agradeço pela troca de opiniões! C:




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