Os Sofrimentos do Jovem Werther

Os Sofrimentos do Jovem Werther Goethe




Resenhas - Os Sofrimentos do Jovem Werther


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Bruna 22/05/2017

Werther
Um livro que marcou a literatura alemã. Claro que em algumas partes a citação de alguns poemas e canções dificulta a leitura mas, ainda assim, vale a pena ser lido...Aqui, um trecho que demonstra bem o desespero que começava a tomar conta de Werther:
"Subir uma montanha escarpada é o meu prazer nessas horas, abrir caminho por uma floresta densa através das sebes que me machucam, através dos espinhos que me laceram! Então passo a me sentir um pouco melhor! Um pouco!"
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Renata 14/05/2017

"Deus te livre de rir disso", leitor!
"[...] Quantas vezes tenho de ninar o meu sangue revolto até acalmá-lo... Tu sabes que não existe no mundo nada tão instável, tão inquieto quanto o meu coração. Se é que tenho necessidade de dizê-lo a quem tantas vezes carregou o fardo de me ver passar da aflição à digressão, da doce melancolia à paixão furiosa, meu caro! É por isso que trato meu coraçãozinho como uma criança doente, satisfazendo-lhe todas as vontades. Não diga isso adiante, há pessoas que poderiam usá-lo contra mim."

É até difícil de início acreditar que este foi um livro responsável pela morte de tantas pessoas no passado, tido depois como um dos livros malditos e proibidos pela Igreja. Uma história tão doce, tão cheia de detalhes e candura. É muito difícil lê-lo sabendo de seu final tão comentado por aí, uma loucura acreditar que em meio a tanta doçura a redenção é amarga.

"Minhas forças ativas degringolaram em inquieta indolência, não posso estar ocioso, mas também não consigo fazer nada. Não tenho nenhuma ideia, nenhuma sensibilidade pelas coisas e os livros me causam tédio. Quando faltamos a nós mesmos, tudo nos falta"

Mas antes mesmo da metade do livro entendemos o porquê disso: O jovem Werther nos faz sentir dentro de nós a confusão, o forte e enlouquecedor amor que ele vive enquanto se repudia por saber não ser certo senti-lo, além disso e principalmente somos capazes de sentir a agonia de estar dentro dele e tê-lo dentro de nós.

"[...] Mandei o meu criado ao encontro dela, só para ter junto de mim alguém que tivesse estado em sua presença. Com que impaciência o esperei, com que alegria tornei a vê-lo! Não tivesse vergonha e teria me atirado ao seu pescoço e coberto seu rosto de beijos."

O fato da história inteira se desenvolver através de cartas e pela voz do próprio Werther, tornam as coisas ainda mais indigestas à certo ponto. E saber que ali lendo tudo aquilo que agora lemos, estava um grande amigo tido também como um irmão com quem Werther se abria de tal modo contando todos os passos que o levaram à sua ruína, mexe ainda mais com o leitor.

De fato ao chegar ao fim e olhar um pouco para o passado, tudo o que acontecia na época e muitas das coisas que o protagonista deixa claro na história e que contribuíram sem duvidas para que tomasse o fim que teve, não há duvidas de que com certeza o livro pode ser sim responsabilizado pela morte de muitas pessoas que se colocaram no lugar de Werther tão firmemente que tiveram o mesmo fim que ele.

Este é um romance epistolar que ultrapassa as cartas, as páginas e as palavras, que não se passa em um livro mas dentro da nossa própria mente e que atinge o nosso coração com muita facilidade desde que ele esteja aberto e empático. Goethe criou uma história real e intrínseca, não só pode ser lido como revivido dentro de cada leitor deste livro a qualquer tempo e época.
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Tati Tavares | @citalivros 08/05/2017

Forte e sutil, encantador e aterrorizante, a obra de Goethe consegue ser um paradoxo imenso, uma leitura de dar ressaca, das boas!
Goethe, muito conhecido por sua obra “Fausto”, foi um dos maiores autores da Literatura Alemã e mundial. Em “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, de 1774, há alguns indícios biográficos e históricos da época em que ele viveu, mas tudo com um pouco mais de ênfase, para não dizer exagero, e com muita poesia.

O Romantismo assíduo do XIX, oprimia a emoção, e ressaltava a razão. Em contrapartida, os autores exaltavam o sofrimento e maldizeres do amor ao máximo, e Goethe, em sua obra deu voz aos sentimentos de uma nação, – que posteriormente à sua publicação influenciou e ocasionou inúmeros suicídios.

Um livro extremamente delicado, irônico e claro, com muito amor envolvido. É impossível não detectar as críticas que o autor fez ao movimento, – fora até hostilizado na época, e um outro autor até chegou a publicar em resposta aos sofrimentos, um intitulado “As Alegrias do Jovem Werther”, como tentativa de persuadir as pessoas já cativadas pelo personagem sofredor.

“Mais de uma vez me embriaguei, e as minhas paixões não distaram muito da loucura, e de ambas essas coisas não me quero arrepender. Aprendi por mim próprio como todos os homens transordinários, os que realizam algo sublime, ou que parecia impossível, foram taxados de loucos ou de vinolentos.”

Wether, após sair de casa, passa a escrever sua história por meio de epístolas (cartas), endereçadas à Guilherme, um amigo.

Após conhecer Carlota e seu marido Alberto, o rapaz torna-se amigo íntimo do casal e começa a frequentar a casa deles frequentemente.

Ele desenvolve um amor incondicional por Carlota, amor esse que é platônico, – apesar da moça aparentar saber de seus sentimentos.

O jovem é muito respeitoso, em nenhum momento investe nela, entretanto, adora passar as tardes em sua companhia, sem o marido por perto, – este que também parece saber da paixão do amigo, mas prefere ignorar e se afastar quando Werther e a mulher estão juntos. Quem em sã consciência faria isso? Vai entender!



Mas o fato é que Werther é apaixonante. Seus pensamentos, modo de se portar e falar são pontos fortes, mas não suficientes para conquistar o amor de sua vida.

“Oh! Como me corre fogo e lava pelas veias, quando descuidadamente os nossos dedos se tocam, ou, sob a mesa, os nossos pés se encontram! Recuo, de golpe, como se houvesse tocado um ferroem brasa, mas uma força oculta me faz avançar novamente – e os meus sentidos deliram.”

Ele sofre calado, não se declara uma só vez, a não ser em suas indiretas e metáforas, que Carlota se recusa a entender. (Às vezes dá muita raiva dela, custa dizer sim ou não para o infeliz?!). Ela prefere alimentá-lo, ama a companhia do rapaz que lhe recita poesias e conta histórias para ela e os irmãos.

É angustiante e de dar brilho nos olhos de ler os dias do protagonista. O sofrimento é nítido, faz dele um iludido e pobre apaixonado. Tudo para ele era motivo de extrema alegria, como por exemplo quando sua amada lhe dirige a palavra como “Querido Wether”, ou de tristeza súbita, quando Carlota deixa de convidá-lo para um chá.

*

A dor é incessante, Werther decide então se afastar de Carlota, admitindo não suportar esse amor impossível. Aceita uma nova posição e emprego, muda-se de cidade, e até conhece uma mulher… Mas não por muito tempo, a saudade é maior que a dor que ele não suportara anteriormente, decide voltar.

Atreve-se a ser mais ousado, mas ainda sim, Carlota não dá atenção à suas intenções.

“Guilherme, não me lamento, mas isso é assim mesmo: as flores da vida não passam de ilusões. Muitas fenecem sem deixar vestígios; poucas dão frutos; e destes, raros chegam a amadurecer! Todavia algumas ainda restam, mas meu irmão, devemos deixar apodrecer, desprezados e desaproveitados os frutos maduros?”

– A seguir contém spoiler.

Ele se despede de todos, que não percebem que esta seria a última vez que o veriam, exceto pela própria Carlota, que teme o pior, pois após uma dura conversa que tivera com o rapaz, ele acabara aos prantos e a seus pés.

Wether submete a arma de Alberto emprestada, o marido pede que Carlota a envie via seu criado. Ela consente e sabe o que o “amigo” está prestes a fazer, mas mesmo assim, não o impede.

Os sofrimentos do protagonista somente findam quando ele mesmo tira sua vida, sim, ele se mata.

“Meu caro amigo, cada vez mais me convenço de que a existência humana é quase nada.”

Forte e sutil, encantador e aterrorizante, a obra de Goethe consegue ser um paradoxo imenso, uma leitura de dar ressaca, das boas!

Resenha da página Cita Livros - LEIA MAIS EM: citalivros.com.br

site: http://citalivros.com.br/resenha-os-sofrimentos-do-jovem-werther/
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Kley Coelho 25/04/2017

Os Sofrimentos do Jovem Werther: Uma tragédia na literatura
Em 1774, surgiu na França uma obra literária que deu início ao Romantismo (movimento que teria entre seus principais idealizadores no Brasil, nomes como José de Alencar na prosa e Castro Alves na poesia). A obra era “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe.
Werther é um jovem apaixonado por Charlotte, mas esta é comprometida com Alberto, que logo se casam. Werther, amigo de Alberto, continua nutrindo um amor escondido pela sua amada. Sabendo que nenhuma chance lhe resta nesse amor, o jovem apaixonado vai levando a vida, até que em certa noite, ele arquiteta sua própria morte, impondo de forma direta uma dolorosa consciência de culpa em Charlotte.
Como se vê, “Os Sofrimentos do Jovem Werther” é uma história de amor, com altas doses de reflexão e melancolia. Mas o primeiro livro da Escola Romântica diferia de outras obras posteriores (sejam elas europeias ou do continente americano) por alguns motivos, o principal deles era o final trágico. Enquanto uma parte das obras do Romantismo tinha um desfecho por vezes alegre ou de certa forma otimista, em Werther a conclusão é trágica.
O texto de Goethe, com suas denotações e conotações amorosas, contém em sua característica muitos elementos do Romantismo, mas a forma contextual também mistura alguns elementos do Realismo (movimento literário surgido na França no século posterior, com a publicação de “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, em 1857), ainda que em alguns casos seja menos perceptível. Em forma epistolar, “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, se assemelha em estilo narrativo ao francês As “Relações Perigosas”.
As cartas que Werther escreve, são dirigidas a um editor chamado Wilhelm, responsável pela publicação das mesmas após a morte do jovem. A narrativa de Goethe em toda a obra é rica, repleta de detalhes, de emoção e dor.

“Você não me espera mais, acreditando que eu lhe obedecerei, que só a verei na véspera de Natal! Ó Charlotte, hoje ou nunca. Na véspera de Natal, você terá em mãos este papel, estremecerá, molhará esta carta com as suas lágrimas queridas. Eu quero ... e preciso! ... Oh! como me sinto feliz por haver tomado uma resolução!”

Goethe utilizou Werther como espelho de si mesmo, sendo que o autor também sofreu por amor, colocando-lhe um final que talvez também o desejasse para si, ainda que evidentemente isso não tenha acontecido. A obra foi um enorme sucesso na época de seu lançamento, tornando-se talvez a mais importante obra literária alemã, superando até mesmo "Fausto", do mesmo autor, não em qualidade, mas em significado de valor cultural.
O que torna “Os Sofrimentos do Jovem Werther” mais curioso e enigmático é o fato de que, na época de sua publicação, esta obra acabou levando várias pessoas a cometerem suicídio na Europa, criando uma verdadeira onda de desespero, fazendo com que autoridades viessem a proibir a publicação e venda desse livro. Obviamente, é bastante discutível essa ação coletiva de suicídios, mas com o passar dos anos, o público amadureceu, e a obra resistiu ao tempo. Hoje, está entre as preferidas de milhões de leitores em todo o mundo.
Matheus Paes 26/04/2017minha estante
Meu livro favorito da vida. Goethe foi um gênio. Amo demais!




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Dani 27/03/2017minha estante
Ótima resenha!


Cristian 27/03/2017minha estante
A Dani tem razão, ótima resenha


Natalie 27/03/2017minha estante
Obrigada. :)


Márcio_MX 27/03/2017minha estante
Só acho que deveria ser marcado como spoiler, principalmente pelo último parágrafo.


Natalie 27/03/2017minha estante
Kkkkkkkk isso ainda é spoiler? '-'


Márcio_MX 27/03/2017minha estante
Eu acho.


Márcio_MX 27/03/2017minha estante
Eu acho. Eu por exemplo, não conhecia o final.


Natalie 27/03/2017minha estante
:O


Dani 27/03/2017minha estante
Hahaha é spoiler, mas tá perdoada.


Natalie 27/03/2017minha estante
Agora marquei que tem spoiler, mas não sei se aparece o aviso.


Márcio_MX 28/03/2017minha estante
Apareceu sim. No seu perfil, na seção de resenhas já está o aviso de spoiler a resenha só aparece se a pessoa clicar em visualizar.
Valeu, Natalie


Wagner 29/03/2017minha estante
Gostei muito da resenha. É uma certeza absoluta que Goethe não irá entrar na minha estante. Principalmente por causa dos Sofrimentos do Jovem Werther. Na juventude evitei e hoje está totalmente descartado.


Joao.Pedro 26/02/2018minha estante
Não entendo nada de história da literatura ou crítica literária, mas me pareceu, ao terminar a leitura, que o Jovem Werther era já o indicio de um niilismo em gérmen, um desencanto com a criação e um sentimento de abandono pelo Criador. Tudo isso por não conseguir aceitar que o mundo não funcionasse de acordo com suas predileções individuais! Pior, esse movimento da alma do jovem Werther parece ser universal! Tal é a força do desejo humano! Incrível! Senti certa dificuldade em Goethe em submeter o sentimento do dever e da nobreza a esse estado de espírito, é um gênio esse Goethe! Gênio!




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Jeanne 06/02/2017

Finalmente reli o tão odiado Werther. Sim, na primeira vez que o li eu odiei; fiquei com raiva da trama, detestei o fato do personagem ser tão apaixonado, de amar tanto Charlotte a ponto de morrer por isso. "A vida é mais do que amar alguém. Como pôde ser tão tolo?" Isso foi o que passou pela minha cabeça de 16/17 anos. Após 5 anos eu considero que enfim eu soube ler Goethe e deixar-me levar por esta história.
Acredito que haja inúmeras boas resenhas sobre esse livro que discorram sobre a trama e o contexto histórico, então eu não irei me estender quanto a esses aspectos.
O livro é magnífico, envolvente, comovente. Para mim, uma das melhores e mais belas coisas que eu pude ler e, finalmente, compreender.
"Acho tão espantoso chamar de covarde um homem que se suicida, como seria impertinente chamar de covarde alguém que está morrendo de uma febre maligna." (p. 56)
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paulargm 31/01/2017

Sofrimento...
Enfim, livro lido! Ele é super pequeno, mas me enrolei bastante para ler.
Isso porque o máximo que eu aguentava era umas cinco páginas por vez.
Achei interessante. Pensando na época em que foi lançado até poderia aumentar a classificação... mas achei melhor deixar assim, porque é melodrama demais para o meu gosto.
zeleandromasi 04/10/2017minha estante
Finalmente eu encontrei um comentário parecido com o que eu achei do livro.
Eu tive que pular algumas passagens, principalmente aquele texto final que ele leu para a Lotte.
Foi tão angustiante terminar esse livro. Eu achei bem interessante o sentimento que ele colocava nas cartas que ele endereçava para o amigo dele. Mas depois da metade do segundo livro, tudo o que eu queria mesmo era acabar de vez com o livro.




Sara Muniz 03/01/2017

Resenha - Os Sofrimentos do Jovem Werther
Os Sofrimentos do Jovem Werther é um romance escrito por Goethe, publicado pela primeira vez em alemão em 1774. O livro é um romance epistolar, pois a narrativa se dá a partir de cartas que o jovem Werther escreve para seu amigo Wilhelm, inclusive, após o destino de Werther, é ele quem junta as cartas para a publicação do livro, tudo no universo fictício do livro, é claro.

Werther é um típico burguês que acaba de receber uma herança, como todo romântico, ele é incrivelmente sensível a todas as sensações que o mundo pode lhe proporcionar, e como Os Sofrimentos do Jovem Werther foi a obra que lançou a moda romântica no mundo, assim como todo romance tipicamente romântico dessa época, os personagens têm sempre um contato e admiração muito grandes pela natureza.

Nessa obra, temos momentos em que Werther descreve exageradamente como a natureza o agrada, mas apenas parece exagero para nós, porque não se encaixa a nossa realidade atual, por isso, você não deve desistir do livro só por conta disso, por favor, abra sua mente e tente pensar como seria bom mergulhar nas coisas como Werther consegue mergulhar, tente sentir a sensibilidade dele, lembre-se de que ele é um personagem romântico.

Muitas pessoas podem desistir da leitura do livro por conta desses exageros de sensibilidade e romantismo, mas a verdade é que a obra em si é incrivelmente interessante justamente por esses pontos.

Voltando ao enredo, ele não é muito concreto por se tratar de cartas, mas Werther acaba conhecendo Carlota (ou Charlotte, dependendo da tradução) e passa a sofrer um amor platônico por ela, uma vez que ela é casada e ama o seu marido. Esse amor não correspondido vai influenciar nas escolhas de Werther e o leitor pode acompanhar de perto todo o seu sofrimento e sua insegurança em relação a esse amor impossível.

Avaliei esse livro com bom, exatamente pela parte interessante que é acompanhar a sensibilidade de um personagem em uma obra que foge tanto a como nós expomos nossos sentimentos atualmente, mesmo que fosse em cartas ou não. Realmente, como característica obra literária do romantismo, temos o exagero muito presente. O que me fez não dar cinco estrelas a esse livro é o fato de ele não prender muito o leitor, a menos que você de fato se identifique com Werther, e eu conheço muitas pessoas que ficaram presas na leitura por conta disso. Mas, o livro não me prendeu muito e a partir de determinado momento, somente os sofrimentos amorosos dele me interessavam e eu ficava entediada tendo de ler ele falando sobre outras coisas nas cartas. Eu realmente invejo o modo como Werther consegue ter sensibilidade, principalmente em relação à natureza. Eu sempre gosto de observar as coisas que estão a minha volta, principalmente as naturais e eu gostaria muito de conseguir mergulhar tanto ao observar a natureza que eu iria alcançar a sensibilidade do protagonista.

site: http://interesses-sutis.blogspot.com.br/2016/10/resenha-os-sofrimentos-do-jovem-werther.html
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Edu 15/12/2016

Problema com a minha edição Saraiva
Na pagina 115 há um erro de digitação, nada que irá comprometer a leitura.
(possível spoiler abaixo)
"20 de fevereiro
[...] Agradeço-te, Alberto, o me haveres enganado! Eu aguardava a noticia do vosso casamento para desprender da parede o retrato6 de[...]"
O erro é a palavra "retrato6".
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francisco f. 22/11/2016

Decididamente uma obra OBRIGATÓRIA a quem se propõe a ler clássicos.
Agora eu compreendo um pouco do porquê que se fala tanto que "Goethe é Goethe" para definir a qualidade do autor. Me identificar muito com Werther me dá mais certeza de que faço bem em seguir com a minha terapia. A onda de suicídio que o Livro provocou nos jovens da época eu consigo compreender, se pensar na influência que a literatura tinha sobre tudo e todos. Claro que ler "Os sofrimentos do Jovem Werther" não é o suficiente para chegar a esse extremo hoje em dia. Existem outras motivações no mundo atual, infelizmente. Mas é decididamente uma obra OBRIGATÓRIA a quem se propõe a ler clássicos. Um livro sobre paixão, "loucura" e melancolia, escrita de uma forma excelentemente poética.

site: http://deicha.net.br
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João 03/11/2016

Que angustia.
Melancólico, real e angustiante. Confesso que o tempo que fiquei lendo o livro foi angustiante. Foi difícil ler até o fim tanto sofrimento por um amor impossível e, ao mesmo tempo foi incrível compartilhar os pensamentos de Werther sobre Albert. Ah, Werther, queria tanto ter lido um pouco mais sobre você e dessa pureza humana que você emanava. Queria poder dizer que realmente te entendia e que seu anseio por Lotte era a coisa mais pura que eu já li. =/
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Justino Alves 02/11/2016

Os sofrimentos do jovem Werther
Autor: Johann Wolfgang Goethe (1749-1832)

Um dos maiores escritores alemães. Formou-se em Direito, foi político e também participou de algumas guerras napoleônicas contra a França.
Seu maior livro foi, sem dúvida foi o poema, Fauto. O livro "Os sofrimentos do jovem Werther" inaugurou o Movimento Romântico alemão. Trata-se não de uma poesia como Fausto, mas de um romance epistolar, ou seja, o livro aborda o romance proibido em forma de cartas entre o jovem Werther e Carolina, uma bela jovem que é comprometida com Alberto e seu amigo Willem. A crítica chama o jovem Werther de muito passional. A característica mais marcante do livro é o suicídio de Werther. O livro é todo contado pelo lado de Werther. Não sabemos ao certo sobre os sentimentos de Carolina. Após sua morte, a história é continuada pelo "editor". Esse texto está cercado de mitos curiosos. (1) há um mito que diz que várias pessoas cometeram suicídio após lerem esse livro. Vale a pena dizer que este autor que vos fala não sentiu a mínima vontade de se matar após a leitura desse livro. (2) outras pessoas vêem uma certa relação entre Goethe e Werther. Que para não se matar resolveu matar seu personagem. Eu divido o livro em duas partes. Na primeira parte o jovem Werther é um comprometido leitor de Homero. Momento marcante de equilíbrio emocional do jovem. A segunda parte com a leitura de Ossian, um autor que dar evasão aos sentimentos. Conclusão o livro é marcante. Eu indico para todos que desejam ler algo diferente e envolvente.
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Victor.Hussein 06/10/2016

Romantismo intenso
Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo Europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX.
Nesta obra prima, o autor nos apresenta Werther, um jovem rapaz, que por motivos de trabalho, se encontra longe de família e colegas, mas que ainda se comunica por cartas com Whilhelm, narrador, e suposto amigo do jovem.
Vale dizer que o livro, escrito em terceira pessoa, foi o marco inicial do Romantismo na Europa, e seu tom é autobiográfico, apesar de Goethe ter tido o cuidado de alterar alguns locais, datas e pequenos fatos.
No conteúdo das cartas, Werther expressa sua paixão recheada de tragédias com Lotte, que desde sempre, foi prometida à um noivo: Albert, grande amigo de nosso personagem principal.
Passando-se os dias, Werther se apaixona cada vez mais, sustentando seu utópico amor, do qual pensa ser recíproco. Após um ardente beijo, Lotte se abre à Werther, mas assente que o relacionamento de ambos é impossível, pedindo para não vê-lo nunca mais.
Sabendo do casamento próximo de sua amada, nosso personagem amargamente se suicida em seu quarto.
‘’Os sofrimentos do Jovem Werther’’, é um clássico incontestável, que revolucionou a literatura da época, sendo uma obra admirada até hoje.
Dentre as características do romantismo que apresenta, estão: A liberdade de escrita mais abrangente ao autor, ou seja, não há obrigatoriamente o uso de rimas ou métrica perfeita, subjetividade e a valorização de sentimentos das personagens, valorização da imagem feminina, indicada como um ser superior à ser alcançado, vínculo com natureza, como os campos descritos nas cartas de Werther, momentos nos quais presenciou com Lotte, dramaticidade, egocentrismo no objetivo da personagem, o uso de substantivos abstratos e figuras de linguagens como metáforas.
Todos estes aspectos fazem da obra um clássico fácil de se ingerir, apesar da suposta ‘idade’, a obra é bem facilitadora em relação à leitura.
Em suma, uma curiosidade: Após a sua primeira publicação, em 1774 como dito, teria ocorrido na Europa uma onda de suicídios, e esta atribuída à influência do personagem de Goethe, e que foi chamada "efeito Werther".
Gabriel M.D 14/10/2016minha estante
Poderia ter ativado o aviso de Spoiler '-'


Victor.Hussein 09/11/2016minha estante
foi mal cara, em algumas resenhas esqueci de colocar o spoiler




jonatas.brito 17/09/2016

Quem nunca teve um grande amor?
É impossível compreender a magnitude deste clássico romance alemão sem conhecermos o contexto histórico e o movimento literário do qual ele fez parte. Do contrário, muitos o considerarão (e consideram, infelizmente) como um simples romance melodramático de um amor não correspondido e com final exageradamente trágico. Muito mais que isso, obviamente, Os Sofrimentos do Jovem Werther foi um divisor de águas na cultura e na ideologia do povo europeu em meados do século XVIII.

Embora tenha durado cerca de vinte anos (1760 – 1780), o movimento denominado “Sturm und Drang” (Tempestade e Ímpeto, em português) deixou grandes marcas, principalmente, na literatura e na música. Ele nasceu em oposição aos movimentos iluministas e racionalistas que estavam se proliferando na Europa e, principalmente, na Alemanha. Enquanto os racionalistas e classicistas franceses pregavam a razão como o viés norteador das ações humanas, os stürmer (assim denominados os adeptos do novo movimento) defendiam o homem como um ser dominado pelas emoções, regidos pelos sentimentos e desejos do coração. As obras produzidas nessa época foram cruciais para solidificar os ideais do Romantismo (iniciando assim esse novo movimento literário) por toda a Europa, cujas características principais eram a supervalorização do amor e idealização da mulher.

Sendo assim, em 1774, um jovem alemão de apenas vinte e cinco anos destacou-se ao publicar a obra que seria conhecida como a precursora do romantismo europeu. Seu nome era Johann Wolfgang von Goethe (1749 – 1832) e sua belíssima criação intitulada Os Sofrimentos do Jovem Werther.

Trata-se de um romance epistolar, uma coletânea de cartas que o protagonista por nome Werther envia para seu amigo e confidente Guilherme. Essas cartas irão retratar toda a frustração amorosa de Werther para com sua amada Carlota, culminando em um fim trágico. Sua narrativa é unilateral, um monólogo, visto que o leitor não tem acesso às respostas de Guilherme, embora esteja implícito que o mesmo se correspondia com Werther com frequência. Apenas no final que há uma interrupção do narrador para situar-nos do trágico destino de nosso protagonista.

Werther, inicialmente, viaja para uma pequena cidade a fim de cuidar dos negócios da família. Encantado com a natureza do lugar, suas primeiras cartas resumem-se ao vislumbre de sua nova moradia, as pessoas e ao clima amistoso e jovial da cidade. Tudo perde seu brilho, enfim, quando Werther conhece Carlota, uma jovem donzela já prometida em casamento para Alberto. O que era admiração virou paixão; o que era paixão tornou-se obcessão. Nosso protagonista não consegue pensar em mais nada, em mais ninguém. Tudo se resume a Carlota. Em suas cartas, outrora repleta de esperanças, alegrias e descobertas; Werther destila para seu amigo Guilherme toda sua angústia, tristeza e desilusão por não poder possuí-la. O que antes era primavera e verão, tornou-se outono e inverno. Não suportando ver sua amada nos braços de outro, Werther decide mudar-se temporariamente de cidade, mas, ao retornar, Carlota e Alberto já estão casados, fato que agrava mais ainda sua já fragilizada alma perdida.

Interessante observarmos que Alberto em momento algum assume o papel de vilão ou antagonista da história. O próprio Werther nutre por ele uma profunda e sincera admiração. O que notamos é um homem lutando contra os anseios de seu próprio coração enganoso. Um homem mergulhado em sentimentos e sensações contrárias à razão por cobiçar uma mulher casada e inacessível. Completamente egocêntrico, individualista e egoísta, Werther decide pôr fim ao seu sofrimento da pior – embora para ele, única – forma possível: tirando sua própria vida.

Quando de sua publicação, o romance tornou-se viral entre os jovens da época. Não era difícil encontrar pelas ruas homens vestidos tal qual Werther, mas, o que aparentemente era considerado apenas uma inocente admiração tornou-se caso de polícia quando foi constatado um crescente e considerável aumento das taxas de suicídios por toda Europa. Esses casos foram atribuídos à possível influência negativa do romance de Goethe nos jovens amantes do século XVIII (visto que os corpos eram encontrados com um exemplar do livro em seus bolsos), o que contribuiu para que sua obra prima fosse proibida em diversos países. Essa onda de suicídios recebeu o nome de Efeito-Werther.

Outra curiosidade que cerca tal obra é o forte indício de tratar-se de um romance autobiográfico. Tal como Werther, o jovem Goethe também apaixonou-se por uma mulher de nome Charlotte que estava prometida em casamento a um grande amigo seu. Ciente que não poderia concretizar seu sonho, ele decide mudar de cidade. Como se não bastasse, Goethe também possuía outro amigo, Karl Wilhelm Jerusalem que, também apaixonado por uma mulher casada, decidiu pôr fim a própria vida com um tiro fatal na cabeça. Mesmo discordando do destino de Werther, em alguns momentos nos identificamos com ele. Para que já viveu um grande amor, é fácil sentir empatia pelo nosso trágico personagem.

“Os Sofrimentos do Jovem Werther” é leitura obrigatória para aprendermos um pouco mais sobre esse importante movimento literário, o Romantismo. Finalmente, podemos resumir essa importante obra em uma célebre frase atribuída ao grande físico e filósofo francês Blaise Pascal: “O coração tem razões que a própria razão desconhece”.

site: https://garimpoliterario.wordpress.com/2016/09/04/resenha-os-sofrimentos-do-jovem-werther-goethe/
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