Os Sofrimentos do Jovem Werther

Os Sofrimentos do Jovem Werther Goethe




Resenhas - Os Sofrimentos do Jovem Werther


251 encontrados | exibindo 91 a 106
7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 |


Júlio 25/01/2016

Esse livro
Eu quase me matei lendo esse livro
comentários(0)comente



Fendrich 26/10/2015

Um altar para Werther
É curioso observar a transformação que se passa no coração de Werther na medida em que progride a sua veneração por Carlota. De repente, aquele rapaz, a quem bastava disposição de espírito para fruir os bens de Deus e suportar os maus dias, não encontra mais ao redor de si motivação para continuar vivendo. E passa a evocar, com saudade, aqueles tempos felizes em que, pacientemente, se confiava ao espírito divino e recebia de todo o coração, com um vivo reconhecimento, as delícias que o céu derramava sobre ele. Não percebe, no entanto, que a diferença reside na substituição do seu objeto de devoção.

De início, encontramos Werther extasiado diante de espetáculos da natureza, alguns bastante prosaicos, como a descoberta de diferentes espécies de plantazinhas rente ao chão, à beira de uma cascata, ou a sensação do formigar do pequeno universo dos insetos. Em tudo isso o jovem sentia “a presença do Todo-Poderoso que nos criou à sua imagem”. Depois da aparição de Carlota, no entanto, o sol, a lua, as estrelas e toda a natureza poderiam lhe aparecer, em todo o seu esplendor, que ele nem daria por isso: “Não sei mais se faz dia ou noite; o universo inteiro não mais existe para mim”. A partir de então, é por causa de Carlota que Werther vive, é a ela que ergue um altar: “Não posso dirigir minhas preces senão a ela”.

Não obstante a indiferença que passou a sentir diante daquilo que outrora lhe transbordava a alma, Werther irá se queixar ao próprio de Deus de ter-lhe voltado o rosto. E, embora afirme ter sede da sua presença, irá condicionar o seu louvor à felicidade de poder se casar com Carlota – se Deus lhe concedesse isso, sua vida seria “uma prece contínua”. Como o milagre não acontece, ele começa a cogitar que não faz parte dos “escolhidos”.

Também é interessante que Werther tivesse como um versículo de especial afeição aquele em que “o mestre da humanidade” coloca as crianças como o modelo a ser seguido. Afinal, o jovem gostava e lidava muito bem com elas. E considerava que devíamos proceder com as crianças da mesma forma que Deus procede conosco: “Nunca nos faz tão feliz como quando nos deixa ir ao acaso, na doce embriaguez de um engano”. É o autor deste mesmo pensamento que irá cobrar uma intervenção divina em seu caso – não quer ser deixado ao acaso em seu engano.

O versículo em que Jesus declara como merecedores do reino dos céus apenas aqueles que se fizerem como crianças também tem uma interpretação que não se limita à inocência ou ingenuidade típicas dessa idade, mas se estende à obediência que elas devem a seus pais. Werther, no entanto, afirma que só faz aquilo que o seu coração quer. Não parece disposto a fazer o que alguém de maior sabedoria lhe orientasse, talvez porque, nesse caso, precisasse abrir mão do objeto da sua adoração.

Santificando e ajoelhando-se diante de objetos que foram tocados por Carlota, impossibilitado de ver o desejo seu coração triunfar, Werther afunda no próprio desespero, do qual não sairá com vida. A sua morte também não é uma abdicação, apenas a esperança de revê-la em um futuro melhor – com a complacência de Deus. O que dá sentido à uma vida também é, afinal, o que dá sentido à sua morte.

site: http://deusnaliteratura.wordpress.com
comentários(0)comente



Mi 30/09/2015

Maravilhoso, romântico, trágico
Já fazia muito tempo que eu estava querendo ler esse livro e finalmente o li!
Trata-se de um romance epistolar, ou seja, contado por meio das cartas que Werther escreve a Wilhelm contando o que se passava com ele, de acordo com o lugar em que estava. Werther se apaixonou a primeira vista por Charlotte (Lotte), porém ela estava de casamento marcado com Albert. O amor de Werther é incondicional e parece aumentar mesmo depois que os noivos se casam. Ele mantém um relacionamento de amizade com Lotte e Albert, frequentando muito a casa deles, fazendo passeios juntos etc. Mas é claro, Werther queria ter Lotte só para ele... queria que ela fosse sua mulher apenas, mas aparentemente isso seria impossível. Então, Werther se afunda cada vez mais em sua tristeza e depressão por causa das situações frustrantes a que foi submetido. Percebe-se durante a leitura, que ele é burguês e é um pouco ''mimado'', até em relação aos próprios sentimentos. Mas eu, particularmente, me apaixonei pela sua devoção profunda por Lotte e pelas reflexões que ele faz acerca da vida no decorrer de suas cartas enviadas a Wilhelm. O final é bastante trágico e muita gente já o conhece antes de ler (eu mesma já sabia).
Eu amei esse livro! Foi uma leitura prazerosa, fácil e eu praticamente o devorei com muita vontade. Gosto de livros com esse estilo romântico exacerbado e com um pouco de tragédias. E como já disse, apaixonei-me pelas personagens e me identifiquei com alguns pensamentos de Werther. Acho que todo mundo já foi um pouco Werther na vida... eu, pelo menos, já senti sensações bem parecidas às dele! Recomendo!
Fábio 30/09/2015minha estante
É melancólico, vertiginosamente depressivo!


Emanuelle Najjar 01/10/2015minha estante
Tenho em casa e estou enrolando pra ler. Será que agora crio coragem?


Mi 01/10/2015minha estante
Sim. É muito melancólico! Acho que você vai gostar Emanuelle. Apesar de toda tristeza, não é um livro difícil e o fato de ser curto também ajuda a ficar melhor! rs ;D




Docinho 29/09/2015

Amar te ei até o fim de meus versus!!!
comentários(0)comente



Tauan 23/09/2015

O primeiro livro que leio do famoso escritor alemão foi também o primeiro de sua carreira.
A história, escrita de forma epistolar, é dividida em duas partes, na primeira, o protagonista, Werther, conta, por meio de suas cartas ao amigo Wilhelm, sobre uma viagem que está fazendo; ele se retirara do ambiente natal para viver em uma pequena vila campestre. Nesse lugar, ele conhece Charlotte, Lotte, por quem se apaixona, a despeito de ela ser noiva.
Na segunda parte, há também cartas à Lotte e intervenções do editor (algum amigo de Werther que, após a sua morte, se põe a reunir os fatos do livro), no sentido de especificar fatos que não ficam claros apenas pelas cartas, recorrendo a relatos de testemunhas e anotações particulares do protagonista.
Consta que a inspiração para a escrita foi a própria paixão de Goethe por Charlotte Buff, noiva de um amigo.
Também é sabido que a obra, fortemente psicológica, pois o personagem abre sua mente e seus infortúnios ao leitor, teve grande repercussão na Europa, elevando Werther a status de herói e influenciando outros em situação parecida à do personagem a também se suicidarem.
Apenas para finalizar, segue o trecho, essencialmente macabro, em que são descritos os momentos finais de Werther:
“Quando o médico chegou, o infeliz estava no chão. Não havia salvação para ele; embora o pulso ainda batesse, todos os membros estavam paralisados. Havia atirado na cabeça, acima do olho direito, e os miolos saltaram para fora [...] A mancha de sangue que se via no espaldar da poltrona indicou que Werther estava sentado à sua escrivaninha quando disparou a arma; que em seguida tombara e, debatendo-se na convulsão, rolara ao lado da cadeira. Estava estendido de costas, perto da janela, e não teve mais forças para fazer qualquer movimento.”
Mayane 23/09/2015minha estante
gosto muito das tuas resenhas :)


Tauan 24/09/2015minha estante
Obrigado!
No blog tem mais: pausaparaaleitura.blogspot.com.br




aarrgh 05/09/2015

Werther é um rapaz apaixonado. Depende do dinheiro da mãe, pois não trabalha, e gosta de dar uma ou outra moeda aos habitantes do vilarejo de Walheim com os quais simpatiza. Anda com um livro na mão, que lê e relê: A Odisseia de Homero. Entre suas paixões está desenhar, e principalmente admirar a natureza: Werther dá diversas descrições da magnífica paisagem ao redor da cidade, que, por sua vez, considera desagradável. Mas para Werther qualquer cidade pareceria desagradável comparável ao campo; ele se encanta com as pessoas simples, ao passo que desdenha da sociedade burguesa.

"[...] Se me perguntar como e a gente daqui, direi: como a de todo lugar. Coisa bem uniforme, a espécie humana. A maioria gasta grande parte do seu tempo trabalhando para viver, e o pouco tempo que lhe resta pesa-lhe de tal modo que procura todos os meios para desfazer-se desse tempo livre. Oh, o destino dos homens!

Mas é gente muito boa! Se alguma vez me esqueço de mim, se alguma vez experimento com eles os raros prazeres que ainda são concedidos aos homens, [...] isso produz em mim um efeito excelente, contanto que não me ponha a cismar que em meu ser existem muitas outras faculdades que podem se enfraquecer por falta de uso, e que devo ocultar cuidadosamente! Ah! Isso constrange o coração... E no entanto, ser incompreendido é o destino de muitos de nós."

Werther começa contando que está feliz por ter partido. Quer esquecer o que aconteceu, começar de novo. Uma moça que era apaixonada por ele alcançou um triste fim; Werther só tinha olhos para a irmã dela.

Os encantos de Walheim (entre eles uma gruta com a qual se admira, porque é onde, assim como antigamente, as moças da cidade vão buscar água, e conhecer seus maridos) parecem ter surtido efeito, pois ele quase não toca mais no assunto nas inúmeras cartas e bilhetes subsequentes que envia para Wilhem, o amigo com o qual se corresponde.

Então ele conhece Charlotte S. quando passam em sua casa para irem a um baile campestre organizado pelos jovens. Werther tem como par uma jovem bonita, "mas insignificante", que o alerta de antemão: "Você vai conhecer uma bela pessoa", mas "ela já está comprometida com um excelente rapaz, que se ausentou daqui para pôr em ordem seus negócios". Para Werther aquelas informações eram-lhe "absolutamente indiferentes", e é claro, ele se apaixona por Lotte.

Dançam durante a noite, conversam, e por todo o percurso de volta, conversam mais. Voltam a se ver no mesmo dia e aos poucos a relação deles vai se estreitando, a ponto de Werther mudar de casa para ficar mais perto de Lotte.

"Sim, querida Lotte, deixe tudo por minha conta: faça-me mais pedidos; dê-me esses encargos com mais frequência. Só lhe pediria uma coisa: nunca mais seque a tinta de seus bilhetes cobrindo-os com areia! O de hoje, levei-o vivamente aos lábios, e ainda agora a areia me range entre os dentes."

No entanto, Albert, o noivo de Lotte, retorna. A partir daí, as lamentações de Werther duram até o fim do livro. Ele decide partir novamente, mas protela e protela até que não aguenta mais. Deixa Lotte e Albert, que já estão casados, deixa Walheim, e aceita um emprego que lhe tinha sido oferecido a muito tempo, mas que relutava em aceitar.

Como seria a vida de Werther se ele tivesse continuado no emprego, suportado o chefe insuportável, tentado esquecer Lotte e seguido em frente? Talvez tivesse conhecido outra moça, talvez tivesse se casado, talvez fosse promovido, talvez voltasse a Walheim muito tempo depois e jantasse com Lotte e Albert e relembrasse os velhos tempos.

Mas ele deixa o emprego, e retorna pouco tempo depois, mesmo sabendo que Lotte nunca será sua, retorna para cumprir seu destino. Werther acredita que foi colocado no mundo para sofrer, mas admite que a causa de seu sofrimento vem de dentro de si.

Quando Os sofrimentos do jovem Werther saiu e se tornou um sucesso de vendas, diz-se que muitos jovens, inspirados pelo livro, além de tentar se vestir como Werther, também optaram pelo suicídio.

"Pergunta-me se deve enviar livros?... Em nome do céu, amigo, mantenha-os longe de mim! Não quero mais ser guiado, excitado, animado: meu coração já se agita o bastante por si mesmo."

É interessante pensar como os livros influenciavam os jovens naquela época, da mesma forma que hoje somos guiados pela indústria do entretenimento e pela mídia. As pessoas que dizem "esses jovens de hoje em dia" (alguém ainda fala assim?) diriam o mesmo dos jovens naquela época. O eterno conflito de gerações...

Mesmo que o enredo do livro esteja completamente disposto aqui, a leitura não vale a pena por conta da história em si, mas pelas reflexões que Werther faz em suas cartas (como a citação do início) sobre a vida em geral. Saber o enredo ajuda a perceber como Goethe colocou várias dicas sobre o que iria acontecer, seja pela história de personagens secundários, seja pela vida do próprio Werther. Será que chega o ponto em que já vimos de tudo o que poderia acontecer em nossas próprias vidas, e agora é só esperar para ver? Será que nossa vida é repleta de sombras (foreshadowing) do que está por vir? Pois assim Goethe construiu a vida de Werther: um ciclo; porém um ciclo que, no entanto, paradoxalmente, acabou chegando ao fim.


Mais um blog literário: treslendo.wordpress.com
(quem tem paciência para lê-los?)
comentários(0)comente



edmurhashi 07/08/2015

Clássico alemão
Werther é um jovem alemão de família rica que se apaixona por Carlota, uma linda mulher, já noiva de outro rapaz, Alberto. Durante sua jornada, Werther demonstra todo o descontrole de um homem cujo amor não é correspondido em cartas a seu amigo Guilherme.

O romance, um clássico de Goethe, é uma ótima leitura, que traz à tona a imaginação, já que boa parte dos termos utilizados e costumes descritos estarem ultrapassados, já que foi escrito no século XVIII.

Interessante notar como o livro influenciou diversos autores após sua publicação, inclusive o brasileiro Machado de Assis, sendo possível traçar um paralelo entre Werther e alguns personagens machadianos como Rubião.
comentários(0)comente



Luiz 06/08/2015

Axioma da paixão
Podemos sempre nos deparar com comentários negativos sobre o protagonista da obra, Werther. Até mesmo nós (os que nos apaixonamos pelo jovem personagem) tivemos nossas dúvidas em relação à veracidade do amor que Werther alega ter por Carlota. Mas a verdade é que, querendo ou não, gostando ou não, você que ainda não leu o livro, deve estar preparado para sorrir, sofrer e se exagerar juntamente com este jovem mauricinho, dramático, apreciador da natureza e de Homero.
comentários(0)comente



Felipe 27/07/2015

O mal do século
Já não é novidade a fama que o livro "Os sofrimentos do jovem Werther" carrega, o de ter sido a causa de uma onda de suicídios entre leitores fascinados pelo livro, e por que ? A história do livro se passa entre cartas do desesperado Werther a seu amigo, que vai das anotações tranquilas de um moço que está vivendo no campo, contemplações da natureza que o cerca, devaneios solitários sobre o mundo, até o encantamento por uma jovem que está noiva, contudo a relação entre os dois vais se estreitando a cada dia. Werther é uma espécie de jovem que apenas busca um lugar nesse vasto mundo até resolve se afastar desse amor impossível, mas não encontra seu lugar no mundo e talvez não encontrará e nenhum outro. Um livro muito bom e desaconselhável para que está triste.
comentários(0)comente



Daiane 02/07/2015

Catarse total!
O que dizer de Werther? Um indivíduo sensível que se deixa tomar por um amor irrefreável. Particularmente eu o admiro muito; é perspicaz, culto, apreciador da natureza e das coisas mais simples presentes na mesma. Já li diversas opiniões acerca da personalidade de Werther e muitas delas falam que o moço era egoísta... eu discordo totalmente disso! O que nutriu ainda mais a minha afeição pelo personagem é o seu gosto (no começo do livro, quando ele ainda era feliz!) pelas crianças. Achei admirável, por exemplo, a parte do livro que cita as esmolas semanais dadas aos necessitados (tal citação está presente nas últimas páginas). Ele era uma boa pessoa, diferente da maioria fútil presente na sociedade da época (inclusive em alguns trechos Werther critica duramente essa maioria).
Penso que ele tinha tudo para deixar a tristeza, só bastava esforço... Mas, pelo caráter Romântico da obra, o final se fez trágico. Aqui vão minhas sutis considerações sobre tal momento: Werther não merecia tão melancólico desfecho, mesmo a desgraça ocorrendo com o consentimento do próprio jovem. Fiquei surpresa ao ler o final, pois ele, com seu ato suicida, não obteve uma morte instantânea! As detalhadas descrições do momento me fizeram pensar no porquê de tudo aquilo...pobre rapaz! O fim demorou a chegar, e penso no sofrimento físico que o disparo causou a ele. Enfim, Werther escolheu seu destino, e lamento muito pela escolha triste e infeliz!
Profundo, simplesmente. Uma obra clássica, capaz de tocar o âmago do ser daqueles que, como Werther, são sensíveis. Amantes. Humanos.
Uma belíssima obra... Goethe a fez com maestria.
comentários(0)comente



Gabi Miragaia 29/06/2015

Os sofrimentos do Jovem Werther por Gabriela Lubascher Miragaia
“Os Sofrimenos do Jovem Werther” do Goethe, li em março desse ano e ainda estou tentando me recuperar. Foi tão intenso que só estou escrevendo sobre a minha experiência agora, depois de quase três meses. O livro é o marco inicial do romantismo, é uma das primeiras obras do autor e tem tom autobiográfico (triste saber isso!) ainda que ele tenha tomado o cuidado em trocar os nomes dos lugares e abreviar os nomes das pessoas envolvidas (colocando as vezes só a letra inicial).

No livro, o jovem Werther envia cartas ao seu amigo Wilhelm (Guilherme) falando sobre seu amor profundo e tempestuoso pela Charlotte. Tipo vida real mesmo, quando você se apaixona por alguém e fica mandando whatsapp para as suas amigas falando o quanto ele é lindo, e legal, e inteligente, e simpático e quantos filhos vocês pretendem ter. Talvez justamente por ser tão realista é que o livro é tão profundo. Mexe lá no interior, bem fundo. Dói. Mas é lindo. Na época em que o livro foi escrito (1774) ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios de tão profundo que Goethe fora em suas palavras.

O livro é um clássico, é a marca inicial do romantismo e a história é intensa e desesperadora. Mexe, bem fundo. Preciso falar mais? Vai ler!

site: https://www.facebook.com/ameninaquesentialivros/photos/pb.1623416624544130.-2207520000.1435601681./1641525412733251/?type=3&theater
comentários(0)comente



Joaquim 28/06/2015

Ambíguo
Para os espíritos apaixonados, é uma leitura melancolicamente impactante.

Porém, para aqueles que não nutrem nenhum amor no momento em que leem, é um alerta dos males que podem ser evitados se não se apaixonar.

Recomendo apenas para os fortes.
comentários(0)comente



GH 08/06/2015

Ei, amigo!

''I'm fucked up
Homie you fucked up..''

Engraçado. Independente da época, dos costumes, das diversas gerações, culturas e tradições os problemas são os mesmos, se repetem numa frequência absurda. Esse livro parece contar, ao menos em alguma época, a sua, a minha e a história de muitos que virão, a seguir, lê-la. Mas o incrível é como o autor conseguiu conduzi-la, cirúrgica e poeticamente com um lirismo lindo, fantástico. Escreveu com amor e sangue.
Escreveu com sua mais pura inquietação, seu sufoco, sua falência de forças e sentidos.
Como alguém de bom coração, alguém que desfrutava da vida, das pessoas, da natureza, da poesia, dos livros, da arte em geral, pode, em pouco tempo, se entediar, digamos assim, se afastar, se esfriar, por causa de uma pessoa, que, ao mesmo tempo, o mostrou um mundo mais belo do que, aos olhos dele, o mundo já era. Essa faca de dois gumes é impiedosa e nojenta. O amor é algo, sei lá... escroto.

''Ela não vê, não sente que está preparando um veneno que vai aniquilar a ambos; e vou saborear com volúpia a taça em que ela me oferecer a ruína.
De que me serve o ar de bondade com que quase sempre me olha... quase sempre?...''
comentários(0)comente



Rafa 25/04/2015

O amor é perigoso
Os Sofrimentos do Jovem Werther é um romance epistolar(através de cartas) de 1774.
O tema do livro é a paixão, mas não a paixão do whatshaap, do facebook, do mundo virtual, nem com a paixão comportada que condiz com os padrões daquela época. É uma paixão que toma conta de sua cabeça e do seu coração, sendo o amor uma palavra que a ciência não sabe explicar apenas em seu sentido restrito, por se tratar de um assunto irracional. Um amor não correspondido pode ser o fim de um homem.

A obra é uma verdadeira expressão de sua época, pela força poética de sua linguagem e por captar a necessidade de transcendência que agitava então os espíritos juvenis, razão pela qual ela passou a servir de referência comportamental para quase toda a juventude européia. A roupa de Werther - casaca azul, colete e calções amarelos - tornou-se praticamente moda entre os jovens. O próprio Napoleão confessou a Goethe em 1808 que havia lido o livro sete vezes.
O sucesso do livro em epígrafe tornou-se referência, muitos jovens leitores associaram o enredo às suas paixões gerando uma onda de suicídios em toda a Europa.

" Por que o que faz o homem feliz pode tornar a fonte de sua dor? "
Keylla 24/05/2015minha estante
Li esse livro quando tinha 15 anos e talvez me faltou maturidade na época (e experiência pessoal). Merece uma releitura agora nessa fase mais madura da vida. Gostei da resenha!


Rafa 24/05/2015minha estante
Olá Keylla, recomendo a leitura, apesar de deixar um sentimento de aperto no coração. Mal consigo imaginar a senhorita lendo esse livro com 15 anos!




Eric 02/04/2015

Um dos maiores romances românticos da história da Literatura, Os Sofrimentos do Jovem Wherther, veio pra fazer todos se derreterem pelas lindas palavras do magnífico Goethe.
O romance conta a história da paixão de Wherther por uma mulher casada chamada Carlota. O amor impossível de se realizar leva o jovem a retratar suas mágoas em cartas para seu amigo Guilherme, de forma bem sentimental, onde leva os leitores a se adentrem em uma melancólica e trágica história de amor com uma intensidade jamais vista.
Confesso que não sou muito fã dos livros do Romantismo, pois acho asquerosamente melosos, e histórias de amor desta índole perde todo o encanto pra mim. Mas, com Os Sofrimentos do Jovem Wherther, a coisa foi diferente, eu gostei bastante, por mais que o livro seja fino demorei uma semana pra ler, pq tinha partes que estavam mto melosas, mesmo assim eu encarei e fui em frente com a leitura, resultado foi que este é o primeiro livro do período Romantismo que adorei.
A obra teve várias influências em sua época para os jovens garotos que vivam os infortúnios amorosos, levando-os ao destino suícida.
Goethe escreve maravilhosamente bem, ele consegue mexer com os mais profundos sentimentos do leitor e o leva a se afogar em litros de lágrimas com desfecho desta linda história.
Recomendo a leitura do livro Os Sofrimentos do Jovem Wherther. Para quem ama uma boa história de amor, a obra é uma forte escolha.
comentários(0)comente



251 encontrados | exibindo 91 a 106
7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 |