Os Sofrimentos do Jovem Werther

Os Sofrimentos do Jovem Werther Goethe




Resenhas - Os Sofrimentos do Jovem Werther


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Yago 04/04/2010

Os sofrimentos do jovem Werther.
Um ano e sete meses. Esse é o tempo da vida de Werther que acompanhamos através de suas cartas destinadas a seu cara amigo Wilheim. Carregadas de alegrias, remorsos, confusões e divagações que só um espírito apaixonado pode fazer, elas se constituem o apaixonado relato do amor proibido entre Werther pela bela e comprometida Lotte.
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Acompanhamos, no livro, toda a mudança sofrida no protagonista ao conhecer sua amada. A obra começa com uma carta bastante animadora do jovem, contando a felicidade que os ares campestres lhe causaram. Mas sua paixão é tão forte que o faz se mudar, e forte o suficiente para lhe fazer voltar, ainda que seu amor se mostre cada vez mais impossível.
E assim vemos a história de um animado jovem idealista que se transforma num ressentido homem com um desesperado e tocante final.
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Todos que já se apaixonaram deveriam lê-lo; ainda que a história não seja a mesma, e o final muito menos, quem já não foi o jovem Werther por alguns momentos?
Mary 06/10/2011minha estante
Muito bom.


Claudair Jaines 13/04/2013minha estante
Muito bem. Eu mesmo, já fui assim como Werther. Muito complicado :~


Erika Lina 03/10/2014minha estante
Gostei muito da resenha... Eu sofri junto com o Werther.


Danilo 31/05/2015minha estante
Nossa época não tem parâmetros nem referências para analisar o sofrimento de Werther. Em época do "amor sensual", o amor deste pobre jovem reverbera muita estranheza.


Nando 17/09/2015minha estante
É o melhor livro que li.


Christina.Lima 25/07/2016minha estante
Para os romanticos. Não sou muito do q ler sobre amor, mas achei interessante. Muito drama pra mim.


Bruna 26/07/2019minha estante
Esse livro é sem sombra de dúvida o meu favorito!!
A primeira vez que o li tinha uns 12/13 anos, e desde então sou apaixonada




E. Dantas 19/05/2010

FORMIDÁVEL
ok, vamos lá:

Ele é um clássico.

Escrito por um cara de nome Goethe, que se pronuncia "Guete", assim mesmo, igual o final de foguete.

Ele fala de um rapaz-miserável-coitadíssimo-massacrado-flagelado-acachapado-coco-do-cavalo-do-bandido-dilacerado pelo amor, o jovem Werther ( essa pronúncia eu não faço idéia, deve ser como o salão de cabelereiros "Werner" só que com "t" no lugar do "n")

E eis o que o livro é: Só isso.

Só isso?

Só isso.

Tenho dado atenção aos clássicos, graças a essa idéia da abril de lança-los nas bancas por 15 reais, e foi assim que esse livro, até então chaaato, caiu em minhas mãos.

O tal jovem Werther passa o livro inteiro mandando cartas a um amigo para dizer o quanto Lotte ( sua musa ) é incrível, belissíma, extraordinária, maravilhosa, fantástica e que ele a ama em todas as proporções. Ele ama o nariz dela, ele ama o jeito dela, ele ama a remela dela, ele ama amar ela, ele é chato pra caralho.

Mas...( sempre rola o mas ) ao quase desistir de continuar lendo o sofrimento do Jovem, um lampejo me veio a mente.


"O esquisofrênico Werther e suas cartas estão contando como nasce um psicopata!" (psicopata e esquisofrênico...é...imagine.)


Minha leitura mudou completamente e comecei a ver a estória com outros olhos...nasceu pra mim um Werther meio Kathy Bates em "louca obssessão" e então, devo admitir que o livro passou a ser mais que um simples romance...virou um objeto de estudo. É impressionante a evolução doentia que o Brother Guête conseguiu expressar nesse clássico, de maneira sutil. O livro é, no real sentido da palavra, Formidável e ponto.

Vale a pena.

Beijos e inté!
Babs 19/10/2011minha estante
auto-flagelação é diferente de platonismo, neoplatonismo e afins.


LMG 01/12/2011minha estante
Ainda to na parte "chata" e to adorando, imagina a parte "formidável" então.


gabriella 22/07/2013minha estante


Erika Lina 03/10/2014minha estante
Divertida a sua resenha!


Adriana 05/02/2016minha estante
Ri alto com a parte "ele é chato pra caralho", devo concordar ele é chato. Agora falando da obra realmente espetacular!


Dany 27/02/2016minha estante
"Ele ama a remela dela" ri muito, mas é verdade, ele ama mesmo. kkkkkkkkkk




Bruno 13/10/2011

Não vou ficar aqui fazendo análises psicológicas sobre o Werther, tampouco ficar descrevendo as características românticas do livro.

Vou ser breve em minhas palavras.
A obra é extremamente intensa, Werther entope suas palavras de sentimentos. Ele te leva ao fundo do poço de sua existência, e ainda te obriga a cavar mais.

Recomendo.

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Caroline 20/06/2014

O pai de todos que, um dia, se apaixonaram perdidamente!


O que dizer de Os Sofrimentos do Jovem Werther? Por que eu não o li antes?! Por que estudamos o romantismo europeu nas aulas de literatura e esse livro não nos é passado como leitura obrigatória para entender o movimento?! Esse livro é fantástico, um clássico escrito há cerca de dois séculos e meio, e que continua atual.

Comecei a leitura e, depois de poucas páginas, parei. Para continuar eu precisava entender o contexto histórico em que ele havia sido escrito, afinal não podemos analisar os clássicos como se fossem estórias escritas por um qualquer no presente. Pensando nisso, pergunto-me se quem o classifica com uma ou duas estrelas tem consciência do que está fazendo. Certamente, não! Comentários como "queria que acabasse logo" ou "Werther é muito chato, queria que morresse" são tão tolos, insipientes e rasos que me faz pensar se essas criaturas sabiam a preciosidade que tinham em mãos ou, ao menos, o século em que fora escrito. Creio que não. Mas, bem, voltemos ao contexto.

À época em que Goethe escreveu Os Sofrimentos... a Europa estava tomada pelo Iluminismo e pelo Racionalismo, que viam na ciência e na razão a resposta para tudo. Goethe vai de encontro a esses ideais ao escrever uma história em que o sentimentalismo, a emoção e o culto ao amor ocupam completamente o lugar da razão. Critica fortemente a aristocracia e, assim, associa-se a movimentos como a Revolução Industrial e a Revolução Francesa, que consolidariam a burguesia na sociedade europeia.

Goethe foi pioneiro e Os Sofrimentos do Jovem Werther é considerado o marco inicial do Romantismo na literatura europeia, rompendo com os padrões clássicos. É considerado o primeiro best-seller europeu e influenciou toda uma geração, que passou a vestir-se e a comportar-se como Werther. Foi tão importante que Napoleão confessou a Goethe que o havia lido sete vezes. Até hoje está na lista dos cem livros mais lidos da história. Precisa de mais algum incentivo para lê-lo?

Os Sofrimentos do Jovem Werther é um romance epistolar e tem caráter autobiográfico, porém com final, nomes e locais alterados. No livro, o jovem Werther envia cartas para o amigo Wilhelm, o narrador criado por Goethe, e conta-lhe tudo o que sente.

A princípio vemos um Werther encantado com o ar bucólico do lugar e com as pessoas que o cercam. Vemos um Werther extasiado conhecer Carlota e apaixonar-se perdidamente por ela, que já estava prometida a Alberto, seu noivo. Dá-se início, então, a uma paixão desmedida, desenfreada, tempestuosa, mas proibida, inalcançável. A emoção, a supervalorização do amor, a idealização da mulher e o sentimentalismo exacerbado são expressos em cada linha desse triângulo amoroso. E, pouco a pouco, vemos Werther destruir-se, sangrar de amor, sofrer por sua pura e inatingível Carlota.

"Às vezes não compreendo como outro possa amá-la, tenha o direito de amá-la, quando eu, somente eu a amo, com tanta ternura, tão profundamente, não pensando em outra coisa, querendo apenas esse amor, e não possuindo nada além dela."

A vontade que eu tinha era de marcar cada parágrafo desse livro. São tantas citações que merecem destaque, tantas verdades, tantas percepções acerca do ser humano e da sociedade que, mesmo escritas em 1774, continuam atuais.

"Tudo no mundo acaba por dar nas mesmas ninharias; e aquele que, para agradar aos outros, e não por paixão ou necessidade íntima, esfalfar-se para ganhar dinheiro, honrarias ou algo semelhante, este sempre será tolo."

Completamente atemporal, esse livro me encantou e me fez lembrar-me da minha adolescência. É fácil identificar-se com o jovem Werther, pois todos nós já fomos, um dia, um pouco dele. Ou seremos! E que triste aquele que nunca o foi, que nunca amou sem medida, que nunca sofreu, que nunca exagerou um sentimento ou verteu uma lágrima de paixão.

"Por que é que aquilo que faz a felicidade do homem acaba sendo, igualmente, a fonte de suas desgraças?"

Quero reler esse livro outras tantas vezes, muito mais que Napoleão! Quero recomendá-lo sempre que puder! Leitura deliciosa, apesar de seu tom melancólico em demasia, e uma escrita de encher os olhos, de fazer parar para suspirar! Atentem-se ao contexto histórico e leiam-no!!!


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Favorito


"Ah, como estremeço quando o meu dedo toca por acaso no seu, quando nossos pés se encontram embaixo da mesa! Recolho-me como que tocado pelo fogo, e uma força secreta impele-me de novo para frente - uma vertigem apodera-se de todos os meus sentidos. E sua inocência, sua alma pura não pressente o quanto essas pequenas familiaridades me afligem. E quando então, durante a conversa, ela pousa a mão sobre a minha, e, em meio a uma discussão animada, aproxima-se tanto de mim que seu hálito celestial roça os meus lábios: nestes momentos sinto-me desfalecer, como que atingido por um raio. E, Wilhelm, este céu, esta confiança, jamais eu ousaria...! - compreendes o que quero dizer. Não, meu coração não é assim tão devasso! Fraco, sim, muito fraco! E isto não é ser devasso!"

"Queria que alguém ousasse repetir-me tudo isso para atravessar-lhe a minha espada de lado a lado, - porque só o sangue poderá acalmar-me. Oh! Cem vezes já peguei do punhal para livrar meu coração do peso que o esmaga"

"E esta miséria enorme, o tédio entre essa gente torpe que aqui se reúne! Essa concorrência e o modo como ficam atentos, um procurando obter vantagem sobre o outro; vejo as paixões mais mesquinhas, mais miseráveis, sem nenhum pejo. Assim, por exemplo, há por aqui uma senhora que tanto fala da sua nobreza e das suas terras que pessoas de fora necessariamente haverão de pensar: eis aí uma tola que se vangloria de sua origem nobre e da fama de suas propriedades. A verdade, porém, é outra: a mulher é aqui da vizinhança, filha do tabelião. Vês, não posso compreender a raça humana, tão inconsciente, a ponto de prostituir-se de maneira tão baixa."
Caroline 22/06/2014minha estante
Obrigada, Gleidson! Livro fantástico!!!


Mariana 16/07/2014minha estante
Parabéns pela bela resenha!


Sarah 19/07/2014minha estante
Adorei este livro. Pareceu que o já havia lido em tantos outros livros, em tantas poesias. Realmente adorei. Muito boa sua resenha. Obrigada por postá-la.


Caroline 20/07/2014minha estante
Obrigada, Sarah e Mariana!
Sarah, isso mesmo, certamente ele inspirou milhares de autores, não é? Também senti isso!
Bjs




Iananda Barone 21/01/2011

Uma leitura fascinante!
Particularmente, sempre houve uma grande curiosidade minha em relação a esse livro. O que sempre me intrigou foi que, em meus tempos de escola, minha professora de Literatura me contou sobre o 'mistério' que havia em relação a esse livro, já que muitas pessoas que se suicidaram, na época do Romantismo, levavam consigo a edição de bolso do mesmo.

Para quem não sabe, ele é considerado o marco inicial do romantismo, além de um clássico da literatua mundial.
Em minha opinião, não poderia ser menos do que isso.

Na obra-prima de Goethe, o jovem Werther, por motivos de trabalho, está longe de sua família e amigos, mas comunica-se com Whilhelm através de cartas nas quais narra sua história de paixão e tragédia com a jovem Lotte.

Desde o início ele soube que sua amada estava prometida a um noivo: Albert, homem cujo qual Werther adquiriu grande admiração e amizade desde sua apresentação.

Mas o tempo é um martírio para as almas envoltas pela paixão. Com o convívio diário, Werther apaixonava-se cada vez mais. Passeios no campo, longas conversas, poemas, todos momentos que contribuiram para fazer com que esquecesse do mundo todo e só visse importância em Lotte.

Por vezes, tentou afastar esse pensamento, sabia que nunca poderia tê-la para si, mas a certeza cega de que ela também o amava fez com que retornasse para, mortalmente, ser atingido pela paixão.

Com o casamento entre Albert e Lotte, Werther cada vez mais pensava na impossibilidade de seguir sua vida, de viver sem Lotte, de viver simplesmente.

Em uma última noite, houve um beijo. O mais sublime e apaixonado beijo da história da literatura, Lotte sabia que amava Werther, mas também sabia que este amor era impossível. Assim, ela pediu para nunca mais vê-lo e ele assentiu.

Naquela mesma noite o jovem mandou seu criado pedir as pistolas de Albert emprestadas, alegando que ia viajar e precisava de proteção, elas vieram das mãos da própria esposa.

No dia seguinte, Werther foi encontrado morto em seu quarto, com um tiro acima do olho direito. Todas as suas cartas a Lotte estão transcritas no livro.

Algumas frases que me apaixonei do livro:

"E, assim, quaisquer que sejam os obstáculos que entravem seus passos, guarda sempre no coração o doce sentimento de que é livre e poderá, quando quiser, sair da sua prisão."

"A vida humana não passa de um sonho."

"Por que é que aquilo que faz a felicidade do homem acaba sendo, igualmente, a fonte de suas desgraças?"

"Pobre homem insensato, que julgas todas as coisas pequenas, por que és, também, tão pequeno?"

"Rio-me do meu coração ... e só faço o que Ele quer."

Entre muitas outras!
Recomendado!
Darlene_Poetisa 13/04/2014minha estante
Há alguns anos li este livro. Tenho poucas lembranças da história em si, e pretendo reler em breve. Um fato engraçado marcou essa leitura, entretanto: eu estava no pré-vestibular e o professor de literatura disse que nós não deveríamos ler esta obra por ser muito deprimente. Foi o que bastou para eu procurar e ler, em menos de três dias. Adorei a forma como é escrito, intenso, sentimentos vindos do âmago.




Draconian 11/10/2009

Um livro maravilhoso! - NÃO CONSIGO aceitar isso, mesmo não tendo razões para tal...
1)O QUE ACHEI DO LIVRO

Um livro extraordinariamente bom.

Werther NÃO é um livro bobo, vazio, raso ou vil, ao contrário àqueles que procuram "algo a mais" não irão se decepcionar. Em Werther está presente todo um pensamento que mais tarde influenciaria e muito a geração romântica:

Valor histórico:
- A concepção do gênio, o desprezo pelas regras e uma clara afronta (logo no começo do livro) ao modelo clássico de arte;
- Críticas à sociedade da época, mais especificamente à nobreza alemã, traço característico do movimento Sturm und Drang no qual Goethe foi um dos principais expoentes;

Valor estético/forma:
A escrita não deixa nada a desejar.
- O aproveitamento do monólogo epistolar, por exemplo, só tem a acrescentar à obra como um todo;
- As descrições de situação foram feitas de tal modo que permite ao leitor visualizar a cena e as descrições de emoções de alegria e desespero são excelentes (de cara, lembro-me do "Como ansiamos por um olhar").

2)DILEMA

Como podem ver, sou forçado a reconhecer as inúmeras qualidades do romance, mesmo não estando nem perto de ser um dos meus favoritos.

Sinceramente não sei porque tenho a sensação de que o livro não é lá grande coisa, não tenho razões para afirmar isso, mesmo assim esta é a impressão que tenho. O que piora ainda mais esta situação contraditória, esta luta interior é o quanto este livro significou para mim.

O que aprendi com Werther:
http://dullandtottery.wordpress.com/2009/08/10/um-pouco-sobre-arte/
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Mandark 22/06/2009

Indentificação total... rs
Na época em que li esse livro me identifiquei tanto que chegei a usar Werther como nick em alguns lugares. Mas essa atitude foi vista como 'depressiva' por alguns que idiotamente lembram apenas do desfecho do livro e não levam em conta toda a obra que me fascina até hoje! Deixei de me identificar como Werther, mas nunca deixei de encarar o temperamento do jovem Wether como um reflexo do meu próprio. Belíssima obra!
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rawel 27/04/2010minha estante
concordo totalmente! :)




Fulana Leitora 23/04/2013

Resenha feita por Kezia Martins no blog Fulana Leitora: http://fulanaleitora.blogspot.com.br/2012/11/resenha-os-sofrimentos-do-jovem-werther.html
Como descrever esse livro? Só o que me vem à cabeça é: Tocante!

Werther é um jovem vivaz e intenso, cheio de complexidades e paixões. Ah, as paixões de Werther. É o que move seu mundo, a complexidade do ser, suas dúvidas e anseios. Werther procura, incessantemente, por sentido. O sentido da vida, do ser, do existir, do amar. Tudo, por mais banal e simplório que seja, para ele, é um mistério. Ele busca um “algo a mais” em qualquer palavra, ato ou gesto.

“São ilusões o que nos faz felizes?”

Ao ler eu não pude deixar de comparar Werther a uma criança. Sabe aquela fase, por volta dos 5 anos, que a criança quer um “por que” para tudo? Esse é o Werther. Para ele nada simplesmente é, tudo tem um motivo e um propósito, e ele tenta desvendar esses mistérios.
Seu amor por Carlota, tão puro e verdadeiro, é de fazer inveja em qualquer mulher que sonha em ser amada. Werther coloca Carlota em um pedestal e a idolatra. Mas, tal sentimento não pode ser correspondido, pois Carlota está comprometida.

Durante a leitura acompanhamos as numerosas cartas de Werther ao seu grande amigo e confidente, Guilherme. Cartas nas quais ele derrama todo o seu ser e seu martírio, todo seu amor por Carlota que é sua fonte de alegria e tormento. No final só posso dizer que Werther procura por seu sofrimento. Não por querer, mas por que é assim que ele é. Sua mania de procurar sentido em tudo é o que acaba com o sentido de sua vida.
Não vou me atrever a falar sobre o final, tem coisas que nem todas as palavras do mundo podem expressar. Só digo que chorei e chorei e chorei e chorei.
Leia, sinta a intensidade de Werther, e partilhe de seus sofrimentos. Seja, por algumas horas, seu ombro amigo e escute suas lamúrias. Você irá se surpreender.

"A vida humana não passa de um sonho."
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maria 22/10/2009

Triste
Um livro bem triste, um final ainda mais triste...
Me faz aprender muito sobre o amor.. e as opções que fazemos em seu nome.
Obrigatorio. é classico !
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Mandark 16/11/2009minha estante
Um dos meus blivros favoritos! Belo e triste!




Olgashion 17/11/2009

É um excelente livro do romantismo. Mas, pra atualidade, meu Deus, que cara chaaaaaaaato. Werther, vire homem!!! =D Achei melancólico demais, o cara é egoísta, enfim, não gostei.
Michely Looz 29/06/2010minha estante
Geralmente quando passamos a nos aventurar pelas prateleiras la do fundo da biblioteca, temos de estar preparados para as traças... Abrir um clássico não só é algo diferente do que vivemos atualmente, é algo que merece que se volte de certa forma ao tempo dele. Os sentimentos que habitam o coração do jovem Werther com certeza fazem parte da "atualidade".... Só que a 'atualidade' não sabe o que significa Virar Homem.
Vale a pena pensar nisso.... ;)


Lucas 30/01/2013minha estante
Respeito o autor pelo valor histórico dele. Mas os românticos são realmente nauseantes, o cara não tem nenhuma atitude o tempo todo! a única coisa real que ele fala é sobre suicídio, o resto é só pudor e moralismo entediante, quanta baboseira!


Soulaf 05/12/2017minha estante
HAHAHAHHA morrendo com esse comentário!

Olha, é um livro muito bem escrito, com um formato interessante, numa época muito distante (século XVIII) e com ideias progessistas, faz uma crítica principalmente à burguesia, e vale a leitura, ainda mais por ser tão curtinho. Agora, que o Werther é chato ele é. Muito. Acho interessante de um ponto de vista psicológico esse exagero dele, mas é característico do movimento literário em que o livro faz parte. ENFIM. Quero ler Fausto agora. Espero gostar mais!

E não critiquem os românticos!! Orgulho e Preconceito tá aí pra mostrar que um livro romântico pode ser engraçado e dinâmico.




Leonardo 17/08/2012

Neste romance de Goethe há sobretudo a valorização do “eu” por parte do personagem Werther.

Werther é um jovem pintor, sensível aos outros e à natureza. É tão sensível que chega a ter uma mente perturbada e atormentada com as questões as quais não há resposta. Ao longo de todo o romance apresenta um perfil suicida, pois a seu entender, através da morte o corpo e a alma encontram descanso.

Há a valorização da natureza até ao menor ser vivo. Esta valorização é tão intensa que Werther chega a sofrer ao pensar que um simples passeio no campo provocará a morte dos menores seres vivos existentes na terra, onde ele pisará.

Abomina a diferença entre as classes embora reconheça que é uma diferença necessária (um pouco paradoxal), condena as “paixões mais miseráveis” que se traduzem na mentira e no querer apresentar à sociedade uma imagem que não existe. Defende ainda que o homem deve sempre apresentar felicidade perante o outro. Primeiro para que não provoque no seu semelhante o mesmo tipo de sentimentos e segundo para guardar “reservas” necessárias para lidar com os futuros problemas da vida. No entanto e ao longo do romance Werther prova não ser capaz de colocar em prática o que defende. Pois quando experimenta a infelicidade não será capaz de disfarçar perante o outro.

Werther se apaixona por Charlotte mesmo sabendo que ela é comprometida. Com ela, o seu ser se completa e por ela sofre de forma atroz. Para ele, ela é um anjo, a personificação da bondade. Sendo assim, Werther “ama” tudo o que a rodeia, a natureza, os irmãos e até o próprio noivo. Os sentimentos são valorizados acima de tudo na vida.

À medida que vamos lendo, sentimos um tom crescente na história que culmina com a libertação de Werther.

Uma obra excelente, uma leitura que aconselho!
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Lavínia 27/03/2013

"A natureza humana é limitada: ela suporta a alegria, a tristeza, a dor, até certo ponto; se o ultrapassar, irá sucumbir."
Um livro que faz jus a sua época. Repleto de Segunda Geração Romântica em cada página. Goethe conseguiu fazer com que Werther fosse um dos mais cativantes personagens das obras literárias com as quais já tive contato. E com que Charlotte parecesse mesmo a mulher que qualquer um deseja. Apesar de a colocar um único defeito: pertencer a outro homem, a não a Werther.
Descrito através de cartas, o amor de Werther nasce e mata.
Werther já se apaixona por Charlotte sabendo que a mesma é prometida a Albert. Sabendo que mesmo que se for algum dia correspondido, nunca terá Charlotte como deseja.
Sufocado pela dor desse amor impossível, Werther sofre ao ver Charlotte se casar com Albert. Werther sofre ao acreditar que Charlotte o ama, quando é beijado pela mesma, momentos antes de Charlotte dizer que nunca mais desejava vê-lo. Charlotte também sofre, ao amar Werther e saber que vive um amor impossível.
Werther então, parte. E com o passar do tempo, resolve suicidar-se. Goethe ainda resolve ser irônico ao ponto de fazer com que Werther peça as pistolas a Albert, com a desculpa de que irá viajar e precisa de proteção. E Charlotte envia para Werther as armas que matarão seu amado.
A morte de Werther representa a pior face do amor. Representa os estragos que o amor é capaz de fazer em alguém. E Werther deixa claro isso no decorrer do livro, fazendo suas reflexões sobre o espírito humano e sobre seus sentimentos, enquanto explicitava o estrago que esse amor estava fazendo em seu ser.

Os Sofrimentos do Jovem Werther, na época de sua publicação na Europa, teve uma influência tremenda em jovens. Jovens começaram a se vestir como Werther, e até mesmo se suicidavam, dando assim início a uma onda de suicídio. Por esse motivo, alguns governos tentaram impedir a circulação da obra.
Isso nos mostra o quão impactante o livro é. O quão impactante a literatura pode ser em nossa sociedade.
Sem dúvidas, Os Sofrimentos do Jovem Werther foi um dos (se não o maior) marcos da escola literária Romantismo. E continua marcando vidas até hoje. Um dos maiores legados da literatura europeia.
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Andre 26/08/2009

Werther e seus sofrimentos
Todos conhecem Goethe por causa de "Fausto", sua obra-prima, que também li. Este é um ótimo livro, mesmo que muito complexo. Em "Werther", Goethe preferiu fazer uma narrativa não a partir de poemas, mas sim de cartas. Algo incomum, não? Ao perceber que o livro era assim, fiquei com aquela sensação de que seria chato. Mas acabou não sendo assim.

O livro conta a história de um rapaz que se apaixona perdidamente por uma mulher, Carlota. Até aí tudo bem, pois todos se apaixonam. O único e grave problema é que esta é prometida a Alberto, com quem acaba se casando.

Mesmo com essa união, Werther não consegue se libertar de seu amor por Carlota. Ele tenta esquecê-la, se empregando na área judiciária. Acaba não se dando bem com os superiores e se demite de lá para voltar ao lugar onde morava e reencontrar seu grande amor.

Com o passar do tempo, seu amor por ela vai se tornando doentio. Ele toca várias vezes na possibilidade de se matar. Ela também o ama, de certa forma. Prova disso é o beijo trocado pelos dois já no final do livro. Isso faz com que Werther mantenha a ideia de se suicidar e acaba dando cabo disso.

Deixando a história de lado, percebe-se aqui um Goethe pessimista e melancólico, assim como em "Fausto". Quando lê-se esse livro, não há esperanças de que Werther consiga se casar com Carlota e realizar o desejo de sua vida. Pelo menos foi isso o que senti.

Certas partes foram muito tocantes. Penso que nunca li uma história em que um personagem era tão apaixonado por outro. Ela era literalmente sua vida, e sem ela, ele não era nada.

Ás vezes eu pensava: existem tantas mulheres no mundo e ele está sofrendo apenas por uma? Deve-se lembrar que isso é literatura, e mesmo na vida real, muitas pessoas matam outras ou se matam por causa do amor.

A única ressalva que faço foi o fato de Goethe não saber, em algumas partes, entreter o leitor. Algumas cartas poderiam ser cortadas do livro para que a narrativa se tornasse mais atrativa. A não ser isso, gostei muito do livro, principalmente de sua linguagem clássica. Só não posso ficar lendo muitos livros pessimistas assim toda hora...
Beth 19/07/2012minha estante
Se você visse o filme "Goethe!", uma adaptação, é claro, aí entenderia. É só uma dica, pois vi o filme primeiro e depois li o livro. Boas leituras.




kassya 24/08/2009

Tragédia
Quem entende o coração?
Fico aqui completamente sem palavras diante do caminho que o jovem Werther escolheu para a vida, para amar, ele era puro amor. Um amor intenso e conturbado para época que vivia...

Como pode o amor destruir tanto? Tudo que ele possuía era uma caneta e um papel, nos quais ele deixava suas angustias e sofrimentos, impressos. Tão inteligente tão profundo e não venceu a dor que um amor impossível nos infrige. Um amor correspondido, um amor platônico!

“O que teria se passado na alma de Carlota, nesse meio tempo quais seriam seus sentimentos para com o marido e para com o desgraçado do amigo, apenas ousaremos expressar por palavras, mas e possível, pelo que, sabemos do seu caráter formular qualquer idéia e toda alma feminina bem formada de mulher saberá identificar-se com a dela e compreender o que ela sentia”.

Pobre Werther, lutou contra esse sentimento devastador.. Lutou ou fugiu dele? Prefiro acreditar que ele lutou que realmente partiu em busca de uma nova vida, distante de tudo lhe fazia sofrer.. mas não encontrou a paz em lugar algum.

“Mesmo onde esta verdadeiramente seguro de sua existência, no único lugar em que sua presença produz uma impressão real, ou seja, na saudade, no coração daqueles que lhe são caros, mesmo ai, deve apagar-se e desaparecer o mais depressa possível”.

Uma tragédia sem tamanho, morrer pelas mãos da amada..
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