Os Sofrimentos do Jovem Werther

Os Sofrimentos do Jovem Werther Goethe




Resenhas - Os Sofrimentos do Jovem Werther


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Docinho 29/09/2015

Amar te ei até o fim de meus versus!!!
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Renata 14/05/2017

"Deus te livre de rir disso", leitor!
"[...] Quantas vezes tenho de ninar o meu sangue revolto até acalmá-lo... Tu sabes que não existe no mundo nada tão instável, tão inquieto quanto o meu coração. Se é que tenho necessidade de dizê-lo a quem tantas vezes carregou o fardo de me ver passar da aflição à digressão, da doce melancolia à paixão furiosa, meu caro! É por isso que trato meu coraçãozinho como uma criança doente, satisfazendo-lhe todas as vontades. Não diga isso adiante, há pessoas que poderiam usá-lo contra mim."

É até difícil de início acreditar que este foi um livro responsável pela morte de tantas pessoas no passado, tido depois como um dos livros malditos e proibidos pela Igreja. Uma história tão doce, tão cheia de detalhes e candura. É muito difícil lê-lo sabendo de seu final tão comentado por aí, uma loucura acreditar que em meio a tanta doçura a redenção é amarga.

"Minhas forças ativas degringolaram em inquieta indolência, não posso estar ocioso, mas também não consigo fazer nada. Não tenho nenhuma ideia, nenhuma sensibilidade pelas coisas e os livros me causam tédio. Quando faltamos a nós mesmos, tudo nos falta"

Mas antes mesmo da metade do livro entendemos o porquê disso: O jovem Werther nos faz sentir dentro de nós a confusão, o forte e enlouquecedor amor que ele vive enquanto se repudia por saber não ser certo senti-lo, além disso e principalmente somos capazes de sentir a agonia de estar dentro dele e tê-lo dentro de nós.

"[...] Mandei o meu criado ao encontro dela, só para ter junto de mim alguém que tivesse estado em sua presença. Com que impaciência o esperei, com que alegria tornei a vê-lo! Não tivesse vergonha e teria me atirado ao seu pescoço e coberto seu rosto de beijos."

O fato da história inteira se desenvolver através de cartas e pela voz do próprio Werther, tornam as coisas ainda mais indigestas à certo ponto. E saber que ali lendo tudo aquilo que agora lemos, estava um grande amigo tido também como um irmão com quem Werther se abria de tal modo contando todos os passos que o levaram à sua ruína, mexe ainda mais com o leitor.

De fato ao chegar ao fim e olhar um pouco para o passado, tudo o que acontecia na época e muitas das coisas que o protagonista deixa claro na história e que contribuíram sem duvidas para que tomasse o fim que teve, não há duvidas de que com certeza o livro pode ser sim responsabilizado pela morte de muitas pessoas que se colocaram no lugar de Werther tão firmemente que tiveram o mesmo fim que ele.

Este é um romance epistolar que ultrapassa as cartas, as páginas e as palavras, que não se passa em um livro mas dentro da nossa própria mente e que atinge o nosso coração com muita facilidade desde que ele esteja aberto e empático. Goethe criou uma história real e intrínseca, não só pode ser lido como revivido dentro de cada leitor deste livro a qualquer tempo e época.
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Mari Briamonte 01/02/2015

Os Sofrimentos do jovem Werther
A obra de Johann Wolfgang Von Goethe, Os Sofrimentos do Jovem Werther, foi publicada em 1774, e assim, considerada marco inicial do romantismo em toda a Europa.
O livro é muito autobiográfico, é narrado em primeira pessoa e conta com cartas enviadas de Werther para um suposto amigo que as recebe: Wilheim.
Em cada carta enviada, há um mar de sentimentos e reflexões: o entusiasmo em conhecer um novo lugar que causa a Werther tanta paz durante maio, a paixão imensurável por Lotte que começa a crescer desde junho, a desgostosa chegada do noivo de sua amada em julho etc.
Páginas e páginas são dedicadas para sua faculdade reflexiva sobre vários assuntos que o homem considera insano ou corriqueiro. São tantos temas com visões tão diferentes que faz o leitor repensar sobre coisas que parecem ser meramente frívolas.
O apego de Deus é uma característica importante de Werther, o tempo todo que passa sofrendo por amor - que acredita ser recíproco, discute com Deus, sempre tentando achar uma resposta ou explicar a Ele quão grande é o seu sofrimento.
A história do livro discorre sobre suas indas e vindas da casa de sua amada, que já é noiva e tem muitos irmãos para cuidar. Ele a enxerga como um anjo, a idealiza e coloca-a como centro de sua vida. Cada vez mais o seu viver depende das ações que Charlotte toma diante dele, e quando essas desagradam o seu coração tão sensível, seus sentimentos o levam para um final trágico, a única escapatória de todo o sofrimento que há em ser rejeitado ou estar como um intrometido em uma relação de noivos: o suicídio. Este final levou vários leitores da época a imitar o personagem, o que ficou conhecido como o Efeito Werther, causando uma onda de suicídios enorme pela Europa.
O livro leva o leitor a viver as sensibilidades de Werther, ter uma visão mais apurada dos detalhes e sentir profundamente um amor proibido. Sabemos que Goethe passa todos esses tormentos em sua vida real, e por isso muitos lugares citados no livro, pessoas ou autores foram tirados, o que deixa o leitor mais curioso e entusiasmado por saber que tudo realmente aconteceu na realidade.
Werther e suas reflexões marcam a realidade de quem as lê. Recomendo o livro.
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Eliel Zulato 31/10/2009

Como as vezes o amor pode ser cruel, pois quando não é corespondido causa males que são irreverssiveis nas pessoas, este trata disso um rapaz que se apaixona ainda na juventude mais que carega esta dor para sempre...
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Vania :) 16/05/2009

Sofrimentos...
Já vivi na pele de Carlota. Posso dizer que só não é tão difícil quanto estar na pele de Werther. Uma ótima leitura. Pretendo ler mais Goethe a partir de agora.
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Justino Alves 02/11/2016

Os sofrimentos do jovem Werther
Autor: Johann Wolfgang Goethe (1749-1832)

Um dos maiores escritores alemães. Formou-se em Direito, foi político e também participou de algumas guerras napoleônicas contra a França.
Seu maior livro foi, sem dúvida foi o poema, Fauto. O livro "Os sofrimentos do jovem Werther" inaugurou o Movimento Romântico alemão. Trata-se não de uma poesia como Fausto, mas de um romance epistolar, ou seja, o livro aborda o romance proibido em forma de cartas entre o jovem Werther e Carolina, uma bela jovem que é comprometida com Alberto e seu amigo Willem. A crítica chama o jovem Werther de muito passional. A característica mais marcante do livro é o suicídio de Werther. O livro é todo contado pelo lado de Werther. Não sabemos ao certo sobre os sentimentos de Carolina. Após sua morte, a história é continuada pelo "editor". Esse texto está cercado de mitos curiosos. (1) há um mito que diz que várias pessoas cometeram suicídio após lerem esse livro. Vale a pena dizer que este autor que vos fala não sentiu a mínima vontade de se matar após a leitura desse livro. (2) outras pessoas vêem uma certa relação entre Goethe e Werther. Que para não se matar resolveu matar seu personagem. Eu divido o livro em duas partes. Na primeira parte o jovem Werther é um comprometido leitor de Homero. Momento marcante de equilíbrio emocional do jovem. A segunda parte com a leitura de Ossian, um autor que dar evasão aos sentimentos. Conclusão o livro é marcante. Eu indico para todos que desejam ler algo diferente e envolvente.
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Nathan 11/01/2010

Os Sofrimentos do Jovem Werther
Concerteza é um dos meus livros prefereridos. Esse livro é considerado como sendo a essência no romantismo mundial. Ele conta a história de um jovem que se vê apaixonado, só que seu amor não é correspondido. O livro é faz parte da literatura alemã e concerteza não é fácil de ler. Contudo essa obra é emocionante e arrebatadora, nos levando a crer em um amor verdadeiro, doentio e que levará a uma consequência, esta sendo trágica, porém para a personagem principal, necessária.
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Kallyssa 29/08/2016

muito bom
super recomendo!
Edson 20/10/2016minha estante
Só por curiosidade: sendo muito bom e super recomendado por você, por que deu apenas duas estrelas?




Jhenifer Runffe 31/12/2013

“Realmente é verdade que nossa felicidade depende apenas do nosso coração.”

Um clássico do romance, Os sofrimentos do jovem Werther foi publicado no ano de 1774 por Johann Wolfgang Von Goethe (Goethe), um romantista alemão que tornou-se famoso por toda europa por ter escrito o mesmo.

O livro se resume com Werther que envia cartas para seu amigo Whilhelm, no qual narra sua sua história de amor e tormento pela jovem Lotte.
Lotte, desde o inicio prometida à Albert, mas que não impede que Werther tenha mais afeição e admiração pela jovem.

Com o casamento de Lotte e Albert, Werther por mais vezes, pensou em se afastar, sabia que não poderia tê-la, e jamais perderia seu respeito por Albert.
Porém, em sua última noite, houve o beijo. Lotte amava Werther, mas ambos sabiam que era um amor impossível.
Lotte pede para nunca mais vê-lo, e Werther cede.


Naquela mesma noite, o jovem Werther resolve se suicidar. Mandando então seu criado pedir as pistolas de Albert, alegando que iria viajar e precisava de proteção.

No dia seguinte, Werther é encontrado morto em seu quarto.


Os sofrimentos do jovem Werther, foi uma das primeiras obras de Goethe de tom autobiográfico - ainda que, no livro, os nomes tenham sido trocados, o livro também apresenta partes fictícias, como o final.


“Pobre tolo, que não vês a grandeza das coisas, porque és tão pequeno!”

site: http://ceuemdegrade.blogspot.com.br
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leila.goncalves 24/07/2018

Março Fundamental Do Romantismo
Publicado originalmente em 1774, "Os Sofrimentos do Jovem Werther" foi escrito em apenas quatro semanas por Johann Wolfgang von Goethe e, desafiando a passagem do tempo, é considerado como o mais famoso e importante romance alemão.

Sua história remete a banalização da vida e glamourização da morte e foi inspirada em dois fatos reais. O primeiro refere-se ao envolvimento do escritor com uma mulher casada e o segundo ao relato sobre um homem que tirou a própria vida movido por uma profunda depressão desencadeada por uma desilusão amorosa.

Apontado como marco fundamental do Romantismo, sua leitura é uma excelente sugestão para compreender esse movimento. Seu texto apresenta com subjetividade e emoção uma paixão platônica de tal forma idealizada, que o desejo de escapismo conduz à tragédia. Em linhas gerais, trata-se da obsessão de Werther por Charlotte, uma jovem comprometida com outro homem.

O livro é narrado através de cartas do protagonista para um amigo chamado Wilhelm, e oferece a perspectiva unilateral de uma história apontada como responsável por uma onda de suicídios na Europa por conta do seu forte impacto nos "corações despedaçados" da época.

Nesse caso, a vida imitou a arte, no entanto, hoje em dia, raramente, alguém faz o mesmo. Aliás, o amor romântico, único e imensurável anda meio desacreditado, estando a violência geralmente voltada para a pessoa amada e essa dicotomia aponta para uma interessante mudança comportamental.

Finalmente, uma boa recomendação é o filme alemão "Goethe!" (2010), dirigida por Philip Stölz, que relata a vida do escritor enquanto escrevia esse romance.
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Guariba 01/09/2018minha estante
Wherther é símbolo de um sentimento perigoso, distanciado do amor genuíno, que se torna refém do outro, capaz de virar capacho, desvalorizando-se ou, pior ainda, quando essa obsessão age em assenhorar de quem diz amar, num caminho de cegueira e impulsividade fácil de loucuras. É assim que percebi a obra e tem muito disso por aí.


Erlane 26/09/2018minha estante
Descreveu magistralmente o contexto do livro. Obrigada!


Guariba 27/09/2018minha estante
O magistral ´é sua generosidade, valeu!




day 16/10/2012

Os Sofrimentos do Jovem Werther muito bom!!,
Os Sofrimentos do Jovem Werther
comecei a ler esse livro pela admiração que tenho por Johann Wolfgang von Goethe,sempre amei suas obras e seu pensamento.
personagens:
Werther - Personagem principal,inspirado em Goethe
Editor - Criado por Goethe, chama-se Wilhelm (Guilherme), e é supostamente o amigo a quem Werther endereçou as cartas e quem as organizou
Charlotte (Carlota) - Amada de Werther, noiva de Albert
Albert (Alberto) - Noivo de Charlotte, foi normalmente contrário aos pensamentos de Werther
Werther se apaixona perdidamente por uma jovem chamada Charlotte que é noiva de um nobre jovem chamado Albert.
O amor dele não correspondido a cada dia cresce desesperadamente e ele sabe que nutrir esperanças não adiantará nada,pois sua amada irá casar em breve.
o livro é maravilhoso,romântico e melancólico,daqueles que te deixam super pra baixo,eu amei cada detalhe,cada carta escrita pelo personagem.
O livro nos leva ao tempo do romantismo,onde os homens cantavam para suas amadas,recitavam poesias e se deliciavam com um simples toque das mãos.
FRASES DO LIVRO QUE AMEI:
"A vida humana não passa de um sonho."
"Concentro-me e encontro um mundo em mim mesmo!"
"E, assim, quaisquer que sejam os obstáculos que entravem seus passos, guarda sempre no coração o doce sentimento de que é livre e poderá, quando quiser, sair da sua prisão."
"A partir desse momento, o sol, a lua e as estrelas podem continuar a brilhar, sem que eu dê por isso. Não sei mais se faz dia ou noite; o universo inteiro não mais existe para mim."
"na sua teimosia entrevejo a futura constância e firmeza de caráter; nas suas garotices o bom humor que lhes fará vencer facilmente os perigos deste mundo. E tudo isso de modo tão puro, tão incontaminado!"
"Se é assim, consideremos o mau humor como uma doença e perguntemos se não há remédio para essa doença.
Pus de lado, pois, as suas opiniões e permaneço fiel a esta verdade: devemos proceder com as crianças como Deus procede conosco: nunca nos faz tão feliz como quando nos deixa ir ao acaso, na doce embriaguez de um engano."
"Por que é que aquilo que faz a felicidade do homem acaba sendo, igualmente, a fonte de suas desgraças?"
"Pobre homem insensato, que julgas todas as coisas pequenas, por que és, também, tão pequeno?"
"Não há um momento que não devore a ti e aos teus; não há um só instante em que tu não destruas, não sejas forçado a destruir. O teu passeio mais inocente custa a vida a centenas de pobres vermezinhos. Com uma passada, tu deitas abaixo os edifícios penosamente erigidos pelas formigas, e fechas de modo ignominioso a tumba sobre todo um pequeno universo..."
"Assim prossigo eu, vacilante e o coração opresso, entre o céu e a terra com as suas forças sempre ativas, e nada mais vejo senão um monstro que devora eternamente todas as coisas, fazendo-as depois reaparecer, para de novo devorá-las."
"Adeus! Só vejo um fim a esses tormentos: o túmulo."
"Sempre que passeio à luz do luar, penso nos meus entes queridos que a morte levou, a idéia da morte e da vida futura toma conta de mim. Nós somos imortais - acrescentou ela"
"Ah! eu deixarei de bom grado que os outros façam o que bem entendam, contanto que Eles me deixem fazer o mesmo."
"Que gente esta, cuja alma está inteiramente amarrada à etiqueta, aplicando, durante anos, todos os seus pensamentos e esforços a manter-se rigidamente à mesa! E não fazem isso porque nada mais tenham em que ocupar-se; ao contrário, o trabalho acumula-se precisamente porque um mundo de dificuldadezinhas impede a marcha dos negócios sérios.(...)
Esses insensatos não veem que o cargo não tem a mínima importância, porquanto aquele mesmo que ocupa o primeiro lugar tão raramente desempenha o principal papel! Quantos reis são governados pelo seu ministro e quantos ministros são governados pelo seu secretário! Quem é então o primeiro? Ao que me parece, aquele que, vendo mais longe do que todos nós, é bastante poderoso ou bastante fino para dirigir as nossas faculdades e as nossas paixões no sentido da realização dos seus desígnios."
"À noite, prometo-me o prazer de assistir ao raiar do sol e depois não me decido a deixar o leito; durante o dia, espero rejubilar-me com o luar e, afinal, permaneço no meu quarto. Não sei por que me deito e por que me levanto."
"Não há tesouro comparável à paz de espírito e a estar a gente satisfeito consigo próprio! Ali! meu caro amigo, se esta alegria não fosse tão fugaz quanto é bela e preciosa!"
"Queria que alguém ousasse repetir-me tudo isso para atravessar-lhe a minha espada de lado a lado, - porque só o sangue poderá acalmar-me. Oh! cem vezes já peguei do punhal para livrar meu coração do peso que o esmaga.
Conta-se que há uma briosa espécie de cavalos que, perseguidos, quando se veem demasiadamente excitados tem o instinto de abrir unia veia com os dentes para não rebentarem sufocados. Sinto às vezes vontade de fazer o mesmo: abrir uma veia e conquistar assim, para sempre, a liberdade."
"Recordei as agitações, as lágrimas, o acabrunhamento de espírito, as aperturas de coração que suportei naquele buraco ... Não dou um passo sem encontrar qualquer coisa que me chame a atenção. A um peregrino, na Terra Santa, não se lhe deparam tantos lugares sagrados pelas piedosas lembranças, e sua alma não se enche de tantas e tão santas emoções"
"Veja, meu caro amigo, que os nossos ancestrais eram completamente limitados, mas completamente felizes, e os seus sentimentos e a sua poesia apresentavam certa ingenuidade infantil."
"Para ser feliz, poucas palavras bastam ao homem, menor numero ainda é preciso para que Ele encontre repouso."
"Sim, nada mais sou do que um viajante, um peregrino sobre a terra! E você é alguma coisa mais do que isso?"
"Rio-me do meu coração ... e só faço o que Ele quer."
" Sim, é isso mesmo! Assim como a natureza se inclina para o outono, também o outono vive dentro de mim e em torno de mim. As folhas da minha alma vão amarelecendo, enquanto as folhas das árvores vizinhas tombam."
"Ai de mim! Que vazio horrível sinto em meu peito! Quantas vezes digo a mim mesmo: "Se você pudesse uma vez, ao menos uma vez, apertá-la contra o coração, esse vazio seria preenchido."
"Adeus, querido Werther!"
"Um homem, um pai, não pode irritar-se porque seu filho, reaparecendo subitamente, atira-se ao seu pescoço exclamando: "Eis-me de retorno, meu pai! Não fique zangado por eu abreviar uma viagem que, por sua vontade, devia durar mais algum tempo!"
"Não lhe faltam as forças precisamente quando lhe são mais necessárias?"
"Com efeito, não é fácil descobrir as causas verdadeiras e essenciais do gesto mais simples, quando se trata de homens que se elevaram acima do vulgar."
"Carlota pertence-lhe... Sei isso como sei muitas, outras coisas; suponho haver-me habituado a este pensamento e, cedo ou tarde, Ele me enlouquecerá e causará a minha morte..."
"Ninguém a possuirá; ela não possuirá ninguém"
"Achava que tudo isso lhe concedia o direito de permanecer ocioso, julgando-se privado de toda e qualquer perspectiva de futuro, incapaz de encontrar um ponto de apoio para apegar-se às coisas da vida ordinária. Assim, abandonando-se inteiramente aos próprios sentimentos, às idéias extravagantes, e, ao mesmo tempo, a uma paixão sem remédio; na eterna e dolorosa monotonia de suas relações com a criatura amada, junto da qual encontrava repouso; lutando violentamente contra suas forças, consumindo-as sem objetivo e sem esperança, dia a dia caminhava Ele para um fim lamentável."
"Tenho medo de mim mesmo!"
"Erguer a cortina e passar para o outro lado, eis tudo! Por que então hesitar e tremer? Por que se ignora o que existe desse outro lado e por que não mais de lá se regressa? E também por que é próprio do nosso espírito imaginar por toda parte caos e trevas, quando nada sabemos ao certo?"
"Por que hei de ser eu, Werther, eu, que pertenço a outro, precisamente eu? Temo, temo muitíssimo que seja apenas a impossibilidade de me possuir que faça você desejar-me com tanto ardor!"
"É preciso que um de nós três desapareça, e sou eu quem deve desaparecer."
"Fazendo essas reflexões, pela primeira vez ela sentia profundamente, embora sem fixar-se de um modo preciso, que o secreto desejo do seu coração era guardá-lo para ela."
"O mundo inteiro deixou de existir."
"Carlota! Carlota! Uma só palavra, quero dizer-lhe adeus!" Ela não respondeu.
Werther ainda insistiu, suplicou, chamou ainda; enfim, arrancou-se dali, gritando: "Adeus, Carlota! Adeus para sempre!"
"Ah! bem sabia que você me amava!"
"Deus sabe quantas são as ocasiões em que me deito na cama com o desejo, e às vezes a esperança, de não tornar a acordar. E de manhã abro os olhos, revejo o sol e me sinto miserável."
"Não sou eu o mesmo homem que (...) via surgir o paraíso a cada passo e um coração capaz de estreitar dentro de si o amor do mundo inteiro? Mas agora este coração está morto, já não brota dele nenhum encanto, os meus olhos estão secos e os meus sentidos, que jão não são mais aliviados por lágrimas refrescantes, também estão secos e rasgam sulcos de medo em minha testa."
"Ah esse vácuo medonho que sinto em meu seio! Muitas vezes penso...Se pudesses uma vez, uma só vez, apertá-la ao meu peito, todo esse vácuo haveria de se encher."
"Acontece com a distância o mesmo que acontece com o futuro: um todo imenso, e como que envolvido por uma neblina, estende-se diante da nossa alma; nosso coração ali mergulha e se perde, da mesma forma que nossos olhos, e ardentemente aspiramos a nos abandonar por completo, deixando-nos impregnar de um sentimento único, sublime, delicioso... No entanto, pobres de nós, quando lá chegamos e vemos que nada mudou: encontramo-nos tão pobres, tão limitados como antes, e nossa alma suspira pela felicidade que lhe fugiu."
"Wilhelm, que seria do nosso coração em um mundo inteiro sem amor? O mesmo que uma lanterna mágica apagada! Assim que se põe lá uma lâmpada, imagens de todas as cores surgem na tela branca... E mesmo se fosse apenas isso - fantasmas -, ainda assim continuará fazendo a nossa felicidade, sempre que nos postarmos diante deles, como crianças extasiadas com aquelas aparições maravilhosas!"
"Tudo nos falta quando faltamos a nós próprios."
"Deus do céu, que tantos dons me concedeu, por que não ficou com uma parte, concedendo-me em lugar deles, a confiança em mim mesmo e o contentamento de espírito?"
"Digam o que quiserem sobre a independência: gostaria, no entanto, de ver alguém capaz de ouvir, sem dar importância, o que dizem os patifes a seu respeito."
"De resto, ele gosta mais da minha inteligência e dos meus talentos do que do meu coração, o qual, todavia, é a única coisa de que me envaideço: fonte da minha força, da minha felicidade e de todo o meu sofrimento. Ah! O que eu sei, todos podem saber; meu coração, porém, só a mim pertence."
"Não é só comigo que essas coisas acontecem. Todos os homens sofrem desilusões em suas esperanças, iludidos nesas expectativas."
"Tenho vontade de rasgar o peito e estourar o crânio quando vejo que significamos tão pouco um para o outro! Ah, o amor, a alegria, as delícias de que não desfruto, não me poderá ser dado por outro; e, com o coração, transbordando de felicidade, não poderei fazer feliz esse outro, se ele permanece frio e sem força diante de mim."
"Tenho tanto! E o sentimento que tenho por ela devora tudo. Tenho tanta coisa, mas sem ela tudo para mim é como se não existisse."
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Luan Takashi 31/08/2019

A beleza em todas suas faces
Do início ao fim é um jornada linda e introspectiva, é impressionante como Werther escreve de uma forma contemplativa sobre todas as passagens de sua vida, você se sente totalmente imerso na história e compadece com Werther que de um fascínio extremo por sua amada decaí para um descontentamento e tristeza profunda por não poder realizar seus desejos com ela, a leveza das paisagens vistas e a melancolia da rejeição são emocionalmente impactantes, uma jornada preenchida por paixão.
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