Os Sofrimentos do Jovem Werther

Os Sofrimentos do Jovem Werther Goethe




Resenhas - Os Sofrimentos do Jovem Werther


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Mari 15/09/2010

Maravilhoso.
Eu geralmente não gosto de livros/contos escritos como se fossem carta ou diário, mas o Werther é realmente apaixonante. Os seus sofrimentos são os mesmos dos jovens de hoje, é impossível não se identificar numa ou noutra passagem.
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Cardoso 30/01/2010

eu tentei ler esse livro duas vezes, achei o começo dele muito monotono, mais depois melhoro e melhoro bastante.

adoro livros suicidas *-*
Amanda 11/07/2012minha estante
"Adoro livros suicidas" matou a pau.




João Souto 01/10/2013

Quem nunca...
Essa teria por obrigação ser a resenha mais fácil que já fiz se pudesse me furtar ao impulso de olhar o passado e perceber que de alguma forma, lá atrás, fui Werther.

Quem nunca amou desesperadamente pare de ler ou nunca pegue essa obra. Ela não faria o menor sentido.

De um lado o jovem Werther nos ensinando a importância do valor das pequenas coisas, do outro lado Lotte, cuja descrição não sou apto a fazer para não desrespeitar as palavras de Goethe sobre ela. Em seu livro Lotte é uma, na cabeça do leitor Lotte é outra, outro, que importa? São os sentimentos que norteiam esse amor incontrolável.

Quando juntados Werther e Lotte o que temos é uma demonstração de que esse sentimento fora de nosso controle é capaz de fazer a nós mesmos. Sucumbindo ao vazio de si sem esperanças ou perspectiva. Quem nunca se viu sozinho num mundo escuro quando perdeu aquela pessoa que tanto amava? A junção desses agentes traz consigo uma mensagem crucial: o amor não deve sobrepujar a vida, não deve pôr-se superior ao amor a si mesmo e ao desejo de viver.

A razão afastada dessas emoções levou Werther ao extremo da própria alma.
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Clóvis Marcelo 10/01/2014

Uma espécie de confissão íntima realmente única na literatura alemã
Neste livro, o suposto Jovem Werther envia por um longo período cartas ao seu amigo Wilhelm (narrador), as quais narram sua história de paixão e tragédia por um amor não correspondido, a querida e doce Charlotte. O romance é escrito em primeira pessoa num tom autobiográfico, com poucos personagens e que faz referência aos romances vividos pelo próprio autor em outrora, tendo o cuidado de se alterar os nomes e lugares envolvidos.

Foi escrito em 1774 em apenas quatro semanas logo depois do autor completar 24 anos. Na época ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios, de tão profundo que Goethe fora em suas palavras.

“Com toda certeza, querido amigo, você tem razão, haveria menos sofrimento entre os homens, se eles – só Deus sabe por que eles são assim! – não concentrassem toda a força de sua imaginação na lembrança dos males passados, e sim em tornar o presente mais suportável.” Pág. 13

Passando pelo desespero de amar alguém já compromissado, Werther encara o amor como uma desilusão que não tem como ser evitada, que, independente do discernimento do homem, faz parte da sua natureza. Os sentimentos aqui expressos, ou sofrimentos como o próprio título sugere, é o descontrole e a obsessão.

O difícil nisso tudo é saber que Charlotte também alimentava sentimentos por ele, mas a honra e seus deveres como esposa a impediam de seguir a diante. Para ela, bastava tê-lo por perto como amigo para saber de nunca iria perdê-lo. Um sentimento um tanto que egoísta, o qual ela estava ciente.

“Falta a mola que impulsiona a minha vida; desapareceu o estímulo, que me mantinha acordado até altas horas da noite e que pela manhã me despertava”. Pág. 80

E se você lançasse todas as suas frustrações em um pedaço de papel. Escrevesse uma suposta história que retratasse sua vida? Que te distorcesse, desfigurasse, que fizesse tudo aquilo que você tinha vontade de fazer, mas que sabe que na vida real o resultado seria fatal? Essa foi a ideia de Goethe, capaz de ir ao último passo para impactar e fazer-se claro ao seu leitor.

A história em si não tem muito enredo a ser explorado, é mais uma constatação, observação e reflexão sobre o que acontece na mente do ser humano em momentos em que ele não pode controlar. Ao passo que a leitura se desenrola vamos imaginando o que acontecerá com o personagem principal e não tem mesmo outra escapatória.

COMENTÁRIOS

Para quem não tenha conhecimento sobre nada da obra antes da leitura (como foi o meu caso), pode parecer tanto uma história real quanto uma ficção, já que o nome do autor se encontra por todas as páginas do livro, porém acaba sendo auto-ajuda por transmitir uma lição ao leitor. Tanto que, em sua época, serviu de estímulo para o suicídio de diversos desafortunados no amor (aqui a lição transmitida não foi uma das melhores).

O desânimo e a apatia pouco a pouco se apodera da alma e do ser de Werther. O mesmo que inicia a escrita das cartas, não é o mesmo que termina a história. Tem-se o uso de palavras e aspirações de cunho religioso, em muitas passagens há a citação de Deus e do etéreo. É quase impossível não grifar vários trechos desse livro - o que torna mais impossível ainda não ter o seu próprio exemplar, uma vez que o livro é excelente em quase sua totalidade.

Sobre a edição: Muito boa! Além das notas de rodapé bem explicativas ao longo do texto, traz um posfácio escrito pelo tradutor Erlon José Paschoal que suscita respostas para as dúvidas que o livro deixa, e ainda um seção com vida e obra do escritor alemão Goethe.

“Talvez seja isto o que ainda instigue tão intensamente as forças inconscientes do homem moderno – dominado pela tecnologia, escravizado por um cotidiano repleto de compromissos, solitário e distante da Natureza – e faça da releitura de obras como esta uma experiência sempre fecunda e gratificante.” Pág. 158 Nota do Posfácio.

site: http://defrentecomoslivros.blogspot.com/2014/01/resenha-os-sofrimentos-do-jovem-werther-goethe.html
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Crimson Rose 12/02/2009

Na Fossa com Werther
Quando, no ensino médio, lia nos livros de Literatura sobre os suicídios cometidos por jovens ao ler “Os Sofrimentos do Jovem Werther” achava um exagero tremendo. Já não acho mais. A maravilhosa obra de Goethe é um espelho infernal para a inquietação e o sentimento de fracasso.

Werther é naturalmente entediado, e talvez venha daí seu amor arrebatador por Carlota, pois ele jamais conseguiria ser feliz tendo uma relação concreta que durasse mais do que alguns meses. Ele sente tudo de uma maneira intensa demais, age de modo impulsivo e vê o mundo romanticamente. É a imagem da juventude, e por isso é tão inquietante.

Ok, pode fazer parte do Romantismo, um movimento que nunca se preocupou muito em retratar a realidade, mas no fundo cada um de nós tem um pouco de Werther. Alguns nem tão fundo.
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Fernando 26/02/2018

A Ventura de um coração despedaçado
Goethe nos brinda com uma de suas maiores e mais atemporais obras.
Acompanha-se durante quase dois anos as ternuras dedicadas por um jovem apaixonado a uma das moças mais íntegras e românticas já concebidas na literatura. Em “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, vemos os devaneios e os variados estágios de sentimento pelos quais só uma alma atormentada por um amor não correspondido pode conceber.

O protagonista, Werther, dirige-se a uma cidade idílica no interior, bem provido de seu sustento por economias familiares e lá, encontra um panorama diferente daquele que sempre esteve acostumado. Em suas primeiras experiências, descobrimos as alegrias que sente ao conhecer cada figura do vilarejo, que desempenhariam em sua vida, o despontar de uma alegria breve, mas que lhe seria essencial para os acontecimentos que mudariam sua vida logo a seguir.

O fator Charlotte, aparece para Werther em uma noite de baile. Encanta-o de inúmeras formas e a atração de duas mentes afins é mutua. Vemos como ele descobre-se preso à sua companhia e como ela o presenteia com o deleite de um amor puro que só a amizade pode conceber.
Werther, no entanto, como muitos dos jovens que o seguiram ao túmulo, não estava contente apenas com a amizade e, mesmo sabendo que Lotte era prometida a Alberto, homem que Werther considera bom, honrado e íntegro, desencadeia dentro de seu coração a paixão avassaladora que terminaria por dar fim à sua vida e mergulhar Alberto e Charlotte em luto pelo amigo suicida.

É curioso como, mesmo amando a esposa de Alberto, Werther não consegue odiá-lo, pois enxerga nele, ao mesmo tempo, um rival no amor e um amigo querido. É uma relação curiosa, como se fosse uma espécie de triângulo do amor, onde todas as pontas se amam, mas de formas diferentes.
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Pateta 02/12/2017

OBRIGATÓRIO
Quem gosta de literatura e, principalmente, quem se interessa um pouco por história da literatura, tem este livro como leitura obrigatório. Ele é considerado um marco na história da literatura em língua alemã, pelas inovações narrativas e estéticas que introduziu. Isso é muito mais importante do que o gosto pessoal de cada um de nós. Perto da relevância da obra e do autor, o “curti” ou “não curti” significam muito pouco.
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Daiane 02/07/2015

Catarse total!
O que dizer de Werther? Um indivíduo sensível que se deixa tomar por um amor irrefreável. Particularmente eu o admiro muito; é perspicaz, culto, apreciador da natureza e das coisas mais simples presentes na mesma. Já li diversas opiniões acerca da personalidade de Werther e muitas delas falam que o moço era egoísta... eu discordo totalmente disso! O que nutriu ainda mais a minha afeição pelo personagem é o seu gosto (no começo do livro, quando ele ainda era feliz!) pelas crianças. Achei admirável, por exemplo, a parte do livro que cita as esmolas semanais dadas aos necessitados (tal citação está presente nas últimas páginas). Ele era uma boa pessoa, diferente da maioria fútil presente na sociedade da época (inclusive em alguns trechos Werther critica duramente essa maioria).
Penso que ele tinha tudo para deixar a tristeza, só bastava esforço... Mas, pelo caráter Romântico da obra, o final se fez trágico. Aqui vão minhas sutis considerações sobre tal momento: Werther não merecia tão melancólico desfecho, mesmo a desgraça ocorrendo com o consentimento do próprio jovem. Fiquei surpresa ao ler o final, pois ele, com seu ato suicida, não obteve uma morte instantânea! As detalhadas descrições do momento me fizeram pensar no porquê de tudo aquilo...pobre rapaz! O fim demorou a chegar, e penso no sofrimento físico que o disparo causou a ele. Enfim, Werther escolheu seu destino, e lamento muito pela escolha triste e infeliz!
Profundo, simplesmente. Uma obra clássica, capaz de tocar o âmago do ser daqueles que, como Werther, são sensíveis. Amantes. Humanos.
Uma belíssima obra... Goethe a fez com maestria.
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Gustavo 18/02/2012

"Emocionante"
Um clássico que deve ser lido com espírito romântico para desvendar todo o seu encantamento e assim compreender esse amor platônico de Werther para com Lotte.
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João 03/11/2016

Que angustia.
Melancólico, real e angustiante. Confesso que o tempo que fiquei lendo o livro foi angustiante. Foi difícil ler até o fim tanto sofrimento por um amor impossível e, ao mesmo tempo foi incrível compartilhar os pensamentos de Werther sobre Albert. Ah, Werther, queria tanto ter lido um pouco mais sobre você e dessa pureza humana que você emanava. Queria poder dizer que realmente te entendia e que seu anseio por Lotte era a coisa mais pura que eu já li. =/
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Felipe 27/07/2015

O mal do século
Já não é novidade a fama que o livro "Os sofrimentos do jovem Werther" carrega, o de ter sido a causa de uma onda de suicídios entre leitores fascinados pelo livro, e por que ? A história do livro se passa entre cartas do desesperado Werther a seu amigo, que vai das anotações tranquilas de um moço que está vivendo no campo, contemplações da natureza que o cerca, devaneios solitários sobre o mundo, até o encantamento por uma jovem que está noiva, contudo a relação entre os dois vais se estreitando a cada dia. Werther é uma espécie de jovem que apenas busca um lugar nesse vasto mundo até resolve se afastar desse amor impossível, mas não encontra seu lugar no mundo e talvez não encontrará e nenhum outro. Um livro muito bom e desaconselhável para que está triste.
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Deia 08/06/2018

Amor
Werther, Ah! Werther como era apaixonado pela natureza, pelos outros e por Carlota, pena que esse amor não bastou para lhe dar força para continuar. Adorei esse livro, gosto do português norma culta, gosto de ler nesse estilo, engrandece nosso vocabulário. Quanto se é certo ou errado o que werther fez, não julgarei, porque se ele não o tivesse feito a história não teria repercutido na época e quiçá teria se tornado um clássico.
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