Os Sofrimentos do Jovem Werther

Os Sofrimentos do Jovem Werther Goethe




Resenhas - Os Sofrimentos do Jovem Werther


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renatoag 18/01/2011

Datado e fraco
Mais de 200 anos depois da publicação de Werther, o livro ainda é indicado e muitas vezes favoritado por aqueles que preferem uma literatura mais subjetiva. Por que isso acontece?

Werther possui um grande peso histórico. Na época em que foi lançado, foi um sucesso, por promover a identificação entre o protagonista e os adolescentes burgueses, que se sentiam deslocados da sociedade em que foram criados e fechavam-se em introspecção. Além disso, se não me engano, o livro foi pioneiro na abordagem temática do suicídio.

Conheço pessoas que se interessaram pela temática do livro, mas que desistiram dele ao começar a leitura, assim como também conheço pessoas que tem ele como favorito. Em ambos os casos temos que chamar a atenção para a construção do personagem e sua maneira peculiar de se expressar.

O protagonista é um desiludido, vive um amor difícil de se concretizar e por isso passa a maior parte do tempo em ilusões e lamentações. Essa é a parte que atrai os dois tipos citados acima. Mas sua forma de se expressar, com excessivas exclamações e adjetivações para demonstrar a sua exagerada tristeza impede que a obra seja lida da mesma forma como foi há 200 anos e entedia leitores. Apesar disso, ainda temos uma parcela que gosta da obra, e muito provavelmente se identifica com Werther.

Tendo em vista a carga literária das pessoas que citei acima, posso afirmar com certeza, que aquelas que desistiram da obra, foram as que ja saíram dos clássicos e leram livros com linguagem mais aproximada da atual. Ou seja, a falta de hábito parece levar à uma identificação forçada com a figura ultrapassada de Werther.

A minha avaliação foi baseada na minha percepção e não pela importância do livro, já explicada no comentário. As palavras, o modo como o livro tenta desenvolver no leitor sensações de melancolia, são datadas, e em consequência, ineficazes, impedindo que o livro atinja o seu objetivo.
Pri 19/01/2011minha estante
Olha, vou ser sincera, tb acabo de ler e confesso que nao gostei do livro....


Dayse 19/02/2011minha estante
Respeito sua opinião, mas penso que é meio pesado fazer esse julgamento de que "só é um livro de peso histórico".
Talvez Romantismo não seja sua escola literária, eu penso que é necessário uma sensibilidade para 'entender' Goethe, o título do livro por si só já deixa clara a temática da obra; são sofrimentos, não histórias bem sucedidas.




Jonara 30/04/2010

Achei que leria rápido por ser um livro fininho, mas o teor das cartas é bastante denso e eu tinha que parar a cada duas ou três para pensar um pouco. Coitado do Werther, ele se joga na paixão e não consegue enxergar mais nada além daquilo... e como sofre!
Incrivel um autor conseguir fazer um livro tão interessante usando este recurso das cartas. Extremamente romântico e deprimente, impossível não lamentar pelo Werther. Ele sabe que está afundando e tudo o que ele quer é ir cada vez mais ao fundo. Quem nunca passou por isso? Um livro bom, mas triste.
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Dani 27/03/2017minha estante
Ótima resenha!


Cristian 27/03/2017minha estante
A Dani tem razão, ótima resenha


Natalie 27/03/2017minha estante
Obrigada. :)


Márcio_MX 27/03/2017minha estante
Só acho que deveria ser marcado como spoiler, principalmente pelo último parágrafo.


Natalie 27/03/2017minha estante
Kkkkkkkk isso ainda é spoiler? '-'


Márcio_MX 27/03/2017minha estante
Eu acho.


Márcio_MX 27/03/2017minha estante
Eu acho. Eu por exemplo, não conhecia o final.


Natalie 27/03/2017minha estante
:O


Dani 27/03/2017minha estante
Hahaha é spoiler, mas tá perdoada.


Natalie 27/03/2017minha estante
Agora marquei que tem spoiler, mas não sei se aparece o aviso.


Márcio_MX 28/03/2017minha estante
Apareceu sim. No seu perfil, na seção de resenhas já está o aviso de spoiler a resenha só aparece se a pessoa clicar em visualizar.
Valeu, Natalie


Wagner 29/03/2017minha estante
Gostei muito da resenha. É uma certeza absoluta que Goethe não irá entrar na minha estante. Principalmente por causa dos Sofrimentos do Jovem Werther. Na juventude evitei e hoje está totalmente descartado.


Joao.Pedro 26/02/2018minha estante
Não entendo nada de história da literatura ou crítica literária, mas me pareceu, ao terminar a leitura, que o Jovem Werther era já o indicio de um niilismo em gérmen, um desencanto com a criação e um sentimento de abandono pelo Criador. Tudo isso por não conseguir aceitar que o mundo não funcionasse de acordo com suas predileções individuais! Pior, esse movimento da alma do jovem Werther parece ser universal! Tal é a força do desejo humano! Incrível! Senti certa dificuldade em Goethe em submeter o sentimento do dever e da nobreza a esse estado de espírito, é um gênio esse Goethe! Gênio!




Selennie 03/09/2010

Dizem q o livro é deprimente.
Boato de emo!

O livro se divide em duas partes: na primeira, Werther se apaixona e Deus e o mundo são maravilhosos, cheirosos, alegres e cheios de cor; na segunda, ele percebe que ela nunca será dele e vai apontando os podres e vergonhas da sociedade.

E todas duas são cheias de genialidades.
Américo 03/09/2010minha estante
O livro é bem interessante, bem dividido e possui idéias e trechos realmente muito bons. O único ponto fraco que achei é que em diversos trechos a leitura pode se tornar um pouco repetitiva ou cansativa.




Ana Luíza 12/07/2013

Os sofrimentos do jovem Werther
Os sofrimentos do jovem Werther, apesar de não ser um livro escrito nos dias de hoje, ainda reflete, em vários aspectos, a nossa atualidade.
Werther é o típico jovem burguês da década de 1800. Cortês, inteligente e culto. Mas é diferente dos jovens de sua idade. Importa-se com o bem-estar alheio, daqueles que estão numa classe mais "baixa" e os que estão ao seu redor. Mostra-se sensível e sentimental.
O livro é escrito em cartas direcionadas a Willhelm (um suposto familiar).
Inicialmente, as cartas de Werther são compostas de reflexões a cerca da vida, que podem, facilmente, ser aplicadas ao nosso tempo. Pensamentos sobre a vida, a morte, as classes, a solidão, a simplicidade, a inocência,a tristeza, a felicidade, o amor.
Quando o querido jovem Werther vai à casa do magistrado, conhece Charlotte, filha do mesmo e que está noiva. A partir daí, as cartas de Werther possuem outras reflexões, ainda repletas de sentimentalismo.
O livro é curto, de leitura fácil e totalmente cativante.
É o tipo de livro que dá aquela vontadezinha de ir marcando as frases, de tão belas (e ao mesmo tempo simples) que são.
Nesse livro há palavras que definem momentos e situações comuns, às vezes, mas que talvez não conseguiríamos expressá-las e colocá-las no papel tão minuciosamente como Goethe fez.
Recomendadíssimo!
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belle 03/06/2010

Sim, ele era um louco, idealista, cultivador da forma mais divina de adoração por sua amada, real representante da sublimação do amor. E não, isso não me deixou sensibilizada, muito menos com pena do jovem Werther.

Agora, o ponto alto da obra é justamente a degradação interessantíssima do psicológico desse personagem. Seu amor outrora tão puro transforma-se em algo doentio, que afeta a todos da trama, principalmente ao protagonista.

Não fosse por isso, estaria com diabetes até agora.
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Prim 12/07/2009

Desde o início do livro, o autor dá a entender o fim da trama. mas isso não torna a leitura menos envolvente. O porque e de que maneira Werther tomará essa decisão é o que nos prende à leitura do romance de Goethe, que destrincha, como poucos, como o sentimento mais belo pode resultar em um terrível fim.
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Ronan 04/12/2009

É a segunda pior coisa que eu já li em toda a minha vida. Aquela onda de suicídios após o lançamento desse livro não foi porque era emocionante demais, mas sim porque o livro era muito ruim.
Gabriela 17/06/2011minha estante
Divido da mesma opinião!




Rodrigo 12/12/2012

Como alguns livros caem na nossa mão em determinados momentos de nossa vida e fazem o exato sentido. Muito bom!
Gabriela 12/12/2012minha estante
Nossa, mas esse livro não fez com que muitos jovens se suicidassem? ALÔ GILMA, TIRE OS GILETES DA CASA!


M Christo 16/12/2012minha estante
Esse livro é chato :( kkkk




Leandx 05/01/2011

Triste alma
Este, sem dúvida, é um do mais belos livros que li. Aprofunda de um forma tão forte nos sentimentos amorosos do pobre Werther que é impossível ver-se longe dessa dor.
Recomendo-o à aqueles que, como Werther, sofrem amores platônicos (não correspondidos). Neste estado emocional será impossível não chorar com os tristes resltados dos encontros de Werther com sua amada Charlotte. É realmente muito triste os sentimentos de querer algo que sabe-se que é inalcançável...
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Crispim 10/12/2011

É um suave beijo na alma. Incrível.
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Eduardo 09/01/2012

Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Johann Wolfgang Goethe
Werther é um jovem que viveu no ápice da era romântica, sendo possuidor exagerado das características do estilo; na obra de Goethe também existe um traço extremamente forte da estética árcade. O livro é um conjunto de cartas escritas pelo próprio protagonista ao seu amigo Guilherme, o conteúdo das cartas é exacerbadamente melancólico, narrando com essa mesma tristeza fatos sentimentais e reais.
Como em todo bom romance, há um triangulo amoroso, onde nosso jovem Werther se vê apaixonado por Carlota, uma moça segundo a ótica do narrador a perfeição na forma humana, diante disto se enxerga entregue as fantasias de seu próprio coração, fazendo-a objeto de sua adoração. Augusto é noivo de Carlota, homem de boa índole, bondoso, porém, sem o sentimentalismo exigido por Werther.
Em síntese, a historia é exposto em cartas, onde não existe um predomino de muitos dados, o leitor tem acesso mais ao sentimento, as emoções do personagem. Werther tem seus sentimentos por Carlota tão fora de controle que chega a cometer o suicido, deixando uma carta alegando que o fez por amor; este tema é tratado e até justificado pelo próprio Werther nas primeiras cartas da obra.
Os Sofrimentos do jovem Werther é uma obra que deve ser lida com um espírito romântico, havendo uma entrega, uma doação muito ampla de sentimentos em relação ao livro, pois, só assim o leitor entenderá a essência da obra de Goethe. A leitura causa sensações, nós mostrar reflexões e dos dá uma visão ampla da literatura, contem referências a grandes nomes e grandes leituras da literatura mundial, como William Shakespeare, Homero e passagens bíblicas.
Aos leitores, é de extrema importância a leitura do livro de Goethe; aos admiradores da estética romântica, a degustação do livro irá além de uma leitura, haverá uma absorção sentimental, fazendo com que haja uma compreensão e um amor à decisão trágica de Werther.
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Amandinha 05/04/2012

Monótono/Repetitivo/Óbvio - Três palavras que resumem bem o livro
Esse livro foi indicado pelo meu professor de literatura como referência do romantismo, inspirando gerações de autores brasileiros. Caso de Álvares de Azevedo no poema "É ela! É ela! É ela! É ela":

"Mas se Werther morreu por ver Carlota
Dando pão com manteiga às criancinhas,
Se achou-a assim tão bela... eu mais te adoro
Sonhando-te a lavar as camisinhas!"

Não nego que é interessante ver na prática as características gerais dessa escola literária: amor/morte/mulher idealizados, a expressão dos valores burgueses, aspecto introspectivo, bucolismo associado aos sentimentos de Werther, aversão às regras(Defendendo imaginação e expressão individuais) e etc.
No entanto, a leitura é exacerbadamente cansativa por sua repetitividade. Tão doce que enjoa.
Atendendo a uma expectativa dos jovens da época, ávidos por tal temática. Tanto é que o autor no início afirma que os acontecimentos foram reais, induzindo à identificação do leitor.
Pela primeira vez não fiquei irritada por saber o final, porque ele é óbvio! Aliás, fiquei ansiosa para acabar o livro.
Lucas 31/01/2013minha estante
Caralho! Me identifiquei completamente com a tua resenha!




Lóra 22/02/2015

Típico do mal do século.
Não é a toa que foi proibido na Alemanha e em outras partes da Europa. Terminei o livro com algum "efeito Werther". E não entendo como o Napoleão não suicidou também já que leu o livro sei lá quantas vezes. No começo achei meio bestinha, muito meloso. Mas lá pelas páginas 100 o bicho pega tensamente. Bastante melancólico. Recomendo às pessoas só pegarem neste livro se estiverem de bem com a vida. Não digo que incentiva o suicídio, mas põe em questão muitos pontos de que é algo "natural", que na verdade, não faz sentido ser crime, é como se fosse o encontro da paz que você já perdeu nessa vida, entre outras coisas. Gostei, uma boa leitura. O Goethe tem umas analogias interessantes.
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Julya 03/07/2016

Intenso, impactante e triste
O livro marca o início do romantismo alemão, fiel às características e um marco para toda a literatura mundial, que surgiu como um combate ao iluminismo e todo o seu racionalismo. Neste livro, em meio às várias menções a respeito do contexto, somos inseridos na história do jovem Werther, que em parte é um reflexo da vida de Goethe e daqueles que o rodeiam. O livro é um romance epistolar dividido em três partes fundamentais para todo o desenrolar. A primeira parte é a que mais se assemelha com a realidade do autor, em uma quase autobiografia. O jovem Werther relata acontecimentos que de fato aconteceram na vida de Goethe, e outros modificados. Aqueles que o conheceram atestam várias similaridades do personagem com o autor, tanto nos eventos relatados como na personalidade. É neste início que ele conhece Carlota, prometida a Alberto. Desde então, a paz que o jovem buscava e a exaltação da natureza, vão sendo deixados de lado, dando espaço imediato e sendo desenvolvidos à medida que os relatos vão se aprofundando, ao individualismo, sentimentalismo exacerbado, estados melancólicos, pessimismo, angústia, introspecção, dramatismo, culto à mulher, obsessão, subjetivismo, egocentrismo, transcendência; etc. A partir daí, o sofrimento de Werther se aprimora cada vez mais, impossibilitando-o de afastar-se de Carlota, que inclusive, representa Charlotte, por quem Goethe nutria sentimentos na vida real, casada com Kestner, que por sua vez era representado por Alberto. A segunda parte mostra um Werther lutando para se manter afastado de Carlota e de seus sentimentos, indo para longe e levando uma vida diferente. No entanto, com os pensamentos sempre em Carlota, acaba retornando para perto dela. É nessa segunda parte que o interior fragmentado do personagem torna-se mais evidente, e ele mostra-se mais depressivo. Fica claro que o personagem não é capaz de suportar a dor que sente, que o atormenta e o angustia, optando por meios de extravasar os sentimentos e emoções, em busca de uma plenitude, acreditando que a felicidade existe pós-morte, em uma aproximação com Deus e um destino ao lado da amada, vivendo na eternidade. Werther acredita que a morte é a solução para acabar com todos os seus sofrimentos. Na terceira e última parte, é além de ser o desfecho de tudo, é quando o editor, para quem o jovem enviava as cartas, relata os últimos acontecimentos até a morte do personagem. É importante ressaltar que embora Werther se assemelhe em muito com Goethe, este não teve o mesmo fim. Talvez Werther tenha sido - e feito - o que o interior de Goethe ansiava, mas não fez. De qualquer modo, a morte do jovem no livro é uma "adaptação" da morte de Karl Jerusalem - amigo de Goethe por sete anos -, que também cometeu suicídio da mesma forma, se assemelhando nas atitudes antes da morte, o processo e tudo mais. Os sofrimentos do jovem Werther é um livro sensível, profundo e intenso, que teve atribuição de vários suicídios de jovens na época. É impressionante a capacidade do escritor de passar com exatidão todo o sofrimento do Werther, deixando-nos afetados. É um livro triste, mais triste ainda para aqueles mais sensíveis, emotivos, ou que se identificam de alguma forma. Deixo uma dica, para melhor apreciar o livro: sugiro uma pesquisa tanto do contexto histórico, como também da vida do autor, uma vez que é um romance autobiográfico, e como mencionei, com vários acontecimentos reais, alguns impactantes, fortes; como o suicídio de Jerusalem, reescrito no livro como o do próprio Werther.
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