Os Sofrimentos do Jovem Werther

Os Sofrimentos do Jovem Werther Goethe




Resenhas - Os Sofrimentos do Jovem Werther


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MR.Santi 19/01/2015

O “quase-herói” goethiano
“Sinto-me feliz por ter partido!” Assim, Johann Wolfgang von Goethe inicia o romance que se tornaria uma de suas principais obras, além de um clássico da literatura mundial. Os sofrimentos do jovem Werther é um romance epistolar, unilateral, sobre um jovem rapaz que deixa sua casa e vai para uma cidadezinha do interior. Epistolar, porque a história é contada através da troca de cartas e escritos entre Werther e seu amigo Wilhelm. Unilateral, porque são apresentados apenas os escritos de Werther, cabendo à imaginação do leitor (auxiliada pelas pistas deixadas por Werther em suas respostas) saber o que seu amigo lhe diz.
Goethe foi um dos maiores escritores alemães de todos os tempos (o maior em sua época). Nascido em Frankfurt, em 28 de agosto 1749, publicou seu primeiro romance (a obra tratada neste texto) aos 25 anos. Durante sua vida, publicou várias obras, como o romance Os anos de aprendizado de Wilheim Meister e o poema épico Hermann e Dorothea, bem como obras fundamentais, como Afinidades eletivas e Fausto. Finalizou a escrita deste último pouco antes de morrer, em 22 de março de 1832.
Em Os sofrimentos do jovem Werther, Goethe conta, através das letras de seu personagem, uma história trágica e dramática. Werther, sentindo-se deslocado, sai da casa de seus pais em busca de um lugar no qual se sentisse bem. Chega a um pequeno vilarejo “feito para almas como a minha”, rico em natureza, silêncio e solidão. Após alguns dias de apreciação do local e contato com as gentes, conhece Charlotte, uma linda jovem que, nas palavras do próprio, cativou-lhe todo o ser. Possuía “tanta simplicidade aliada a tamanha inteligência, tanta bondade aliada a tamanha firmeza, e a paz de espírito orientando-lhe a vida e as atividades”.
Como belo exemplo de texto romântico, em Werther não poderia faltar a mulher (Charlotte, carinhosamente chamada Lotte) que incita a paixão no pobre protagonista que irá sofrê-la. Isto fica evidente logo no início quando, após a caracterização citada acima, Werther afirma: “Tudo isso não passa de palavrório vazio, pobres abstrações, que não transmitem um só dos traços do seu caráter...”
Da mesma forma, não poderia faltar o amor trágico, cerne da obra e outro tópico no qual Werther é perfeito exemplo. Após conhecer Lotte e se apaixonar por ela, Werther descobre que ela está noiva. A narrativa segue com a crescente aproximação entre os dois e com a batalha de Werther consigo mesmo. Após o casamento de Lotte e após ser derrotado pelos seus próprios sentimentos, Werther decide, sem temor, “apanhar em minhas mãos o horrível e frio cálice do qual vou tragar a embriaguez da morte”. Agradecendo a Deus por lhe ter dado tal calor e força nos últimos momentos, decide bater “à porta de bronze da morte com decidida frieza!”
Werther será o herói de toda uma época. Descontente com a realidade social e numa insistente busca por seu lugar no mundo, será o produto completo do mal du siècle. Falará e representará toda uma geração insatisfeita. Assim sendo, não assusta o fato de que muitos leitores, de tão fascinados, seguiram seu exemplo. Foi alto o número de suicídios causados por esta obra.
Entretanto, por outro ponto de vista, Werther pode ser visto como um “herói incompleto”.
Observando o monomito (ou, a “Jornada do Herói”), percebe-se que ele se constitui em três partes: a partida, a iniciação e o retorno. Na primeira está a inquietude, a aventura que o chama; na segunda, os feitos, aprendizados, vitórias e derrotas das aventuras; na terceira, o retorno triunfante do herói a sua casa. Seu maior desafio, a batalha de vida ou morte, ocorre ao final da iniciação e início do retorno, ou seja, finaliza a segunda e inicia a terceira parte.
Em Werther pode-se encontrar um herói derrotado, ou dois terços de um herói. Inquietado, questionador, curioso, ele sai de casa em busca de algo mais. Encontra várias aventuras, pessoas, sensações, aprendizados. Até que, finalmente, encontra-se com ela: sua paixão, seu amor, sua “inimiga”, como diriam as novelas de cavalaria. Mas é impossível, ela está noiva e se casa. Como vencer algo invencível? Quando nem o tempo, nem o afastamento adiantam, Werther vê apenas uma opção.
Goethe, com maestria, fez em Werther o que não seria capaz de fazer consigo mesmo. Despiu-se de seus medos, incertezas e, de certa forma, moralidades e ofereceu ao mundo um “quase-herói” cativante, atraente; um “dois-terços-de-herói” identitário que representa para os leitores, se não o que estão passando, o que passaram ou passarão.
Afinal, o que é o amor? O que é a dor? O que é a morte? Perguntas subjetivas com respostas subjetivas que o autor joga mas não pretende responder. Cada um saiba de si. Quanto à Werther, talvez tenha encontrado seu caminho. Talvez não. “Nenhum sacerdote o acompanhou”, mas talvez ele possa afirmar: “Sinto-me feliz por ter partido!”

site: https://prosaicu.wordpress.com/
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Ana Beatriz Rosa Alves 12/09/2018

GENTE CÊS TEM QUE LER ESSE LIVRO!
Um clássico do famosíssimo "Guete", Os sofrimentos do jovem Werther é um romance-drama com classe. Na nossa maravilhosa geração do amor sensual, quando vemos o amor puro e impossível de Werther por Carlota gera um pouco de estranheza e até aquele sentimento de "meu querido, você está exagerando um pouco não está?".
Escrito em 1772, quando foi lançado causou uma onda de suicídios na Alemanha e é baseado na história de amor real de Goethe por Charlote, uma moça casada que não dava a mínima bola para ele e o final do livro é baseado na triste história de um conhecido dos três.
Um romance abrasador, cheio de sentimento, romantismo, drama e claro, as belas palavras poéticas de Werther.
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Rafa 25/04/2015

O amor é perigoso
Os Sofrimentos do Jovem Werther é um romance epistolar(através de cartas) de 1774.
O tema do livro é a paixão, mas não a paixão do whatshaap, do facebook, do mundo virtual, nem com a paixão comportada que condiz com os padrões daquela época. É uma paixão que toma conta de sua cabeça e do seu coração, sendo o amor uma palavra que a ciência não sabe explicar apenas em seu sentido restrito, por se tratar de um assunto irracional. Um amor não correspondido pode ser o fim de um homem.

A obra é uma verdadeira expressão de sua época, pela força poética de sua linguagem e por captar a necessidade de transcendência que agitava então os espíritos juvenis, razão pela qual ela passou a servir de referência comportamental para quase toda a juventude européia. A roupa de Werther - casaca azul, colete e calções amarelos - tornou-se praticamente moda entre os jovens. O próprio Napoleão confessou a Goethe em 1808 que havia lido o livro sete vezes.
O sucesso do livro em epígrafe tornou-se referência, muitos jovens leitores associaram o enredo às suas paixões gerando uma onda de suicídios em toda a Europa.

" Por que o que faz o homem feliz pode tornar a fonte de sua dor? "
Keylla 24/05/2015minha estante
Li esse livro quando tinha 15 anos e talvez me faltou maturidade na época (e experiência pessoal). Merece uma releitura agora nessa fase mais madura da vida. Gostei da resenha!


Rafa 24/05/2015minha estante
Olá Keylla, recomendo a leitura, apesar de deixar um sentimento de aperto no coração. Mal consigo imaginar a senhorita lendo esse livro com 15 anos!




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Erika Lina 07/10/2014minha estante
kkkkk morri com sua resenha! Friendzone rules!




Fabinho 04/12/2012

Terminei o livro e junto um relacionamento de 7 anos.
Alguém sabe o que significa terminar um relacionamento enquanto se está lendo este livro? Sinto-me péssimo, o mundo pesa a cada segundo em meus ombros. Dói o ato de respirar. Algumas vezes, durante o dia, só sinto vontade de morrer.

Quero que Deus me leve daqui, Ele não me ouve. Quero que ele me traga de volta quem amo e Ele não me escuta.
Deus, me responda.

Como medir a crueldade de quem um dia o tratou com tanta doçura, ignorá-lo e desprezar?

Quantos dias tem cada segundo?
O tempo não passa.

A cor cinza do ar que respiro me sufoca.

Eu entendo Werther. Por favor, me entenda se um dia for ao seu lado.
Lucas 31/01/2013minha estante
Apenas siga em frente, cara! Jamais olhe para trás! jamais olhe à frente!




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Marilia 21/03/2013

Não é a toa que Goethe se eternizou através dos tempos na literatura. Os Sofrimentos do Jovem Werther é um livro bastante legal, que nos passa uma emoção vívida do personagem principal, o jovem Werther, fiel à realidade.

Werther é um rapaz que viu-se apaixonado por uma moça, Charlotte, que é prometida a outro homem. Com isso, o protagonista sofre com o amor não correspondido.

A única pessoa com quem ele é totalmente sincero em seus sentimentos é o amigo ao qual as cartas são destinadas. Não vemos propriamente as respostas, mas deduzimo-as conforme ele vai escrevendo outra, e outra, e outra.

Uma sacada legal do escritor europeu foi que, conforme os dias vão passando, a paixão pela mulher vai crescendo, e também seu sofrimento, o modo de escrita do garoto vai se alterando.

Acredito que não tenho nem palavras para descrever isso. Algo tão profundo é unilateral que vale a pena sim ler aquelas cartas melancólicas e tristes. É uma ótima pedida, todavia, a quem quer uma leitura rápida e um livro pequeno.

A pequena coisa que me decepcionei foi que em algumas partes do livro a leitura não flui. Talvez devido a tamanha melancolia, não sei. E também foi decepcionante ver que algumas coisas foram censuradas nas edições ao longo do tempo.

Quem for ler esse livro preparem o psicológico. Não levem totalmente a sério o que se passa pela cabeça desse jovem. O final, cruel e triste, foi seguido por muitos na época em que este livro fora lançado. Saibam discernir o que se deve levar dessas páginas para a vida real, ou não.
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Sil 04/05/2016

O DEDO NO GATILHO?
Olá,

sabe aquela pessoa que gosta de se martirizar? de mostrar o quanto sua vida é miserável? pintar o quadro da dor para o mundo? Sim, isso também existe no mundo literário, e não é de agora.

O livro, Os sofrimentos dos jovem Werther, escrito pelo alemão Johann Wolfgang von Goethe, ou simplesmente Goethe, é um dos clássicos que te deixam muito sem esperança na vida. Como o próprio título sugere, nosso personagem principal se chama Werther, e ele sofre por um amor impossível de ser consumado, por meio de cartas, o mocinho vai contando à um amigo, as suas aflições amorosas.

Detalhe: Após a publicação do livro, houve uma onda de suicídios pela Europa, à qual foi chamada de efeito Werther, porém nunca foi comprovado que o livro tenha influência real nesses acontecimentos.

Abraços e boa quarta feira

site: http://www.colunadovale.com.br/o-dedo-no-gatilho/
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Báh 20/12/2010

Die Leiden Des Jugen Werthers
Fell in love with Werther! I can say that felt like I was around him every step he took. Some moments, I wanted to be Charlotte Sophie Henriette Buf, so you can feel all the love Werther wanted to deliver to her. A painful love story that ends up being the poison of the soul of a lover.
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Carol 08/08/2012

Sempre tive curiosidade ler Goethe (de pronúncia Guete), e tive a oportunidade de ler logo o seu primeiro livro Os Sofrimentos do Jovem Werther e gostei muito da forma de escrita e do conteúdo, não é pra menos que o livro é um clássico imperdível.

Werther com sua alma feminina (no início tive a impressão até que ele era homossexual, mas depois passou...rs) expõe com toda a sua alma e insanidade o amor que sente por "sua" Charlotte, sim, não há sanidade em seus atos e seus sofrimentos por esse amor doentio que lhe encaminhou para o suicídio.

O livro se baseia em cartas escritas ao seu amigo Wilhelm (tão pouco sabemos quem é) e que mostra o conflito que sente sobre a burguesia, Deus, sua sensibilidade sobre artes e natureza e todos os pensamentos que dedicou e venerou uma mulher casada a qual não tivemos acesso se esse amor era correspondido ou não.

Goethe conseguiu exprimir perfeitamente o momento em que Werther se apaixona em todas as nuances onde o amor torna tudo mais belo, como também o momento em que Werther se vê sem ânimo para viver e de quanto sua vida se tornou sem valor por não ter conquistado o amor de Lotte ao ponto de desejar inúmeras vezes a morte de Albert para que pudesse viver ao seu lado.

Como alguém precisava sair do caminho desse triângulo que a cada dia se tornava mais insuportável, Werther em um ato insano e corajoso, deixa uma carta final a sua amada e tira sua vida a seguir.

Depois que acabei de ler o livro busquei informações sobre Goethe e vi que Charlotte realmente existiu, como também vi que depois da publicação dessa obra inúmeros jovens desafortunados sentimentalmente se suicidaram para provar o amor a sua amada.

Loucura...
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Dirce 14/07/2009

Paixão não bem direcionada pode se letal
Como assim...? Clarice Lispector falou bobagem quando disse: “Mas há a vida que há para ser vivida, há o amor. Há o amor. Que é para ser vivido até a última gota. Sem medo. Não mata.”? Foi o que me veio a mente durante a leitura deste livro. Mas claro que não falou. O próprio Goethe esclarece minha dúvida quando diz: (...) O que é que esperas dessa paixão frenética e infinita? (...) É óbvio. O que mata é a paixão quando não bem direcionada e, não, o amor. Podemos nos apaixonar por uma obra de arte, por uma bela música, por um pôr- do- Sol, pela nossa profissão, mas pessoas devem ser amadas.
Agora, questionamentos à parte, o livro, Os sofrimentos do jovem Werther, é um romance que, se eu tivesse lido em minha juventude, ficaria com os olhos inchados, porém, como acabei de ler e que, desconsiderei a tendência literária da época em que foi escrito(O Romantismo), achei-o absurdamente exagerado.
Trata-se de um romance de composição poética em forma de cartas,no qual, Goethe, utilizando-se do personagem-narrador Werther(vítima de um amor não correspondido) “lava” a alma.
È inegável que é um livro intenso com grande expressão artística, mas que, ainda assim, da minha parte, 3 estrelas tá de bom tamanho.
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Leo 03/03/2015

Neste romance de Goethe há sobretudo a valorização do “eu” por parte do personagem Werther.

Werther é um jovem que se afasta do mundo urbano para usufruir da natureza numa aldeia verdejante e simpática. A partir daí dá conta do seu quotidiano numa série de cartas dirigidas ao seu amigo Guilherme.

Werther é um pintor, sensível aos outros e à natureza. É tão sensível que chega a ter uma mente perturbada e atormentada com as questões as quais não há resposta. Ao longo de todo o romance apresenta um perfil suicida, pois a seu entender, através da morte o corpo e a alma encontram descanso.

Há a valorização da natureza até ao menor ser vivo. Esta valorização é tão intensa que Werther chega a sofrer ao pensar que um simples passeio no campo provocará a morte dos menores seres vivos existentes na terra, onde ele pisará.

Werther vive num lugar paradisíaco; todas as descrições que faz do local são contaminadas de um claro bucolismo. A paz e a felicidade parecem emanar da natureza. Desde logo, o bucolismo surge associado ao amor. Em breve Werther encontra Charlotte, por quem se apaixona perdidamente. Charlotte parece ser, ela própria, uma emanação da terra; algo de muito puro, caracterizada por uma alegria que só podia ser fornecida pela terra e pela natureza.

A paixão por Charlotte surge de uma forma avassaladora. Qualquer detalhe, qualquer gesto ou palavra da formosa jovem são vistos por Werther como algo sagrado. A paixão vai se tornando irresistível. É o idílio total, ao ponto de atingir a negação da própria personalidade.

É o amor como forma de despersonalização total. No entanto, a felicidade de Werther o leva a considerar mesmo que é dever de qualquer ser humano viver essa felicidade, pois só assim levará alegria aos outros. O mau humor é uma agressão aos outros seres humanos. A paixão arrebatada, essa espécie de loucura, é vista por Werther como uma atitude grandiosa, própria dos grandes homens se bem que as pessoas vulgarem encarem como “coisas de loucos”.

O sonho e a ilusão são vistos como fonte de felicidade.

Em breve, a realidade cairá sobre Werther. O aparecimento do noivo de Charlotte transformará o idílio num tormento. Entretanto, Werther parece encarar o noivo como uma extensão da própria Charlotte, e o afeto que dedica ao rival parece ser também uma extensão do amor que sente por ela, Werther parece amar o noivo como ama Charlotte.
Mas a presença do noivo marca a viragem cruel no destino desta paixão. Werther é assolado pela crueza da realidade; num discurso profundo e amargurado, Goethe justifica (pela voz de Werther) racionalmente o suicídio como a única cura para uma doença mortal, procurando desde logo a justificação moral para um ato que a sociedade puritana do século XVIII condenava com veemência.

A razão nada pesa quando o homem é atingido pela paixão, por isso, é também no domínio das emoções que se pode entender o suicídio.
A ideia chave com que se chega ao final desta primeira parte é uma conclusão avassaladora: tudo o que faz a felicidade de um homem é a origem dos seus males.
Na segunda parte do livro o desânimo de Werther acentua-se, no entanto, é curiosa a forma como Goethe nos dá conta de uma certa altivez quando o jovem atormentado atribui ao talento e à coragem a flata de auto confiança. Não deixa de haver aqui uma certa ironia: a coragem se revela inimiga da vontade de lutar? Coragem pra quê? Para assumir a derrota? No entanto, para lá desta ironia aparente, podemos detectar aqui o grande gérmen do romantismo literário: a elevação do sofrimento como ato de heroísmo.
Um outro aspecto aparentemente irônico do enredo é o fato de Werther, constantemente, acusar a desigualdade social, em defesa dos desprotegidos mas, ao mesmo tempo, assumindo-a como necessária e até como sendo beneficiário dessa mesma desigualdade, mais uma vez, a contradição é apenas aparente: viviam-se os últimos tempos do Absolutismo, em que a mentalidade coletiva encarava a desigualdade como natural e incontornável, neste contexto, Werther revela mesmo a que hoje chamaríamos ideais pré-revolucionários.

É nítida a antipatia do jovem em relação à frivolidade dos meios sociais de elite; Werther se demite de seu trabalho, em parte, devido à inadaptação a essa frivolidade. No entanto, essa demissão é antes e mais uma fuga. Werther tenta fugir de si mesmo. Regressa então à casa de infância, mais uma vez, a fuga!

Pouco tempo depois, coloca a hipótese da fuga para a guerra. No entanto desiste da ideia, porque decide voltar para junto de Charlotte. A rendição ao amor. Mas porque este regresso ao lugar onde nasceu a sua infelicidade? Mais uma vez sobressai a ideia de procura de um certo heroísmo no sofrimento. Sofrer é um ato de coragem, não de resignação. Por outro lado, é a necessidade de fuga de si mesmo. A negação radical do “eu”. A entrega final de si próprio a um amor que hoje consideramos desmedido e doentio, mas que, à luz da mentalidade da época e do cânones da literatura romântica não é mais que um amor heroico.

Uma obra excelente, uma leitura que aconselho.

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Bruna 22/05/2017

Werther
Um livro que marcou a literatura alemã. Claro que em algumas partes a citação de alguns poemas e canções dificulta a leitura mas, ainda assim, vale a pena ser lido...Aqui, um trecho que demonstra bem o desespero que começava a tomar conta de Werther:
"Subir uma montanha escarpada é o meu prazer nessas horas, abrir caminho por uma floresta densa através das sebes que me machucam, através dos espinhos que me laceram! Então passo a me sentir um pouco melhor! Um pouco!"
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francisco f. 22/11/2016

Decididamente uma obra OBRIGATÓRIA a quem se propõe a ler clássicos.
Agora eu compreendo um pouco do porquê que se fala tanto que "Goethe é Goethe" para definir a qualidade do autor. Me identificar muito com Werther me dá mais certeza de que faço bem em seguir com a minha terapia. A onda de suicídio que o Livro provocou nos jovens da época eu consigo compreender, se pensar na influência que a literatura tinha sobre tudo e todos. Claro que ler "Os sofrimentos do Jovem Werther" não é o suficiente para chegar a esse extremo hoje em dia. Existem outras motivações no mundo atual, infelizmente. Mas é decididamente uma obra OBRIGATÓRIA a quem se propõe a ler clássicos. Um livro sobre paixão, "loucura" e melancolia, escrita de uma forma excelentemente poética.

site: http://deicha.net.br
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