Pétalas ao Vento

Pétalas ao Vento V. C. Andrews




Resenhas - Pétalas ao Vento


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Lili (booktuber) 13/06/2020

Nem se compara com o filme
Passei seis anos me contentando com o filme Pétalas ao Vento, até que enfim pude concluir a leitura e UAU
que loucura
que incrível
maravilhoso
complexo
terrível

Ambos os livros ficarão sempre num lugar especial do meu coração.
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Carine.Barreto 19/03/2021

Muitos gatilhos
No segundo volume da saga foxworth seguimos do do ponto final de jardim dos esquecidos.

Alerta: esse livro aborda muito a violência domestica, violência contra mulher e violência sexual, porém é tudo descrito com naturalidade, o que aumenta nossa aceitação e reduz nossa sensibilidade.

Novamente a autora rompe barreiras do que acreditamos ser moralmente correto e vai mais além (V. C. Andrews, a senhora não tinha limites em), ainda com um toque gótico a narrativa conseguiu me prender até certo ponto...

Foi um livro difícil assim como o primeiro, porém não me convenceu tanto, existem alguns furos no enredo que me incomodaram demais.

Devo ler o terceiro volume em algum momento.
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Evelyn Ruani 20/01/2011

O segundo livro da saga, que encontrei por acaso em um Sebo e que mantém o mesmo nível de qualidade de narração do primeiro. A história continua cheia de altos e baixos, de sofrimentos e algumas realizações e é impressionante como a autora consegue passar o drama das crianças, agora maiores, de uma forma muito viva e real:

"Encolhida em meu colo, estava minha irmãzinha. Não aparentava mais que três anos, tão miúda, tão penosamente miúda e enfraquecida, embora já tivesse oito. Em seus grandes olhos azuis, marcados por olheiras, havia mais sofrimentos e segredos sombrios do que uma criança de sua idade deveria conhecer. Os olhos de Carrie eram idosos, muito idosos".

Este romance relata a trajetória de Cathy e Chris quando fogem de Foxworth Hall, levando consigo a pequena Carrie. Fracos, debilitados e cheios de traumas interiores conseguem a ajuda de um médico viúvo, indo morar em sua casa. Chris consegue superar a maior parte de seus dramas internos e sobe na vida se tornando um médico também, mas Cathy tem em sua cabeça terríveis planos de vingança contra a mãe e não consegue esquecer o seu passado.

Leitura recomendada!
Mércia 27/01/2016minha estante
Evelyn, vc achou por quanto???


Andrea.Barboza 23/03/2017minha estante
Gente alguém sabe onde eu consigo achar esses livros pra comprar? Li o Jardim dos esquecidos, mas a sequencia da série tá dificil de encontrar. Mandei e-mail e mensagens para editora que publicou novamente aqui no Brasil e recebi a resposta que não tem previsão para o lançamento de novas edições. Não consigo ler em pdf. To desesperada pra continuar a ler.


Mariana.Luna 07/06/2020minha estante
Olá, onde posso comprar o livro ?




Layla 01/03/2020

A continuação da saga nos mostra o que aconteceu depois que as crianças conseguiram fugir da prisão e as consequências que o aprisionamento causaram a cada um delas, entre depressão e o ódio que a protagonista sentia planejando a vingança acima de tudo, impedindo de seguir com a vida, vingança essa que é o tema chave do livro. Esse volume manteve a mesma qualidade do primeiro , envolvente , trazendo aflições e curiosidades como essa história vai terminar, os incestos retornam causando maior estranhamento a mim do que eu tive no primeiro livro e algumas coisas ligadas mesmo não sendo de parentes consanguinidade me deixou muito incomodada, faço uma observação que há muitas cenas de estupro , relacionamentos tóxicos que também me deixou incomodada mas a protagonista normaliza, não porque ela quer mas que a sociedade naquela época achava isso normal e culpa da mulher. Finalmente consegui compreender a protagonista porque a sociedade querendo ou não moldou as mulheres dessa época a se sentirem necessidade de viver por um homem e agradar a todo momento o homem. Estou empolgada para saber o que vai acontecer no próximo volume.
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Juh 03/04/2021

Melhor livro que já li na vida
Eu queria fazer a melhor resenha do mundo, digna dessa preciosidade, mas nunca vou conseguir falar desse livro em sua totalidade.
Esse é o livro mais bem escrito que eu já li em toda a minha vida, é um livro totalmente descritivo, em momento nenhum eu me senti como apenas uma leitora eu era uma personagem do livro.
O livro é muito intenso, pela quantidade de páginas eu gastaria em média 6 horas para ler todo os livro, mas o livro é tão intenso que eu gastei três dias, mas na realidade parecia que havia semanas que eu estava nesse universo.
O livro é tão pesado tão cheios de gatilhos, são 500 páginas de dor e sofrimento, esse é o livro mais difícil que eu já li.
Eu não consigo ter uma opinião concreta em relação a Cathy, eu tento entender que tudo o que ela passou no sótão não foi fácil e por isso ela se tornou essa pessoa tão odiosa, mas as atitudes dela me tiraram do sério, eu tive tanto ódio dela, eu não sabia o que era ódio até conhecer ela, o problema dela é que ela não feria a si própria, ela destruía todos que estavam ao redor, mas ao mesmo tempo eu achava ela incrível, uma mulher forte é muito a frente do seu tempo, então meu relacionamento com ela foi difícil de explicar.
Eu fico chocada quando as pessoas falam que este livro é ruim em comparação ao primeiro, esse livro é mil vezes melhor, mas não é uma leitura para qualquer um, um livro com suicídio, estupro, violência doméstica, incesto, esse é uma leitura para os fortes e pessoas que só jogam de cabeça na leitura sem julgamentos.
Ninguém nesse livro é perfeito, todos são cheios de problemas, ninguém nesse livro teve uma vida fácil é isso me destruiu, mesmo no verão esse livro era cinza para mim, como um inverno rigoroso no sótão.
Meu personagem favorito com certeza foi o Paul, ele teve todo o meu coração, sério ele é definitivamente perfeito, casaria com ele é seria extremamente feliz.
Eu estou muito na dúvida se continuo a série, eu queria ler um livro feliz para me desintoxicar desse mundo louco, mas se eu não ler todos o livros parece que vou me sentir incompleta.
Queria falar mais sobre o livro é mostrar o quanto ele é bom, mas nada que eu escreva vai ser suficiente para explicar os sentimentos que essa leitura trouxe para mim.
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Amanda 04/08/2010

Ah...continua meio estranho, meio dramalhão, meio pornochanchada.
Eu e minha maldita mania de ler toda uma série de livros, mesmo que eu não goste do primeiro...
Bom, se o primeiro já achei meio dramalhão, esse então se superou. Tudo gira em torno de Cathy, que é tipo A-BOAZONA! Todos homens do livro caem de amores por ela, e na cabecinha de ovo dela só se passam duas coisas: o desejo de vingança pela mãe, e muito, muito sexo. Ela está lá brigando com o cara e pensando em como ele deve ser na cama. AH!Façameofavor!
E olha, não escapa nada: a mulher pega o irmão (argh!), o marido da mãe, o tutor, o colega de trabalho...
Tudo isso com altas doses de dramalhão e sofrimento.
-Shadowcat- 20/11/2010minha estante
Sério, essa foi uma das melhores críticas que li desse livro. Lembro que pensei a mesma coisa quando li uns anos atrás (e que acabei abandonando).


Zil 06/04/2011minha estante
Esse livro, e os demais, não são pra qualquer cabeça... Ficção é ficção, mas a realidade é ainda pior, fato.


Amanda 06/07/2011minha estante
Ah. Isso é realidade então? Bom saber. Tô vivendo TOTALMENTE FORA da realidade então!


Vivi 25/06/2014minha estante
CONCORDO TOTALMENTE!!!
Vi o filme do Jardim dos Esquecidos e fiquei curiosa para saber o que aconteceria. Só por isso procurei o segundo livro. Descobri então que a minha conclusão de que o filme devia ser ruim porque foi uma adaptação mal feita do livro estava errada. O livro é ainda pior que o do que o filme.
Se essa é a realidade, não é a minha com certeza e portanto também não é a única. Graças a Deus!


Adriane.Rocha 05/09/2016minha estante
Sim, esse livro relata uma realidade muito comum, quer você acredite, quer não.
É ignorância achar que a relidade em que você vive é a única a existir.
Um livro ? a saga toda, na verdade ? profundo, uma autora incrível com um bom quê de mistério na vida.




Marina 13/02/2011

Agora sim a Saga dos Foxworth está mostrando a que veio! Pétalas ao Vento, a continuação de O Jardim dos Esquecidos, é um livro muito mais dinâmico, em que inúmeros acontecimentos são mostrados, e vários anos se passam desde o início ao fim do livro.
Personagens novos aparecem, muitas mortes ocorrem e muitos relacionamentos começam e terminam.

Era de se esperar que este livro fosse mais agitado que o primeiro, afinal, no início da Saga, os irmãos ficam presos a maior parte do tempo no sótão, e as coisas demoram para desenrolar. Para compensar, 350 páginas parecem não dar conta do tanto de reviravoltas mostradas em 5 partes nesse segundo livro. Algumas coisas, inclusive, parecem meio corridas e com desfechos que poderiam ser mais detalhados.
Outro ponto que me deixou nervosa algumas vezes foi Cathy. Apesar da menina se mostrar tão forte, decidida, e até obcecada, várias de suas atitudes são contraditórias para alguém que se diz tão bem resolvida.

Mas enfim, é um ótimo livro, e finalmente vemos o que o destino dos irmãos Cathy, Chris e Carrie lhe reservaram, e para que rumo da vida a liberdade os levou. Recomendo!
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Andreia 16/07/2011minha estante
Adoro essa serie, para mim apesar de todos os dramas e tragedias,eh uma das melhores series.




Bekah Abreu 11/10/2015

A beleza da vingança
Ei galerinha! Boa tarde a todos os leitores viciados e apaixonados.

Hoje vamos falar de uma obra da diva ‘V. C. Andrews’: Pétalas ao Vento, que é o segundo livro da ‘A Saga dos Foxworth’, que é a sequência de ‘Jardim dos Esquecidos’. Devo dizer que eu estava dividida quanto a ler esse livro. Metade de mim estava animada com a leitura, pois a autora consegue te prender a o livro, mas por outro lado, eu estava temerosa por que o livro um tinha terminado de forma pesada. Eu estou numa fase que foge de livros pesados, então pensei que ia cair numa depressão profunda. Mas chega de papo e vamos para o livro.

Os três bonecos de Dresden finalmente estavam livres, mas sem jamais curar as cicatrizes e as memórias daquele sótão. O mesmo destino que os levara a passar três anos confinados, o mesmo que levou Cory; parecia agora converter a favor das crianças. Mesmo cercados de conforto e começando uma nova vida, eles não conseguem esquecer, nem fugir das palavras malditas da Avó. Seriam eles filhos do demônio, mesmo? Enquanto cada um tenta seguir seu sonho, uma planta de vingança emerge do coração da boneca bailarina. Siga essa nova história sobre o olhar atento, angustiado e carente de Cathy e descubra que o passado pode ser enterrado, mas nunca apagado.

Gente, que livro é esse? A sensação que tive ao passar a ultima pagina, foi que eu tinha lido uma daquelas ‘bíblias’ do “George R. R. Martin”. O livro é grande, sim, mas não tão grande! Porém ele é carregado de tanta história, tanto crescimento, que quando você acaba, parece que viu uma vida inteira passar. Ao mesmo tempo em que tem muita informação, tudo passa de forma simples e direta, mas sem deixar de ter paixão, dor e angustia.

Aqui vemos as crianças onde exatamente tudo parou: a fuga. Para não dar ‘spoilers’ não vou contar onde eles foram, mas deixo claro que eles ganham um novo lar. Esse novo lar parece um sonho, já que possibilita a Chris e Cathy tentarem realizar seus sonhos, mas nem todo o dinheiro e carinho parece curar a dor e perda de ambos os irmãos.
O foco está em Cathy e é ela que conta tudo. Por isso, temos noção dos seus sentimentos e do seu sofrimento continuo. Ela não consegue esquecer, nem perdoar e sua mente começa a arquitetar um plano de vingança pérfido.

E como o mundo gira e o tempo passa, logo se observa que a beleza da mãe deles veio para a filha. E ao mesmo tempo que isso é uma benção, também é uma maldição, pois a carência da bailarina a leva a escolhas equivocadas e como ela enlouquece os homens, consegue praticamente tudo que quer e depois tem que engolir os frutos dos seus atos. Quando a isso, eu só posso dizer que senti muita pena e raiva da Cathy, porque mesmo que ela sofra, ela não aprende e só parece fazer mais burrada. A garota é muito perdida!

“— Por que está chorando, Cathy? — indagou Bart suavemente. Então, fez-me virar a cabeça, de modo que ficou com o rosto molhado por minhas lágrimas. — Não sei... — solucei. E, realmente, não sabia... — Claro que sabe — replicou Bart, roçando o rosto escanhoado no meu, enquanto continuávamos dançando. — Você constitui uma mescla que me deixa intrigado: um pouco de criança, um pouco de mulher sedutora, um pouco de anjo. Soltei um riso curto e amargo.”

Todavia ai que esta a jogada da ‘Virginia’ (autora). Mesmo você discordando das ações, há tanta coisa que você não consegue largar o livro. Além de esperar ardentemente pela vingança (eu estava rindo que nem uma hiena nessa parte).
Além da Cathy, eu devo dizer que senti um dó enorme do Chris. Ele também estava perdido em seus sentimentos e mesmo que não pudesse concretiza-los, vivia para ao que sobrou de sua família. E a Carrie? Gente, eu chorei nas partes dela. Acho que foi uma das que mais sofreu e não conseguiu fechar o ciclo (talvez pela falta de Cory).

Além dos irmãos, eu me apaixonei pelo Paul (apesar dos pesares), senti pena do Julian e o Bart (apesar dos pesares). Esse livro não tem pessoas perfeitas, por isso você vai sempre achar os homens safados demais. Vou logo avisando que é uma série ótima, mas para poucos, pois tem um cunho pessimista demais e ‘negro’. Aos que ousarem ler, vão ver também muita beleza e provavelmente vão ficar viciados como eu. A autora termina de forma a deixar do ar: pode terminar aqui, mas também pode ter uma nova estória fascinante.

Recomendadíssimo!


site: http://cronicasdoslivros.blogspot.com.br/2015/10/petalas-ao-vento-v-c-andrews.html
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Nessa Gagliardi 23/09/2009

Gente, que troço estranho... Continuo sem saber como qualificar este saga.
Acho a forma da autora de escrever um tanto infantil, melodramática demais e também acho que algumas observações sexuais continuam sendo postas na história apenas com o intuito de chocar. Por outro lado, não posso negar que, a despeito das características acima, a saga nos prende a atenção.
Por mais ridículas que as situações parecessem, eu ainda ficava curiosa com o desenrolar da história.
Tá, acho que o saldo foi positivo.
Tô então partindo para o terceiro livro.
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Rafael 19/06/2014

Pétalas ao Vento é um livro com uma história muito parecida com a de seu predecessor: começa bem, tem o miolo muito chato e termina bem.
A história desta vez é concluída, não deixando explicações perdidas para o próximo livro (o qual possivelmente não vou ler).
Desta vez, Cathy finalmente consegui sua vingança, mesmo tendo que se tornar uma periguete para tanto. Perde a oportunidade de ter uma boa vida ao lado de quem ama para destruir a vida de sua avó e mãe.
Bolena 01/12/2015minha estante
Bom resumo rs Ela fez tanta besteira... Tudo bem que ela sentia bastante raiva e tal mas desperdiçar metade de sua vida e jogar fora a chance de viver uma vida feliz foi um preço bastante alto.




Lanna 11/02/2020

razoável
Eu amei o primeiro livro dessa série, e logo depois que finalizei a leitura, comecei logo Pétalas ao vento. O livro no geral não é ruim. A leitura por muitas vezes se tornou arrastada, e eu me senti como se estivesse lendo uma fanfic qualquer. Nesse livro, eu quase não suporto a Cathy. Ela faz tanta besteira buscando a vingança dela que na maioria da vezes se torna insuportável. Fora isso, o livro tem bastante drama nível novela mexicana. Não to dizendo que o livro é péssimo ou ruim, eu só esperava mais. Já nos ultimos capítulos, eu consegui terminar a leitura de forma mais rápida, e até gostei bastante de como tudo terminou. Com certeza irei ler a continuação em breve.
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Ana Afonso 09/07/2017

Drama em cima de drama
O que estava ruim pode piorar.

Dá vontade de jogar o livro na parede ao ler a protagonista tomando as piores decisões.
Mariana.Luna 07/06/2020minha estante
Se quiser, pode me enviar o livro então ?


Ana Afonso 03/07/2020minha estante
Li pela internet há muito tempo Hehe




Cris 29/09/2016

Tragédia sobre tragédia... SOCORRO!!!
Cathy e seus três irmãos foram trancafiados num sótão sujo e escuro pela mãe e avó por aproximados três anos e meio, e, após viverem os piores momentos de suas vidas, eles conseguiram fugir do lugar. Tinham a intenção de viajar até o circo mais próximo a fim de trabalhar e começar uma nova vida longe das pessoas que mais os machucaram, porém, ao longo da viagem, Carrie, a raquítica irmã mais nova começou a passar mal e vomitar sem parar. Tentada a ajudar, uma das passageiras se mostrou interessada a levar os irmãos até seu patrão, o doutor Paul Sheffield. Sendo assim, eles foram levados até uma mansão na qual foram submetidos a vários exames e um leve interrogatório sobre a real história de cada um. A partir daí, o destino dos irmãos fora mudado drasticamente, eles não mais teriam que trabalhar num circo qualquer para ganhar a vida, agora, tinham a chance e a oportunidade de ser o que eles sempre quiseram ser: Chris, um grande médico; Cathy, uma renomada prima ballerina; Carrie por ora apenas seria o que uma criança de nove anos deveria ser... Feliz! Quanto ao Cory, bem, ele não mais teria sonhos a realizar...
Será que os irmãos conseguirão olhar para o futuro e deixar de lado o terrível e assombroso passado vividos há pouco tempo?

"Quero que você entenda que aquilo que é preto para uma pessoa pode ser branco para outra. E nada neste mundo é tão perfeito a ponto de ser branco ou tão ruim a ponto de ser preto. Tudo o que se refere aos seres humanos tem as mais variadas tonalidades de cinza."

Assim que terminei "O Jardim dos Esquecidos" me vi triste, inconformada e com um leve desejo de vingança enrustido em meu ser. Agora que terminei o segundo volume da saga, "Pétalas ao Vento" pergunto à Cathy se valeu a pena todos os anos perdidos maquinando a destruição de uma pessoa que nem sequer deveria ganhar o título de mãe? Contudo, mesmo que eu tenha algumas reservas acerca desse fato em específico, assumo estar viciada na forma como a autora V. C. Andrews consegue intrincar um fato ( sofrimento ) ao outro sem perder o compasso. Sim, tudo é muito pesado, sombrio e pessimista, mas é muito difícil fechar o livro sem ficar curiosa e agoniada para saber como tudo terminará! Ainda tenho mais três livros para ler e não vejo a hora de encontrar a seguinte frase: " e eles viveram felizes para sempre". Bem, creio que isso não acontecerá mas não custa nada tentar, não é mesmo?

Basicamente este livro narra a trajetória de Cathy, Chris e Carrie num período de aproximadamente quinze anos. Nesses anos vamos acompanhar o crescimento e o amadurecimento de cada personagem, e, enquanto Chris e Carrie tentam levar uma vida aparentemente normal, Cathy se perde cada vez mais num caleidoscópio de erros e frustrações acerca de uma vingança infrutífera contra as duas mulheres que destruíram seus sonhos. Se parar para pensar, não consigo tirar nenhuma lição de vida que acrescente algo à minha vida, apenas posso reiterar que o fanatismo religioso cega as pessoas fazendo-as refréns de um Deus muito diferente do que eu conheço. Um outro ponto bem importante e muito citado é a vingança... até que ponto devo me vingar de alguém sem que eu esqueça da minha própria vida? Não seria melhor perdoar e seguir em frente? Nem vou levantar questões ainda mais complexas acerca do desvelado amor entre os irmãos, Cathy e Chris... meu Deus! Preciso de ar!

Não tenho o que dizer sobre a construção e desenrolar da história criada pela autora V.C. Andrews, tudo fora perfeito e dolorosamente bem construído e apresentado. Sua escrita altamente detalhista soube me prender do início ao fim sem deixar em nenhum momento a leitura morosa ou maçante.
Todos os seus personagens principais e secundários foram trabalhados magistralmente, cada um teve sua parcela de culpa para que esta história entrasse para o rol dos meus livros favoritos. Todavia, novamente informo, houve algumas situações acerca da vingança de Cathy que me irritaram, mas de forma alguma posso desmerecer o trabalho da autora, sei que toda essa brusca desfeada da personagem foi algo minimamente pensado, afinal, há pessoas e pessoas no mundo. Umas superam e vivem uma nova vida; já outras, fazem como a Cathy, enfim.

Sem mais delongas devo continuar a leitura assim que superar todo drama e tragédia presentes em todos os capítulos. Quando acordar e não mais lembrar de tudo passei nos últimos dias, olharei para "Os espinhos do Mal" e darei sequência rs! Por ora, eu mais que recomendo esse suspense psicológico maravilhoso a todos que amam livros densos, contraditórios, e nada convencionais. A autora realmente sabe contar uma boa história, ela nos prende, vicia, sobretudo perturba e contradiz.
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