Frankenstein

Frankenstein Mary Shelley


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Resenhas - Frankenstein


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Karolzinhaarias 22/01/2019

Pessoas maravilhosas podem se sentir tristes.
Uma leitura simples e com muita história. Depois de assistir o filme sobre a biografia da autora me interessei pela obra. E recomendo muito para aqueles que lerão ou já leram assistir esse filme, pois mostra novos horizontes de como entender a obra.
O livro fala sobre uma criação que não fora amada. Análogo à esse sentimento, podemos observar as consequências da vingança.
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Júnior 22/01/2019

Muito além das além das adaptações
Confesso que antes de ler este romance possuía uma ideia completamente diferente dele. Vi logo que isso era fruto dos anos de influências das adaptações cinematográficas que "Frankenstein" sofreu no decorrer do último século. Para mim, foi uma grata surpresa quando pude constatar que a história original era muito diferente dos filmes (e animações) inspirados na obra. Considero, inclusive, o livro muito superior em todos os aspectos, principalmente, pelo fato de o protagonista ser o próprio Dr. Frankenstein (revelando suas crises e temores), e não o monstro criado por ele. A propósito, a narrativa é bastante profunda e analítica, não sendo em nenhum momento enfadonha como já ouvi muita gente dizer. As relações entre transgressão e culpa são pontos muito bem trabalhados na trama, assim como as consequências decorrentes das atitudes de Victor. É certo que muitas passagens possuem uma atmosfera até deprimente, mas isto faz parte do contexto da história e não é algo que possa ser considerado incômodo ou apelativo.
Além das críticas ao cientificismo e à sociedade do século XIX, a obra também tem muito a dizer a respeito da própria essência da natureza humana em confronto com os medos criados por nós mesmos. Ainda assim, cabe ao leitor descobrir quais elucidações lhe virão à tona durante sua análise de "Frankenstein", pois este é um clássico que vai além das inúmeras interpretações e releituras que a obra recebeu, não se limitando apenas a um tipo de perspectiva.
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Jeeh 08/01/2019

Carência sentimental em cadeia.
A autora possui uma linguagem clara e assertiva sem perder o cunho literário. Durante a leitura encontrei muito de Mary Shelley e suas leituras em suas criaturas; Frankenstein, um cientista de alta elevação intelectual, que por conta de sua carência sentimental foi incapaz de compreender sua criatura e seus sentimentos. Sua criatura, por sua vez, marca bem os pensamentos de Rousseau ao discutir que o homem nasce bom, o meio é que o corrompe. Tal pensamento é trazido à tona durante a narrativa da criação de Frankenstein - e que narrativa- *Se alguma criatura demonstrasse ter emoções benevolentes comigo, eu as retribuiria cem vezes e mais cem; em benefício dessa única criatura, ficaria em paz com toda a espécie!*, pg. 241.
No trecho, a criação conta sobre ter recebidos os bons sentimentos, que sentia ternura e amor, que igual a todos queria ser amado, querido e pertencido. Por isso, realizou inúmeras bondades, embora seja reconhecido, apenas, pelas mortes.
Para mim, todos, Victor, Frankenstein (criatura), Robert, sofriam do mesmo mal, a falta de amor. No caso de Victor, isso reflete em sua relação com a criatura
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Nicholas 29/12/2018

Consequências do Gênio Atormentado
Frankenstein é a história de um gênio arrogante que não consegue lidar com os problemas que ele mesmo criou, e de um monstro solitário que nutre ódio à humanidade que o despreza.

Vítor Frankenstein é um jovem genial de uma família afluente, que em sua arrogante busca pelo conhecimento e prestígio consegue criar vida, na forma de um homem.
Ao nascer de sua criação, porém, Vítor se espanta com o aspecto da criatura e cai em loucura, sendo acudido pelo amigo Henry Clerval.
Enquanto isso, o monstro foge e vive recluso, tentando compreender a humanidade que não o aceita. Ao espreitar uma família, aprende seus hábitos e até mesmo fala e leitura.

A trama segue nesse tema, com Frankenstein fugindo dos próprios erros em seu egoísmo, enquanto a criatura alterna entre suas tentativas de aprender com a humanidade e sua vingança por sua rejeição.

Vale notar que o monstro não é como sua imagem popular atual. Apesar de seu aspecto horrendo, é inteligente e depois de aprender torna-se eloquente, contando ele mesmo sua história para Frankenstein.

Outro ponto interessante é o formato da narrativa em três níveis, com relatos do monstro, de Vítor e do Capitão Walton, que os encontra no caminho para o pólo norte.

Esta é uma obra precursora da ficção científica e mostra suas influências ao usar invocações científicas para explorar a natureza humana.
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27/12/2018

Além do monstro
O livro vai além do choque de ter criado um monstro com o qual não se consegue lidar. É mais do que isso. É sobre como construímos e somos responsáveis pelo mal que criamos, mas não conseguimos lidar bem com isso e acabamos rejeitando, afastando, ignorando e tentando resolver com mais violência e raiva algo cuja responsabilidade de existir é nossa. Não é o que fazemos em relação aos índices de criminalidade? Não é como o nosso sistema penal é baseado? O clássico foi escrito há 200 anos e ainda hoje serve para nos mostrar que continuamos falhando!

A leitura é incrível, necessária e muito rica. Vale a pena conhecer o contexto de vida e a biografia da autora antes de ler Frankenstein, torna toda a experiência da leitura ainda mais envolvente.
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Bya 05/12/2018

Menos que o esperado
Me senti frustrada por não gostar de um grande clássico do horror :/ Logo de cara já não era o que eu esperava,dada a grande reputação do livro,mas isso em si não constitui minha frustração e achei interessante embarcar numa leitura diferente do que eu previa,diferente da fama que o nome carrega.

Porém a frustração veio ao longo da leitura,que se tornou arrastada e em mim não surtiu o efeito de gerar medo ou angústia. Acredito que boa parte disso se deva ao fato de considerar o protagonista e sua história inconsistentes e por vezes irresponsáveis. Tarda em tomar atitudes e é extremamente descuidado em mais de uma ocasião (o que é estranho, dado que passa a primeira parte do livro toda obstinado em conhecer mais sobre ciências e desenvolver raciocínio lógico,essas virtudes parecem se perder de uma hora para outra). Ele não busca consertar as coisas que tanto se martiriza por acontecerem. Todas as vezes em que o enredo dá a oportunidade de remediar os problemas, essas oportunidades surgem pela sugestão da criatura,nunca do criador. Por isso em algumas partes considerei pouco convincente e trama "sem pé nem cabeça".

No entanto, impossível negar as tantas facetas de características da sociedade que são expostas e que podemos interpretar e refletir a respeito ao longo do livro, cujas críticas se mantém atuais, principalmente no que se refere ao que é humanidade. Talvez até mesmo os pontos que me desagradaram façam parte dessa reflexão necessária.
Neto Marcel 06/12/2018minha estante
Ler clássicos é uma experiência bem interessante. Como eles sempre carregam um legado, é uma experiência que conter/conciliar expectativas XD. As minhas são altas em relação a esse livro. Mas até quando eu me decepciono rende algo acho, nem que seja "porque raios as pessoas falam tanto disso?" ahauahuaha


Bya 07/12/2018minha estante
Pior que é bem isso mesmo!!muito legal essa experiência,sempre acrescenta e ensina algo * _ *




Priscila 17/11/2018

Ambição desmedida e solidão intensa, o que podem trazer?
Muito horror e tristeza. É o que acompanhamos na vida das personagens principais desse romance espetacular de Mary Shelley.
De um lado, Víctor Frankenstein, que nasceu em uma família onde não lhe faltou amor e onde também não lhe faltou recursos para receber uma boa instrução e meios onde pudesse ter uma vida de conforto e satisfações.
De outro, a criatura que foi resultado da busca de Víctor pelo louvor e reconhecimento no mundo científico, mas que este abandonou imediatamente após o seu despertar para a vida, por se deparar com a sua aparência grotesca. Tal criatura nunca soube o que era ser amado e nunca recebeu o menor gesto de consideração de qualquer pessoa. Pelo contrário, sua aparência o relegou a uma vida de solidão extrema onde não havia nenhum passado feliz ou perspectiva de um futuro melhor com que pudesse se confortar.
Nesses opostos de existências, Frankenstein e sua criatura passam a conhecer verdadeiros tormentos onde a vida se torna um fardo insuportável para ambos.
Com que excelência Mary Shelley nos transporta para os mais sombrios pensamentos e para as maiores angústias de suas personagens! E é nesse embate de emoções que podemos nos perguntar várias vezes sobre nossos próprios sonhos, nossas ambições e sobre o que estamos fazendo em nossas vidas.
Maravilhoso e instigador, esse é um romance que não se lê apenas uma vez!
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Lethycia Dias 21/10/2018

O medo daquilo que não conhecemos
Frankenstein é um romance clássico de horror e ficção científica e nos apresenta a um dos personagens mais icônicos do gênero, o monstro de Frankenstein. Mary Shelley nos conta por completo a história da criação desse monstro e da ruína de seu criador.
Victor Frankenstein é um jovem aficionado por ciência, e ao avançar em seus estudos, se vê obsecacado com a origem da vida. Por dois anos, ele se dedica a dar a vida a uma criatura, mas fica horrorizado com aquilo que cria e o abandona. Abandonada, sua criatura aprende a viver por conta própria e se depara com o horror, o medo e o ódio que desperta nas pessoas.
A criatura experimenta por muito tempo a solidão, e enquanto passa por um longo processo de socialização e aprende a viver no nosso mundo, tem a esperança de poder conviver com seres humanos e ter relações de afeto. A rejeição que sofre, porém, lhe desperta o ódio e desprezo pelos pessoas e o desejo de vingança contra seu criador.
A história de Frankenstein discute questões como a humanidade e o que nos torna humanos; como encaramos o que é feio e estranho; como tememos aquilo que não conhecemos ou entendemos; e também coisas ligadas à ciência, como ética e quais seriam os seus limites.
O livro varia entre passagens arrastadas e trechos de grande apelo dramático. A história de Frankenstein e de sua criatura é grandiosa, chocante e emocionante. Os temas que discute ainda são relevantes. Esse livro me faz pensar que livros clássicos têm uma boa razão para serem clássicos. Recomendo muito a leitura!
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Dri F. @viajecomlivros 12/10/2018

Mais um clássico do terror lido nesse último mês, e que vai para as sextas #viajecomlivroshalloween

Frankenstein foi escrito por Mary Shelley em 1818. E embora seja um clássico de 200 anos, incrível como a leitura é fácil e envolvente de ler.
Me surpreendi muito porque nunca tinha tido nenhum contato com a história original do ?monstro?, só com as versões já produzidas pela TV e pelo cinema, e que boas surpresas vieram.
Victor Frankenstein é um jovem e sonhador cientista que decide usar todo seu estudo e conhecimento para dar vida a uma criatura que, ele acredita, poderá revolucionar as ciências naturais do seu tempo.
Ele atinge seu objetivo depois de muita dedicação, estudos e isolamento, mas logo se percebe assustado com a criatura medonha que se levanta quando ele termina seu experimento. E foge em desespero com o que ele acabou de fazer.
Uma das coisas que eu não sabia é que a criatura não tem nome na história, na verdade Frankenstein é o sobrenome do cientista que a criou.
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A partir daí a história nos envolve em dilemas de ética, certo ou errado frente a nossas responsabilidades. Sim, a criatura é descrita como horrenda, mas aprende sozinho a ler, a falar, e a entender o papel de cada um em sociedade. Victor se tortura pelas suas escolhas e as consequências que elas trazem para seus amigos e familiares.
E vamos acompanhando a narrativa desses dois personagens e suas escolhas, certas e erradas, boas ou más e toda tragédia que vem disso.
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A leitura flui muito facilmente, a escrita é simples e de fácil entendimento, envolvente e que faz o leitor querer muito chegar ao final. O livro começa com cartas de um rapaz para sua irmã e depois da narração do próprio Victor contando a esse rapaz suas desventuras.
Gostei bastante, há sim momentos de tragédia e horror mas nada que não seja condizente com a história. Me surpreendeu em muitos momentos e indico demais mais esse clássico do terror.
Instagram @viajecomlivros
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Eurafaprado 08/10/2018

Clássico
20 Livro de 2018.Frankenstein.

Um clássico, escrito por Mary Shelley em 1818, durante uma noite chuvosa, em uma brincadeira de quem contava a melhor história de terror!
Ao contrário do que se pensa Frankenstein não é o nome da ?Criatura? e sim o sobrenome do Criador.
Um livro repleto de reflexões Morais, que nos mostra a importância de saber escolher e que nem sempre a busca incessante por um objetivo nos leva ao sucesso.
Nota 5 no #skoob , e já se foram 7.000 páginas só este ano !!! De março até aqui ?
Ler é um prazer, uma viagem incrível !!!
Ler é hábito, só se avança, se começar !!! #frankenstein #maryshelley #darksidebooks #literatura #livro #literatura #leituracompartilhada #leia #livroseleitura #booklover #booklovers #book #leia #ler #amantesdelivros #bookstagram #book #skoob #kindle #kindlebrasil #kindleoasis #amazon #kindleunlimited #ebook #lendoclassicos #1001livrosparalerantesdemorrer
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Rani Medeiros 04/10/2018

Clássico incrível
Um homem com sede de conhecimento acaba dando vida a uma criatura incompreendida e confusa. A escrita da autora me envolveu do início ao fim, fui surpreendida a cada capítulo, ela nos faz entender o lado de Victor o criador, mas também o lado do monstro, descrevendo seus sentimentos e temores. Todos os personagens foram muito bem construídos, e a leitura fluiu rápida me deixando mais encantada! E o desfecho surpreendente e dramático ao final fez com que o livro entrasse para os meus favoritos. Amei!
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Ernani.Maciel 04/09/2018

O texto é refinado, a tradução está à altura da grandiosidade da obra; uma narrativa com foco no humano.
Li alguns textos e assisti a filmes com citações desta belíssima obra, que acabaram por induzir-me a desenhar em minha mente algo totalmente diferente do que li. Imaginava um monstro vagando pela Londres do século XIX; uma narrativa grosseira e direta.
Feliz ledo engano. Para se ter uma ideia, Frankenstein é o cientista e o monstro jamais recebeu um nome de batismo. Acreditava que Frankenstein era o monstro.
O texto é refinado, a tradução está à altura da grandiosidade da obra; uma narrativa com foco no humano.
Obra clássica que levou-me a refletir sobre a nossa existência.

E os clássicos sempre deixam importantes lições; relatarei abaixo as que mais saltaram aos meus olhos:

Não devo julgar o livro pela capa, ou seja, tratar a outrem bem, independentemente das nossas diferenças ou opiniões. Às vezes nossas atitudes impensadas, destaco as verbalizadas, marcam negativamente e para sempre a história de outrem; especialmente quando partem de quem amamos e respeitamos;

Não deixar que o ego supere a razão;

Mas a grande lição aqui, a meu ver, é o fato de que não devo dedicar-me tanto a uma determinada tarefa, sonho ou objetivo, a ponto de negligenciar o que me é mais caro, como por exemplo, minha família.

Agradou-me os textos da autora a respeito da ciência e religião.

Impossível não dar 5 estrelas.

Edição: muito boa, capa dura de fácil manuseio. Recomendo.
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Rafael Moura 29/08/2018

Excelente leitura!
Tenho que confessar que subestimei um pouco este livro. Não esperava um livro tão bom e me surpreendi! Uma história gostosa e relativamente fácil de ler, com acontecimentos marcantes e bons diálogos. Se algumas coisas parecem clichês atualmente, é pq vivemos numa cultura que tem exatos 200 anos absorvendo elementos dessa narrativa.

O desespero e a miséria que abatem o Victor Frankenstein fazem com que nós nos identifiquemos com ele logo de cara. Ao mesmo tempo, a autora consegue passagens belíssimas onde conseguimos conexão também com o monstro (que não adota o nome do seu criador, e que não é "batizado" por este com nenhum outro nome). Criador e criatura, num balé de orgulho, medo, raiva, ódio, desprezo, carência, dentre outros sentimentos.

É um clássico e, como tal, pode ser interpretado de várias formas: a relação entre pais e filhos, entre o homem e Deus, entre culturas diversas, a velha discussão entre homem versus ciência, bem e mal, Hobbes x Rousseau, dentre outras. Ainda que fiel ao seu tempo, este livro é, como normalmente os clássicos são, atemporal. Me censuro por ter demorado tanto em lê-lo.

Enfim, é certamente uma leitura indispensável para quem gosta de clássicos, para quem gosta de cultura popular em geral, bem como para aqueles que curtem viajar nos questionamentos de um bom livro.
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