Frankenstein

Frankenstein Mary Shelley


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Resenhas - Frankenstein


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Francisco Dunas 24/07/2018

Os Nossos Demônios Internos
Um belo ano para os amantes do gênero terror. "Frankenstein", escrito em 1818 pela escritora britânica Mary Shelley, completa duzentos anos. Nascida no século dezoito, mais precisamente no ano de 1797, filha do jornalista William Godwin e da escritora Mary Wollstonecraft, Shelley cresceu influenciada pela escrita e tornaria-se uma das maiores figuras do universo literário tanto pela composição de sua obra quanto pela criação de um dos maiores personagens da literatura moderna eternizado tanto no universo das letras quanto na sétima arte em suas inúmeras adaptações - por mais que a maioria das dessas releituras cinematográficas tenham fugido do tema principal, elevando cada vez mais o nostálgico charme e originalidade da obra à eternidade.

O primeiro contato com o livro foi algo surpreendente, pois diferente das demais histórias e contos do gênero já tão bem difundidas e reformuladas ao (desnecessário) extremo, Shelley usou de um criativo artifício - o qual possivelmente tenha sido a chave certa para sua obra atravessar décadas e décadas e permanecer atual: Há mais humanidade do que horror neste livro. Afinal, enquanto seres humanos, não há no mundo medo maior do aquilo que somos capazes de fazer.

Vamos à trama: O jovem e sonhador cientista Victor Frankenstein, devido à sua solidão e visões de um futuro promissor, decide usar todos os seus conhecimentos adquiridos para dar vida à uma simples matéria inanimada tendo por base a junção de diversas partes de diversos cadáveres. Almejando tornar-se o grande desbravador de um mundo desconhecido, abdica-se do convívio social por considerá-lo um tanto quanto ultrapassado em comparação à sua jornada, abraçando-a. Quando finalmente alcança o seu objetivo, o jovem dá-se conta de que havia irracionalmente criado um ser tão horripilante e inconcebível que automaticamente ridicularizaria toda a sua inovadora empreitada. E para completar: Ele estava vivo. Desesperado, o doutor o abandona para vagar pelo mundo afora enquanto foge para esconder-se no mundo o qual ele havia dado às costas anteriormente. Porém, inconformado pela reação de seu grande criador, a criatura parte em uma jornada de auto conhecimento no mesmo instante em que aprende a desviar-se do contato humano que tanto o despreza pela sua forma física. Quando sente-se pronto para dar vida ao que seu então "pai" o havia designado, ele fará de tudo para reencontrá-lo para um ajuste de contas.

A obra em questão é visto por muitos como um ensaio sobre a devastação em nome do sucesso. Acredito que a criatura, apesar de cometer atrocidades que o transformam no ser assustador que ele é aos olhos dos homens, não o faria caso tivesse recebido o companheirismo que Dr. Frankenstein poderia ter-lhe oferecido. É justamente neste ponto que o enredo pede ao leitor uma atenção especial: O "monstro" pode ser facilmente observado como a personificação da culpa que todos nós sentimos em relação à certas ações que deixamos sair do controle por não possuirmos aquela determinada experiência que a situação exigia. Entrando em mais detalhes, o cadáver trazido à vida possui alguns atributos interessantes que valem a pena ressaltar: Ele é alto, feio, não fala corretamente e possui uma garganta cavernosa, não possui o conhecimento para locomover-se normalmente - podendo facilmente tropeçar e cair a todo instante - , além de possuir uma força descomunal. Os temíveis diálogos que ele acaba mantendo com seu estupefato criador fazem uma divertida analogia à forma como o homem sempre irá encarar a culpa como algo grande, assustador, desumano e extremamente forte; algo como uma sombra a nos perseguir simplesmente para nos lembrarmos de nossas ações e de suas consequências. Sendo o horror psicológico um dos ápices da trama, é plausível dizer que a escrita do livro consegue atingir o seu objetivo, por mais grosseira que seja a forma como a criatura é descrita.

Uma leitura inteligente e empolgante que causa fascínio até os dias de hoje. Em uma das poucas vezes na literatura, vemos o nosso lado prepotente em uma forma viva a nos perseguir. Escrita em forma de carta - o que acredito fazer a história ganhar um nível maior de suspense, pois somos obrigados a acreditar nas palavras de um personagem relativamente pequeno - pelo capitão de um navio que socorre o cientista quando este está em uma frenética fuga (através do Pólo Norte) de sua "culpa" que agora sabe falar corretamente e tem pleno domínio de suas faculdades mentais e físicas, a obra conseguiu catapultar um gênero que viria eternamente a beber de sua fonte. A relação entre os dois personagens principais ao longo das páginas, justamente pela genialidade de Shelley, é considerada uma das mais desgastantes e trágicas da literatura, mas nem por isso, menos elegante.

Nós criamos os nossos próprios demônios ao ousarmos termos o domínio absoluto de tudo e de todos, incluindo o impossível, o que acaba sendo o grande erro do protagonista e exatamente por isso ele acaba sendo caçado da forma horripilante mundo afora, por um cadáver reanimado, como forma de castigo. Creio que poucas vezes a literatura soube fazer isso de forma tão majestosa.

Além de ter renovado um gênero, o livro ainda abre discussões sobre o posicionamento de mocinho e vilão em diversas outras histórias. No caso da obra em questão, as opiniões divergem, porém, a maioria aponta que Frankenstein é o vilão e a sua criatura é o grande herói, pois no começo da trama encontra-se totalmente distante das normas e regras do mundo que o cerca. A conclusão é um dos desfechos mais convincentes que li até hoje. Afinal, não somos nós mesmos o nosso pior inimigo?
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Iago 19/07/2018

O monstro de Frankenstein
De tudo o que já li na vida eu nunca odiei tanto um personagem quanto o monstro de Frankenstein, consegui sentir todo o ódio e o pesar do Victor e a tomenrta que o monstro produz.
O cinema entrega um ser completamente diferente do livro. Mary Shelley ícone da literatura inglesa.
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Anderson 16/07/2018

Duzentos anos de indagações...
Uma das melhores obras que já tive a oportunidade de ler.
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leila.goncalves 11/07/2018

Quem É O Monstro?
Frankenstein" é o resultado de uma aposta entre uma inglesinha de 19 anos e Lord Byron. Ambos foram desafiados a inventar uma história de terror e Mary Shelley, a autora, criou um clássico do gênero gótico, enquanto que o manuscrito do afamado poeta ficou relegado ao esquecimento....

Na verdade, o livro é uma tocante narrativa sobre o preconceito e a solidão. Escrito entre 1816 e 1817, foi publicado no ano seguinte e revisado pela autora na terceira edição, considerada a definitiva e usada como base para traduções.

Pouca gente sabe que seu título original é "Frankenstein ou o Moderno Prometeu", pois assim como esse titã foi punido por Zeus, quando revelou o segredo do fogo à humanidade; seu protagonista, o jovem cientista Viktor Frankenstein, também recebeu seu castigo ao descobrir o mistério da criação da vida que é considerada de natureza divina. Aliás, o conflito entre o avanço da ciência e a religião também é um dos enfoques narrativos.

Uma confusão frequente é adotar Frankenstein, o sobrenome do criador, como o nome da criatura que sequer é mencionado. Também não há qualquer referência que ela seja produto da mutilação de cadáveres ou mesmo que veio à vida através de um raio.

Tais controvérsias foram introduzidas através das inúmeras adaptações sofridas pela obra nem sempre fidedignas. A própria aparência do monstro descrita no livro é singularmente diferente da imagem atual: sua pele é amarela ao invés de esverdeada e seus cabelos curtos com aquela "cômica" franjinha, na verdade, são lisos e compridos.

Finalmente, em 1994, foi lançada um filme homônimo, dirigido por Kenneth Branagh com ele mesmo no papel do cientista e Robert De Niro como a criatura. É a adaptação muito próxima do original e, sem duvida, merece atenção.
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Juan 09/07/2018

Um clássico!
Admito que fiquei supreso com o livro, achei interessantíssimo a forma que foi tratado o drama das personagens, ja que no livro vemos o ponto de vista do monstro e de seu criador. Concerteza vale a pena a leitura.
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Rayane.Paula 26/05/2018

Clássico!
Frankenstein narra a história de um cientista, que levado pela vaidade, trás a vida a criatura mais horrenda que seus olhos jamais imaginariam ver, o que o leva a abandonar sua ?obra prima? sem pensar nas consequências que seus atos podiam ter... e põe consequências nisso!
.

Sua narrativa é agradável, embora tenham partes que considerei desnecessárias.
O texto nos leva a refletir muito sobre nossas atitudes, sobre a consequência de nossos atos, e sobre sono nossas vaidades podem nos cegar... vale a pena ler de novo
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oficialVittin 23/05/2018

Épico! Perfeito! Clássico!
Foi o primeiro romance adulto que li... E com adulto quero dizer que o peguei por engano na biblioteca da escola, após buscar um novo livro infantil que me chamasse a atenção, vi o tão mostro de Victor ( meu chara kkkk) e vale a pena cada segundo de leitura, foi graças a ese livro que hoje eu amo literatura, o li 3 vezes que eu lembro kkkk só não o li mais que "Drácula de Bran Stoker "
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Biblioteca Álvaro Guerra 11/05/2018

Frankenstein é o primeiro clássico da literatura de horror. A autora, casada com o poeta Percy Shelly, tinha dezenove anos quando o escreveu em 1818. É a história de um estudante da mesma idade - Victor Frankenstein - que constrói uma criatura horrenda. Ao despertar para o mundo, o monstro se vê rejeitado por todos. Daí sua tragédia e a terrível vingança que imporá ao seu criador.

Empreste esse livro na biblioteca pública

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/857232416x
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Daniela Euzebio 05/05/2018

Que livro incrível!
Ninguém nasce um monstro, o mundo o torna um.
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Erika.Santos @literandofotos 22/04/2018

Apenas refleti muito.
Ao começarmos a leitura nos deparamos com tudo (tudo mesmo) diferente das adaptações cinematográficas do romance. Não há indicações precisas dos métodos usados para trazer a criatura a vida, o que sabemos é que quem criou o monstro é um jovem cientista, Victor Frankenstein, estudante nobre, que dar início à sua criação em um quarto de estudante. E após se deparar com a criatura em vida começa a se arrepender de tal ousadia. Uma narrativa filosófica e poeta, faz o leitor refletir até onde nossos atos podem nos levar.
Eu me compadeci o tempo todo com a ?criatura? ele era muito maltratado por Victor (na obra ele não é batizado de Frankenstein, seu criador o chama de monstro, demônio, criatura). Não consegui em momento algum sentir raiva das maldades dele.

?Sou maldoso porque sou miserável, não sou evitado e odiado por toda a humanidade ? Me diga por que eu deveria ter pena do homem mais do que ele tem pena de mim??
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Eduardo 09/04/2018

Fantástico!
Um dos romances mais bem escritos que já li. Misturando terror e ficção científica, Mary Shelley foi capaz de narrar o sofrimento do monstro em busca de aceitação de maneira brilhante. A última fala da criatura é uma das passagens mais fortes que já li. Leitura obrigatória!
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MAGALHÃES 04/04/2018

MARAVILHOSO
Frankenstein uma leitura maravilhosa,eu fui com um expectativa e realmente foi melhor do que imaginei
Eu tinha uma idéia totalmente diferente
Me conquistou.
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Marieliton 21/03/2018

Clássico da cultura pop
Um experimento que poderia trazer a solução para livrar os humanos da morte, traz para o jovem cientista Victor Frankenstein uma série de acontecimentos trágicos que marcarão para sempre a sua vida. Tudo por conta do ser que ele criou. Um monstro que carrega em si o desprezo e o horror que seu criador o culminou.

Clássico da literatura mundial, que em 2018 completa 200 anos de sua primeira publicação, Frankenstein é um marco que ainda hoje carrega uma importância sem igual pra o gênero de terror/horror.

O que começou como uma aposta entre amigos alçou a escritora Mary Shelley, em seu livro de estreia, aos anais dos principais autores da humanidade. Se pensar que ela foi a precursora de um thriller psicológico de horror que trata do envolvimento de uma criatura bizarra tentando achar seu lugar no mundo enquanto que seu criador vive a agonia de ter concebido pra o mundo um ser de tamanha monstruosidade.

Apesar de saber da importância desse livro pra cultura pop, ao lê-lo, não senti o impacto que esperava. Talvez pelo fato de já ter no meu imaginário uma visão do monstro que construí a partir de outras mídias (filmes, séries, etc), o personagem que encontrei no livro
não me surpreendeu tanto. 8/

O livro conta com um estilo de narração, bastante descritiva, pra contar a história. Por isso, meio que não senti que estava lendo um livro de terror. Tudo é muito detalhado e não dá margem pra o leitor insinuar nada.

Mesmo com esses pesares que encontrei durante a leitura, nada disso tira a importância dessa obra da Mary Shelley. A leitura é boa e fluída. Todo fã de literatura e cultura pop deve dar uma chance pra esse clássico.
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