Morte de Tinta

Morte de Tinta Cornelia Maria Funke




Resenhas - Morte de Tinta


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Dear.Manoel.Neto 06/10/2020

Um final de tinta surpreendente
Se passando alguns meses após o livro anterior, a história começa situando onde cada personagem está, o que andam fazendo, enquanto aos poucos vai ficando claro qual rumo irá seguir, se resumindo em como irão trazer Dedo Empoeirado de volta a vida e no embate final entre Cabeça de Víbora e Gaio/Mo, ao mesmo tempo em que há surgimento de novos personagens e aprofundamento de outros, como Orfeu, que no decorrer da história, vai ficando cada vez mais ganancioso e utilizando seu poder para afetar todos ao seu redor.

A narrativa parece simples, mas acompanhar inúmeros personagens em diversos pontos de vistas, acaba atrapalhando e deixando um pouco cansativo. Apesar de ter um objetivo, a autora se perde em focar em um coisa e acaba dando voltas em lugares que poderiam ter sido cortados, resumidos ou colocados de forma mais interessantes, até mesmo as citações neste livro estão pouco inspiradas.

Porém nem tudo são trevas, apesar de esperar que outros mundo fossem abordado, permanecer no Mundo de Tinta proporciona ainda grandes momentos, abordando lugares e mitologias que não foram apresentadas, além de trabalhar diferentes e inesperadas interações entre personagens, que funcionam muito bem.

E mesmo que tenha concluído tramas que foram deixadas do livro passado e deste, ainda consigo enxergar a possibilidade de podermos abordar mais desse universo, provavelmente no livro de contos ?Mundo de Tinta? algumas coisas sejam reveladas, mas no 4o livro ?Vingança de Tinta? (não tem tradução oficial), que será lançado em 2021, com certeza pequenas coisas que ficaram em abertas serão mais exploradas, e certamente os protagonistas ainda tem bastante carisma para carregar novas histórias.
Amanda Linck 07/10/2020minha estante
uma das minhas trilogias favoritas, acho que reli umas 10 vezes cada livro. Sou apaixonada.


Dear.Manoel.Neto 09/10/2020minha estante
Achei que fosse desistir, mas fiquei focado em terminar e agora já tô morrendo de saudades, é uma história incrível! E mal posso esperar livro que estar por vir??


Amanda Linck 10/10/2020minha estante
Qual vai ser o próximo livro? Quero colocar na minha lista


Dear.Manoel.Neto 10/10/2020minha estante
Ainda não foi publicado, mas se chama: Die Farbe der Rache


Lais.Lima 24/02/2021minha estante
a autora vai lançar um 4° livro?? não sabia...


Dear.Manoel.Neto 25/02/2021minha estante
Vai sim Lais.Lima ?




Evelyn Ruani 24/01/2011

DESAFIO LITERÁRIO 2011 - Tema: Infanto Juvenil / Mês: Janeiro (Livro 5)
Cornélia Funke me conquistou completamente com a sua lindíssima trilogia Mundo de Tinta. É sempre difícil começar a resenha dos livros dessa coleção. São tantas coisas para comentar que se torna difícil saber por onde começar. Fico sempre perdida entre falar sobre a narrativa envolvente, os detalhes caprichosos, a imaginação privilegiada na construção de ótimos personagens e cenários deslumbrantes ou por fim do desenrolar da própria história.

Começo então por contar um pouco sobre o que Morte de Tinta nos relata. Neste último livro da trilogia (será que vai ficar só na trilogia mesmo?), muitas aventuras nos envolvem durante a leitura dos capítulos caprichosamente separados por Cornélia. Mortimer, que até então era apenas um encadernador, assume a personalidade de Gaio, uma espécie de Robin Hood criado por Fenóglio nas canções que escrevia para o povo colorido. Mô, como é chamado sempre por sua filha, tem que lutar não apenas contra os vilões da história, como também contra o próprio personagem que interpreta, pois começa a se confundir com ele e se esquecer quem é no mundo real.

Fenóglio, o autor de Coração de Tinta, tem que combater Orfeu que em poder de seu livro, usa suas palavras e passagens para reescrever e manipular a história, criando personagens distorcidos e aliando-se aos vilões. Meggie descobre com Farid as alegrias e as decepções do primeiro amor, enquanto sua mãe Resa está grávida de um novo herdeiro e mesmo assim não pára de ajudar e proteger Mô, embora nem sempre da maneira correta. E por fim, Mô vai enfrentar o mais terrível de todos os vilões inventados por Fenóglio, o Cabeça de Víbora. Nesta batalha final de vida ou morte, ele conta com a ajuda preciosa de Resa, Farid, Violante e o querido Dedo Empoeirado, entre outros que mesmo estando distante, o ajudam de alguma forma, como o Príncipe Negro e Roxane que cuidam de Meggie e protegem as crianças do reino ameaçadas por Cabeça de Víbora e Pífaro a serem levadas às Minas.

História envolvente, com descrição magistral de personagens e principalmente de cenários. Não há como não desejar conhecer o Mundo de Tinta com suas fadas, gigantes, as imensas árvores com ninhos de humanos, o Castelo do Lago e Ombra. Os personagens criados pela autora são especiais e extremamente cativantes. Dedo Empoeirado é o mais fascinante de todos pra mim e o grande ladrão de cenas. Apesar de não ser o herói da nossa história, toda vez que ele participava de qualquer ação, roubava toda a atenção.

É uma pena que seja o último e que seja necessário se despedir da magia do Mundo de Tinta e de seus habitantes fantásticos, muito embora eles permaneçam vivos na lembrança. Vale ressaltar mais uma vez, também, como Cornélia evoca em seus livros a importância da leitura e das palavras. Como podem salvar ou condenar uma vida dependendo da ênfase com que são escritas ou lidas. O que me faz lembrar do capricho da autora ao escolher as citações que dão início aos capítulos e tanto me cativaram. Neste livro, inclusive, ela cita um trecho lindíssimo do igualmente belo poema Procura da Poesia de Carlos Drummond de Andrade:

"Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
E te pergunta, sem interesse pela resposta,
Pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
"

Leitura super recomendada!
Lu 20/01/2011minha estante
Eu quero ler! >_


Li 20/01/2011minha estante
Eu vi o filme e achei, sei lá, mais ou menos, então nem fiquei com vontade de ler os livros... Mas você fala com tanta animação que até me interessei! Rs
ótima resenha!

Bjoos


Gabi 17/02/2011minha estante
Primeiro fui eu fazendo vontade em vc com Coração de Tinta, e agora vem vc e faz vontade em mim com o retso da série, poxa...


Ginger 13/06/2011minha estante
Mas o filme é PÉSSIMO, um dos piores que já vi. O livro, esse sim é uma obra prima.


Bia 21/02/2013minha estante
Resenha maravilhosa para um livro completamente encantador! Concordo perfeitamente: Dedo Empoeirado é o mais cativante de todos, e ficará para sempre com os leitores dessa Trilogia perfeita!




Bia 30/10/2020

CORAÇÃO, SANGUE E MORTE
Gostei, é uma boa série, não chegar a ser umas das minhas favoritas mais eu recomendo.

Não gostei do fato de Meggie não ser mais á protagonista e sim Mo ( o seu pai ) . Queria que Elionor tivesse participado mais da história( pra mim ela é a melhor personagem) . Gostei de como tudo acabou .

Gostei do final. Pra mim não precisar ter outro livro ( não sei se vai ter ou tem ) .
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Jeh 27/02/2021

Voltas e mais voltas... Tudo isso pra que?
Trilogia extremamente cansativa. Os livros dão tantas voltas que os tornam maçantes.
Eu não vi a hora de terminar... Parecia que isso não ia acontecer nunca!
E qndo aconteceu... Aff! Foi tudo resolvido de uma forma tão tosca que é até inacreditável de se pensar. Jacopo. Justo Jacopo tinha que resolver tudo? Uma criança chata, praticamente insignificante que nem teve o reconhecimento que mereceria pelo feito.
Fora que ficaram tantas questões em aberto, que ao meu ver uma Trilogia enorme destas, com o último livro contendo mais de mais de 560 paginas não ser capaz de resolver é qse inadmissível. Deveria ter terminado no primeiro, assim como o filme!
Tantos personagens para no fim vc se perguntar para que serviram? Elinor só foi "util" por assim dizer, apenas no 1° livro, mas ela, Darius e até msm Farid seriam facilmente descartados... Este último depois de ser pior que chiclete na vida de Dedo Empoeirado, decide ir embora... E ainda queria levar Meggie com ele, aliás essa foi uma das minhas unicas alegrias, o belo pé na bunda que ele recebeu.
Minha revoltada com a fuga de Orpheu é indescritivel. Ele devia ter voltado para o mundo real, no minimo, como Fenóglio havia escrito qndo ele foi para o mundo de tinta... E que final teve Sorrateiro?
Só de pensar que poderia ter uma continuação, dá até um calafrio; com o filho de Mo querendo conhecer o mundo real.
Enfim, fica registrado minha indignação... Tinha q desabafar de alguma forma; tudo isso pra dizer que não curti.
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Andreia Santana 20/11/2010

Fim do mistério ou o começo de outra história?
Com Mundo de Tinta, Cornélia Funke fecha uma das trilogias mais interessantes dos últimos anos no universo da literatura infanto-juvenil especialmente feita para adultos. O conto de fadas moderno da escritora alemã, metáfora para a própria existência da literatura como portal que conduz ao reino da fantasia, ganha neste terceiro e derradeiro (ao menos até o momento) episódio, um desfecho que beira a perfeição.

A narrativa da autora neste final de saga ganha um ar de tragédia shakespeareana, misturada com elementos da literatura gótica, moderna e pop do britânico Neil Gaiman, só para dar uma ideia do ambiente que aguarda o leitor ansioso para percorrer as 576 páginas da obra.

Senti-me em O Mundo de Sofia, obra ícone da geração dos anos 90, escrita por Jostein Gaarder, só que numa versão bem mais assustadora e cruel, com forte inspiração no lado sombrio da história medieval europeia, com seus príncipes poderosos e malvados, em conflito com herois vigaristas e carismáticos.

A história cresceu e ganhou fôlego desde Coração de Tinta (o primeiro) e Sangue de Tinta, o segundo e magistral episódio, revelando além de um ritmo que vai crescendo até a vertigem, o amadurecimento dos personagens e dos leitores. Se em Coração de Tinta somos apresentados aos atores principais desta intrincada e envolvente trama, e no segundo livro a série define seus contornos de misto de conto de fadas, aventura, suspense e romance; neste terceiro livro, Meggie, a menina que perdeu a mãe sugada para dentro das páginas de um livro aos três anos, agora vive os conflitos da adolescência, com suas dúvidas e dores de amor.

A disputa - numa releitura do complexo de Electra - que se estabelece entre Meggie e Resa, a mãe reaparecida – pela primazia do amor de Mortimer Folchart, o pai, marido, encadernador e agora heroi vingador de Ombra, dotado ainda do poder da sua “língua encantada”, dá toda a densidade dramática de um grande conto em homenagem aos laços invisíveis que prendem aqueles que se amam com profundidade. Meggie não sabe lidar com essa mãe desconhecida e ao mesmo tempo tão familiarizada com o Mundo de Tinta, mas aprende a amar Resa a partir do momento em que se permite ver a mãe pelo olhar apaixonado de Mortimer.

Saltimbancos e fadas - Uma grata surpresa é a valorização do personagem Dedo Empoeirado, o coadjuvante outsider do primeiro episódio, que seduz as filhas da morte no segundo livro, e que neste terceiro, ganha status de protagonista, desenvolvendo atitudes heroicas e funcionando como uma espécie de alma-gêmea de Mortimer.

Além disso, a história do “dançarino de fogo” e de sua mulher Roxane – misto de feiticeira, fada, curandeira e saltimbanco – lembra Romeu e Julieta: terna, intensa e trágica na mesma medida.

Outro personagem da saga que cresce bastante em Morte de Tinta é Orfeu, que se revela a antítese do personagem mitológico do qual rouba o nome, pois ao invés de acalmar o guardião do inferno para salvar a amada Eurídice, este Orfeu criado por Cornélia Funke é dotado de uma lira amaldiçoada e traiçoeira.

Para quem andava também com saudades das loucuras da bibliófila Elinor Loredan, dos resmungos e “egocentrices” de Fenoglio (o alter-ego da autora) e criador do Mundo de Tinta, ou mesmo ansioso para descobrir como Mortimer vai resolver o imbróglio de ter encadernado a morte entre as páginas de um livro em branco para garantir a imortalidade de um príncipe sanguinário, todas as respostas estão neste capítulo final da saga, sem decepção até para os fãs mais xiitas.

Morte de Tinta, porém, tem alguns problemas de ritmo logo no começo. Diferentemente de Coração de Tinta e Sangue de Tinta, que seguem num só fôlego, este terceiro livro, por ser mais denso e filosófico e por ter a tarefa de amarrar todas as pontas soltas da trama, esclarecendo os mistérios, demora um pouco para embalar.

Os capítulos iniciais, embora muito bons (a obra no geral beira a perfeição, como dito acima), carecem do mesmo vigor dos dois primeiros livros. Mas, ao contrário do que ocorre com muitas trilogias, a fórmula não deu sinal de desgastes e depois que o leitor vence essa etapa inicial e mais árida do caminho da leitura, a história começa a falar por si e vai numa crescente narrativa até o clímax e o final poético, de um lirismo encantado e apaixonante.
Evelyn Ruani 19/01/2011minha estante
Belíssima resenha! Faz juz à qualidade da trilogia. Estou no fimzinho do terceiro livro e fiquei apaixonada pela narrativa de Cornélia e seus personagens super bem construídos!
Parabéns pela resenha!
Abraços,
Ly


Andreia Santana 26/02/2011minha estante
Obrigada, Ly :)


Bia 21/02/2013minha estante
Uau! Que resenha incrível! A Trilogia Mundo de Tinta é simplesmente encantadora e tornou-se minha preferida em pouco tempo!




dessa 02/07/2012

Mundo de Tinta
Terminei ''Morte de tinta'' há poucos minutos e sinto a saudade judiando meu coração. Sabe quando fechamos o livro e dói? Porque é uma história tão maravilhosa, cativante, apaixonante que você quer que nunca acabe? Então, é assim que me sinto. Parece que um pedaço de mim, ficou ali, em cada página. Vestígios de felicidade, tristeza, surpresa, dor ficarão marcadas para sempre neste exemplar.
O que posso dizer - sem contar spoilers -, pode chegar a ser vago. Mas essa trilogia ensinou-me mais sobre os livros. Essa histórias é uma daquelas que você realmente faz parte, que ao abrir o livro, você é jogado lá dentro. Vendo as cenas, como um expectador. Esse livro ensinou-me a amar a leitura. A amar a fala. A amar minha imaginação - que admito ser muito fértil, porque pude ver todas as cenas na minha cabeça, como se estivesse lá, presenciando-as -. Então, se perguntarem para mim o que achei dessa preciosidade, tudo que posso dizer é: Compre essa trilogia. Você irá se apaixonar.
aliceamalivros 30/05/2014minha estante
fiu fiu




Thais 25/11/2020

Novamente demorei para me apegar a leitura. O começo é bem parado, poderia resumir algumas coisas aqui e outras ali. Mais o final é muito lindo.
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Natasha 21/08/2020

Mudança de protagonismo
A história continua ok, mas a troca de protagonismo, que agora é do Mo, me decepcionou muito. Saudades de ver a história da Meggie. Mo foi um péssimo protagonista em comparação.
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Karina 07/07/2020

Morte de Tinta é o último livro da trilogia "Coração de Tinta", nele, os principais vilões do primeiro livro já não existem mais. Os protagonistas passam a enfrentar novos desafios e o final chega a acelerar o coração! Neste livro, Mo, Meggie e Resa enfrentam o Coração de Víbora, um Rei tirano em busca da imortalidade, juntamente com seus homens de confiança, que fazem da vida de Mo um inferno. Felizmente, graças à ajuda de Dedo Empoeirado, das Damas Brancas e de muitos outros bons ajudantes, a história consegue ter um final feliz (mesmo que seja inacreditável em alguns momentos).
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Roberto 09/12/2011

O livro é bom mas a editora poderia ser mais cuidadosa
Com a mudança do tradutor, alguns personagens mudaram de nome sem levar em consideração o segundo volume. Há ainda erros de concordância e falhas grosseiras. A Cia. das Letras não tem revisores para evitar isso antes dos livros irem para as lojas? Sei que a perfeição é algo um tanto utópico, mas tudo poderia ser resolvido com uma simples leitura. Mas parece que o mais importante são as vendas. Ora, estou falando de um país que cria um acordo ortográfico pensando unicamente nisso: vendas... Pena que somos nós que acabamos pagando o pato.
Mesmo apaixonado pelos livros, cada vez que lia "Coruja Mascarada" sentia um frio na espinha...
Raquel Holmes 10/05/2012minha estante
PQP, jura, Roberto?
Odeio quando isso acontece. Quando eu li A Hospedeira também senti uma revolta enorme ao ver que foi revisado por QUATRO pessoas e saiu com aquele monte de erros... Lamentável, vc tem toda razão.


Roberto 13/05/2012minha estante
Pois é, Raquel... O pior é que isso parece estar acontecendo com muita frequência na editora. Acabei de ler há pouco tempo o livro "Os Homens que não Amavam as Mulheres". Também com vários problemas que acabam dificultando a leitura e, lógico, a compreensão do texto. Mas como recebi resposta meio grosseira quando informei sobre os problemas com "Morte de Tinta", não me dei ao trabalho de entrar em contato com a editora sobre esta outra publicação.




Pedro Borges 19/11/2010

O fim (da trilogia)
Lá se vai a Trilogia Mundo de Tinta.Terminei de ler ontem a noite e até agora paro para pensar, de vez em quando, sobre o livro.Realmente muito bonito o final.A autora conseguiu criar uma história emocionante(em todos os sentidos), repletas de surpresas(a cada capítulo,ou quase, a história toma um rumo totalmente diferente do esperado, o que na minha opinião deixa o livro emocionante porque livro previsível não tem graça), ação, etc.O livro fecha com chave de ouro o série.Só achei que o desfecho do livro foi rápido.No capítulo 77 os acontecimentos estam a mil, você não consegue parar de ler, e no capítulo 80 tudo já está acabado. Mas como "o valor das coisas está na intensidade com que acontecem", o final não deixou de ser emocionente.

No último capítulo a autora nos passa a idéia de"os livros acabam por aqui, mas a história continua...".Melhor do que "e foram felizes para sempre..."
Recomendadíssimo!
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heroncarstairs 10/12/2020

Valeu a pena a aventura.
Morte de tinta foi uma conclusão agradável, porém apressada, o decorrer do livro foi extremamente lento e a Cornelia enrolou demais, foram inúmeras cenas que não tinham necessidade alguma na construção de história, em quanto o final que tinha tudo pra ser épico foi escrito no que me pareceu, as pressas. Porém deixando as críticas de lado estou satisfeita por finalmente ter terminado essa trilogia, esses personagens vão sempre ficar comigo, o final de cada personagem me deixou extremamente feliz. Meggie e Dedo-Empoeirado foram sem dúvidas meus favoritos. Caso venha a ter algum livro no futuro sobre esse mundo não pretendo ler, porém é uma opinião momentânea, a gente nunca sabe né?!
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Paulo Brito 29/05/2020

Simplesmente fascinante
O melhor da trilogia "Mundo de Tinta. Os personagens altamente envolvidos no mundo de fantasia que Funk (autora) criou. A escrita continua impecável e a estória nos prende de um jeito que é difícil parar de ler. Espero que o final seja tão incrível quanto tá sendo agora.
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Tally 13/09/2020

O livro que conclui a trilogia é arrastado, até de repente tudo se resolve como num passo de mágica. Gostei muito do livro 1, o livro 2 foi bom, mas esse último me fez sentir raiva e eu demorei muito para concluir porque não conseguia me livrar da raiva que dois personagens despertaram.
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Léia Viana 29/08/2011

Encantador!
"Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
E te pergunta, sem interesse pela resposta,
Pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?" - Procura da Poesia de Carlos Drummond de Andrade.

Cornelia Funke não poderia ter sido mais feliz ao selecionar este belo poema de Drummond na abertura de um dos capítulos deste livro. Foi exatamente assim que me senti neste terceiro e último livro da trilogia “Mundo de Tinta”, como se eu estivesse com a chave em punho, pronta para abrir o mundo das palavras de tinta.

Palavras, a autora expressa bem a importância e o valor delas, capazes de se transformarem em versos, rimas, histórias, canções... capazes de descrever os sentimentos, como alegrias, medos e tantos outros.

Como nos demais livros, em “Morte de Tinta”, não faltaram criatividade e inovação para o mundo de fantasias criado por esta autora que conquistou meu coração. Cornelia descreveu um mundo cheio de possibilidades, rico em detalhes primorosos, que se tornava uma delícia em se imaginar e sonhar com tudo que sua história apresentava: as roupas, plantas, os personagens, seus nomes e todas as criaturas possíveis e impossíveis são muitos e muito bem construídos que até agora me pergunto: como a autora conseguiu essa façanha, sem deixar a narrativa confusa ou atrapalhada?

Meggie e sua família continuam no mundo fictício de “Coração de Tinta”. Mo, assume quase que por completo a personalidade de Gaio, uma espécie de Robin Hood, e junto com o Príncipe Negro, seu urso e alguns menestréis começa a lutar contra os vilões, tornando realidade as canções criadas por Fenoglio, sobre o Gaio. O que deixou Resa e Meggie preocupadas na pessoa em que ele estava se transformando, pois, como bem narrado por Cornelia, Mo começa a misturar a sua vida real com a de Gaio e, nem mesmo o amor que ele sente por Meggie consegue fazê-lo parar de lutar.

Mas, um novo inimigo torna-se mais ardiloso com as palavras: Orfeu, que as utiliza para reescrever e manipular a história, o mundo criado por Fenoglio - Ombra,é preenchido por personagens distorcidos por Orfeu, fadas coloridas, entre outros, começam a aparecer deixando Fenoglio mais enfurecido com as mudanças ocorridas em sua obra. Mas isso não é suficiente para Orfeu, que resolve unir-se ao temível Cabeça de Víbora e ir atrás de Gaio/Mo.

No entanto, Mo não está só, a Feia – Violante, Dedo Empoeirado, sua esposa Resa, Farid e até as Damas Brancas estão do seu lado para enfrentar o maior de todos os vilões: Cabeça de Víbora. Não posso deixar de mencionar os demais personagens, que mesmo na distância, tentam ajudar Mo/Gaio a cuidar e proteger sua amada filha Meggie e as demais crianças de Ombra, como o Príncipe Negro.

É difícil selecionar o que eu mais gostei nessa trilogia,se, nos outros livros fiquei admirada com o amor entre pai e filha, tão ricamente descrito por Cornelia, neste, fiquei mais encantada pelas descobertas de sentimentos do coração de Meggie. Achei que a autora colocou tudo de uma maneira tão delicada e sensível que deixou a história ainda mais gostosa de ler.

É uma pena que essa trilogia chega ao seu final. Fiquei tão envolvida com todos esses personagens, com suas dores, medos e alegrias que sinto um “buraco” no meu coração, igualzinho a uma estante cheinha de livros quando de lá é retirado um livro e fica apenas um espaço vazio, denunciado a falta... difícil de ser preenchido.

Leitura recomendada!
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