Máscaras para os Mortos

Máscaras para os Mortos M. P. Neves




Resenhas - Máscaras para os Mortos


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Rapha 04/01/2021

Que livro maravilhoso.
Eu me apaixonei em cada capítulo que eu li. O livro tem um suspense muitooo bom e isso te cativa a terminar o livro o mais rápido o possível ????
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Raphael Basile 20/04/2021

Literatura Nacional Esplêndida
Livro bem escrito, universo muito rico, com história impecável e personagens bem desenvolvidos. Ótima obra de literatura fantástica nacional que vai te surpreender a cada capítulo.
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Gil Assunção 05/12/2020

A melhor Fantasia sombria que li esse ano!!!
Máscaras para os mortos, é uma obra de fantasia sombria.

Não pode ser colocada como densa, porque é super empolgante, mas é uma leitura que tem de ser feita com calma por conta do fluxo de personagens, tanto primários, quanto secundários.

O autor criou uma fantasia mitológica consistente, com nomes criativos, personagens únicos, com características peculiares que só fazem agregar a estória.

"São bárbaros selvagens, bruxas cruéis, necromantes traiçoeiros, carniçais famintos e horrores anfíbios."

Nesse contexto é muito citado a necromancia, de um modo um tanto diferente. E a taumaturgia, surge com força total. É medonho, mas ao mesmo tempo poético. É criativo, (um novo frankstein).

A estória nos apresenta a Noltora, um mundo marcado pelo caos, e através dele somos guiados pelas visões de dois personagens opostos em busca de conhecimento, poder, e até mesmo redenção.

Apesar de ser uma aventura sombria, o enredo é cativante, e nos instiga a ler cada vez mais, e só parar quando realmente termina o livro.

Este é um livro que em muitas vezes vai te remeter a lovecraft, e as crônicas quasinoite.

Nele você encontrará sangue, guerra, seres sobrenaturais, personagens atípicos, e uma estória de tirar o fôlego.

Super recomendo!
Jaque.Barreto 05/12/2020minha estante
Li essa semana! ??
Muito bom, também recomendo!




Jaque.Barreto 04/12/2020

“Essa é uma história sobre morte. Mas em Noltora, a morte nem sempre é o fim.”
O que dizer sobre a obra, o livro é muito rico em detalhes, como todo o universo criado é novo, precisamos dessas informações para entender melhor a dinâmica da história. Por se tratar de uma fantasia sombria, algumas pessoas podem se questionar se o livro desperta medo, pois bem não desperta, mas causa um certo desconforto pois utiliza elementos de horror corporal visualmente perturbadores e isso está presente nas mutações de algumas criaturas, na utilização do humores que governam a saúde humana através de fluidos que realmente torna tudo visceral e grotesco (essa fantasia tem sangue, suor, guerras, lágrimas e muita ação).

Noltora é uma terra que passou por um cataclisma mágico e sofreu uma grande destruição, nesse livro o autor explora bem a magia, a necromancia e a taumaturgia, elementos esses que são amplamente utilizados na composição da trama.

A narrativa é dividida entre dois personagens principais: Hakim (o Deus Rei) e Moira (uma selvagem das terras arrasadas), cada capítulo é apresentado pela perspectiva de um dos personagens. Sobre os nossos protagonistas eu não posso deixar de falar:

Hakim - jovem, bonito, eleito para se tornar o sucessor de uma entidade antiga e considerado o DEUS REI de Var Kallar, o mesmo recebe esse título de um grupo de sacerdotes que são os conselheiros do Deus Rei, porém ao longo do livro vemos que existe uma conspiração que acontece fora dos olhos de Hakim, onde pessoas de sua confiança pretendem manipulá-lo para atingir seus objetivos pessoais, e é nessa temática que ocorre a trama desse personagem.

Moira - uma jovem guerreira de uma tribo dos povos que vivem nas terras arrasadas, perdeu a família e possui uma recém habilidade adquirida para necromancia, buscando reencontrar a irmã mais nova e vingar seu bando, ela sai em uma jornada de auto descoberta e crescimento pessoal onde ela trava diversas lutas e passa por momentos muito difíceis. Uma personagem muito forte e cheia de garra, me conectei muito com ela.

É um livro cheios de emoções, personagens enigmáticos, batalhas, ação, aventura, sangue e lágrimas. A cada capítulo é apresentado novos mistérios a essa trama que vai se desenrolando aos poucos e isso desperta aquele sentimento de preciso continuar lendo, preciso saber o que acontece depois disso, o final nos deixa com aquele gostinho de quero mais.

Mesmo sendo um livro de um gênero novo pra mim (fantasia sombria), eu apreciei muito a leitura e estou muito curiosa para saber mais sobre a estória dos personagens principais e secundários.
Jamile.Almeida 04/12/2020minha estante
Não estou acostumada a fantasia! Mas amei a ideia!


Jaque.Barreto 05/12/2020minha estante
Me surpreendeu muito!


Carine.Barreto 06/12/2020minha estante
Adorei a resenha! Ano que vem vou ler




Tuca 14/04/2021

INCRIVEL
Fico tão feliz de conhecer essas obras sensacionais de fantasia de autores nacionais!!

Em “Máscaras para os mortos” temos um mundo impecavelmente novo, com diferentes tipos de seres (desde seres marinhos até entidades divinas) com diferentes religiões e modos de viver.

Eu adorei a maneira que o autor vai nos apresentando cada canto desse mundo surreal, cada batalha e cada crença de cada um dos personagens foi super bem trabalhada e muito bem apresentada.

De um lado temos Hakim, o Deus-Rei de Var Khalad, lutando para manter o legado de seu antecessor. Enquanto ele tenta manter sua fé, esta em uma batalha constante contra seres abissais que surgem do mar para atacar seu reino.
Uma das coisas que achei bacana foram os questionamentos dele em relação a fé inabalável do seu povo, mesmo com tudo o que colocam para ele, ele ainda questiona os porquês e se as coisas são realmente do jeito que falam. Esses questionamentos levam ele a descobrir segredos escondidos até mesmo do Deus-Rei.

Do outro lado temos Moira, descendente do Povo das Cinzas, que acabou de perder sua família e agora precisa contar com a ajuda de um ladrão de túmulos e um necromante – ambos fugindo e se escondendo de autoridades – para tentar sobreviver no ambiente hostil da Terra Arrasada. Em muitos momentos a Moira me irritava, achei ela petulante e fazia tudo sem pensar nas consequências. Mas sofri por ela se sentir tão desamparada sem o clã e a família e é incrível o quanto ela evolui em poucas páginas.

Ao longo do livro eu me afeiçoei mais aos irmãos Morsov e Sev, do que os outros personagens, o jeito dos dois e as brigas entre eles me conquistaram desde a primeira aparição de cada um. E o Morsov virou meu amorzinho desse livro!!!
Eu super indico esse livro para quem curte uma boa fantasia. Vale muito a pena ler e dar o valor que o autor merece!!

site: https://www.instagram.com/p/CM0UV78Fe2-/
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Hoax_ 14/01/2021

Que bela descoberta.
Quero ler mais sobre Noltora!

Escolhi inicia minhas leituras de 2021 com um autor brasileiro, e foi a melhor escolha, uma leitura maravilhosa o universo na qual a história se passa e muito intrigante a tanta coisa pra se descobrir e seguindo os personagens isso fica muito fluído e empolgante.

Ao autor duas palavras, parabéns e obrigado.
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Sergio 16/01/2021

Um livro de fantasia sombria brasileiro excepcional
Máscaras para os mortos é uma incrível obra de ficção/fantasia com características do clássico terror de Lovecraft, é uma aventura sombria, mas ao mesmo tempo cativante, que mostra a perspectiva de dois personagens, de lados totalmente opostos, encarando o desconhecido. O autor cria um mundo novo e fantástico, onde a morte ganha muito mais significado, uma repaginada na temática da necromancia, tratada de forma até poética. O mundo de Noltora é marcardo por personagens únicos, dilemas, caos e a busca pela redenção (se é que ela existe). Um mundo duro e cruel, mas que também tem seus encantos. Recomendo muito a leitura!
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Bardinanda 26/02/2021

Favoritado da vida! Não esperava encontrar essa preciosidade!
Esse livro merece ser exaltado! Não sei se conseguirei exprimir toda a empolgação e satisfação da minha alma lendo essa fantasia brasileira!
Hakim é um jovem guerreiro que carrega o título de Deus-Rei de Var Khalad há aproximadamente dois anos, tendo substituído seu Antecessor após sua morte. Em meio aos seus debates interiores sobre o merecimento de tal título divino, se vê orientado pelos sacerdotes que o escolheram para reinar e cercado pela ameaça dos abissais, criaturas das profundezas do oceano, que bordejam seu território e buscam a destruição de seu povo.
Moira é uma guerreira do Povo das Cinzas, que vive como nômade nas Terras Arrasadas, um território hostil e mortal, maior ponto atingido pela Devastação criada por antigos feiticeiros de eras passadas. Porém, sua sorte muda quando o clã Torgren ataca sua tribo levando à destruição de todos aqueles a quem Moira amava, e vendo-se separada de sua irmã, a quem tentou proteger em meio ao ataque mas da qual acabou se separado, assim começa sua jornada até Solúmbria, uma terra de necromantes da qual a menina tem grande preconceito. Ela é refugiada por um ladrão de túmulos, Sev, e seu irmão necromante, Morsov, e acaba desenvolvendo poderes necromânticos ao longo da narrativa.
O livro alterna entre as visões dos acontecimentos entre Hakim e Moira, cujos destinos ainda não se entrelaçaram, e estou louca por uma sequência para ver como será esse encontro, já que Moira considera Var Khalad seu inimigo, tendo ajudado o clã Torgren a destruir sua família. A estrutura da narrativa é simplesmente incrível, o autor vai aos poucos desmembrando esse novo mundo fantástico e sombrio, tão sinistro quanto meu gosto e que me prendeu impreterivelmente ao livro do início ao fim. Nunca tinha lido nada sobre um sistema de magia como esse, e a felicidade de ler algo tão original e bem escrito me deixa até sem palavras.
O crescimento dos dois protagonistas é gradual e constante, e a carisma deles (de todos os personagens nesse livro, na verdade) fazem você torcer por ambos e apreciar suas habilidades, embora tenha achado Hakim bastante ingênuo de início, seu crescimento foi bastante satisfatório. Mesmo assim, a Moira foi a personagem que mais me regozijou, QUE GURIA FODA, levada principalmente pela sua vingança, possui uma força e um desenvolvimento de brilhar os olhos durante as páginas e principalmente as batalhas em que participa. E por falar em batalhas: que conflitos mais bem descritos e empolgantes, eu tinha vontade de pular da cadeira todas as vezes em que acontecia uma luta, o autor tem uma visão bastante precisa e uma forma de descrevê-la com desenvoltura e clareza!
Não sei dizer o que mais me agradou nesse livro, todos os personagens são bem construídos e ainda tenho dúvidas entre meu predileto: Sev ou Moira. O mundo devastado e hostil, as criaturas que espreitaram pelas páginas, bruxas, abissais, carniçais, necromantes... enfim... queria muito ter esse livro físico, não só pelo seu conteúdo que me enfeitiçou tal qual Tolkien, Brandon Sanderson, Robert Jordan, Patrick Rothfuss, LeGuin, Robin Robb, Scott Lynch e outros autores que são meus favoritos da vida, mas também pela bela arte de capa, que foi uma das primeiras coisas que me chamou atenção, e também pelo mapa (sou fascinada por mapas fantásticos, e lendo no kindle fica meio chato voltar toda a hora para analisá-los).
Não estava esperando essa preciosidade, e me enche de orgulho que seja um livro brasileiro! Espero que esse achado seja mais disseminado entre os leitores e eu vou recomendá-lo a todos como um dos meus livros favoritos!
Bardinanda 26/02/2021minha estante
Acho que errei o nome do clã que destruiu a família da Moira, mas ok...




Pedro P. R. 13/01/2021

Uma inovação na fantasia
M.P. Neves nos traz um mundo fantástico em Máscara para os Mortos, ele nos apresenta de uma maneira fluida o universo e suas regras, sem pecar como muitos autores de fantasia ao querer jorrar todo o novo conteúdo do mundo que criaram de uma vez só para o leitor.
A cada capitulo descobrimos mais sobre Noltora, seus reinos e as criaturas que o habitam e vamos mergulhando cada vez mais na historia, pois a narrativa é muito bem construída. De certa forma algo que me interessou muito na leitura foi o sistema de magia bem diferente que M.P. Neves criou.
Os capítulos se intercalam entre o ponto de vista de Hakim, o Deus-Rei e Moira, uma jovem sedenta por vingança que acaba na companhia de uma estranha dupla de irmãos. Um ladrão de túmulos e um Necromante.
Os personagens são bem cativantes e construídos, mas deles creio que o que mais gostei de acompanhar foi Moira e sua evolução na historia.
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Guilherme 07/12/2020

Uma ótima surpresa para o final de 2020
Máscaras para os mortos é uma fantasia sombria, e faz jus ao gênero. Desde o começo ele cria um clima pesado e incerto em um mundo cruel. Este clima se mantém pelo livro inteiro, e isso se vê nos detalhes, desde as descrições de deformidades em criaturas monstruosas até diálogos e relações entre os personagens.
Os primeiros capítulos são lentos, focando na explicação do mundo e dos protagonistas. Entendo que por se tratar de um mundo novo, explicações são necessárias, mas talvez fosse possível atenuar os infodumps espalhando-os mais ao longo da narrativa. Porém, quando o livro pega no tranco, se torna mais dinâmico, os infodumps diminuem consideravelmente e a leitura se torna prazerosa.
A história de Hakim, um dos protagonistas, me pareceu um pouco desinteressante no início, mas conforme a trama se desenrola, o personagem em si se torna muito mais interessante e proativo, indo atrás de mistérios e conspirações que ameaçam o reino de Var Khalad.
Em compensação, a história de Moira deslancha desde o início, por apresentar uma situação mais difícil e ameaçadora à personagem, e por consequência, dar a ela um objetivo claro. A constante mudança que Moira sofre ao longo do livro cobra o preço em seu psicológico, que se torna cada vez mais frio, e a garota termina o livro irreconhecível. E para mim, pelo menos, parece que até se esqueceu que procurava por sua família.
É impossível não falar também de Sev, que apesar de possuir poucas cenas, me chamou muito a atenção por ser tão (ou até mais) carismático que os protagonistas. O ladrão velho, com problemas de coluna que arquiteta um roubo magnífico, por vezes é o que move a história de Moira, e justamente por causa disso acabo considerando ele um dos protagonistas. Como todo bom ladrão, ele não chama a atenção nos eventos grandes, mas seu dedo está sempre em algum acontecimento.
Os diferentes tipos de magia também chamam a atenção, tanto por sua criatividade quando pela forma bizarra com que funciona. A taumaturgia utiliza-se de fluidos corporais injetados para dar diferentes habilidades aos seus usuários, os taumaturgos. A necromancia pode parecer clichê, mas a meu ver, o autor deu aplicações criativas o suficiente para superar esse problema. Também há outras magias pouco explicadas no momento, mas imagino que terão seu destaque em obras futuras.
Não posso deixar de comentar sobre a qualidade técnica. Para uma obra independente, não deixa devendo em comparação à publicações tradicionais. O vocabulário rico do autor também merece destaque (e agradeço ao kindle pelo dicionário embutido), pois sabe-se que construir um bom vocabulário requer muita leitura e pesquisa. Obviamente, ele não é livre de defeitos. Existem alguns poucos erros de português, mas não atrapalham na apreciação da obra. Acredito que o autor poderia ter focado um pouco mais em demonstrar a emoção dos personagens, por vezes acaba resumindo demais o que os personagens sentem e sinto que uma atenção mais cuidadosa a isso aumentaria a qualidade geral.

site: https://contosdogui.wordpress.com/2020/12/07/resenha-mascaras-para-os-mortos/
Marcelo 08/12/2020minha estante
Olá Guilherme, tudo bem? Aqui é o M. P. Neves, que escreveu o livro! Fico muito feliz que tenha gostado da obra, e agradeço de coração as suas críticas, esse tipo de comentário ajuda o autor a focar nos pontos onde pode melhorar. Ano que vem sai o segundo volume!




Leonardo 17/02/2021

RESENHA DO PORÃO LITERÁRIO
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Máscaras para os mortos, lançado de forma independente. O livro é de autoria de M.P. Neves.⁣

『 #resenhaporaoliterario 』⁣

Situado em um continente assolado por uma espécie de explosão mágica da qual devastou diversas terras e reinos, as sociedades que restavam procuram reerguer seus impérios das cinzas. A partir daí nós conhecemos Hakim, um jovem guerreiro do exército de Var Khalad. ⁣

Esse exército luta em nome do Deus-Rei, uma figura de poder milenar que rege todo aquele reino, místico e o mais próximo do que aquele povo conhece como uma religião, o Deus-Rei sempre está vestido com sua armadura dourada e alguma de suas máscaras, sendo assim, o rosto por trás daquelas famosas gravuras não é conhecido pelos seus seguidores. ⁣

Hakim então é escolhido pelos altos sacerdotes do reino para ser o Deus-Rei de Var Khalad após o detentor anterior da máscara morrer. Em seu novo status de poder, Hakim se depara com um grande jogo político, afinal além dos inimigos do reino (compostos por exércitos de anfíbios gigantes) estarem praticamente na porta de Var Khalad, existem outros perigos muito mais próximos ao novo Deus-Rei. ⁣

Em contrapartida nós conhecemos Moira Brunehald, herdeira de um dos clãs do Povo das Cinzas, Moira tem sua vila atacada e tudo aquilo que ela conhece é destruído pelo fogo. No entanto, durante o conflito a menina acaba se distanciando de sua irmã mais nova... Antes de conseguir procurar por ela, Moira acaba perdendo a consciência e acorda quilômetros de distância da vila da qual morou. ⁣

Moira então conhece dois irmãos, Sev, uma espécie de contrabandista daquelas terras; e Morsov, um necromante extremamente habilidoso. A missão dos irmãos é desconhecida para Moira, entretanto ela sabe que eles irão precisar passar pelas terras da qual conhece de olhos fechados. Um acordo é estabelecido: Eles ajudam a encontrar sua irmã e ela os guia pelas terras assoladas pela magia.⁣

Bom galera, eu já tinha falado um pouco sobre o que estava achando da narrativa no meu post de primeiras impressões, mas ao terminar o livro "Máscaras para os mortos", consegui me amparar mais para falar sobre essa dark fantasy com vocês! Primeiramente eu gostaria de parabenizar o autor pela escrita, ela é muito bem construída (principalmente nos trechos de batalha), e nos conduz muito bem a esse universo fantástico desde o início. ⁣

Dito isso, grande parte do potencial de uma história são seus personagens, nesse livro nós temos uma série de personagens bem interessantes! Os capítulos são divididos entre dois pontos de vista: o de Moira e o de Hakim. Nesse primeiro volume acabamos conhecendo mais sobre Moira, talvez porque sua narrativa não seja tão "complicada" quanto a de Hakim, sua jornada não é tão política e por isso acabei me afeiçoando mais a ela. ⁣

Todavia, Hakim tem muito potencial! Gostei muito de ver os primeiros contornos em seu passado como guerreiro e a forma como sua visão vai se alterando conforme ele vai conhecendo mais sobre seu ofício como Deus-Rei. A evolução do personagem no livro é clara e constante, o que me deixou muito feliz pois ele não é um governante burro ou ingênuo, pelo contrário! Temos em seu núcleo bons personagens secundários (como a própria Liriel), que ajudam a dar mais camadas ao protagonista. ⁣

Já sobre a narrativa em si, ela te prende desde o começo! O autor consegue estabelecer conflito e cenas de batalha de tirar o fôlego já nos primeiros capítulo. Como esse tom é estabelecido desde o começo, tive alguns problemas com relação ao ritmo da história quando cheguei no terceiro ato da narrativa (o final).⁣

Isso porque como já tivemos diversos momentos de ação, (é até recorrente longos períodos sem a inserção de diálogos), acredito que tenha perdido um pouco do clímax para uma ação que fosse marcar mais o final da primeira parte da história. ⁣

Foi uma impressão minha, que pouco atrapalhou no desenvolvimento da história! Inclusive estou MUITO ansioso pela continuação, pois quero conhecer mais desses personagens e dessa mitologia da qual o autor criou seu mundo! Principalmente sobre toda a construção em torno da necromancia (que tem grande foco nesse primeiro livro) e o uso da taumaturgia! ⁣

Por sorte o autor já está finalizando o segundo volume! Aguardarei ansiosamente
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Leo 19/02/2021

Máscara Para os Mortos é o sopro de frescor e originalidade com estilo que você está procurando.
Hoje eu terminei de ler Máscaras para os Mortos (A Ruína de Noltora Livro 1) e aqui vai a minha resenha cheia de orgulho, porque olha, o negócio é BOM.
Máscara para os Mortos conta a história intercalada de Moira (uma menina bárbara, que teve a vila destruída e está em busca de vingança) e Hakim, o Deus-Rei do Império do Sol, que busca derrotar um inimigo das profundezas, mais enraizado do que nunca em seu império. Além deles, temos Sev (meu favorito, aceitem), um ladrão da melhor idade e seu irmão, Morsov, um estudioso necromante.
Não bastasse a história ser muito bem estruturada e arranjada, os personagens são muito carismáticos. O Marcelo Neves conseguiu criar um novo viés para a necromancia que me deixou de queixo caído. Aliás, o sistema necromântico do livro é de dar inveja a sistemas mágicos como os da V.E. Schwab (Um Tom Mais Escuro de Magia) e a Leigh Bardugo (Grishaverse). A ideia é muito original do começo ao fim. Eu não consigo expressar em palavras o quanto essa parte do livro me surpreendeu.
Tem cenas que dariam um quadro. A ilustradora dentro de mim, ficou babando. Logo providenciarei fanarts, pois não me aguento! O visual da história é a perfeição pura. É tudo o que eu queria de uma Fantasia Sombria e mais um pouco.
A trajetória dos personagens é igualmente tocante e imersiva. Demorei meses para ler esse livro, pois não suportaria perder um detalhe. É uma história intensa e sombria, para ser degustada. O Imaginário de Marcelo Neves mistura temas sombrios, com uma pitada de humor deliciosa. Um livro que pretendo ter na estante, pois tê-lo apenas no Kindle não faz jus a grandiosidade da obra. Além da narrativa charmosa e impecável. A narrativa é quase um personagem de tão bem feita. O texto tem personalidade!
Máscara Para os Mortos é o sopro de frescor e originalidade com estilo que você está procurando.
Espero ansiosa pelo próximo volume!
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OToloDeAmarelo 16/03/2021

Obra prima da fantasia nacional
Máscaras para os Mortos é uma fantasia sombria. Uma história onde a magia e o horror caminham lado a lado. Em um continente devastado por um cataclismo mágico, nações fragilizadas lutam para se reerguer, enquanto forças ocultas entram em rota de colisão pelo domínio dos restos de uma terra arrasada.Hakim, um jovem guerreiro, foi escolhido pelos altos sacerdotes para ocupar o lugar do Deus-Rei de Var Khalad. Vestindo a armadura e as máscaras de um deus morto, ele precisa defender o império contra monstros anfíbios conhecidos como abissais. Aos poucos, percebe que a maior ameaça a seu povo talvez venha dos próprios sacerdotes.Moira, uma jovem dos clãs bárbaros do Povo das Cinzas, perdeu tudo o que amava para o fogo divino de Var Khalad. Em sua busca por vingança, ela encontra o poder da necromancia. Estaria disposta a pagar o preço que ele exige?
Na encruzilhada entre os caminhos de Moira e Hakim, repousa o destino de um continente.

Imagine que Lovecraft e Tolkien resolveram criar um livro juntos de horror e fantasia, juntando o melhor de ambos. Consegue imaginar? É difícil, não é? Mas para M. P. Neves, isso foi possível e ele criou uma excelente obra original. Primeira coisa: sua escrita é maravilhosa, extramamente fluída e limpa, impecável! Hakim e Moira são dois personagens completamente diferentes mas que acabam conquistando o leitor em pouco tempo. Aliás, tudo te conquista nesse livro. A aventura não para uma instante e com boas mescladas de horror com gigantescos inimigos, bruxarias e necromancias, Máscaras para os Mortos é certamente uma obra prima da fantasia brasileira. É uma qualidade absurda que compõe essa obra e tecer elogios sobre a mesma é mais do que justo. É uma adição única à literatura brasileira e mundial.

Ler este livro é reservar um espaço no melhor que a literatura de fantasia brasileira tem a oferecer. Simplesmente, uma das obras mais marcantes que tive o prazer de ler nos últimos anos. O mundo da fantasia acaba de ganhar outro grande nome.
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Ayrie (@ayriebooks) 01/04/2021

Incrível!
"Quando algo não pode ser explicado facilmente, ganha importância, mesmo que seja apenas pelo valor intrínseco dos segredos".

Resenha difícil porque, quando o livro é bom nesse nível, fica complicado argumentar qualquer coisa.

Guerras antigas destruíram o continente e permitiram a criação de criaturas e magias não antes existentes. As guerras atuais estão presentes na vida dos dois protagonistas: Hakim, o Deus-Rei de Var Khalad, e Moira, a jovem que busca vingança pelo clã massacrado pelo Império do Sol, sob ordens do Deus-Rei.

O sistema de magia - de magiaS, no caso - é muito interessante e bem construído. Demorei um pouco para entender os humores e seus poderes, mas valeu a pena. As explicações são diluídas de forma muito natural na história, não deixando maçante nem com aquela carinha de enciclopédia. Você começa jogado no meio do circo pegando fogo e vai se encontrando conforme se envolve mais e mais na história dos personagens.

A necromancia é um show à parte, com complexas relações que vão desde animação de cadáveres, passando por aprisionamento de almas, até incorporação de sombras.

As criaturas fogem do padrão de monstros usados à exaustão nas histórias, além de trazer um lado mais humano a cada um deles. Todos os povos foram atingidos pelo cataclismo, e não seria diferente para eles.

Uma fantasia maravilhosamente escrita que conta com um mundo original, sistemas de magias complexos e encantadores, muita ação, pontos de vista divergentes que te convencem de uma coisa diferente a cada capítulo e, principalmente, o melhor necromante: Morsov.

Se você gosta de fantasia adulta, eu não consigo pensar em UM motivo para não ler esse livro. Caso seu motivo seja o fato dele ser nacional...

Toma vergonha!
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Gustavo.Tondato 27/02/2021

Uma Boa Surpresa
Máscaras para os mortos é um livro nacional de publicação independente que conta uma história de fantasia sombria e apresenta um mundo vivo e surpreendente que não deixa nem um pouco a desejar em comparação com obras de publicação tradicional.
Este livro conta duas histórias em cenários bastante distintos. De um lado temos Hakim, ocupando a posição de Deus-Rei e tratado com toda a reverência que cabe ao nome, do outro temos Moira, uma personagem com uma história mais tradicional de vingança.
As jornadas dos dois personagens acontecem em paralelo, mostrando pouco a pouco a realidade sombria de Noltora, no geral essa exposição vem na medida certa, e a história consegue manter um ritmo frenético, mas lá pela metade do livro achei a trama um tanto confusa e confesso que fiquei meio perdido, porém isso foi passageiro e logo a história retomou um curso mais claro e levou à um final satisfatório.
Das duas histórias a que mais me prendeu a atenção foi a de Moira, poucos são os momentos de monotonia na jornada da jovem e é empolgante ver a evolução da personagem ao longo do livro, já a história de Hakim acaba ficando com uma sensação de introdução, apresentando muitas perguntas, mas respondendo poucas, o que me fez sentir um pouco desconectado da trama, mas ainda sim ansioso para o que está por vir nos próximos livros.
Este livro foi o primeiro de publicação independente que li, além de ser uma das primeiras obras de fantasia nacional que tive o prazer de conhecer e me deixou surpreso com a qualidade da trama e da escrita, só tenho à agradecer ao autor por me introduzir nesse nicho de forma tão boa!
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