Os Delírios de Fântaso

Os Delírios de Fântaso Niko Katz




Resenhas - Os Delírios de Fântaso


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themichkin 14/12/2020

Perfeito!!
Uma obra caótica! Traz à memória grandes escritores do passado, com afiadas reflexões contemporâneas. Com certeza a melhor surpresa do ano. Destaque para "Quem inventou o Mendigo", "Review sem estrelas" e "Os caçulas também morrem". Vale a pena dar uma chance para esse livro!
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Bianca 22/12/2020

As histórias são muito bem escritas, porém extremamente confusas. Provavelmente têm algum significado para o(a) autor(a), mas pra mim a maioria não fez o menor sentido.
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Maria.Eduarda 05/01/2021

Me surpreendeu, as histórias tem uma narrativa interesse, algumas são confusas mas creio que o objetivo era esse. Gostei bastante de "Review sem estrelas" e "Diário de uma existência".
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Alan Vidal 15/01/2021

Caos reflexivo
O exagero é usado em boa parte do livro, transformando coisas simples e, hoje, inofensivas em uma tremenda agonia, fazendo você imaginar o futuro que nos aguarda, assim como Black Mirror e Rick and Morty fazem brilhantemente.

Mostrando novos pontos de vista, como a "História De Uma Faca" e fazendo você refletir e pensar a vida em "Quem Inventou o Mendigo?", os contos trazem diversas emoções e sentimentos, tornando uma boa escolha para quem procura algo novo e diferente.
Gisele 15/01/2021minha estante
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Adriano.Santos 21/02/2021

O livro está livre para ser várias coisas
Buscar uma nova leitura é aparentemente um passo do leitor, como ele chega a decidir segue uma trilha de causas e efeitos, mas uma pilha de livros não podem ser lidos porque há antes uma seleção das editoras, os não editados são mais difíceis de encontrar, Lucia Berlin foi mais fácil de ser lida pra quem viveu nos últimos 20 anos (dependendo do país), pode até acontecer de um autor só ser encontrado algumas décadas depois quando o mundo "estiver preparado", por que não furar essa fila da seleção e nós mesmos avançar entre tantas opções, quem sabe nessa aventura entre riscos e surpresas não venham a surgir algo que ainda não surgiu pra quem só iria ler o que estava na prateleira final da livraria, pelo menos de vez em quando.

Fântaso em "Quem inventou o mendigo" surge como um híbrido de Sapiens do Harari com Notas do subsolo do Dostoievski. "Cibercoaching quântico" vem com uma variação de Assim falou Zaratustra com um pé na autoajuda, provocações sutis. "A mulher que queria matar todos nós" tem história digna de programa policial de quinta-feira à noite, o suspense se mantém mesmo com a revelação antes do fim, seria loucura não fosse muita gente assim dirigindo países. Os "Jangadeiros do amanhã" lembrou do nascimento de Tristram Shandy de Lawrence Sterne, as palavras parecem sugerir o andamento como se fosse um andamento natural. "A psicofonia de equinócio isósceles" vagueia em fluxo (não é de Molly Bloom de Ulisses), entre as muitas conexões destaque para uma que o trem conduzido por um maquinista faz os passageiros pensarem se 'nenhuma paisagem, nuvem ou árvore precisa ser pintada por ninguém, porque tudo já foi criado'.
"A fazendinha do seu Amaral" tem uma personagem capaz de reelaborar a morte? 'Não que o incomodasse ter que cavar a falta das pessoas, isso o morto mesmo poderia fazer enquanto estivesse vivo'.
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r u the 09/12/2020

Os Delírios de Fântaso.
"Eu deveria brincar de trazer a alegria, como sempre. Mas o espelho me olha cansado e me denuncia. Minha maquiagem está um estrago. Olhe bem para mim. Não sou o mesmo daqueles dias. O tempo realmente passa. A gente morre de tanto se entristecer, não morre? O que nos mata é outra coisa. Algo inesperado, de improviso. Mas morrer, só vivendo, dia após dia, fingindo que não. Em um desses momentos de manuscritos me vi em caracteres felizes. Mas eu estava em tristezas, porque as perdi para a alegria, e a perda sempre me entristece, em mais um sorriso de mentira. Talvez devesse me calar e dominar a decadência de cair. Cair devagar, vagarosamente, sem pressa ou palavra, apenas cair, em silêncio, decair, aos poucos, completamente, em silêncio."
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