Oito Detetives

Oito Detetives Alex Pavesi




Resenhas - Oito Detetives


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PsicoThriller 16/04/2021

Muito bom!
Toda história de assassinato devem conter 3 elementos: uma vítima, um assassino e um detetive. É com essa lógica que Grant McAllister, matemático, professor e pesquisador, elabora uma teoria baseada em probabilidade e escreve 7 histórias de detetives calculando diferentes possibilidades de acordo com essas regras.

Após 30 anos da publicação de sua pesquisa e seu livro, ele é descoberto por uma editora representada por Julia Hart, enviada até a ilha remota onde o professor mora, para republicar seu livro.

Mas quando Julia começa a revisar o livro junto com Grant, começa a perceber detalhes perturbadores como pistas de crimes reais que nunca foram solucionados. Será paranóia de Julia ou de fato o professor esconde algo macabro por trás de seu livro?

Essa é a premissa de 8 detetives. O autor Alex Pavessi trás um livro diferente do que estamos acostumados a ler não só com uma boa história, mas também com uma fórmula incrível pra quem um dia pretender escrever um livro de mistério. Se você se interessa por livros que possuem narrativas dentro de narrativas, histórias clássicas de mistério e assassinatos, esse é um livro que irá te atrair bastante.

No decorrer do livro temos a alternância entre capítulos que trazem os contos escritos por Grant e capítulos situados no presente, no encontro entre o autor e Julia, onde esses contos são analisados.

O final do livro é repleto de reviravoltas, são tantas que eu fiquei até confusa ?? Nada nesse livro é realmente o que é, então se prepare para grandes surpresas.

Apesar disso, grande parte dessas surpresas não conseguiríamos descobrir sozinhos, pois o autor esconde até o final alguns dados essenciais para que possamos descobrir as pistas que nos levam às reviravoltas, esse é um ponto negativo na história.

Oito detetives é uma história fluida e instigante, repleta de mistério que sacia nossa curiosidade e sede por descobertas no decorrer das páginas. Super recomendo!
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Rafa 15/04/2021

Existem regras para mistérios em que há um assassinato. O matemático Grant McAllister resolveu esse raciocínio para escrever sete histórias de detetive. Vivendo recluso numa remota ilha do Mediterrâneo, ele é descoberto por Julia Hart que quer republicar o livro de Grant, mas nota muitos pontos inconsistentes. Aos olhos de uma profissional, parecem pistas de crimes reais... Ela decide investigar. Em uma batalha intelectual com um adversário perigosamente inteligente, Júlia percebe que há um mistério maior por trás do livro... Grant deixou as pistas para conectar seu livro a um assassinato da vida real? Toda investigação parte de evidências. Mas, e se elas fossem disfarces de algo mais grave?

SENSACIONAL!!! É assim que eu defino o que Oito Detetives foi pra mim quando eu terminei a leitura!!!! Fiquei de queixo caído com a engenhosidade com que esse livro foi construído!! Com toda certeza virou um livro favoritado!!

Preciso falar que nem todo mundo vai gostar da mecânica do livro. Um de cada vez, os sete contos são apresentados, seguidos da dicussão sobre eles em que Grant apresenta suas teorias e Julia as inconsistências que ela encontrou na história. É uma dinâmica repetitiva que pode incomodar e cansar algumas pessoas. Mas não aconteceu isso comigo. Eu gostei, por conta de serem bons contos e porque fui instigado a encontrar as pistas de cada conto que resolveriam o mistério.

Mas se você se incomodar, eu te peço paciência porque o final vai compensar toda essa repetição estrutural. QUE FINAL FANTÁSTICO!! Fui arrebatado com cada reviravolta ali presente. O livro vira um thriller simples de qualidade altíssima!! Não imaginei praticamente nada do que aconteceu nesse final. E a história toda ficou excepcional!! Amei ter sido enganado!!!

A construção de dois personagens muito inteligentes ajudou bastante na proposta que o autor criou. Toda essa inteligência fica evidente na parte final. Não subestime nenhum dos dois!!!

É óbvio que vou recomendar a leitura de Oito Detetives e torço muito que você tenha os mesmos sentimentos que eu tive quando li. Que ele seja pra você, o que foi pra mim!!
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Livros da Julie 13/04/2021

Oito detetives, inúmeras reviravoltas!
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"Esta é a questão sobre mentiras (...) Depois que a pessoa começa, não consegue parar. Ela tem que seguir até onde a mentira irá levá-la."
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"A dedução, a forma de arte do inspetor, era uma habilidade que ele nunca conseguia dominar, e ainda assim, toda vez que via a dedução acontecer, parecia tão simples. Bastava fazer afirmações evidentes, a mais acertada para cada ocasião."
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"uma pausa incômoda se estendeu entre elas como um gatinho se deleitando diante de uma lareira: a inevitável morte térmica de dois introvertidos conversando."
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"Não dizem que nunca se deve deixar o público assistir à preparação dos artistas? Depois de ver os atores fumando e brigando fora do teatro, chutando os adereços cênicos, a ilusão é arruinada."
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"todos voltam à infância quando mentem"
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"como se não estar inclinado a expressar uma opinião fosse a mesma coisa que não ser capaz de ter uma."
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"o objetivo central do romance de assassinato é dar aos leitores um punhado de suspeitos e a promessa de que, em cerca de cem páginas, um ou mais deles serão revelados como assassinos. Essa é a beleza do gênero."
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"A arte, então, está no engodo: em escolher a solução que, de certa forma, pareça a mais inadequada para a história, mas de outras formas se encaixa perfeitamente.
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"é isso o que diferencia um romance de assassinato de qualquer outra história com uma surpresa no final. As possibilidades são apresentadas ao leitor desde o início. O final apenas recua e aponta para uma delas."
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"se você entrar no céu, pode esquecer os sofrimentos da vida, mas no inferno deve se lembrar deles"
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"se a pessoa lê uma ficção criminal agora, é impossível não se perguntar como a história vai acabar."
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"Infelizmente, envelhecer é uma coisa sem graça."
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Oito detetives foi o livro do mês de março da leitura coletiva da Faro Editorial promovida pelo @clubeliterarioferavellar (#ClubeLiterarioFerAvellar).

Com o intuito de tratar do relançamento de "Os Assassinatos Brancos", a editora Julia Hart viaja para se encontrar com o autor do livro, Grant McAllister, que morava recluso em pequena ilha mediterrânea. A obra, composta por sete histórias de assassinato, havia sido publicada de forma modesta e independente no início dos anos 40, há quase 30 anos.

O livro também continha um artigo científico chamado "As permutações da ficção policial", resultado da pesquisa do escritor quando este era professor de matemática na Universidade de Edimburgo. De acordo com sua teoria, um romance de assassinato deve cumprir certos requisitos: uma ou mais vítimas; dois ou mais suspeitos; e um ou mais matadores. A existência de detetives é opcional e os grupos podem coincidir, em parte ou no todo. Foi com base nessas diversas possibilidades de combinações que Grant escreveu seu livro.

Somos, portanto, apresentados aos contos que o compõem, intercalados por conversas a respeito do texto, nas quais Grant esclarece as constatações da sua pesquisa e Julia destaca as estranhas inconsistências que ela identificou. Aparentemente relacionadas a um antigo crime, elas despertam a curiosidade e o ímpeto investigativo da editora. Será que a vida simplesmente imita a arte ou há de fato uma conexão entre ambas?

A princípio ficamos um pouco atordoados, acreditando que precisaremos guardar os mínimos detalhes e absorver o máximo de informações de sete narrativas distintas, que podem estar ligadas entre si e também com a trama principal. Contudo, a sensação logo dá lugar a uma completa imersão nos contos, com breves retornos à superfície nos intervalos. A leitura fluida e estimulante é sustentada por histórias tensas, sobre crimes que escondem motivações frias e cruéis. Há sempre a impressão de que algo terrível e assustador vai acontecer a qualquer momento, o que deixa os nervos à flor da pele.

Com contos fortes e envolventes, Alex Pavesi quase nos faz esquecer que existe um mistério principal se delineando ao fundo, sorrateiro como uma cobra. Há muito mais camadas ocultas do que imaginamos e o final traz uma série de revelações e reviravoltas. Quando ainda estamos tentando entender o que aconteceu, vem um novo plot twist para nos tirar o chão.

Nesta história altamente inspirada em clássicos do gênero, a estrutura de um romance policial é dissecada e refinada, aguçando nosso raciocínio sobre o tema e nos levando a refletir sobre os mais variados artifícios utilizados pelos autores para construir enredos intrincados, porém coerentes. De fato, as possibilidades de construir uma história de assassinato são matematicamente definidas, mas a criatividade pode ultrapassar todos os limites e a surpresa final é inevitável.

site: https://www.instagram.com/p/CNnQ4GgDyDo/
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Nath Correia @bibliotecadanath 13/04/2021

Oito detetives l Alex Pavesi l @faroeditorial
Há 30 anos, o matemático Grant McAllister escreveu um livro com sete histórias “perfeitas” de detetive utilizando diversas possibilidades e ordens dos três elementos principais que compõem as histórias de assassinato: vítima, suspeito e detetive. Agora, vivendo recluso em uma pequena ilha do Mediterrâneo, ele é descoberto por Julia Hart, uma jovem editora ambiciosa e inteligente.

Desejando republicar o livro de Grant, Julia descobre diversas inconsistências em suas histórias e decide, então, entrevistar o autor para descobrir se tais erros de narrativa são propositais ou se há algo mais escondido naquelas páginas, pois parece que o autor deixou pequenas pistas que remetem a crimes reais e que envolvem um mistério muito maior do que Julia pode imaginar.

"Oito detetives" é um livro de investigação e mistério bem diferente do que costumo ler do gênero. Aqui, o autor traz um livro dentro de outro livro e o leitor pode acompanhar a editora Julia Hart lendo as histórias que compõem o livro do autor Grant McAllister enquanto o entrevista e trava com ele uma batalha intelectual na qual cada um tenta provar seu ponto de vista e mostrar que está certo.

As histórias de mistérios apresentadas funcionam como pequenos contos que abrangem todas as misturas do gênero entre vítima, suspeito e detetive e são esmiuçadas e desmascaradas a cada capítulo ao terem suas inconsistências analisadas e percebidas como fazendo parte de um todo. Confesso que a explicação matemática para as tramas de detetives foi algo um tanto quanto enfadonho de ler, principalmente para quem não gosta muito da matéria como eu.

Acompanhar o embate entre os personagens foi bem interessante, pois cada um tentava estabelecer e manter a sua versão dos fatos, fazendo com que o leitor questionasse a todo momento quem estava sendo realmente sincero. Quando a verdade foi revelada e todos os pontos se encaixaram, eu fiquei um pouco surpresa pois não consegui imaginar totalmente a reviravolta e as grandes revelações que o autor tinha reservado para o final do livro.

"Oito detetives" é um livro para quem quer se iniciar no gênero e para quem procura uma leitura com um bom mistério para ser resolvido.

Nota: 3,5/5

Editora parceira

Instagram: @bibliotecadanath
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Silvana - Blog Prefácio 12/04/2021

Em Oito Detetives vamos conhecer o professor matemático Grant McAllister, que há trinta anos lançou o livro Os Assassinatos Brancos com uma tiragem irrisória de menos de 100 exemplares. O livro contém sete histórias de detetive calculando as diferentes ordens e possibilidades, desde o número de vítima(s), suspeito(s), detetive(s), e o(s) matador(es), tudo o que compõe uma boa trama policial. Em certo momento Grant abandonou tudo e foi viver recluso em uma ilha do Mediterrâneo. Mas vinte anos depois o patrão de Julia Hart acabou encontrando um desses exemplares e resolveu reeditar o livro e encarregou Julia dessa tarefa.

Então vamos acompanhar Julia lendo as histórias na companhia de Grant e apontando as partes que chamaram sua atenção, algumas incoerências nas histórias que podem ter sido colocadas ali de propósito para confundir o leitor ou serão falhas do livro? Mas enquanto vai lendo cada uma das histórias Julia acaba percebendo que está tudo muito estranho e que alguma coisa está bem errada. Então ela entra em um jogo onde o mais estrategista será o vencedor. Mas será que descobrir a verdade nesse caso realmente vai valer a pena?

A introdução à história hoje está bem curtinha porque não posso falar muito sem soltar spoilers, já que a história se desenrola praticamente durante o livro todo. Só no final que entendemos realmente o que aconteceu. Temos sete histórias policiais, seriam como se fossem basicamente sete contos policiais, mas que no fim das contas cada uma delas tem uma peça chave para descobrir o mistério do livro. Então nem esperem nada cheio de suspense, com reviravoltas enormes, só no final temos uma grande surpresa, mas que para um amante de literatura policial não é tão mistério assim.

Quando vi que o livro era recomendado para fãs de Agatha Christie já fiquei doida para ler porque amo os livros dela. E quem está acostumado com seus livros sabe que ela tem aquela fórmula que segue em todos eles. E livros policiais são assim mesmo. Agora se você está acostumado a thrillers de tirar o folego, com um plot twist a cada fim de capitulo, esse livro não é para você. Aqui temos histórias simples, com a fórmula básica da literatura policial, variando em um ou outro dos elementos que compõe as tramas policiais citadas acima.

E falando na Agatha temos uma homenagem a um do seus livros em um dos contos, o famoso O caso dos dez negrinhos que agora é conhecido por E não sobrou nenhum. E esse foi o único conto que cheguei perto de desvendar o mistério, Mas só cheguei perto porque a finalização é outra. Me acho a detetive por já ter lido muitas histórias policiais, mas não consegui descobrir nenhum dos finais das sete histórias. E só uma coisinha bem rapidinho para não soltar spoiler, não sei se percebeu que estou falando em sete histórias, mas... já fez a ligação?

E temos muitos personagens nesse livro, uns me cativaram em poucas páginas de sua história, outros me deram aversão e asco mesmo por suas atitudes, mas de personagem principal temos basicamente dois, a Julia e o Grant. E confesso que esperava mais dos dois. E até pensei em tirar um ponto da nota por causa disso. Mas como achei o livro muito diferente do que estou acostumada a ver, acabei ficando na nota máxima mesmo. Mas ainda assim achei que os dois deixaram um pouco a desejar, principalmente em seus "confrontos" sobre as histórias e no final. Achei que a coisa seria assim por dizer, mais interessante.

Quanto a edição da Faro nem tenho o que falar. Como sempre tudo muito caprichado por dentro e por fora. A divisão entre as histórias e o tempo real muito bem feita, sem deixar margem para dúvidas. E a capa achei um tanto quanto simples, mas não dizem que menos é mais? E por fim finalizo indicando para os amantes da boa e velha literatura policial. Com certeza vai agradar e matar a saudade de quem está carente de autores como a Agatha.

site: https://blogprefacio.blogspot.com/2021/03/resenha-oito-detetives-alex-pavesi.html
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Sâmara 08/04/2021

Grant McAllister escreveu 7 contos que fazem parte da coletânea Os assassinatos brancos. Livro este que foi fruto de uma pesquisa do matemático, para mostrar aos leitores os passos para se construir um livro de investigação.
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? Anos após o lançamento, ele descobre que uma editora interessada em relançar o livro. Para isso mandaram Julia, a responsável pelos lançamentos. Mas Grant não esperava ser acusado de cometer assassinato na época de publicação da obra.
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? A escrita do autor apesar de bastante atual, se assemelha muito à Agatha Christie e Conan Doyle. A facilidade que o Alex Pavesi tem de nos fazer desconfiar dos suspeitos errados é enorme. Me peguei mais de uma vez apostando errado e ao fim de cada trama fui surpreendida com a esperteza desse autor.
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?? O livro alterna pontos de vista, temos a visão dos contos como eles foram publicados, e a entrevista da editora com o autor. São nessas cenas que a gente tem vários indícios do assassinato verdadeiro, supostamente cometido por Grant.
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? Os contos são quase impossíveis, e capazes de criar quebra-cabeças com nossas mentes. Achei muito engenhoso do autor ter criado uma matemática básica para explicar os passos de se criar livros do gênero. Ele refuta obras que utilizam a dedução para desvendar os casos. Em Oito detetives, teremos a investigação e a observação da cena como pontos principais.
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? A trama é viciante e desafiadora, nos leva a questionar tudo, e não nos deixa soltar o livro. Digo com todas as letras que temos um autor de suspense/investigação digno de um posto perto do grandes autores clássicos, a escrita dele é de uma genialidade sem tamanho.
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? O final foi um pouco decepcionante, esperava um desfecho com um clímax dramático, marcado por mais um caso para ser solucionado, porém sem respostas. Mas o que eu encontrei foi um final previsível e insosso. Ademais, deixo frizado que esse final não anulou a minha experiência com o livro.
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?? Um livro que mostra a ganância como fator de ruína do homem.
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sandim_steh 06/04/2021

IG: @PAPEANDOSTEH
RESENHA: OITO DETETIVES - ALEX PAVESI

?Porque teorias nunca são fatos. E cada um deve ser confirmada por várias provas.?

Neste suspense vamos conhecer Grant McAllister um matemático, que escreveu sete histórias distintas sobre detetives e seus casos, sendo que todas elas envolvem um tipo de problema matemático, tendo assim diferentes ordens e possibilidades.

- A RESENHA COMPLETA VAI SAIR NO BLOG: https://www.poraoliterario.com/
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Manuscrito Literário 05/04/2021

Bem, começo dizendo que Oito Detetives é um livro de ficção científica e suspense em que observamos o embaralhar de sequências de fatos. Com o passar das páginas nos é mostrado histórias diferentes sobre assassinatos e uma conversa sobre as regras existentes para se forjar um bom mistério.

Neste livro temos dois personagens inteligentes: Grant McAllister e Julia Hart, escritor e editora, ambos são perspicazes quando o assunto é histórias meticulosas, possibilidades e ordens de acontecimentos. Grant é o criador de uma série de histórias de detetives, sete ao todo, que por trinta anos pareceram perfeitas para todos que a leram, menos para nossa editora Julia.

(...)

Oito Detetives inova na narrativa. Temos um capítulo para narrar um conto de assassinato e outro para podermos desbravar os pequenos detalhes e explicações do autor (Grant) tanto sobre a sua obra quanto sobre sua própria vida que pode ter haver com o mistério, e é isso que torna o livro de Alex Pavesi diferente, totalmente original.

Há apenas algumas falhas, no caso, para mim, a narrativa as vezes tornava-se previsível, porém entendo que dentro de Oito Detetives há sete histórias de assassinato que demonstram os requisitos e estruturas de um romance clássico de assassinato, ou seja, vai conter histórias que logo iremos entender e resolver o mistério, mas o lado bom de Oito Detetive é que não para só nisso, dentro dessa previsibilidade teremos trechos a serem destacados para a solução de um mistério final.

Sendo sincera, comigo o livro não funcionou muito bem, mas acredito que esse possa ser um livro para aqueles que querem certa inovação narrativa, um quebra-cabeça diferenciado ou que estejam começando a se inserir levemente a esse tipo de gênero.

Fica aqui a indicação de Oito Detetives, um livro com uma reviravolta final que pode deixar muitos satisfeitos e surpreendidos.

*Leia a resenha completa no blog Manuscrito Literário

site: http://manuscritoliterario.com.br/resenha-368-oito-detetives-alex-pavesi-faroeditorial/
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Jaque @blogmalucadoslivros 05/04/2021

OITO DETETIVES
Romances polícias sempre me chamam atenção mas Oito detetives é diferente do qualquer livro do gênero que eu já li e superou todas as minhas expectativas.

🔍A PREMISSA:
Para Grant McAllister – um professor de matemática e escritor de romances policiais –, todos livros do gênero seguem as mesmas regras, de forma que depois apenas consigam enganar o leitor. E usou essa teoria para escrever sete histórias de detetives.

Trinta anos depois Julia Hart, uma editora perspicaz decide publicar as histórias de Grant, que agora vive recluso em uma ilha. Mas conforme vai conhecendo as obras do autor, Julia encontra pontos que a fazem suspeitar que talvez essas histórias não sejam apenas de ficção e sim, pistas de crimes reais.

💭O QUE EU ACHEI:
Oito detetives é o livro de estréia de Alex Pavesi, que começou com chave de ouro. A trama traz uma narrativa que me prendeu do início ao fim, além de ser uma obra totalmente original e que traz os contos de Grant dentro da história (ou seja, um livro dentro do livro). O que torna tudo ainda eletrizante porque conforme fui lendo estes contos, eu também tentava descobrir as pistas que podiam estar bem ali na minha frente, assim como Julia.

Julia é uma personagem inteligente bate de frente com suas suspeitas afim de descobrir a verdade por trás de tudo. Já Grant é um personagem intrigante e misterioso que nos faz questionar tudo sobre ele.

Oito detetives é uma obra genial, uma trama repleta de mistério com um final bombástico e que nos faz criar várias teorias. Uma ótima leitura para fãs de mistério.

IG: @blogmalucadoslivros

site: https://www.instagram.com/p/CNTLEkIj1En/
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Laís Anulino 03/04/2021

Desfecho surpreendente
Grant McAllister é um matemático que usando seu conhecimento, criou regras para escrever mistérios de assassinato. Por meio dessas regras ele escreveu sete histórias.

Após muitos anos do seu lançamento, ele passou a viver recluso em uma ilha, porém, ele é descoberto por uma editora que deseja republicar seu livro.

A responsável por isso, Julia Hart, está bem empolgada, mas ao ler as histórias de Grant, percebe inconsistências que lhe parecem pistas de crimes reais. Assim, ela resolve investigar.

Gente!! Primeiro de tudo, tenham muita atenção ao ler esse livro. Nele vamos encontrar as histórias escritas pelo Grant, e a cada vez que a Julia mostrava algum furo no enredo, eu ficava boba por não ter percebido. Por isso, a cada capítulo, eu me pegava tentando encontrar o erro da vez.

Ao final de cada história, Julia conversava com Grant, que por sua vez explicava a regra matemática utilizada para construir seu enredo. Confesso que por mais curiosa que eu estivesse, essas partes matemáticas foram cansativas para mim e eu me via ansiosa para voltar aos capítulos dos mistérios.

Sobre a escrita do autor: Achei o desenvolvimento um pouco lento, em que as pistas apareceram aos poucos e quando estava totalmente imersa na trama, recebi o grande final. Alguns contos me lembraram as histórias da Agatha Christie, então quem gosta da autora, pode curtir esse livro também.

Essa foi uma experiência bem diferente para mim. A construção do livro é muito inteligente. Curti bastante as histórias contidas nele e gostei muito de como o autor não deixou nenhuma ponta solta e me surpreendeu (Não tinha como eu acertar esse final). Entretanto, suspenses eletrizantes me prendem mais. Mas, para quem curte leituras mais elaboradas e com ritmo mais lento, essa é uma ótima pedida.
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Libera 02/04/2021

Grant é um velho autor que vive sozinho em uma ilha, alguém discreto, que não gosta muito de falar nem de ser questionado. Quando Júlia chega na ilha para revisar os livros de Grant para republicá-los, Grant aceita que a mulher faça perguntas sobre as histórias, mas não sobre sua vida.

" Não aprovo finais felizes em histórias policiais.- Agora, a cabeça dele estava recortada pela sombra.- A morte deve ser mostrada  como uma tragédia, jamais como outra coisa qualquer."

 Conforme o tempo passa, Júlia começa a questionar as histórias de Grant e a quantidade de coincidências com um antigo crime, então passa a fazer sua própria investigação.

Oito Detetives é um livro de detalhes, onde o leitor deve ficar atento a cada detalhe por mais insignificante que pareça. Eu mesmo não peguei várias coisas e quando percebi, parecia ser algo tão fácil de descobrir. 

O livro é narrado em capítulos alternados, entre as histórias de Grant e a conversa entre ele e Júlia. Ou seja, ainda temos a chance de desfrutar de contos maravilhosos, e a partir dessas histórias que Júlia começa a desconfiar de Grant.

"Aqui é meu dever, como autor dessa história, assegurar ao leitor que agora ele tenha sido apresentado a provas suficientes para resolver esse mistério por si próprio. Os mais ambiciosos de meus leitores podem querer fazer uma pausa por um momento e tentar fazer isso."

Quem gosta de livros de investigação estilo Agatha Christie vai amar o livro. A história é lenta, mas ao mesmo tempo é formada por ideias rápidas. O leitor deve prestar atenção em cada história com uma história isolada, para que não se perca na ideia principal.

Nem tentem adivinhar o final, pois o livro tem uma reviravolta sem ligação com as pistas, o que me deixou de boca aberta. Adorei o livro, terminei me sentindo uma idiota rs. Já sei que eu nunca seria uma boa detetive.

Leiam, e depois contem se conseguiram sacar todas as pistas. 
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Nati | @encalhadosnaestante 30/03/2021

Todo mistério de assassinato tem algumas regras que precisam ser obedecidas: é preciso ter uma vítima, um suspeito e um detetive; de resto é só embaralhar os fatos para enganar o leitor. Grant McAllister é um matemático que escreveu sete histórias para ilustrar sua teoria de que existe uma quantidade finita de plots possíveis e durante trinta anos ninguém o questinou sobre isso. Agora, vivendo recluso em uma ilha do Mediterrâneo ele recebe a visita de uma editora, Julia Hart, uma jovem ambiciosa e esperta que nota todas as inconsistências nas histórias de Grant.

Essas pequenas irregularidades parecem quase propositais. Será que escondem informações sobre um crime real?! Só lendo até o fim para descobrir o mistério.

Como boa engenheira que sou a idéia de misturar matemática e histórias de detetives chamou imensamente a minha atenção, queria muito ver como o autor ia trabalhar toda a parte de "cálculo" com a arte da escrita e ver eles discorrendo sobre intersecção e superposição de conjuntos foi incrível, entretanto por mais que eu gostasse das partes em que os personagens discutiam sobre as obras lidas por eles e as teorias matemáticas se encaixavam nelas esses pequenos prelúdios não eram o sufciente para que eu quisesse continuar a leitura.

As histórias dentro da história são cansativas, de ritmo lendo e muitas delas similares a outras histórias que já li anteriormente, tirando toda a aura de originalidade do livro em si. As discussões entre os personagens principais, que era a parte mais interessante, eram curtas e sem grande profundidade deixando um gostinho de que estava faltando alguma coisa.

O final que deveria conter uma grande revelação foi repetitivo, previsivel em diversos aspectos e de uma maneira geral muito fraco. Foi um total anti-climax.
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Cley 29/03/2021

O matemático Grant McAllister sabe que existem fórmulas para criar uma história de assassinato. Para ele, deve haver uma vítima, um suspeito e um detetive, depois é só embaralhar os fatos para enganar o leitor. Partindo dessa regra, ele criou sete histórias que parecem perfeitas. Após trinta anos, Julia Hart, uma editora ambiciosa, quer publicá-las, mas ao lê-las, ela percebe várias inconsistências em cada uma, quase até propositais. Julia começar a cogitar que as histórias, talvez, sejam crimes reais e resolve investigar.

"Esta é a questão sobre mentiras... Depois que a pessoa começa, não consegue parar. Ela tem que seguir até onde a mentira irá levá-la."

"Mise em abyme", expressão francesa que podemos traduzir para "história em abismo". Elemento bastante utilizado no cinema, literatura, pinturas e em outras artes, consiste em criar uma história dentro da outra. Esse recurso foi utilizado em "Oito detetives", pois a Julia expõe cada história escrita pelo Grant, a fim de despertar no leitor os mesmos questionamentos que teve. Assim como Julia, podemos perceber as incongruências nas sete histórias, algo que traz dúvidas e nos faz contestar o autor delas.

As histórias que o Grant criara, obedecem ao critério básico do gênero, tendo algumas modificações. O autor é matemático e justifica as construções com base na matemática, aspecto que me despertou confusão, pois não converso muito bem com o mundo das exatas.
Achei interessante seis das setes histórias apresentadas pelo Grant, e várias delas trazem pontos que podem ser gatilhos para pessoas mais sensíveis.

Os personagens da história em si, tanto Grant como Julia, não foram tão bem desenvolvidos, talvez por não sofrerem uma exposição mais precisa na história, pelo fato das histórias do Grant se sobressaírem. Nos momentos finais conseguimos ter uma compreensão melhor sobre quem de fato são eles e quais são seus objetivos.
Para ser o primeiro romance do autor, achei sua proposta bem interessante e as reviravoltas apresentadas bem elaboradas, pois não imaginei que iria acontecer o que aconteceu.
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Evelyn Ruani 27/03/2021

O matemático Grant McAllister escreveu sete histórias de detetive utilizando regras e teorias matemáticas, calculando as diferentes possibilidades de uma história de mistério e assassinato. Intitulou essas histórias de "Assassinatos Brancos" e por mais de 20 anos elas pareceram perfeitas e intactas aos olhos de todos. No entanto, uma editora esperta e ambiciosa, Júlia Hart decide que quer republicar o livro do autor, mas ao ler as histórias começa a notar coincidências que lembram muito um assassinato que aconteceu na vida real, muito próximo da data do primeiro lançamento do livro.

Conforme ela vai lendo as histórias e as discutindo com Grant, nós leitores também temos acesso ao essencial de cada uma delas o que torna a leitura extremamente empolgante, pois cada um dos casos é cheio de mistérios e reviravoltas e não tem como não querer saber como cada um deles se resolve e como cada um deles faz parte de um quebra cabeça ainda maior e mais sério. A sensação é que você tem vários livros dentro de um mesmo livro e você mergulha tanto em cada história que até se perde quando volta a original.

A narrativa do autor é bastante fluída e traz todos os ingredientes de um bom livro de investigação e assassinato: vítimas, suspeitos, detetives, crimes "perfeitos" e muito mistério e suspense. Os diálogos de Júlia e Grant são muito estimulantes, pois ambos se mostram extremamente inteligentes e disputam uma batalha intelectual que está além dos livros e suas histórias, mas na busca por encobrir ou encontrar um assassinato real.

Para todos aqueles que curtem uma boa história de investigação à lá Agatha Christie e Sherlock Holmes, esse livro é uma ótima pedida. Achei o enredo extremamente original e o desfecho é totalmente surpreendente. Apesar de todas as minhas teorias, que fui elaborando ao longo das histórias, não consegui chegar à conclusão final real.

Super recomendo a leitura!
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Bárbara 22/03/2021

Surpreendente e genial
Começo o post dizendo que este é um livro em que, tenho certeza, você não imagina o rumo da história, e duvido prever o plot que ele traz nas páginas finais. Um verdadeiro quebra-cabeças, em que cada detalhe é de fundamental importância.

Para haver um assassinato, quais seriam os ingredientes fundamentais que vêm logo à sua mente? Ao menos uma vítima, um suspeito e, em todo bom suspense policial, um detetive para conectar os pontos e descobrir tudo! Para Grant McAllister, tudo é uma questão matemática, como uma fórmula. Para respaldar sua teoria, escreveu um livro chamado Assassinatos brancos, abarcando 7 contos. Seu livro, entretanto, acabou não fazendo muito sucesso, e ficou meio invisível no mercado editorial. Até que Julia Hart, uma editora, entra em contato com ele, querendo fazer uma reedição da obra.

Ao fazer a leitura do livro, Júlia encontra algumas inconsistências em cada um dos contos, que fazem uma ponte com um assassinato real, ocorrido há décadas, e que não foi desvendado. São algumas evidências - meio que jogadas nos contos - que remetem ao Assassinato branco (até mesmo o nome do livro faz menção direta àquele crime). Então, ela decide encontrar pessoalmente o autor - que agora vive recluso numa ilha do Mediterrâneo - para checar e verificar suas suspeitas.

Ao longo da trama, o livro se alterna de forma muito inteligente entre cada conto do autor e o embate intelectual da editora com ele. É como se o leitor acompanhasse cada conto juntamente com Júlia, que vai observando suas suspeitas serem confirmadas. De alguma forma, tudo leva a crer que Grant está envolvido naquele crime real. Ela vai fazer de tudo para descobrir a verdade, seguindo a fórmula que o próprio autor criou, tornando-se uma detetive. Mas, como toda boa clássica história policial, nem tudo é o que parece, e pode mudar num piscar de olhos.

Se você gosta dos livros de mistérios a serem resolvidos, este livro é pra você. Um enredo moderno, original e diferente de tudo. Um livro dentro de outro, e que, ao juntar os pontos e detalhes... é bem surpreendente!

site: http://www.instagram.com/leiturasdebarbara
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