Bandeira de Bolso

Bandeira de Bolso Manuel Bandeira




Resenhas - Bandeira de Bolso


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Babi 04/06/2020

Ótimo
Um livro para quem gosta de poemas e para quem quer conhecer um pouco mais sobre a literatura brasileira!
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Fran 24/05/2020

Bandeira de Bolso
"Bandeira permanece o homem solitário que sempre foi. Mas não era um homem amargo, mal-humorado. Tinha sempre um sorriso simpático e, apesar da miopia e do fato de ser "dentuço", adorava ser fotografado, reconhecido, musicado, traduzido. (P.16)
Esse livro reúne 149 dos mais populares e significativos poemas de Manuel Bandeira. Modernista de primeira hora, viveu até os 82 anos.
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aline dos santos 23/01/2016

Bandeira dando bandeira?
Apesar de sempre ter gostado dos poemas do Bandeira que já havia lido esparsamente, assim que li o poema "Arlequinada", abandonei a coletânea e agora me resta um sentimento confuso para com o autor.

Será que ninguém viu a mesma questionável semântica-polêmica do poema que eu vi?

Abandono na certa, ao menos para mim! Talvez outro dia, mais serena e esquecida, eu tente novamente!
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Thay (@apilhadathay) 11/01/2016

Delicioso
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
("Os Sapos", 1918, p. 41-42)

A coletânea da L&PM Pocket, organizada por Mara Jardim, reúne 149 dos melhores poemas de Bandeira, um pernambucano tuberculoso que já fora desenganado pelos médicos e acabou vivendo até 82 anos, enterrando o próprio médico que o condenara. Um Modernista meio parnasiano, profundo admirador de Bilac e da forma fixa da poesia, ele conquistou meu coração pela enganação - eu, que acreditava na plena liberdade de seus versos.

Esta obra é tocante e profunda. Eu tenho uma paixão secreta por Manuel Bandeira, mas não como analista literária. Convivo com mestres, doutores em Letras, capazes de análises densas e admiráveis, e talvez eu jamais chegue aonde eles estão, porém gosto de apreciar a poesia de Manuel pelo que se me apresenta: um conjunto de traços de sua vida, seu passado de doença, sua amizade com Mário de Andrade, espalhados em meio a sua poesia.
O que eu adoro em tua natureza,
Não é o profundo instinto matinal
Em teu flanco aberto como uma ferida
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.
O que adoro em ti - lastima-me e consola-me!
O que eu adoro em ti é a vida!
("Madrigal Melancólico", 1920, p. 60)
Os poemas estão distribuídos dentro de 10 livros de Bandeira, que esta coletânea reúne: A Cinza das Horas, Carnaval, O Ritmo dissoluto, Libertinagem, Estrela da Manhã, Lira dos Cinquent'anos, Belo Belo, Opus 10, Estrela da Tarde e Mafuá do Malungo. "Poema retirado de uma notícia de jornal", "Irene no Céu", "Rondó dos Cavalinhos" são exemplos de alguns dos melhores poemas de Bandeira nesta coletânea. Um deles apela fortemente à minha emoção, "O Bicho":

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
("O bicho", 1947, p. 119)

É uma obra que recomendo para que você tenha em casa. A L&PM Pocket caprichou na edição e fez um excelente trabalho. Aplausos também para a seleção feita por Mara Jardim.

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
("Vou-me embora pra Pasárgada", p.89)
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xuxudrops 12/06/2014

Antologia
Antologia cronológica da poesia de Manuel Bandeira, demonstrando sua versatilidade técnica e cultural. Delicioso de ler!
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Israel 11/11/2012

Difícil avaliar livro de poesia, mesmo sendo de um mestre como o Bandeira, principalmente quando se tem quase nenhum contato com o gênero. Mas é impressionante como já havia lido poesias dele espalhada por aí. Prefiro dizer o quanto gostei com uma poesia do livro, uma das minhas preferidas, aliás.

"Satélite"

Fim de tarde.
No céu plúmbeo
A lua baça
Paira.

Muito cosmograficamente
Satélite.

Desmetaforizada,
Desmitificada,

Despojada do velho segredo de melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e enamorados,
Mas tão somente
Satélite.

Ah! Lua deste fim de tarde,
Desmissionária de atribuições românticas;
Sem show para as disponibilidades sentimentais!

Fatigado de mais-valia,
gosto de ti, assim:
Coisa em si,
-Satélite.
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Priscila S G 03/10/2011

Não costumo ler muita poesia, mas este vale a pena, não só pelo sabor de ler Bandeira, mas tembém por que se pode acompanhar a evolução e as transformações pelas quais sua poesia passou ao longo dos anos.
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