The Five

The Five Hallie Rubenhold




Resenhas - The Five


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Priscilla Santiago 21/11/2021

A voz das vítimas
Eu não tenho o hábito de ler não-ficção, mas não estava conseguindo largar esse livro de jeito nenhum. Que obra maravilhosa e angustiante! Dói ler sobre a vida dessa mulheres, que em sua grande maioria era mães, esposas e que tiveram suas vidas destruídas, não só pelo Estripador, mas como pela bebida e pela misoginia. A Editora Wish acertou em trazer esse livro para o Brasil nesta edição lindíssima. Amei demais, umas das minha melhoras leituras do ano.
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Carol 04/11/2021

Melhor livro que li esse ano! ?????
Não posso mensurar o que sinto agora. Finalizar esse livro só me trouxe mais vontade de sair gritando aos quatro ventos que a sociedade, com seu patriarcado e preconceito vitoriano da época (não muito diferente de hoje) as mataram primeiro. Mas isso não exclui o fato dessas 5 vidas serem tratadas como nada até hoje. Precisou que uma de nós fosse atrás da verdadeira história de vida dessas irmãs e tirasse a visão midiática do assassino e chamasse a atenção para quem realmente importa. Me tocou profundamente e apagou por completo da minha cabeça qualquer coisa que já tenha lido sobre essa história. Hallie Rubenhold ganhou uma fã, Polly, Annie, Kate, Elizabeth e Mary Jane, uma defensora. Um livro tão necessário! Recomendo demais!
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Nati | @encalhadosnaestante 25/10/2021

Vai por mim só leiam essa maravilha bem contada de não ficção. Livro lindo que analisa as vítimas daquele que se tornou o bicho papão de sua época.
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Coruja 21/10/2021

Lembro-me vagamente de quando estive em Londres sozinha, em 2014, descer do ônibus em Whitechapel a caminho de algum outro lugar, olhar as placas pelo caminho e pensar com meus botões "então foi por aqui que Jack andou fazendo das suas". Não cheguei a explorar nada no caminho, mas fiquei com o personagem na cabeça um bom tempo. Até cheguei a pensar em fazer um daqueles passeios guiados, mas não tinha tempo dentro da minha programação.

Quando comecei a ler The Five, recordei daquela caminhada e do fato de que, nem por um momento, pensei nas vítimas do assassino. Foi preciso Rubenhold e sua pesquisa para que o foco saísse do assassino para as vítimas esquecidas, desprezadas, vilipendiadas, reduzidas a detalhes sensacionalistas em jornais e ao rótulo de prostitutas. E daí já se tira a importância de ler esse livro - ele faz com que a gente questione a razão de, como sociedade, mantermos nosso fascínio no mistério em torno da identidade do assassino e simplesmente ignorar a existência de Polly, Annie, Elizabeth, Catherine e Mary-Jane, mantendo-as como meras figurantes do enredo.

Já se vão mais de cem anos desde os assassinatos de Jack, o estripador. Há vários documentos que ajudam a traçar o perfil dessas cinco mulheres, mas muito que atrapalha também - a falta de uma apuração aprofundada, despida de preconceitos - tanto por parte da polícia quanto da imprensa -, além de uma infinidade de testemunhos ambíguos ou absolutamente falsos são um desafio. Assim é que The Five tanto apresenta um retrato bastante crível da realidade que acabou colocando-as no caminho de Jack, como encerra em suas mais de quatrocentas páginas bastante especulação.

Talvez o ponto mais importante da investigação de Rubenhold é afastar o mito de que as vítimas do serial killer eram todas profissionais do sexo; uma imputação feita como que para culpá-las de sua vulnerabilidade, bastante típica do moralismo hipócrita da era vitoriana. Ainda que elas o fossem, não há justificativa para o que aconteceu, da morte violenta ao assassinato de suas reputações; para a maneira como suas vidas foram reduzidas apenas ao título de prostitutas e estripadas de tudo o mais que construía sua identidade.

O que The Five deslinda é a forma como a sociedade falhou com essas mulheres: os preconceitos que seguiam esposas que se separavam de seus maridos, a falta de oportunidades de trabalho, um sistema de auxílio social mais brutal que se manter em situação de rua, uma polícia intolerante e despreparada. Rubenhold não dá espaço à exploração dos crimes em si; não há conjecturas sobre a identidade de Jack, reconstituição dos assassinatos, detalhes mórbidos. Para além dos fatos concretos que ainda existem sobre Polly, Annie, Elizabeth, Catherine e Mary-Jane, há o estudo do contexto histórico-social da Londres vitoriana, especialmente para as mulheres da classe trabalhadora - da qual muitas delas vieram originalmente -, e da pobreza miserável que representava Whitechapel no imaginário coletivo.

O que é fascinante é que Rubenhold consegue descrever tudo de forma tão vívida que nos sentimos de fato transportados no tempo - sentir o ar viciado, as ruelas claustrofóbicas, a cacofonia das casas de trabalho. É uma não ficção que te absorve como um thriller, daqueles que não queremos largar antes de chegar ao final. Ao mesmo tempo, é uma leitura dolorosa, daquelas que te fazem abrir os olhos para os próprios preconceitos, que te fazem questionar padrões pelos quais normalmente passamos batidos.

site: https://owlsroof.blogspot.com/2021/10/the-five-historia-nao-contada-das.html
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Drika 13/10/2021

Doloroso e chocante
Que livro incrível. É muito doloroso imaginar que as histórias do livro aconteceram há menos de 140 anos. É tão cruel.... O livro mostra o que era ser mulher e pobre, no período vitoriano na Inglaterra. Triste demais e é muito chocante pensar que não tem tanto tempo assim.
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vitoria.esteves 10/09/2021

The Five traz ao público as histórias de 5 mulheres que na época Vitoriana sofreram muito. A visão que esse livro traz de como os jornais da época mudavam as histórias das vítimas e quem elas realmente foram é um ponto fantástico. Emocionante e triste ?
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BoraLer 08/09/2021

Voz para quem não pôde se manifestar
Excelente trabalho biográfico que dá voz às mulheres pobres, excluídas e marginalizadas da Inglaterra vitoriana. Além do prazer da leitura, o livro contribui para a reflexão sobre como a sociedade enxerga e se importa (ou não) com o feminino. Vale muito a leitura!
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Beatriz.Cruz 06/09/2021

Por quê não falamos disso antes? A voz das injustiçadas.
The Five é um livro excelente, não apenas por dar uma perspectiva ampla e histórica das vítimas dos assassinatos que ocorreram em 1888, mas também por proporcionar uma reflexão sobre feminismo, a indústria do sexo e as condições de vida no século XIX.

É impressionante como havia apenas uma tênue linha entre ser uma mulher "decente" e uma mulher "imprópria". Alcoolismo, traição ou a morte do esposo, subitamente representavam a destituição da figura feminina de qualquer meio de subsistência.

Ainda dentro desse cenário, é possível perceber como o álcool tinha um papel importante na sociedade da época. Sem tratamentos disponíveis, após encontrar o consolo na garrafa, o destino de muitas dessas mulheres era selado, sem voltas ou devoluções.

A narrativa da autora nos faz perceber que Polly, Annie, Elisabeth, Kate ou Mary Kelly poderiam ser qualquer uma de nós, nossa vizinha, nossa amiga, nossa irmã ou nossa prima. Algumas nasceram com condições financeiras até privilegiadas, mas que, infelizmente, foram levadas à situação de rua ou prostituição por conta de tristes infortúnios.

Enfim, The Five é uma leitura feminista histórica essencial. Mais do que ser um livro interessante e profundo, realiza o importante trabalho de trazer notoriedade às vítimas, e não ao assassino.
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Carlos 30/07/2021

Um belo trabalho histórico
Obrigadas a sustentar o núcleo familiar, gerar filhos, apoiar o marido e ainda trabalhar para garantir o minimo dentro das condições miseraveis da classe trabalhadora no inicio da era industrial, tudo isso sem cometer erros e sendo julgadas a cada instante por uma sociedade sempre pronta para culpar a mulher. É esse o plano de fundo das tragédias a serem narradas nesse livro. E onde os jornais ou documentos da época faltam, a autora preenche com as referências culturais e literarias, construindo a vida dessas mulheres de uma forma eficiente e sem cair na monotonia da simples reprodução de documentos e relatos. É uma leitura muito interessante e que traz reflexões validas aos dias atuais: apagamos as vítimas mulheres para glamurizar o assassino, preferimos inserir na cultura pop o autor do feminicidio e reproduzimos até hoje os preconceitos que essas mulheres tiveram que sofrer mesmo após suas mortes trágicas.
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gabi | @dueto_literario 24/07/2021

MELHOR LEITURA DE 2021
"Um lembrete sobre o que acontece quando a sociedade deixa de cuidar dos moradores mais vulneráveis."

"Nos lembra da misoginia que alimentou o mito do Estripador."

"Um livro para dar as vítimas a imortalidade que o assassino não merece."

Estamos acostumados a romances de épocas que exaltam uma Inglaterra cheia de riquezas e as livros de seriall killers inteligentes e sagazes. The five vem quebrar todos os estereótipos, nos mostrando como a boa parte da população inglesa estava na miséria, e assassinos como o Estripador não são grandes mitos, mas pessoas cruéis, que acabou com a vida não apenas de suas vítimas, mas também de seus familiares.

Polly, Annie, Elizabeth, Kate e Mary Jane tem em comum o fato de serem mulheres trabalhadoras, que se viram vulneráveis, e acabaram sendo mortas enquanto dormia.

ATENÇÃO: Esse livro não descreve os crimes, nem fala sobre o assassino. O foco é toda na história dessas mulheres, o contexto de suas vidas, e como elas se inseriam naquela sociedade desigual.

Descobrimos aqui que elas tiveram suas histórias totalmente distorcidas, não apenas por aquela sociedade preconceituosa, como por todos aqueles que vieram depois e não se preocuparam com a veracidade.

O que eu mais amei no livro é que a autora é uma historiadora, é dá total destaque as suas fontes, e a importância de sempre questionarmos as informações que recebemos.

Apesar da narrativa pesada, e dos muitos momentos que precisei parar para chorar (ou para engolir a raiva), a autora consegue escrever de uma forma muito fluida. Misturando o contexto histórico com a história delas, criando um livro impossível de largar.

Recomendo a todos!!!
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Angela 18/07/2021

The Five é um retrato tenebroso, ao mesmo tempo que sensível e emocionante, da Londres vitoriana. Um dos livros mais brilhantes de não-ficção que eu já li.

A pesquisa feita por Hallie narra a trajetória das cinco mulheres que viveram num mundo de pobreza e misoginia: Annie, Elizabeth, Catherine, Mary-Jane e Polly, mortas por Jack, o Estripador, em 1888. Depois de tantos anos, as vítimas são tratadas como filhas, irmãs, esposas, mães, amantes. Elas nunca foram “apenas prostitutas”. Elas eram mulheres, humanas, e isso, por si só, é o suficiente. Nada justifica a morte delas. O mais incrível é que o Jack está ausente da narrativa e, de forma emocionante, o livro quebra vários mitos sobre o serial killer, após 130 anos.

(Nós estamos tão acostumados aos crimes que normalmente só damos atenção ao assassino. A mídia contribui bastante nesses casos e essa é a questão trabalhada pela Rubenhould. Por que Jack, o Estripador é tratado como uma celebridade? Por que nos esquecemos das vítimas? De uma forma assustadora, o livro “corrige” essa injustiça).

“No fundo, a história de Jack, o Estripador, é uma narrativa de ódio profundo e constante de um assassino por mulheres, e nossa obsessão cultural pela mitologia serve apenas para normalizar sua marca particular de misoginia [...] O mundo aprendeu a se fantasiar no Halloween com a fantasia dele, a imaginar ser ele, a honrar sua genialidade, a rir de um assassino de mulheres. Ao aceitá-lo, adotamos o conjunto de valores que cercavam em 1888, que ensina às mulheres que elas têm menor valor e que podem esperar ser desonradas e abusadas. Reforçamos a noção de que “mulheres más” merecem punição e que “prostitutas” são uma subespécie de mulher”.
A narrativa histórica é extraordinária, original, rica em detalhes. A autora, ao falar sobre a vida de cada uma dessas mulheres devolve as suas vozes à história.

(The Five é o primeiro livro que escolhi para um projeto pessoal para ler “True Crime” e amei.
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Kiu 05/07/2021

Um estudo antropológico fantástico
Desde adolescente fui uma dessas pessoas obcecadas por serial killers e, como tal obsessão foi desencadeada pela lenda de Jack, o Estripador, estou entre o público para quem a autora (acertadamente) aponta o dedo. Conhecer a história de vida das 5 vítimas do assassino me fez refletir, me deixou triste, com raiva e, por fim, feliz por ter posto as mãos nesse livro. O incrível estudo antropológico que a autora faz te joga diretamente nas ruas da Londres vitoriana, te coloca nos pés dessas pessoas que não só foram vítimas de um crime horrendo na hora da morte, mas de outros vários cometidos diariamente pelo governo e pela sociedade. A luta dessas mulheres contra a pobreza e o estigma é palpável na narrativa de Rubenhold, que desenha uma cidade e um povo corrompidos e explica exatamente o funcionamento das instituições sociais que às levaram às circunstâncias de sua morte.

Apesar de fluida, a leitura é difícil de digerir, pois causa muitos sentimentos e te faz criar laços com essas mulheres ao acompanhá-las desde o nascimento, passando por todas as dificuldades enfrentadas em vida. Porém é muito necessária. Uma obra marcante que com certeza vai ficar comigo ainda por muito tempo. Indispensável pra os amantes de true crime. A editora Wish, como sempre, de parabéns pelo trabalho gráfico impecável e belíssimo.
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Nicolly RS 20/06/2021

The Five foi um livro que causou um grande impacto em mim, algo que não acontecia há muito tempo. Demorei pra conseguir sentar e organizar meus pensamentos para essa resenha, mas o fato de ter lido ele em uma LC ajudou muito!

Esse livro relata as vidas das cinco vítimas do Jack, o estripador, e tem um peso importantíssimo em dar luz a realidade em que elas viviam. Com uma pesquisa muito vasta sobre o período vitoriano (fiquei chocada com o tanto de informação que encontrei ali), a autora vai relacionando acontecimentos da época com as vidas de Polly, Anne, Elizabeth, Kate e Mary Jane. O crime por si só é o que apresenta menor peso na narrativa, considerando as violências que elas passaram continuamente durante suas vidas por serem mulheres, e isso somado à sua classe social.

Indico esse livro pra todos, vale muito a pena a experiência!
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