O Anel dos Löwensköld

O Anel dos Löwensköld Selma Lagerlöf




Resenhas -


10 encontrados | exibindo 1 a 10


BArbara.Diniz 05/04/2021

Uma curiosa história trágica e divertida
O que aprendemos com esse livro? Não roubem objetos de cadáveres pois seus donos podem desgraçar suas vidas. Cômico e trágico, o conto nos apresenta as gerações de pessoas amaldiçoadas pelo anel de Lowenskold e de como que tudo foi resolvido depois de muitas mortes desnecessárias.
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pimet800 25/04/2021

O amor dessa juventude pela guerra é lamentável
O Anel de Lowenskold é leitura rápida e fluida, dividida em 11 capítulos curtos. Tudo tem início depois que o velho general Lowenskold morre. Enquanto ainda vivo, este exigia ser enterrado junto do anel (que dá nome ao livro), que era "uma coisinha feia e desajeitada, que quase ninguém hoje gostaria de usar no dedo". O valor que o anel possuía, no entanto, era mais sentimental do que material, embora pudesse ser vendido por grande quantia, afinal o general o havia recebido das próprias mãos do rei Carlos XII, na época da guerra, e este "havia sido um homem que o mundo não vira igual, e quem quer que tivesse vivido perto dele tivera a oportunidade de perceber que havia algo mais belo e elevado pelo que lutar do que glórias e riquezas mundanas". Lowenskold tinha profundo apreço e lealdade ao monarca. O anel era um símbolo de sua gratidão:

"Do mesmo modo que Bengt Lowenskold quis portar o anel no retrato, ele quis levá-lo ao túmulo. Quanto a isso também não havia nenhuma vaidade em jogo. Não era sua intenção se gabar de um grande anel real no dedo ao se apresentar diante de Nosso Senhor e dos arcanjos, mas talvez tivesse a esperança de que, quando entrasse no salão onde Carlos XII estaria cercado por suas mais afiadas espadas, o anel pudesse servir como um sinal de reconhecimento, para que mesmo depois da morte pudesse permanecer na presença daquele homem, a quem tinha servido e adorado por toda vida."

Durante o funeral, os habitantes da província de Bro se sentiram seduzidos pelo anel, mas acalmaram seus ímpetos, exceto Bard Bardsson. O ganancioso fazendeiro, com auxílio de sua esposa, saqueou o túmulo do general e, assim, despertou sua ira. A partir daí é que a história se desenrola, partindo do princípio de que não se deve perturbar o descanso dos mortos e, muito menos, levar seus pertences!

O livro é divertido e a leitura recomendada. Entretanto, há alguns poréns sobre a escrita de Selma Lagerlof. Apesar de o livro ter sido escrito um século atrás, alguns temas são, e já eram na ocasião, caros a nossa sociedade, e mesmo à época da escrita já se conheciam autores livres de alguns preconceitos que encontramos nesta obra. Duas coisas me incomodaram durante a leitura e, aliás, somente por isso, não coloquei cinco estrelas. A primeira é a fala machista e descabida do personagem reverendo: "Marta se portou tão bem quanto um rapaz", ao referir-se ao fato de uma mulher ter ido recebê-lo quando este se aproximou da propriedade. A outra passagem é com relação aos russos. Em diversos momentos notamos um preconceito xenófobo, como por exemplo "A despeito disso, era de quem mais se podia suspeitar devido ao fato de ter nascido russo, e acerca dos russos sabia-se que eles não consideram pecado o ato de roubar".

Exceto por estes dois pontos, a história é bem envolvente. A edição das Relíquias Literárias é fantástica!
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Isabela.Lopes 12/06/2021

O começo da novela me prendou, mas o desenvolvimento não foi o que eu estava esperando
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Giu 20/07/2021

Uma das narrativas mais limpas e bem conduzidas que lá li. Amei a história e a escrita - bem mais do que eu esperava que fosse! Já fiquei doida pra ler as outras obras da autora - espero que elas continuem a ser traduzidas no Brasil com o capricho que foi colocado nessa pelo Carlos Rabelo e a editora Wish!
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Vasya - A Corsária 07/04/2021

Estou Perplexa E Daqui Um Mês Ainda Estarei Assim
"Marit Eriksdotter e ele tinham crescido juntos, sempre se amaram, e seria bastante estranho que um homem com perspectiva de felicidade e riqueza colocasse tudo em jogo para roubar um anel."

#64 - Coloca o disco da Xuxa pra gente cantar Ilariê pra nossa aniversariante!

Eu realmente não sei o que é mais chocante, o fato de eu ser velha o suficiente ao ponto de ter pegado em um vinil da Xuxa, esse projeto já ter um ano ou em como esse livro é simplesmente bom pra caralho!

Nossa Senhora estou aqui escrevendo essa resenha a base de suco de maracujá e uma bolinha anti stress, o final desse livro é simplesmente... eu não tenho palavras. Talvez essa resenha nem tenha coerência porque eu nem sei o que estou sentindo, realmente cai de cabeça dentro desse livro e vou precisar de um ou dois dias para me recuperar.

Enfim, vamos falar do livro.

A nossa história começa com um casal que decidir ir até o túmulo do ricaço do condado pra ficar de olho no túmulo dele porque a própria família não dá mínima se ele vai ser roubado ou não - o que desde início me fez questionar: Seria os Löwensköld tapados ou cretinos? Okay, cidade pequena e era outros tempos mas não e esperto deixar coisas de valor ao léu.
Enfim, como a ganância é algo que engole a raça humana, os dois gatunam o anel do velho - isso porque só queriam olhar, sei...

Claro que qualquer pessoa sã, percebe que essa é a pior ideia que alguém poderia ter e como o Karma trabalha mais rápido do os vizinhos correm pra janela ao som de uma briga, a casa dos ladrões pega fogo.
Novamente, qualquer pessoa sensata saberia que aquilo era só o prelúdio do mal que estaria para acontecer, mas os dois não estavam nem aí e ficam com o anel - "ficam" é uma palavra forte, não conseguiram ser livrar dele pra ser exata.

O tempo passa, o fantasma fica lá atormentando e no final de sua vida, o pai resolve confessar seu delito pra poder morrer em paz, e outra vez a gente tem a ganância ganhando dos pobres mortais.
Admito que essa parte do livro me deu uma esperança de que teríamos uma parte dois com os filhos do casal sendo amaldiçoados porém tudo foi por um caminho diferente quando o filho morre e o anel some outra vez.

Eu fiquei mais perdida que galinha tonta porque não fazia ideia do que aconteceria ou de que me apegaria aos três moços que perderam a vida por nada.

Sinceramente dos 40% em diante eu odiava o fantasma do Löwensköld e continuei odiando ele por um bom tempo, sua linhagem só me deu desgosto - falo isso com tranquilidade...

*A Partir daqui eu vou dar spoiler, se você ainda não leu por favor só volte quando terminar:

Depois que o anel de alguma forma volta pra casa deles, o mínimo que eu esperava era que o velho Löwensköld infernizasse a vida de seus descendentes, mas nem isso ele foi capaz.

Sem falar que eu peguei raiva de seu filho também, sei que não devemos confiar no que os personagens dizem ainda mais quando eles estão com raiva, mas o que Marit falou sobre o Löwensköld filho e seu pai me fez pensar em como tudo poderia ser facilmente resolvido por eles - principalmente pelo fantasma do pai, entretanto é aquilo né, não teria história se tudo fosse resolvido da forma que a gente quer.

O que sei é que Marit se tornou minha personagem favorita, do fundo do coração eu espero que ela e o Paul tenham ficado juntos pela eternidade, porque eu realmente fiquei triste pelo belo casal que eles não puderam ser - a shippadora em mim quis chorar em muitos momentos.

Além do fato que ela é aquele tipo de personagem que adoro, ela quer sua vingança mas ainda tem um coração para reconhecer que ela nem sempre vale a pena no final - mesmo que nesse caso tenha salvado a vida de um Löwensköld.

“Eu quis ir até você, Marit, e me pôr de joelhos aos seus pés, como estou fazendo agora, e implorar seu perdão aos Löwensköld. Mas não tinha coragem. Pensei que seria impossível você nos perdoar."

"A baronesa não deve me pedir isso - disse Marit. - Pois é assim: eu não posso perdoar. Eu vim por causa da senhorita, porque ela me pediu."

Esse trecho claramente mostra como os Löwensköld são meio cretinos, primeiro não estavam nem aí se o túmulo pudesse ser roubado tão facilmente, passaram bons anos sem ligar pra quem tinha roubado o maldito anel e depois deixariam o filho (nesse caso o neto do velho fantasma) morre porque não iam se humilhar e pedir desculpa pra quem claramente fizeram mal.

E como se isso não fosse crème de la crème da família mais cretina que já vi na vida, meus amigos... o final desse livro… - ainda sem palavras, eu realmente não achei uma palavra que não seja um palavrão.

Eu particularmente não queria que o fantasma tivesse um descanso eterno, como em "O Fantasma de Canterville" não acho que o defunto seja merecedor de qualquer paz - mas novamente não sou eu que decido - então quando a governanta Malvina Spaak (a senhorita que foi implorar ajuda a Marit) aparece e diz que ajudará a encontrar o que o fantasma procura eu pensei "Oh minha filha, pelo céus né?"

Só que, com outro plot twist, ela e o Adrian pareciam estar em sintonia eu pensei comigo "Löwensköld que não é um cretino? Vou torcer pela felicidade dele" - admito que estou aqui me questionando porque fiz isso.

Claro que o fantasma não tava nem aí pro que eu queria e finalmente foi importunar um de seus descendentes - foi justamente o Adrian, pra você ver que eu só gosto de quem se lasca - e quase mata o rapaz, mas srta. Spaak estava lá fazendo de tudo pra salvar seu grande amor.

Gente… eu nem sei como termina isso, porque a ultimas duas folhas me deixaram indignada eu realmente achei que… ai Deus tava na cara o tempo todo: Os Löwensköld são uns cretinos, TODOS ELES!

Mesmo não fazendo por mal, o interesse deles era o que importava, quem liga pra quem vai morre no processo ou o fato de que a mãe de Adrian sabia que srta. Spaak sentia algo pelo filho e ficou okay pra esperança da menina? Claramente não os Löwensköld. Eu sei que deveria ficar do lado deles já que eles que foram roubados, mas rapaz eu prefiro ter um caráter duvidoso.

Ps: eu sou uma shippadora compulsiva, não posso ver uma migalha de algum tipo de afeto que lá estou eu, por isso eu quebro a cara com finais assim.
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Simone.Amaral 11/04/2021

Quase perfeito...
Leitura rápida... Envolvente... Intrigante. Trama original e tocante... Quase perfeito!! ??
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MariBrandão 21/04/2021

Leitura rápida e divertida que mostra as consequências, durante anos, de roubar objetos dos mortos.

Sociedade das Relíquias Literárias nunca decepciona!
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triz 27/05/2021

"De um vivente eu jamais tomei mais que uma moeda, mas que mal faz tirar de um morto uma coisa que ele não precisa?"
Um anel roubado do túmulo, um fantasma vingativo, gerações amaldiçoadas. Esses três itens resumem bem essa história trágica e um tanto cômica.

A autora, Selma Lagerlöf, foi a primeira mulher a ganhar o prêmio Nobel de Literatura e essa edição da @editorawish foi a primeira vez que o livro foi traduzido do sueco, diretamente para o português.

Tudo começa quando o velho general Löwensköld morre, deixando claro que quer ser enterrado com seu anel, uma "coisinha feia e desajeitada, que quase ninguém hoje gostaria de usar no dedo". Todo mundo sabe que é um anel grande de ouro, e embora tentados, ninguém se arrisca a roubar a cova do velho. O verdadeiro conflito se inicia quando um casal cai em tentação após ver o túmulo desprotegido, e aí as desgraças começam a acontecer.

O livro é bem curtinho, dá pra se ler em um dia, mas acompanha várias famílias e gerações que passam pelo infortúnio de ter o anel em mãos, sabendo disso ou não. O fantasma do velho é insuportável por causa desse anel, provoca morte de inocentes e muita desgraça na vida de pessoas que não têm culpa de cruzarem o caminho da jóia. Ele e a família Lowensköld são todos uns cretinos orgulhosos que não se importam com a infelicidade que provocam nos outros.

A moral é clara: não roube dos mortos. O livro instiga e te deixa curioso pra saber como a história termina, e por ser bem curto você nem sente o tempo passando. Adquiri ele através da assinatura da Sociedade das Relíquias Literárias (que aliás, recomendo muito. Todo mês um conto inédito e todo semestre um livro novo). Recomendo se você quiser fazer uma leitura rápida e despretensiosa, principalmente por ser bom conhecermos a literatura de vários lugares, e este ser um livro sueco.

site: https://www.instagram.com/litera.triz/?hl=pt-br
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sonhosemtinta 29/05/2021

Rápido
Narrativa rápida e simples, como um conto alongado/noveleta. O leitor se prende ao caso apresentado que começa com um roubo de um anel e passa por diversos tormentos causados pelo fantasma de seu dono.
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Samia 11/04/2021

Mistério sueco
Parece uma daquelas histórias de fantasmas que meu avô contava. Li de uma vez, sem parar, realmente queria saber sobre o destino dos personagens.
A história é simples, mas tem suas reviravoltas.
Livro legal para quem quer uma leitura descompromissada, envolvente e com um mistério a ser resolvido.
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