Capitães da Areia

Capitães da Areia Jorge Amado




Resenhas - capitães de arei


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Monique 30/09/2018

Um retrato revelador...
Nessa obra o coletivo de personagens, cada um com sua identidade, é subversivo, malicioso, mas ao mesmo tempo cativante, onde cada oprimido é um herói à sua maneira, tentando ser o capitão da sua própria vida. Percebemos, entretanto, que no fundo eles são apenas crianças repletas de sonhos e inocências próprias da infância. E é surpreendente a atualidade das questões sociais que são apresentadas no livro. É comovente pensar em tantas crianças abandonadas e miseráveis, carentes de amor e ternura, desesperadas para pertencer a uma família e conquistar um lugar digno da sociedade. Um retrato revelador sobre a nossa própria realidade, que toca fundo, e nos faz pensar sobre o quanto falhamos em oferecer uma oportunidade aos ‘Capitães’ do nosso próprio tempo.
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Wellington.Jean 04/09/2016

Leitura indispensável
Um clássico de Jorge Amado que, por meio de sua beleza literária, denuncia a realidade social de sua época.
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Yngrid Mickaell 02/06/2016

Homens desde crianças
Capitães da areia é um clássico da literatura brasileira publicado em 1937 e, apesar de muito bem avaliado pela crítica e pelos leitores, sabemos a resistência da maioria das pessoas em ler esse tipo de livro devido a linguagem ser mais antiga, o que muitas vezes dificulta a conclusão e entendimento da história, ou mesmo uma leitura mais lenta para absorver melhor o conteúdo. Eu particularmente amo muitos livros clássicos, como Senhora e Dom Casmurro, mas muitos outros não me cativaram. Então, imaginem a surpresa prazerosa ao terminar Capitães da Areia e adicioná-lo na minha lista de livros preferidos. [Continua]

site: http://googleweblight.com/?lite_url=http://www.diariodeseriador.tv/2016/05/livros-resenha-capitaes-da-areia.html&ei=4nHjzc93&lc=pt-BR&s=1&m=622&host=www.google.com.br&ts=1464891913&sig=APY536wF4yH1IeNcA7wAFj0bs4Gk8FPUPw
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Amanda 22/05/2016

Um choque de realidade
Os três principais fatores que fizeram com que eu gostasse muito desse livro foram: 1) a escrita é uma das mais fáceis entre todos os livros dessa lista. Por contar a história e a vida de meninos pobres e infratores, o linguajar de cada um era muito mais fácil de entender. 2) o fato de conter uma história muito mais concreta e envolvente que outros livros e ter uma construção de personagens incrível a ponto de você se apegar a eles, mesmo que você saiba que algumas de suas ações são erradas. 3) o fato de conter uma crítica incrivelmente forte e que ainda serve para os dias atuais. Uma crítica que muitas pessoas ainda precisam entender e refletir sobre antes de julgar.
Capitães da Areia, ao meu ver, é um dos livros clássicos obrigatórios de vestibular que vá realmente ser uma boa leitura a alguns estudantes e leitores. É um dos mais emocionantes, empolgantes e fortes livros dessa lista.
Tenho certeza que pode vir a ser um livro muito polêmico dependendo do seu ponto de vista, mas vale a pena dar uma chance e manter a mente aberta quando se propor a lê-lo.

site: http://amavelutopia.blogspot.com.br/2016/04/os-classicos-que-ja-li.html
PAULINHO VELOSO 04/04/2019minha estante
Mente aberta ... é preciso pra enxergar além do proposto pelo autor. Obrigado pela dica !!!


Amanda 09/04/2019minha estante
Espero que aproveite tanto quanto eu!


PAULINHO VELOSO 11/04/2019minha estante
Estou gostando muito. Sua resenha foi muito verdadeira. Abraço.




Less 10/04/2016

O que esperar de um clássico literário
É um clássico literário realista. Logo, a primeira coisa que não se deve esperar dele é que tenha um "final feliz'.
Não achei entediante. Apenas bem triste.
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Leonardo.Reis 31/01/2016

Capitães da Areia, é um excelente livro da literatura brasileira do autor Jorge Amado. Confesso que tinha meus receios de lê-lo por ser uma obra nacional. Desde o principio, o livro aborda um conteúdo que envolve o leitor até as páginas finais. Conta a história de meninos de rua que na maioria eram "órfãos", retrata o dia a dia da vida desses meninos que o próprio autor diz ao longo do livro que são "homens" em corpo de "meninos".
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Biahhy 26/12/2015

Meu livro da Vida
Quem diria que eu me apaixonaria tanto pela historia e pelos personagens dela. Esse livro me surpreendeu do começo ao final com todas as suas ações, eu quando peguei esse livro para ler por ele ser um clássico e eu não ser acostumada a ler tanto clássicos, não estava dando muito por esse livro, mas quando a historia começou eu não queria que acabasse.
Todos os meninos envolvidos nesta historia incrível me encantaram demais principalmente o Pedro bala personagem principal, eu ate fugiria com ele rs.
Recomendo demais pra vocês não se enganem e não desistam só por ele ser um clássico incrível, leiam não vejo a hora de ler mais obras deste autor brasileiro e baiano

site: https://www.youtube.com/watch?v=Um6A5bT75jo
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Bruna Moraes 12/11/2015

Capitães da Areia
Meninos sem mãe, sem pai, sem amor, sem casa, sem família se unem nas ruas da Bahia para morar no trapiche, e juntos formam os Capitães da Areia, visto pela sociedade como bandidos, ladrões e malandros, que merecem ir para o reformatório (que em nada resolve). No entanto, na visão do padre José Pedro e da mãe de santo, Don'Aninha, não passam de crianças que furtam para se alimentar e precisam de um amor materno, muitas vezes saciado entre eles mesmos.
O líder, Pedro Bala, mantém o grupo unido, colocando regras para que jamais traiam sua confiança, eles elaboram planos para furtarem as casas do ricos, o qual eles culpam pela miséria em que vivem. Eles podem não ter nada, porém possuem a liberdade, andam pelas ruas baianas como se fossem seus donos, e esta alegria só fica completa quando Dora chega, trazendo aquilo que faltava...Esperança e amor para aqueles meninos.
Capitães da Areia fora proibido nos anos de 1937, simplesmente por retratar a realidade baiana, as pessoas não estavam acostumadas a lerem fatos reais, cheios de detalhes dolorosos e injustos. Jorge Amado narra seu livro em terceira pessoa, de forma onisciente, mostrando os pensamentos, as atitudes, as histórias de vida de cada personagens, para que o leitores possam olhar os dois lados da realidade.
Cada personagem tem sua característica, no entanto, possuem algo em comum, a necessidade ser amado e amar alguém, a visão do sexo para eles é ter pelo menos alguns minutos de "afeto", nem que isso seja forçado, eles se tornaram homens muito cedo, fisicamente e mentalmente, mas nos sonhos continuam sendo crianças.
Algo admirável é a confiança e a união que há entre eles, ninguém se favorece sozinho, ou todos se dão bem ou nem um deles. O ódio e o desejo de vingança que possuem dos polícias é totalmente aceitável, já que desde sempre foram humilhados e espancados por eles, infelizmente este comportamento a sociedade da época achava correto, pois acreditavam que a violência os mudariam, porém qualquer ser humano sabe que agressão em nada resolve.
O padre José Pedro é um dos poucos que ainda vê esperança naqueles meninos de um dia eles se tornarem bons cidadãos, pois até eles mesmos já perderam as esperanças. Se este tipo de situação já acontecia naquela época, agora se intensificou ainda mais, não precisa ir muito longe para encontrar crianças de todas as idades nas ruas. Só haverá uma mudança quando o Estado começar a se preocupar com a população, deixar de exclui-los para inclui-los.
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Ana Luiza 15/10/2015

Resenha do blog Mademoiselle Loves Books - www.mademoisellelovesbooks.com
Década de 30. A cidade de Salvador, capital da Bahia, é lar da diversidade e da desigualdade. Suas ruas históricas abrigam brancos, negros, mulatos e imigrantes, ricos e pobres, que convivem ao mesmo tempo em paz e em conflito. É nesse tempo de mudança e agitação social que se passa as histórias dos Capitães de Areia, um grupo de crianças abandonadas. Os ricos da cidade os veem como ladrões, marginaizinhos sem redenção, mas para o leitor eles se configuram como heróis desajustados, guerreiros e sobreviventes das mazelas desse mundo cruel.

“Vestidos de farrapos, sujos, semiesfomeados, agressivos, soltando palavrões e fumando pontas de cigarro, eram, em verdade, os donos da cidade, os que a conheciam totalmente, os que totalmente a amavam, os seus poetas.” Pág. 27

Não é a toa que o livro de Jorge Amado incomodou, quando lançado em 1937, e ainda incomoda muita gente. Sem pudor algum, talvez até com um pouco de deleite, o autor expõe o abandono, o preconceito, a miséria e a crueldade. Mas não a crueldade dos meninos (afinal, até onde eles podem ser culpados por suas ações?), mas a crueldade da sociedade, dos chamados homens civilizados e bons, que trabalham honestamente e vão à igreja, mas que deixam crianças à mercê das ruas.

Capitães de Areia é uma obra extremamente atual e uma leitura que incomoda, afinal, é impossível não olhar para todos os personagens que rejeitaram, ignoraram e acusaram os Capitães de Areia e se perguntar: “quantas vezes eu olhei para o outro lado? Quantas vezes eu ignorei as crianças que pediam dinheiro? Quantas vezes fingi que as mazelas do mundo, que as pessoas que vivem na miséria, não são tanto minha responsabilidade quanto dos políticos?”.

Roubo e violência fazem parte do cotidiano dos Capitães de Areia, crianças abandonadas que encontraram uns nos outros uma família. Se por um lado Amado expõe a malandragem, a dissimulação e a agressividade dos meninos, crianças forçadas a crescer diante de tanta pobreza, por outro...

LEIA A RESENHA COMPLETA E VEJA FOTOS DO LIVRO NO BLOG:

site: http://www.mademoisellelovesbooks.com/2015/10/resenha-capitaes-de-areia-jorge-amado.html
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Júh 14/10/2015

Resenha feita para o Blog Mundo dos Livros
Salvador, cidade de grande beleza e felicidade, onde sambas são cantados em suas ladeiras e as pessoas que aqui vivem esbanjam alegria por seus grandes sorrisos nesse céu azul. Mas esta cidade vive aterrorizada pela grande onda de furtos vinda dos Capitães da Areia – grupo de meninos abandonados que moram no areal. Estes não desfrutam dessa felicidade, pois passam fome e solidão, vivendo em condições precárias quase subumanas. Mas mesmo diante de tantas dificuldades, mostram toda a garra e vontade de viver, para aqueles que subestimam suas capacidades.

“Capitães da Areia” é um livro encantador. E bastante polêmico, por sinal. Em 1937, ano em que foi lançada, a obra de Jorge Amado teve exemplares apreendidos e queimados em praça pública, depois de censurado por autoridades da ditadura. Porém, a partir de 1944, uma nova edição é lançada e acaba entrando para a história da literatura nacional, como tantas outras obras do autor.

O livro narra a história de crianças que moram em um trapiche e vivem de pequenos furtos aterrorizando a população da cidade de Salvador, na Bahia. Essas crianças, a grande maioria órfãs, são submetidas a um mundo cruel e impiedoso, seja pela pobreza em que vivem nas ruas, seja pela tortura que passam quando vão para algum orfanato ou, no pior dos casos ao reformatório. O autor enfatiza a sociedade extremamente opressora onde vivem, onde o rico se sobrepõe sobre o pobre, vidas distintas que delimitam o que cada um tem que ser ao longo da vida. Essa sociedade é um dos grandes motivos para que essas crianças sejam do modo como são, já que são desvalorizadas por nascerem em cortiços ou morros, não terem muito que comer e acabarem por viver de furtos, onde a oportunidade era quase inexistente.

Embora tenha se passado 78 anos desde que o livro foi lançado, o tema abordado não deixa de ser atual, tendo em consideração que existem milhares de crianças na mesma situação em que os personagens dessa ficção viviam. Jorge Amado foi o primeiro a denunciar de forma panfletária o problema dos menores abandonados e dos menores infratores que desafiavam a polícia e a própria sociedade. O romance cheio de um realismo, de modo cômico e dramático, consegue introduz o leitor a um mundo bastante diferente do que estamos acostumados a vivenciar, seja na realidade ou na ficção.

Essas crianças, privadas de carinho e atenção pela vida, vão em busca de qualquer forma de conforto, seja no ódio sentido por viverem na miséria, seja em santos, seja na esperança de um dia conseguirem algo melhor para si mesmos, e até mesmo uns nos outros, onde o autor consegue inserir o homossexualismo vindo da carência de amor que a maioria sentia. Conseguir abordar um tema envolvido em um imenso tabu como este, que embora seja mais aceito nos dias de hoje, mas na época deveria ser abominado, cheio de preconceito, foi algo extremamente difícil, gerando mais polêmica do que já havia conseguido.

O livro também relata uma grande busca religiosa dos seus personagens, já que os únicos amigos que estas crianças têm são um padre e uma mãe de santo. Por mais distintos que estes personagens sejam um do outro, são neles que as crianças abandonadas conseguem ajuda, respostas e até mesmo um pouco de conforto para suas vidas tão solitárias e sofridas. Não há traição entre os moleques do grupo, independente da cor ou sexo dos personagens. Você consegue observar por outros olhos a felicidade nas coisas mais simples, como em correr na liberdade das ruas a um carrossel velho de música velha e triste, mas que trás consigo um escape para a vida das crianças.

Sem nenhuma piedade ou condescendência, seus personagens são dotados de energia, inteligência e vontade, mesmo diante das circunstancias que vivem, tornando as suas personalidades ainda mais fortes e marcantes. A história vai acompanhá-los de pequenos até seus desfechos, onde cada um vai seguir um caminho diferente, uns continuando na vida de crime, outros contrariando tudo o que a sociedade estava impondo, levando o leitor a ficar íntimo dos seus personagens a cada demonstração da gana de viver e ser alguém de quem se orgulhem.

Eu sempre tive bastante preconceito com livros nacionais, principalmente por sermos obrigados a ler alguma obra para atribuir pontuação no nosso currículo escolar. É bastante complicado ter que ler algo por obrigação e, muitas vezes, acabamos por não gostar da obra por esse motivo. Eu já passei por isso e não é algo muito agradável. Mas, quando você consegue tornar essa “obrigação” em algo agradável, tudo fica mais confortável e prazeroso. Este foi um dos livros que meu professor disse que eu tinha que ler e eu simplesmente amei.

Apesar de ter uma linguagem um pouco rude, o que enfatiza as crianças que não foram a escola, não sabem ler e se expressar de maneira mais educada, eu achei o livro de uma leitura bastante fácil, envolvente. Rico em detalhes, “Capitães da Areia” entrou para a minha lista de favoritos. Acho que ainda estou falando pouco sobre esta grande obra, mas terão que ler para descobrir as emoções que este livro trás consigo. Espero que vocês tenham gostado da resenha e que se deixem envolver por essa literatura tão próxima e ao mesmo tempo tão distante de nós como é a literatura nacional. Até a próxima, desculpa ter estado em falta com vocês tanto tempo. :D

site: http://www.mundodoslivros.com/2015/09/resenha-especial-capitaes-de-areia-por.html
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Lu 13/10/2015

Capitães de Areia, Jorge Amado.
Acredito que esse livro seja digno de cinco estrelas: a escrita, os elementos usados para compor o enredo, os personagens. Percebe-se também que o regionalismo se faz presente nessa obra; como outras de Jorge Amado. "Um livro que permanece hoje tão atual quanto na época que foi escrito."

O livro retrata a vida de um grupo de crianças abandonadas que vivia nas ruas, e que cometiam pequenos crimes para sobreviver. Mostra a realidade nas ruas e nos reformatórios, e também os sonhos dessas crianças que viviam como homens. O sonho de ter uma família, não precisar furtar para sobreviver... uma cama quente para dormir.

O que achei do livro:
A forma como o autor descreve a realidade dessas crianças nos coloca "frente á frente" com uma realidade diferente ao que estamos acostumados (quando somos privilegiados), e nos abre a mente e faz ter consciência desses privilégios. Nos transporta até essa "realidade" e nos faz ter consciência de que não damos valor ao que temos, enquanto muitos lutam nas ruas para sobreviver devido a escassez de oportunidades e entre outros fatores.
Mostra as consequências na vida de uma criança quando ela é exposta a certas coisas. E onde uma criança pode chegar pela falta de disciplina, a falta do amor e a orientação dos pais... falta de oportunidades para crescer na vida. E expôs também a dificuldade de adaptação que algumas dessas crianças podem ter ao sair da criminalidade, e viver num lar.
O tratamento cruel recebido num reformatório, as torturas pelas quais uma criança passa ao frequentar esse espaço e como isso influi ao construir o caráter desse indivíduo. Espaço que não dá condições de reabilitação e não prepara a criança/adolescente para sair e viver uma vida digna, ao contrário do que as pessoas acreditam.
De fato este é um livro 'inovador', e podemos entender o motivo de ter causado tanta 'confusão' quando foi lançado (ou não.. para algumas pessoas). Podemos associar á realidade em que vivemos.

Aspectos negativos:
Ao ler um livro que foi lançado a anos e que é considerado um clássico procuro manter em mente que certas coisas (linguagem, forma de pensar) eram consideradas normais para os padrões da época.
Para a sociedade era (e continua sendo) normal associar certas atitudes, atividades e etc á homens ou mulheres, como podemos perceber em algumas partes do livro. Era normal tratar uma mulher como "coisa" chegando ao ponto de decidir por ela, e também "possuí-la na areia da praia" (como o autor se refere em alguns momentos).
É incômodo perceber que a violência continua sendo "normatizada"; principalmente a violência contra a mulher.

Recomendo esse livro! Principalmente á quem gostaria de sair da caixinha, e/ou "aprofundar o conhecimento" sobre uma realidade desconhecida para boa parte dos brasileiros, e de certa forma distorcida pelos 'poderosos'.
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Kat Munster 27/07/2015

O futuro que repete o passado
Uma obra literária ambientada em meados dos anos 30 que diz muito mais sobre a sociedade de hoje do que muitos gostariam.

Em uma época de linchamentos e da caçada pelo mal (que é sempre o outro), Capitães de Areia se faz uma leitura fundamental para compreender o processo de formação de uma pessoa criminosa e a culpa que cada membro da sociedade carrega por isso.

A falta de acesso aos direitos sociais básicos, aliada à mesquinharia/má-vontade das pessoas, leva um grupo de crianças a cometer delitos em nome da sobrevivência. Hoje, em pelo 2015, é triste ver que crianças como essas ainda são perseguidas e seus defensores oprimidos como o Padre que ousa acreditar no potencial dos pequenos.

Vale a pena ler.
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Gyo 08/07/2015

Livro sensacional!
Sempre tive bastante preconceito com Jorge Amado, porque apesar de ser de muito tempo atrás, eu não gostava e nunca gostei, das novelas dele. Sério, eu achava muito chatas. E num belo dia, eu ganhei este livro, e fiquei pensando se lia, ou não. Daí, vi um garoto aqui na rua de casa lendo Capitães da Areia, e fui perguntar se ele estava gostando, e ele me respondeu que sim, que estava amando. Fiquei curiosa. Eu sabia que tinha um exemplar dele em casa, e falei: agora eu leio!, aproveitei para coloca-lo na #MLI2015, e finalmente, li!
E não sei explicar o quanto este livro se tornou importante para mim. Agora já sei qual livro nacional eu indicaria para qualquer pessoa. O assunto de garotos que moram nas ruas sempre foi bem atual, assim como Zélia diz. O livro é rápido de ser lido, e a leitura é bem fluída; e bem tocante.
Conseguimos ver o quanto esses garotos sofrem, e tem todo direito de serem dessa forma. O reformatório é um lugar que me dói saber que ainda existe lugares assim; lugares ruins. Um assunto tão forte; que Jorge Amado consegue fazer a gente entender tudo. A linguagem que o autor usa, é fácil, apesar ser diferente para mim (sou paulista). Às vezes me pergunto se tem gente que não gosta desse livro...
Um livro que me fez parar e pensar; sobre esses garotos fictícios, ou não-fictícios. Gostei bastante dos personagens. Dora e o Professor, são os meus favoritos. O final desse livro, apesar de triste, é muito sensacional. Todos deveriam ler Capitães da Areia.
Veja minha resenha no meu blog Desejando Livros.

site: http://desejandolivros.blogspot.com.br/2015/07/resenha-capitaes-da-areia-jorge-amado.html
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