O homem da forca

O homem da forca Shirley Jackson




Resenhas - O homem da forca


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Pitaiazul 21/09/2021

Uma massa cinzenta e mórbida
Um livro escrito para o leitor fingir que é psicólogo e a autora fingir que fez um bom trabalho.

Na história podemos acompanhar Natalie e sua família desconexa composta por um pai escritor e egocêntrico, uma mãe frustrada e fora da realidade e um irmão distante. Natalie está iniciando seu ingresso na faculdade e a princípio, levando em conta todas as problemáticas apresentadas no convívio familiar (isso inclui os delírios/devaneios criados pela protagonista sobre assassinatos e investigações em que ela mesma é a acusada), entende-se que a trama principal da história vai se passar no ambiente acadêmico. O leitor pode então crer que o cerne da história talvez trate de crescimento pessoal ou das ambições relacionadas à independência, mas a medida que o livro avança e absolutamente nada acontece a sensação que fica é estar acompanhando o diário mental de uma adolescente perturbada e sem nexo.

O máximo que se pode supor ao chegar no fim é que a história se trata do relato de como é a vida de uma adolescente que passou por um trauma, mas mesmo que seja essa intenção, o livro ainda falha. Toda história parece uma grande massa cinzenta e mórbida e a chegada de Natalie na faculdade piora todas as sensações que o livro possa passar.

Geralmente recomendo as leituras que faço (mesmo as que não gosto, como essa) porque sei que preferências literárias são únicas, mas "O homem da forca" foi uma grande perda de tempo. Talvez quem goste do estilo de Shirley consiga aproveitá-lo, eu infelizmente não.
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Bruna Lopes 29/08/2021

Minha primeira experiencia com a autora. Um daqueles livros que te oferecem uma experiencia que vai alem da leitura e muda o jeito como voce ve as coisas depois dele. Confuso, estranho, altamente descritivo e psicológico, a leitura melhora progressivante e cheguei ao final querendo ler outras obras da autora.
Gabi 17/09/2021minha estante
Bruna, você entendeu o porquê do título? Terminei recentemente e estou até agora pensando kkkkk cheguei a 0 conclusões.


Bruna Lopes 17/09/2021minha estante
Gabi, entender é uma palavra muito forte kkkk principalmente quando a gente fala desse livro né? Eu entendi que era uma referência ao homem enforcado do tarô das meninas, agora o que isso quer dizer em relação a história... O simbolismo passou muito por cima da minha cabeça.




Julinho 22/08/2021

Não me agradou
Gostei bastante de outros livros da Shirley Jackson, mas esse não me pegou: possui todos os defeitos que os demais livros da autora carregam, mas sem as qualidades que fazem "Sempre vivemos no castelo" e "Assombração na casa da colina" livros tão bons. "O homem da forca" é confuso e psicodélico demais, arrastei a leitura por dias e terminei só por obrigação. É uma pena!
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Carla Verçoza 01/11/2021

Que experiência foi essa leitura!
Terminei o livro bastante impactada e um tanto apaixonada pela escrita da autora.
Essa foi minha escolha para ser a primeira leitura da Shirley Jackson. E não me arrependo, apesar de ver pessoas dizendo que esse livro é diferente e que (algumas) não gostaram.
Pois eu adorei. O livro é sim, estranho, algumas vezes a gente se sente perdido, sem entender bem o que está acontecendo, ou se algo está acontecendo ou é apenas a mente da Natalie, sua imaginação. Achei que isso faz com que o leitor se sinta tão perdido quanto a própria protagonista.
O livro acompanha um período curto da vida da Natalie, quando ela está prestes a deixar a casa dos pais para ir para a faculdade e vai até alguns poucos meses depois que já ter ingressado lá. A obra se ocupa mais da personagem do que com acontecimentos, então pode frustrar pessoas que leem esperando grandes acontecimentos e reviravoltas. Não é o caso. Aqui se mostra o desenvolvimento da menina, as dores do crescimento nesse período, sua confusão mental, a dificuldade no trato social, a dificuldade de sair de casa, onde estava sob a proteção do pai, e encarar a vida por conta própria. É bastante complexo.
A escrita da Shirley é algo deslumbrante. Escreve como um fluxo de consciência, atropelando acontecimentos com sentimentos. Tem momentos muito descritivos. Apesar de ser um livro bastante curto, não é nada rápido de se ler, é intenso.
O primeiro capítulo é instigante, nos apresenta o núcleo familiar da Natalie: seu pai, um escritor narcisista e controlador, a mãe, uma mulher infeliz e frustrada e o irmão um tanto distante. Não se sabe se Natalie possui algum transtorno mental ou se é uma pessoa com uma imaginação acima da média. Mostra a relação da protagonista com o pai, que tenta trabalhar o intelecto da filha e quer que ela cresça e pense de acordo com seus valores.
Após um acontecimento traumático, chega a hora dela se mudar para a Universidade, tendo que lidar com todos os problemas e situações que ela, como uma pessoa sensível, inteligente e imaginativa, encontra bastante dificuldade. Além de tentar superar o trauma. Conhece uma outra garota considerada estranha, desenvolvendo uma relação intensa.
Queria que mais pessoas lessem esse livro e se apaixonassem por ele também.
E pretendo ler tudo da autora!
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SalmaC 22/09/2021

loucura monótona
gostei do livro, não é uma leitura de muitos acontecimentos, acompanhamos a vida da Natalie saindo da casa de seus pais para ingressar na faculdade, aborda sobre a busca de identidade da protagonista, ela esta em uma batalha interna entre sua identidade de casa com sua família(com seu pai, que exerce grande influência sobre ela) e a identidade que ela está descobrindo nessa nova etapa da vida dela, sozinha(sem o pai); depois de muito pensar sobre esse livro o considerei uma "loucura monótona", porque ao mesmo tempo que tem aquele certo estranhamento com as coisas que a Natalie pensa, grande parte disso fica apenas na mente dela... enfim kkkk na minha cabeça fez muito sentido!
esse livro tem uma vibe "dark academia", a escrita é incrivel, me identifiquei muito com a Natalie, também gostei da Elizabeth (senti uma empatia muito forte por ela)...

Recomendo o livro! Apesar de eu ter demorado mais que o costume pra finalizar a leitura, é aquele tipo de livro que por mais que você queira ler rápido pra acabar, não consegue, a autora te força a ler mais devagar ? confesso que já estava ficando desesperada pq parecia que não acabava nunca, porém foi uma boa leitura! Apesar de que, para ser sincera, eu esperava mais! achei uma parte do final meio "?que viagem é essa véi?", mas não me arrependo...
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juliarfs 07/10/2021

não gostei
poucas coisas do livro fizeram sentido para mim, achei os personagens com 0 carisma e não acontece nada de legal, relevante ou que me fez pensar
não me tocou, terminei na força do ódio e fiquei bem triste porque queria muito conhecer a autora, me decepcionou tanto
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highbythemoon 10/10/2021

Nem sei por onde começar ?
acho que primeiro é bom pontuar que esse livro segue o estilo de fluxo de consciência, onde a gente le/sente o que a pessoa está pensando/sentindo. Segundo, a protagonista possui algum transtorno, então ja da pra ter uma noção de como podem ser os pensamentos dela. Agora sobre a minha experiência, ele é INCRÍVEL, extremamente bem escrito e fluído, QUANDO VC NAO ENTENDE NADA, ORA VEJAM SÓ, É PQ A PROTAGONISTA TB NÃO ESTA ?ENTENDENDO?. O livro entrega tudo o que diz ser, um thriller psicologico. Se vc nao gosta de fluxo de consciência ou de thrillers psicológicos, NÃO LEIA. Pq né, não faz sentido eu pegar um livro que não gosto do estilo e falar que ele é mal escrito/sem qualidade, sendo que é questão de gosto. INJUSTIÇADO E TO REVOLTADAH SIM com quem fala sem entender sobre. É ixto, pas kk
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Napolitano 21/10/2021

Eu devo começar contando demorei para vir aqui escrever sobre esse livro pois não sabia de fato se tinha gostado ou não dele pois bem, eu odiei só que adorei o modo como ele é escrito.

Você se vê dentro da mente da protagonista e assim como ela você não consegue distinguir o que é real e o que é ilusão. É uma leitura bem confusa, principalmente no começo, mas ela é instigante e muito fluida.

Mas se você for ler esperando algum grande acontecimento, esperando algo que vai te surpreender já aviso que é melhor parar por aí.

Esse livro não tem a intenção de chocar você com coisas absurdas, é apenas uma garota narrando seus dias. Uma garota perturbada que chega em um ponto onde não sabe mais o que é real.

Eu recomendo para quem gosta de livros desse gênero.
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Carla 04/10/2021

Labirintos mentais
Essa autora tem um estilo muito peculiar de terror: psicológico, introspectivo, sutil.

Esse é o terceiro livro que leio dela e ele é bem diferente dos demais pq o terror aqui está somente na mente da protagonista Natalie.

Nem diria que é terror, não sabemos bem o que está acontecendo pq os eventos supostamente reais são intercalados com os pensamentos de Natalie.

Para mim pareceu uma alegoria ao processo de amadurecimento da personagem que tem 17 anos e esta indo para a faculdade, deslocando-se do seio familiar, iniciando o processo de independência.

O que é verdade e o que é fruto da imaginação de Natalie? O que é vivido e o que é sonhado na nossa adolescência?
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Thalita Eduarda 08/10/2021

"Não descanse ate encontrar sua essência. Em algum lugar, bem la no fundo, encoberto por tudo que é tipo de medo e preocupação e pensamentos mesquinhos, existe um ser puro feito de cores radiantes."
Na primeira vez que peguei ele li 10% e sinceramente não entendi muito bem, não conseguia saber ao certo o que estava acontecendo, o começo é bem confuso e ao longo dele só fiz ter mais perguntas. Fiz várias suposições e achava que nenhuma estava certa pelo simples fato de não saber se estava entendendo direito o que estava acontecendo, mas apesar de toda a confusão a leitura até que é fluída, por incrível que pareça.
O livro é um pouco cansativo pelo fato de ser muito descritivo, eu não me incomodo com uma escrita detalhista, em determinadas histórias acho até que é importante, mas essa é extremamente monótona, conta vários detalhes que não leva a nada e que não tem menor importância no final.
A relação dela com a família é bem estranha, o irmão parece que é apenas um conhecido, com a mãe parece que ela só gosta de conversar em breves momentos enquanto estão na cozinha e com o pai parece que só são pai e filha quando ela vai vê-lo de manhã no escritório.
Quando ela vai pra faculdade reforçar mais essa questão, as cartas que o pai manda são extremamente irritantes, ele fala coisas como se fossem conselhos paternos e que ate poderiam ser levados em conta se você não percebesse que é só uma forma de controlar ela, que ele não fala exatamente pro bem dela e não vamos esquecer o fato de sempre querer se mostrar melhor que qualquer um.
Depois dos 40% apesar da leitura ainda ser confusa, não é tão arrastada como no começo, porém ainda segui esperando um grande acontecimento, algo que desse curiosidade, que desse aquela vontade de continuar lendo, apesar de ter criado várias teorias a respeito, isso não aconteceu.
A história no geral dava pra ser melhor escrita, as vezes parecia que ela tinha uma ideia pra uma parte, escrevia e depois encaixava no livro de qualquer forma, e digo isso pois teve várias coisas que ela abordou e depois simplesmente deixou pra lá e não falou mais sobre, faltou desenvolvimento.
Um exemplo é a amizade da Tony com pp, não foi algo bem aproveitado, teve umas breves cenas e depois ambas já eram próximas, com piadas internas, como se fossem amigas há anos e você fica apenas lá sem entender como e quando aquilo aconteceu. Inclusive uma cena entre elas dá a impressão que tem uma grande fofoca a respeito de ambas que todo mundo sabe, mas que não foi contada ao leitor, isso acabou causando mais confusão e tirando um pouco da emoção das cenas seguintes.
A parte da floresta é tensa, foi o único momento que senti certo suspense e fiquei, de certa forma, um pouco angustiada com o que poderia acontecer, porem no final traz mais dúvidas do respostas, tem de certa forma uma lição ali, mas que fica muito subentendida pela falta de desenvolvimento e não tem como ter certeza do que realmente a autora quis passar.
No geral, o livro traz mais dúvidas que respostas, você não sabe ao certo o que era coisa da cabeça dela e o que realmente aconteceu, a autora quis mexer com o psicológico do leitor, mas só trouxe confusão.
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andreiaflores 18/11/2021

Não consegui captar a essência da escritora nesse livro. Fiquei confusa a maior parte das páginas.
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@refugionasestrelas 09/10/2021

Confuso, para dizer o mínimo
Resumo do livro: Comecei sem entender nada, li na esperança de entender alguma coisa e terminei entendendo menos que no começo.

Natalie é uma personagem curiosa, com pensamentos que se dispersam com facilidade e, falando a verdade, não bate muito bem da cabeça não kkkk. Parece que ela não tem personalidade própria ou laços verdadeiros com qualquer pessoa, o que me irritou um pouco. De todos os personagens, as que mais gostei foi Elizabeth, parecia ser a única lúcida e minha vontade era proteger ela de todos ali. O pai da Natalie também merece uma menção honrosa por me irritar a cada respiração, enquanto a mãe me surpreendeu bastante e de uma maneira boa.

O começo é confuso, com pedaços de conversas e momentos misturados e recortados e costurados como um quebra cabeça BEM torto. A partir do momento que ela vai para a universidade as coisas parecem ganhar mais foco, mas com a aparição de uma personagem nova tudo fica perdido outra vez (apesar de que numa maneira diferente)

Assombração na Casa da Colina é um dos livros mais aclamados de Shirley Jackson e já não me agradou muito. Sinceramente, não sei onde estava com a cabeça quando topei participar da LC, acho que foi mais pela empolgação da maratona que qualquer outra coisa KKKKKKKKK

Gostei da acidez que a narração assume em alguns momentos, o discurso da mãe da Natalie e a partezinha antes de ela chegar na faculdade foram minhas cenas favoritas. No fim, foi uma leitura boa pra sair da zona de conforto e levantar alguns pensamentos/teorias legais, por isso darei duas estrelas. Talvez algum dia da minha vida eu releia e perceba algo que deixei passar, mas por enquanto é uma leitura que não recomendaria.

PS: se alguém entendeu aquele final, aceito explicações ?
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Cassionei 12/11/2021

Nada é o que parece ser
Impossível não associar os personagens de O homem da forca com a escritora Shirley Jackson e seu marido. Stanley Edgar Hyman empresta características e a profissão ao sr. Arnold Waite, crítico literário e professor, que recebe em sua casa visitas para saraus literários. Já Shirley se desdobra na sra. Waite e na filha, Natalie. A primeira, dedicada ao lar, prepara contrariadas os comes e bebes para os encontros literários, acha o marido preguiçoso e aconselha a filha a não ter um casamento infeliz, como o dela, que deixa de viver a sua vida para viver a do esposo. Nat, por sua vez, tem uma imaginação fértil e escreve, mostrando a seu pai suas criações que são tarefas solicitadas por ele, que não se furta de criticá-las impiedosamente.
Todas as informações de como era a família da autora constam na sua biografia, em suas cartas, que estão sendo publicadas nos EUA, e no filme Shirley, lançado no ano passado, que conta sobre alguns anos de sua vida, boa parte durante o processo criativo de O homem da forca.
Inspirado em um caso real, o romance, publicado em 1951, o segundo de Shirley, tem como protagonista a jovem Natalie, de dezessete anos, que está perto de ingressar na faculdade. Vê nisso, uma oportunidade de se livrar da família, caso não fracasse e decida desistir dos estudos. Mas antes, participa pela última vez da festa promovida por seu pai. E nesse pequeno evento que acontece algo que nunca ficará bem claro ao leitor: ela é levada por um dos convidados ao meio das árvores da propriedade e, ao que parece, há um abuso sexual. No entanto, ficamos na dúvida: isso aconteceu mesmo? Ou tudo é fruto da mente da personagem, que mantém um diálogo com um detetive que também não existe e que a considera suspeita de um assassinato.
Logo vemos Natalie na universidade só para mulheres, morando no próprio campus, mantendo conversações com o professor de inglês que também tem veleidades literárias. Nat, inclusive, questiona: “por que todo mundo diz que vai ser escritor? Se não é? Digo, por que o senhor e o meu pai e todo mundo diz ‘ser escritor’ como se fosse uma coisa diferente? Diferente de tudo? Tem alguma coisa de especial nos escritores?” Acompanhamos a adaptação dela ao novo ambiente, a amizade estranha com as colegas e com a esposa e ex-aluna do professor, as bebedeiras, os ciúmes.
É na universidade que conhece também uma menina chamada Tony, que também não sabemos se é real ou fruto mente fértil de Natalie: “Se eu estivesse inventando este mundo...” Com Tony, Nat entrará numa viagem bizarra pela cidade, num ônibus peculiar, com estranhos passageiros.
O homem da forca é um romance em que nada e tudo acontece ao mesmo tempo. O leitor espera a todo momento alguma reviravolta, a resolução dos mistérios (o que houve naquele domingo antes da partida para a universidade?), uma explicação plausível para o título (o bonequinho do trapézio não convence o leitor) e resposta para a pergunta: quem é Tony? Ou então, quem é realmente Natalie?
“Talvez — e este seu pensamento mais insistente, a ideia que permanecia com ela e vinha de repente para perturbá-la em momentos bizarros, e para confortá-la — imagine, na verdade, que ela não fosse Natalie Waite, universitária, filha de Arnold Waite, uma criatura de destino intenso e fascinante; imagine que fosse outra pessoa?”
(Cassionei Niches Petry)

site: https://cassionei.blogspot.com/2021/11/nada-e-o-que-parece-ser.html
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