Laranja Mecânica

Laranja Mecânica Anthony Burgess




Resenhas - Laranja Mecânica


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Flavia.Barcelos 19/01/2017

Leitura maravilhosa
Alex, um garoto de 15 anos amante de música clássica comanda uma gangue de jovens rebeldes que cometem vários crimes terríveis (estupros coletivos, invasão de casas, destruição de pertences de outras pessoas e etc). Após ser pego pela polícia e passar um tempo na cadeia, ele pede a alguém que envolva ele na técnica Ludovico. Essa técnica que foi criada como uma solução para a superlotação das cadeias, consiste em transformar jovens violentos em pessoas "boas", fazendo com que eles não consigam cometer nenhum tipo de violência. Alex decide aceitar a técnica para poder sair da cadeia mais cedo, já que se ele aceitasse, ele seria posto na sociedade de novo depois de 15 dias. O livro conta basicamente como funciona essa técnica e como ela poderia ser considerada inumana do modo que era aplicada e também trás questionamentos sobre o livre-arbítrio é um livro que te fará pensar muito nessas questões.

Minha opinião:
O livro escrito pelo Burgess que apresenta uma distopia que fala sobre a violência que se passa na Inglaterra, tem também uma linguagem própria que o autor criou conhecida como linguagem nadsat, que é a mistura de inglês com russo que os jovens das gangues usam. Na versão brasileira do livro possuí um glossário com o significado das palavras nadsat, mas o leitor pode optar por não usa-lo e entender a base do contexto e dedução sem problema nenhum. Eu tentei ler com o glossário mas no meio do livro acabei com preguiça de ir até o final dele só para olhar o que as palavras significavam e acabei só usando em casos de não entender o contexto. No começo do livro, eu não gostei muito e quase larguei, mas quando cheguei no meio foi quando eu comecei a achar ele interessante e daí em diante foi mais fácil de acabar de ler (claro), eu achei legal o modo como o autor aborda a questão da violência e da bondade na estória e também nos faz pensar nessas questões que ainda são presentes em nossas vidas atuais.

PS.: A narrativa é a visão do personagem principal.
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Drica 17/01/2017

Magnífica Leitura
O Laranja Mecânica me surpreendeu demais. Logo de início, fiquei com medo de desistir por causa dos "verbetes" usados pelo narrador Alex, mas depois, orientada por uma amiga leitora assídua, que não se importasse de início com o vocabulário e mergulhasse na história, pude aproveitar tudo o que o livro tinha de potencial.
Essa é uma distopia que vai fundo na problemática da violência dos grupos jovens e suas causas, além das possibilidades de tratamento e ressocialização. Até que ponto é possível condicionar os bons hábitos, sem contar com o livre-arbítrio? Até onde a ética deixaria de existir quando se obriga quem não quer mudar a fazer o que é certo?
Alex promoveu o "terror" e sofreu todas as suas consequências, mas será que isso foi capaz de mudar sua essência? O que aconteceu no final dessa trama? Eu aconselho essa leitura de grande valor a todos os que querem refletir sobre juventude, violência e soluções para o tratamento da criminalidade juvenil.
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Sil 16/01/2017

Horrorshow!
Devo confessar que quando terminei essa leitura me senti em choque. Mas passado um mês, percebi que ele precisava vir pra minha estante o quanto antes. Esse livro é muito foda!
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Jessica 15/01/2017

A laranja mecânica Anthony Burguess
Um clássico literário e dos cinemas (dirigido por Stanley Kubrick), "A laranja mecânica" é um livro que se passa em uma sociedade distópica e retrata a história de Alex e seus drguis (sua gangue) que usam o dialeto nadsat (linguagem inventada para os jovens). Alex é um jovem de 14 anos que sai com os amigos de noite para beber moloko (leite misturado com drogas sintéticas) e cometer crimes chamados por eles de ultra violência como bater em velhos, invadir casas, assaltar estabelecimentos e até estuprar meninas de 11 anos. Após matar uma mulher é uma dessas aventuras, o jovem é mandando para a Petrasta (que era o presídio estadual), lá o governo propõe um tratamento que pode curar-lo em duas semanas, sem saber exatamente no que estava se metendo, ele decide fazê-lo. Porém logo na primeira sessão se arrepende, pois o tratamento baseava-se em receber drogas sintéticas que faziam com que ele tivesse dor de Gulliver (cabeça), enjoos, e outras sensações desagradáveis enquanto ele assistisse a força videos de ultra violência ao som de Ludwig Van Beethoven (seu musicista preferido). Após 15 dias de sessões contínuas do dito tratamento de "Ludovico" ele sai "curado e apto a conviver em sociedade".
A questão que se coloca no livro é o livre arbítrio pois ao ser tratado, Alex até tenta cometer violência porém se vê incapaz disso, devido às dores que ele tem ao pensar em ou fazer algo violento, ou seja, ele foi obrigada a ser "bom", isso não foi uma escolha espontânea, foi algo imposto e como é dito no livro" A bondade vem de dentro, 6655321. A bondade é algo que se escolhe. Quando um homem não pode escolher, ele deixa de ser um homem", mais vale uma laranja podre ou uma mecânica (um homem ruim ou um obrigado a ser bom)?
O livro foi escrito com o objetivo de chocar e causar desconforto ao leitor, as cenas violentas e a linguagem (nadsat) totalmente inventada e sem tradução deixam qualquer leitor desavisado com dor na Gulliver.
Jessica 17/01/2017minha estante
CONTÉM SPOILER




Camila Faria 06/01/2017

Quem não conhece a história desse clássico, imortalizado no cinema por Stanley Kubrick em 1971? Numa Inglaterra futurista, o jovem delinquente Alex é usado como cobaia de um experimento do governo, que pretende recuperar criminosos através de uma terapia de aversão. A história é narrada em primeira pessoa pelo próprio Alex, no dialeto nadsat (uma mistura de russo, linguagem pseudoelizabetana e gírias rimadas infantilizantes), criado pelo autor para causar uma sensação de profundo estranhamento ~ estranhamento esse que eventuralmente desaparece, na medida que você vai se entregando e se envolvendo com a história. Particularmente, eu não achei a linguagem difícil de ser compreendida, mas confesso que a infantilização do discurso me deixou um pouco cansada no final da leitura (ainda bem que o livro é super curtinho, porque poderia ter me incomodado mais). Laranja Mecânica faz parte de uma trindade distópica dentro da ficção científica (junto com 1984, de George Orwell e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley) e é uma leitura imperdível se você é fã do gênero. Curiosamente, o livro não teve o último capítulo publicado na primeira edição lançada nos EUA, na qual Kubrick se baseou para fazer o filme. Portanto, se você só conhece a história pelo filme, mais um motivo para se aventurar na leitura.

site: http://naomemandeflores.com/os-quatro-ultimos-livros-13/
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Priih 02/01/2017

Resenha: Laranja Mecânica - Anthony Burgess
"Laranja Mecânica é um clássico futurista. Em uma sociedade violenta, construída com maestria por Anthony Burgess, o leitor pode vivenciar sentimentos extremos e moralmente condenáveis graças à narrativa de Alex. Os jovens praticam “ultraviolência” (um termo utilizado no livro para se referir a atos de extrema violência) por pura diversão, sem nenhum tipo de intervenção por parte do Estado ou até mesmo de suas famílias. Quem ousa confiar em adolescentes batendo à sua porta acaba tendo um destino bastante terrível. (...) Outros aspectos muito importantes abordados pelo autor são o posicionamento do governo, a abordagem falha do sistema carcerário e a utilização de presos como cobaias em um experimento que fere diretamente o livre-arbítrio. (...) O livro nos leva a diversas reflexões e a diversos sentimentos contraditórios: existe a raiva de Alex e a vontade de vê-lo sendo punido, mas também existe a pena que sentimos ao vê-lo tendo todo o controle sobre suas ações sendo tirado dele e a incapacidade de se integrar novamente à sociedade. Laranja Mecânica é um dos meus livros favoritos e é uma leitura mais do que recomendada!"

Para conferir a resenha completa, clique no link abaixo! ;)

site: https://infinitasvidas.wordpress.com/2014/04/17/resenha-laranja-mecanica-anthony-burgess/
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Andréia 29/12/2016

Livro do Caralho!
Que livro INCRÍVEL custo a crê que demorei tanto pra ler uma estória tão sensacional.

Esse foi um dos livros mais difíceis que eu já me propus a ler. Não porque o livro seja ruim, pelo contrário, Laranja Mecânica cumpriu o que prometeu na sinopse: não dá para ser o mesmo após a leitura. O livro é assombroso, mexe com seus pensamentos, abala sua ideologia.
Me Surpreendi e estou totalmente encantada com a obra.

"É melhor ser mau a partir do próprio livre-arbítrio do que ser bom por meio de uma lavagem cerebral ciêntifica."
Anthony Burgess**
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Rafael 21/12/2016

Original e fascinante
Passada numa Inglaterra distópica e violenta, a trama segue Alex (no livro, com 15 anos) antes e depois do inovador Método Ludovico, uma nova jogada do governo para erradicar a escolha que o homem tem entre o bem e o mal afim de purificar um pouco a juventude violenta daquela sociedade. Original e fascinante, o livro passeia por aquela temática incrível da teoria de associação e comportamento e o desejo de um governo quebrado em diminuir a violência com mais violência (tão presente nos dias de hoje, não é mesmo?). É interessante como você acaba empatizando com o narrador-protagonista, que também não é nenhuma beleza.

Diferente do (excelente) filme de Kubrick, há um capítulo final no livro, que nos ajuda a situar um pouco melhor a situação de Alex e enaltecer o fato de que a trama nada mais é do que um livro coming-of-age. Eu poderia até estabelecer um paralelo com O Apanhador no Campo de Centeio se os outros temas não passeassem pela violência numa sociedade futurista e errada, um fator que definitivamente encaixa Laranja Mecânica na prateleira das distopias. O livro também deixa um pouco mais fácil associar “Laranja Mecânica” com a “natureza mecanicamente modificada”, o grande tema da coisa toda. Obviamente é impossível não comparar o livro ao filme kubrickiano, mesmo tendo tantas diferenças, mas isso não significa que não dê para diferenciar o Alex de um e de outro e manter a reflexão moralidade x livre arbítrio.

Vale ressaltar que tem umas 500 edições diferentes desse clássico (como tudo o que vende, claro), e eu escolhi essa puramente pela capa, na minha opinião a melhor. (A tipografia maravilhooooosaaaa! E as letras, elas entram deeeentro do cérebro, aff, 10/10). Claro que vale a pena dar uma olhada na edição britânica e ver toda a gíria nadsat em sua glória.

Resenha completa no castelo:
http://www.castelodecartas.com.br/index.php/2016/11/24/laranja-mecanica-rapidinhas-17/

site: http://www.castelodecartas.com.br/index.php/2016/11/24/laranja-mecanica-rapidinhas-17/
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Danilo 05/12/2016

O Alex não cresceu, ele só se tornou, assim como todos um dia, morno e mecânico.
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Anawrylândia 24/11/2016

Conta a história de Alex, um adolescente que pratica violência como forma de divertimento, junto com sua gangue. De início a leitura é um pouco estranha ou confusa, devido a linguagem usada por Alex, que é o narrador; além do que, para mim, foi desconfortável ler e imaginar as coisas praticadas pela gangue. Porém, no decorrer da história o autor nos passa mensagens importantes sobre amadurecimento, fazer nossas próprias escolhas, e podermos sermos quem somos, apesar dos defeitos. E que apenas partindo de nós mesmos é que podemos nos mudar de fato.
Simplesmente incrível, apesar de desconfortável e complicado.
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Mateus 23/11/2016

Eu sempre tive a impressão de que esse livro talvez não fosse aquela maravilha que as pessoas dizem, talvez por não entender o significado do título, mas a minha opinião mudou completamente a partir do momento em que eu comecei a ler.

A laranja simula o ser humano: Todas são diferentes, todas com suas particularidades. Porém a partir do momento que você tem uma laranja mecânica, você retira dela a sua "alma". Ela não terá mais a sua particularidade, e sim seguirá um padrão imposto.

Foi impossível eu ler esse livro sem comparar com Tropa de Elite. Um mundo de extrema violência, onde o estado acaba respondendo de forma tão violenta ou até pior. E é muito triste você ficar surpreso com tudo aquilo que acontece mas perceber que nós vivemos uma realidade parecida, onde a violência é banalizada e muitas pessoas respondem a isso de forma agressiva baseadas em um sentimento de vingança.

Outra coisa que achei muito interessante é o fato de ficarmos com pena de um personagem tão cruel. O livro consegue nos fazer sentir uma ligação com o protagonista mesmo ele sendo tão cruel, e à medida que acontecem as coisas nós acabamos desejando que ele sofra menos pelos seus crimes. Isso é uma reflexão genial pois nós conseguimos ver que mesmo que o criminoso precise sim pagar pelos seus crimes, não é justo que medidas drásticas sejam tomadas contra o mesmo como forma de tortura.

Voltando à reflexão da laranja, o livro nos mostra como o livre arbítrio é importante para que nós continuemos "vivos", pois nós deixamos de viver a partir do momento em que o nosso comportamento é moldado por terceiros. Como o autor deixou bem claro, é muito melhor que uma pessoa seja má por vontade própria do que ser boa sendo forçada a isso.

Entra pra lista dos meus favoritos por ser muito bem escrito, ter me feito refletir muito e por ter me feito aprender um novo idioma.
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Sasha 15/11/2016

Mudji mecânico
Uma laranja mecânica é uma laranja sem gosto, sem vida e sem sentido.

Escrito por Anthony Burgess o livro "Laranja Mecânica" provoca profundas reflexões sobre a importância do livre arbítrio, mesmo diante da perversão e da crueldade, sendo essencial para que um homem seja ser humano ao invés de robô, ainda que ele decida ser mau.



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Andrezza 30/10/2016

Coexistindo ao lado de grandes obras como "1984" e "Admirável Mundo Novo" que também tratam de um futuro distante - ou não tanto - do real, é um daqueles livros que o estômago revira e não se sabe se dá para aguentar tamanha brutalidade, mas Alex é, apesar de tudo, um personagem carismático. A linguagem nadsat criada por Anthony Burgess acaba sendo fundamental para penetrar no universo de Alex e seus druguis, adolescentes em um mundo no qual a violência predomina. O fim, criticado por uma parte dos leitores por talvez estar fora da realidade do pessimismo comum, muito me agradou e acredito que o livro, como um todo, deva ser lido por todos que se interessam por esse tipo de narrativa.
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Kathy 26/10/2016

Pura maldade e diversão
Laranja Mecânica (com vida, que amadurece e é doce + um mecanismo, frio e morto) conta a história de um grupo de adolescentes deliquentes (Alex, Tosko, Pete e George) narrada pelo protagonista, Alex. Os adolescentes possuem uma linguagem própria, uma mistura de inglês e russo.

É uma pertubadora história de uma sociedade futurista em que a violência provoca uma resposta igualmente agressiva ao governo totalitário.

Numa noite de violência, Alex e seus amigos foram presos e Alex (por demonstrar selvageria durante os primeiros anos de prisão) é submetido a um tratamento de choque em fase de experimentação, o Tratamento Ludovico, que promete a extinção da maldade em apenas duas semanas. Com esse tratamento o governo espera diminuir a superlotação dos presídios e até liquidar o impulso criminoso. O indivíduo é submetido a sessões diárias de filmes violentos e ao mesmo tempo recebe doses injetadas de uma substância que garante mal estar e enjoos. Dessa forma o mal estar é associado a qualquer forma de agressão.

Ao lado de "1984" (George Orwell) e "Admirável Mundo Novo" (Aldous Huxley), "Laranja Mecânica" é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX.
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