Laranja mecânica

Laranja mecânica Anthony Burgess




Resenhas - Laranja Mecânica


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Henrique 19/10/2017

Um clássico da ficção científica
Laranja mecânica é sensacional, extremamente original e perturbador. O autor é simplesmente brilhante. O vocabulário dos personagens é muito bem feito, principalmente devido ao "idioma" criado para a história, o "Nadsat". Genial.
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Lismar 15/10/2017

Distopia Horrorshow.
Laranja Mecânica é um livro brutal, tanto em seu conteúdo quanto em sua forma.

Pode ser que alguns tenham dificuldades em levar a frente a leitura por causa da presença de gírias abundantes na obra: as expressões Natsat. Não negarei que de início tive estranhamentos com essas palavras tão peculiares, e a leitura às vezes emperrava. No entanto, à medida que a leitura avançava, o estranhamento passava e a imersão em mergulhar de cabeça na mente doentia e perturbada do protagonista, aumentava.

O livro narra a história de Alex, o líder de uma gangue de adolescentes, que é preso após um crime e condicionado a um tratamento desumano, do qual consistia em abandonar de uma vez por todas todo o seu caráter violento.

E Alex era violento. Muito violento. Como ele mesmo frisava, "ultraviolento". Percebemos isso ao sermos levados a uma montanha russa de brutalidade e barbárie explícita pelo Humilde Narrador ao longo da história, em que seu gatilho para a brutalidade poderia ser ativada por músicas clássicas, até ser submetido ao dito tratamento.

O roteiro não desenvolve bem outros personagens da história, pois é praticamente um manuscrito com as lembranças da criatura, e devido sua tenra idade observamos algumas expressões infantis, como repetições de palavras, "escolcola", descrições de sentimentos, como choros, "buábuábuá", e risos, "hahaha", o que demonstra a típica imaturidade de uma jovem idade.

Portanto, Laranja Mecânica é uma obra obrigatória para todos os fãs do gênero; e junto a 1984, Fahrenheit 451 e Admirável Mundo Novo; compõe a quadrilogia essencial das distopias.
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Daniel.Martins 30/09/2017

resenha do blog www.desinformadoss.blogspot.com
É com certa vergonha que me lembro das primeiras menções ao nome Laranja Mecânica em minha infância. Primeiro me lembrava do incrível time de futebol holandês da copa de 74 e depois da excelente adaptação deste livro para o cinema, ó irmãos, como diria nosso narrador Alex.

A curiosidade com essa obra diminuiu um pouco ao descobrir que o livro tem uma linguagem própria criada pelo autor chamada nadsat. As sugestões diziam para não procurar pelo significado das palavras e tentar ler assim mesmo. Consegui em partes.

NADSAT: Essa talvez seja a grande sacada do livro. Narrado em primeira pessoa por Alex, um adolescente, é utilizada uma linguagem criada pelo autor para simular as gírias que grupos desse tipo costumam usar para se comunicar entre si.
Mas a ideia do autor foi provocar no leitor uma sensação única de estranhamento, dificultando propositalmente a compreensão das palavras.

NÃO DESISTA: Mesmo que as primeiras páginas se mostrem desafiadoras devido à linguagem, o livro vai ficando cada vez mais interessante e parte da diversão acontece quando começamos a tentar decifrar o que é cada palavra.
Superada essa fase a diversão começa.

ULTRAVIOLÊNCIA: Esteja preparado para algumas passagens um tanto fortes. Há brigas entre gangues, espancamentos e até estupro e assassinato. A violência do livro, porém, se justifica para que entendamos como funcionam o mundo e a cabeça de Alex.
E o nosso herói, ó meus irmãos, não passa impune por essa história. Ele passará por momentos bastante difíceis o que deixa alguns leitores felizes com sua juta punição e outros um pouco chateados já que começaram a sentir empatia por ele.

LIVRE ARBÍTRIO: A discussão proposta pelo autor após Alex passar por um procedimento é sobre se o estado tem ou não o direito de retirar das pessoas o seu livre arbítrio, mesmo quando a pessoa é responsável por uma série de crimes hediondos como é o caso de Alex.
É o tipo de assunto difícil de ficar omisso, portanto leia e tire suas próprias conclusões.


CONCLUSÃO: Laranja Mecânica é um grande clássico da ficção científica e merece uma leitura. Merece também uma conferida na excelente adaptação para o cinema.
Leia se você gosta de um desafio, uma história crua em primeira pessoa
Não leia se fica ofendido com histórias violentas ou se não consegue resistir à vontade de procurar todas as palavras no glossário.
Nota 5, é claro!

site: www.desinformadoss.blogspot.com
meriam 05/10/2017minha estante
Excelente livro que me fez querer entender sobre a violência ao invés de apenas teme-la. Gostei da resenha


Daniel.Martins 06/10/2017minha estante
Obrigado! Livros sempre nos trazem novas perspectivas!




Júlio Servo 27/09/2017

Juventude Ensandecida
Anthony Burgess exagera na inovação linguística, mas a realidade distópica mostra como uma juventude rebelde, pode ouvir Bethoven de dia, e praticar crimes hediondos nas ruas enquanto vive de uma forma mimada com pais de classe média e imatura não somente na sua alma, mas espiritualmente também; vislumbrando apenas faíscas de transcendência a partir de um visão distorcida: o que é um sinal de esperança.

As gangues do mundo distópico de Burguess nos fazem lembrar daquele cenário de tribos cyber punks do filme Double Dragon. E claro, também da seita nazipetista.

É um livrinho interessante.
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Kalleb Olson 22/09/2017

Muito horrorshow mesmo.
Aquele livro que por uma raridade eu imaginava que talvez pudesse ser mesmo que só um pouco inferior ao filme, já que sou realmente fã do longa, mas felizmente, estava enganado. Genialidade do Kubrick bebeu na verdade enormemente da fonte Burguess, não que torne mais fácil adaptar pra um longa, mas sem dúvida, uma obra de extrema criatividade e viciante captura do leitor. Nada mais direi, descubram, choquem-se e divirtam-se.
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ViagensdePapel 29/08/2017

Um livro que foi escrito há 53 anos e, ainda assim, continua bastante atual. Para mim, só isso garante à Laranja Mecânica muitos pontos. Mas a obra de Anthony Burgess é bem mais do que isso. Listarei aqui alguns tópicos que valem a leitura: é um clássico; é uma distopia (gênero que está tão em alta ultimamente); possui um vocabulário próprio; provoca, questiona e gera reflexão. Quer mais?! Ok, vamos lá.

Laranja Mecânica foi escrito em 1962. O livro, que se passa no futuro, narra a história do jovem Alex, que tem como principal divertimento sair a noite com seus “druguis” e provocar destruição e violência. Com 15 anos, ele não está nem aí para a ordem e para a moral e faz tudo o que lhe dá na telha com o apoio de seus colegas. São roubos, estupros, manifestações de violência que não lhe pesam a consciência. Já alerto que as cenas de violência são muito pesadas, o autor não poupou ao descrever Alex como uma pessoa de péssima índole.

Ao mesmo tempo em que praticava atos violentos, Alex tinha outro hobbie: a música clássica, onde enxergava beleza nas coisas. Em casa, tinha um cantinho reservado para seus compositores favoritos, como Ludwig Van (Beethoven). O personagem é tão bem construído que por vezes sentimos nojo e desprezo por seus atos, enquanto em outras temos pena e compaixão. Porém, são seus atos de maldade que definem sua vida e o fazem ser capturado e preso, apesar de todos os avisos de seu conselheiro tutelar.

Após dois anos na prisão, aos 17, Alex se envolve em outra confusão, dessa vez dentro de sua cela. O ato sai de seu controle e Alex acaba matando um companheiro de cela. O assassinato cometido por Alex faz com que ele seja submetido ao Método Ludovico, uma maneira que o governo encontrou para liberar as cadeias superlotadas e reinserir os criminosos na sociedade. A alternativa ainda estava em fase de testes, mas garantia que em apenas 15 dias a pessoa deixaria de ter pensamentos maldosos, relacionados à violência, e poderia conviver tranquilamente com outras pessoas, sem nenhum perigo.

Inicialmente, Alex pensava ser uma ótima maneira de sair da prisão e voltar para a casa dos pais e sua rotina. Mesmo com a objeção de alguns, o jovem é levado e o tratamento, que consistia no condicionamento da vontade humana, começa. Antes deliciado ao ser instalado em um quarto parecido com um quarto de hotel e ao pensar que logo sairia da cadeia, Alex passa a ter dúvidas a respeito do tratamento, já que ele vai além de seus pensamentos violentos, invadindo a sua privacidade e individualidade.

O livro, que não é muito longo, é dividido em três partes e questiona sobre as escolhas que cada um toma. A lição transmitida é que cada escolha tomada pelo indivíduo, por pior que seja, é melhor do que algo imposto, sem livre arbítrio. A partir do momento em que algo é determinado ao indivíduo, que perde a sua liberdade, ele se torna robotizado, sem ideias próprias, sem controle de seus próprios atos. Torna-se uma laranja mecânica. Algo que, a princípio natural e vivo, torna-se industrializado, automático. É uma combinação bizarra. Em seu livro, Burgess faz uma crítica clara ao autoritarismo e mostra que a liberdade de cada um deve ser respeitada, não adianta impor nada a ninguém.



Leia a continuação da resenha, acesse o link abaixo:

site: http://www.viagensdepapel.com/2015/03/09/resenha-laranja-mecanica-de-anthony-burgess/
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Leoni 26/08/2017

Manipulação
A personagem deste livro "Alex" é um jovem, sem perspectivas de vida, e que neste vácuo existencial ocupa-se de pequenos crimes, culminando com um assassinato, levando-o a um sistema prisional convencional, e que em dado momento se vê envolvido em uma nova experiência social que promete 'curá-lo"... Sem mais palavras e spoilers, leiam o livro!
O que se pode concluir é que esta história é transnacional e/ou atemporal na medida em que muito se houve hoje em dia de jovens sem perspectivas de vida, aventurando-se no submundo da criminalidade, buscando algum sentido em seus atos, e ao mesmo tempo pretensos "salvadores" desta juventude tentando doutriná-los segundo sua própria óptica de uma falsa liberdade.
No mais, uma boa leitura a todos.
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rafaela.pedigonimauro 25/08/2017

Distopia Atemporal
Primeiramente, essa edição da Aleph é maravilhosa. Capa dura, ilustrações, repleta de extras interessantíssimos que ajudam a compreender melhor a obra, enfim, impecável em todos os sentidos.
A respeito da história em si, ela é bastante curta, na realidade. No entanto, o autor consegue, logo nas primeiras páginas, descrever com maestria o mundo distópico onde a narrativa se desenrola. Um mundo sombrio, violento, com um governo autoritário e uma juventude extremante cruel. Alex, o personagem principal, é um jovem apaixonado por música clássica que tem por hobby cometer crimes e atrocidades junto com seus amigos, sem se preocupar com as consequências disso ou possíveis punições. Eventualmente, ele é preso e, posteriormente, submetido a um tratamento que pretende bloquear todo o mal do indivíduo, tornando-o dócil. Entra então em cena uma discussão ética e moral a respeito do livre-arbítrio, da relativização do bem e do mal e do limite do papel do Estado diante do seus cidadãos.
É um livro muito atemporal, trazendo à tona temas que, mas de 50 anos depois de sua publicação, ainda estão em voga.
A respeito da linguagem Nadsat, algumas pessoas podem estranhar, eu particularmente tive um pouco de dificuldade no início, mas logo me acostumei (e usei bastante o glossário).
Por fim, vale lembrar que esse livro possui descrição de cenas de violência explicita - inclusive de estupro. É impensável dizer que essas cenas não incomodam e chocam. No entanto, as descrições são bem menos gráficas do que em muitos outros livros e, além disso, pode-se dizer que, nesta obra, tais cenas são necessárias. Logo, o livro é sim pesado, porém bem menos do que eu esperava - e olha que sou uma leitora sensível).
Recomendo fortemente a leitura - inclusive dos extras, que dão muito suporte para reflexão que o livro propõe (por mais que essa não tenha sido a intenção inicial do autor).
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Gean 21/08/2017

Horrorshow!!!
História de um grupo de adolescentes delinquentes ingleses dos 1960. Me chamou a atenção da gíria desse grupo, um linguajar nunca visto antes por mim em livro algum. Maluco. Quanto ao livro em si, o material é de primeira, o papel liso, e a impressão e as imagens que o ilustram também. Horrorshow meus irmãozinhos!
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Rod 19/08/2017

O Cérebro de Todos é de Ferro
Interessante observar em um livro como a sociedade enxerga os adolescentes: animais perversos que só sabem destruir esta merda de cidade. Bem, é justamente isso que fazem Alex e seu grupo. Destroem uma máquina cinza e morta que controla todas as pessoas no enfadonho e precário conceito que definem como sociedade.
Fica claro que nos jovens mora a transgressão, únicos com energia para fazê-lo (transgressão no seu sentido transformador, não apenas criminoso), e por isso a sociedade, educadamente lobotomizada, esculacha aqueles que oferecem força para desbancar essa nojeira que chamamos de mundo moderno.
É maravilhoso ver ilustrado como os sentidos estão todos ao avesso, para fazer as laranjas mecânicas das pessoas perceberem de uma vez que o que seguem é o que são programadas pra seguir.
Burgess oferece uma chance para que nós nos redimamos, mas não posso dizer que compartilho de sua esperança... não como as coisas estão indo hoje em dia. É difícil plantar uma muda de planta em um cérebro de ferro.
Este livro não merece cinco estrelas. Merece todas que existem no céu.
Excelente.
Arte.
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Cris 09/08/2017

Horrorshow demais!
Me senti como se estivesse lendo uma versão do roteiro de "Assassinos Por Natureza" escrita por Thomas Pynchon.
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Leandro Moura 02/08/2017

Só li Laranja Mecânica 8 anos depois de ter visto o filme, e isso acabou sendo uma vantagem por ter me possibilitado um cerro grau de surpresa (afinal de contas, em 8 anos vc acaba esquecendo muita coisa).

A leitura é bastante complicada no começo por causa da gíria usada pelo protagonista. Tive que consultar o glossário várias vezes até ir me acostumando. Depois disso, a leitura flui muito bem e se revela até mais simples do que se imaginava no começo.

A trama é construída aos poucos, sem soar chata ou parada demais. O autor soube manter o interesse e construir uma atmosfera interessante.

A única crítica que eu faço é em relação ao rótulo de "distopia" que muitos críticos deram a Laranja Mecânica. Nao vejo Laranja Mecânica como completamente distópico. Muito pelo contrário: o livro é muito mais realista do que qualquer outra distopia. Talvez somente o condicionamento que o protagonista sofre pode ser encarado como distopia, mas mesmo assim não é nada de outro mundo, ainda mais levando-se em conta que praticavam castração química nos homossexuais na Inglaterra nos anos 50, 10 anos antes do Burguess escrever Laranja Mecânica.

Se em termos de distopia Laranja Mecânica é fraco, pelo menos ele se mantém incrivelmente atual, com discussões bastante pertinentes sobre criminalidade e punição estatal. O final tbm foi uma surpresa, apesar de não ser lá tão original.

Enfim, é uma boa leitura, desde que vc não se incomode com a linguagem usada pelos personagens. Se vc for do tipo que quer uma história mastigadinha, passe longe desse livro!
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Lamboglia 25/07/2017

"A virtude vem de nós mesmos. É uma escolha que só a nós pertence. Quando um homem perde a capacidade de escolher, deixa de ser homem".

Autor: Anthony Burgess
Ano: 2012
Páginas: 352
Ed: Aleph .
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"A Clockwork Orange" (Laranja Mecânica) foi publicado pela primeira vez em 1962 e imortalizado 9 anos depois pelo filme de Stanley Kubrick. "Laranja Mecânica" não só está entre os clássicos eternos da ficção-distópica como representa um marco na cultura pop do séc XX. Nesta maravilhosa edição especial de 50 anos há ilustrações dos famosos cartunistas Dave Mckean, Oscar Grillo e do brasileiro Angeli. Há artigos e ensaios escritos pelo autor, inéditos em Língua Portuguesa, uma entrevista inédita com Anthonny Burguess, reprodução de seis páginas do manuscrito original, com anotações e ilustrações do autor, e muito mais!

Uma ótima leitura atemporal sobre a ultra violência moderna da juventude, "Ó meus irmãos", que é destacado muito bem em três partes o comportamento do jovem Alex. A parte mais intensa é a segunda, pois é ali que começa a aparecer os questionamentos levantados pela forma que o sistema tenta corrigir o condicionamento humano social através da terapia de Ludovico. Além da excelente leitura, há também o filme com o mesmo título dirigido pelo o diretor mais incompreendido e injustiçado da academia, Stanley Kubrick. Que consegue com maestria criar uma sátira intensa e complexa desta obra. Fazendo o uso também da boa e velha semiótica com o personagem principal, Alex, que consegue mudar o contexto de uma música (no filme) que traz felicidade para a ultra violência. Excelente! "Laranja Mecânica" ainda continua fascinando e desconcertando, leitores e cinéfilos mundo afora.
Obra-Prima! .
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