Laranja Mecânica

Laranja Mecânica Anthony Burgess




Resenhas - Laranja Mecânica


409 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Foca na leitura 26/11/2017

Formidável
https://youtu.be/C9-sc4O6srI
comentários(0)comente



J R Corrêa 25/11/2017

Laranja Mecânica
Publicado pela primeira vez em 1962, e imortalizado 9 anos depois pelo filme de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica não só está entre os clássicos eternos da ficção como representa um marco na cultura pop do século 20 . Meio século depois, a perturbadora história de Alex – membro de uma gangue de adolescentes que é capturado pelo Estado e
submetido a uma terapia de condicionamento social – continua fascinando, e desconcertando, leitores mundo afora.
comentários(0)comente



Denise 16/11/2017

Surpreendente e desconfortável!
Há um tempo coloquei alguns clássicos na minha meta de leitura, o objetivo era tentar entender um pouquinho de como algumas obras se destacaram e se tornaram referências e influências literárias. Em junho tive o prazer de me aventurar nas páginas de Laranja Mecânica, que há muito já me intrigava pelo título.

Conhecemos Alex e seus “amigos” em um futuro distópico, no qual a ultraviolência domina a sociedade. Aos 15 anos, a lista de crimes do rapaz é extensa e não para de crescer. Alex é o líder de uma gangue composta por Tosko, Pete e George e eles saem todas as noites para se drogar com o moloko-com (leite com drogas e/ou alucinógenos) e depois tocam o terror na cidade! Fazendo TODO o tipo de barbaridade.

Alex é o típico líder que se acha o bonzão, mas que logo tem sua liderança questionada pelos próprios parceiros e após uma ação que termina em morte, em uma das cenas mais angustiantes que já tive o desprazer de ler, Alex é abandonado pelos seus druguis e devido as suas reincidências é mandado para a cadeia. Essa cadeia é mais um centro de experimentos que buscam *cobaias* para um novo tratamento proposto por um governo totalitário contra a ultraviolência e reintegrar os “irrecuperáveis” à sociedade. Porém, a chamada técnica Ludovico usa de métodos não-ortodoxos para que seus resultados sejam positivos, utilizam da ultraviolência para reprimir a ultraviolência. Será que esse tratamento pode mesmo reintegrá-los, sem danos, à um mundo fadado a violência?

Por ser narrado em primeira pessoa por Alex, conseguimos entender um pouco de sua mente ardilosa, isso não me fez gostar dele, mas mostra muito claramente que Alex sente prazer da violência pela violência e contraditoriamente tem uma paixão pela sensibilidade trazida pela música de Beethoven e até encontra “conforto” em passagens bíblicas. Logo nota-se que ele, simplesmente, GOSTA daquilo que faz. Temos também uma pequena perspectiva dos pais dele e são pessoas ‘comuns’ que - apesar de tudo - amam o filho e que não entendem como deixaram ou o que desencadeou essa reviravolta na vida do filho. É triste, mas bastante real.

O vocabulário nadsat, criado pelo autor, traz estranheza e desconforto desde a primeira página, já que é utilizado constantemente pelo personagem central. Mesmo ao final da leitura não havia me acostumado totalmente com ele - e claro, isso interfere muito na fluidez do texto, mas surpreendentemente você quer saber onde tudo aquilo vai parar… E se esforça para concluir a leitura.

O livro traz temas muito relevantes e também super delicados, ao falar da “violência pela violência” ele percorre a temática das drogas, estupro, torturas, espancamentos, truculência policial, negligência do Estado, a impotência da sociedade ante à segurança, tratamentos e reintegrações para presos, menores infratores, relação entre bem e mal, entre outros. Nos mostrando uma sociedade futurista cheia de medo, insegurança e terror, o que torna algo escrito em 1962, MUITO atual.

Horrorshow é palavra que define muito bem a obra de Burgess, tanto no vocabulário nadsat, que significa “excelente, legal”, como no bom e velho português, a aglutinação das palavras horror + show. É um livro angustiante, violento e você fica esperando Alex colher tudo aquilo que plantou... O que não deixa de ser irônico, já que repudiamos a própria violência que ele representa. Sentimentos conflitantes são o que permeiam Laranja Mecânica. Talvez seja isso que o torna uma obra tão atemporal! Que loucura. A editora Aleph está de Parabéns, desde o prefácio já mergulhamos nos desafios da tradução se manter fiel às ideias de Burgess e como foi difícil fazê-lo, a edição está incrível e conta com um glossário ao final do texto para nos ajudar nessa linguagem. O livro está super recomendado, mas prepare-se é preciso ter um estômago forte.

site: http://www.entrelinhasfantasticas.com.br/2017/11/resenha-laranja-mecanica-anthony-burgess.html
comentários(0)comente



Guynaciria 14/11/2017

Laranja Mecânica nos traz uma sociedade inglesa ficcional  opressiva, baseada no controle excessivo com o intuito aparente de buscar o bem comum.

Nessa distopia, o mundo está a beira de um colapso, os adolescentes estão vivenciando um surto de violência , onde eles se dividem em pequenas gangues que se enfrentam diariamente, além é claro de cometerem inicialmente pequenos delitos que se intensificam a medida que a obra avança.

Para alguns o livro tem um desenrolar confuso, de difícil entendimento, isso se dá devido ao acumulo de gírias e a uma linguagem própria criada pelo autor. Muitos tentaram usar esse artificio antes e depois de Anthony Burgess, porém sem obter o mesmo grau de êxito que ele.



O ponto que achei mais interessante, foi que o mesmo foi baseado em um acontecimento real. A primeira esposa do autor foi violentada por quatro soldados, fazendo com que esse nutrisse um sentimento de revolta e uma necessidade de denunciar a barbaridade de tal acontecimento.

O autor narra o livro em primeira pessoa, na figura de seu personagem principal o adolescente líder de uma gangue e anti-herói da história Alex. O garoto comete vários crimes até o ponto em que ele e seus comparsas invadem a residência de um casal, violentando a mulher que acaba vindo a óbito. Desta forma Alex é capturado e exposto a uma experiência do governo chamada de "Tratamento Ludovico", que tem por objetivo impedir que determinados impulsos agressivos se manifestem em um determinado grupo de pessoas.

O tratamento mostra-se desumano, pautado na aplicação de substancias químicas que provocam reações físicas agressivas nas pessoas que o ingerem, se essas enveredarem por uma determinada linha de pensamento ou atitudes, no caso de Alex qualquer pensamento violento. Para isso o garoto também foi privado de algo que gostava, no caso dele a música clássica de  Ludwig van Beethoven, que passou a ser o gatinho das reações físicas.

Reabilitado Alex e reinserido na sociedade, mas essa já não tem um lugar, seus pais alugaram seu quarto para um jovem trabalhador que eles passaram a ver como filho, seus amigos agora fazem parte de uma policia agressiva, um se regenerou e casou. Enfim ele não tem para onde ir, acaba sendo vítima de seus antigos amigos que o espancam e abandonam em um terreno ermo.



Alex acaba recebendo auxílio de uma de suas antigas vítimas, o homem o ajuda até descobrir que ele foi o responsável pela morte de sua esposa. Assim ele passa a sofrer na mão de um grupo de amigos jornalistas desse homem, que querem mostrar que o experimento do governo foi um fracasso.

O autor dividiu o livro em 3 partes: Na primeira temos a exposição do mundo em que Alex estava inserido, além da forma que esse pensava e os crimes por ele cometido. Em seguida vem a prisão e o tratamento, exposto de forma pormenorizada. Por fim temos a libertação de Alex e a reinserção desse a sociedade.

O autor alegou ter dividido o livro em três partes, cada qual contendo 7 capítulos, com o intuito premeditado de atingir o numero 21, pois a idade de 21 anos é vista como o momento que o homem atinge a maior idade civil e a maturidade emocional, tendo seu caráter totalmente constituído.



Pode-se discutir se a maturidade atingida por Alex no final do livro se deu em decorrência do tratamento em si, ou do simples fato de que esse foi retirado do convívio de seus pares, tendo assim tempo para refletir sobre os atos cometidos, chegando a conclusão de que os mesmos era inadequados.

Esse livro traz uma série de reflexões a respeito das escolhas que fazemos, da liberdade em si e como por piores que sejam nossas escolhas elas nos pertencem, não devendo portanto nos ser retirado o poder de escolha por nada e nem ninguém, já que esse nos foi dado por Deus. Mas podemos sim sofrer as consequências pelos atos praticados, inclusive sofrendo privações físicas na nossa liberdade de ir e vir (prisão), desde que essa nos ofereça condições adequadas de ressocialização e respeite os nossos direitos como seres humanos.

Bjos!
comentários(0)comente



Camila Robyn 13/11/2017

Horrorshow d+
Bom, eu achei o começo meio chatinho. Mas na segunda parte fica bem interessante, e você se apega de verdade na história. Confesso que não entendia muitas nas suas gírias kkkkk, mas com o tempo me acostumei. Ficava meio confusa, e agora eu não paro de falar algumas gírias que eu gostei bastante kkkk.

O livro é muito bom, me surpreendeu bastante. Hoje recomedo de verdade.
comentários(0)comente



Leonardo Alcantara 09/11/2017

Então, o que é que vai ser, hein?
Já faz tempo que eu peguei o ebook do Laranja Mecânica, demorei a ler pois estava com um outro livro, q acabei abandonando.
Comecei a ler sem nenhuma expectativa, pq depois de um livro ruim, qualquer coisa já é o suficiente hauhauaha, mas foi aí q eu me surpreendi. Nunca assisti ao filme, então não tinha noção de como seria a história.
Enfim, o livro é excelente, a forma como foi escrita faz com q vc não queira largar até terminar de ler. As palavras nadsat no começo podem confundir e talvez atrapalhe um pouco no entendimento, mas depois vc acostuma e fica tudo de boa.

Recomendo d+
comentários(0)comente



Luara Melchor 06/11/2017

Desisto
Mesmo relendo o capítulo introdutório, onde explicam como ler este livro, tem sido basicamente impossível. Aliás, está disponível para trocas
comentários(0)comente



Alisson 03/11/2017

Horrorshow
O livro apresenta a ótica de Alex, um adolescente de 15 anos que comete delitos com sua gangue, cujo hobby vai desde espancar idosos à estuprar adolescentes virgens. Os primeiros capítulos nos faz perguntar quais são as motivações desses jovens que muito pode se comparar com a condição atual dos criminosos.

"O que é que dá em vocês todos? Nós estudamos o problema é já estamos estudando há quase um século, sim, mas os estudos não estão nos levando muito longe. Você tem uma bela casa aqui, bons pais que te amam, você não tem um cérebro lá tão ruim. É algum diabo que entra dentro de você?"

O livro começa a ficar interessante a partir do momento em que Alex é preso depois de ter sido traído por seus amigos em uma ocasião em que uma senhora acabou morrendo. O jovem detento passa a ser submetido a um regime de tortura dentro do próprio presídio. Para amenizar o sofrimento, Alex passa a se apegar à religião com intenção de ganhar vantagens por bom comportamento. Com tal influência, consegue se submeter ao Tratamento Ludovico, que consiste num tratamento de 15 anos que faz com que seja incapaz de cometer maldade, além de deixar de apreciar as artes como a música (já que acredita-se que as artes tornam as pessoas rebeldes).

"A questão é se uma técnica dessas pode realmente tornar um homem bom. A bondade vem de dentro, 6655321. Bondade é algo que se escolhe. Quando um homem não pode escolher, ele deixa de ser homem."

Laranja Mecânica traz questionamentos interessantes e atuais em tempos de discursos do tipo "bandido bom é bandido morto". Muitas pessoas travam nessa questão quando se lembram da vez que teve sua casa arrombada, do filho assassinado ou da filha estuprada. A ideia de justiça ainda é muito rasa e, mesmo que a humanidade evolua, sempre bateremos na tecla das questões morais e dos bons costumes.
Confesso que me apeguei ao Alex, apesar dos pesares, e acho que eu não deveria me apegar. Parece errado. Mas acredito que se muitos de nós começássemos a enxergar a origem da criminalidade, entenderíamos melhor aonde está o erro. O erro não está na pessoa em si, mas no sistema sócio-político que prejudica a maioria para beneficiar a minoria que tem o poder e o controle em suas mãos. Enquanto se acreditar que quem nasce rico é sortudo e quem nasce pobre é azarado, a criminalidade não vai acabar.
comentários(0)comente



Henrique 19/10/2017

Um clássico da ficção científica
Laranja mecânica é sensacional, extremamente original e perturbador. O autor é simplesmente brilhante. O vocabulário dos personagens é muito bem feito, principalmente devido ao "idioma" criado para a história, o "Nadsat". Genial.
comentários(0)comente



Lismar 15/10/2017

Distopia Horrorshow.
Laranja Mecânica é um livro brutal, tanto em seu conteúdo quanto em sua forma.

Pode ser que alguns tenham dificuldades em levar a frente a leitura por causa da presença de gírias abundantes na obra: as expressões Natsat. Não negarei que de início tive estranhamentos com essas palavras tão peculiares, e a leitura às vezes emperrava. No entanto, à medida que a leitura avançava, o estranhamento passava e a imersão em mergulhar de cabeça na mente doentia e perturbada do protagonista, aumentava.

O livro narra a história de Alex, o líder de uma gangue de adolescentes, que é preso após um crime e condicionado a um tratamento desumano, do qual consistia em abandonar de uma vez por todas todo o seu caráter violento.

E Alex era violento. Muito violento. Como ele mesmo frisava, "ultraviolento". Percebemos isso ao sermos levados a uma montanha russa de brutalidade e barbárie explícita pelo Humilde Narrador ao longo da história, em que seu gatilho para a brutalidade poderia ser ativada por músicas clássicas, até ser submetido ao dito tratamento.

O roteiro não desenvolve bem outros personagens da história, pois é praticamente um manuscrito com as lembranças da criatura, e devido sua tenra idade observamos algumas expressões infantis, como repetições de palavras, "escolcola", descrições de sentimentos, como choros, "buábuábuá", e risos, "hahaha", o que demonstra a típica imaturidade de uma jovem idade.

Portanto, Laranja Mecânica é uma obra obrigatória para todos os fãs do gênero; e junto a 1984, Fahrenheit 451 e Admirável Mundo Novo; compõe a quadrilogia essencial das distopias.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Daniel.Martins 30/09/2017

resenha do blog www.desinformadoss.blogspot.com
É com certa vergonha que me lembro das primeiras menções ao nome Laranja Mecânica em minha infância. Primeiro me lembrava do incrível time de futebol holandês da copa de 74 e depois da excelente adaptação deste livro para o cinema, ó irmãos, como diria nosso narrador Alex.

A curiosidade com essa obra diminuiu um pouco ao descobrir que o livro tem uma linguagem própria criada pelo autor chamada nadsat. As sugestões diziam para não procurar pelo significado das palavras e tentar ler assim mesmo. Consegui em partes.

NADSAT: Essa talvez seja a grande sacada do livro. Narrado em primeira pessoa por Alex, um adolescente, é utilizada uma linguagem criada pelo autor para simular as gírias que grupos desse tipo costumam usar para se comunicar entre si.
Mas a ideia do autor foi provocar no leitor uma sensação única de estranhamento, dificultando propositalmente a compreensão das palavras.

NÃO DESISTA: Mesmo que as primeiras páginas se mostrem desafiadoras devido à linguagem, o livro vai ficando cada vez mais interessante e parte da diversão acontece quando começamos a tentar decifrar o que é cada palavra.
Superada essa fase a diversão começa.

ULTRAVIOLÊNCIA: Esteja preparado para algumas passagens um tanto fortes. Há brigas entre gangues, espancamentos e até estupro e assassinato. A violência do livro, porém, se justifica para que entendamos como funcionam o mundo e a cabeça de Alex.
E o nosso herói, ó meus irmãos, não passa impune por essa história. Ele passará por momentos bastante difíceis o que deixa alguns leitores felizes com sua juta punição e outros um pouco chateados já que começaram a sentir empatia por ele.

LIVRE ARBÍTRIO: A discussão proposta pelo autor após Alex passar por um procedimento é sobre se o estado tem ou não o direito de retirar das pessoas o seu livre arbítrio, mesmo quando a pessoa é responsável por uma série de crimes hediondos como é o caso de Alex.
É o tipo de assunto difícil de ficar omisso, portanto leia e tire suas próprias conclusões.


CONCLUSÃO: Laranja Mecânica é um grande clássico da ficção científica e merece uma leitura. Merece também uma conferida na excelente adaptação para o cinema.
Leia se você gosta de um desafio, uma história crua em primeira pessoa
Não leia se fica ofendido com histórias violentas ou se não consegue resistir à vontade de procurar todas as palavras no glossário.
Nota 5, é claro!

site: www.desinformadoss.blogspot.com
meriam 05/10/2017minha estante
Excelente livro que me fez querer entender sobre a violência ao invés de apenas teme-la. Gostei da resenha


Daniel.Martins 06/10/2017minha estante
Obrigado! Livros sempre nos trazem novas perspectivas!


Luiza 25/10/2017minha estante
undefined




Júlio Servo 27/09/2017

Juventude Ensandecida
Anthony Burgess exagera na inovação linguística, mas a realidade distópica mostra como uma juventude rebelde, pode ouvir Bethoven de dia, e praticar crimes hediondos nas ruas enquanto vive de uma forma mimada com pais de classe média e imatura não somente na sua alma, mas espiritualmente também; vislumbrando apenas faíscas de transcendência a partir de um visão distorcida: o que é um sinal de esperança.

As gangues do mundo distópico de Burguess nos fazem lembrar daquele cenário de tribos cyber punks do filme Double Dragon. E claro, também da seita nazipetista.

É um livrinho interessante.
comentários(0)comente



Kalleb Olson 22/09/2017

Muito horrorshow mesmo.
Aquele livro que por uma raridade eu imaginava que talvez pudesse ser mesmo que só um pouco inferior ao filme, já que sou realmente fã do longa, mas felizmente, estava enganado. Genialidade do Kubrick bebeu na verdade enormemente da fonte Burguess, não que torne mais fácil adaptar pra um longa, mas sem dúvida, uma obra de extrema criatividade e viciante captura do leitor. Nada mais direi, descubram, choquem-se e divirtam-se.
comentários(0)comente



ViagensdePapel 29/08/2017

Um livro que foi escrito há 53 anos e, ainda assim, continua bastante atual. Para mim, só isso garante à Laranja Mecânica muitos pontos. Mas a obra de Anthony Burgess é bem mais do que isso. Listarei aqui alguns tópicos que valem a leitura: é um clássico; é uma distopia (gênero que está tão em alta ultimamente); possui um vocabulário próprio; provoca, questiona e gera reflexão. Quer mais?! Ok, vamos lá.

Laranja Mecânica foi escrito em 1962. O livro, que se passa no futuro, narra a história do jovem Alex, que tem como principal divertimento sair a noite com seus “druguis” e provocar destruição e violência. Com 15 anos, ele não está nem aí para a ordem e para a moral e faz tudo o que lhe dá na telha com o apoio de seus colegas. São roubos, estupros, manifestações de violência que não lhe pesam a consciência. Já alerto que as cenas de violência são muito pesadas, o autor não poupou ao descrever Alex como uma pessoa de péssima índole.

Ao mesmo tempo em que praticava atos violentos, Alex tinha outro hobbie: a música clássica, onde enxergava beleza nas coisas. Em casa, tinha um cantinho reservado para seus compositores favoritos, como Ludwig Van (Beethoven). O personagem é tão bem construído que por vezes sentimos nojo e desprezo por seus atos, enquanto em outras temos pena e compaixão. Porém, são seus atos de maldade que definem sua vida e o fazem ser capturado e preso, apesar de todos os avisos de seu conselheiro tutelar.

Após dois anos na prisão, aos 17, Alex se envolve em outra confusão, dessa vez dentro de sua cela. O ato sai de seu controle e Alex acaba matando um companheiro de cela. O assassinato cometido por Alex faz com que ele seja submetido ao Método Ludovico, uma maneira que o governo encontrou para liberar as cadeias superlotadas e reinserir os criminosos na sociedade. A alternativa ainda estava em fase de testes, mas garantia que em apenas 15 dias a pessoa deixaria de ter pensamentos maldosos, relacionados à violência, e poderia conviver tranquilamente com outras pessoas, sem nenhum perigo.

Inicialmente, Alex pensava ser uma ótima maneira de sair da prisão e voltar para a casa dos pais e sua rotina. Mesmo com a objeção de alguns, o jovem é levado e o tratamento, que consistia no condicionamento da vontade humana, começa. Antes deliciado ao ser instalado em um quarto parecido com um quarto de hotel e ao pensar que logo sairia da cadeia, Alex passa a ter dúvidas a respeito do tratamento, já que ele vai além de seus pensamentos violentos, invadindo a sua privacidade e individualidade.

O livro, que não é muito longo, é dividido em três partes e questiona sobre as escolhas que cada um toma. A lição transmitida é que cada escolha tomada pelo indivíduo, por pior que seja, é melhor do que algo imposto, sem livre arbítrio. A partir do momento em que algo é determinado ao indivíduo, que perde a sua liberdade, ele se torna robotizado, sem ideias próprias, sem controle de seus próprios atos. Torna-se uma laranja mecânica. Algo que, a princípio natural e vivo, torna-se industrializado, automático. É uma combinação bizarra. Em seu livro, Burgess faz uma crítica clara ao autoritarismo e mostra que a liberdade de cada um deve ser respeitada, não adianta impor nada a ninguém.



Leia a continuação da resenha, acesse o link abaixo:

site: http://www.viagensdepapel.com/2015/03/09/resenha-laranja-mecanica-de-anthony-burgess/
comentários(0)comente



409 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |