Laranja Mecânica

Laranja Mecânica Anthony Burgess




Resenhas - Laranja Mecânica


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Brunna G 18/04/2018

Horrorshow!
Eu nem sei o que dizer sobre esse livro. Estava a muito tempo na minha lista de leitura, e eu confesso que quando comecei a leitura fiquei muito bolada da vida.

Não era o que eu estava esperando, não era uma narrativa regular, eu não entendia nada do que estava acontecendo e chegava a passar um parágrafo inteiro sem saber exatamente o que caralhos estava acontecendo.

Tantas girias, tantas palavras diferentes e... Tanta violência. Violência tensa, mas que era narrada de uma forma tão natural e sem escrúpulos.

Confesso que quase larguei o livro no primeiro capítulo. Mas ainda bem que eu não desisti! É impressionante como apesar de tudo que foi citado (e muito mais, podem ter certeza) eu fui cativada pelo Alex. Fiquei interessada, queira saber mais sobre ele e o que ia acontecer. Aguentei todas as malditas girias e palavras bizarras e no final... Bom, eu acabei gostando. De verdade. De tudo. Muito horrorshow esse livro, ó meus irmãos!

Vale a muito a pena ler, especialmente pelo assunto tratado, sobre a sociedade descrita e como as coisas acontecem nesse universo. É chocante e ao mesmo tempo curioso. Você simplesmente não consegue soltar o livro. Recomendo muito! Fazia tempo que eu não pagava a língua depois de achar que um livro seria horrível e perca total de tempo. Não desistam da Laranja Mecânica! Vale cada página.
Sarah 19/04/2018minha estante
Eita




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Erica 23/03/2018

Laranja Mecânica
🍊
O livro é narrado pelo protagonista, Alex um adolescente com quinze anos que participa de um grupo de marginais que depois da escola (ou em horário de aula) usam o tempo para cometer crimes, por pura maldade e diversão. Em uma noite ele e seus três amigos, decidem assaltar a casa de uma senhora, mas o plano não sai como esperava e a polícia é chamada a tempo de o pegar. O assalto não passava de um plano dos amigos para prejudicá-lo, o adolescente é detido e condenado. Na prisão Alex é submetido a um tratamento novo que ainda estava em fase de experimentação. O tratamento tem como objetivo a extinção da maldade.
🍊
Burgess criou uma linguagem própria para o livro, repleta de gírias, uma mistura entre inglês e o russo, com intenção explícita de causar um estranhamento. O autor faz crítica ao sistema carcerário e sua eficácia em seu objetivo de reforma do criminoso, mas sua maior e mais importante crítica é sobre o livre-arbítrio, o poder de fazer nossas próprias escolhas. Burgess expõe que não é natural ao crescimento do homem não ter acesso a suas escolhas. Começamos o livro presenciando um Alex totalmente entregue à vida adolescente da época, e somos testemunhas do seu amadurecimento e da forma como aconteceu. A narrativa do livro é tranquila e fluida, mas a leitura de cenas violentas não foi fácil e me incomodou bastante, então quando fui assistir ao filme, me senti ainda mais incomodada, a adaptação é bem-feita e honrou a obra, mas é pesada. O livro é narrado em primeira pessoa por Alex que nos mostra seus pensamentos e experiências. Os personagens secundários são muito bem desenvolvidos, cada um tem o seu papel na história. Uma leitura necessária a todos.
🍊

site: https://www.instagram.com/viagemliteraria.livros/ https://www.facebook.com/viagemliteraria.livros/
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Viagem Literária 23/03/2018

Laranja Mecânica
O livro é narrado pelo protagonista, Alex um adolescente com quinze anos que participa de um grupo de marginais que depois da escola (ou em horário de aula) usam o tempo para cometer crimes, por pura maldade e diversão. Em uma noite ele e seus três amigos, decidem assaltar a casa de uma senhora, mas o plano não sai como esperava e a polícia é chamada a tempo de o pegar. O assalto não passava de um plano dos amigos para prejudicá-lo, o adolescente é detido e condenado. Na prisão Alex é submetido a um tratamento novo que ainda estava em fase de experimentação. O tratamento tem como objetivo a extinção da maldade.
🍊
Burgess criou uma linguagem própria para o livro, repleta de gírias, uma mistura entre inglês e o russo, com intenção explícita de causar um estranhamento. O autor faz crítica ao sistema carcerário e sua eficácia em seu objetivo de reforma do criminoso, mas sua maior e mais importante crítica é sobre o livre-arbítrio, o poder de fazer nossas próprias escolhas. Burgess expõe que não é natural ao crescimento do homem não ter acesso a suas escolhas. Começamos o livro presenciando um Alex totalmente entregue à vida adolescente da época, e somos testemunhas do seu amadurecimento e da forma como aconteceu. A narrativa do livro é tranquila e fluida, mas a leitura de cenas violentas não foi fácil e me incomodou bastante, então quando fui assistir ao filme, me senti ainda mais incomodada, a adaptação é bem-feita e honrou a obra, mas é pesada. O livro é narrado em primeira pessoa por Alex que nos mostra seus pensamentos e experiências. Os personagens secundários são muito bem desenvolvidos, cada um tem o seu papel na história. Uma leitura necessária a todos.
🍊
Por: Erica Rosrigues

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Dani 23/03/2018

Laranja Mecânica, Anthony Burgess
Esse livro é tido como um clássico mundial, com uma adaptação de igual renome, e mais uma obra que eu nunca havia conhecido diretamente até então. Gostei de certa forma de 1984, de George Owell apesar de não ser bem o que eu esperava na época e, como esse livro sempre anda junto a ele, resolvi ter essa experiência também.

Assim como esse livro antes lido por mim, Laranja Mecânica promete abordar as relações do estado para com as massas, os desejos individuais e tudo mais. É narrado por Alex, um adolescente líder de uma das muitas gangues violentas que andam noite a fora a cometer os mais diversos e brutais delitos. O que difere esse livro muito dos outros é a forma como é narrada. Alex é quem relata tudo, como em um diálogo informal.
Para isso o autor dispõe de um vocabulário determinado, usado pelos membros dessas gangues. Dessa forma há muitas palavras esquisitas dentro das frases de Alex, que são provenientes de uma mistura de gírias e russo.

Essa edição, da editora Aleph, explica no início que a intenção do autor era causar estranhamento ao leitor, e dar mais veracidade à estória ao empregar toda essa construção de caráter. De fato, é bem difícil pegar o ritmo da leitura por causa disso, que é como se você estivesse vendo um estrangeiro que fala pouco o seu idioma, conversando. Lembro que, há muitos anos, havia pego o PDF de Laranja Mecânica para ler e não conseguia entender nada, tudo parecia bugado então larguei HAHAHA
É interessante esse esforço do autor em construir bem o personagem, mas admito que achei meio sem propósito esse uso de vocabulário especial. Principalmente quando Alex mesmo usava a palavra do seu dicionário de gangue quando, antes disso, narrando mesmo ele usou a palavra certa do inglês.

'' (...) mas ser um daqueles brinquedos malenks que você videia sendo vendidos nas ruas, como pequenos tcheloveks feitos de lata e com uma mola dentro e uma chave de corda do lado de fora e você dá corda nele e grrr grrr grrr e ele vai itiando, tipo assim andando, Ó, meus irmãos. Mas ele itia numa linha reta e bate direto em coisas bang bang e não pode evitar o que está fazendo. Ser jovem é como ser uma dessas máquinas malenks. ''

Essa edição, também, possui um glossário ao final do livro, com a tradução dessas palavras. Assim, dá para ir lendo sem problemas. À medida que você acompanha a leitura, vai se acostumando com esse estilo, além do fato de que é fácil ir deduzindo o que cada palavra significa o quê, de forma que não fica preso ao glossário.
Apesar de tudo, para mim, ainda acho desnecessária essa escolha de narrativa, não acrescenta nada em especial além de mostrar que o personagem pertence a uma tribo.
Agora focando nos acontecimentos descritos na narrativa em si, devo dizer: esse livro me deu sono! Não um sono qualquer, eu logo sentia vontade de DORMIR DE VERDADE toda vez que o pegava para ler. Demorei bastante para concluir a leitura por causa disso. É muito chato.
Até a página 100, por aí, Alex apenas descreve sua vida de bandidinho teen de forma a chocar porém-não-chocando-tanto-assim o leitor. O mundo onde se passa a estória poderia ser tanto antigo quanto contemporâneo, já que o autor não perde tempo criando regras mirabolantes para ele e sim foca nos acontecimentos que poderiam se passar em qualquer era.
Depois vem a parte interessante, quando ele é preso e usado como experimento para um novo projeto do governo, que promete acabar com a criminalidade. Aí sim as coisas ficam interessantes, mas fui decepcionada quando tudo foi tão rápido. É realmente interessante e abre as reflexões prometidas, mas eu queria mais desenvolvimento.

Por fim há a terceira parte, mostrando Alex em sua nova vida, mas que também dura pouquíssimo. Mais uma vez me decepcionei porque dessa forma parece um resumo ou algo assim, como ver a um filme de livro. Eu definitivamente esperava mais. Já esperava um final "feliz", depois de ler à introdução dessa edição, mas não deixei de me decepcionar com a forma como acabou.
Parecia apenas desconexo e bobo, de forma que entendo agora porquê, segundo a mesma, cortaram da adaptação. Muita coisa foi dita ali nas entrelinhas, e não posso dizer que concordo com a maioria delas. Os pontos de vista que a estória entrega não me convenceram, não consigo assinar em baixo.
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NTeF 13/03/2018

Vá skorre kupetar esse livro
Mais um livro que ganhei do meu brati de aniversário (veja o glossário ao final). E o que dizer dele, Ó, meus irmãos? Escrito por Anthony Burgess em 1962 ele vem nessa edição linda de capa dura e BEM laranja da Aleph, em comemoração aos 50 anos de sua publicação. A Aleph se garantiu mesmo, além de lindo por fora, o livro é muito lindo por dentro também. Com 342 páginas, tem um visual limpo, com uma fonte grande e de fácil leitura.

Essa edição traz informações sobre o autor, o livro, referências e influências, edições brasileiras anteriores, sobre a própria edição especial e a tradução brasileira. Ele também tem ilustrações de três artistas diferentes, muitas informações extras e, é claro, um glossário Nadsat, pra você entender todas as slovos.

Pra quem não tem a menor ideia do que se trata esse livro, eu lhe direi. A história do nosso drugui Alex é contada por ele mesmo, seu humilde narrador. Ele faz parte de uma gangue de adolescentes que saem pela notchi cometendo diversos crimes. Mas o livro é muito mais do que isso. A violência é pano de fundo para tratar de questões mais profundas, como o bem e o mal, certo e errado, liberdade e repressão. Governo e sociedade.

(Texto completo no blog)

site: https://nemtudoeficcao.wordpress.com/2016/11/29/livro-laranja-mecanica/
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Mel @meuslivroseleituras 04/03/2018

Uma distopia não tão distante assim das nossas realidades
Laranja Mecânica, conta a perturbadora história de Alex, um jovem líder de uma gangue de delinquentes, que usam a extrema violência como diversão. Situada na Inglaterra, a história mostra um cidade triste, de valores distorcidos e governo alheio aos problemas, que tenta através de um método nada convencional, mudar a realidade da violência da cidade.

O livro é narrado em primeira pessoa, pela perspectiva do protagonista Alex, um adolescente que ama músicas clássicas, porém, é arrogante e sem limites, engana as pessoas e sente prazer em cometer todo tipo de atrocidade, não mostrando qualquer sinal de remorso ou arrependimento. Ele se refere a si mesmo como ?seu humilde narrador? em diversos momentos e ao mesmo tempo em que sua arrogância da as caras, podemos perceber seu grande esforço para se manter como líder da gangue e não perder o respeito e obediência de seus druguis. Muitas coisas acontece com Alex e conforme ele vai ficando mais velho (a história acontece entre seus 15 e 18 anos), podemos acompanhar as etapas de seu amadurecimento e transformações.

Um dos destaques do livro foi a criatividade do autor, que criou uma linguagem totalmente diferenciada para esses jovens personagens. O vocabulário Nadsat, como é chamado, teve as línguas russa, inglesa e o cockney (linguagem usada pela classe operária britânica) como referência, o que torna o livro um pouco difícil de entender no início. Mas nada que o Glossário no final não possa resolver.

O livro causa um certo desconforto em vários momentos, e eu acredito que seja pelo fato de não estarmos tão distante dessa realidade. Das distopias que já li, essa é a mais realista, descrevendo atos de violência e jovens que acham que são os donos do mundo e de todos.

No geral, eu gostei do livro, só não amei como outros clássicos do gênero.
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Thibas 18/02/2018

A Clockwork Orange
Alex é um jovem rebelde, violento e agressivo. Ele é líder de uma gangue da qual aterroriza as cidades de Londres. Agressão, invasão, assaltos, espancamentos, estupros, tudo isso faz parte da rotina de nosso personagem. Uma forte crítica a banalização da violência da sociedade.

Enquanto vemos o lado sombrio de um adolescente agressivo, somos também apresentados ao seu lado mais sensível, explorados principalmente ao gosto pessoal pelas artes clássicas. Como de exemplo, o seu apreço por Ludwig van Bethoveen. Um dos, se não o maior, compositor clássico que já existiu, o que torna a obra incrivelmente atraente e que pode chegar a provocar até mesmo empatia em certos momentos pelo nosso personagem.
(...)
Confira a crítica completa no blog.

site: prosaliteraria.wordpress.com/2018/02/18/critica-laranja-mecanica-3/
lolô 19/02/2018minha estante
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Bruna 16/02/2018

Quando comecei a ler o livro,veio aquela sensação de que não iria gostar,muitas gírias,um dialeto de gangue ao qual o personagem narrador adolescente fazia parte.No entanto insisti na leitura e fui surpreendida por uma história cabulosa,com estilo 1984 de George Orwell,logo o livro me prendeu despertando curiosidade.
Alex um jovem arruaceiro, se mete em diversas brigas com seus colegas, até que ele acaba matando uma sra idosa e vai preso.
Na prisão Alex se envolveu mais uma vez em uma morte, dessa vez um colega de cela,e então, ele começa a ser submetido a um tratamento agressivo e novo,sendo uma cobaia no tratamento de mudança de comportamento,intitulado pelo governo como Tratamento Ludovico,que consistia em ministrar uma droga intravenosa, e em seguida ele era colocado para assistir vídeos violentos, e isso lhe fazia muito mal, ele sentia náuseas e muita fraqueza,dessa maneira seu cérebro associava as cenas violentas como gatilho para passar mal.
Dessa forma Alex ficou curado,ganhou a liberdade, pensando em um novo rumo na sua vida,mas o que aconteceu foi uma inadaptação com sua nova condição, e nada saiu como planejado.
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Wemerson 13/02/2018

Intrigante e atual
O horror da violência personificada nos arroubos de uma juventude sem lei e sem rumo aparece num retrato bem elaborado pelo autor.

Pode haver alguma dificuldade na compreensão do vocabulário Nadsat, mas isso foi posto propositalmente pelo autor.

Leitura recomendada aos que curtem ficção científica. Confesso que prefiro um lance mais tecnológico e essa violência "gratuita" me incomoda tanto nas páginas literárias quanto (e principalmente) no mundo real.

Que nossa evolução social nos eleve a patamares mais racionais e nem por isso menos sentimentais e afetivos.
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Leia com a gente 03/02/2018

Horrorshow

“A bondade vem de dentro. A bondade é algo que se escolhe. Quando um homem não pode escolher, ele deixa de ser um homem.”

Mergulhar no universo de Laranja Mecânica é uma experiência única, pois vários sentimentos se misturam: choque, raiva, pena e compaixão vão se alternando ao longo da história. É sim uma história violenta, que choca em vários momentos, mas é também uma história sobre o conceito de humanidade, sobre até onde o ser humano é capaz de ir e qual o papel que a sociedade tem sobre seu comportamento.

Laranja Mecânica é uma das obras mais famosas, analisadas e comentadas de todos os tempos. É também atemporal, tal a contemporaneidade dos temas tratados. A sensação de que os fatos narrados estão muito próximos da nossa realidade é constante e incomoda.

O livro foi escrito pelo britânico Anthony Burgess (1917-1993) no ano de 1962. É um dos mais famosos romances distópicos da literatura mundial, marcando presença constante nas diversas listas de melhores livros já escritos. O manuscrito original do livro se encontra na Universidade McMaster em Hamilton, Ontario, Canadá.

Burges se inspirou em um acontecimento real para escrever o livro. Em 1944 sua primeira esposa – Lynne – foi estuprada por soldados americanos. Essa experiência foi um grande trauma para sua família. No livro há uma passagem crucial e chocante, que faz alusão a esse fato.

“Para mim, não foi prazer nenhum narrar atos de violência ao escrever o romance. Mergulhei em excessos, em caricaturas, até em um dialeto inventado, com o propósito de fazer a violência ser mais simbólica do que realista. (…) Leitores do meu livro talvez se lembrem de que o autor cuja esposa foi estuprada é o autor de uma obra chamada Laranja Mecânica. (A. Burgess, 1972).

Outra peculiaridade da obra é a escrita. Burgess criou um vocabulário próprio, chamado Nadsat – que mistura palavras em inglês, russo e gírias do subúrbio de Londres – para esse universo, o que causa, a princípio, uma sensação de desorientação no leitor, pois nos deparamos com palavras inventadas. No final do livro há um glossário que ajuda bastante, mas conforme avançamos na leitura começamos a ser capazes de deduzir o que essas palavras inventadas querem dizer. É uma experiência única e fascinante.

“Dei um tapa horrorshow no oko do vek sentado ao meu lado“

A história é narrada pelo jovem Alex, o líder de uma gangue extremamente violenta. Alex e seus amigos – Georgie, Pete e Tosko – cometem crimes e ações violentas por diversão. São cruéis e desprovidos de qualquer sentimento de remorso, ao contrário, sentem até um certo orgulho de suas façanhas. A história se divide basicamente em três partes:

Parte 1: o universo de Alex

Nesta primeira parte do livro somos apresentados a Alex e sua gangue. O protagonista nos conta, em primeira pessoa, como é sua rotina, os crimes que comete e o que se passa em sua cabeça. Os pensamentos de Alex nos mostram como funciona seu raciocínio e sua percepção do mundo. É chocante.

“O dia era muito diferente da noite. A noite pertencia a mim e aos meus amigos e a todo o resto dos jovens, e os burgueses velhos espreitavam dentro de suas casas, bebendo das transmissões mundiais idiotas, mas o dia era dos velhos e sempre parecia ter mais policiais durante o dia também.”

Parte 2: a prisão e o “tratamento”

Na segunda parte da trama acompanhamos a prisão de Alex, após cometer um crime grave e ser deixado para trás por seus colegas de gangue. Na prisão, Alex – por possuir um perfil violento – é selecionado para se submeter a um novo “tratamento” – o Método Ludovico – que tem por objetivo curá-lo da violência, tornando quem se submete a ele incapaz de praticar qualquer tipo de ato violento.

O método consiste no condicionamento psicológico, através da associação de imagens a uma sensação dolorosa. Sob a promessa de ser libertado após o término da experiência Alex aceita sem ter a menor ideia do que se trata. A descrição do tratamento, do método utilizado e das reações de Alex são perturbadoras e aflitivas.

“Eventualmente o governo recorre aos mais cruéis e mais violentos membros da sociedade para controlar os demais, em vez de usar ideias novas”.

Parte 3 : após a prisão e “reformado”

Terminado o tratamento, Alex é considerado curado e é posto em liberdade. Na parte final do livro encontramos Alex saindo da prisão e sendo reapresentado a sociedade como o primeiro ser humano “reformado”. Ele, definitivamente, não é mais o mesmo. Mas tampouco podemos dizer que o tratamento foi bem sucedido.

Alex, após o condicionamento gerado pelo tratamento, trás consigo não apenas a incapacidade de cometer atos violentos, mas também a incapacidade de escolher. Alex perdeu o livre-arbítrio.

“Todo ser humano tem direito de escolha. Se uma pessoa não tiver a liberdade de escolher o mal, tampouco terá liberdade de escolher o bem. Não importa se a pessoa opta pelo mal ou pelo bem, o que importa é se ela tem a liberdade ou não de poder escolher.”

Apesar de ser uma obra distópica, que se passa num futuro fictício, é inegável sua contemporaneidade, já que a sensação de que o comportamento violento dos jovens daquela sociedade é bem próximo do que vemos nos dias de hoje e nos acompanha por toda a leitura.

A questão central levantada por Burgess é o livre arbítrio, o direito de o indivíduo escolher entre o bem e o mal. Poderia um ser humano tornar-se bom por imposição? A bondade é algo que pode ser “aprendida” através de métodos questionáveis e invasivos? A trajetória de Alex nos faz refletir entre o direito ao “eu” e o que é “melhor” para a sociedade. O final do livro responde a essa questão de uma maneira surpreendente e nos faz realmente refletir.

“Alguns de nós têm que lutar. Existem grandes tradições de liberdade a defender. Não sou homem de partidos políticos. Onde vejo a infâmia, busco erradicá-la. Os partidos políticos não significam nada. A tradição da liberdade significa tudo. As pessoas comuns deixarão isso passar. Elas venderão a liberdade por uma vida mais tranquila.”

Resumindo o livro em uma palavra, podemos dizer que é simplesmente horrorshow !

Leia o livro e você vai entender !



site: www.leiacomagente.com.br
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LER ETERNO PRAZER 28/01/2018

Laranja Mecânica - noite violentas!

Um clássico da literatura mundial!
Narrado em primeira pessoa pelo protagonista da história.
Nas suas 274 páginas vamos acompanhar a vida do adolescente Alex, líder de uma gang, que saem a noite para beberem, invadir casas,usar de violência com as pessoas e até cometer estrupos. E em uma dessas noite ele é preso. Sua condenação é negociada pelo governo, ela será diminuída se Alex concordar em ser um dos primeiro jovens passarem por uma forma diferente de ressocialização, ainda experimental. Ele aceitando passará apenas 15 dia na cadeia. Esse ressocialização para mim é como uma lobotomia ao qual Alex passa. A partir dessa experiência ele muda completamente; não é mais violento, passa a agir de forma mais tranquila diante de todas as atrocidades que fazia. Mas essa mudança tão drástica, não o deixam tão tranquilo assim, pelo contrário ele passa a se sentir, controlado, poderia dizer "robotizado", com a sensação de que o Alex que saiu da cadeia não é ele realmente.
Tira-se dessa história, questões muito complexas devemos educar nossos jovens, passamos a nós perguntar, até que ponto podemos dar liberdade a eles, como devemos lhes preparar para o mundo lá fora, como lhes mostrar os erros dos vícios do homem, como lhes mostrar o certo é o errado sem lhes tirar sua personalidade. Burgees nos mostra o antes, o durante e o depois do jovem Alex. E por incrível que possa parecer temos muitos Alex por aí. O livro traz também o papel do governo, na forma de repressão policial a essa violência, como e o que é correto e ético o que as entidades governamentais podem e devem fazer para ressocializar esses jovens deliquantes. O livro é bem complexo nessas questões. Burgees nos mostra o contraponto entre um jovem culto, que escuta música clássica, ler livros etc, pode a noite se transformar em um deliguente,violento, viciado que acha tudo permitido. Aí nos perguntamos: o que leva um garoto a ter essas duas facetas?
Vemos esse tipo de jovem ainda hoje; aí nos perguntamos: como resolver essas questões, como lhes mostrar e lhes levar para uma vida "normal"? Laranja mecânica é um livro difícil(mas não complicado) de se ler.
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Willianpm 22/01/2018

Que livro!
O início do livro traz um texto do Fábio Fernandes (tradutor) explicando ao leitor os motivos de terem usado determinados termos na tradução, e tentando deixar claro quão complexo as gírias são. Num primeiro momento você toma um susto, com Fernandes dizendo praticamente que é normal você ler e não entender bem.

Quando Anthony Burgess escreveu essa obra, junto confeccionou um vasto vocabulário de gírias a serem usados pelos jovens na sua história. Essas gírias chamadas de linguagem Nadsat foram inventadas por ele mesmo através da junção do inglês com o russo. A intenção do autor era passar a nós leitores, a impressão de que somos velhos e não compreendemos o linguajar utilizado pelos jovens.

Nos primeiros capítulos a estranheza é normal, uma vez que você vai se deparar com diversas palavras que fazem parte do vocabulário nadsat, ou seja, incompreensíveis. A menos é claro, que você consulte o “Glossário Nadsat” no fim do livro para entender, ou utilize o contexto em que foi usada a palavra para “chutar” o que ela significa.

Mesmo isso se tornando uma espécie de gargalo na sua leitura e um freio, você entende o que o autor esta fazendo e pela história ser extremamente cativante você engole isso e segue lendo.

Confesso que das distopias mais bem faladas como Admirável Mundo Novo, Fahrenheit 451 e 1984, para mim Laranja Mecânica foi de longe o melhor deles. Que leitura!

Recomendo essa obra, é maravilhosa, e por ter poucas paginas ela é extremamente rápida. Você vai adorar.
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Andrade 19/01/2018

O livro é narrado em primeira pessoa pelo Alex, um jovem muito violento e que tem como principal lazer sair pelas ruas durante à noite com sua guange a fim de praticar roubos, violência contra pessoas. Uma certa noite, o grupo dele resolve assaltar uma casa, mas traído pelos amigos, ele é preso e acusado de cometer um crime. Alex pensou que ia ficar pouco tempo na cadeia, mas algo que parecia ser fácil passou a ser torturante. Nós leitores, conseguimos perceber como é o funcionamento da política dentro da cadeia. Um jogando o Alex contra o outro para conseguir votos. A falha da própria segurança da cadeia em permitir violência dentro desse ambiente que já é árduo demais.

Outro ponto-chave que vale a pena abordar é como o próprio sistema em vez de nos defender acaba nos deixando atônitos. O jovem Alex é submetido a um (a) tratamento (tortura) que vai saciar a vontade dele de cometer delitos, violência. Sabendo eles que com isso vai estar fazendo mal ao mesmo.

Todos os cidadãos têm o direito de ir e vir para onde quiserem. Então, por que impediram o Alex? É melhor a bondade ou a escolha da bondade?
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