Laranja mecânica

Laranja mecânica Anthony Burgess




Resenhas - Laranja Mecânica


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Tatiana.Bianque 23/04/2017

Indignada... Confusa...
É difícil pensar que alguém leu esse livro sem consultar o glossário em algum momento, em minha opinião totalmente necessário. Sei que serei julgada por isso, mas é minha opinião. Acho que Alex mereceu tudo que fizeram com ele, e acho que poderia ter sido pior. Apesar da pouca idade ele era doentio e cruel, nunca chegou a se arrepender de nada fez, sei que é complicado, mas sou a favor de punições cruéis para crimes hediondos, concordei com um dos personagens quando disse: "Empilhe criminosos juntos e .... você obtém criminalidade concentrada..." Em determinados indivíduos, privá-los de liberdade, não é suficiente como castigo.
Creio que as disputas políticas por conta destes métodos, pra mim, tiveram mais destaque que os métodos usados pra tentar expurgar a violência de um delinquente, que a meu ver, foi temporário, a verdade é que a violência nunca deixou de existir, só esteve contida pelas sensações por associação, obtidas com o "tratamento" do governo.
A violência tem tomado cada vez mais espaço na sociedade atual, e quando é que isso vai diminuir? É fácil dar opinião quando não se é uma vítima, hoje em dia, bandidos tem mais direitos que os cidadãos honestos. É revoltante.... Tem uma parte do livro em que Alex é amparado e cuidado por uma das pessoas a quem ele fez muito mal, e nem assim ele sentiu qualquer remorso. Queria que o final tivesse sido diferente, achei injusto...
Se gostei do livro? Acreditem, não sei dizer....
Me irritou bastante, trouxe assunto para longas e longas discussões e muita confusão....
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Presente do Ler 20/04/2017

Nós e a Laranja
"É inegável o caráter político dessas duas obras literárias: “nós” do russo Ievguêni Zamiátin e “Laranja Mecânica” do inglês Anthony Burgess. Essas obras nos apresentam abstrações importantíssimas no que diz respeito à estados totalitários e indivíduos manipulados."

Leia na íntegra: https://presentedoler.com/2017/04/20/nos-e-a-laranja/#more-5753

site: https://presentedoler.com/2017/04/20/nos-e-a-laranja/#more-5753
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Sil 19/04/2017

Preciso comprar
Li esse livro emprestado em 2014 e não tinha gostado muito quando terminei. Porém quanto mais eu ruminava o livro, mais gostava dele! Agora em 2017, decidi que quero relê-lo. Horrorshow!
Andreia.Paula 23/04/2017minha estante
Acabei de comprar esse livro! ?


Sil 24/04/2017minha estante
Se prepare! Possui uma linguagem beeem diferente, e pode ate ser meio confuso, mas é um baita livro, sem duvida. Abraços


Andreia.Paula 30/04/2017minha estante
Há um filme sobre? Ou estou enganada?


Sil 03/05/2017minha estante
Existe sim, bem antigo e perturbador.




Fernando 14/04/2017

O que é que vai ser, hein? Um livro com violência, reflexão e essa kal toda... ;)
O livro é dividido em 21 capítulos divididos em 3 partes. A questão de ser vinte e um, não é por acaso, isso representa a trajetória de amadurecimento, até maioridade, apesar de a estória se passar em um período de três a quatro anos.

Na primeira parte fiquei "chocado" com tamanha violência empregada pela personagem e seus druguis. Também com a coragem do autor de colocar o criador de Laranja Mecânica, como parte das estória, ainda mais em uma cena tão forte.
A primeira parte envolve muita violência, até ele ser preso.

Segunda parte, na cadeia, Alex se mostra um cara esperto que se aproxima de um pastor e, faz de tudo para agradar aos diretores, com a intenção de diminuir sua pena. Após dois anos de cadeia, um acontecimento chave, muda seu destino. Ele vira uma cobaia.

Na terceira parte, ele volta as ruas e tenta voltar a sua vida antiga, mas seu passado vai retribuir toda a maldade que ele causou (quase tive dó dele).

Muito interessante saber o rumo que as personagens tomam. Fiquei orgulhoso de Pete.
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Yvan 27/03/2017

Horrorshow
55 anos depois de escrito na Inglaterra e temos uma realidade tão atual onde temas como violência, sistema carcerário, punição, livre-arbítrio e etc continuam tão corriqueiros. Ele abala com sua ideologia sobre esses assuntos com facilidade.
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Ana Paula Sesterheim 17/03/2017

Resenha do blog Cantinho Geek
O livro é narrado pelo jovem Alex, de 15 anos, que é o líder de um grupo de delinquentes que sempre faltam a aula para cometer atrocidades, tais como: estupros, espancamentos, roubos, etc; apenas por diversão. Em uma noite a amizade deles é posta a prova, mas o poder sobe a cabeça dos amigos de Alex, que não aguentam mais suas ordens e acabam por tramar um plano que o fará ir preso. Na tentativa de estuprar uma mulher, ela acaba reagindo e, sem querer, Alex a mata e leva a culpa, já que seus amigos o abandonam.

Apesar de acreditar que não aconteceria nada demais nesta parte, é aí que começa a história de verdade: Ele vai preso, mas representantes do governo querem alguém extremamente violento para um experimento chamado Técnica Ludovico, e Alex acaba por se dispor a faze-lo, pois acredita que será fácil e também sabe que se colaborar com eles, sairá mais rápido da cadeia. E é aí que seus problemas apenas começam.

Ele é submetido a tortura psicológica por dias e elas tem como objetivo mudar a personalidade brutal do nosso protagonista, ou seja, ele assiste a vídeos de estupros coletivos, assassinatos, roubos, etc; para aprender que é errado. O governo o obriga a continuar com o tratamento até o fim, para provar aos demais que é possível mudar a parte sombria de alguém ensinando-o a repudiar atos que vão contra a sociedade. Obviamente isso o afeta de uma maneira brutal e nosso protagonista não poderia sair dali com a mente ilesa, em várias partes podemos ver o quanto ele ficou perturbado com todo o ocorrido, mas há mais coisas além disso.

No livro há toda uma questão de ideologia e não tem como ser o mesmo depois de lê-lo. É terrivelmente assustador, mas há uma beleza nele também. Alex é sombrio, mas um fã nato de Beethoven e músicas clássicas, assim como de cultura.

Outra coisa que é notável é o amadurecimento do personagem, e é sempre incrível ver que o protagonista aprende com os próprios erros. No início vemos um Alex com a mente de um adolescente, mas depois nos deparamos já com um homem feito, que realmente se preocupa com seus atos de antigamente.

A escrita é muito diferente, o autor criou um vocabulário próprio para o livro chamado Nadsat, e isso fica na cabeça. Por exemplo, a palavra "drugue" significa "amigo", mas há várias outras palavras e termos criados que são bem divertidos. Todas são junções do Inglês com Russo, o que acabou marcando muito Laranja Mecânica. Outro fato importante é que a Editora Aleph explica essas gírias traduzidas e podemos ver que eles realmente tiveram muito cuidado com a tradução para não deixar sem nexo, já que são palavras inventadas pelo próprio Anthony Burgess.

A versão que eu li era a de 50 anos e traz várias curiosidades sobre o livro:
_ Trechos do livro restaurados pelo editor inglês;
_ Notas culturais do editor;
_ Ilustrações exclusivas de Angeli, Dave McKean E Oscar Grillo, entre outras.

Outra coisa legal é que essa edição é com jacket, ou seja, o livro tem uma capa removível. Gostei muito disso e da imagem também, pois ela tem um certo significado para o nosso protagonista.

Então, quem ainda não leu, leia! A edição de 50 anos é maravilhosa e vale muito a pena comprar, sem falar que quem ainda não conhece a história está perdendo um livro maravilhoso com ótimas críticas, mas prepare seu psicológico, pois ele nunca mais será o mesmo.

site: http://www.cantinhogeek.com/2017/02/resenha-laranja-mecanica-anthony-burgess.html
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Bela Libório 02/03/2017

Para ver minha opinião, fotos e mais detalhes, acesse a resenha no blog! Link no fim desse texto:

- A história:
Alex DeLarge é um amante da música que faz parte de uma gangue de garotos formada para assombrar a metrópole em que vivem. Apesar de ter somente 15 anos, ele não pensa duas vezes antes de praticar atos de violência extrema, incluindo estupros, roubos, invasões de domicílios e até assassinatos. E tudo isso só lhe traz um enorme prazer.

“Estou falando sério sobre isso com vocês, irmãos. Mas eu faço o que faço porque gosto de fazer.”

É numa dessas invasões que algo dá errado e Alex acaba sendo pego pela polícia, ao contrário de seus amigos, o que o faz sentir-se extremamente traído. Depois de passar alguns longos dias na prisão, submetem o garoto a um novo tratamento que anda sendo falado pela cidade com o objetivo de acabar com esse seu desejo por violência e torná-lo um “homem bom”: a Técnica Ludovico.

“- Será sua própria tortura – ele disse, sério. – Espero, por Deus, que essa tortura enlouqueça você.”

Alguns dias de torturas desumanas se passam e todo esse processo, principalmente a consequência dele, nos faz refletir muito sobre diversos assuntos, como o livre-arbítrio. É claro que Alex sai diferente daquele lugar, mas será que tudo isso mudou seu modo de pensar?

“- O que Deus quer? Será que Deus quer bondade ou a escolha da bondade? Será que um homem que escolhe o mal é talvez melhor do que um homem que teve o bem imposto a si?”

site: http://www.letitbela.com/2017/03/resenha-laranja-mecanica.html
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Rafa 17/02/2017

Sem palavras pra esse livro
Apenas leiam! Excelente. Uma obra prima
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Dan Pontes 15/02/2017

Uma Leitura "bugati"
O livro é dividido em 3 partes de 7 capítulos cada. Conta a trajetória de Alex (sem lei), um jovem "ultraviolento" que é preso após um crime e submetido a um tratamento médico revolucionário que promete reabilitar o jovem pra viver em sociedade novamente em pouquíssimo tempo.
...
Quando comecei a ler achei a leitura muito difícil por ter muitas palavras no idioma nadsat (criado especialmente pra deixar o leitor confuso). Fiz um esforço pra continuar lendo até o capítulo 6.
...
A partir do capítulo 7 já estava acostumado com a maioria dos termos nadsat e a leitura fluiu. A segunda parte do livro eu li de uma vez só e assim também a terceira, pois o livro vai te prendendo cada vez mais. Por mim o livro poderia ter acabado no capítulo 20 mas o capítulo 21 talvez seja o mais importante do livro pra alguns leitores.
...
Horrorshow! Super recomendo.
Irlan Alves 01/03/2017minha estante
O final de Kubrick é realmente sensacional, mas o capítulo 21 fecha perfeitamente o ciclo do livro e mostra o Alex envelhecendo, entediado, comum ou "curado". Uma antítese perfeita do primeiro capítulo.




Dênison.F 08/02/2017

Demorei, mas ao fim cheguei!!
Laranja Mecânica foi escrito por Anthony Burgess no momento em que sua saúde foi diagnosticada com uma doença fatal. Porém esse diagnóstico estava errado, mas foi a época em que Burgess escreveu esta e muitas outras obras.
O livro é no mínimo esquisito, devido ao seu vocabulário. O Nadsat são gírias usadas pelo núcleo jovem da história. Ao fim do livro contém um glossário com o significado dessas gírias. Tentei ler ser ficar recorrendo ao glossário sempre e com o tempo algumas palavras são de fácil dedução. Justamente por isso a leitura foi lenta mas nada que afetasse todo o propósito desta belíssima obra, sátira super atual.
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Pâmela Abdon 06/02/2017

Ultra Violence
Palavras que eu poderia usar para definir esse livro: fascinante/ estonteante/ extraordinário/ esplêndido/ deslumbrante/ estupendo/ admirável/ magnífico/ excelente/ perfeito/ horrorshow / ou um palavrão que começa com F também seria bem apropriado.

Você já refletiu a cerca da violência? Se sim, imagino que na maioria das vezes você se pôs no lugar da vítima. E esse livro nos apresenta um "vilão" muito malvado, chamado Alex, que é impossível não tentar entendê-lo. Alex era de uma gangue juntamente com quatro druguis (amigos) que bebiam, se drogavam e saiam a noite fazendo as maiores atrocidades com pessoas nas ruas. Mendigos, velhos, mulheres e outros. Alex acaba sendo preso e depois usado como cobaia em um tratamento, que consiste em transformá-lo em uma pessoa "boa".
Será que o ser humano já nasce com a maldade dentro de si?

"Mas, irmãos, esse negócio de ficar roendo as unhas dos dedos do pé sobre qual é a causa da maldade é o que me torna um garoto risonho. Eles não procuram saber qual a causa da bondade, então por que ir à outra loja?"

Então será que um garoto de 14 anos, como é o caso do protagonista, ser um garoto mal seria culpa de seus pais ou da escola?

"Todo dia havia alguma coisa sobre a Juventude Moderna, mas a melhor coisa que eles já publicaram na velha revista foi a de um pop-starre com uma coleira de cachorro que dizia que em sua opinião, e ele estava conversando com um homem de Deus, ERA O DEMÔNIO QUE ESTAVA A SOLTA. Então a culpa não era nossa, não era dos jovens e inocentes meninos. Ok ok ok."

Mas o que fazer com esse garoto? O que o Estado pode fazer para diminuir a violência?  Lotar cada vez mais as prisões? Ou tentar uma técnica nova onde transforma uma pessoa má em boa?

"A bondade vem de dentro, rapaz. Bondade é algo que se escolhe. Quando um homem não pode escolher, ele deixa de ser um homem."

Laranja mecanica é uma distopia pesada que descreve muitas cenas de violência,  mas que são aliviadas um pouco pelo dialeto nadsat (adolescente) usado. Um livro que faz uma crítica descarada ao governo e a religião. E que te leva a refletir profundamente sobre seus princípios.
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edianara.lino 31/01/2017

Apesar da linguagem que achei bem complicado no início para engatar a leitura, a história é bem desevolvida, confesso que fiquei surpresa com final, não esperava o que aconteceu, na verdade nem sabia o que esperar. No todo é um bom livro.
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Renann 31/01/2017

Demorou pra pegar no tranco.
O livro busca trazer uma visão bastante crítica sobre a família e a criação dos filhos, bem como faz uma crítica bastante ácida ao sistema punitivista da sociedade, onde muitas vezes pretende-se tao somente o ganho politico ao invés do social.
No mais, a leitura vai ser um pouco chata e lenta para alguns no início em razao do vocabulario Nadsat que o narrador utiliza. Entretanto, passados esses infortúnios, a leitura torna-se excelente, a história é bastante fluida e nos deixa pensativos a respeito de muitas questoes sociais, psicologicas e familiares.
Laranja mecânica é um excelente livro.
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Mel 31/01/2017

Clássico que todos deveriam ler.
Esse livro nos conduz a profundas reflexões sobre o bem e o mal e o que é liberdade. Necessário e atemporal, se encaixa perfeitamente na sociedade em que vivemos hoje, tanto pela questão da violência como os modos em que deve ser "corrigida" e até onde se deve chegar para "corrigir" as pessoas. Fico sem saber o que falar pra expressar o quanto esse livro é importante e deveria ser lido por todos!
O dialeto nadsat torna a leitura um pouco mais demorada, mas não é nada impossível.
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