Hamnet

Hamnet Maggie O'Farrell




Resenhas - Hamnet


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Juliana 30/11/2021

Bom mas...
Comprei a edição do clube e intrinsecos esperando uma ótima leitura mas achei meio fraca e confusa a leitura.
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Italo Bernardo | @wesleyliterario 29/11/2021

Uma notável ficção histórica
"Vivo constantemente me perguntando onde ele estará. Para onde foi. É como uma roda sem controle girando no fundo da minha cabeça. O que quer que eu faça, onde quer que eu esteja, fico pensando onde ele está, onde ele está? Não pode simplesmente ter sumido. Deve estar em algum lugar. Só preciso encontrá-lo."

Com as poucas informações da biografia de William Shakespeare, Maggie O'Farrell reconstroi a história que poderia ter motivado o célebre dramaturgo inglês a criar uma das maiores peças de todos os tempos. Nessa versão baseada nos poucos fatos concretos confirmados e nas várias hipóteses encontradas, nos deparamos com um casal enfrentando a distância entre eles, surto da peste e a perda dolorosa e repentina de um filho. Nessa versão protagonizada por Agnes, vemos uma mãe superprotetora, uma família devastada pelo luto, uma grande peça criada a partir disso e as tentativas de seguir em frente sem saber como.

Essa é uma memorável reconstrução da vida de Hamnet, filho de Shakespeare, mesmo sendo basicamente fruto ficcional da mente da autora, mas mão me surpreenderia se tivesse realmente acontecido assim. O'Farrell apresenta uma obra que convence o leitor e nos faz duvidar de que seja algo criado pela autora, pois a escrita dela nos passa bastante realidade.

Amei ver que Maggie baseou a narrativa em fatos e hipóteses encontradas em suas pesquisas, pois isso solidificou bem as informações da trama e deixou a história com um passo no real. Não conheço tanto as obras ou vida de Shakespeare, mas amei ver uma perspectiva que tira ele do centro de tudo e apresenta outros cenários e pontos de vista.

Por ser uma ficção histórica, a narrativa até que flui bem na primeira parte, mas se torna um pouco cansativa na segunda, pois não temos divisões e as descrições são bem extensas o que faz a narrativa perder um pouco do ritmo, sendo também a parte mais emotiva da obra.

Escrito de modo primoroso, sensível, Maggie O'Farrell traz um romance entre duas pessoas excêntricas cujas vidas divergem na maior parte do tempo e que perdem o elo que ainda os ligava, assim como
comove o leitor ao apresentar uma história sobre a dor, a perda, e o luto.

"Quem descreve o ato de morrer como “fazer a passagem” ou “ir em paz” jamais o testemunhou. A morte é violenta. A morte é uma luta. O corpo se agarra à vida, como hera a um muro, e não a larga com facilidade, não se desapega sem lutar."
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Fabiana 28/11/2021

Hamnet de Maggie O? Farrell
Não lembro a última vez que me surpreendi tanto com um livro. Não sei porque demorei para lê-lo também... Ele tem TUDO que eu mais amo em uma boa história.
Maggie recria a partir dos escassos fatos registrados os últimos dias do filho de William Shakespeare, Hamnet, ao mesmo tempo que nos conta, em capítulos alternados, a história da verdadeira protagonista, ou seja a Agnes, esposa do bardo.

Um livro muito, muito, mas muito bonito mesmo sobre o luto. Muito delicado, muito triste e com um final sensacional.
Fiquei com o coração partido em vários momentos e apaixonada por esse romance.

Vou ficar de olho na autora e em suas próximas publicações!
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Rosa Lemos 28/11/2021

Lembra -te de mim
Essa frase foi nostálgica E me fez fechar o livro com "oooooh".


Hamnet me prendeu desde de o primeiro capítulo, senti a ansiedade dele em encontrar um adulto. Então os Flash back começavam, no início pareceu confuso, mas entendi o significado, e complementam muito bem o enredo. E a Agnes é fantástica, gostei do jeito diferente dela desde o começo, ela é minha personagem favorita.


A leitura foi ótima, não tenho do que reclamar.
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Rebeca.Magalhaes 22/11/2021

Hummm.
Infelizmente Hamnet não foi a experiência de leitura que eu esperava (principalmente depois de um ano de tantos acertos da Intrínseca).

Demorei quase 2 meses pra conseguir terminar de ler. Pensei várias vezes em abandonar mas, depois de algumas gratas surpresas com alguns outros livros, persisti.

A história em si é lenta.

A opção por ir e voltar ao passado no início até faz sentido mas o problema é que até as páginas finais não existe um personagem principal (mesmo o livro levando o nome de um deles).

A personagem mais interessante é tratada como "esquisita" e eventualmente se perde na história.

Não darei spoilers mas confesso que ler um capítulo inteiro sobre como uma pulga chegou até um navio para depois atravessar o mar e levar a peste a outras áreas é DESNECESSÁRIO (principalmente quando se apresenta personagens que não vão acrescentar em absolutamente nada a história).

Por fim, se você é um leitor sensível, o final pode ser interessante e perspicaz mas também pode ser absolutamente frustrante.

Honestamente não recomendo a leitura.
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Cris 19/11/2021

Ok
Não tinha nenhuma expectativa para essa história, porém no início me envolvi bastante com os personagens e a hóstia, mas na metade para o final o livro se tornou um pouco cansativo.
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Marília 19/11/2021

Preparem seus lenços. Tem umas partes que são bem tristes.
A vida era muito triste e frágil antigamente.
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jaquesant0s 19/11/2021

Eu não tava esperando nada desse livro, não tinha entendido muito bem a premissa mas ele é surpreendente. Depois que a gente entende o que tá acontecendo a história flui muito bem, ele é envolvente e teve um momento que fui pega totalmente de surpresa com a história.
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Kel 18/11/2021

Doce Hamnet
Um dos melhores livros do ano, "Hamnet" é uma leitura fácil e doce. Apesar de apresentar cenas dolorosas de abandono e crueldade provocada por inveja, a história é um primor. Aqui acompanhamos o que teria sido a família de Shakespeare, principalmente vista pelos olhos de sua esposa Agnes. Agnes foi minha personagem favorita, forte, decidida, corajosa, dona de si e um tanto mística, mas humana o suficiente para expressar amor em todas as suas formas: na ternura e confiança com seu irmão, na tolerância com sua madrasta, no incondicional por seus filhos e no romântico pelo amor de sua vida. Shakespeare, no entanto, é retratado com um "banana", um personagem um tanto infeliz com sua vida e sua carreira, pressionado e humilhado pelo pai em tantos sentidos, personagem esse do pai desprezível e cruel.
Os três filhos, Suzanna, Judith e Hamnet apresentam-se como crianças prestativas e educadas e a união entre eles é admirável. Judith e Hamnet são gêmeos, e o livro já começa com Judith doente e desespero do irmão para ajudá-la. O amor fraterno aqui é incondicional. Mesmo. Com isso somos lançados para frente e para trás no tempo, contando história principalmente de Agnes, a mãe, desde o seu nascimento, seu encontro com o marido, o nascimento dos filhos e em cada perda sua parece que conseguimos sentir seu penar, é uma personagem realmente admirável. Nem tudo são flores e nem tudo são lágrimas, o final se apresenta como uma pontinha de esperança, mas ainda assim com emoções conflitantes quando é justificada a relação entre o nome do livro e uma das peças mais famosas de Shakespeare. O livro provoca uma gama de sensações bem distintas. Excelente.
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Marjory ¦ @sobreoslivrosqueli_ 16/11/2021

“Ele fez, compreende Agnes, o que qualquer pai gostaria de fazer, trocar o sofrimento do filho pelo seu, tomar seu lugar, oferecer-se em sacrifício em prol do filho para que o menino pudesse viver.”

Sinopse: Poucas informações sobre a biografia de William Shakespeare resistiram ao tempo. Filho de um luveiro caído em desgraça, ele se casou com uma mulher mais velha. Apesar de duradouro, o matrimônio foi marcado pela distância imposta por seu trabalho e pela morte precoce de um filho, ocorrida em uma época em que a Europa era acometida por surtos de peste bubônica. Narrando com intimidade a vida doméstica do século XVI, a autora avança e retrocede no tempo para recontar a paixão e inicio do casamento de Agnes, enquanto constrói aos poucos a tensão em torno da perda anunciada. Uma reconstituição ficcional, delicada e inesquecível, da vida de um menino esquecido pela história, mas cujo nome inspira o título de uma das peças mais celebradas de todos os tempos.

Quem acompanhou minha leitura pelos stories sabe que a história não me cativou. A primeira parte foi extremamente lenta. O personagem ia chamar uma pessoa, e lá se iam dez páginas. A descrição é um elemento fundamental de qualquer história, mas, em excesso, torna a leitura por demais maçante. Os melhores trechos da primeira parte eram do passado, quando recontavam o início do relacionamento de Agnes e Shakespeare.

A obra se propõe a relatar o luto e a criação da obra Hamlet durante esse período. Porém, Hamnet vem a morrer na história faltando pouco mais de 100 páginas para se concluir a leitura. E o que eu temia aconteceu: a segunda parte, que seria realmente a parte do luto foi corrida. E o processo de criação da obra Hamlet quase não apareceu. Sem contar que eu peguei um ranço do Shakespeare por causa de algumas atitudes dele. Já Agnes é uma mulher fantástica. Nela sim, eu consegui “sentir” a dor da perda, ainda que tenha sido abordada de forma tão rápida.

É uma obra boa, mas não chegou nem perto do que eu esperava.
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Adriana 14/11/2021

Visto pela mãe
É um livro diferente, com uma escrita diferente, peculiar.
É uma biografia imaginária de Shakespeare.
No começo do livro a gente já sabe o que vai acontecer, e a história vai mostrando o caminho.
Alterna entre a história de duas gerações, até que elas se encontrem.
Tem fluxo de consciência, uma construção diferente das frases; nem sempre fala o nome dos personagens, mas se refere a ele pelo parentesco.
Um livro que exige um pouco mais de atenção na leitura, um livro bom, com um final genial!
Personagens: Mary, John, Agnes, Hamnet, Judith, Susanna
Local: Stratford - Inglaterra/ 1580-1596
@driperini
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Clau @meuescapeliterario 10/11/2021

3/5 - Não rolou conexão.
Ficção histórica baseada na vida familiar de Shakespeare, sua esposa e seus filhos. Baseada nas poucas pesquisas que existem sobre o autor e sua família, Maggie O’Farrel traz a versão da história focada em Agnes (ou Anne), o casamento e a criação de seus filhos até a eventual morte de seu único garoto, Hamlet. Em aproximadamente 350 páginas, a autora relata o cotidiano do século XVI, alternando a narrativa entre o passado e o presente da família. A obra é um relato sensível e triste de uma família devastada pela peste bubônica e das consequências da perda não natural de um filho para a morte.
Por mais que seja uma temática que me interessa bastante e que o livro seja bom, o formato não funcionou para mim. A leitura, mesmo fluida, por vezes se tornou cansativa e repleta de trechos que para mim pareceram desnecessários à trama, além de ser uma história curta que a autora deixou a impressão de querer estender até o último momento. Entendo que seu objetivo foi detalhar ao máximo o cotidiano e os costumes da época, porém algumas informações tornaram a leitura densa. Ainda, fiquei com a impressão de que o livro poderia facilmente ter menos páginas e atingir o mesmo objetivo.
Hamnet está longe de ter sido uma leitura agradável para mim, ao mesmo tempo que não foi das piores. Simplesmente não foi. Não consegui sentir a conexão que tanto gosto com os personagens nem com a própria narrativa, portanto considero minha experiência como mediana e que não me instiga a favoritar ou tornar a ler a obra.
Alguns pontos positivos que se destacaram durante minha leitura foram a escrita de fácil compreensão da autora, seu comprometimento em suas pesquisas pré-escrita a fim de ater-se aos detalhes da época e fornecer um panorama bastante crível. Entretanto, os pontos negativos que denotei foram o início extremamente lento, com capítulos longuíssimos e cansativos, uma demora excessiva em chegar ao ponto de ruptura da família Shakespeare-Hathaway (a morte de Hamnet) e os capítulos subsequentes passarem como um sopro de tão curtos. Infelizmente foi um livro que ficou interessante na última parte e logo acabou.
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Wanessa_Gabriela 04/11/2021

Quanta tristeza e sofrimento
Apesar de ter me identificado com Agnes, o livro não me toca o coração enquanto arte, mas enquanto puro sofrimento. Muito triste toda a história da vida de Shakespeare, mesmo não sendo certeza de que fora assim. Pensar que foi algo próximo a isso já é bem pesado.
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