Vita Nostra

Vita Nostra Marina Dyachenko
Sergey Dyachenko




Resenhas - Vita Nostra


10 encontrados | exibindo 1 a 10


jheniffy 27/11/2021

err... eu não posso dizer que gostei desse livro mas também não posso dizer que odiei. primeiramente, a escrita é ótima e bem fluída, apesar disso, é tudo muito superfícial, os personagens, os acontecimentos são rasos e eu não senti que a magia foi aprofundada em momento algum, o que é péssimo. a partir da parte 2, eu pensei que a situação começaria a ser explicada, talvez de forma implícita, mas isso não aconteceu em nenhum momento, muito pelo contrário, e isso acabou tornando a leitura cansativa em diversos momentos. o final não exatamente me agradou e terminei o livro com as mesmas perguntas de quando iniciei a história.
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Larem 11/11/2021

Um novo mundo
Comecei a ser esse livro sabendo apenas que envolvia magia e era muito diferente de outros, de acordo com outros leitores. No início você não entende nada, no meio também não e no final parece que tá no início.
Mas sem brincar agora, ao longo desse livro você sabe exatamente apenas o que a Sasha sabe e ela sabe de nada no início e vai entendendo o básico quando chega no final. O que move todos os personagens, na real os alunos, é o medo. Tudo gira em torno do medo deles, um medo do desconhecido e do Farit. O medo vai diminuindo ao longo do livro com o aumento do conhecimento dos personagens, mas mesmo assim nas entrelinhas (aha) ele sempre se manifesta de alguma forma.
Nesse livro, mesmo com personagens forçando outros a fazerem coisas odiosas e repugnantes muitas vezes, eu não consegui odiar ninguém (e olha que eu sou muito fácil pra odiar personagem).
Sobre a forma de magia usada, mesmo depois de terminada a leitura, eu não consigo entender como funciona de verdade. Ela é super interessante e diferente de tudo que já li, mas não acho que eu captei todos os significados.
A escrita dos autores foi fundamental nessa leitura, ela é fácil, dinâmica e te incentiva a ler mais rápido pra tentar entender o que está acontecendo.
Enfim, esse livro é uma jornada de descobertas de um personagem, a Sasha, e nossas tentando entender esse mundo tão diferente que continua tão misterioso. No final fiquei com uma pergunta principal (e muitad outras derivadas), um novo mundo foi criado ou se fez presente um mundo já existente?
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Renata.Oliveira 10/11/2021

Não sei se entendo totalmente o que aconteceu aqui mas eu entendo?
Gostei muito da narrativa, achei a construção do universo muito inovadora e o livro me passou a mesma sensação que a protagonista sentiu lendo um livro da faculdade.
Só quem leu sabe do que eu tô falando
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Nat | @magicplaceofwords 10/11/2021

É Aquele Velho Dilema?
Não sei se eu que sou burra por não entendido ou se o livro que é ruim por não ter explicado.

Em todo caso, foi uma experiência interessante.
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BananaBook 09/11/2021

Eu preciso dos outros dois volumes
Esse livro foi uma grande surpresa, pois não esperava nada da história. Durante a leitura fui surpreendido com uma história maluca, inteligente, com uma protagonista cheia de camadas e muito teoria.
Os estudos são elevados a um nível absurdo de complexidade e nada teria sentido sem a Sasha como a nossa guia por esse enredo denso e ao mesmo tempo fantástico e leve.
Eu estou apaixonado por essa história e espero muito que a Morro Branco traga as continuações dessa história para o Brasil.
Morro branco nunca erra e eu posso provar.
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Mare 22/10/2021

Senta que lá vem história e fritação de ideias
Falar desse livro não vai ser fácil, porque tem TANTA coisa rolando que acho que é preciso parar um pouco para pensar depois de lê-lo.

Adianto que: não é uma leitura fácil. Não é uma leitura de pós ressaca literária. É uma leitura instigante, mas densa. É complexa, mas irresistível.
Quando Farit começa a pedir que a Sasha faça algumas atividade... peculiares... eu já comecei a ficar intrigadíssima: "ora, ora, o que diabos está acontecendo aqui?". E aí eu simplesmente PRECISAVA saber o que estava rolando naquele lugar, com aquelas pessoas. E foi isso o livro todo.

Sasha vai pra uma faculdade ~diferenciada~ e acompanhamos seus estudos e as disciplinas estudadas. Cada vez menos faz sentido as atividades e o que, talvez, me assustaria, me deixaria desanimada pela leitura na verdade só me instigou. Mas ao meu ver, o quê do enredo é esse... Você QUER saber mais (igualzinho à personagem).

O leitor se funde a protagonista com facilidade. Só sabemos o que ela sabe, só estudamos o que ela estuda. Só temos noção do que ela é... tanto quanto a própria sabe dizer. Isso é genial do ponto de vista narrativo... mas pode não ser o bastante para todo leitor.

É o tipo de livro que não dá pra recomendar para absolutamente todos os amigos. Com certeza é uma obra dicotômica: ame-a ou deixe-a.

O final é aberto. E os autores tiverem a perspicácia de nos deixar querendo mais até a última frase do livro. Não me incomodou (apesar de que eu teria lido mais 200 páginas se me dessem mais respostas).

Acho que também é importante dizer que: desapegue das respostas que você procura nesse livro. Só desapegue. Deixe-se levar pela filosofia do estudo, pela beleza das palavras. Como no primeiro exercício da Sasha: leia, mesmo que não pareça fazer sentido... porque lá dentro, seja coração ou mente... as coisas vão evoluindo e você vai simplesmente saber.

(agora que reli esse último parágrafo parece que é sobre uma seita, né? kkkk sorry)

Enfim, eu amei. É muita loucura, muita fritação de ideias, tu tem que ser mais louco que o livro. Boa sorte, espero que você também goste da leitura.

Dark Academia russa check.
@bookandsomething 29/11/2021minha estante
Acabei de terminar e achei seu review excelente!




arqui 04/10/2021

2 Dyachenkos não são o suficiente para fazer um Vita Nostra
Esse livro é bem ruim e isso em vários sentidos, mas o que engloba tudo é como todos os aspectos são bastante superficiais. Vejo muitas pessoas falando que esse livro é estranho, confuso, até "difícil", mas o que me parece é que as pessoas estão confundindo a estranheza causada por um livro que é genuinanemente complexo com a de um livro que é confuso porque simplesmente não tem nenhum conteúdo.
Como um livro de fantasia, que geralmente são movidos pelo enredo e não por uma escrita rebuscada ou personagens psicologicamente bem desenvolvidos, Vita Nostra peca muito por não ter enredo quase nenhum. Com exceção de uns micro arcos dentro do livro, que geralmente duram pouquíssimas páginas e são mal desenvolvidos, o livro todo segue do início ao fim como uma repetição ruim do que corresponde ao primeiro semestre da protagonista na escola.
Se for para considerar os aspectos mais fantásticos, ou até sci-fi, o livro continua pecando por apenas esboçar um sistema de magia - e que ainda assim, é o aspecto mais interessante do livro -, mas que permanece bastante vago, talvez devido a uma falta de habilidade ou falta de imaginação dos autores.
Por fim, os personagens são também bastante superficiais e as relações entre eles também. Os namoros da protagonista são completamente irrelevantes, assim como todas as relações entre os personagens, que fossem trocados por outros, não faria diferença alguma na narrativa, e a genialidade da personagem principal, que é o tempo todo reiterada, é bem pouco crível.
O único motivo pela qual é possível ir até o fim do livro é o fato da escrita ser extremamente fácil (para não dizer ruim), e constantemente haver uma promessa não anunciada de que algo realmente vai acontecer, o que - spoiler -, não acontece. Vez ou outra aparecem alguns insights interessantes, mas que precisam ser sempre anunciados, já que nunca são demonstrados através das situações, e o conflito entre a nova vida da mãe e a Sasha é algo até interessante, mas que dificilmente sustenta a história. No final de tudo, é um livro que não serve nem como fantasia, nem como romance, nem como campus novel, nem como young adult, e nem como nenhum dos gêneros com os quais "flerta". Talvez sirva como uma analogia para as dificuldades do colégio e da faculdade, mas não se sai particularmente bem nisso também. Para quem ficou com vontade de conhecer um bom livro que retrate o clima de campus novel algo sombrio, há o excelente A História Secreta, e para bons livros de fantasia, há Tolkien, A Crônica do Matador do Rei e outros livros interessantes do gênero.
Camila Justi | @JustiBooks 16/10/2021minha estante
Terminei ontem e concordo com tudo!




Thaís_Lou 29/09/2021

Estranho
O livro é bom pq a narrativa te prende, mas é livro confuso. Terminei o livro sem entender.
Parece que dá metade para o fim vc está rodando e círculo, é a mesma história. E não se define nada no final.
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Bru | @serialivros 13/09/2021

Muito doido!
Sinceramente, esse livro é sensacional!

Eu não entendia nada mas não conseguia parar de ler!

Eu continuei lendo e quebrando a cabeça e quando tudo foi explicado eu só pude ficar embasbacada. É isto.
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Qnat 08/09/2021

estranho e perfeito. Meu novo livro favorito.
Esse livro é muito difícil de ser resenhado. Eu mesmo li várias resenhas na Amazon e pensei, é isso, mas não é só isso. E não são raras resenhas que dizem exatamente isso que digo aqui: impossível de se explicar esse livro.

Ou você irá amar, ou odiar. E a maioria irá odiar.

É uma fantasia um pouco mais pesada, até um pouco perturbadora.

Ter sido traduzido direto do russo foi muito legal. E que tradução! Temos uma forma de escrita diferente. Lembra muito mesmo os contos fantásticos russos, com estilos que imagino ser uma peculiaridade da língua, mas ao mesmo tempo com uma originalidade que eu ainda não tinha visto em nenhuma fantasia. Mesmo que não se goste do livro, para quem se interessa pela arte de escrever por si só, vale a pena conferir. Tudo que o casal Dyachenko escrever eu vou ler, até post-it na geladeira deles se eu puder.

Sobre o livro, pode-se dizer que é sobre crescimento principalmente, com talvez o melhor desenvolvimento de uma protagonista que eu já li em uma fantasia - talvez por que os russos são realmente bons nisso de modo geral. Há muitos traumas familiares, escolares, amorosos a serem resolvidos nesse livro, e você entra tanto na mente das pessoas do livro que cria uma conexão com elas. Mas claro, o livro não é só isso.

Se eu falar que é sobre uma garota com dons únicos e que é convidada a ir para uma escola especial, isso também não é nem 0,1% do que de fato é o livro (apesar de ser sobre isso o livro!).

E aqui temos o oposto do que geralmente ocorre nesse tipo de literatura; Não temos um protagonista perdido num mundo chato e que é convidado, como se ganhasse na loteria da vida, a ir para um lugar super legal, desempenhar um papel super importante num jogo de poderes. Não é um órfão torturado pelos tios que entra em um mundo de chocolates e cores. Não há becos nem armários mágicos.

O convite dado à protagonista é um verdadeiro pesadelo - e olha que para outros alunos foi pior ainda. Todos personagens são melancólicos, assustados (criando portanto obsessões), e as relações são difíceis (e reais).

O livro começa com a protagonista curtindo uma praia ensolarada, temos cores quentes e palavras bonitas. Depois o livro se torna cinzento. É o inverso do clichê.

Eu quase, de verdade, desisti de ler no começo. As tarefas que a garota precisa fazer (é obrigada a fazer), sem nem entender o porquê, incomodam bastante. Mas, resolvi seguir. Assim como a protagonista seguiu. Interpretei como um livro de terror (e não é), e segui. Minha dica é: siga também.

Sei que existem outros contos e livros de fantasia "dark" - na verdade, a maioria das histórias de criança que conhecemos nasceram "dark" (joão e maria são alimentados para virarem comida!). Mas era um gênero desconhecido por mim ainda.

No meio do livro eu já estava fisgado, mesmo ainda sem entender muita coisa, e como a protagonista, não conseguia parar. Queria saber onde isso iria dar! E a leitura parecia onírica, uma imersão muito estranha.

O livro é dividido em partes, mais ou menos seguindo os anos que ela está no instituto.
Foi genial dos autores fazer que a cada parte do livro sabemos apenas o tanto quanto a personagem sabe. Assim o mistério se sustenta e nos desenvolvemos junto dela, sentimos a angústia dela, acompanhando-a enquanto de uma garota ela se torna uma mulher - e depois algo a mais.
O livro também acelera quando a protagonista está acelerada, e o livro acalma quando a protagonista se acalma.

O final deixa um pouco a desejar, pois ele é aberto (mesmo não sendo aberto). Isso porque foge da jornada do herói clássica: temos um clímax sim, mas não o comum na fantasia, não temos aqui o "herói" desempenhando um papel claro. Não é culpa do livro eu não achar o final tão bom, só não é o que estamos acostumados em um romance de fantasia esse tipo de desfecho. Em contos é mais comum um final assim, aberto (mesmo não sendo aberto).

Seguimos o desenvolvimento da protagonista até ponto que não dá mais para nós continuar seguindo o desenvolvimento dela. Isso não é spoiler por que quem não leu o livro não vai nunca conseguir adivinhar o que isso quer dizer. Mas é por isso que o livro não tem "final". Algo de se explodir a mente.

Por isso e mais, Vita Nostra é meu novo livro de fantasia favorito.
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