Leonora

Leonora Maria Edgeworth




Resenhas - Leonora


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Aninha 15/11/2021

A Necessidade do Amor
Neste livro conhecemos a estória por meio de troca de cartas entre os personagens.
Lady Leonora é casada, possui ternura e um grande amor por seu marido. E mesmo a contra gosto de sua mãe ela, de coração aberto, abriga lady Olivia em seu castelo na Inglaterra.
Lady Olivia é uma coquete com fama desonrada que foi exilada da França após o seu divórcio e envolvimento com um amante. Sua amiga francesa Gabrielle tem cumplicidade durante a estadia de lady Olivia no castelo. Com um humor ácido as duas amigas criticam os ingleses e exaltam os franceses considerando suas qualidades superiores.
A presença de lady Olivia disposta a desfrutar da atração eleva a sua própria vaidade com a sensação de posse e dominação. E isso, impõe uma crise no casamento de lady Eleonora, uma mulher virtuosa subjugada ao sofrimento mental devido a uma interpretação equivocada pelo marido.
O livro expõe várias situações: será mesmo lady Olivia uma mulher injustiçada perante a sociedade como defende sua amiga lady Leonora? E o marido, tem uma amante ou não? Até que ponto o amor de uma mulher pode chegar? Será que os sentimentos mudam durante os anos de casamento? E como manter a virtude diante dos contratempos? Todos estes fatores tornam o livro interessante e reflexivo, prenderam minha atenção do início ao fim, sobretudo a verdade sentimental revelada.
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Jenni.Castro 08/11/2021

QUE LIVRO MARAVILHOSO!
Essa autora vai entrar para minha lista de autoras preferidas. Que leitura maravilhosa, alguns personagens me encantaram com suas personalidades únicas.
Leonora, que mulher incrível!
Recomendo essa obra prima HAHAHA
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Josiane.Castro 02/11/2021

Sobre amor
Um romance epistolar publicado em 1806. Uma história de amor, traição, perseverança , caráter ( e a falta dele ) . Leonora uma mulher fantástica hospeda uma ?amiga? em seu castelo , e começa a traição . Sem mais spoiler !
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Tuca 22/10/2021

Lição 01: se for casada (o), nunca coloque outra mulher (ou homem) dentro de casa;

Lição 02: é muito provável que sua mãe esteja certa sobre aquela amizade que ela fala que não presta;

Lição 03: quem com ferro fere, com ferro será ferido;

Lição 04: “Como é fácil aos felizes, perdoar”.

Leonora é um romance epistolar ambientado na Inglaterra e publicado no período do reinado do Rei George III, escrito por Maria Edgeworth, uma das autoras mais adoradas por Jane Austen. A troca de cartas dá ao enredo um caráter de narrativa nada confiável, quando de início Lady Olivia, uma francesa exilada de sua terra natal, é vista sob vários prismas diferentes dependendo de quem fala sobre ela. Quem estava certo afinal sobre essa escandalosa dama?

A vida da virtuosa inglesa Leonora é a corrente que une todas essas cartas. Suas dúvidas, anseios e atitudes parecem ser a lição que Maria deseja passar de como uma mulher digna deveria ser e se comportar. E não parece ser ao acaso que não apenas os dois opostos das histórias carreguem nacionalidades diferentes, mas personalidades. Como a obra foi publicada em uma época de grandes tensões entre Inglaterra e França, as personagens femininas ultrapassam um pouco quem são para serem também estereótipos de suas nacionalidades de maneira muito parcial. Há claramente uma elevação da cultura inglesa em detrimento da francesa e até mesmo da russa comentada em menor proporção, um excesso de nacionalismo, que tem certos ares xenófobos.

Saindo da nem tão disfarçada trama geopolítica desse livro, e indo em direção aos aspectos pessoais, temos a história de um casamento e todas as influências que podem ocorrer para levá-lo a um caminho ou outro. Mr. L*, marido de Leonora, é um babaca completo, mas é constantemente aconselhado pelo General B**, o ser humano mais sensato, divertido e sem papas na língua desse romance, porém Mr.L* simultaneamente sofre também influências de um outro polo da situação, oposto em interesse e repleto de sentimentalismo fútil.

Na introdução dessa edição é comentado que Maria escreveu “Leonora” na época em que pensava acerca de uma proposta de casamento ao qual ela recusou para ficar próxima à família. Lendo um pouco de sua biografia escrita por Helen Zimmern, fiquei com a sensação de que Mr. L* tinha traços do pai de Maria, uma vez que mesmo sendo um completo imbecil aos olhos de qualquer pessoa com um pingo de bom senso do século XXI, Mr. L* é descrito como uma vítima da situação. O pai de Maria também não foi lá flor que se cheire, tendo sido casado quatros vezes (e duas de suas esposas sendo irmãs), foi pai de 22 filhos e não teve vergonha de dizer em suas memórias que já era apaixonado por sua segunda esposa, quando ainda casado com a primeira. Maria, no entanto, tinha um enorme carinho por ele, e foi ele que a incentivou a escrever, e tentou lhe introduzir muitas das virtudes positivas que ela insere em seus romances, em uma época que o ato de escrever não era bem visto para as mulheres.

“Para o ignorante e o depravado, o amor exerce um poder desconhecido e distorcido. Mas para o bom e o sábio, existe um poder de comunicar nova energia a todas as faculdades da alma, de exaltá-las, ao mais estado de perfeição. A amizade, que mais tarde sucede a tal amor é, talvez, a maior e certamente a benção mais permanente da vida.”

“Leonora” é uma troca reflexiva e filosófica acerca das formas de amar e da virtude da integridade. Sentimos e expressamos amor a partir daquilo que temos dentro de nós. Agimos dentro do que é bom e direito a partir do que somos ensinados a ser, e nem sempre valorizamos os tesouros que temos. Não se deve esperar sentimentos dignos de quem não tem isso para oferecer. Infelizmente, “Leonora” pode ter um final considerado feliz para o século em que foi escrito, mas para a mentalidade atual, a conclusão da história é um tanto controversa e não me agradou. Mas a jornada até ela valeu muito a pena: cheia de emoção, revolta, raiva, paixão, ciúmes, loucuras, dúvidas, amor e esperança. Tudo isso descrito pela deliciosa escolha de palavras de Maria Edgeworth.





site: IG: https://www.instagram.com/tracinhadelivros/
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Brenda Camargo 08/10/2021

Uma leitura envolvente e muito esclarecedora!
Esse livro me fez entender porque Jane Austen gostava tanto dessa mulher! A escrita dela é simplesmente PERFEITA! Fiquei tão envolvida com os personagens e suas tramas que nem consegui pegar raiva de nenhum! Agora, estou ansiosa para ler Belinda!
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Rafaelle 14/09/2021

Leonora
O romance epistolar Leonora se inicia quando Lady Leonora decide convidar para uma estadia em sua casa a controversa lady Olivia, apesar dos conselhos de sua mãe para não se aproximar dela. Leonora acredita que Olivia não é a mulher perversa que dizem, mesmo que elar tenha abandonado seu marido e filho na França e dos boatos de que tenha um amante. Mas será que Olivia é mesmo uma pessoa boa que se perdeu, como Leonora acredita, ou ela está errada em seu julgamento? E quando Leonora começa a sentir que seu marido está se afastando dela e prestando atenção demais em sua hóspede, seria essa uma impressão movida apenas por ciúmes ou tem algo realmente acontecendo?

O livro, mesmo escrito no século XIX, traz em seu início um debate muito interessante e atual sobre o que chamamos hoje de “cancelamento”. Condenar pessoas ao ostracismo por conta de um erro, sem jamais dar uma segunda chance, não é algo que acontecia só naquela época e esse tipo de atitude precisa ser repensada mesmo nos dias atuais.

“Não posso expressar suficientemente a indignação que sinto contra o espírito malicioso do escândalo, o qual destrói a felicidade a cada respiração e que se deleita no mais mesquinho dos sentimentos: o triunfo sobre o erro dos outros, como se fossem superiores.” (pág. 17)

Maria Edgeworth tem uma escrita deliciosa e que nos leva à reflexão em vários momentos. Assim como em Belinda, a autora demonstra aqui uma visão mais racional sobre sentimentos e casamento. Confesso que a mulher do século XXI e emocionada em mim teve dificuldade em aceitar alguns acontecimentos e que eu queria que Leonora fosse um pouco menos sensata. Eu, com certeza, seria menos ponderada e faria uma cena e tanto no lugar dela antes mesmo de pensar se eu estava certa ou errada.

A edição da Pedrazul, exclusiva do Clube de leitores, está maravilhosa. A fonte e a diagramação estão muito confortáveis para a leitura e a introdução escrita pela Chirlei nos traz um pouco da vida dessa autora que foi tão popular em sua época mas que acabou sendo esquecida nos tempos atuais. Outro detalhe maravilhoso na edição é que todas as expressões em francês estão traduzidas nas notas de rodapé (Deus abençoe as editoras que sabem que a maioria dos brasileiros não fala francês). Leitura obrigatória para os fãs de Jane Austen, especialmente aqueles que gostaram de Lady Susan.
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Ralibô 29/08/2021

Cartas
O livro é escrito através de cartas trocadas pelos personagens de uma maneira muito inteligente, você aos poucos vai entendendo da personalidade de cada um e os seus pensamentos e atitudes. É surpreendente que mesmo escrito a mais de 200 anos traga a tona assuntos tão atuais, tão contemporâneos. Só leiam.
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