Os Crimes ABC

Os Crimes ABC Agatha Christie
Agatha Christie
Agatha Christie




Resenhas - Os Crimes ABC


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Coruja 23/05/2011

Sou uma leitora de Agatha Christie de longa data – acho que já o disse antes, mas entre os dez e doze anos, ela era praticamente tudo o que eu lia. A mulher sabia escrever mistérios como ninguém, cujo deslinde dos meios e motivos sempre me era o mais excitante.

E, claro, havia o detalhe humano. Gosto muito de Sherlock, mas a verdade é que Poirot é meu detetive favorito. Gosto da forma como esse belga se apresenta, sempre tão cheio de sua própria importância, apesar da aparência peculiar exaltada por sua vaidade, que não deixa de ser um pouco ridículo. E por parecer ridículo, é subestimado – exceto por aqueles que realmente conhecem as extraordinárias células cinzentas do nosso homenzinho de bigode.

Também prefiro Hastings a Watson em termos de lealdade canina. Hastings é um romântico incurável, que puxa Poirot para o óbvio quando o detetive começa a devanear demais e criar o crime perfeito. Faz isso de forma quase inconsciente e esse é um dos motivos pelos quais Poirot chama-o de mascote nesse livro.

Referência cruzada totalmente desproposital: lembrei agora do Naru dizendo a May que ela tinha instintos animais em Ghost Hunt.

Virei dezembro para janeiro lendo tia Agatha. Primeiro, fui atrás de conhecer Tommy e Tuppence, com quem não tive contato em minha fase estritamente policial. Depois de ler sobre eles no Meme Literário da Happy Batatinha, decidi que precisava fazê-lo. Escreverei sobre eles tão logo termine todos os romances que os dois protagonizam.

Daí fui para O Assassinato de Roger Ackroyd que, segundo me disseram, era sua obra-prima. Talvez pela expectativa – poxa, até o Manguel fala bem desse livro! – acabei me decepcionando um pouco, motivo pelo qual nem me animei a escrever a resenha.

Foi então que Os Crimes ABC, que tinha encomendado há meses, chegou finalmente... e, claro, comecei logo a ler.

Primeiro e antes de mais nada, quero parabenizar a senhora tradução da LP&M. De uma forma geral, sempre gostei muito das traduções da editora, especialmente as de Shakespeare, feitas pelo Millôr e a Beatriz Viégas-Faria.

Engraçado que nunca me toquei muito de questões de tradução antes de (1) começar a ler quase tudo em inglês, o que me deixou mais exigente com traduções e (2) fazer amizade com tradutores, o que me fez ter consciência de que eles existem e merecem ser lembrados pelo bom trabalho que fazem.

Agora, sem mais delongas e propagandas (até porque não ganho nada com isso...), ao livro. Em Os Crimes ABC temos um assassino que desafia pessoalmente Poirot. Antes de cometer seus crimes, ele manda cartas ao detetive, avisando o dia e a cidade em que o fato ocorrerá. Ao cometer o segundo assassinato, fica claro seu padrão: eles ocorrem em ordem alfabética, combinando nome da cidade com o da vítima – com a Sra. Asher em Andover.

A cada assassinato, ficamos mais estarrecidos porque não existe realmente lógica na forma como a coisa toda é conduzida. Aparentemente, estamos lidando com um lunático, um psicopata que mata simplesmente para confundir Poirot e a Scotland Yard.

E essa é a chave de tudo. Aparências, confusão. Ficamos perplexos com as pistas que surgem ao longo da história – mas temos de ter em mente que são pistas plantadas ali para nos desviar dos verdadeiros fatos.

Desviar a nós, leitores. Mas não a Poirot.

Dizer muito mais que isso é estragar o livro. Fiquei um pouco insatisfeita com a solução final, porque, bem... o crime quase perfeito deveria ter uma finalidade mais maquiavélica que simplesmente... hum... melhor eu ficar quieta, né? Mas, bem, ainda foi um dos livros que mais gostei com o Poirot.

Seja como for... leiam também. E depois me digam quem vocês pensavam que era o assassino. Eu, pelo menos, errei feio. Ma, c’est la vie. Le prochain, s’il vous plaît.
Alexandre 24/11/2012minha estante
Realmente será mais um livro entre tantos que eu já li da rainha do crime, que estará em minha estante. Abraço.


Tatiely 10/08/2013minha estante
Sobre quem era o assassino, eu não consegui nem dar um palpite pq estava achando essa história diferente de todos da Agatha que eu já li( já que o assassino é sempre quem menos imaginamos), bom como não quero dar spoiler aqui.rsrs quero só te parabenizar pela resenha, muito boa!! abraçoo :)




claudioschamis 15/02/2009

A, B e C não basta. Poderia ir de A a Z para dizer o que é esse mais um livro da mestra em suspense. Agatha Christie e Poirot são impecáveis. Difícil não gostar de uma aventura dele.
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Anne 11/12/2009

Impressionante!
E olha que ja li muuuitos livros da agatha christie, sou fã dos livros dela, mas esse é um dos meus preferidos, imprevisisivel o criminososo e o motivo, realmente muito bom o tema do serial killer que comete crimes em ordem alfabetica.
Alexandre 24/11/2012minha estante
Olá tudo bem. É muito bom ter alguém que curte a rainha do crime. Podemos ser amigos? Li e tenho bastante livros dela.




Fran RW 03/11/2011

"Os Crimes ABC" - Agatha Christie
Em primeiro lugar a mala-sem-alça-e-sem-rodinha aqui quer enfatizar a necessidade de ler-se os livros de Agatha em ordem cronológica. Claro, digo isso aos fãs, que de um jeito ou de outro acabarão lendo todos os quase cem que foram publicados.

Acontece que em "Os Crimes ABC", assim como em muitos outros da autora, há citações de fatos ocorridos em livros publicados anteriormente. Quando, por exemplo, Poirot diz a Hastings que pouco tempo antes quase foi assassinado, refere-se ao caso narrado em "Tragédia em Três Atos". Quando Hastings alude à ideia de que Poirot adoraria se as galinhas pusessem ovos quadrados, este lhe pergunta: "Ah, você ainda lembra dessa?", referindo-se à brincadeira sarcástica feita por Japp em "Treze à Mesa", escrito ainda antes de "Tragédia em Três em Atos". E, por fim, em certo momento o grande detetive relembra seu primeiro caso na Inglaterra, quando, através da justiça, uniu duas pessoas que amavam-se em segredo. Pois esse primeiro caso é narrado em "O Misterioso Caso de Styles", primeiro livro escrito por Agatha Christie.

Assim fica mais fácil entender tudo o que os personagens dizem, não é mesmo? Vamos à resenha propriamente dita, então.

O mundo pensa que Hercule Poirot está aposentado, descansando em seu apartamento em Whitehaven Mansions. E teoricamente está mesmo. Só que na prática talvez nunca se aposente, já que há sempre um novo crime aparentemente muito bem engendrado solicitando suas "celulazinhas cinzentas". Desta vez trata-se de uma lunática série alfabética de assassinatos: Andover, Bexhill, Chrurston, Doncaster. Em cada crime, um guia ferroviário ABC - usado para consulta de estações e horários de partida e chegada de trens - é encontrado junto ao corpo da vítima, cujo sobrenome tem como primeira letra a mesma que inicia o nome da localidade onde a tragédia acontece. Poirot aceita o desafio proposto através de cartas impregnadas de desprezo, escritas pelo próprio assassino. Em nome do "amour prouprie", assume a investigação do caso.

Contando mais com a ajuda do acaso do que com pistas, o detetive belga e o leitor chegam à identidade do assassino. Ou quase. Repentinamente surge um álibi... e mais provas contra o assassino... E o leitor acha-se sem saída: "E agora: quem matou todas aquelas pessoas?"

Rainha do Crime. Bem merecido título! Agatha foi uma gênia, com toda certeza. Quem pensaria em um desfecho como o trazido neste livro, se não ela? Magistral. É um caso daquilo que aprendi com "Assassinato no Campo de Golfe": Quando o assassino aparece muito cedo, desconfie.

Gostei muito do fato de a autora abordar o bullying, aqui. Adoro quando seus livros trazem questões psicológicas relacionadas ao enredo principal. Porém não gostei do rítmo da história, que me pareceu lento. É pena um livro tão criativo não ser muito empolgante.



pessoalmentefalando.blogspot.com



(07/10/2011)
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Luiz 01/12/2009

Este foi o primeiro livro grande que li por conta própria, quando eu tinha uns 10 anos. Agatha Christie tem um estilo bem leve e descritivo, apesar de cerebral. Isso é ótimo para desenvolver o gosto pela leitura e facilitar o desenvolvimento do raciocínio.
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Camila 02/10/2009

Agatha conseguiu se superar mais uma vez . Muito bom
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Belle 19/09/2015

A Rainha do Crime surpreende mais uma vez...
Gosto de ler os livros da Agatha sem ler as sinopses. Deixo-a me surpreender, e só quero descobrir as coisas - todas as pistas, o crime -, tudo no momento em que estou lendo. Fiz isso com este livro, e estou bem satisfeita.
O caso não é simples. Sugiro que pule essa parte, pois vou dar mais ou menos a sinopse: Hercule Poirot e seu amigo, o capitão Hastings, recebem uma carta datilografada que sugere um crime que irá acontecer. Naturalmente, esse crime acontece, deixando a seguir uma cadeia de crimes em ABC que parecem sem solução e a cada novo crime, mais mistério.
Os livros da Agatha tem as coisas mais indispensáveis de bons livros: a escrita é maravilhosa, faz você ficar cada vez mais preso tentando descobrir que novo infortúnio irá acontecer. Os personagens são ainda melhores, pois se você já leu Agatha Christie sabe que a maior parte deles (ou todos) podem ser o verdadeiro assassino. Poirot, o protagonista, está cada vez melhor. Seu jeito de ser, falar das células cinzentas e saber perfeitamente que se faz mais com o cérebro do que com atitudes físicas é único, o tornando um dos meus personagens favoritos da literatura. Cada personagem é construído de forma humana, com defeitos e qualidades, o que faz com que demos um nó na cabeça tentando descobrir quem é o assassino. A vontade que temos é de engolir o livro de uma vez só, para descobrir quem é o assassino, como e porquê ele o fez e como Hercule Poirot descobriu isso.
O desfecho foi maravilhoso, como sempre, e já admito: tudo que você pensar ao longo da história será distorcido em seu fim.
Os Crimes ABC cumpre até mais do que promete, e eu recomendo com todas as forças.

site: http://photo-and-coffee.blogspot.com/
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Cris Paiva 13/10/2016

Me enganou direitinho!
Esse é um livro um pouco diferente da Agatha Christie.
Ele é contato pelo ponto de vista do Hastings, sobre uma investigação sobre os assassinatos cometidos em ordem alfabética por alguém que se intitula ABC. O Hastings vai apresentando a investigação, os assassinatos e o ponto de vista do suspeito (com direito a nome e sobrenome). Você fica achando que a trama toda já foi desvendada, e que o enfoque vai ser na investigação e nos motivos do crime.

É justamente aí que a Agatha Christie te passa uma rasteira daquelas!
Nunca suponha saber nada com ela, a mulher dá um jeito de dar uma volta e mostrar que você sabe de nada de nada, e que é melhor deixar a investigação e resolução do caso com os profissionais, ou seja, com Hercule Poirot.
Katia 23/08/2018minha estante
Kkkkk esse foi o primeiro! A gente nunca esquece.. do livro.. pq do mistério dos assassinatos já esqueci.




Ruthielly 05/09/2017

Simplesmente incrível!
Hercules Poirot recebe uma misteriosa carta anunciando um assassinato, assinada apenas por ABC, todos sugerem que seja um trote, mas Poirot com sua experiência ver que há algo estranho naquela carta e espera o dia indicado para verificar a veracidade do conteúdo da mesma, então acontece o primeiro assassinato na cidade de Andover de uma senhora chamada Alice Ascher, com uma pista que remete logo a carta, um guia ferroviário ABC. Dai por diante Hercule recebe outras cartas e acontece novos assassinatos. Qual seria o objetivo do assassino ao enviar as cartas a Poirot? Estaria desafiando-o? E o porquê dos assassinatos serem em ordem alfabética? Muitos mistérios que irá lhe desafiar tanto quanto desafiou Poirot, você não vai querer parar de ler e se surpreenderá com o desfecho dessa história.
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Lílian 18/03/2012

Desafio Literário 2012 - Março (Livro 01).
Depois de um mês de fevereiro em que li o Lolita do Nabokov e amei cada parágrafo do Orlando da Vírginia, chegou a hora de escolher uma obra que abordasse homicídios seriados, tema da leitura de março. Como faz muito, mas muito tempo que não leio nada sobre isso, escolhi Os crimes ABC que estava na lista de sugestões do DL. O motivo: eu nunca havia lido nada da senhora Agatha Christie. Eu sei, é uma heresia das grandes, fiquei até com vergonha quando comentei isso com amigos que já devoraram vários títulos daquela que ficou conhecida como a Rainha do Crime. Mas anglófona como sou, obviamente não me decepcionei com a leitura: escrita ágil, boa trama, aquele típico humor britânico e algumas mortes que são precedidas de cartas assinadas por um tal de ABC. Todas as mortes apresentam um ponto em comum: o guia ferroviário ABC é deixado sempre próximo dos cadáveres. Na tentativa de desvendar o serial killer, são recrutados o capitão Hastings e o detetive Hercule Poirot. Muitas indagações, pequenas pistas, vários hipóteses preenchem as 214 páginas dessa obra que, quando você pensa que já sabe de tudo e se indaga como a autora fará o desfecho, lá vem dona Agatha Christie com uma reviravolta que faz com que as páginas finais sejam lidas com desespero. Apesar de gostar da leitura, confesso que é um gênero literário que não me encanta tanto; eu fico desesperada pra saber quem é o assassino e não gosto de ler tendo o desespero como companhia. Manias.
Pesquisando sobre a autora, encontrei um depoimento em sua autobiografia no qual, Christie destaca que:

Foi quando trabalhava no dispensário que concebi a ideia de escrever uma história policial. Essa ideia permanecia em minha mente desde o tempo em que Madge [sua irmã] me desafiara a escrevê-la – e meu atual trabalho parecia oferecer a oportunidade favorável. Ao contrário da enfermagem, onde sempre havia o que fazer, o serviço do dispensário tinha períodos muito atarefados e outros mais frouxos. Às vezes eu ficava de serviço só a parte da tarde, praticamente sentada o tempo todo. Depois de verificar que os frascos de remédios estavam cheios e em ordem, tinha liberdade para fazer o que quisesse, desde que não abandonasse o dispensário. Comecei a considerar que espécie de história policial poderia escrever. Visto que estava rodeada de venenos, talvez fosse natural que selecionasse a morte por envenenamento. Congeminei um enredo que me parecia ter possibilidades. Essa ideia permaneceu na minha mente, gostei dela e, finalmente, aceitei-a. Depois tratei da dramatis personae. Como? Por quê? E tudo mais. Teria que ser um envenenamento íntimo, devido à maneira especial como seria acometido o crime; teria que passar-se em família, ouso dizer assim. Naturalmente, teria que aparecer um detetive. Nessa altura, achava-me mergulhada na tradição de Sherlock Holmes. Por isso pensei logo em detetives. Não poderia ser como Sherlock Holmes, é claro: teria que inventar algo diferente, bem meu, mas também ele teria que ter um amigo íntimo, uma espécie de ator contracenante – não seria tão difícil assim! Retornei a meus pensamentos a respeito dos outros caracteres. Quem seria assassinado? (...) O verdadeiro objetivo de uma boa história policial é que o assassino seja alguém óbvio e que, ao mesmo tempo, por certas razões, descubramos que não é óbvio, e que, afinal, possivelmente não fora essa pessoa que cometera o crime.

Ficha de leitura DL2012

Tema: Serial Killer
Mês: Março

Um pouco sobre o mim
Eu sou a: Lílian Martins

Moro em: São Paulo

Na net, você me encontra (Blog ou Site):
@li_martines

Neste mês, eu li:

Título: Os crimes ABC
Autor do livro: Agatha Christie

Editora: Circulo do Livro

Nº de páginas: 214.

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi o preço! Edição de bolso salvando minha existência.

O livro é sobre uma série de assassinatos orquestrados por uma pessoa que se autodenomina ABC e que sempre deixa o guia ferroviário de mesmo nome junto aos cadáveres.

Eu escolhi este livro porque nunca havia lido Agatha Christie. Era uma heresia que precisava ser sanada.

A leitura foi puro desespero até a última linha.

O personagem que eu gostaria de exterminar, afinal estamos falando sobre mortes em série é Donald Frases, um típico banana.

O trecho do livro que merece destaque: "Como me disse certa vez um sábio francês, a fala é uma invenção do homem para impedi-lo de pensar. E é também um meio infalível de se descobrir o que ele deseja ocultar. Um ser humano, Hastings, não pode resistir, diante da oportunidade que uma conversa lhe dá, de se revelar e expressar sua personalidade”. (183).

A nota que eu dou para o livro: 4: Gostei, com reservas.


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Maria Clara B. Chicalski 16/01/2016

Chocante!
Assim que comprei esse livro, fiquei bem interessada por ele, tanto pela sinopse quanto pelo título. Li ele bem rápido, pois o mistério é muito envolvente e deixa o leitor extremamente curioso para descobrir a verdade.

O livro Os Crimes ABC trata-se de um criminoso anônimo, conhecido como ABC, que começa a mandar cartas para o detetive Hercule Poirot fornecendo informações sobre seus crimes. No início, Poirot e seu colega, capitão Hastings, pensam que é apenas uma brincadeira e que nada sério ocorrerá de fato. Porém, o crime realmente acontece na mesma data e local citados na carta. Então, Poirot e Hastings vão em busca do perigoso assassino ABC.

Foram várias as coisas que me impressionaram nesse livro, entre elas a forma com que é escrita em primeira pessoa do ponto de vista do capitão Hastings. Durante a narrativa, temos a impressão de estar dentro da delegacia junto dos detetives e inspetores, tentando solucionar o crime.
Mas existem alguns capítulos do livro que mostram o ponto de vista de Alexander Bonaparte Cust, personagem importantíssimo no desenrolar da história. Durante esses curtos capítulos narrados do ponto de vista do sr. Cust, é possível criar várias teorias diferentes, apesar de que nada é o que parece.

Eu, particularmente, adoro mistérios psicológicos, principalmente aqueles onde o assassino tem uma certa obsessão com alguma coisa. Isso foi outro detalhe que eu adorei nesse livro: o criminoso ABC mata suas vítimas em ordem alfabética.
A vítima do primeiro crime foi a sra. Alice Ascher, em Andover.
A do segundo, a srta. Betty Barnard, em Bexhill-On-Sea.
E a do terceiro, o Sir Carmichael Clarke, em Churston.
E em cada uma das cenas do crime, foi encontrado um guia de trens ABC junto do cadáver, aberto da página correspondente à determinada cidade.

Nesse livro, acompanhamos Poirot e sua grande capacidade de solucionar crimes. No fim, é impressionante como ele consegue achar uma explicação completamente plausível e verdadeira.
Dentre os poucos livros da Agatha Christie que já li, esse foi um dos meus preferidos devido ao seu final impactante. Nem posso acreditar que passei o livro inteiro pensando que realmente havia desvendado o mistério sozinha para descobrir que estava redondamente enganada!

Poirot e Hastings mostram, mas uma vez, que devemos suspeitar de todos, não importa o quão inocentes possam ser, e duvidar até mesmo do que já foi tido como verdade absoluta. Afinal, tudo que era verdade pode se tornar mentira logo nas últimas páginas.
Recomendo muito esse livro para pessoas que, assim como eu, adoram crimes psicológicos, obsessões, reviravoltas e finais surpreendentes.
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Um Rascunho a Mais 02/06/2016

Surpreendente
Quando eu leio Agatha Christie estou sempre preparada para grandes surpresas e Os Crimes ABC é mais um livro incrível escrito pela rainha do crime. Sou fã do jeito único de investigação da querida Miss Marple, mas a atuação de Hercule Poirot nesse livro me agradou bastante. O detetive belga é um verdadeiro gentleman, um tanto vaidoso, mas com um faro aguçado para perceber nas entrelinhas os segredos que as pessoas tentam esconder. A dinâmica adotada nesse livro é um pouco diferente dos lidos anteriormente, gostei bastante desse formato e ainda me surpreendi.
"- Instinto, não, Hastings. É uma palavra mal-escolhida. É meu conhecimento, minha experiência, que me dizem haver alguma coisa que não soa bem nessa carta..."
Eu não sigo uma ordem cronológica para ler os livros da Agatha Christie. Confesso que os escolho de forma aleatória e isso implica em esbarrar com citações de livros escritos antes do que estou lendo, isso de fato não é algo que impede a compreensão no geral do livro lido ou contenha spoilers, mas algumas pessoas preferem ler na ordem exata. Não é algo que de fato me incomoda. Nesse livro nos deparamos com alguns personagens que já foram apresentados em livros anteriores como o caso do Capitão Hastings que já trabalhou com o Hercule Poirot antes, e em alguns momentos Poirot e Hastings fazem menções rápidas de alguns casos anteriores, porém é totalmente compreensível.
Os Crimes ABC se trata de uma série de crimes cometido por um serial killer, mas antes de cometê-los ele envia cartas para Hercule Poirot desafiando-o a evitar tais crimes, informando-o a data e o local dos mesmos. Quando o detetive recebe a primeira carta fica intrigado e seus sentidos indicam que de fato irão ocorrer tais crimes, mas ainda assim espera que seja apenas uma brincadeira de mau gosto. O primeiro crime de fato acontece em Andover, na data marcada, conforme mencionado na carta, a vítima uma senhora solitária dona de uma tabacaria, seu nome Alice Arscher, a única evidência na cena do crime é um guia ABC de trens. Quando a segunda carta chega é dada a largada para descobrir quem é o serial killer e quais são suas motivações para escolher suas vítimas.
O livro é narrado em primeira pessoa por Hastings, alguns poucos capítulos são narrados em terceira pessoa, fora da perspectiva dele, mas no início do capítulo fica explícito que não faz parte das lembranças do capitão. Dessa forma a narração ficou bem dinâmica e possibilita o leitor a fazer uma análise de um ponto de vista diferente.
A rainha do crime mais uma vez conduz o enredo de uma forma sensacional, nos induzindo por um caminho e nos surpreendendo em seguida. A questão nesse livro não é exatamente descobrir quem é o assassino, mas compreender as suas motivações e como suas vítimas são escolhidas, desafiando o leitor nos mínimos detalhes.
A leitura é fluída, apesar de apresentar uma linguagem um pouco mais formal e com algumas expressões não tão usuais hoje em dia, a compreensão do texto é fácil. Não percebemos a hora passando e é difícil largar o livro, ficamos ávidos para saber qual será a próxima vítima, quando e o que estará escrito na próxima carta e quando o mistério será desvendado. Em uma hora temos certeza, em outra estamos totalmente cegos esperando a próxima cena para saciar a nossa curiosidade.
Em relação a edição de capa dura está incrível, as folhas são amarelas e a diagramação é muito boa o que permite uma experiência de leitura ainda melhor. A Nova Fronteira caprichou e quero comprar a coleção completa (estou quase lá, rsrsrs).

Até esse momento, esse livro se tornou o meu favorito da rainha do crime, justamente pela dinâmica diferente que ele apresenta, o assassino da vez por se tratar de ser um serial killer é inevitável não tentarmos desvendar o seu psicológico, nos encontramos tentando compreender o que se passa com ele e suas razões. Enfim, indico esse livro para todos que assim como eu gostam do gênero e gostam da escrita da rainha do crime, acredito que não irão se decepcionar.

site: http://umrascunhoamais.blogspot.com.br/2016/05/resenha-os-crimes-abc.html
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Mick 06/07/2013

Os crimes ABC - Quem será "a próxima vítima"?! "Quais os reais motivos do assassino?" Vale à pena ler! Muito bom!
"Os crimes ABC" é mais um livro da minha querida autora Agatha Christie que eu tenho o prazer de ler.

Muitos afirmam que todos os romances de mistério dessa autora tem um enredo muito parecido! Se você considerar que nos livros dela a fórmula: "alguém é assassinado e, claro há um assassino", então sim, os livros de Agatha Christie são praticamente iguais! Porém, na minha opinião, o que nos motiva a ler os romances dela é que mesmo utilizando essa fórmula simples, Ágatha sempre consegue nos surpreender! Pois, o que nós leitores e fãs de Ágatha devemos considerar é que, os personagens, as definições, os motivos, as soluções e métodos de contar a história são diferentes de livro para livro, fazendo com que as obras dessa autora se tornem substancialmente diferentes!

Em "Os Crimes ABC" não foi diferente, Ágatha Christie consegue mais uma vez nos surpreender! Esse foi um livro diferente pra mim, pois aqui, o criminoso se destaca como um Serial Killer que se anuncia com cartas anônimas cheias de menosprezo à Poirot, antes de cada assassinato, nas quais são reveladas que cada vítima é escolhida a partir da ordem do alfabeto! Poirot, então, nessa história, persegue de pista em pista, de letra em letra, o rastro desse assassino perverso e implacável antes que ele faça mais vítimas!

As questões principais em que giram o livro são em torno dos reais motivos dos crimes, qual a conexão entre cada vítima, e sobre quem é de fato esse criminoso misterioso! No início, o criminoso nos parece óbvio, porém, provavelmente para os que já estão acostumados com os livros dela logo perceberão que a solução não pode ser tão óbvia...

Para quem gosta de romances policiais intrigantes, "Crimes ABC" é uma ótima dica! O desfecho faz jus ao talento e criatividade dessa autora, então prepare-se para ser mais uma vez surpreendido com a engenhosidade da nossa "Dama do Crime"! Não é o melhor livro de Ágatha, mas com certeza estará entre os preferidos de boa parte dos leitores e fãs dessa autora!
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julio monteiro 13/07/2011

Bom demais
Várias mortes começando pelas letras do alfabeto... muito misterio e suspense nessa boa história. Podem ler sem receio!
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Mih 09/02/2009

Um livro desafiante!Muito bom!
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Naty Fênix 19/08/2009minha estante
Gostaria de ler mais livros dela ...




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