Como se fosse um monstro

Como se fosse um monstro Fabiane Guimarães




Resenhas - Como se fosse um monstro


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nay.gba 09/05/2024

CICATRIZES DO CORPO
É um livro muito bom, gostei do tipo documental.
De início, Damiana conta a infância pobre e vulnerável e continua até a sua vida como barriga de aluguel.

É muito difícil julgar qualquer personagem aqui, simplesmente aceitei as escolhas de cada, eles foram tudo o que podiam ser.
Veja, é nítido o quanto Damiana se esforçou para dar dignidade à sua família. Mesmo que para isso, tivesse que perder, para sempre, a sua própria.

Uma vida que não merece ser vivida, não costuma fazer vínculos. Por isso, Damiana fica sem a prima, sem as irmãs, sem os filhos e sem o amor de sua vida.
As repetidas violências que essa mulher vive anestesiam suas emoções. Ela não é um monstro, apenas se protege fugindo de suas dores.

Dito isso, percebi que a escrita variou bastante em alguns momentos. Essa alternância faz muito sentido se considerar que quem conta a história é Damiana já idosa.
Começou descritiva, quando chegou no romance principal se tornou poética com muitas metáforas e no fim, fechou de modo seco e direto.
Leitura Recomendada.
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02/05/2024

Quanta dor cabe em uma mulher?
Que livrão!
Com o tema pouco difundido de ?barriga de aluguel?, Fabiane Guimarães aborda com crueza e sensibilidade a vida de Damiana e de Gabriela; a primeira, barriga de aluguel de muitos filhos impossíveis. A segunda, uma jornalista em busca de si.
Achei o desenlace do último capítulo bem óbvio desde o começo, fisguei alguns jogos de palavra que entregaram.
É um livro sobre liberdade de escolha feminina, mulheres que não querem maternar, depressão pós parto e, principalmente, sobre a normalidade de tudo isso.

Ganhou meu coração!
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Let 27/04/2024

Apesar da delicadeza e dos temas gatilhos da historia, sentir ser uma escrita que nos empolga a ler, os fatos vão se desenrolando rapidamente, fazendo total conexão e coerência com a história.
Eu não esperava o desfecho final em relação a Gabriela, e pude sentir o muro/bloqueio emocional e sentimental que ela, assim como Damiana tem dentro de si.
No momento final, eu consegui até sentir um pouco de desprezo pela Damiana.
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oiamandah 27/04/2024

Iniciei essa leitura sem grandes expectativas e informações, sabia apenas do tema central.
Confesso que demorei um pouco a me apegar a história e personagens, isso rolou lá pelos 40% hehe. A Fabiane escreve lindissimamente bem, com delicadeza, profundidade e ao mesmo tempo (nessa historia) um distanciamento absurdo da personagem. É um livro com uma escrita mt fluida porém o conteúdo não é super leve, tem pontos mais densos.

De maneira geral achei o tema mt bem trabalhado, super interessante e foda, mas pessoalmente não me conectei tanto com as dores delas, talvez isso tenha impactado na nota e experiência. Apesar disso é um livro mt mt bom, o final (se vc não descobrir antes kkk) tem uma reviravolta super daora e pequenas reflexões o livro todo sobre o maternar, família, pertencimento e amor. Inclusive sobre a idealização disso tudo :]

É isso, mais um nacional que curti demais...quero ler o outro dela pra ver como é :}
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vitoriadesiqueira 25/04/2024

“Um bicho se desfazendo de sua ninhada no mundo”
A proposta de ser barriga de aluguel para um casal na capital em troca de uma grande quantia de dinheiro se torna irrecusável quando Damiana se vê diante da necessidade de prover a família no interior após a morte do pai.
De início, o encantamento com a possibilidade de uma vida mais confortável sustenta a resignação de Damiana ao gerar, a cada barriga, uma criança a ser subtraída de seus braços logo após o nascimento; uma criança que nunca poderá levar para casa. No entanto, ainda ingênua, Damiana não consegue identificar a violência a qual é diariamente – e por ciclos de 9 meses – submetida: "se conseguisse dar nome aos próprios sentimentos, poderia ter chorado. Mas ainda não era essa pessoa. Ainda nem sabia sofrer”.
Entretanto, a cada incubação, Damiana aprende um pouco mais a sofrer e se sente “um bicho se desfazendo de sua ninhada no mundo”. Enquanto uns demonstram que ceder o corpo para gerar um filho que não é seu é um ato de grandes compaixão e humanidade, Damiana demonstra que aquilo não passa de uma necessidade – mas isso faria dela um monstro?

“‘Ela acredita que é muita nobreza [...] o que garotas como você fazem’. Nobreza. Damiana riu, porque seu alheamento era também uma forma de cinismo. ‘E ela acha que faço por amor?’”.

Em Como Se Fosse Um Monstro, Fabiane Guimarães traz reflexões não somente sobre a maternidade e o poder de decisão feminino sobre o próprio corpo, mas também sobre as consequências de um país de disparidades sociais gritantes. Virou um dos meus livros favoritos.
Lulusampaio 25/04/2024minha estante
Também não precisa fazer textão bicha!


vitoriadesiqueira 25/04/2024minha estante
Você não se contenta com nada!




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Carol.Czizek 04/04/2024

Um livro fora dos temas que já li
Eu amei o fato deste livro abordar um tema que além de eu não ter muito contato com o assunto, pois nunca havia lido nada de ?barriga de aluguel?, mas que junto a isso trás um tema bem familiar para mim, que é o ?não querer maternal?.
Achei incrível como a autora foi construindo a história em pequenas camadas e pela primeira vez entendi o significado de ?escrita poética? sem estar lendo poesia.
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Le Vieira 25/03/2024

‘feridas cicatrizadas tinham a vantagem de não doer mais.’
Fabiane foi genial em tudo o que pôde nesse livro. Desde o desenrolar da trama e a evolução dos personagens, até a descrição do mais ínfimo dos sentimentos. Apesar do fim ser um tanto óbvio, a identificação com as protagonistas é inevitável, e o desejo por mais páginas também.
Uma das minhas melhores leituras nos últimos tempos.

“No fim, eram duas criaturas emocionalmente defeituosas lidando com um sentimento desconhecido.”
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annadelsole 25/03/2024

?o amor era questão de vontade?
A escrita é fluida e muito bem construída. Me impressionei com a temática e a sua abordagem incrível, nunca imaginei ler um livro que citasse esse tópico e todas as suas nuances, que são tão importantes.
O livro é extremamente frio e direto, aborda o tema da ?barriga de aluguel? na sua versão mais transparente possível e traz para o leitor a dor nua e crua que a personagem principal sofre.
Gostei muito da relação entre as duas personagens e como o livro é redigido, com as histórias se complementando nas semelhanças e diferenças entre as personagens.
É um tema muito pesado, que traz a reflexão social de como a mulher é vista e tratada pela sociedade, e também as expectativas que são colocadas em cima delas diante de assuntos como gravidez, aborto e maternidade. Gosto que a autora trata esse temas da forma que eles realmente são e podem ser para pessoas diferentes com realidades diferentes.
Amo a escrita da Fabiane
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maducaetano 24/03/2024

Nem perto de ser um monstro
AMEI esse livro, meu deus como é bom ser totalmente laçada por uma história!!! Comecei a ler antes de dormir e não consegui parar até terminar, como se não tivesse mais nada pra fazer na vida que loucura!!!!

Primeiro que a história não é muito discutida, principalmente por autores(as) nacionais, nem consigo pensar em um livro que traga temáticas como barriga de aluguel e aborto.

Segundo que a história de Damiana é triste demais, e de Rose e tantas outras mulheres, mas o que me pegou mesmo, foi a história de Gabriela. Nem vou falar muito sobre a sinopse do livro porque acho que ler estraga.

Não me sinto na posição de julgar nenhuma das duas, mesmo não pensando igual, só acho que é muito difícil ser mulher, o tempo todo somos usadas ou subordinadas por homens que nem ao menos se envergonham de seus atos, muitas vezes não temos direito a nada.

Amei esse livro, sério, o plot no final me pegou muito
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sleepyintgarden 16/03/2024

Como se fosse um monstro
"não se dava o trabalho de questionar ou levantar empecilhos sentimentais. era uma barriga de aluguel. e todos os aluguéis eram temporários."
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cadenthrones 16/03/2024

Nu e cru
Salvo a reviravolta no fim, a que conecta as duas protagonistas, pois adiciona um elemento de melodrama desnecessário para uma obra que se manteve bem sóbria até aquele momento, Como Se Fosse Um Monstro é consideravelmente um soco no estômago fácil de engolir, mas que eu vejo com bons olhos. É um assunto tão pouco comentado da história recente brasileira que eu gosto como ela é bem acessível a um leitor que não está acostumado a um drama tão forte, tanto na linguagem quanto na abordagem da temática que coloca a entrevistada em uma situação de privilégio no esquema que ela se colocou, ao invés de optar por um sadismo e exprimir mais sofrimento de vítimas. Seria não somente artifício barato para gerar empatia, como é um ponto de virada lógico ao arco dramático dela, que serve de escada para o complementário da entrevistadora.

Eu quero a Fabiane Guimarães ganhando mais espaço na literatura nacional, porque quando Carla Madeira, Conceição Evaristo e companhia se forem, a gente precisa de protagonistas na cena, e ela tem um grande potencial para ser uma delas.
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Luana 14/03/2024

Tema diferente
Um livro com uma abordagem única em relação aos meus padrões habituais de leitura.
Explora as ramificações das escolhas e aborda como a maternidade pode gerar sentimentos tão distintos entre as mulheres.
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Bruna.Barreto 14/03/2024

Como se fosse um monstro
Meu Deus, meu estômago embrulhou ao ler a história e pensar que acontece isso na vida real. Que história incrível, eu to impressionada com a escrita fluida. Recomendo demais
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