Uma Criatura Dócil

Uma Criatura Dócil Fiódor Dostoiévski




Resenhas - Uma Criatura Dócil


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Gus 19/03/2017

Inesperadamente realista
A cena inicial foi o que me fez querer lê-lo: a jovem esposa morta na frente do protagonista, e o resto do livro sendo os pensamentos do mesmo naquele exato momento.
Confesso que após terminar o livro segui a estranha-lo um pouco, mas, após pensar na relação que nele é contada, vejo como um livro mais próximo da realidade do que aqueles que expressamente tentam estar próximos.
Digo isso no sentido que não é difícil encontrar sentimentos parecidos, em menor escala, nas relações interpessoais que vemos diariamente ou nas nossas próprias.
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Eric 17/04/2016

Dócil não tem nada, ou tem??
Dostoievski tem a fama de ser denso em seus livros, as tensões psicológicas estão sempre acompanhadas de grandes dilemas. Em sua curta novela, o autor traça com avidez todas a negatividade de um casamento infeliz, deixando em evidência aquilo que muitas vezes esquecemos de observar em uma relação conjugal.

Narrado em primeira pessoa, o livro trás a a estória de um casal bem comum. Sentado em frente ao corpo sem vida, o marido sem nome relembra toda a construção da relação. Porém, o que era para ser uma relação de compaixão e ternura, revela-se algo mais tenso, e por vezes, ameaçador. Conforme vamos interagindo com a vida desta dupla, vamos adentrando em uma profunda desconstrução de o ideal de casamento para a construção de uma relação de dominação, desconfiança e opressão.

A jogada do autor se assemelha muito com a de Machado de Assim em Dom Casmurro, uma vez que so temos contato com a visão do marido, que se mostra um homem mesquinho, duvidoso e extremamente insensato. Logo, somos levado a acreditar que a esposa é uma mulher ingrata, oportunista e incrivelmente calculista.

Apesar de ser uma obra curta, Dostoievski não se privou da densidade do seu texto. A construção psicológica das personagens é bem sólida, caracterizando uma confiança muito grande naquilo que se lê, isso promoveu positivamente para a criação de laços de tensão e da infelicidade que um casamento, aparentemente desejável, fosse construído com excelência.

Apesar de não ser um dos melhores texto do autor, Uma Criatura Dócil é uma obra muito boa. Sua áurea meio sombria do matrimônio fisga o leitor para uma leitura ineterrupta, trazendo um desfecho inusitado, porém de grande consideração.
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Eduarda Sampaio 23/04/2014

Uma Pequena Grande Obra
Uma Criatura Dócil é um livro do submundo, da pobreza e da humilhação. Seus personagens são extremamente solitários, infelizes e atormentados. É uma obra que mexe profundamente com o leitor, justamente porque explora tudo aquilo que insistimos em jogar embaixo de tapete. Não temos aqui personagens adoráveis com os quais nos identificamos. Os sentimentos variam entre pena, asco, confusão e revolta. Esses são personagens acima de tudo marcados por uma realidade cruel e por uma vida injusta. O casamento é para essa menina de 16 anos uma possibilidade de sobrevivência, já que seus pais estão mortos, suas tias a exploram e ela não consegue um emprego. Já para o proprietário da casa de penhores, o casamento é uma chance de ser amado, idolatrado e respeitado por alguém, o que apagaria um passado humilhante e covarde. São duas criaturas à deriva que acabam destruindo-se.

Para ler a resenha completa, clique no link ;)

site: http://maquiadanalivraria.blogspot.com.br/2014/04/uma-criatura-docil-fm-dostoievski.html
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Jéssica 14/07/2013

Essa novela, de pouca páginas, certamente é uma ótima ideia para alguém que esteja querendo começar a ler Dostoiévski. Lá estão presente muitos dos elementos da sua escrita. Nessa novela, encontramos o personagem febril de sempre, inquieto e com uma vida interna extremamente intensa e delirante.

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Dude 12/03/2019

Dócil?
Interessante novela que, a partir de um suicídio, somos levados a conhecer as agruras de um relacionamento. Por uma escrita fluente, conseguimos perceber as angústias do viúvo. 115 páginas para ler numa sentada. Da série, pequenas, grandes obras.
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Wly | Wlysbooklovers 18/05/2018

Um livro bem... '-'
UMA CRIATURA DÓCIL - DOSTOIÉVSKI
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Nessa novela, vemos os devaneios de um agiota, dono de uma casa de penhores sobre as causas do suicídio de sua jovem esposa. Sem nomes dos protagonistas, a história se desenrola de forma que o viúvo, ora conversa consigo mesmo, ora com um ouvinte imaginário.
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Ele busca os motivos para uma criatura tão dócil fazer o que fez, pular da janela com uma imagem nas mãos. E nessa busca, vai e volta no passado, desde o dia que a conheceu, até o dia de sua prematura morte.
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É um livro que te leva a pensar (eu sempre penso, penso muito, demais até!), vemos os modos como eram tratadas as mulheres naquele século, vendidas ao que oferecesse um preço melhor, a solidão, o silêncio e o início da depressão, com direito a episódios de crises de pânico e tudo mais. Não é um livro cansativo, tendo em vista o número reduzido de páginas.
Recomendo!
4/5 ?
Novela/drama ?
Classificação indicativa 12+ ?
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Lalaia 16/04/2020

Um homem relata a vida dele com a sua jovem esposa, desde o início, quando se conheceram até o dia em que ela morre.
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Ju 04/01/2017

Um livro pequeno e fácil de ler, sentei na rede as 22:00 e sai as 00:30 com a leitura findada. O narrador sai, segundo ele por não mais que cinco minutos, e na volta se depara com sua mulher suicida no chão com um fiozinho de sangue, um fiozinho de sangue. O livro é um monólogo no estilo fluxo de consciência contando sobre a vida ora dele ora dela ora deles. O narrador tenta entender o motivo do suicidio da mulher, a culpa, se culpa e nesse emaranhado vários sentimentos são desnudados desde a docilidade até o maldade em seus sórdidos detalhes.
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Beatriz 26/08/2016

São as reflexoes de um marido que tenta entender o pq sua mulher se suicidou
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LER ETERNO PRAZER 02/03/2015

A dócil!
Nessa pequena novela,Dostoievski nos mostra uma breve mais intensa narrativa sobre um homem solitário,autoritário,articulador que ganha à vida como penhorista.Esconde um passado ridicularizado pelos que o conhecem.Pois em tempos passados, nosso penhorista, também o nosso personagem narrador, ao ser desafiado para um duelo, covardemente fogi.Silenciado esse seu passado nosso personagem vivi agora com seu negócio de penhor e é até que se depara com uma jovem que frequentemente corre para lhe penhorar algum objeto.Ao observar detalhadamente a jovem nosso personagem resolvi lhe pedir em casamento se compadecendo de sua situação.E assim o faz.Usando da condição financeira precária da jovem, o penhorista procura domina-la diante de sua superioridade tanto financeira quanto em relação à diferença de idade que há entre os dois.O penhorista usa de todo seu poder e como um tirano tenta se impor como gerenciador do casamento e dos sentimentos da pobre moça.Mas o tirano enfrenta dificuldade,pois a jovem moça o enfrenta com desdém e o ignora em algumas situações onde ele tenta domina-la.A jovem torna-se então,de dócil, em um algoz e tirana criatura.Mesmo com toda a força de sua juventude nossa “dócil criatura” sucumbe ao poder do tirano e não vendo outra solução para sua vida,atira-se do alto de uma janela para morte.
Em “Uma criatura dócil” podemos ver todo o realismo de um relacionamento com tantas diferenças: De um lado, um homem de meia idade, solitário, autoritário, controlador e tirano. Do outro uma jovem moça, pobre, ingênua, sem mãe, sem, recursos, totalmente inexperientes para viver um relacionamento matrimonial. Dostoievski em poucas páginas e com uma narrativa rápida nos dá vários pontos para reflexão.”Uma criatura dócil”nos surpreende pela clareza narrativa,pela profundidade do realismo. Uma história curta, mas que entre suas linhas podemos extrair, como já disse, muitos pontos para reflexão.
Dostoievski como recomendadíssimo sempre.
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Cris.Peixoto 17/06/2020

Dócil
Amei o livro.
Dostoiévski é um dos meus escritores favoritos, sem dúvidas. Ele sabe nos tocar para nos tirar da zona de conforto. Ah, os arrependimentos da vida. . . Precisamos curar as nossas feridas para seguir em frente.
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