A vida mentirosa dos adultos

A vida mentirosa dos adultos Elena Ferrante




Resenhas - A Vida Mentirosa dos Adultos


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Carla.Leticia 26/10/2020

?Eu não conseguia mais ser inocente, por trás dos pensamentos havia outros pensamentos, a infância tinha terminado.?

Giovanna é uma menina que vive com seus pais na parte alta de Nápoles e tem uma vida feliz com eles, até ouvir de seu pai que ela estava se tornando parecida com Vittoria, sua tia, que sempre ouvira dizer que era uma mulher na qual feiura e maldade coincidiam perfeitamente. A partir daí Giovanna começa a observar os adultos de uma forma diferente e descobre que tudo aquilo que viviam e falavam não era uma verdade. A menininha de rosa, se veste de preto e parte em busca dessa tia má.
???
Entre o pai de Giovanna, Andrea e sua tia Vittoria, além de haver a diferença social, onde esta mora na parte baixa de Nápoles e é faxineira e Andrea, professor que não gosta de relembrar suas origens. Há também uma relação de mágoas, ressentimentos e picuinhas entre os dois, incluindo uma disputa por uma pulseira que Vittoria diz ter dado para Giovanna assim que ela nasceu, reaparecendo diversas vezes, se tornando até mesmo um objeto personagem desta história.
???
Podemos ver a rebeldia da adolescência em Giovanna, o crescimento, ilusões românticas, fantasias, e esperanças no amor que em certo momento logo se dissipam.
A insegurança com o próprio corpo e aparência, em que nessa fase é muito comum, onde sente vergonha de si mesma e há comparações como se o outro fosse ?melhor?. Até que ela começa a querer se tornar uma mulher.

Ainda não tinha lido nada da autora, e eu gostei muito da experiência de leitura, ela traz questões muito reais, diversas reflexões de fé, corpo, paixões, enfim. Uma leitura extremamente fluida e que nos envolve. Eu só gostaria que o final tivesse ido por um caminho diferente, me incomodei com algumas cenas do final, mas foi através disso que ela mostrou que assim estava se tornando uma mulher.
???
?Certamente me comportei assim para me sentir livre de todos os velhos vínculos, para deixar claro que não me importava mais a opinião de parentes e amigos, os seus valores, a vontade que eles tinham de que eu fosse coerente com aquilo que imaginavam que eu era.?
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Camila 25/10/2020

Finalmente completando o bingo Ferrante (até agora). Uma jornada que quem já passou sabe o quão profunda é capaz de ser, mas infelizmente terminei com o livro que mais me decepcionou... trás um pouco de tudo e quase nada de alguma coisa.
Talvez por não ser muito fã de narrativas estilo coming of age, essa também não me prendeu tanto. Achei um pouco monótona e previsível.
A forma de escrita da Giovanna me lembrou muito a de Lenu, e talvez por isso tenha, inconscientemente, esperado por uma continuação da história que, obviamente, não veio, já que é um volume único. Por isso fiquei com uma sensação de incompletude, aquela gestalt aberta que finais pouco concretos deixam na cabeça de qualquer leitora kk.....
Não existiu um fechamento real, principalmente pelo fato do livro terminar ainda na adolescência da personagem, com seus conflitos ainda em andamento. Acho que esse também foi um dos pontos que me desagradaram, pois confesso que, apesar de adorar a Elena Ferrante, não sou muito afeita das suas conclusões, e essa não foi uma excessão.
Como de costume, a escritora não censura sua escrita e o efeito de realidade - não necessariamente agradável, mas interessante, sem dúvidas - é inegável. Apesar disso, faltou algo mais.
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Karina 25/10/2020

Primeiro livro que leio dessa Autora, gostei muito, é bem realista, tipo névoa nos olhos que sai, e a gente lê de uma forma que é compreendido.

Um livro bem escrito, que faz a gente sentir como se estivéssemos na mente do personagem.

Conta a transição da personagem Giovanna, da infância pra vida adulta e que as descobertas nesse período muitas vezes é dolorosa, e a realidade que nem.sempre é como sabemos ser.
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Italo Bernardo | @wesleyliterario 23/10/2020

Mais um ótimo romance da autora
"Eu, por outro lado, escapei para longe e continuo a escapar também agora, dentro destas linhas que querem me dar uma história, enquanto, na verdade, não sou nada, nada de meu, nada que tenha de fato começado ou se concretizado: só um emaranhado que ninguém, nem mesmo quem neste momento escreve, sabe se contém o fio certo de uma história ou se é apenas uma dor embaralhada, sem redenção ."

Narrando as memórias de sua adolescência, Giovanna conta como vivenciou o período dos 12 aos 16 anos, destacando a intensidade de seus sentimentos, atitudes, e como enxergava as pessoas e os relacionamentos estabelecidos. Na juventude, uma comparação com a tia Vittoria, que ela não conhecia e sempre ouvia duras críticas feitas pelos pais, ativa na jovem Giovanna uma intensa curiosidade de descobrir quem é aquela mulher tão misteriosa. A exploração dessa questão nas periferias de sua cidade a levarão para descobertas que moldarão por completo sua mentalidade e vida.

Elena Ferrante é uma das minhas autoras favoritas, então já sabia que iria adorar seu novo livro, embora só tenha me deparado com opiniões negativas a respeito da história de Giovanna. A escrita da autora é elegante e esse é o livro dela que mais fluiu para mim, talvez seja por todas as questões que a obra desenvolve. Com fortes críticas socias e uma forma única de prender o leitor, não poderia ter amado mais essa leitura.

Além de todas as descobertas que Giovanna faz sobre si e a família, da intensidade e efemeridade dos sentimentos, preciso destacar o contraste estabelecido entre a Nápoles periférica e a elite rica na qual a protagonista fora criada, que promove reflexões na própria personagem e aos leitores. A partir de suas descobertas e vivências na periferia de Nápoles uma nova perspectiva sobre da cidade vai se apoderando de Giovanna, marcando cada nova parte de sua história e ampliando sua visão sobre tudo que acerca. 

"A Vida Mentirosa dos Adultos" é uma narrativa que precisa ser descortinada a cada página, pois os personagens e ações são mais profundos e complexos do que aparentam. As lembranças de Giovanna refletem as mudanças que a adolescência traz, descoberta da sexualidade e transição da menina para mulher. Sem meias palavras e com a crueza típica da autora, Elena Ferrante construiu mais um genial e marcante romance.

"Cuidado com o que você diz, meu rosto já mudou por causa do meu pai e me tornei feia; não brinque de mudá-lo você também, tornando-o bonito. Estou cansada de ser exposta às palavras dos outros. Preciso saber quem realmente sou, que pessoa posso me tornar [...]"
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Vanessa Simão 22/10/2020

Inquietante
É um livro super bem escrito , a autora não mede palavras , tem uma escrita sincera que nós dá a sensação exata de estarmos dentro da cabeça da protagonista . Então , sofremos uma montanha russa de emoções com ela. A mim pessoalmente , me tocou muito essa quebra da imagem de perfeição que temos dos nossos pais na infância , o choque ao descobrirmos que eles são imperfeitos e capazes de coisas inimagináveis . Detestei o final simplesmente pq não combina com meu gosto pra finais , gosto de tudo bem resolvidinho ...
lxhan. 22/10/2020minha estante
le Percy Jackson moça




thelondonriver 21/10/2020

Então essa é Elena Ferrante. Este ano comprei 6 livros dela, apesar de ter lido apenas um até agora, mas se todos forem nesse nível, tenho uma nova escritora favorita.

A estória tem uma premissa simples e conhecida por todos; o fim da infância, a perda da inocência, uma criança que passa a ver o mundo ao seu redor com outros olhos. Nesse ponto inevitavelmente lembrei de Demian, de Herman Hesse, tendo em vista os conflitos internos causados por um acontecimento aparentemente simples mas que causa grande perturbação no estado de espírito da personagem, de modo irreversível.

E é de modo irreversível que Giovana adentra numa nova vida, fora do véu de proteção dos seus pais, por quem possuía enorme amor e admiração. Toda criança vê os pais como heróis, e com ela não seria diferente. Achei interessantíssimo ver a forma que esse encanto foi sendo quebrado, com a personagem descobrindo e entendendo coisas que sempre estiveram ao seu redor mas que ignorava por estar profundamente imersa no mundo perfeito criado pelos pais.

Vi algumas pessoas comentando que em comparação à sua famosa tetralogia napolitana esse livro meio que deixou um pouco a desejar, mas talvez por ser meu primeiro contato achei uma obra excelente e mal posso esperar para ler mais dessa escritora.
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Juliana @julianaaf 21/10/2020

Primeira vez que leio Elena Ferrante e saio encantada com a sua escrita.
O livro apesar de cru e direto, nos traz uma leitura agradável e despretensiosa.

Seguimos Giovanna em seu amadurecimento e talvez o nosso "ser" criança também começa a compreender o universo dos adultos.
yomaeli 21/10/2020minha estante
Leitora gostosa




Samantha @degraudeletras 20/10/2020

FERRANTE, Elena. A vida mentirosa dos adultos. Rio de janeiro: Intrínseca, 2020. 432p.
Em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ph1fmaewcdc

Giovanna é uma criança de 12 anos que até então tinha os pais como seus heróis, mas depois de ela ter resultados ruins na escola, Andrea, seu pai, fala que ela está ficando igual a tia Vittória.

Vittória é a irmã do pai de Giovanna, uma mulher forte e batalhadora que sempre viveu em atrito com o irmão, o que resultou em um completo isolamento por parte de Andrea.

Esse simples comentário desperta na jovem uma vontade de conhecer a tia, mesmo que a contra gosto dos pais. Ela, então, vai conhecer a vida no subúrbio de Nápoles e começa, então, suas descobertas sobre a família e sobre a humanidade.

O contraste dos meios intelectuais que sempre teve contato com os palavreados chulos do bairro da tia despertam em Giovanna uma liberdade de transitar entre essas duas realidades. Por hora valoriza um e por vezes enaltece o outro.

A autora traz, ainda, várias reflexões sobre o papel feminino na sociedade, como quando o pai de Giovanna estuda desde o momento que acorda até a hora de dormir e consegue publicar em revistas seus artigos, enquanto que a mãe precisa preparar o café e arrumar a casa nesse período e seu emprego é corrigir romances açucarados em casa. Talvez pela falta de tempo e não de competência para também ser professora e escritora conceituada.

Os relacionamentos de Giovanna também despertam a questão feminina, desde sua relação com as amigas a seus namoricos, onde quando ela se envolve com Corrado, é algo puramente sexual e ele a tem como propriedade, ao perceber isso, Giovanna faz questão de se engraçar com o melhor amigo dele para mostrar que ela não é um objeto que tem dono.

Giovanna faz o que deseja, conhece a tia que o pai não gosta, viaja para Milão, se relaciona fora dos padrões. Ela é um modelo de rompimento com o que se espera.

Este é um romance de formação em que a partir de suas vivências, Giovanna se descobre e se desenvolve ao passar dos anos.

Elena Ferrante é conhecida principalmente por sua tetralogia Napolitana, que começa com o livro A amiga genial. A autora italiana sempre traz à tona a realidade violenta de Nápoles e uma de suas principais características é a narrativa que enfeitiça o leitor de maneira ímpar. Ferrante tem uma escolha curiosa, mesmo diante do enorme sucesso de seus livros, optou pelo anonimato, ninguém sabe quem é Elena Ferrante (pode ser uma pessoa ou apenas um pseudônimo).

site: https://degraudeletras.wordpress.com/
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Lu 19/10/2020

Cheio de surpresas...
Eu li o livro todo em 2 dias, então nem preciso falar que me prendeu, e muito.

O livro conta a história da Giovana, que aos 13 anos de idade ouviu os pais cochichando no quarto, que ela estava, cada vez mais, parecendo com a Tia Vitoria, descrita como extremamente feia e dona de uma maldade ímpar.

O livro gira em torno desse acontecimento: o desenrolar, as consequências, e por fim, um final um tanto surpreendente.

Não quero contar mais da história, então vamos às minhas considerações: o livro em vários momentos me tocou muito, a Giovana passa por situações típicas da adolescência, mas que raramente são retratadas de forma tão realista e crua na literatura: o amadurecimento, tanto mental quanto físico/sexual. Mas, devo admitir que em vários momentos senti antipatia por vários personagens, e não entendi a função de alguns na história.

A escrita de Ferrante é intensa, foi capaz de descrever a maioria dos meus sentimentos adoscelentes, um sensação catártica rara para mim.

Recomendo a obra a todos (+15), mas tenha em mente que não será uma leitura leve.
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spoiler visualizar
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cacai 18/10/2020

“Mentiras, mentiras, os adultos as proíbem, porém dizem tantas.”
Personagens reais (sem que haja esforço por parte do autor em maquiar suas fraquezas e que por vezes causam desconforto), me cativam. A identificação com as angústias e ambivalências de Giovanna – que em muito lembraram meus próprios dilemas de décadas atrás – colocou “A vida mentirosa dos adultos”, de Elena Ferrante entre meus livros preferidos.

A riqueza de Ferrante está nos detalhes e no poder de adentrar nas profundezas da mente humana – talento que me remete muito a Lionel Shriver. Não leia esperando grandes reviravoltas narrativas - reservadas aqui quase que unicamente para a história da pulseira. É daquelas obras a serem saboreadas e internalizadas. Não é mero entretenimento: é quase um convite à autoanalise.

Há um ar de diário secreto, nos apresentado já no primeiro capítulo, quando Giovanna se descreve como “um emaranhado que ninguém, nem mesmo quem neste momento escreve, sabe se contém o fio certo de uma história ou se é apenas uma dor embaralhada sem redenção”. E que dor é essa da qual a protagonista tenta se redimir? A de descobrir-se feia? A de carregar o peso de descobrir não ser quem os pais esperassem que fosse? A de não saber quem se é?

O viés psicanalítico permeia este romance de formação da primeira à última página. É uma garota passando pelos dissabores do seu adultecer. Enquanto escava suas origens, também retira o verniz que encobre quem a rodeia – metáfora brilhantemente retratada na imagem da capa. Ao constatar que os pais não são os heróis pintados na infância, faz de tudo para distanciar-se da figura que criaram para ela, a de menina inteligente e estudiosa. Se os adultos mentem, passa também ela a mentir: quebrar as regras propositalmente parece ser a sua nova obsessão.

Ambivalente talvez seja a melhor palavra para definir a narrativa cheia de dualidades (verdade x mentira, beleza x feiura – só para citar algumas). E, afinal, a entrada na adolescência não é isso mesmo, uma verdadeira cacofonia? Não sabemos a quem escutar, queremos a validação do outro, pertencer ao grupo e ser aceitos, mas também queremos nos diferenciar dos demais.

Haveria ainda muitos outros aspectos para analisar, incluindo a personagem da tia Vittoria, peça-chave para conduzir Giovanna no seu caminho de descobertas e que também desperta sentimentos ambivalentes no leitor. Mas este é o tipo de reflexão que requer mais dias para ser digerido, não apenas algumas horas após fechar a última página.

Ansiosa para conferir a adaptação da obra pela Netflix.
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Ve Domingues 15/10/2020

Sem dúvida a Elena Ferrante é uma das minhas escritoras favoritas. Esse livro revela o doce e doloroso processo de amadurecimento, de um jeito bastante cru. Me fez voltar no tempo, para as experiências boas e ruins. Adorei a leitura!
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Erika.Karollyne 15/10/2020

Gente!
Ah quem goste desse tipo de livro mais para mim não funcionou, a escrita foi muito maravilhosa mais a história em suma não prende , a personagem é uma louca!
Nunca pensei em ler algo assim sério não acredito q são mais 400 folhas desnecessária em uma história chataaaa pq eu não chamaria de história!
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Aline 14/10/2020

?nem eu nem Vittoria nem meu pai podi?amos eliminar nossas rai?zes comuns e, portanto, acaba?vamos amando e odiando, dependendo do caso, sempre no?s mesmos.?

Elena Ferrante e? a autora da psique, das relac?o?es humanas escancaradas. Dai? adve?m tamanha identificac?a?o dos leitores com sua obra e o sucesso mundial da autora, seja ela quem for.

Em A Vida mentirosa dos Adultos na?o e? diferente. A narrativa envereda-se mais uma vez pelos caminhos ja? ta?o bem percorridos em obras anteriores. Fazendo uma ponte com Madame Bovary, de Gustavo Flaubert, o romance de Ferrante retrata a adolesce?ncia de Giovanna, uma menina de classe me?dia da cidade de Na?poles.

Nele, a autora permeia as sensac?o?es e as impresso?es mais i?ntimas, consegue descrever os desejos mais secretos, as tenso?es mais silenciosas e acessar sentimentos ambivalentes com uma capacidade u?nica. A descoberta da origem da fami?lia paterna leva Giovanna a uma imersa?o profunda no mundo dos adultos e, por conseque?ncia, em seu pro?prio mundo e a?s descobertas ti?picas da adolesce?ncia.

Impressiona o quanto essa adolescente, ainda ta?o jovem, dispo?e de uma conhecimento ta?o profundo de si mesma e das pessoas com as quais se relaciona. E? uma bela histo?ria. Soma-se a isso a fluidez da leitura, que prende o leitor ate? a u?ltima linha. E? o tipo de obra que nos leva ao autoconhecimento.
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Mada 14/10/2020

Ideal para quem deseja iniciar a leitura da obra da Ferrante
Primeiro, é preciso saber que sou mais uma apaixonada pela escrita e temáticas da Elena Ferrante. Fui completamente tomada por ela ao ler "A Filha Perdida" e, posteriormente, toda sua obra. Elena é hoje uma das minhas autoras favoritas.

Pensando nisso, digo que já iniciei a leitura de "A Vida Mentirosa dos Adultos" com a expectativa de acabar e favoritar. Mas... A gente sabe que expectativas não levam a lugar algum. Pois é, não gostei tanto assim (mas perceba que "não gostar tanto assim" em Elena Ferrante, é quase um "amar" em outros autores).

Mas eu explico: os motivos que me fizeram ter essa experiência de leitura são extremamente pessoais, de gosto mesmo. Eu não gosto de livros com personagens principais e/ou narradores adolescentes, na própria "Série Napolitana" não gosto muito do segundo livro. Fiquei esperando mais da personagem "Vittoria", acredito que o cerne da Ferrante estava ali, a temática que mais me interessa no trabalho dela estava ali, mas não foi desenvolvida. Achei um pouco longo, não cansativo - longe disso - mas acredito que muito poderia ter sido enxugado sem prejuízo da narrativa.

Fora isso, percebo que muita gente não gostou do final. EU AMEI O FINAL! Pra mim, a primeira parte e o final são os maiores pontos positivos da obra. Foi justamente esse desfecho e o olhar dado à relação de Giovanna e Ida, que me fizeram compreender a importância desse livro e dar a ele um outro valor. Acredito que se essa história não permeasse a narrativa ou o fim se desse de outra forma, seria para mim um livro apenas bom.

Mas, a quem deseja iniciar a leitura da obra da Elena Ferrante, acredito ser o livro ideal!
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