Metro 2033

Metro 2033 Dmitry Glukhovsky




Resenhas - Metro 2033


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Flávio 20/09/2011

No ano de 2033 o mundo não é mais o mesmo. Após uma guerra nuclear ocorrida em 2013, vários países deixaram de existir. A radiação tomou conta de boa parte da terra e novas formas de vida passaram a dominar o planeta. Na Rússia, alguns milhares de sobreviventes resolveram se refugiar nas estações de Metrô, que passam a ser cada uma delas uma espécie de cidade, cada qual com seu próprio "exército", incumbidos de evitar que ameaças da superfície entrem no metrô e estabelecer a ordem de um modo geral. Já as pessoas comuns simplesmente vivem para sobreviver, convivendo com a escassez de água e comida e sem uma qualidade de vida adequada. Além disso, os túneis concentram ameaças das mais variadas possíveis, tão crueis como na superfície. São pessoas que enlouquecem, desaparecem ou simplesmente são mortas por forças ocultas. Nesse panorama, o jovem Artyon, combatente da estação VDNKh, conhece um caçador chamado Hunter, que afirma que demônios (mutantes da superfície) estão conseguindo penetrar na estação. O caçador conta então, que está partindo para uma missão de forma a conter essa invasão e dá a Artyon uma tarefa caso não volte em dois dias: ir até Polis, o maior complexo do metrô, e alertar sobre a iminência de um contra-ataque. Hunter, de fato, não volta, e Artyon parte para sua jornada, cruzando todos os perigos do metrô para ajudar na salvação da população.

Um ponto interessante de "Metro 2033", é que logo na Capa 2 do livro nos deparamos com um mapa de todo o metrô, o que ajuda o leitor a se situar na jornada de Artyon. Vale destacar que é impossível acompanhar todo o trajeto do rapaz sem consultar esse mapa, pois são inúmeras as referências de locais (a maioria deles com nomes super complicados. De qualquer forma, olhar o mapa não cansa e é até bem agradável acompanhar os passos do protagonista. E não adianta o leitor querer decorar, pois é algo bem extenso e exige ser compreendido aos poucos.

Sobre a trama em si, o ponto alto são as descrições que Dimitry faz de todo o sistema de metrô. As dificuldades dos moradores, as medidas de segurança, as leis existentes, a cultura e estilo de vida de cada estação por qual Artyon passa e uma infinidade de coisas interessantes que faz o leitor se sentir dentro da obra. Dimitry sem dúvida criou um "mundo" soberbo.

A verdade, é que a jornada de Artyon foca basicamente nas pessoas as quais encontra (que não são poucas) e, dentre uma coisa e outra, nos perigos existentes nos túneis e até mesmo nas estações. Realmente algumas passagens são bem tensas, mas infelizmente o lado terror não se demonstrou tanto quanto poderia. Esse lado terror se demonstrou em um único momento, que pra mim foi o ápice do livro, que é quando Artyon precisa ir até a superfície. É lá que dá-se início a um dos momentos mais assustadores e mais intensos da obra. O problema é que tal situação não dura mais que 20 páginas, frustrando completamente o leitor em todos os sentidos. E o pior: após isso, o livro se encaminha para um final muito ruim, forçado e confuso.

"Metro 2033" é um bom livro. O mundo criado pelo autor nas linhas de metrô da Rússia é simplesmente fantástico. A jornada de Artyon é também muito interessante. Infelizmente, o autor poderia ter explorado mais o lado sombrio do lugar e ter utilizado um pouco mais do terror da superfície. De qualquer forma, vale a pena ler. É uma obra original e que sem dúvida vai agradar aos amantes de livros que tratam de um cenário pós-apocalíptico. Recomendo!


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Renan Barcelos 27/06/2012

Um mundo dentro de um metrô
Em Metrô 2033 (Editora Planeta; 2010; 416 paginas; R$ 39,90) o autor e jornalista russo Dmitry Glukhovsky apresenta para o leitor uma Rússia devastada para uma guerra nuclear. Com a superfície tomada por radiação e criaturas mutantes que surgiram para preencher o vazio no ecossistema, a única forma que os moscovitas encontraram para sobreviver ao ambiente hostil foi refugiando-se na vasta rede de túneis que descansa abaixo da capital russa.

O livro, de ficção-científica e tema pós-apocalíptico, foi lançado pela primeira vez em 2002, pela internet, sendo apresentado na integra no site do autor. Mais tarde, conforme o sucesso e as visualizações aumentavam, foi transformado em uma experiência imersiva e em 2009 já havia sido traduzido para mais de 20 países. Com o crescente sucesso, logo foi transportado para o mundo dos jogos pela 4A Games, que conseguiu tirar da história do livro um jogo de tiro em primeira pessoa bem competente.

O cenário da obra é bem trabalhado e coeso, apresentando um ambiente sujo, onde a humanidade decaiu ao ponto da quase extinção e vive confinada ao subsolo, dividindo seu espaço com criação de porcos, galinhas, cogumelos e também com outras criaturas bizarras. O metrô já não funciona neste mundo pós apocalíptico, seus trilhos são utilizados como estradas e as estações servem de morada para ao homem, sendo na maioria das vezes, o único local seguro em meio ao caos e ao bizarros segredos do lugar. Nos resquícios da nação russa, reina a escuridão e o medo, um lugar onde o ser humano luta para sub-existir, resistindo com pedaços da tecnologia passada e constantemente tendo que patrulhar as linhas de trem, um lugar de sons estranhos e perigo constante, apenas para defender sombras pálidas de sua civilização.

Tanto o jogo quanto o livro mostram a história de Artyon, um jovem morador da estação de VDNKh, que se vê diante de uma ameaça quase alienígena, onde criaturas demoníacas, diferentes dos mutantes por sua inteligência superior e capacidade de incutir pesadelos, assolam os túneis próximos à prospera estação, entrando no complexo lacrado do metrô à partir de velhas passagens que levariam até o jardim botânico. Recrutado por Hunter, um dos caçadores do metrô – pessoas de grande coragem e competência militar – Artyon acaba embarcando em uma viagem até o complexo de Polis, lugar em que ainda se preserva algo da cultura e dos velhos conhecimentos, onde ele deveria avisar os outros caçadores do novo inimigo que ameaça o que restou dos moscovitas.

No entanto, as semelhanças entre as duas mídias acabam por aí.

Um leitor que tenha primeiro encarado os sombrios labirintos digitalizados de Metrô 2033 talvez comece a leitura procurando pela ação, terror e adrenalina que são passados durante o jogo, no entanto, não os encontrará em grande quantidade na versão original do título.

Apesar da história ser essencialmente a mesma, o livro não se foca em tiros, lutas e perseguições. A viagem de Artyon através do complexo do metrô é quase uma jornada espiritual, como se cada encontro e dificuldade o fossem preparando para um destino que lhe estaria reservado. Em suas andanças, o jovem de VDNKh encontra diversos personagens, cada um com suas visões e filosofias acerca tanto o passado quanto o futuro. No centro de todas os debates que existem no livro, que mesmo em pedaços parece ser uma única grande discussão filosófica, esta o destino do ser humano, seu papel no mundo e próprio metrô.

A ambientação e a cultura são coisas muito trabalhadas na obra. Em cada estação visitada por Artyon, em cada pessoa que cruza seu caminho, é possível encontrar uma crença completamente diferente. Por mais que a distancia de viagem seja pouca e o tamanho seja diminuto, cada estação parece ter encontrado uma maneira própria de sobreviver, adaptando costumes antigos para a nova realidade brutal, fazendo o mesmo com a religião e com a filosofia. Apesar da constante escuridão, aquela região do metrô de Moscou é colorida com a diversidade de valores e idéias, formando algo como um ecossistema que aos poucos vai se equilibrando. Muitas vezes a impressão que se tem é que o Metrô é um imenso monstro, mutável e vivo, que engloba todo o resquício da civilização humana e que, de forma consciente, interage com os habitantes á partir de sons, idéias e acontecimentos estranhos. O sobrenatural parece habitar os túneis estranhos, alguns deles inclusive sendo presenciados por Artyon, mas a dúvida sobre se seriam realmente ocorrências sem explicação científica, ou simplesmente rumores e fenômenos plausíveis, persiste até o fim.

Os diálogos presentes no livro são muito bem construídos, trazendo sempre uma nova informação ou alguma discussão sobre os diversos valores que povoam o metrô. Contudo, salve Khan, os personagens que figuram a obra não têm muita personalidade. Não que eles sejam todos iguais ou irreconhecíveis, é possível criar certa imagem de cada um deles, no entanto, não existe nada marcante, são apenas plausíveis para suas funções e crenças, sem apresentar nada que os torne cativantes. No fim das contas, o próprio Metrô é o personagem mais bem construído, vivo e com identidade própria.

A trama do livro segue bem estruturada, sempre se mantendo na premissa original, mas sempre trazendo conflitos que fazem com que Artyon se desvie de seu caminho e conheça mais alguma particularidade ou perigo da sua casa. É possível identificar na história toda a estrutura da “Jornada do Herói” de Campbell, tanto a personalidade do jovem protagonista quanto o desenrolar de seus passos montam um desenrolar quase grego, com as roupagens de um cenário russo pós-apocalíptico; é possível ver em Artyon a imagem de Perseu. Essa abordagem atrapalha e ao mesmo tempo acrescenta à história – fez com que as partes posteriores à Polis soassem um pouco perdidas, por exemplo –, mas certamente contribui para o ar de “jornada filosófica” que o personagem principal parece seguir.

O mundo de Metrô 2033 trará ao leitor uma verdadeira salada cultural. É possível encontrar sociedades e personagens de diversas crenças e religiões. Dentro do complexo de túneis se encontram comunistas, neo-nazistas, socialistas, capitalistas, cristãos, satanistas, pagãos e uma gama de outros “istas”, além de diversas outras idéias e pensamentos. No entanto, essa grande diversidade não é simplesmente jogada no livro. A maior parte das culturas e filosofias do metrô parece encontrar o seu papel e seu sentido, casando com a história de uma civilização que tenta se reconstruir a partir de fragmentos do passado. Passagens como a da criatura mutante abaixo do Kremlin trazem metáforas para com o mundo presente e indícios de uma crítica social que pode permear a fundação dos túneis escuros. Talvez, no fim das contas, o Metrô seja um monstro que parodia os tempos atuais.

Por fim, nas palavras do próprio Artyon sobre o Grande Verme que escavou o mundo):

“– Sabe, já vi muitas coisas no metrô. Em uma estação acreditam que se cavar bem fundo, é possível chegar até o inferno. Em outra, que já estamos vivendo no limiar do paraíso, porque acabou a batalha entre o bem e o mal e os que sobreviveram foram escolhidos para entrar no Reino Celestial. Depois disso tudo, essa sua história sobre o Grande Verme de alguma forma, não soa convincente. Você, pelo menos, acredita no que diz?”

Então, ao ler o livro, prepare-se para encontrar de tudo nos túneis moscovitas.

Publicado originalmente em: https://eoutroscenarios.wordpress.com


Blackpantoja 26/04/2019

Apocalipse 6:12-13
O autor russo Dmitriy Glukhovskiy destrói a terra com uma guerra nuclear e nos condena junto com o resto da humanidade a sobreviver no sistema subterrâneo de metrô em Moscou. Assim começa o pós-apocalíptico Metro2033, e em meio aos terrores e perigos que atormentam os humanos que sobrevivem pelas linhas do metrô somos apresentados ao nosso herói Artyon, e junto a ele embarcamos em uma jornada em busca da ... verdade? salvação? ou simplesmente uma luz no fim do túnel.
O livro tem um ritmo irregular, as vezes tenso no momento seguinte lento, os personagens em maioria são duros, frios e desconfortáveis, como o chão das estações que Artyon percorre, Glukhovskiy impressiona com a qualidade dos detalhes em seu livro, porém isso deixa a trama um pouco cansativa, são capítulos inteiros descrevendo a cultura, política, religião nada que atrapalhe a experiência, dependendo do tipo de leitor que você é.
Os últimos capítulos são realmente uma recompensa por toda viagem, o medo, as vozes na escuridão, a paranóia, os monstros, o sobrenatural se juntam em um final convincente, que te deixa com a impressão de tudo não passou de um pesadelo.

#Мой друг!!
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10/7 🚂🚃 EAQ (Escala Adriel de Qualidade)


Paco 28/12/2011

Muito Ruim
Quando joguei Metro 2033, nem imaginava que foi baseado em algum livro e assim um dia fui na livraria e vi que tinha sido traduzido o livro que foi base para o jogo. Na hroa sem perder tempo comprei e pensei que jogaria com a mente nesse livro. O que aconteceu foi o inverso, esse livreo me deixou com muita raiva e sono, pois é um livro extremamente parado e confuso, fazendo com que o leitor não entenda nada da estória e perca todos os sentidos no que realmente esteja acontecendo.
Não recomendo.


Filipedguy 30/09/2011

Um ótimo passa-tempo
A história do livro é realmente interessante, o jeito com que o autor aborda defeitos da nossa civilização atual, expondo-os absurdamente em um mundo caótico e devastado plea cobiça da raça humana.

Um livro que merece ser lido.
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Guilherme Amaro 15/09/2014

Um livro em que nos envolvemos com o ambiente e os personagens, uma aula de filosofia de vida.
O que dizer de um livro que vendeu 400 mil cópias só na Rússia, e no resto do mundo atingiu a marca de 3 milhões?
Um livro que o autor Dmitry utiliza da criatividade e induz a nossa imaginação em cada cena do desenrolar da história, um detalhe interessante é que a todo momento temos a oportunidade de olhar na contracapa do livro o mapa do metro de Moscou "verdadeiro", e suas legendas ;).
Ele utiliza o cenário de verdade do metro de Moscou mais conhecido como "Palácio Subterrâneo" o maior em densidade de passageiros do mundo. Sua rede é composta de 192 estações, distribuídas por 12 linhas através de 320,9 km.
Imagina só um moscovita ou um turista que leu o livro nas estações de metro de Moscou? rsrsr. O personagem principal um dos sobreviventes; Artyom morador da estação independente de 200 pessoas " VDNKh", defende os tuneis do metrô contra qualquer ameaça.
Hunter "caçador " atravessa várias estações do sistema do metrô até encontrar Artyom e lhe dar uma missão.
Sasha o padrinho de Artyom um cara pessimista com o futuro da humanidade e que possivelmente sofre os efeitos do medo .
Citando um pouco de Metro 2033; as estações de trem foram transformadas em pequenas cidades onde é o que sobrou da humanidade , busca manter nos subterrâneos a civilização , na superfície se desintregara com o colápso nuclear.
Enfim nesse mundo subterrâneo, dominado por seitas, clãs, guerrilheiros, nazistas, comunistas, assassinos, militares, mercadores inescrupulosos, onde pessoas comuns se desgastam numa tortura constante pela sobrevivência.

Agora só falta descobrirmos como a humanidade correu para o metro para se salvar.
Como e o por quê da guerra ter acontecido.

Espero com muita ansiedade lançamento do Metro 2034 inédito ainda no Brasil.

Uma breve entrevista com Dmitry Glukhovsky autor do livro metro 2033:

1 - De onde você tirou a inspiração para o protagonista Artyom?

R: No livro, ele sou eu: o não-combatente, não-militante. O típico não-herói. Além disso, eu tinha vinte e poucos anos quando escrevi a maior parte do livro, e essa era a idade do personagem. As principais preocupações de Artyom são o seu padrasto, fazer sua primeira viagem através do Metrô e confrontar suas ideologias conflitantes. Ele está preocupado em ser lembrado e conquistar seu espaço. É algo muito pessoal.

2 - Como foi imaginar os cenários de Metro?

R: Ah, foi muito fácil, porque eu passei metade da minha infância nos metrôs de Moscou. Minha escola era longe da minha casa e o metrô é a maneira mais acessível de transporte. Ao contrário do metrô de Nova York, ele é a maneira mais limpa e mais segura também. As estações são como palácios construídos no subsolo. Eles foram construídos durante o governo de Stalin, no ápice do império soviético, e eles foram feitos para impressionar. Eram a promessa de um futuro melhor.

Mas um dia eu li um relatório dizendo que havia uma segunda rede de metrôs para oficiais do governo e agentes secretos, e que as estações das duas redes se encontram várias vezes nas estações de metrô comuns. E que os túneis do Metrô-2 se entrelaçam com os túneis do metrô comum. E que isso foi feito para salvar a vida da elite governante no caso de uma guerra nuclear. Assim, abaixo dos edifícios dos grandes ministérios o Kremlin, Universidade Estadual de Moscou, o prédio da KGB, Lubyanka haviam estações de metrô privadas. E depois que elas foram abandonadas quando a União Soviética entrou em colapso, eu sei que as pessoas encontraram alguns desses túneis. Ouvi relatos de que as pessoas andam semanas sem chegar ao fim desses túneis, e que eles precisam voltar porque estão sem comida ou água.

"Estava insuportavelmente abafado.Artyom pegou sua máscara de gás, arrancou- Se, loucamente, respirou fundo o ar amargo e gelado.Então, enxugou se as lágrimas do rosto e , sem dar atenção aos gritos, começou a descer a escada. Ia voltar para o metrô. Ia voltar pra casa."


bruno knott 10/02/2011

Esperança embaixo da terra
A ideia de um mundo pós-apocalíptico exerce um enorme fascínio no imaginário do ser humano, seja nas linhas de um livro ou nas imagens de algum filme.

Parece que todo ano algum material novo sobre o tema é lançado, tamanha a curiosidade do público. Até o momento não existe uma obra definitiva. Quem mais chega perto é Cormac McCarthy com o maravilhoso A Estrada.

Dmitry Glukhovsky pode não ter criado algo com tamanha qualidade, mas o seu Metro 2033 é, sem dúvida, uma ótima pedida para quem se interessa sobre o assunto.

Tudo se passa na Rússia. Após algum evento catastrófico, a população se refugia nos trilhos e estações do metrô. O personagem principal é Artyom, um jovem de 20 e poucos anos, que como os demais, quer apenas sobreviver com dignidade.

Ele mal se lembra do mundo lá em cima, pois com 5 anos já vivia na escuridão do metrô. A vida é difícil, os prazeres são pequenos e as preocupações são imensas.

As estações são descritas com muita qualidade por Dmitry, que concebe um mundo claustrofóbico e perigoso. Parece que ninguém está a salvo e que quase tudo é permitido.

A história realmente começa quando Artyom conversa com um homem misterioso, conhecido apenas como Hunter, que lhe oferece uma missão.

Seria seu destino aceitar essa missão? Para onde tudo isso vai levá-lo?

O caminho é sombrio, mas é fascinante percorre-lo. Como Artyom, vamos aos poucos descobrindo muitas coisas sobre o metrô e seus habitantes. São várias sociedades que habitam seus redutos, como os fascitas, os amantes de Che Guevera, os religiosos, os bibliotecários e muitos outros.

Não faltam reflexões sobre os motivos que leveram a sociedade a ter que viver desse jeito, além de momentos de nostalgia, em que personagens de mais idade relebram os bons tempos de antigamente.

Um dos melhores momentos do livro está na ida de Artyom para a superfície. Assustador, para dizer o mínimo.

Infelizmente, algumas pontas soltas, a insistência do autor em descrever os sonhos de Artyom e um final um tanto abrupto não deixam Metro 2033 tornar-se algo realmente marcante, mas é uma experiência que vale cada minuto.


Vinícius 11/11/2016

Que livrão da porra
A história de Artyon do livro e o Artyon do game Metrô 2033 são completamente distintas, os lugares por onde Artyon passa e suas atitudes e missões são completamente diferentes das mostradas no jogo, porém a "Main Quest" se mantém a mesma, pode-se dizer que o jogo e o livro são duas imaginações da mesma aventura (apesar do fato que no jogo Artyon é um genocida que resolve tudo dizimando tropas inteiras e no livro ele basicamente não resolve nada e praticamente só se fode.), no jogo temos um enfoque maior no terror e na ação e no livro temos um enfoque na atmosfera e nas diversas culturas e as "civilizações" que lá dentro vivem, o cotidiano, a política, suas crenças, o misticismo, as fantasias, os amores, e outras conspirações que prefiro não estragar a surpresa de futuros leitores... Jogar o game e ler o livro é uma viajem para uma atmosfera maravilhosa criada por Dmitry, para os que puderem fazê-lo, recomendo.
O clima de chacina, tortura e miséria tornam essa obra única, o clima de insanidade que rodeia os habitantes é incrível.

Se você gosta de Vodka, Fuzil AK, Vladimir Putin, Cheeki Breeky, Mendigo com cajado de plástico falando que é a encarnação de imperador mongol, Satanismo, Dark Ones e protagonista se fodendo, esse livro é pra você Мой друг!!

Obs: Fall Out tem livro? Acho que não, só destacando que a série da betesha é mó histórinha de segunda.


Cássio Ulisses 03/10/2014

Um tanto, diferente.
Editora Planeta; 2010; 416 paginas
É um livro futurista, como da pra notar pelo título rs. A história é sobre um mundo que foi devastado pelas ações humanas e se passa no metro (lógico rs). O personagem é Artyon (nem me pergunte por que, mas lia Airton toda vez), um rapaz que tem que ajudar a sua estação (sim, estação de metro, tem várias, é tipo estados dentro do país). O livro é de um autor russo, nunca tinha lido um livro daquela região, mas posso falar que é um bom livro. Claro que dificulta às vezes os nomes russos, embora de pra se acostumar com o desenrolar da história. Peguei pra ler um livro em português de Portugal, o que não dificulta, mas é de se estranhar algumas palavras dos portugueses (cobarde, rapariga etc). Uma salada de frutas, um brasileiro lendo um livro da literatura russa, com o idioma de Portugal. Resumindo, o livro é bom, não é excelente, entretanto tem uma boa história e bons personagens, onde um é o principal e os outros são adjacentes, não há outro personagem que se aprofunde tanto como Artyon. E tem um detalhe, ele tem até um jogo a respeito do livro, dizem que é bom, pra quem se interessar em games...
Boa leitura.
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Stephanie 26/03/2013

Tema o futuro!
Os russos tem uma capacidade incrível para escrever livros trágicos. A mistura do clima frio com a sua história depressiva resulta nos escritores com os contos mais sombrios para relatar, e o pós apocalíptico Metro 2033 não foge disso.

Metro 2033, o livro, é tão famoso na Rússia que, além da continuação, aptamente nomeada Metro 2034, ganhou vários spin-offs escritos por diversos autores. Já no resto do mundo, ficou mais conhecido com o jogo de tiro em primeira pessoa da THQ, que já está recebendo sua continuação, Metro: Last Light, com direito a todos os monstros e zumbis que não existem no livro.

Quer saber mais sobre o livro, com direito ao mapa do metrô e a um curta de 4 minutos? Visite o blog!

http://www.fantasticaficcao.com.br/metro-2033/
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Ricardo.Vibranovski 26/04/2016

Melhor no início do que no fim.
Apesar de muitas boas sacadas, o livro vai aos poucos se tornando repetitivo e menos criativo em direção ao final, que não é nada surpreendente, nem novidade nenhuma para quem gosta e lê ficção científica. Acho que eu não indicaria...
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Alessandro.Ribeiro 12/03/2019

Claustrofóbico
Um dos livros que mais me passou sensações físicas. Você consegue sentir o que está descrito com uma vivacidade perturbadora.
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Thomás 12/07/2016

Incrível
Comecei o livro com um certo receio, por ser uma edição de português de Portugal. Me arrastei um pouco no começo mas a leitura depois engatou. Não é um simples livro, é uma experiência totalmente imersiva, com direito a tudo: comunistas, fascistas, satanistas, dentre outros (para não dar spoiler), com bastante filosofia. Destaque ao personagem mais significativo para mim: Gengis Khan, ou a sua auto intitulada reincarnação.

O livro até a metade é, de certa forma, previsível, pois ao nosso protagonista é dada uma missão. Pelos títulos dos capítulos é possível ter uma noção do desenrolar. Depois, continuei a história com uma surpresa atrás da outra, até o incrível desfecho, que para mim foi inesperado.

Conheci o livro pelo jogo de mesmo nome, e desde o começo acreditava que a história teria um desenrolar totalmente diferente. Mas que surpresa boa: o texto embora rebuscado acabou se mostrando muito rico e denso. Diferente de todos os romances atuais, que são na sua grande maioria rasos, sem muitas explicações e conteúdo.

Enfim, se o livro te interessar, não se incomode com o texto rebuscado. Só insistir que depois fluir melhor. Tem umas passagens meio lentas, mas nada que incomode muito. É um livro muito rico e muito criativo. E leia sempre com o mapa ao lado, irá ajudar muito a entender toda a história. Boa sorte nos tuneis do metro!
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