Auto da Compadecida

Auto da Compadecida
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Resenhas - Auto Da Compadecida


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Jeff Rodrigues 18/07/2016

Cabra esperto!
Chicó e João Grilo vivem aventuras criadas pelos próprios, é como uma necessidade de se meter em situações difíceis de sair, tão bom quanto engraçado.
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Gabriel.Nascimento 22/05/2016

resenha:Auto da compadecida-Ariano Suassuna
Quando comecei a ler o livro era meio que chato,mas depois fui me aprofundando e percebe que era um livro ótimo de se ler.
O livro é bem engraçado,divertido,empolgante,comediante e tenebroso.
A obra chama a atenção do leitor com as falas e a capa do livro, a obra de Ariano mostra muito a miséria,a ganancia,o adultério, e a amizade, mas não só com Chico e João Grilo,mas também entre o Padre e o Bispo,o cangaceiro e seu parceiro.
Quando os cangaceiros invadem a cidade é ai que tudo começa. O Padre,o Bispo, o Padeiro sua mulher, Severino(cangaceiro) e João,onde todos eles serão julgados. Depois que todos são julgados,João voltar para a terra e o seu amigo Chicó não acreditava,foi uma parte engraçada quando ele tentar fazer Chicó acreditar. Mas depois ele acreditar e eles voltam a serem amigos.
Auto da compadecida é um livro que,que todos podem ler e refletir sobre a vida,a miséria,a esperteza e a pobreza. É um livro divertido que retrata a amizade de João Grilo e Chicó que são pessoas humildes que usam a esperteza e a criatividade para o dia ficar melhor e divertido.
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Jéssica Santos 22/04/2016

O Auto da Compadecida foi escrito em 1955, em formato de teatro brasileiro, se passa no nordeste e é cheia de regionalismos. A história tem como personagem principal João Grilo e Chicó, pobres, que dão duro para ter o que comer, vestir, enfim, viver. Chicó adora uma mentirinha e João é craque na arte de improvisar. A peça critica o racismo e a valorização de pessoas ricas, mesmo que de forma sutil, atrelado ao bom humor
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Carmem.Toledo 20/04/2016

Simplicidade e inteligência
Esta é uma das mais singelas e, simultaneamente, críticas obras dramatúrgicas brasileiras. O humor sem igual de Ariano Suassuna conduz o leitor/espectador a questionamentos sociais, políticos e religiosos, através de uma arma invencível: a simplicidade.
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29/03/2016

Não sei. Só sei que foi assim.
"Valha-me Nossa Senhora,
Mãe de Deus de Nazaré!
A vaca mansa dá leite,
a braba dá quando quer.
A mansa dá sossegada,
a braba levanta o pé.
Já fui barco, fui navio,
mas hoje sou escaler.
Já fui menino, fui homem,
só me falta ser mulher.
Valha-me Nossa Senhora,
Mãe de Deus de Nazaré."

O livro é em formato de peça de teatro, visto que foi para esse fim que a obra foi concebida. Mas, felizmente, temos a adaptação cinematográfica (que eu adoro) e a não muito tempo atrás também pude ter essa edição primorosa da Editora Nova Fronteira, em capa dura, com ilustrações e as considerações do próprio Ariano Suassuna.

Como geralmente acontece, as adaptações são mais romanceadas para incrementar o texto original, e em Auto da Compadecida não é diferente. Existem personagens e vários elementos que condizem com a peça, mas muitas coisas diferem e muitas coisas são inventadas também e inseridas, até mesmo pro filme ter mais tempo de duração.

O filme vale tanto a pena quanto a leitura do original e, como li depois de já ter assistido, tive a nítida impressão de ouvir a voz dos atores enquanto eu lia e percebi que a escolha desses atores casou muito bem com os personagens criados pelo Ariano.

A história fala sobre uma pequena parte do que Chicó e João Grilo passam enquanto tentam "passar a perna" em outros personagens tentando promover o enterro de um cachorro com o padre realizando a cerimônia.

Temos um texto simples, cômico e cheio de sátiras e regionalismos nordestinos e com inspiração em obras menores e de menos repercussão que enriquecem o leitor. Sem falar no jogo de cintura que os personagens principais têm e que faz com que escapem das situações mais inusitadas como, por exemplo, um julgamento entre o Céu e o Inferno.


site: http://vivendomilvidas.blogspot.com.br/2016/03/projeto-nacionais-1-auto-da-compadecida.html
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Alana 22/03/2016

Não importa quantas vezes eu tenha assistido ao filme e saber as cenas de cor: o livro foi delicioso de ser lido! Saber da historia de trás pra frente em nada me atrapalhou e eu só me pergunto o porque de não ter lido antes.

Não é uma narrativa, como o próprio titulo já indica: é um auto, escrito quase inteiro em forma de diálogos e separado em três atos, que são interligados pela narração de um palhaço (sim, um palhaço!) que interage o tempo inteiro com os personagens. E não poderia ter sido de outra forma, o livro de Ariano Suassuna me arrancou várias risadas durante a leitura.

O filme possui cenas e personagens extras, mas foi incrivelmente fiel ao livro. Inclusive, foi inevitável lê-lo com as vozes dos atores ressoando em minha cabeça e visualizando claramente as cenas, da forma com que foram representados no cinema.

Apesar de cômico do inicio ao fim, o auto expõe algumas mazelas e elementos da sociedade nordestina no inicio do século XX, como o coronelismo, a corrupção e tradição muito presente na Igreja Católica à época, a pobreza do sertão e o cangaço. Tudo isso nos é apresentado numa linguagem simples e humilde, porém muito rica, bem característico do povo nordestino. Alias, a obra de Suassuna foi baseada nas próprias literaturas de cordel.

Humor do inicio ao fim, com leves alfinetadas. Nossa Senhora define muito bem, durante o julgamento, o clima dessa peça... "Quem gosta de tristeza é o diabo".
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Ana S. 09/09/2015

Já conhecia a história de trás pra frente por causa do filme e agora li o livro, é muito cativante a escrita do Ariano Suassuna, impossível não se apegar ao João Grilo e Chicó. Divertido mas que também retrata os dramas do nordeste, pobreza e religião. 5 estrelas :
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Isadora 04/09/2015

Um auto sempre nos faz refletir sobre assuntos polêmicos, principalmente religiosos. E esse de uma forma especial me cativou pelo enredo, pelas características principais de cada personagem, pela crítica à igreja e pela presença da literatura de cordel. Ele mostra muito bem a nossa região nordeste; a situação do povo nordestino, principalmente a classe mais pobre. E o melhor de tudo é o humor envolvido em toda a história.
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Tamíris 04/09/2015

"Não sei, só sei que foi assim"
Sempre fui apaixonada pelo filme, e agora que li o livro estou mais apaixonada ainda. O humor é leve e descontraído, dei várias gargalhadas. A leitura é rápida e fácil e muito cativante, terminei em um dia apenas. Realmente é uma das obras que mais marcaram minha vida.
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isa.dantas 02/09/2015

Maravilhoso!
Não conhecia a obra de Suassuna e esbarrei nesse clássico enquanto estava na fila de uma loja, esperando ser atendida. Simplesmente me encantei pelo conto maravilhoso e divertidíssimo. Agora, quero ler outras obras dele.
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Fabio Martins 06/08/2015

O auto da compadecida
Desde que foi lançado, sempre gostei muito do filme O Auto da Compadecida, de Guel Arraes. Achava a história cativante, com humor refinado e, ao mesmo tempo, muito simples e direta. Eis que certo dia, me deparo com um livreto homônimo em uma banca de jornal. Por ser fã do filme, decidi comprá-lo.

Ao começar a leitura, reparei nas grandes diferenças das duas obras. O livro foi escrito em 1955 por Ariano Suassuna em forma de peça de teatro e foi adaptado ao cinema em 1999. No livro, um palhaço faz a abertura de cada ato, explicando ligeiramente o que vem a seguir e a localização onde os personagens se encontram no momento.

A primeira parte do livro (primeiro ato) se passa durante a armação do enterro da cachorra do padeiro. João Grilo e Chicó organizam o funeral do animal enganando o padre da cidade e ainda conseguem um bom dinheiro para ele, o bispo e o sacristão da igreja. O curioso é que todos refutavam veementemente a execução do enterro até o surgimento da grande quantidade de dinheiro disponível para a realização do mesmo.

O segundo ato apresenta uma história curiosa, que não faz parte do filme. João Grilo vende um gato aos patrões (donos da padaria) alegando que ele comia ração e defecava dinheiro. Fez uma armação barata e conseguiu ganhar um bom dinheiro. Quando os padeiros perceberam que era uma farsa, foram reclamar ao sertanejo. Nesse instante, alguns cangaceiros invadem a cidade e decidem matar os padeiros, o padre, o bispo, o sacristão, João Grilo e Chicó.

Novamente com um plano mirabolante, João Grilo consegue matar o líder dos cangaceiros, Severino, alegando que tinha uma gaita que ressuscitava pessoas. Porém, outro rapaz do bando acerta um tiro no sertanejo e o mata também.

O último ato se inicia com o julgamento dos mortos. De um lado, o diabo tentando levá-los ao inferno. Do outro, Jesus Cristo puxando-os para o purgatório e o céu. Todos são absolvidos, mas o caso de João Grilo é complicado pelas diversas mentiras que cometeu em vida. Eis que ele apela para Nossa Senhora, que o dá mais uma chance de viver.

O livro O Auto da Compadecida foi uma verdadeira surpresa agradável. A leitura é muito divertida e simples. As diversas invertidas na história, as partes irônicas e os diálogos engraçados dão o tom do livro, que é tão bom e recomendável quanto o filme.

site: lisobreisso.wordpress.com
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Ingrid 22/07/2015

Daqueles livros que se lê com um sorriso no rosto.
Nessa peça Suassuna traz toda a riqueza da cultura nordestina e eleva a tradição popular à obra prima da literatura brasileira.
O filme dirigido por Guel Arrais é um dos meus preferidos, sou suspeita para falar. Apesar de bem fiel a peça, todas as mudanças do roteiro da peça original são maravilhosas e enriquecem ainda mais a obra de Suassuna.
Foi bom ler a peça já conhecendo o filme e a história, lembrava da entonação dos personagens e me divertia ainda mais. Delicioso.
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Claudio 14/07/2015

O melhor do Nordeste
O que dizer desse livro? Apenas que ele é um dos melhores livro da cultura nordestina. Ariano Suassuna já escreveu muitas obras mas nenhuma como essa. Seu personagens foram eternizados pela TV e já mais sairão do imaginário, não só do povo nordestino, mas do provo Brasileiro. A obra foi escrita tendo como base as histórias contadas pelo povo do Nordeste. Se você viu o filme e acha que não precisa ler o livro, engana-se pois tem muita coisa boa na versão escrita. Não deixe de conferir.
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Lorena 19/06/2015

"Lá vem a Compadecida! Mulher em tudo se mete!"
"Auto da Compadecida" é uma peça teatral de autoria de Ariano Suassuna, datada de 1955.

Baseada na literatura de cordel, a peça foi escrita em três atos e é narrada por um palhaço que também interage com os personagens. Traz elementos da cultura nordestina, tais como o cangaço, o coronelismo e a tradição religiosa, que são mesclados por Suassuna num enredo leve e cômico, e umas alfinetas também.

A história se passa numa pequena vila do sertão nordestino, especificamente na igreja, e no céu. Os personagens principais são os inseparáveis João Grilo e Chicó. João, o espertinho que está sempre querendo se dar bem e Chicó, o medroso contador de histórias mirabolantes.

No dois primeiros atos, João Grilo, amargurado pelo tratamento recebido de seu patrão, o padeiro, convence Chicó a ajudá-lo a pregar uma peça nele e na esposa, uma mulher de moral duvidosa. Mas as coisas não saem como planejadas por Chicó, que acaba causando uma enxurrada de mal entendidos em torno do enterro de um cachorro e do testamento deixado pelo cão, é pelo cão...rs. Até Severino do Aracaju e seu cabra, dois cangaceiros que chegam para saquear a vila, se envolvem na confusão. No terceiro ato, ocorre o julgamento de todos eles e digo, sem sombra de dúvida, que esta é a melhor parte do livro. A mais engraçada, de render gargalhadas mesmo, e a mais cheia de ternura, especialmente na parte que João Grilo invoca a intercessão da Compadecida no julgamento.

Encantada por essa obra do Suassuna que me fez rir e me encheu de saudade do meu Ceará! :)
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Kerly 28/05/2015

Desde que assisti ao filme há nem lembro quantos anos, me encantei com Chicó e João Grilo, personagens principais do auto. Espero algum dia ter a chance de assistir à peça.

O "Auto da Compadecida" é uma peça teatral escrita por Ariano Suassuna, dramaturgo paraibano. A obra lembra bastante os autos de Gil Vicente.

A história desse auto foi baseada na no seguinte verso:

"Meu verso acabou-se agora,
Minha história verdadeira.
Toda vez que eu canto ele,
Vêm dez mil-réis pra a algibeira.
Hoje estou dando por cinco,
Talvez não ache quem queira."

João Grilo é como se pode chamar um "enrolador de mão cheia", com sua boa "lábia" e simplicidade alcança seus objetivos. É um personagem bastante carismático.
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