Auto da Compadecida

Auto da Compadecida Ariano Suassuna




Resenhas - Auto Da Compadecida


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Belatris Snape 10/10/2018

Auto da Compadecida
Livro maravilhoso, Ariano Suassuna é realmente um dos grandes da literatura brasileira, ri, refleti e me apaixonei por cada linha desse livro incrível!
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Julio.Argibay 25/09/2018

Só sei que eh assim...
Suassuna eh muito autoral. Nessa peça Ilaria ele consegue resgatar a alma nordestina: seu modo de vida, suas crenças, folclore e o jeito de ser desse povo. Assim, de uma maneira divertida e muito própria ele consegue tratar de um tema tão difícil que eh a apropriação da fé do povo em benefício de uma classe avessa as mazelas de um povo sofrido. João Grilo e seu amigo são personagens do imaginário popular, assim como os outros tão bem explorados. O clero eh mostrado de uma forma tao realista e chocante, com suas vicissitudes, mas ao mesmo tempo muito engraçado. A estoria e inverossímil, beirando a literatura fantástica, chego a perceber um certo sarcasmo. Aqui, o simples torna-se atemporal e universal. Ele eh um verdadeiro mestre.
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Cris 10/09/2018

Maravilhoso!
“Não sei, só sei que foi assim…”

Eu amo o famoso filme que se baseou neste livro, já assisti várias vezes e fazia muito tempo que queria ler o livro.

O livro foi escrito na década de 1950 e foi recriado para ser usado no teatro, usando histórias conhecidas na tradição popular do cordel.
Eu sou apaixonada por cultura nordestina, e o texto mistura vários elementos da nossa cultura popular, como aspectos religiosos e a forma de falar, além de outros hábitos de vida.

A história é um drama, com um toque de comédia e nos apresenta dois personagens principais: Chicó e João Grilo.
João Grilo é um sujeito trapaceiro, mas muito inteligente, que tenta se dar bem na vida usando de sua lábia.
Chicó é o amigo atrapalhado, medroso, acaba se enfiando em confusões por causa dos outros.

Por trás dos diálogos divertidos e muitas confusões que o livro relata, vemos uma crítica muito forte à sociedade da época, mas que também poderia ser aplicada nos dias de hoje.

Eu adoro os diálogos, e acho que o livro retrata muito bem a região nordestina, com toda a sua cultura própria e personagens icônicos. Eu adorei o desfecho da história e acho que o livro é um dos grandes representantes da literatura brasileira, com uma adaptação perfeita no cinema.


site: https://www.instagram.com/li_numlivro/
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Zaira Verena 09/09/2018

Auto da compadecida
Obra escrita por Ariano Suassuna, passada no interior do Nordeste. Inspirado na literatura de cordel, em peça teatral, narrado por um palhaço. Conta as trapaças do João Grilo (o amarelo safado) e seu amigo Chicó. Uma história de muito humor e aborda temas sociais, desde a burguesia ao clero. Dividido em três atos.
● Ato 1:história do cachorro ter testamento ser enterrado em latim seja verídica do trecho do folheto O dinheiro - Leandro Gomes de Barros 1865-1918
● Ato 2: A história do gato que descome dinheiro e da falsa ressurreição na história do cavalo que defecava dinheiro.
●Ato 3:O julgamento no céu no O castigo da Soberba Outras fontes no livro Violeiros do norte - 1925


site: https://youtu.be/moDvlaHsF84
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monique.gerke 06/09/2018

"Espero que todos os presentes aproveitem os ensinamentos desta peça e reformem suas vidas, se bem que eu tenha certeza de que todos os que estão aqui são uns verdadeiros santos, praticantes da virtude, do amor a Deus e ao próximo, sem maldade, sem mesquinhez, incapazes de julgar e de falar mal dos outros, generosos, sem avareza, sóbrios, castos e pacientes. E basta, se bem que seja pouco. Música."
Lindo. Divertido. Trágico. Cômico. E brilhante.
Estava com saudades de uma leitura tão leve e prazerosa como essa!
Obrigada Suassuna.
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Livroseliteratura 02/09/2018

Resenha do blog Livros & Literatura
Poucos clássicos conseguem despertar minha atenção; obras em formato de peça nunca me prendem (essa é a 2a obra que consegue tal feito).

Me aventurar nos diálogos da nova edição do Auto da Compadecida foi uma experiência incrível!

Aliás, foi também uma grande surpresa, pois não imaginei que eu fosse me divertir tanto, nem gostar de uma obra clássica e regionalista.

A leitura, além de divertida, é rápida, pois a linguagem é simples, o que favorece o ritmo mais acelerado. O lado negativo é que acaba rápido e fica aquela sensação de "ah, já? Quero mais!".

Uma obra espetacular, numa apresentação belíssima revestida da simplicidade sempre exigida pelo renomado autor, que certamente conquistará os leitores que ainda não se viram hipnotizados pela sagacidade de Suassuna.

Não é necessário enaltecer seu estilo, nem mesmo acatar determinadas excentricidades do artista para reconhecer sua genialidade. Pois cá estou a aplaudi-lo e a convidar cada leitor a se render às peripécias desse enredo tão brasileiro e tão encantador!

Ps.: a edição tem 208 páginas.

site: www.instagram.com/livroseliteratura
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Lucas.Miguel 26/08/2018

Ter conhecido esse livro me fez admirar ainda mais o trabalho dos atores Matheus Nachtergaele e Selton Mello. É impressionante como eles conseguiram se vestir desses dois nordestinos.

Uma coisa que não entendi é porque o livro pede que não mostro o ator que fará Jesus? No filme faz sentido, apesar de ser no final, agora no livro não entendi o porque, seria porque a surpresa é que ele é negro?
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Ana Beatriz Rosa Alves 23/08/2018

A obra-prima do teatro brasileiro, já foi transformado em várias versões audiovisuais (que ainda não assisti) mas estou ansiosa pra ver.
Nessa obra acompanhamos os diálogos atrapalhados e ao mesmo tempo bem construídos das personagens inusitadas que moram no árido Nordeste brasileiro. Uma crítica direta para a religião e para a burguesia da época que ignoravam e humilhavam a situação paupérrima que a maior parte da população vivia.
A segunda obra de teatro brasileiro que tenho a honra de conhecer, porém a qualidade, comparada a da primeira obra do Nelson Rodrigues, é mil vezes melhor!
Link do livro: https://www.estantevirtual.com.br/mod_perl/info.cgi?livro=1314014435

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Claris Ribeiro 29/07/2018

Achei esse livro na estante do meu namorado e me interessei muito pela leitura, conhecia a história pelo famoso filme de mesmo nome produzido pela Globo Filmes que foi lançado em 2010, e me surpreendi ao perceber como a adaptação foi fiel nos detalhes dos personagens e características da história.

A história começa quando Chicó e João Grilo tentam convencer o padre a benzer o cachorro de sua patroa, a mulher do padeiro. Porém o cachorro acaba morrendo nesse meio tempo, e agora a dona do cachorro muito triste, quer que o padre faça toda a cerimônia para enterrar o cachorro.

O padre não quer enterrar o cachorro, mas então João Grilo conta ao padre que o cachorro tinha um testamento, onde deixava em nome do padre dez contos de réis e três para o sacristão, caso eles fizessem seu enterro em latim. Então o padre, interessado pelo dinheiro, se anima e resolve realizar o enterro do cachorro. Até que o bispo descobre, e João Grilo inventa que o testamento na verdade deixava seis contos para a arquidiocese e apenas quatro para paróquia, fazendo assim o bispo aceitar o enterro do cachorro sem maiores problemas.

João Grilo, esperto como era, se aproveitando de toda a confusão, resolve também ganhar em cima disso, ele então tenta vender um gato para a mulher do padeiro, o gato que “descomia” dinheiro. Na verdade era um gato comum que Chicó tinha colocado moedas, mas a ganância da mulher falou mais alto e ela logo comprou o gato querendo mais dinheiro. Mas o padeiro acaba descobrindo que o gato era um gato comum, e volta até a igreja para brigar com João Grilo.

Agora todos os personagens estão reunidos na igreja, e barulhos de tiros são ouvidos de lá. Era o cangaceiro Severino, o mais temido cangaceiro, que não tinha dó nenhuma na hora de matar quem passasse na sua frente. E ele matou, matou o padre, o bispo, o padeiro, a mulher do padeiro, e no meio da confusão, João Grilo dá ao cangaceiro uma gaita abençoada que teria o poder de ressuscitar as pessoas.

João Grilo finge que mata Chicó e depois toca a gaita, então seu amigo finge volta a vida. Animado com o presente, Severino pede para morrer e ser ressuscitado, mas como a gaita era uma das mentiras de João Grilo, ele acaba morrendo, mas antes de morrer, ele acaba matando João Grilo junto.

Todos vão para o julgamento, menos Chicó que sobreviveu. No julgamento, o Diabo faz o papel de advogado de acusação, Nossa Senhora a advogada de defesa e Jesus Cristo o Supremo Juiz.

Essa história nordestina é recheada de referências, uma obra prima cultural que mescla a comédia, com a literatura de cordel e tradições religiosas. Uma história que mostra ganância, mentira e as faces do ser humano.

É o segundo livro que leio em forma de peça teatral, no início é meio complicado, mas depois que acostuma com o tipo de leitura, a história flui muito bem. Ri muito com as situações descritas na história, principalmente ao relembrar das cenas do filme. Recomendo muito a leitura!

site: http://www.plasticodelic.com/2018/07/resenha-auto-da-compadecida.html
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helenacruz 29/06/2018

Espetacularmente único!
Ariano Suassuna deu um presente à humanidade escrevendo essa peça. No começo é natural estranhar a forma como foi escrito, justamente por ser uma peça teatral, mas em menos de 3 páginas você já estará apaixonado por esse formato e pelos personagens sem igual!

Uma obra primorosa e cheia de tradições que refletem o Nordeste , e a "esperteza" do brasileiro.

Leitura rápida, divertida, viciante e maravilhosa!
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Deghety 03/06/2018

Auto da Compadecida
Auto da Compadecida
Ariano Suassuna
Brasil

Uma das raras vezes onde filme é melhor que o livro acontece com o Auto da Compadecida, pra mim isso se dá ao fato de que no filme a linguagem dos personagens têm o sotaque nordestino, coisa que não é no livro.
O livro é bastante divertido e se resume à erro, pecado, redenção e arrependimento. A essência do ser humano, suas forças e suas fraquezas. A obra é concebida dentro de um contexto religioso, mas pode abranger todos os aspectos.
Recomendo
????????
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Crônicas do Evandro 01/06/2018

Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna
Ariano Suassuna flertava entre o conservadorismo religioso e a modernidade desafiadora. Como quando João Grilo, quase ao final, chama A Compadecida com estes versos: “Valha-me Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré! A vaca mansa dá leite, a braba dá quando quer. A mansa dá sossegada, a braba levanta o pé. Já fui barco, fui navio, mas hoje sou escaler. Já fui menino, fui homem, só me falta ser mulher. Valha-me Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré”.

site: https://cronicasdoevandro.wordpress.com/
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Mariana.Vilela 25/02/2018

Auto da Compadecida
Assisti o filme na Globo várias vezes e amava aquela conexão dos personagens, além das tiradas engraçadas. Por isso, quando fui pegar o livro para ler, torci que ele fosse próximo ao filme.
O livro é dividido em três partes e, devo confessar que na primeira parte comecei a me desesperar. Não tinha quase nada do filme, tirando o fato de que tínhamos os mesmos dois personagens principais.
Mas a segunda parte foi a luz no fim do túnel: era possível ver as ideias do filme e dava para entender porque foram precisas algumas mudanças.
E a parte três foi a ápice: além de ser a melhor parte do livro, como todas as tiradas cómicas e satíricas estavam ali, essa parte foi quase toda colocada no filme. Tem até um diálogo idêntico!
O livro é de fácil leitura e super rápido de ler. Numa sentada você consegue lê-lo. Confesso, que fiquei com medo de ler um roteiro de peça de teatro, mas foi super fácil de ler. O autor é bem direto ao ponto. Não fica fazendo muitos rodeios.
Por fim, amei o livro e fico feliz que tenham feito um filme tão fiel.
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