Auto da Compadecida

Auto da Compadecida Ariano Suassuna




Resenhas - Auto Da Compadecida


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Renata CCS 01/03/2013

O AUTO DA COMPADECIDA é uma obra merecedora de numerosos elogios
O AUTO DA COMPADECIDA é um clássico do teatro brasileiro e virou minissérie de televisão e um filme para o cinema, ambas ótimas versões que recomendo assistir. Mas a leitura é sempre insubstituível: lendo esta peça, podemos sentir sua força poética e popular, a simplicidade dos diálogos, os vários tipos de personagens nordestinos, e vemos também o tipo bem brasileiro neles, que é o de "dar conta do recado" com o famoso "jeitinho" brasileiro.

Os protagonistas são Chicó e João Grilo, que são dois empregados de uma padaria, cujos patrões cuidam melhor da cadela do que dos funcionários. Quando a cadela morre, a mulher do padeiro exige que João Grilo e Chicó peçam ao padre que benza sua cachorra antes do enterro. Para conseguir que o padre realizasse o enterro, João Grilo diz que a cachorrinha era uma cristã devota e que deixara em testamento 10 contos de reis para a igreja. O bispo fica chocado quando descobre, mas logo aceita ao saber do dinheiro. Chicó apaixona-se por Rosinha, a filha do Major Antônio Morais, e junto com João Grilo elaboram um plano para provar que Chicó é corajoso e assim conseguir a permissão do major para poder se casar com sua filha. Em uma de suas armações eles se encontram com o cangaceiro Severino que invade a cidade com seus homens e faz com que seu subordinado mate o padre, o bispo, o padeiro e a esposa. Na hora da execução de João Grilo e Chicó, João Grilo engana Severino com uma gaita mágica que ele diz que pode ressuscitar os mortos. Severino decide morrer para visitar seu padrinho Padre Cícero e depois voltar com o poder da gaita, então pede ao seu guarda que o mate. O subordinado vendo que seu chefe não voltava, mata João Grilo e Chicó consegue fugir. Todos os mortos se encontram no purgatório para o julgamento final e, após uma discussão acirrada com o Diabo, João Grilo consegue a presença de Nossa Senhora que sugere ao filho, Jesus Cristo, que envie Severino diretamente para o céu, pois ele não era responsável pelos seus atos, já que foi uma vítima de uma infância difícil. O padeiro e sua esposa também seguem o mesmo caminho, já que se perdoam antes de serem assassinados. O mesmo acontece com o padre e o bispo, pois na hora da morte perdoaram seus agressores. João Grilo ganha uma segunda chance e a permissão de voltar para a Terra.

Com muito humor o autor fala da miséria humana, da mesquinharia das pessoas, do racismo e da luta pelo poder. Revela também os costumes regionais e o caráter religioso dos cristãos. Ariano Suassuna escreveu de forma irreverente, mostrando a vida no sertão nordestino e a fé simples de um povo. Simplicidade é o sinônimo deste livro delicioso. É um clássico de nossa literatura! Leitura mais que obrigatória.

J@n 02/03/2013minha estante
É uma peça poética e popular. A simplicidade dos diálogos e a caracterização dos personagens tornam esta obra única na dramaturgia brasileira. Adoro Ariano Suassuna. Para mim, ele é o "cara"!


Renata CCS 05/03/2013minha estante
Olá J@n, eu tb adorei esta obra. A adaptação cinematográfica ficou bárbara também (como grande fã, imagino que tenha assistido).


J@n 06/03/2013minha estante
Assisti sim e achei que ficou incrível, muito fiel ao original e com atores perfeitos. Notei que vc não leu outras obras de A.S. e, como grande fã, vou tomar a liberdade de indicar algumas (posso?) Tenho certeza que irá gostar.


Renata CCS 06/03/2013minha estante
Olá J@n, aceito sugestões sim e fico muito grata! São tantas as obras de Suassuna que realmente preciso de algumas indicações. Obrigada!


sonia 28/10/2013minha estante
Ler o livro, assistir o filme, e admirar-se de que a obra é do autor quando muito jovem ainda.




Luiza Machado 01/01/2010

Altas críticas, sob o disfarce de uma história cômica sobre trapaceiros e traidores vivendo no árido nordeste brasileiro onde a miséria toma conta.
O anti-herói João Grilo faz muita coisa errada, mas cativa o leitor e a Compadecida.
Os personagens que representam a Igreja são imorais, criticando a instituição católica e reafirmando a verdadeira fé.
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Phelipe Guilherme Maciel 01/09/2016

A Grande Obra do Teatro Nacional. Desculpe, Nelson Rodrigues...
A grande obra do teatro nacional. Este livro é o ponto alto da cultura nordestina mais simples, do povo sofrido sertanejo. A obra é bem diferente da versão que todos conhecem da versão televisionada estrelado por Matheus Nachtergaele, Selton Mello e Fernanda Montenegro. Na versão do cinema, além de O Auto da Compadecida, trechos de outros livros do grande Ariano Suassuna foram incorporados, como o livro "O Santo e a Porca" e "Torturas de um Coração".
Ariano bebeu diretamente na fonte das crendices populares e da literatura de cordel para fazer O Auto da Compadecida. O Gato que descome dinheiro, o julgamento no céu, entre outros célebres momentos da peça, são já histórias muito antigas do povo nordestino.

Esse livro dá para ser lido em 1 dia apenas, mas a mágica que deve é retirada, dura para sempre. Hoje me sinto muito mais brasileiro, e um pouco nordestino, pois este livro é puro orgulho.

Ariano Suassuna, você foi o mais porreta dos porretas.
Alana 30/01/2017minha estante
sim, sim sim!!! Foi um livro que peguei emprestado pra ler, mas tenho a intenção de adquiri-lo e poder ter ele ao meu alcance sempre.


Phelipe Guilherme Maciel 30/01/2017minha estante
E a edição da Agir é toda carinhosa, um livro muito bem feito, que vale a pena ter mesmo. O que Ariano Suassuna e Jorge Amado passam do nordeste, homem nenhum consegue passar. Eles te transportam para aquele reino de felicidade simples. Da mesma forma que Graciliano Ramos consegue te fazer experimentar a aridez da terra, o suor da testa e o sal das lágrimas.


Fábio 14/02/2017minha estante
Tenho lido muitos livros estrangeiros, mas logo espero adquirir novamente livros de autores brasileiros, esse em especial por ser um clássico da nossa literatura!


Phelipe Guilherme Maciel 15/02/2017minha estante
Fabio, também desconsiderei muito a literatura nacional depois do Ensino Médio. Priorizei a literatura americana, principalmente a literatura fantástica e ficção científica. Hoje estou relendo os grandes clássicos brasileiros e me redescubro! Também estou gostando muito dos contemporâneos, como o Milton Hatoum por exemplo. Vale a pena, demais!




kassya 24/07/2009

Não sei, so sei que foi assim... Adorei o livro e ainda dou boas gargalhadas com o filme.
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DaniBC 10/10/2009

O Auto da Compadecida é o tipo de livro que vicia.
Perdi a conta de quantas vezes já li este romance muito divertido.
Ps: vale a pena ver o filme também.
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Evelyn Ruani 29/06/2011

DESAFIO LITERÁRIO 2011 - Tema: Peças Teatrais / Mês: Junho (Livro 5)
Ariano Suassuna me surpreendeu. A leitura de Auto da Compadecida é super agradável e arrancou várias risadas. O livro foi escrito com base em romances e histórias populares do Nordeste e conta a história de João Grilo e Chicó, dois empregados da padaria da cidade. Xaréu, o cachorro da mulher do padeiro, fica doente e João Grilo e Chicó são enviados a Igreja para pedir ao padre que benzesse o bichano.

O padre a princípio não concorda e para convencê-lo João Grilo diz que o cachorro pertence à Antonio Morais, um homem poderoso da cidade. Aí a confusão está instalada. Quando o padre já está quase convencido em ir benzer o animal, chega Antonio Morais à paróquia para pedir pelo seu filho. O diálogo entre ele e o padre é hilário e muito bem desenvolvido por Ariano.

A partir dessa primeira confusão, outras se seguem num ritmo super empolgante. Aparecem o Bispo, o Sacerdote e até um Cangaceiro com seu capanga entram na história. João Grilo consegue ir contornando as situações de forma impressionante e acabam todos no céu para a hora do Juízo Final. Aparecem para o julgamento, Jesus e o Diabo e nesse ponto os diálogos são simplesmente geniais e hilários. É impossível não rir, principalmente dos argumentos absurdos, mas inteligentíssimos, de João Grilo.

Num determinado momento, João chama Nossa Senhora, a Compadecida, para ajudar no julgamento e acaba ajudando a todos, e se safando com a melhor da enrascada. O final da peça é muito engraçado e tiro realmente meu chapéu para a narrativa agradável e empolgante de Ariano.

Além disso, é interessante citar a riqueza cultural da obra que traz elementos de cordel e propõe um enfoque regionalista, abordando tradições dos romanceiros e narrativas nordetisnas. Sem contar com as lindas ilustrações de Romero de Andrade Lima. Fui realmente surpreendida.

Leitura recomendada.


lga261 09/05/2010

Uma agradável surpresa
Li este livro por que a escola pediu e me surpreendi com a facilidade de leitura e qualidade da escrita. Após uma hora lendo, acabei o livro e me fascinei pelo carisma dos personagens e pelas raízes na literatura de cordel. Recomendo com certeza.
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Carol 23/04/2010

Ô saudade de ler algo assim!
É esse espírito gostoso dos livros regionalistas que tanto estava me fazendo falta!

A linguagem é deliciosa, divertida, brincalhona.As falas, hilárias!Os personagens, maravilhos e hilariantes.Que dizer daquele diálogo da rabugem, e das tiradas de João Grilo?Eu realmente ri, e no meio da rua em algumas vezes!O fato de ser uma peça faz a leitura ser bem rápida, o que deveria fazer com que fosse mais divulgado pelas escolas.As crianças precisam conhecer mais esse lado genial e gostoso de se ler da literatura nordestina, é muito difícil ser jovem e se interesser pela linguagem áspera de um "Vidas Secas", por exemplo.Enquanto isso, o "Auto Da Compadecida" é vivo, quente, real, mágico, presente!

Muito interessante ler no final que Ariano Suassuna pegou vários personagens e histórias populares para criar seu livro, e mais interessante ainda foi ler um texto que mostra que isso está longe de ser cópia.É recriação, é homenagem, é tradição, é tudo de bom!
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phddelavia 26/04/2015

Auto da Compadecida - Ariano Suassuna - Editora Agir
Minhas considerações:


Não posso começar essa resenha falando do enredo, pois se você ainda não leu (ou não assistiu), deve ao menos ter ouvido falar dessa história. E eu preciso fazer isso porque a minha opinião (que será muito boa) deve vir primeiro.

Tenho esse livro guardado na estante há muito tempo e ele estava lá, se empoeirando, esperando que eu o lê-se e finalmente sua hora chegou (arrependo-me amargamente de não tê-lo lido antes). Meu exemplar é velho e puído, com a capa soltando, afanado de uma biblioteca de um colégio (algum antigo aluno me deu, deve ter sido esse aluno quem cometeu o delito, não eu, pois não furtaria livro nenhum de biblioteca nenhuma), mas é meu por direito (e por gosto).

O assunto "Auto da Compadecida" surgiu tanto na última semana numa conversa com um amigo que eu fui obrigado a pegar o meu exemplar parado na estante e ler. Leitura fácil, divertida, descontraída e muito gratificante. O livro tem 203 páginas que passam voando (se não tivesse tendo obra aqui em casa eu o teria lido em poucas horas).

Este volume está em forma de roteiro teatral, foi escrito originalmente em 1955 e encenado pela primeira vez em 1956. Eu só tomei conhecimento dessa peça quando ela foi adaptada para televisão numa minissérie da Globo (porcaria de emissora) em 1991 (assisti nessa época mesmo e foi, até hoje, a melhor coisa que já vi nessa porcaria de canal). Não sou acostumado a ler esse gênero literário, mas sou grande fã da literatura de cordel (Suassuna baseou-se nesse outro gênero para compor o Auto da Compadecida). Esse livro é tão lúdico e envolvente que você nem precisa de tempo para se acostumar ao gênero, porque, quando você se dá conta, já acabou.

Não sou nem um pouco religioso, nadinha mesmo, mas Ariano é, e muito. E, confesso, fiquei arrepiado com o julgamento final e a convocação da Compadecida. A título de curiosidade: Suassuna anota logo no início do livro que os atores que representarão, respectivamente a Compadecida e Manuel (Jesus), não são dignos do papel. Em suas próprias palavras:

"A mulher que vai desempenhar o papel desta excelsa Senhora, declara-se indigna de tão alto mister."

"O ator que vai representar Manuel, isto é, Nosso Senhor Jesus Cristo, declara-se também indigno de tão alto papel."

São poucos os livros que te fazem esboçar um sorriso, mais raros ainda são os livros que te fazem dar gargalhadas, e este é o caso, muitas gargalhadas, principalmente nos causos de Chicó e nas armações de João Grilo.

Gostei tanto do livro que pretendo ler mais coisas do Suassuna, talvez até sua obra inteira!

Se ainda não te convenci a ler esse livro (ainda hoje de preferência), deixo ainda o enredo para ver se, ao menos, desperto-lhe uma curiosidade.



Enredo:


Toda a peça se passa numa pequena vila (uma minúscula cidade do sertão) que consiste em uma igreja, um pátio de igreja e uma rua para entrar e outra para ir-se embora. Ah, e um lugar para o julgamento. A história é narrada por um palhaço que também interage com os atores.

Chicó é amigo de João Grilo e ambos trabalham para o padeiro e sua esposa. Chicó é um cabra frouxo, contador de histórias; e João, seu melhor amigo, é um sujeito amargurado na pobreza, cheio de criatividade e esperteza, que remói sua infelicidade por ter sido abandonado por seus patrões quando esteve doente. Os dois vão se enrolando em tramoias e enganando a todos; o padre, Sr. Antônio Morais, o sacristão, o bispo e o frade, o padeiro e sua esposa, além de outros.

Por fim, acontece um grande julgamento. E se alguém me perguntar como é que foi, eu responderei: "Não sei, só sei que foi assim."


Sobre o autor:

Suassuna era um icônico paraibano, nascido em João Pessoa no dia 16 de junho de 1927, um sujeito que não gostava de viajar e nem de tomar café, que adorava sua terra e era apaixonado pela literatura de cordel. Projetou-se com a peça Auto da Compadecida em 1955, entre tantas outras de suas obras. Escreveu, em sua grande maioria, para o teatro, mas também publicou alguns romances e muitas poesias. Vendo suas entrevistas e lendo suas reportagens, nota-se claramente um ar matuto e espertalhão aprofundado pelo sotaque melodioso e curioso do Nordeste. Na minha opinião, Ariano foi uma combinação de seus dois famosos personagens, Chicó e João Grilo, não dá para não se divertir lendo e ouvindo Suassuna.
Suassuna era um icônico paraibano, nascido em João Pessoa no dia 16 de junho de 1927, um sujeito que não gostava de viajar e nem de tomar café, que adorava sua terra e era apaixonado pela literatura de cordel. Projetou-se com a peça Auto da Compadecida em 1955, entre tantas outras de suas obras. Escreveu, em sua grande maioria, para o teatro, mas também publicou alguns romances e muitas poesias. Vendo suas entrevistas e lendo suas reportagens, nota-se claramente um ar matuto e espertalhão aprofundado pelo sotaque melodioso e curioso do Nordeste. Na minha opinião, Ariano foi uma combinação de seus dois famosos personagens, Chicó e João Grilo, não dá para não se divertir lendo e ouvindo Suassuna.


site: http://pedrodelavia.blogspot.com.br/2015/04/auto-da-compadecida-ariano-suassuna.html
Laiane 23/05/2015minha estante
Que coincidência! Escrevi hoje no Facebook a frase "não sei, só sei que foi assim". =)




Li 02/06/2011

DESAFIO LITERÁRIO 2011 - JUNHO - PEÇAS TEATRAIS *OFICIAL*
Sinopse: : Auto da Compadecida é uma peça teatral em forma de auto, em três atos escrita e em 1955 pelo autor brasileiro Ariano Suassuna.
É um drama do Nordeste do Brasil. Insere elementos da tradição da literatura de cordel,de genero comédia apresenta traços do barroco católico brasileiro, mistura cultura popular e tradição religiosa. Apresenta na escrita traços de linguagem oral por demonstrar na fala do personagem sua classe social, apresenta também regionalismos pelo fato de a história se passar no nordeste e o autor ter nascido lá.

Bom, por causa do colégio, onde eu era obrigada a ser atriz e ainda participar da produção (se eu não precisasse representar, não teria problemas com esta parte), tenho verdadeira ojeriza ao tema. Desde aquela época nunca mais coloquei os olhos num texto deste tipo, apesar de gostar do teatro em si.
Enfim, escolhi o auto da compadecida pois gostei do filme de Guel Arraez...

A base da história é sobre hipocrisia e corrupção na igreja, ou pelo menos eu entendi assim... Suassuna se baseou em livros de Cordel e usou elementos da cultura nordestina (apesar d´eu não conhecer alguns abordados, acho que deve ser coisa dos estados mais lá para cima, rs) para dar corpo ao texto, tudo com muita ironia.
A peça tem uma estrutura diferente e algumas coisas foram acrescentadas no filme de Guel Arraez, e falando sério, prefiro o filme por alguns motivos: O autor sugere que o cenário da peça seja como um picadeiro de circo e que tenha um palhaço como “mestre de cerimônia” e representante da sua pessoa, além de que os atores aparecem como eles mesmos no começo e no meio da peça, as mudanças de cenários são na frente do público, sei lá... Eu ficaria desconfortável e acharia a coisa toda muito bagunçada! E, fora o de soleil e o imperial da China, detesto circos e palhaços em geral, admito.

Esse trecho é do começo da peça, quando o palhaço explica o mecanismo do espetáculo:
“ PALHAÇO
Ao escrever esta peça, onde combate o mundanismo, praga de sua igreja, o autor quis ser representado por um palhaço, para indicar que sabe, mais do que ninguém, que sua alma é um velho catre, cheio de insensatez e de solércia. Ele não tinha o direito de tocar nesse tema, mas ousou fazê-lo, baseado no espírito popular de sua gente, porque acredita que esse povo sofre e tem direito a certas intimidades.”

Praticamente todos os livros que leio têm críticas à igreja católica (ou pelo menos a seus membros), é muito engraçado, porque juro que não escolho os livros pensando nisso.

*http://desafioliterariobyrg.blogspot.com/*
Larissa 03/06/2011minha estante
Eu so' vi o filme e gostei muito, escolhi O Santo e a Porca do Ariano Suassuna para ler este mes. Boa escolha.


naomi 05/06/2011minha estante
eu li pro desafio do ano passado, gostei bastante.:)


Viquinha 10/06/2011minha estante
O filme é bom...a peça não li. Mas tenho a impressão que deva ter uma toada boa, gostosinha. Também como você, não sou uma boa apreciadora de circos, especialmente dos palhaços. Acho meio sem graça. Agora, me preocupa o fato de que as tarefas compulsórias gerem tanto ojeriza na gente e acabem por influenciar nossos gostos. Até mais ver, garotinha.
Beijões


Evelyn Ruani 30/06/2011minha estante
Li,
Eu também li esse livro para o desafio e gostei bastante viu! Adorei os diálogos, e as critas são ótimas e inteligentes! Esse me surpreendeu, apesar de não gostar do gênero teatro!
Bjos




Dani Moraes 06/11/2009

Eu ri do inicio ao fim... das aventuras e travessuras ... sem contar que o chicó é demais... naum sei só sei q foi assim...rsrs
Além de ser um crítica bem humorada a sociedade hipocrita.
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musa 24/03/2009

excelente!
maravilhoso ,muito bom leia .
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spoiler visualizar
Sérgio Filho 04/02/2015minha estante
O santo e a porca é outra peça do autor também muito engraçada.




Alana 22/03/2016

Não importa quantas vezes eu tenha assistido ao filme e saber as cenas de cor: o livro foi delicioso de ser lido! Saber da historia de trás pra frente em nada me atrapalhou e eu só me pergunto o porque de não ter lido antes.

Não é uma narrativa, como o próprio titulo já indica: é um auto, escrito quase inteiro em forma de diálogos e separado em três atos, que são interligados pela narração de um palhaço (sim, um palhaço!) que interage o tempo inteiro com os personagens. E não poderia ter sido de outra forma, o livro de Ariano Suassuna me arrancou várias risadas durante a leitura.

O filme possui cenas e personagens extras, mas foi incrivelmente fiel ao livro. Inclusive, foi inevitável lê-lo com as vozes dos atores ressoando em minha cabeça e visualizando claramente as cenas, da forma com que foram representados no cinema.

Apesar de cômico do inicio ao fim, o auto expõe algumas mazelas e elementos da sociedade nordestina no inicio do século XX, como o coronelismo, a corrupção e tradição muito presente na Igreja Católica à época, a pobreza do sertão e o cangaço. Tudo isso nos é apresentado numa linguagem simples e humilde, porém muito rica, bem característico do povo nordestino. Alias, a obra de Suassuna foi baseada nas próprias literaturas de cordel.

Humor do inicio ao fim, com leves alfinetadas. Nossa Senhora define muito bem, durante o julgamento, o clima dessa peça... "Quem gosta de tristeza é o diabo".
Phelipe Guilherme Maciel 30/01/2017minha estante
Na minha resenha eu comentei: Nelson Rodrigues que me perdoe, esse é o melhor livro de teatro da literatura nacional. Digníssimo! Maravilhoso mesmo.




Sara 22/11/2009

O melhor livro que já li de Ariano Suassuna, realmente muito bom. Ri do começo ao fim, valeu a pena o dinheiro gasto.
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