Um Artista da Fome

Um Artista da Fome Franz Kafka




Resenhas - Um artista da fome


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Sam 23/03/2021

Depressivo e angustiante
Esse é o meu primeiro e último livro do Franz Kafka.

Escritor completamente perturbado.

Livro deprimente, angustiante, frustrante, perturbador.

Se você quer uma leitura leve e aconchegante não leia esse livro.
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William Grizorte 04/02/2021

O caráter humano sobre a luz de Kafka
A coleção de contos nos mostra uma elucidação diagnóstica da psiquê humana em sua essência e verdade. Ponto adicional para o conto que nomeia o livro e o breve mas brilhante Trapezista.
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Luan Takashi 19/12/2020

Ironia incontestável
Boa parte dos textos de Kafka se apoiam no seu humor cínico e irônico, poucos autores expressam tamanha violência da mesma forma, pode-se rir ou chorar de sua realidade tão surreal e crua.
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Rubens.Brito 29/11/2020

O último conto "na colônia penal" é maravilhoso e aterrorizante, a forma orgulhosa como o oficial explica a máquina de execução da pena é angustiante.
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Sara 08/11/2020

Muito bom
No conjunto de contos encontrei um texto triste logo de início, um engraçado logo depois e dois mais longos e reflexivos.
Na colônia penal e Um artista de fome tem a mesma vibe de O veredicto e se tornaram contos favoritos fácil.
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mainapereira 11/10/2020

Primeira vez lendo Kafka
Foi minha primeira leitura de Kafka. Gostei muito do estilo do autor e desejo ler suas outras obras.

O livro ?O artista da fome? contém vários de seus contos, além do que leva o título da obra. Não sei se quem leu também teve essa impressão de haver algo em comum entre os textos, como se fosse a mesma mensagem a ser passada, algo relacionado a insatisfação, o sofrimento e um desejo insaciável enquanto ser humano...

O conto ?Um artista da fome? e a novela ?Na colônia penal? são os melhores textos da obra em minha experiência ao degusta-la.

Me chama a atenção a proposta da espetacularização da fome e da sentença de morte (ou do próprio sofrimento?) numa perspectiva individualizada e em um contexto apresentado como ultrapassado.

Uma leitura não muito fácil de digerir, mas recomendada em uma sociedade contemporânea que vive do espetáculo de si...
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Luke 29/07/2020

Esperei mais.
Como sendo ele um dos escritores que amo eu bem que esperei mais. Porém os textos nesse livro são muito sem sentido é não dá para compreender. De outro ponto de vista, talvez fosse essa a ideia do autor.
Eric.Hirai 12/09/2020minha estante
Também boei


Luke 13/09/2020minha estante
Então né kkk mas ainda amo algumas das obras dele. Só não indico essa kkkk




bruna brandl 25/06/2020

Genialidade do autor
Minha primeira experiência com o autor foi em "A metamorfose". Fiquei encantada com a forma que Kafka constrói as personagens, suas características marcantes, preocupações, simplesmente genial. Já tinha recebido uma indicação para ler o "artista da fome" e confesso que achei um conto bom, principalmente a forma como Kafka gera angústia no leitor, ao perceber que a história do artista não interessa verdadeiramente a ninguém. Mas o que mais me surpreendeu - positivamente - foi o conto "Na colônia penal". Claro que cada leitor retira uma interpretação, mas a alegoria me remeteu diretamente ao sistema penal dos dias atuais e aos entusiastas que acreditam na beleza do horror das punições existentes, que mais afligem o psicológico e físicos dos condenados do que ressocializam. Também fiquei encantada com a atualidade do conto, quando o oficial acaba "experimentando" da própria máquina e termina vítima das suas próprias crenças.
Italo 17/08/2020minha estante
SIMMM, KAFKA É CAPAZ DE FAZER QUALQUER UM SE SENTIR NA PELE DA PERSONAGEM E SENTIR A ANGÚSTIA QUE DELA BROTA!!!




Diego 24/06/2020

Kafka e a alegoria perfeita desgraça humana
Um dia Gregório Samsa se descobre transformado num horrível inseto. Caixeiro viajante, sente-se mais transtornado em perder a hora (e desagradar o chefe) do que em sua atual e trágica situação.

E assim, nessa tônica, Kafka elabora este conto surrealista e impressionante, onde somos obrigados a encarar a degradação humana (na pobreza) através da metamorfose de homen em inseto. A alegoria kafkaniana genial: Samsa, transformado no inseto, vira um estorvo para sua família; vira um monstro. Antes era o arrimo, o irmão prefeito. Agora, a besta escondida no quarto no fundo. Degradação, humilhação, desumanização.

Leia. E depois releia de novo (pensando nas diversas interpretações desse conto).
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Paulo Silas 19/12/2018

Uma reunião de histórias de Kafka, cada qual com a sua particularidade, que oferece ao leitor um deleite na leitura. Nessa obra, que contém alguns bons trabalhos do autor, o que se tem são relatos de aflição, de observações pontuais, de crises, de particularidades, daquilo que perturba o espírito e redobra a atenção. Cada um dos contos mexe de maneira própria com aquele que os lê, ensejando em diferentes estados a também depender da percepção do leitor. O que te se tem, portanto, é Kafka em sua expressão literária particular.

Em "Primeira Dor", é narrada a história de um trapezista que vive o seu ofício e respira a sua arte. Nada importa que não a perfeição do seu atuar junto ao trapézio. "Uma Pequena Mulher" é um relato sobre uma moça, seus jeitos, sua forma de andar, agir e se portar, e toda a insatisfação que essa tem contra o narrador. "Um Artista da Fome", um primor do livro, traz toda a angústia da decadência de um jejuador que vê definhar aquilo pelo que possui primazia - já não querem mais ver o artista, o declínio do seu grande feito é visto pelo desinteresse do público, o espetáculo já não mais é de interesse. "Josefine, a Cantora ou o Povo dos Ratos" evidencia a força do canto da personagem que é destacada e enaltecida pelo narrador, relatando o seu apogeu e o apagar de uma chama. Finalmente, em "Na Colônia Penal", outra preciosidade de Kafka, tem-se a história de um explorador que acompanha um método peculiar de aplicação de pena numa colônia penal, conhecendo todo o processo de acusação, julgamento (suprimidos e reunidos num único ato) e sanção estabelecidos contra aqueles que não cumprem com os regramentos existentes.

As cinco histórias presentes no livro, quatro contos e o que pode ser considerado uma novela ("Na Colônia Penal"), permeiam estados de espírito humanos. Cada uma possui o próprio âmago de um algo humano que se faz presente na curta ou mais longa narrativa. Há o horror e o tom de estarrecimento em "Na Colônia Penal", assim como a angústia é percebida em "O Artista da Fome" e "Primeira Dor". Sentimentos e aflições presentes na individualidade de cada ser que podem ser observados nas poucas linhas que compõem cada uma das histórias dessa obra. Cabe ao leitor encontrá-las.
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Daniel.Martins 27/08/2018

resenha do blog www.desinformadoss.blogspot.com
Essa foi a minha primeira experiência com a escrita do autor e foi como eu esperava. Uma escrita rica, cheia de detalhes, bom como era comum em sua época. Em nenhum momento a leitura foi chata ou arrastada, nem precisei de um dicionário para entender. É um texto que, apesar de não ser fácil, pode ser lido sem grandes problemas.

UM ARTISTA DA FOME: A narrativa deste conto é simples e nos mostra os detalhes técnicos do homem que faz sua vida passando fome. A profissão, inicialmente motivo de orgulho e de sustento, mostra-se desatualizada quando as pessoas começam a preferir o cirso e, mesmo o personagem se juntando a uma trupe, é relegado ao esquecimento.
Várias metáforas podem ser vistas aqui, mas acredito que a principal é do status passageiro. Muitas vezes nos achamos estáveis, invencíveis ou imortais em certa parte ou evento de nossas vidas, mas o autor nos convida a pensar no quanto essas situações são transitórias e como tudo pode mudar de uma hora para a outra.

A METAMORFOSE: O texto que trouxe a fama a Kafka é realmente digno de todos os elogios. Escrito durante o pré-modernismo, época onde o simbolismo era forte, o livro nos traz uma leitura agoniante.
Temos um homem (que não é mais homem) preso à sua cama, sem conseguir se levantar em virtude da transformação, embora o que mais o preocupe seja o fato de estar atrasado para o serviço.

Toda a dificuldade de movimentos como a adaptação ao novo corpo e a descrição das partes de inseto são de causar no leitor uma agonia. Poucas vezes me empatizei tanto com um personagem. Mesmo numa situação complicadíssima, ele continua a se preocupar com o bem estar da família, com a imagem no trabalho, a última coisa que esperaríamos de alguém com esse tipo de problema.

A METÁFORA: A metamorfose pode parecer um livro de terror ou de ficção científica, mas está muito longe disso. A transformação do personagem pode ser encarada como uma doença, já que exige cuidados. Gregório não mais pode trabalhar e não provém mais para a família como antigamente.
Por causa disso todos na casa passam a precisar rever suas rotinas, arranjar novos empregos e até alugam quartos para conseguir renda.
Isso pode ser notado na forma como ele é tratado pela família. A repulsa inicial se torna piedade, mas com o tempo, fica claro que, agora que não é mais útil financeiramente, e ainda impede a família de se mudar devido à sua condição, Gregório é apenas um estorvo.

A situação dele nos faz pensar em famílias que tem pessoas idosas, com necessidades especiais ou algum tipo de invalidez. O tratamento que essas pessoas recebem não diferem muito ao dado ao personagem. É uma metáfora realmente brilhante e que justifica com louvor toda a fama que a obra tem.

site: www.desinformadoss.blogspot.com
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Carol.Ortiz 24/07/2018

Kafka Animalizando o Ser Humano – Um artista da Fome
Franz Kakfa, em 1922, escreveu um dos mais simbólicos e intrigantes conto da literatura mundial. A história narra a vida de um artista cujo talento é jejuar. Passa longos períodos sem comer na esperança do reconhecimento do público. Entretanto, o que no início era uma agradável atração, se transforma na mesmice monótona do cotidiano e os espectadores, tão incansáveis por buscar novidades, deixam a atração de lado e vão procurar novas emoções. O artista, incompreendido, chega ao seu limite e o desfecho do livro é um episódio surpreendentemente fatal que banaliza completamente o espetáculo.

Li esse livro ainda adolescente, logo após me aventurar no complicadíssimo “A metamorfose”. Achei que seria mais um clássico enigmático do autor, mas a narrativa crescendo, a ambição cada vez maior, a animalização do ser humano e o ápice abrupto com o final despencando para uma tragédia fizeram essa obra entrar para a lista dos meus preferidos.

Kafka levanta inúmeras e inquietantes questões humanas existenciais quando descreve o personagem principal e as características de seu público. Por que estamos sempre insatisfeitos? Por que sempre queremos mais? A ambição, necessária para a sobrevivência, além de parâmetros éticos, é também um vício incontrolável e destruidor? Conseguimos encontrar prazer em algo verdadeiramente real ou sempre precisamos desejar e ter sonhos? Caímos num ciclo vicioso em que nada nos satisfaz por completo e carecemos de novidades, de emoções diferentes, de situações que nos tirem da rotina. É isso que nos torna humanos?

Quando o autor aborda os sentimentos negativos do jejuador, é possível nos sentirmos arremessados à um mundo primitivo das vontades humanas: a raiva, a ira, a irritabilidade de ter que controlar um desejo canibalesco de devorar tudo e todos ao seu redor. Quem nunca se sentiu assim? Voltamos às nossas raízes e nosso lado mais animal tenta emergir no meio das nossas duras construções éticas e morais. A agressividade oral e a banalização da mesmice são o que tornam essa obra algo grandiosamente construído: ao mesmo tempo que nossos instintos animalescos querem se exteriorizarem, o autor nos coloca na posição de uma fera selvagem, domesticada e aprisionada para o deleite sádico de quem está observando.

Leiam Um artista da fome. Leiam Kafka.

site: http://www.ojornalzinho.com.br/2018/07/24/kafka-animalizando-o-ser-humano-um-artista-da-fome/
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Ana Paula 05/01/2018

Colônia Penal é um dos mais interessantes livros de Kafka. Aborda com ironia a tirania, alienação, burocracia, patriotismo, obediência e, acho o mais importante, a servidão voluntária. Bastante interessante.
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João 03/09/2017

UM ARTISTA DA FOME, FRANZ KAFKA
ao terminar a leitura de "a metamorfose", livro este que fez com que eu escrevesse a primeira resenha no blog, o tradutor fez questão de separar as últimas páginas para incluir um dos últimos contos escritos por kafka, o famoso "um artista da fome", e olha, mais uma vez terminei com o coração apertado, e com vontade de trocar uma ideia com esse autor, e agradecer o tradutor por deixar um espacinho para essa coisa linda. acrescento também que estou bem feliz com o fato de passar a ler essas histórias sem muita dificuldade, que eu tinha por exemplo, há alguns anos atrás. mas enfim, deixa eu te contar o porquê esse conto é tão bom.

história: o conto nos traz a história de um jejuador. isso mesmo. um homem que ganha a vida sendo jejuador, uma vez que o livro se passa em uma época onde as pessoas enalteciam tal emprego. ficava dias e dias sem comer uma porção de alimento, e as pessoas, interessadas, compravam ingressos para ver o homem em uma jaula, cercado de observadores cuja função era certificar que o jejuador não comesse ao longo do período em que estivesse preso, mas tanto o homem quanto os observadores, sabiam que a vigia era inútil, pois o jejuador levava muito a sério seu emprego. tão a sério que seu empresário teve que estipular um limite para as suas apresentações: no máximo quarenta dias. mas o jejuador, ao ficar ciente deste prazo, ficou incrédulo. ele vivia daquilo, e para ele, se pudesse, ficaria muito mais tempo ali, sem se alimentar.

entretanto, os tempos mudaram. a atividade do jejuador caiu em inutilidade para a população, que não achava mais algo que se encaixasse em um entretenimento, e sim, em repulsa. afinal, onde já se viu, um homem que se priva de comer, ser entretenimento? mas o jejuador não abriria a mão tão fácil daquilo que era sua maior paixão.

após mandar embora seu empresário, passa a se apresentar em um circo, mas percebe que ali, ele não é atração, e sim os animais do circo. as pessoas passam por ele, mas não lhe dão atenção. não fazem questão, até que um dia, cai em esquecimento, e de tão fraco que se encontra, se perde entre as palhas da jaula em que se encontra, onde após um dos funcionários dali o encontrar, o jejuador diz: "Jejuo, porque não pude encontrar comida que me agradasse. Se a tivesse encontrado, podes acreditá-lo, não teria feito nenhuma promessa e me teria fartado como tu e todos". gente, para, como assim.

depois da leitura do conto, dei uma pesquisada breve, confesso, sobre a vida de kafka, e descobri que 1) esse foi um dos últimos contos que escreveu antes de falecer, e 2) ele era extremamente apaixonado pela literatura. mas a questão é que passou por um bocado de situações difíceis durante a vida, principalmente com seu pai (o que o levou a escrever uma carta para ele, que hoje foi publicada, e óbvio que está na minha lista de leitura), e essas situações o afastaram da sua paixão. sabe-se que kafka em determinado momento, deixou registrado que se pudesse, viveria da escrita e da literatura, e fica evidente esse retrato no conto de "um artista de fome", onde temos o jejuador, que apesar dos pesares, faz de tudo para mostrar as pessoas sua vocação, que ali, não era mais tão bem vista, e como tão fácil foi ultrapassada e esquecida pelas pessoas. claro que hoje em dia, não vamos sair em jejum por quarenta dias para mostrar a vocação que temos de não comer, mas a comparação feita por kafka fica tão evidente, e saber que ele viveu uma vida sem seu reconhecimento, e ao final escreveu esse conto, é de no mínimo fazer a gente dar uma refletida.

talvez eu esteja falando um tanto de baboseira, como disse, fiz uma pesquisa BREVE sobre kafka, mas pretendo dar uma lida em outras obras, até mesmo em "cartas ao pai", mas deixo aqui meus comentários sobre esse conto que me pegou de jeito.

sem mais para o momento.

todo amor.

site: https://jvrborelli.blogspot.com.br/2017/09/um-artista-da-fome-franz-kafka.html
Abdullah 29/10/2017minha estante
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IvaldoRocha 01/06/2015

Apenas uma dica leia o postácio
Não sou muito favorável à leitura de prefácios e posfácios, pois acho que às vezes dão uma dimensão exagerada a algum ponto de vista sobre a obra e cria um viés na nossa avaliação. Não é esse o caso, o Posfácio contextualiza a obra de uma maneira bastante justa e honesta e nos ajuda a ter uma ideia mais aprofundada dos objetivos do autor. Muito bom, quanto ao resto tudo já foi dito e bem dito.
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