Um Artista da Fome

Um Artista da Fome Franz Kafka




Resenhas - Um artista da fome


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Luke 29/07/2020

Esperei mais.
Como sendo ele um dos escritores que amo eu bem que esperei mais. Porém os textos nesse livro são muito sem sentido é não dá para compreender. De outro ponto de vista, talvez fosse essa a ideia do autor.
Eric.Hirai 12/09/2020minha estante
Também boei


Luke 13/09/2020minha estante
Então né kkk mas ainda amo algumas das obras dele. Só não indico essa kkkk




Bruna 06/05/2011

Ah, Kafka, que é isso... Gostei tanto de "A metamorfose" e de "O veredicto", que esperava muito mais de "Um artista da fome".

Não sei se foi porque não entendi os contos, ou se porque simplesmente não gostei - o fato é que, neste livro, o que valeu mesmo foi o conto do título e a novela "Na colônia penal". Ambas as histórias são ótimas, e a elas dedico as 3 estrelas da minha avaliação.

Quanto ao resto, um dia vou reler, para ver se consigo apreciá-lo.
Abdullah 29/10/2017minha estante
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bruna brandl 25/06/2020

Genialidade do autor
Minha primeira experiência com o autor foi em "A metamorfose". Fiquei encantada com a forma que Kafka constrói as personagens, suas características marcantes, preocupações, simplesmente genial. Já tinha recebido uma indicação para ler o "artista da fome" e confesso que achei um conto bom, principalmente a forma como Kafka gera angústia no leitor, ao perceber que a história do artista não interessa verdadeiramente a ninguém. Mas o que mais me surpreendeu - positivamente - foi o conto "Na colônia penal". Claro que cada leitor retira uma interpretação, mas a alegoria me remeteu diretamente ao sistema penal dos dias atuais e aos entusiastas que acreditam na beleza do horror das punições existentes, que mais afligem o psicológico e físicos dos condenados do que ressocializam. Também fiquei encantada com a atualidade do conto, quando o oficial acaba "experimentando" da própria máquina e termina vítima das suas próprias crenças.
Italo 17/08/2020minha estante
SIMMM, KAFKA É CAPAZ DE FAZER QUALQUER UM SE SENTIR NA PELE DA PERSONAGEM E SENTIR A ANGÚSTIA QUE DELA BROTA!!!




Diego 01/07/2012

8 ou 80
Quatro contos e uma novela.

Os contos são um pouco confusos, com exceção de "Um Artista da Fome", que traz um final bem reflexivo. Sendo bem sincero, os outros contos são bem chatos, especialmente "Josefine", que é cansativo pra caramba!

Mas o esforço de passar pelas páginas maçantes de "Josefine" é recompensado com "Na Colônia Penal". Doentio! No fundo até te deixa pensando: "será que o oficial tinha razão?". Recomendo!
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Francinni 18/04/2013

Um Artista da Fome
O conto 'Um Artista da Fome' de Franz Kafka, publicado em 1922, relata a vida de um artista que ganha a vida a jejuar. O artista não jejua apenas para atrair o público em suas performances, para ele jejuar significa vida e morte. O artista da fome é vigiado por uma grande quantidade de espectadores implacáveis que contam os dias de jejum, que não entendem a natureza artística de jejuar.

Entretanto, quando suas atuações deixam de ser populares, o artista é abandonado dentro de suas grades e se transforma num pobre-diabo. Trocado por uma pantera que foi colocada em sua jaula, o artista da fome leva o seu desejo de jejuar até o limite passando desapercebido pelos espectadores que se esquecem de contar os dias de jejum. Para o artista o ato de jejuar se faz necessário, quando está agonizando admite que jejua porque nunca conseguiu encontrar um alimento que o satisfizesse. Sua arte é um modo de existir, e a perfeição para ele nessa arte significa a morte.

O artista da fome pode ser comparado ao próprio Kafka, que na época em que escreveu este conto estava com o organismo fragilizado por uma forte tuberculose e laringite e se alimentava com muita dificuldade.
Além da projeção pessoal, Kafka trata de conceitos atuais, como a mudança dos gostos e hábitos da sociedade. Assim como o artista da fome deixou de ser uma atração, a sociedade moderna define novos objetos que aos nossos olhos pareçam aceitos. kafka descreve o modernismo.
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Vânia 13/08/2009

Kafka tem um jeito único de mostrar o lado negro das pessoas.
Em Metamorfose ele faz com que seu personagem se torne um inseto asqueroso (ainda não consegui entender o pq "daquele inseto" e não um outro bicho...Argh!!!!! Acho q ele personificou o q o personagem pensava de si mesmo (???))

Em Um Artista da Fome o jejuador passava até 40 dias sem comer. Na verdade ele não era um artista. Ele não fazia isso como talento. Ele fazia por não encontrar o q buscava...

Daí tem-se a pergunta: por que ele não partiu em sua busca? Por que ficou ali, inerte, alvo de escárnio ou desprezo? Por que algumas pessoas entregam-se tão facilmente ao fracasso?

E vale a pena a introspecção: qual é a sua busca? Mas, o que vc tem feito para alcança-la?
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Nathy 10/01/2011

Supra-sumo do Kafka
Dentre os livros do Kafka que li até hoje, este foi o que mais traduziu pra mim o significado de algo "kafkiano".
Bem fininho e quando você começar a ler chegará ao final sem nem notar.

Surpreendente, da maneira que só o Kafka consegue.
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Sara 08/11/2020

Muito bom
No conjunto de contos encontrei um texto triste logo de início, um engraçado logo depois e dois mais longos e reflexivos.
Na colônia penal e Um artista de fome tem a mesma vibe de O veredicto e se tornaram contos favoritos fácil.
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Michel 03/06/2014

Simplesmente Kafka
talvez se não fosse seu péssimo relacionamento com o pai kafka não seria kafka com uma mente brilhante expondo suas idéias e questionando a vida, o cotidiano a burocracia e a alienação da raça humana, seria apenas kafka desconhecido.
Suas obras relatam sobre a angústia do homem.

Essa com certeza é uma ótima leitura.
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mainapereira 11/10/2020

Primeira vez lendo Kafka
Foi minha primeira leitura de Kafka. Gostei muito do estilo do autor e desejo ler suas outras obras.

O livro ?O artista da fome? contém vários de seus contos, além do que leva o título da obra. Não sei se quem leu também teve essa impressão de haver algo em comum entre os textos, como se fosse a mesma mensagem a ser passada, algo relacionado a insatisfação, o sofrimento e um desejo insaciável enquanto ser humano...

O conto ?Um artista da fome? e a novela ?Na colônia penal? são os melhores textos da obra em minha experiência ao degusta-la.

Me chama a atenção a proposta da espetacularização da fome e da sentença de morte (ou do próprio sofrimento?) numa perspectiva individualizada e em um contexto apresentado como ultrapassado.

Uma leitura não muito fácil de digerir, mas recomendada em uma sociedade contemporânea que vive do espetáculo de si...
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Paulo Silas 19/12/2018

Uma reunião de histórias de Kafka, cada qual com a sua particularidade, que oferece ao leitor um deleite na leitura. Nessa obra, que contém alguns bons trabalhos do autor, o que se tem são relatos de aflição, de observações pontuais, de crises, de particularidades, daquilo que perturba o espírito e redobra a atenção. Cada um dos contos mexe de maneira própria com aquele que os lê, ensejando em diferentes estados a também depender da percepção do leitor. O que te se tem, portanto, é Kafka em sua expressão literária particular.

Em "Primeira Dor", é narrada a história de um trapezista que vive o seu ofício e respira a sua arte. Nada importa que não a perfeição do seu atuar junto ao trapézio. "Uma Pequena Mulher" é um relato sobre uma moça, seus jeitos, sua forma de andar, agir e se portar, e toda a insatisfação que essa tem contra o narrador. "Um Artista da Fome", um primor do livro, traz toda a angústia da decadência de um jejuador que vê definhar aquilo pelo que possui primazia - já não querem mais ver o artista, o declínio do seu grande feito é visto pelo desinteresse do público, o espetáculo já não mais é de interesse. "Josefine, a Cantora ou o Povo dos Ratos" evidencia a força do canto da personagem que é destacada e enaltecida pelo narrador, relatando o seu apogeu e o apagar de uma chama. Finalmente, em "Na Colônia Penal", outra preciosidade de Kafka, tem-se a história de um explorador que acompanha um método peculiar de aplicação de pena numa colônia penal, conhecendo todo o processo de acusação, julgamento (suprimidos e reunidos num único ato) e sanção estabelecidos contra aqueles que não cumprem com os regramentos existentes.

As cinco histórias presentes no livro, quatro contos e o que pode ser considerado uma novela ("Na Colônia Penal"), permeiam estados de espírito humanos. Cada uma possui o próprio âmago de um algo humano que se faz presente na curta ou mais longa narrativa. Há o horror e o tom de estarrecimento em "Na Colônia Penal", assim como a angústia é percebida em "O Artista da Fome" e "Primeira Dor". Sentimentos e aflições presentes na individualidade de cada ser que podem ser observados nas poucas linhas que compõem cada uma das histórias dessa obra. Cabe ao leitor encontrá-las.
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Bia 04/08/2010

É fascinante. Kafka transforma a greve de fome em emprego, em maneira de se ganhar a vida, e depois de estruturar o leitor à idéia de que fazer greve de fome, é um emprego como outro qualquer, explica a decadência da profissão. Genial. A decadência que se vê em todos os meios de produção, cedo ou tarde.
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Daniel 07/04/2011

Sensacional
Este livro que reúne alguns contos de Kafka é realmente sensacional!!
Os contos são curtos e, no geral, Kafka mantém seus períodos longos e cheios de contradições e insegurança, além de mostrar seu conturbado relacionamento com as mulheres.

Agora, o mais interessante é o conto Na Colônia Penal, onde Kafka mostra pela primeira vez (pelo menos para mim) a supremacia do sofrimento físico, real sobre sua constante inferioridade, baixa alto-estima e insegurança.

Para mim, que sou fã de Franz Kafka, soaria como suspeita qualquer recomendação de leitura de seus livros, mas esse realmente vale à pena pela diferença de estilo em Na Colônia Penal.
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Diego 24/06/2020

Kafka e a alegoria perfeita desgraça humana
Um dia Gregório Samsa se descobre transformado num horrível inseto. Caixeiro viajante, sente-se mais transtornado em perder a hora (e desagradar o chefe) do que em sua atual e trágica situação.

E assim, nessa tônica, Kafka elabora este conto surrealista e impressionante, onde somos obrigados a encarar a degradação humana (na pobreza) através da metamorfose de homen em inseto. A alegoria kafkaniana genial: Samsa, transformado no inseto, vira um estorvo para sua família; vira um monstro. Antes era o arrimo, o irmão prefeito. Agora, a besta escondida no quarto no fundo. Degradação, humilhação, desumanização.

Leia. E depois releia de novo (pensando nas diversas interpretações desse conto).
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João 03/09/2017

UM ARTISTA DA FOME, FRANZ KAFKA
ao terminar a leitura de "a metamorfose", livro este que fez com que eu escrevesse a primeira resenha no blog, o tradutor fez questão de separar as últimas páginas para incluir um dos últimos contos escritos por kafka, o famoso "um artista da fome", e olha, mais uma vez terminei com o coração apertado, e com vontade de trocar uma ideia com esse autor, e agradecer o tradutor por deixar um espacinho para essa coisa linda. acrescento também que estou bem feliz com o fato de passar a ler essas histórias sem muita dificuldade, que eu tinha por exemplo, há alguns anos atrás. mas enfim, deixa eu te contar o porquê esse conto é tão bom.

história: o conto nos traz a história de um jejuador. isso mesmo. um homem que ganha a vida sendo jejuador, uma vez que o livro se passa em uma época onde as pessoas enalteciam tal emprego. ficava dias e dias sem comer uma porção de alimento, e as pessoas, interessadas, compravam ingressos para ver o homem em uma jaula, cercado de observadores cuja função era certificar que o jejuador não comesse ao longo do período em que estivesse preso, mas tanto o homem quanto os observadores, sabiam que a vigia era inútil, pois o jejuador levava muito a sério seu emprego. tão a sério que seu empresário teve que estipular um limite para as suas apresentações: no máximo quarenta dias. mas o jejuador, ao ficar ciente deste prazo, ficou incrédulo. ele vivia daquilo, e para ele, se pudesse, ficaria muito mais tempo ali, sem se alimentar.

entretanto, os tempos mudaram. a atividade do jejuador caiu em inutilidade para a população, que não achava mais algo que se encaixasse em um entretenimento, e sim, em repulsa. afinal, onde já se viu, um homem que se priva de comer, ser entretenimento? mas o jejuador não abriria a mão tão fácil daquilo que era sua maior paixão.

após mandar embora seu empresário, passa a se apresentar em um circo, mas percebe que ali, ele não é atração, e sim os animais do circo. as pessoas passam por ele, mas não lhe dão atenção. não fazem questão, até que um dia, cai em esquecimento, e de tão fraco que se encontra, se perde entre as palhas da jaula em que se encontra, onde após um dos funcionários dali o encontrar, o jejuador diz: "Jejuo, porque não pude encontrar comida que me agradasse. Se a tivesse encontrado, podes acreditá-lo, não teria feito nenhuma promessa e me teria fartado como tu e todos". gente, para, como assim.

depois da leitura do conto, dei uma pesquisada breve, confesso, sobre a vida de kafka, e descobri que 1) esse foi um dos últimos contos que escreveu antes de falecer, e 2) ele era extremamente apaixonado pela literatura. mas a questão é que passou por um bocado de situações difíceis durante a vida, principalmente com seu pai (o que o levou a escrever uma carta para ele, que hoje foi publicada, e óbvio que está na minha lista de leitura), e essas situações o afastaram da sua paixão. sabe-se que kafka em determinado momento, deixou registrado que se pudesse, viveria da escrita e da literatura, e fica evidente esse retrato no conto de "um artista de fome", onde temos o jejuador, que apesar dos pesares, faz de tudo para mostrar as pessoas sua vocação, que ali, não era mais tão bem vista, e como tão fácil foi ultrapassada e esquecida pelas pessoas. claro que hoje em dia, não vamos sair em jejum por quarenta dias para mostrar a vocação que temos de não comer, mas a comparação feita por kafka fica tão evidente, e saber que ele viveu uma vida sem seu reconhecimento, e ao final escreveu esse conto, é de no mínimo fazer a gente dar uma refletida.

talvez eu esteja falando um tanto de baboseira, como disse, fiz uma pesquisa BREVE sobre kafka, mas pretendo dar uma lida em outras obras, até mesmo em "cartas ao pai", mas deixo aqui meus comentários sobre esse conto que me pegou de jeito.

sem mais para o momento.

todo amor.

site: https://jvrborelli.blogspot.com.br/2017/09/um-artista-da-fome-franz-kafka.html
Abdullah 29/10/2017minha estante
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