A Moradora de Wildfell Hall

A Moradora de Wildfell Hall Anne Brontë




Resenhas - A moradora de Wildfell Hall


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Dani | @aliteratar 21/05/2019

Experiência muito boa.
Esse foi um livro um tanto complexo e profundo enquanto eu estava a ler. Somos introduzidos em um universo da Era Vitoriana, em plena Inglaterra, sob o ponto de vista da mulher inglesa. Anne Brontë nos conta a história de Helen na juventude, quando se apaixona perdidamente por Arthur Huntingdon ‒ um cavalheiro da alta sociedade ‒, mas que não possui um bom histórico em relacionamentos amorosos (sejamos mais claros: era um típico libertino).

Como se não bastasse, Arthur também tinha seus “vícios masculinos”, como bebidas, mulheres e jogos. Ao contrário do que se pensava, esses atributos imorais não o tornava menos atraente e requisitado ao meio social e feminino: Arthur conseguia mexer com qualquer mulher. Após seus interesses ser claros em conquistar Helen, a mesma começa a enxergar um futuro feliz e familiar ao lado do escolhido. Uma vez que seus sentimentos e atitudes demonstravam que Helen deseja um enlace com Arthur, sua família e amigas mais próximas, se objetavam fortemente contra esse relacionamento impróprio.

A partir daqui, não poderei mais prolongar com a história, pois poderia ser considerado um spoiler (e não quero estragar a experiência de ninguém). Mas posso afirmar que os segredos por trás de Helen e até Arthur vai muito mais além do que possamos imaginar! Vamos descobrindo as consequências de uma escolha não pensada e o que isso acarretou na vida e futuro de Helen. Em decorrência disso, hoje, nossa protagonista vive afastada da sociedade, escondendo-se em suas mágoas e mistérios. Todavia após ter uma vida no anonimato e sem conhecidos, Helen conhece uma pessoa que pode mudar totalmente sua concepção sobre o amor, ensinando-a que nem sempre o sofrimento é encontrado em um relacionamento. Entretanto o que aconteceu entre Helen e Arthur no passado? Por que atualmente ela se esconde de quem foi e quais foram os seus motivos para isso? E quem será essa pessoa que despertará um sentimento novo e único em nossa protagonista?



:: Foi um livro com uma leitura fluída, interessante e inesperada. Embora eu tenha gostado da obra, senti uma falta de profundidade no final que talvez poderia ter sido melhorada. Mas nada que estraga em todo a história. Vocês já leram ou conhecem pelo menos “A Moradora de Wildfell Hall“?
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Luh Monteiro 07/05/2019

Força e coragem descreve esse livro.
Anne é a mais nova das irmãs Brontë, e sinceramente gostei mais da escrita dela do que de Emily (eu tentei gostar do Morro dos ventos Uivantes, mas não deu 🤷‍♀️).
Anne nos traz a Sra Graham uma jovem viúva que vira dona da própria vida ao se mudar a Windfell Hall, gerando especulações e comentários dos vizinhos, e despertando interesse do jovem Gilbert Markham, criando uma amizade com a moça e seu filho. Mas seu temperamento arredio faz com que o jovem tenha dúvidas sobre a conduta da moça. Ao permitir que ele leia seu diário, o jovem passa a entender os fantasmas e tormentos enfrentados pela mulher.

💬O livro é contado em primeira parte pelas cartas de Gilbert, mostrando uma viúva discreta, séria e uma mãe protetora. A segunda parte é contada pelo diário de Helen, mostrando uma jovem apaixonada que se casa, porém seus sonhos são destruídos por um marido alcoólatra, de conduta abominável (Sim, muitas vezes xinguei-o em pensamentos, na vdd nem sempre em pensamento, meu marido que o diga 🙈), e humilhando-a a cada dia. E a última parte voltamos com as cartas de Gilbert contanto o desfecho da história.
Mais uma irmã Brontë nos traz personagens femininas fortes, onde na sociedade em que viviam ou a mulher aguentava o sofrimento e aguardava a viuves ou ela fugia, nesse caso tbm era sofrimento. Outra questão abordada é a religião e sua consciência quanto a seus deveres perante as leis de Deus, e novamente a força feminina e donas de si, o empodeiramento femino pode ser pouco comparado a hoje, mas para o século XIX já era um grande avanço.
Jane Eyre ainda continua sendo o meu favorito, mas com certeza Anne entrou para a lista das minhas escritoras clássicas favoritas. E quem ama literatura inglesa não pode fica sem le-lo. 😘

site: https://www.instagram.com/p/BxKsKi4gdsu/
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Samyle 27/04/2019

Considerado o primeiro romance feminista da Inglaterra
Publicado pela primeira vez em 1848, este livro causou um grande rebuliço na sociedade da Inglaterra vitoriana, que era bastante rígida quanto aos costumes e às aparências. O enredo, ao tratar de uma mulher que foge de seu marido abusivo e leva seu filho consigo, recebeu severas críticas. Ao longo do texto temos um vislumbre do pensamento da época, quando um personagem afirma que apenas a violência física justificaria a fuga.

A evolução do grau de abuso psicológico no relacionamento dos personagens é bem construído, sendo chocante mesmo para os leitores do século XXI (a exemplo da cena em que o pai embebeda seu filho de apenas 5 anos, apenas para atormentar a esposa).

Tais narrativas foram tão impactantes que, após a morte da autora, sua irmã fez uma nova versão do texto, cortando várias dessas partes.

A irmã Brontë menos conhecida surpreende, fazendo uma crítica mordaz ao modo como as mulheres eram criadas, pois eram mantidas na mais completa ignorância (sendo esse o tema de um dos diálogos mais notáveis dos clássicos britânicos, aqui presente), ao passo que também reprova o ideal da época de que a esposa pode corrigir os maus hábitos do marido (bem no estilo "a mulher sábia edifica a sua casa").

A protagonista, Helen, é bem religiosa, tendo suas ações pautadas pela ética cristã (ao ponto de apenas fugir de um relacionamento deplorável visando afastar o filho da má influência paterna). Esse comportamento faz indagar se a autora não construiu sua heroína visando aplacar a moralidade da época, em que a mera separação de corpos era um escândalo e o divórcio era dificílimo de se conseguir.

É interessante, também, observar como os
demais personagens lidavam com os abusos no casamento da protagonista, seja ignorando completamente (como se não existissem) ou colocando a mocinha num pedestal, como se ela fosse sobre-humana.

Dentre os livros das irmãs Brontë (como O Morro dos Ventos Uivantes e Jane Eyre), esse sem dúvida é o meu favorito, sendo uma pena não ser tão conhecido. Não bastando sua qualidade literária admirável, a ousadia da autora em tratar de um tema tão tabu na época, que ainda hoje fomenta muitas discussões, deveriam ser motivos suficientes para colocá-lo no topo da sua lista de próximas leituras. Você não vai se arrepender.
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Lorrany 17/04/2019

A atualidade da temática
Esse foi o primeiro livro de uma das irmãs Brontë que li, e fiquei encantada como uma história escrita no século XIX têm uma temática tão atual. A maneira como Anne Brontë retrata os personagens masculinos me mostrou como, infelizmente, existem ainda muitos Huntingdons e Hargraves. Os prefácios dessa edição são muito interessantes, sugiro que não pulem (sei que muita gente não gosta de ler essas partes). A jornada de Helen é uma realidade para muitas mulheres atualmente, por isso fico decepcionada em saber que esse clássico é tão desconhecido fora da cultura inglesa (muitos nem conhecem a própria autora). A leitura é um pouco arrastada e o número de páginas pode incomodar alguns leitores, mas acredito que vale a persistência. Não foi, para mim, uma leitura rápida, mas me fascinou. Todos deveriam conhecer essa história e tirar algo dela já que, apesar de fazer uma crítica à sociedade vitoriana, permanece extremamente relevante.

site: https://stupidshift.blogspot.com/
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Nai 01/03/2019

é simplesmente um dos piores livros que eu já li. fim.
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Rosangela.Fernandes 02/02/2019

A senhora de wildefell Hall
Escrito pela mais nova das Bronte á Anne , e achei a escrita de Anne simplesmente sensacional ,uma mulher forte que faz de tudo para salvar a si própria, e principalmente seu filho ,do seu marido abusivo, isso em uma época em que o marido era tratado como um senhor, que acredita na bondade das pessoas e tem uma de inabalável, que na coragem e perseverança e sem abrir mão do seus princípios consegue se reinventar. E segue a vida e voltar a acreditar na felicidade sem medo e com muita fé.
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Raquel 18/09/2018

1821- Helen aos 18 anos, já tem dois pretendentes, ambos mais velhos e nenhum do agrado dela. Em uma festa enquanto tenta se esquivar deles, conhece Arthur Huntingdon. Jovem, atraente e bonito. Sua tia não fica contente com essa nova amizade e tenta abrir os olhos de Helen, mostrando o verdadeiro caráter de Arthur. Porém, Helen já apaixonada não dá ouvidos aos conselhos da tia e após seis meses é Sra. Huntingdon.
Pouco tempo depois do enlace, Helen descobre o verdadeiro caráter e os vícios de Arthur. Seis anos após muito sofrimento, inúmeras brigas, traições e alcoolismo. Helen não vê alternativa a não ser fugir, para afastar seu filho da má influência do marido. Sua fuga a leva a Wildfell Hall, onde encontra um novo lar.

A narrativa não me chocou, mas sei que o livro foi motivo de polêmica na época da publicação. Helen suportou muito bravamente muitas injúrias, mas acho que ela deveria ter dado algumas resposta a altura para Arthur. Mas depois me dou conta que mulheres daquela época não tinham voz. Hoje ainda por vezes, muitas mulheres aceitam abusos muito maiores dos que Helen suportou.

Outra personagem desmereceu totalmente as mulheres, seu próprio sexo, ao dizer: "a tarefa do homem é ser feliz, e a da mulher é fazer o homem feliz". Que comentário infeliz. Pois se há amor, o papel de ambos é procurar a felicidade e o respeito um do outro.

Em outro trecho Arthur justificou seus erros por ser homem. Ao dizer: "A natureza da mulher é ser constante. Amar apenas um homem de maneira cega, terna e para sempre". Nenhum sexos é superior ou inferior, ambos devem ter igualdade. Se um pode fazer uma coisa o outro também deve poder.

No geral o livro é bom, mas tem partes que a leitura é bem cansativa.
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Tammy 18/07/2018

A Senhora de Wildfell Hall (Livreando)
Gilbert Markham era um fazendo que, embora não gostasse da profissão, se contentava em ter uma forma digna de viver ao lado da mãe e dos irmãos. Seus dias não tinham grandes atribulações, além das corriqueiras. Pelo menos até uma dama misteriosa aparecer em seu condado e atiçar fofocas da sua região, Helen Graham. Ela era a misteriosa nova inquilina de Wildfell Hall, que chegou sem fazer qualquer alarde, aumentando ainda mais a curiosidade e imaginação do povo.

No início, o encontro entre Gilbert e Helen não aconteceu de maneira agradável. Ele por achá-la uma mulher orgulhosa e ela por achá-lo atrevido, acabaram não se conhecendo realmente. Mas tinha um elo bem forte nessa relação, o pequeno Arthur, filho de Helen, que se encantou pelo cachorro do sr. Markham. Essa amizade aproximaria Gilbert da mulher que insistia em atormentar seus pensamentos.

Ao decorrer dos dias Gilbert vai quebrando as defesas de Helen (principalmente por ser querido de Arthur), e vai se encantando cada vez mais pela mulher que ela demonstra ser, mas as fofocas das cidades estão cada vez mais mesquinhas, fazendo com que Gilbert fique preocupado em defender a sua honra.

Em uma das suas visitas a Wildfell Hall, Gilbert pressiona Helen para saber a verdade sobre sua estadia ali e após um grande mal-entendido, ela decide que era hora de deixá-lo avançar mais uma porta. Com o diário de Helen em mãos, Gilbert nos mostra todos as consequências que Helen teve que enfrentar por suas escolhas. Ao ter um casamento inconsequente, trouxe para si um grande tormento no qual pensaria que pudesse vencer.

Durante alguns momentos chegamos a beira do desespero junto com a personagem, por tamanhos abusos que enfrentara sozinha e calada, pois acha que não deve reclamar para terceiros os lamentos daquilo que trouxe para si, e sempre que pode encontra forças em suas convicções para tentar seguir em frente dia após dia.

A obra é narrada pela visão de Gilbert e pelos relatos de Helen através de suas cartas, onde conta a sua vida antes de chegar Wildfell Hall, por esse motivo, acompanhamos o passado durante boa parte do livro até descobrirmos os reais motivos dela chegar ali.

A Senhora de Wildfell Hall é sem dúvida a consagração de Anne Brontë. Em um tempo onde as mulheres eram completamente ignoradas em suas vontades e direitos, Anne simplesmente deixou uma sociedade machista horrorizada perante sua personagem forte e dona de si.

Claro que Helen teve seus medos e angústias, não é de toda radical, seu sofrimento nos testifica. Até porque, são os primeiros passos a caminho de uma igualdade inexistente da época, por isso, enxergamos o seu dever, mas também enxergamos a sua sabedoria diante de uma sociedade que a rebaixaria somente por não gostar de alguns de seus posicionamentos.

O devotismo da personagem imprime completamente a criação de Anne ao lado do pai, e o que aprendera durante esse tempo, trazendo sensatez e o altruísmo por diversas vezes dentro do personagem de Helen.

Não foi à toa a rejeição à obra do grande púbico masculino. Imagine, em plena era vitoriana, uma mulher decidir ir atrás de seu futuro, fugir do marido, levando consigo o filho homem. E ainda, expor para a sociedade sua opinião a respeito dos comportamentos infames dos maridos da época, onde se divertiam com abusos, vícios e traições. É meus caros, é completamente admirável a riqueza dessa obra e de seus significados.

Dessa forma, é impossível não quer indicar essa obra para os nossos leitores, e apesar de não ter tanto incentivo quanto "Jane Eyre" e "O Morro dos Ventos Uivantes", é uma das obras mais questionadoras dos clássicos da época e merece ser interpretado ao máximo.
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Hester 28/04/2018

Achei bem modorrento. A primeira parte começa bem depois fica um tanto cansativa. A segunda parte e previsível assim com a terceira. A irmã caçula das Bronte não nos premiou com a mesma escrita das irmãs mais velhas.
Márcia Naur 29/04/2018minha estante
Que pena:-{


Hester 30/04/2018minha estante
Mas acho que vale a pena ler, não é tão ruim e conhecemos a irmã caçula. Meu problema é que vejo recomendações aqui e vou com muita sede ao pote.


Márcia Naur 30/04/2018minha estante
Eu também sou assim Hester:-[




Nataly.Almeida 01/04/2018

Triste retrato de violência doméstica...
Seria bom se fosse adstrito à sua época - mas a devoção religiosa de Helen, os vícios e agressões de seu primeiro marido, a opressão social do seu meio de convivência; estão todos ainda presentes em muitos relacionamentos contemporâneos e, por isso, sinto certa dificuldade de me afastar emocionalmente dessa obra com os olhos históricos que eu deveria. Me causou profunda dor a narração do relacionamento primeiro de Helen, e não sei se conseguiria reler tudo sem pular muitas partes que doem muito perto do meu coração, como mulher.
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GIZALYANNE 17/02/2018

Incrível
Romance com princípios e lição de vida , muito bom!! Conta a estória de Belém uma jovem que não ouve conselhos e faz um péssimo casamento por achar que pode mudar a pessoa amada e descobre que ele é um beberrão egoísta . Mas ela é uma mulher de princípios e se agarra a eles para lidar com os desafios de sua má decisão.
Leiam!!!!
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Talita 29/01/2018

A Senhora de Wildfell Hall
Uma mulher se apaixona por um homem bonito, radiante e impulsivo. Parece uma linda história de amor, mas em pouco tempo tudo vira um pesadelo. A impulsividade do homem vira escárnio: ele não se importa com nada e ninguém, bebe, trai a esposa e só sabe tratá-la com desdém em seus modos egoístas. Isso é o tema de um livro na era vitoriana, em 1848. Ousado, não? Parece que cada irmã Brontë tinha um papel na literatura e, se Anne Brontë tivesse conseguido viver um pouco mais, teria ocupado já em vida o papel de transgressora da família.

Como uma jovem que nunca viveu um romance e que viveu tão pouco tempo consegue contar uma história com desdobramentos tão reais? Dizem que ela queria dar uma resposta a O morro dos ventos uivantes, romance da irmã mais velha; além disso, havia inspirações na história da família: o irmão era alcoólatra e morreu em consequência disso, ainda jovem, depois de gastar boa parte do dinheiro da família. Deixando as especulações de lado, Anne Bronte conseguiu escrever um texto feminista numa época em que a palavra mal engatinhava.

A senhora de Wildfell Hall começa com as cartas de um homem (Gilbert) que se surpreende com a chegada de uma nova moradora na vizinhança. Ela é Helen, uma viúva que se mudou para o casarão com o filho. Helen é estranha para o padrão dos moradores da região. Ela é arredia e não faz questão de ser sociável com a vizinhança. Gilbert, em um primeiro momento, também se sente como os outros e censura Helen, mas com o passar do tempo ele se vê cada vez mais atraído pela estranha moradora de Wildfell Hall. Em poucas semanas a amizade deles engata e o homem não entende por que Helen é tão prudente em querer casar de novo.

O livro pode ser dividido em três momentos: as cartas de Gilbert narrando como conheceu Helen; o diário de Helen, com a protagonista narrando os eventos principais; e a volta de Gilbert para finalizar a história. Helen precisa explicar por que não pode se envolver romanticamente mais uma vez e entrega o diário em que conta toda sua história antes de chegar a Wildfell Hall: ela se apaixonou perdidamente por um jovem alegre, mas inconsequente. Uma tia a alertou, mas Helen achava charmoso o jeito imprudente de viver de Arthur. Eles se casam e vivem uma boa vida até os sinais de que Arthur ainda pretende levar sua rotina desregrada mesmo casado. Por vários meses ele viaja para Londres e continua sua vida de solteiro, deixando Helen sozinha com o filho recém-nascido. Helen se agarra na religião para tentar melhorar o comportamento do marido, mas a situação só piora. Ela vê que seu filho cresce e tenta imitar as atitudes do pai, então uma decisão é tomada. Uma decisão que não é a que se espera de nenhuma mulher daquela classe social, naquele lugar, naquele tempo.

Anne Brontë propõe uma reflexão feita por não muitas mulheres célebres de sua época: qual é o papel da mulher na sociedade? Até que ponto a submissão feminina vai ser aceitável? Essas questões não foram bem aceitas, lá atrás, nem mesmo pela família da autora. Charlotte Brontë foi a irmã que ficou responsável pelas obras de Emily e Anne Brontë depois de suas mortes precoces, e não demorou para tirar de circulação A senhora de Wildfell Hall, proibindo sua reedição enquanto viveu. A coragem de Anne Brontë em denunciar a servidão feminina e a dependência financeira na era vitoriana é motivo suficiente para a mais jovem das irmãs Brontë ser lida com entusiasmo nos dias de hoje. O romance ganhou duas edições brasileiras quase simultaneamente, o que prova que seus temas não são anacrônicos nem foram esgotados com o passar dos anos.

site: https://ninguemdeixababydelado.wordpress.com/2018/01/29/a-senhora-de-wildfell-hall-de-anne-bronte/
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Bruno Marukesu 29/11/2017

[RESENHA] A SENHORA DE WILDFELL HALL
A SENHORA DE WILDFELL HALL nos apresenta uma personagem que ao primeiro contato é reservada e demonstra não dar a minha para os seus novos vizinhos.
O nosso protagonista é o jovem Gilbert Markham, mas fica claro logo nos primeiros capítulos que quem rouba a cena, e o coração de nosso jovem fazendeiro, é a misteriosa Helen Graham que na surdina se instala na mansão Wildfell Hall que para muitos era um lugar abandonado e um tanto misterioso. Dona de uma personagem forte e que não se deixa intimidar pela opinião alheia ela demonstrar querer somente viver para cuidar do seu pequeno filho chamado Arthur.
Minha agonia no decorrer da leitura foi tentar desvendar as cicatrizes da Helen e o porquê de ser tão reservada e zelosa com o aventureiro Arthur chegando a me assustar a sua proteção demasiada, a mulher não deixa o filho se afastar muito dos seus olhos, tem que estar sempre a uma distancia segura e brincando com objetos que não tragam risco
Mas eis que a medida que o romance começa a brotar delicadamente entre Gilbert e Helen somos agraciados com a história em detalhes da nossa viúva através do seu diário que é compartilhado para o amado ver e conhecer de fato a mulher por quem nutre sentimentos.
No início do enredo não me vi muito envolvido pois temos um jovem que vive num ambiente cercado de pessoas frívolas. Logo, não se tem ingredientes que despertem aquela vontade de se manter na história, mas quando chega Helen e nos apresenta a muitos custo sua vida é impossível não devorar as páginas e torcer para que o diário com o relato da protagonista nunca acabe.
Com uma postura corajosa, conhecemos uma jovem que se rebelou contra um sistema familiar tradicionalista e fugiu para salvar o filho da perversidade paterna. A história da Srª. Graham mexe com corações emotivos e só posso exaltar a força de vontade dessa mulher que faz de tudo para manter em segurança aqueles a quem ama.
A SENHORA DE HILDFELL HALL é um livro para ler com calma, é preciso saborear cada página e respirar todo o enredo profundamente. Posso afirmar que no final você irá colher bons frutos dessa jornada de 504 páginas. É uma linda história de amor tentando vencer os obstáculos de um tempo onde adultério era proibido e o amor devia ser encarcerado em nome da religiosidade e família.
A autora consegue tratar com maestria assuntos que em sua época não eram comentados. Mesmo se escondendo através de um pseudônimo Anne Brontë reuniu forças para apresentar a realidade das mulheres de seu tempo que não podiam escolher os seus maridos, que eram prendidas em casamentos infelizmente pelo resto da vida e que divórcio era algo inconcebível seja socialmente como religiosamente.
Com impecável construção de personagem e histórico pessoal, a autora soube dosar e apresentar ainda por cima a história de personagem secundários que trazem prazer e ódio tornando o enredo rico em todas as escalas da ficção.
Claro que tenho algumas ressalvas (traduzindo: desprazer) em certas atitudes dos personagens, mas que numa reflexão profunda é compreensível. Afinal, eles refletem uma sociedade de outro século onde o livre arbítrio não existia e o julgamento familiar era um peso colossal em cima da vida de alguém.
Com uma capa muito bela, a obra possui páginas amareladas, fonte das letras em tamanho relativamente pequeno e capítulos medianos. A narrativa é em primeira pessoa alternando orca com o Gilbert ora com a Helen.
É uma ótima leitura para aqueles que buscam clássicos que enfrentaram o seu tempo, que buscaram trazer reflexão sobre assuntos tradicionalistas que moldavam o mundo em que foram criados e que tiveram sua parcela de ajuda na concepção de nossa sociedade atual.

site: http://www.refugioliterario.com.br/2017/11/resenha-senhora-de-wildfell-hall.html
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