A Senhora de Wildfell Hall

A Senhora de Wildfell Hall Anne Brontë




Resenhas - A moradora de Wildfell Hall


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Jéssika 20/10/2020

Maravilhoso e atual!
#resenha #senhoradewindfellhall

Li ?A Senhora? após ler Jane Eyre, e encontrei muitos elementos semelhantes entre os livros: protagonistas fortes, éticas, persistentes em suas ideias morais, muito à frente de seu tempo, com amigas que sugerem resiliência, uma sociedade machista, preconceituosa quanto às classes econômicas.
A autora nos mostra uma visão crua e fiel da condição da mulher no século XIX, especialmente sua falta de direitos dentro da instituição do casamento.
Acredito que ter lido a edição da Zahar, indicada pelo #colherdechábooks fez toda a diferença, pois é a edição completa, sem cortes e nos mostra a história da autora e suas irmãs e explica a questão da censura pela própria Charllote. Sim Charllote Brontë censurou parte da obra de sua irmã!
O início do livro é muito leve, trazendo aquele ar de ?interior? onde acompanhamos as vidas de pessoas dessa região, que aparentemente são super respeitáveis, mas têm toda uma carga de preconceito e arrogância, e, nessa história, com muita fofoca.
Fiquei pasma em ver como puderam se intrometer na escolha do método de educação de uma mãe para seu filho, logo num primeiro encontro. Como Helen soube ser educada! Eu teria dado um imenso fora! Rsrs
Na segunda parte do livro, conhecemos o passado de Helen através de seu diário. Confesso que li esta parte numa só noite, o tanto que essa leitura se torna mais intensa e viciante. Queremos saber o que aconteceu e ficamos chocados com o que é mostrado.
E, infelizmente, como mulher, é triste dizer que me identifiquei em algumas passagens. Sim. Acredito que grande parte das mulheres, mesmo da atual geração, ainda sofrem muitos abusos de natureza emocional, financeira, física, sexual, etc. O mundo continua machista e muitos homens creem ser ?proprietários? de suas mulheres, cabendo a nós sermos fortes o suficiente para sair dessa relação tóxica.
Infelizmente, Helen é muito inexperiente quando encontra o Sr. Huntington e apesar dos conselhos de sua tia, não consegue enxergar sua vilania. E, naquela época, não era simples abandonar o casamento (hoje ainda não é!).
O livro é viciante e leve apesar do tema pesado. A construção dos personagens é muito verdadeira, mostrando o amadurecimento, especialmente de nossa protagonista, com as experiências pelas quais vai passando.
O final é digno de um filme da Disney! Rsrs Mas merecido pelos personagens.
Eu amei! Estou apaixonada pelas irmãs Brontë.
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rasquel 14/10/2020

Foi o segundo livro das irmãs bronte que eu li. Nunca tinha ouvido falar dele, nem li nenhuma resenha antes de ler, fui realmente sem saber nada sobre a história. O livro me ganhou muito rápido, se tornando um dos meus favoritos. Eu me emocionei muito quando ele começa a narrar a história da Helen, dela se apaixonando por um homem sedutor, sarcástico e bem debochado. Vemos a personagem se casando completamente apaixonada, e se vendo presa meses depois em um relacionamento abusivo, em um casamento infeliz, onde o marido maltrata ela pra ter o prazer de consolar depois(o próprio personagem fala isso), um marido alcoólatra, e egoísta. A gente vê esse casamento de desgastar aos poucos, até a personagem fugir pelo bem dela e do filho. É um livro incrível, com uma leitura muito fluida, você realmente se conecta com a personagem. Amei muito.
Lu @gentequeamalivros 14/10/2020minha estante
Também sou completamente apaixonada por esse livro ??




@lendosonhando 30/09/2020

Extraordinário
Helen não é a primeira e infelizmente não será a última mulher a cair na lábia de um homem carismático e sedutor. O casamento que tinha tudo para ser o sonho de uma vida se transforma em uma prisão na qual seu marido é o carcereiro e abusador; Helen é vitima de violência doméstica dos mais variados tipos.
E aí vocês me perguntam o que esse livro tem de tão diferente para ser considerado um clássico da literatura? A Senhora de Wildfell Hall é o primeiro romance feminista integral. Anne Brontë de uma forma corajosa e sem floreios relata como as mulheres eram tratadas naquela época, sempre sendo consideradas de menor valor, suas preferências e opiniões não eram ouvidas, sempre obrigadas a se contentarem com pouco ou nada.
O casamento era a única maneira de ter algum tipo de posição social, mesmo assim seu papel era sempre de submissão - continuavam a não terem voz: seus bens e filhos pertenciam ao seu esposo. O divórcio era uma mancha irreparável na reputação.
Nesse contexto social, Helen desafia todas as convenções e após muito perdoar e relevar decide fugir de casa com seu filho. Por meio de cartas e diários sabemos como foi a vida da protagonista durante os cinco anos de casamento e quais foram as humilhações e violências as quaid ela foi submetida.
Durante a narrativa observamos as mudanças na personalidade da Helen que inicia a história como sendo uma moça ingênua e romântica que acreditava fortemente que poderia mudar a personalidade do Arthur. Em seguida temos a Helen amargaurada e com ódio, mas ainda capaz de passar por cima disso tudo em nome do casamento para finalmente encontrarmos uma Helen decidida a não mais ser vítima daquela situação, mas com uma forte inclinação religiosa que a faz tomar decisões que não sei se faria o mesmo se estivesse em seu lugar.
Da mesma forma que Anne Brontë relata todos as mazelas de ser mulher nos idos de 1800 ela nos presenteia com um final justo no qual os vilões são punidos e os nobres de coração são premiados.
Se alguém ainda acha que feminismo é conversa para boi dormir, ler a Senhora de Wildfeel Hall é imprescindível.
Recomendo fortemente
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Dilly 30/09/2020

Encantada.
Encantada pela visão moderna que Anne tem sobre a importância que a mulher tem que dar a si mesma em uma época que a mulher era tratada como propriedade.
Helen muda-se com seu filho e ama para a propriedade de Wildfell Hall, mas seus vizinhos se interessam pela mulher sozinha que está morando em uma casa insalubre e assim histórias e fofocas começam a se espalhar.
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Albeli 15/09/2020

A Inquilina de Wildfell Hall - Resenha
Nunca havia lido nada de Anne Brontë e estava bastante curiosa, pois já li outros livros escritos pelas irmãs Charllote Brontë e Emily Brontë. A Inquilina de Wildfell Hall é um romance que traz muitas questões com relação a situação da mulher na época como casamento e relações com a sociedade. A protagonista é uma mulher forte e é possível ver sua evolução. Gostei bastante e recomendo a leitura do livro.
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Leandro Brasil 11/09/2020

Uma obra-prima
Injustamente ofuscada por suas irmãs Charlotte e Emily, Anne Bronte mostra nesse livro que é tão talentosa quanto as outras duas.

"A inquilina de Wildfell Hall" é uma obra-prima tão bem escrita e cativante quanto "Jane Eyre" de Charlotte e "O morro dos ventos uivantes" de Emily e ainda mais revolucionária e ousada nos temas abordados e na personalidade da protagonista, uma mulher forte, independente e decidida, verdadeiramente à frente do seu tempo. Helen Graham é sem dúvidas a protagonista mais forte e revolucionária criada por qualquer uma das irmãs Bronte.

Um romance obrigatório de uma escritora brilhante e infelizmente injustiçada.
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Nati | @encalhadosnaestante 03/09/2020

A Inquilina de Wildfell Hall começa com a correspondência entre dois grandes amigos: Gilbert, que é quem nos narra a história e Halford, que se encontra frustrado depois que o amigo não quis lhe contar uma anedota de seus tempos de juventude depois do mesmo ter contado uma de sua própria. Gilbert então começa a lhe contar sobre uma senhora que durante um tempo morou em uma casa semi abandonada perto da fazenda em que ele morava na época inclusive transcrevendo o diário dela nas cartas de modo ao amigo ter todos os detalhes sem a parcialidade do narrador. O diário de Helen nos trás uma inical ingenuidade e vai se desenvolvendo quanto mais sofrimentos lhe são impostos pela vida e pelas escolhas que ela preciptadamente tomou.

Consigo entender perfeitamente o porquê de A Inqulina de Wildfell Hall ter alcançado tanto sucesso na época em que foi lançado, visto que ele é extremamente transgressor em seu enredo. Tratando assuntos como alcoolismo e depravação de maneira extremamente gráfica, coisa que feria de forma bem profunda as sensibilisades da sociedade em que a autora vivia, assim como a caracterização de sua personagem principal que vai além de qualquer preceito social existente nos meados do século XIX.

A Inquilina de Wildfell Hall me levou a alguns desesperos, em diversos momentos eu tinha grande vontade de poder entrar no livro e dar uma meia dúzia, melhor dizendo, uma dúzia inteira de tapas em diversos de seus personagens masculinos. Personagens esses extremamente tóxicos e nojentos. Algumas personagens femininas também não são flor que se cheire, mas não tem nem comparação.

Obs.: Esse se tornou o meu livro favorito entre o de todas as irmãs Brontë!!
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Domino 19/08/2020

Livro perfeito... estou emocionada e se tornou neh favorito das bronte
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Gabi 09/08/2020

Que leitura incrível! Quando vi a sinopse dessa história, já senti o potencial de se tornar um favorito, minhas expectativas estavam MUITO altas, mas foram todas absurdamente superadas. A menos conhecida das irmãs Brontë escreveu minha história favorita entre todas que já li delas. (E não acho que os livros que faltam conseguirão superar esse.) Dá pra entender porque um livro que apresenta tão abertamente a realidade dos sofrimentos que as mulheres enfrentavam na época teve uma recepção controversa, já que todos queriam fechar os olhos pra tudo isso e exigir que as mulheres fizessem o mesmo. (Prova que nossa sociedade não evoluiu, já que embora agora tenhamos mais direitos, ainda somos desrespeitadas e tratadas como inferiores. E as pessoas continuam a fechar os olhos pra tudo isso ou agir como se fosse normal.) Na introdução a própria obra, Anne disse: "Meu propósito ao escrever as páginas seguintes não foi apenas divertir o
leitor; tampouco satisfazer meu próprio gosto ou ganhar as boas graças da
imprensa ou do público: meu desejo era relatar a verdade, pois a verdade sempre
comunica sua própria moral para quem é capaz de absorvê-la." E acho que nenhuma resposta além dessa é necessária àqueles que dizem que a história é "sem emoção", como vi alguns comentários. Anne escreveu a verdade, uma verdade que infelizmente ainda existe e ainda precisa ser dita. Helen se tornou uma de minhas personagens favoritas da vida, demonstrando ao longo de toda a história força, abnegação, bondade, gentileza, paciência e amor impressionantes. Estou apaixonada pelo livro, melhor leitura do ano! Cinco estrelas e favoritado é pouco para essa obra.
httppetrova 14/08/2020minha estante
sua resenha me fez mto querer ler!!!!


Gabi 14/08/2020minha estante
Ahhhhh fico feliz, quando puder dê uma chance, sei que livros mais antigos demoram um pouquinho pra engatar às vezes, mas essa leitura vale muito a pena.
Ah, só um detalhe: vi na introdução desse livro que algumas edições foram publicadas após a morte da irmã da Anne com trechos cortados, e que essas edições ainda circulam, então quando for procurar uma edição pra ler é bom reparar nesse detalhe.




Tha 07/08/2020

Obra prima da autora
Anne Brontë é a menos lembrada dentre as três irmãs alçadas ao patamar de gênios da literatura. Em parte porque seu romance de estreia, "Agnes Grey", seja o mais, digamos, modesto dentre os primeiros de cada irmã. Em parte porque sua própria irmã sabotou "A Senhora de WildFell Hall". Após a morte de Anne, Charlotte, que não compreendia a ferocidade da obra e não julgava "digna" da irmã, pediu que o livro não fosse mais publicado. Anos depois, quando voltou a ser impresso, as novas edições traziam cortes que o mutilaram. Até hoje encontramos no Brasil a versão "censurada" da obra à venda com muito mais facilidade do que a versão integral - portanto, fiquem atentos a esse detalhe ao escolher o livro.

Quanto ao livro, é simplesmente MARAVILHOSO. Forte e impressionante. Anne Brontë dá um salto qualitativo surpreendente, com uma narração segura e envolvente. Definitivamente uma obra prima! Com essa obra, Anne Brontë não deixa a desejar em nada em relação às suas irmãs - é também uma escritora genial.
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Jose.Edvaldo 06/08/2020

Não gostei
Enredo chato e desinteressante. Quase abandonei a leitura que foi entediante.
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Patrícia Carla 03/08/2020

Perfeito!
A cada livro que leio de uma das irmãs Brontë, me surpreendo mais e mais com tanto talento em uma só família! Anne Brontë sempre vai além de muitos padrões da época em suas histórias, seja em Agnes Grey, quando é muito sincera falando da dificuldade real de uma preceptora junto à crianças mimadas e sem limites das famílias ricas, um reflexo de sua própria experiência. E ainda mais neste livro, escrito na primeira metade do século 19 e surpreendente pelo feminismo impresso através da personagem principal, Helen, que tem a coragem de deixar o marido infiel e beberrão que não a respeita como esposa e influencia o pequeno filho deles a não respeitá-la também e a desde já, a adquirir péssimos hábitos, inclusive com a bebida, mesmo sendo só uma criança ainda muito nova, com menos de 5 anos. Em uma época que a mulher "pertencia" ao marido e que não havia a possibilidade do divórcio e nem de poder deixá-lo sem que ela perdesse o direito ao seu filho, ela foge com seu filho e se digna a viver do que ganha com os quadros que pinta tão bem. Mas a história não fala simplesmente sobre a coragem dela em deixar esse marido; mas também em lealdade acima do esperado, por valores cristãos muito acima de qualquer hipocrisia, vividos na prática por ela. E em um amor tão verdadeiro e paciente que surge com Gilbert, amor este que ambos não permitirão ser manchado com nada que alguém possa reprovar em suas condutas. Uma linda história, que nos prende do início ao fim, permeada dos mais altos valores como nos demais das irmãs Brontë. Perfeito!
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Pri 26/07/2020

Inspirador
Mais um clássico que me surpreendeu. É assustador ver que no século XIX a mulher já sofria com abusos tão atuais...a força e a fé da Helen são inspiradoras...sofri com ela em muitas passagens e de uma maneira muito sutil a autora nos faz refletir sobre o papel da mulher. Amei!
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Denise 20/07/2020

Anne Brontë é a irmã mais nova e menos cultuada entre as Brontë, é também a meu ver a mais audaciosa, suas críticas a sociedade de sua época vai muito além de simples relatos do dia a dia, ela joga sal na ferida e por isso enfureceu muitos dos leitores de sua época.
No prefácio da segunda edição da obra a autora se viu na obrigação de explicar suas intenções aos seus críticos: "Desejei contar a verdade, pois a verdade sempre revela a sua própria moral para aqueles que estão aptos a recebê-la."

Ela usa o livro com um objetivo:" ...esse caso é extremo, como confiei que ninguém deixaria de perceber; mas sei que tais personagens existem e se ele alertar um jovem impetuoso para não seguir tais passos ou evitar que uma imprudente garota comerá os mesmos erros de minha heroína, o o livro não terá sido vão."

A Inquilina de Wildfell Hall como é mais conhecido é um livro de sua época 1848 e foi um sucesso, mas também chocou ao retratar a depravação e o alcoolismo a que alguns cavalheiros se submetiam e que a sociedade tentava esconder devido ao peso de seus sobrenomes.

O livro é escrito de forma epistolar e põe em cheque o amor de uma mulher por seu herege marido, corrompido e degradado por seus vícios e nos mostra a sua trajetória de sofrimento, humilhação e impotência.

O que se pode fazer quando aquele que detém o seu coração o esmaga e se satisfaz ao fazê-lo?O que uma mulher pode fazer para salvar seu único filho da na influência do próprio pai? O que fazer quando sua palavra não vale e o homem é quem tem total poder na relação?

"Porque, minha querida a beleza é aquela qualidade que, próxima ao dinheiro geralmente é a mais atrativa aos piores tipos de homem; e, portanto, é capaz de impor uma grande quantidade de problemas a quem a possui."
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Eloisa Goronci 18/07/2020

Todos os homens deveriam ler esse livro. Mas leia com a mente aberta, se disponha a entender a perspectiva de uma mulher em um relacionamento que a oprime. Veja bem, o livro pode ser visto como uma ode ao fim dos casamentos, se lido de maneira brusca, mas não é o caso. Anne deixa muito claro que acredita que o relacionamento pode trazer felicidade, desde que haja respeito por ambas as partes.
Digo que é um livro especial para os homens pois estabelece diálogo com os mesmos. Aqui sentimos o desgaste da personagem diante da passagem e tempo, como seu bem estar vai ruindo com o tempo. O livro passa uma sensação sufocante com tal desgate, podendo até ser danoso a quem tem alguma sensibilidade prévia, então tome cuidado.
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