O Continente

O Continente Erico Verissimo




Resenhas - O Tempo e o Vento: O Continente - Vol. 1


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Francine 06/09/2015

Incrível
Para mim, com certeza é a maior obra da literatura gaúcha. Assim como toda a coleção O Tempo e o Vento, a leitura é muito gostosa, e traz excelentes referências a tudo que é relacionado à cultura riograndense. Seus personagens, para mim, são grandes ícones.
Super recomendo! E quem for ler, leia toda a coleção de O Tempo e o Vento.
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Rafa P. 26/08/2015

Uma história inesquecível !
Lendo Erico Veríssimo pela primeira vez e recomendo. A história é uma delicia de ler, sem contar todos os fatos históricos que permeia a aventura desse povoado de Santa Fé. O livro é recheado e personagens memoráveis, corajosos e muito carismáticos. É uma gente sofrida, mas que desafia as adversidades em buscar de uma vida minimamente decente. O livro me empolgou do início ao fim, estou ansiosa pela continuidade.
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Paulo 19/04/2015

Sensacional
Um grande amigo havia me recomendado veementemente a leitura em 2005. Livro é momento e o "Tempo e o vento" chegou em minha vida na hora certa. Quem disse que no Brasil não houve guerras? A história do Rio Grande do Sul é repleta delas e é nesse contexto que o autor nos brinda com personagens fantásticos. Narrativa perfeita. O capítulo sobre o capitão Rodrigo Severo Tambará, bêbado, mulherengo e bom de peleja, é espetacular. A crítica à sociedade patriarcal e ao papel das mulheres na sociedade agrícola permeia todas as páginas do livro. No momento, não me lembro de ter lido outro romance brasileiro tão bom quanto.
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Newton Nitro 11/04/2015

Uma Obra Prima Brasileira de Leitura Obrigatória! A Saga da Formação do nosso Povo!
Encerrada a leitura do primeiro volume de o Tempo e o Vento eu afirmo, é a melhor saga épica brasileira que já li até agora. Já sabia que era fodásico, já sabia que o Érico é um dos maiores mestres da nossa literatura, mas véio, lendo com um olhar mais técnico, com olhos de escritor, caramba, a prosa do cara é medonha de boa.

Eu não esperava encontrar uma prosa tão cinematográfica, ágil, com abertura e fechamento de cenas impecáveis, transições temporais bem feitas, um equilíbrio de estrutura narrativa invejável e que mostra os quinze anos de labuta infernal que o Érico gastou na criação dessa obra-prima.

Para quem ainda não conhece a trama, O Tempo e o Vento: O Continente é o primeiro volume de uma trilogia que narra a formação do Rio Grande do sul pelo ponto de vista de personagens interligados pela família dos Terra-Cambará.

O Continente é dividido em pequenas noveletas, como sub-livros dentro do livro. Em O Continente temos quatro histórias, três histórias fechadas mas interligadas por meio dos personagens: "A Fonte", "Ana Terra" e "Um Certo Capitão Rodrigo", e a quarta história, "O Sobrado", é a trama que amarra toda a trilogia, unificando a obra.

É uma obra complexa em sua temática, apesar de leitura super acessível, daquele tipo de narrativa que você tem que ler a próxima página de qualquer jeito, ou seja, mais um livro para recomendar sem medo, todo mundo vai tirar alguma coisa da narrativa. Para quem gosta de escrever, considero leitura mais que obrigatória, as páginas do velho Veríssimo são aulas de escrita, com exemplos de construção de personagem e do que achei mais marcante, o entrelaçamento de monólogos interiores junto com ação e diálogos de uma maneira orgânica. Outra coisa que me chamou atenção é o modo como Érico trabalha com os símbolos da narrativa, especialmente o do Tempo e o do Vento, ressoando nas cenas, hora usando seus sentidos tradicionais, ora subvertendo seus sentidos.

Os temas são universais e super-atuais; a brutalidade e futilidade da guerra, o sofrimento feminino em um mundo patriarcal, a busca pela liberdade de ser, a crueldade imposta pela sociedade ao prender as pessoas em categorias fixas dependendo de sua origem, cultura, cor de pele, etc.

ANOTAÇÕES DURANTE A LEITURA (PODE CONTER SPOILERS)

Tempo e vento símbolos por todo o romance. Personagens se dividem entre personagens de vento, de tempo e de terra.

Pedro mestiço união dos povos, visionário, contador de histórias.

Ana terra, os Terra são os Stark do Érico Veríssimo.

Épico começa como os épicos clássicos, com o contexto do nascimento de um protagonista.

Estrutura impecável alternando presente e passado nos tempos verbais.

Joai caré, personagens são introduzidos pelos seus ancestrais, é uma história de gênese do povo do sul.

Ana Terra guerreira, fortíssima.

Uma aula para escritores, leitura obrigatória.

Símbolo do tempo e o vento por todo o romance.

Tema do aborto com Ana Terra.

Pedro, o pov misterioso, nunca sabemos o que ele pensa, tirando em sua infância e en alguns outros momentos.,ele é quase sempre visto por fora.

Ana transa sentindo a terra, como uma deusa, cena de sexo mitológico com Pedro, forças da natureza se misturando com os personagens, como nas histórias mitológicas de gestação de um herói.

Ana Terra, uma criação maravilhosa, peesonagem feminina completa, bem feita, bem construída, viva.

Pedro fala um português misturado com espanhol e é índio, o novo povo do sul.

Fantástico o desenvolvimento do romance de Ana e Pedro.

Música converteu os índios e pedro usa para converter os terra.

Música é vento também.

Histórias do joão malazarte histórias do negrinho do pastoreio figuras de trapaceiros arquétipo do trapaceiro crítica ao machismo do sul

Histórias são recontadas e novos detalhes aparecem

Personagens com grandes arcos dramáticos bibiana muda demais

O Velho Fandango personagem com a sabedoria do povo do sul

Símbolos interligam pela obra o sobrado a rocca o punhal personagens femininas reencarnam personagens masculinas em casa ressonância

O passado caiu sobre elas como sempre silêncio pesado

Pressentimentos são sempre verdadeiro

Povo marcial do sul, o médico pensa se a guerra atrapalhou a criação de uma cultura.

Trechos em poesia-proseada, ou prosa-poesia, como um épico clássico.

Isolamento no sobrado aumenta a pressão a níveis inimagináveis, lembrei do Iluminado do Stephen King.

Tensão em todas as cenas do livro, guerra fora, guerra entre as pessoas, vida é guerra.

Winter, metanarrativa comenta a trama de Luzia

Carl Winters como a voz do autor dentro do texto, suas cartas são para o leitor.

Carl Winters e o uso da estrutura narrativa espistolar, de cartas.

Preservação de ditados populares

Luzia apesar de sua doença nervosa, representa a nova mulher questionando o machismo

Luzia psicopatia misturada com apreço à cultura européia.

Luisa, a amoralidade da corte.

Dr winter - inverno europeu e o inverno do sul.

O sobrado como símbolo, bibiana quer tomar o sobrado, a história começa com o sobrado

A visão do doutor alemão dando um ponto de vista da civilização européia

Símbolo da roca

Ressonância da história da princesa Moura

Saga épica da formação do povo brasileiro do Sul

Símbolo do Cristo sem nariz

Velho Ricardo Amaral como o Deus do antigo testamento

Adaga sempre presente, no começo, no meio e no fim, com Rodrigo, com Pedro, etc.

Rodrigo rebelde vs Bento , rebeldia contra o antigo coronelismo

Capitão Rodrigo instinto puro

Capitão Rodrigo versão sulista do arquétipo do trapaceiro

Ricardo amaral e rodrigo tambará são sombras um do outro

Capitão Rodrigo e sua ligação com a música, ressonância com o mestiço Pedro do
começo da narrativa.

O tempo narrativo vai e volta, presente e passado, em meio das cenas, como o vento.

A terra comendo gente, os personagens fertilizando o futuro Rio Grande do Sul.

Bibiana, Ana Terra reencarnada. Voz carregando a ancestralidade feminina.
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Mayane 11/03/2015

A sensação que mais gosto é a de ser surpreendida por um livro: foi exatamente o que o primeiro volume d'O Continente fez comigo. Ele me chegou em mãos quase por acaso e, confesso, não me agradou no comecinho. Achei que seria um daquelas narrativas clássicas de leitura difícil, no entanto o que aconteceu foi justamente o contrário. A escrita de Veríssimo, além de gostosa, é recheada da linguagem gaúcha, o que a torna bem característica e singular.

Senti saudades do livro assim que terminei de lê-lo. Isso se deu, em grande parte, pelo apego que acabei sentindo por alguns personagens, o que, sem dúvida, é inevitável. A coragem de Ana Terra, a teimosia de Bibiana e a ousadia de Rodrigo Cambará foram as principais responsáveis pela minha dificuldade em largar O Continente.

Desde já ansiosa para ler o volume 2. Aliás, a saga inteira!
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Lili 09/01/2015

O Continente
Livro esplêndido. Quem acha que não existem livros nacionais de qualidade com linguagem razoavelmente moderna (como eu achava), simplesmente não leu este livro. Personagens cativantes, cenários maravilhosos, pano de fundo histórico... De que mais precisa um livro para ser perfeito? Claro, uma narrativa envolvente. E isso Erico Verissimo oferece em abundância. Achei que o filho dele era insuperável; me enganei. Apesar de ser difícil comparar estilos tão diferentes, acho que o pai ganhou em genialidade.

E só para finalizar: o Capitão Rodrigo Cambará é o personagem mais apaixonante de todos os livros que eu já li, empatando somente com Mr. Darcy de Jane Austen. Só o capítulo dele já valeria um livro (como valeu).

Recomendado. Recomendadíssimo.
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Luiza 13/10/2014

O Tempo e o Vento: O Continente Vol. 1
Dividido em 4 estórias: O Sobrado, dividido em 3 capítulos durante o livro; A fonte; Ana Terra; e Um certo capitão Rodrigo.
O livro inicia em período de guerra, em 1895, contando sobre a família Cambará, que está presa no sobrado em Santa Fé, acuados pelos maragatos; eles estão presos com pouca comida e água e com pessoas morrendo e uma mulher grávida.
A história nos leva para 1745, quando os jesuítas catequizavam os índios no Brasil. No capítulo A Fonte, o autor fala sobre a relação entre o Padre Alonzo e o índio Pedro, garoto que tem visões.
No próximo capítulo, voltamos para o Sobrado; o autor conta agora sobre a velha Bibiana (muito próxima de uma personagem apresentada no próximo capítulo: sua avó, Ana Terra).
Neste próximo capítulo, conhecemos Ana Terra, que vivia numa estância com sua família, se sustentado com a agricultura; iam à cidade apenas para vender suas mercadorias. Os Terras são bons, porém orgulhosos, teimosos e de forte personalidade.
Ana é bonita, e quando Pedro (o índio do início do livro) começa a trabalhar em sua casa, os dois se atraem, deixando Maneco, o pai dela, descontente e rigoroso.
Ana, embora saiba que queira ter relações com o índio, tenta esconder isso de si mesma, porque acredita, devido à educação que teve, que estas coisas não são certas. Porém, após algum tempo, ela fica grávida deste e quando ela fala com sua mãe, o pai ouve, criando desordem na família. Ele manda os irmãos de Ana matarem o índio.
Após certo tempo, a mãe de Ana morre, e um grupo e bandidos castelhanos roubaram a estância, matando seu irmão e seu pai, sobrando apenas ela, seu filho, sua cunhada e a filha dela.
Então, os quatro vão, junto a um grupo, para um povoado fundado pelo Cel. Ricardo Amaral. Lá, elas retomam suas vidas, seu filho cresce e da-lhe uma neta, Bibiana, ques e parece muito com ela.
Então voltamos novamente ao Sobrado, onde nos é contado todo o sofrimento dos homens presos no sobrado que levaram tiros ao tentar pegar um pouco de água para abastecer a casa, além da morte da criança, que não sobreviveu ao parto e do desespero da mãe ao saber disso.
Então, chegamos à parte qur nos é apresentado o capitão Rodrigo. Este chega em Santa Fé, onde mora Bibiana, com seu pai Pedro (filho de Ana Terra). Rodrigo gosta de guerrear, é fanfarrão e amante de uma noite de prazer com alguma rapariga. E, embora todos no povoado querem que ele se retire, ele fica pois está apaixonado por Bibiana, com que se casa mesmo contra a vontade do pai da garota. Detalhe que a garota era como sua avó, não se deixava levar por nenhum cara, nem pelo prestigio e beleza deles, mas, curiosamente, se interessa por Rodrigo.
Casada com Rodrigo suporta todos os erros de Rodrigo, o espera todas as vezes que parte com seu cavalo. As atitudes deles nos deixam em um estado revolta, assim também como os seus contrapontos nos fazem admirá-lo, compreendê-lo.
Nesta história o leitor fica curioso até chegar ao fim dos relatos, especialmente quando começa a Guerra dos Farrapos, com momentos cruéis, incríveis e inesquecíveis.
O livro chega ao fim com um quê de naturalidade e tensão o que instiga matar e morrer pelo segundo volume.
Érico Veríssimo tem uma escrita incrível que cria uma história com acontecimentos tão interligados e bem escritos que nos dá uma sensação de naturalidade e de estar lendo uma história verdadeira.
Ele faz críticas sociais de forma tão sútil que precisamos e queremos ler nas entrelinhas e nos aprofundar cada vez mais na estória.
O que mais intriga na história é passagem de gerações e facilidade com que o autor faz esta transição.
Obra brasileira muito conhecida e importante que, embora bem extensa, pode valer a pena sua leitura.
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Sara 01/09/2014

O Continente - Vol.1
Sempre tive vontade de ler essa obra, então resolvi aproveitar a oportunidade - teria que ler Ana Terra ou Um Certo Capitão Rodrigo para trabalho escolar - e resolvi ler tudo.
Achei impressionante o modo como o autor encaixa os elementos históricos no enredo, ligando o destino da família ao destino do Rio Grande do Sul.
Para quem não está acostumado com leituras um pouco mais antigas, pode ficar complicado em algumas partes, mas eu particularmente amei.
Ana Terra, protagonista do meu capítulo favorito, é uma mulher muito inspiradora e forte e nos dá vontade de enfrentar as coisas com a cabeça erguida e com menos medo de sofrer.
Bem, gostei tanto e fiquei tão curiosa sobre o que irá acontecer com a família e os eventos que os levam até o sobrado que até já peguei o volume 2 para ler.
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Geraldo 03/05/2014

A GRANDE SAGA ÉPICA BRASILEIRA.
Devo confessar!!!
Todos os livros de literatura imposto pela escola, eu sempre achei chato. Me sentia obrigado a ler algo que naquele momento não estava afim de fazer e sem falar do linguajar rebuscado que grande parte dos autores colocam em suas obras. Na minha opinião um adolescente de 15, 16 anos não tem maturidade para ler Helena de Jose de Alencar ou mesmo Os Sertões de Euclides da Cunha.
Para mim Érico Verissimo estava no mesmo patamar, por isso sempre adiei sua leitura.
No começo deste ano passei minhas férias no Rio Grande do Sul e com a chegada do filme estrelado por Fernanda Montenegro e Thiago Lacerda; me despertou o interesse e ate mesmo o desafio de ler.
Foi uma nobre surpresa!!!
Que obra incrível, você vive cada drama, alegria e todas as mazelas de uma guerra.
Como não adorar Ana Terra, como não cair nos galanteios de Capitão Rodrigo Cambará, com o pulso firme de Bibiana?
Quem disse que no Brasil não existe uma saga a altura de Tolstoi ou mesmo Dostoiévski.
A obra apresenta um lingagem super acessivel, cada paragrafo você se delicia com os trejeitos, "causos" e cotidiano de uma familia que está ajudando a construir o estado do Rio Grande do Sul...Barbaridade!!!!

CAPA: 8,0
CENÁRIOS: 10,0
DIAGRAMAÇÃO: 9,0
DIÁLOGOS: 10,0
NARRATIVA: 10,0
PERSONAGENS: 10,0

NOTA FINAL: 9,5
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Walmir 21/04/2014

excelente, como tive a oportunidade de ver a primeira adaptação da emissora televisiva Globo, e agora poder ler, tive uma visão bastante abrangente.
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Fabiana 20/04/2014

saga
Maravilhosa saga, que conta sobre a história do Rio Grande do Sul, através da família Tera/Cambará.
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Aline 16/04/2014

O continente percorre a história do Rio Grande do Sul e do Brasil, onde podemos ver a formação da família Terra Campará. Num constante ir e vir entre o passado, as Missões, a fundação do povoado de Santa fé. São personagens bastante criativos e fascinantes onde o livro é cobertura de umas surpresas e enigmas. Onde tem por alguns personagens a corajosa Ana Terra, a tenaz Bibiana entre outros. Um livro que nos traz a curiosidade em sua leitura.
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Alessandro 24/02/2014

Um dos melhores livros da literatura nacional!
O Tempo e o Vento é uma série literária do escritor brasileiro Érico Veríssimo. Dividido em O Continente (1949), O Retrato (1951) e O Arquipélago (1961), num total de sete volumes, o romance conta uma parte da história da região do atual estado Rio Grande do Sul - da ocupação do “Continente de São Pedro” (1745) até 1945 (fim do Estado Novo), através da saga das famílias Terra e Cambará. É considerada por muitos a obra definitiva do estado do Rio Grande do Sul e uma das mais importantes do Brasil.
Confesso que nunca tinha lido essa obra, e só depois de assistir a recente adaptação da rede globo me animei a começar a leitura.
Cabe aqui um elogio à essa última adaptação, ela tem poucas alterações, e praticamente todas as cenas estão no livro.
Uma excelente leitura, retratando uma parte da história praticamente desconhecida pela imensa maioria dos brasileiros

Introdução ao roteiro de O Continente Volume 1

A primeira parte de O Tempo e o Vento narra a formação do Estado do Rio Grande do Sul através das famílias Terra, Cambará, Caré e Amaral. A estória inicia-se com a chegada de uma índia grávida na colônia dos jesuítas e índios nas Missões. Esta mulher dará à luz o índio Pedro Missioneiro, que depois de presenciar as lutas de Sepé Tiaraju através de visões e ver os portugueses e espanhóis dizimarem as Missões Jesuíticas, conhecerá Ana Terra, filha dos paulistas de Sorocaba Henriqueta e Maneco Terra, este filho de um tropeiro (Juca Terra) que ficou encantado com o Rio Grande de São Pedro ao atravessá-lo para comerciar mulas na Colônia do Sacramento e que obtém uma sesmaria na região do Rio Pardo.

Ana Terra terá um filho com o índio, chamado Pedro Terra. Logo que seu pai descobre sobre a gravidez, ele manda os irmãos de Ana matarem Pedro Missioneiro. Quando castelhanos invadem a fazenda da família Terra, matam pai e irmãos da moça e a violentam, mas ela conseguira esconder o filho, a cunhada e a sobrinha. Partem para Santa Fé, onde se passará o resto da ação de O Tempo e o Vento. Lá Pedro Terra cresce e tem uma filha, Bibiana Terra, que se apaixonará por um forasteiro, o capitão Rodrigo Cambará. Ana Terra e o capitão Rodrigo são até hoje considerados dois arquétipos da literatura brasileira.

Os sete capítulos de O continente (A Fonte, Ana Terra, Um Certo Capitão Rodrigo, A Teiniaguá, A Guerra, Ismália Caré e O Sobrado) podem ser lidos de diversas formas. Uma delas é a história da formação da elite rio-grandense, que culminará na Revolução Federalista de 1893/95. As lutas pela terra, as guerras internas (Farroupilha, Federalista) e externas (Guerra do Paraguai, Guerra contra Rosas) marcam definitivamente a vida e a personalidade daqueles gaúchos e ecoam de forma muito forte ainda hoje na identidade do Rio Grande do Sul.

Do ponto de vista histórico-literário, O Tempo e o Vento é um símbolo da literatura regionalista – expressão cultural do povo gaúcho. Inserido no chamado Romance de 30, obras de cunho neo-realista que aliam a descrição denunciante do Realismo às investigações psicológicas das personagens e liberdades lingüísticas do narrador, frutos do Modernismo. Assim como O continente, muitas dessas obras são de cunho regionalista, a exemplo de O Quinze (Raquel de Queiroz), Grande Sertão: Veredas (João Guimarães Rosa) e Vidas Secas (Graciliano Ramos) .

Os dois volumes de O continente são os mais lidos e conhecidos da trilogia. Parte de seu conteúdo teve adaptações para o cinema e a televisão: em 1985, a TV Globo adaptou “O Continente” para a tela cuja produção recebeu o título da trilogia, “O Tempo e o Vento” – o sucesso do personagem Capitão Rodrigo levou a Editora Globo a publicar em separado o capítulo da obra a ele dedicado, Um certo Capitão Rodrigo.
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Ray- 23/02/2014

Uma fotografia do tempo
Érico Veríssimo apresenta-nos uma fotografia detalhada da vida dos gaúchos no século XVIII/ XIX, incluindo suas dores e festas, lutas e dias de paz. Relata ao leitor não só a história do pedaço de terra que hoje chamamos Rio Grande do Sul, mas de um Brasil ainda instável, que guerreava pelo seu nome e sua liberdade.
O Continente deixa uma marca irreparável nas mulheres que o leem - principalmente nas mais feministas -, que sofrem ao lado das personagens fortes, que, apesar de subjugadas, são os pilares da família Terra-Cambará. Como diria a inquebrável Ana Terra:

"Noite de vento, noite de mortos."
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Marília 04/02/2014

Um romance de tirar o fôlego: ardente, dolorido e primoroso!
Um dos maiores clássicos da Literatura Brasileira: O Tempo e o Vento, trilogia composta por três livros (O Continente, O Retrato e O Arquipélago), está em minha estante desde 2010. Mais do que enrolada, sempre adiei a leitura deste clássico, mais por medo de que ele acabasse do que por medo de não dar conta ou de não gostar. A minha expectativa em relação à obra de Érico Veríssimo era enorme e já no primeiro livro ela foi correspondida.

Quer saber mais sobre O Continente! Acesse o link abaixo que te encaminhará para o blog Entre Páginas e Letras!

site: http://paginaseletrass.blogspot.com/2014/02/o-tempo-e-o-vento-o-continente-vol1.html
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