O Continente - Vol. 1

O Continente - Vol. 1 Erico Verissimo




Resenhas - O Tempo e o Vento: O Continente - Vol. 1


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Wallas Felippe 23/07/2009

O Vento e o Tempo / O Tempo e o Vento
Não foi simplesmente o melhor romance da literatura brasileira que eu li; mas sim o melhor romance de toda a minha vida. O Tempo e o Vento foi responsável por fazer eu enxergar a vida com outros olhos; foi este romance que abriu a minha mente para o mundo do conhecimento. Pode-se dizer que: se hoje eu cresci intelectualmente, o responsável foi este romance. Foi um livro que me prendeu do ínico ao fim. Um livro onde mostra toda a destreza e perfeição, no modo de escrer e dá sentimento aos personagens, de Érico Veríssimo. No momento em que lia, era capaz de absorver os sentimentos de todos os personagens; eu acabava sentindo e vivenciando a vida junto com eles. Esta obra foi um grande refúgio para mim...

Quando terminei de ler pela segunda vez a única coisa que me veio à mente foi isso:

Tempo...

Às vezes o tempo é nosso maior inimigo,
Outras vezes é nosso maior aliado.
Nada melhor do que dar tempo ao tempo,
Pois tempo é remédio para tudo

A única coisa que sinto nesse momento é o vento lá fora.
O vento sopra e o tempo passa...
O tempo e o vento...

É noite,
Só encontro você em meus pensamentos.
Meus únicos companheiros são:
O tempo e o vento...

Tudo passa,
A morte chega quando você menos espera.
Só restarão duas coisas:
O Tempo e o Vento...

(Wallas Felippe)
Luis 18/12/2014minha estante
Você me fez chorar com sua resenha, então me sinto na obrigação de ler esta obra agora nas férias. Muito obrigado, Wallas, seu poema é esplendoroso.




Júlia 11/07/2012

Realidade latente e pornográfica
Minha sensação durante a leitura do Continente foi de admiração e impossibilidade de largar o livro, parecendo muito com a que tive ao ler A Casa das Sete Mulheres. Cada personagem causou-me impacto, a descrição da vida e história de todos eles deixaram-me perplexa. A primeira delas foi Ana Terra, com sua inocência quebrada, seu interesse despertado por Pedro Missioneiro e a ruína de sua sensibilidade até o fim da vida. O sofrimento que se desenrola a partir daí, com todos os personagens, sem exceção, foi o que mais me encantou. A falta de pudor do autor expressando a dor em suas mais diferentes vertentes e desencadeamentos tornaram-me sua fã, que teme e deseja a cada lauda mais uma estupefação. O livro é quase pornográfico por abordar a nudez da alma humana, como se esta fosse fácil de enxergar. Com os olhos de Veríssimo, nunca foram tão nítidas as obscuridades, tristezas e temores que acanham-se dentro da gente. São inegáveis as conflitantes impressões que causaram-me capitão Rodrigo: agi de forma semelhante ao padre Lara, o amando e odiando a cada um de seus atos, e, ao mesmo tempo, invejando sua determinação e vontade que não se abalam de viver, como se a morte não existisse. O mais admirável da história é a forma como o escritor desperta o interesse dos leitores, os emaranhando de tal forma que ao final do livro só pude sentir angústia e vazio, deparando-me com a morte dos membros da família e suas frases e marcas que ficam. A falta de Pedro Missioneiro nunca é remediada, nem a de Ana, muito menos a de Rodrigo, e Bibiana caquética vive em outro tempo onde a avó a compreendia e Rodrigo a fazia feliz... A realidade latente que contém O Continente não se engole facilmente, e pego-me a pensar nos personagens ocupando um raro espaço na literatura brasileira: de inesquecíveis. Concluo então, que romance bem escrito é desses que nos despertam dúvidas, admiração, torpor, vontades inóspitas, e talvez angústia de, junto com os Terra Cambará, perder um punhado de ilusões.
Mariana 02/09/2012minha estante
Faço de cada uma de suas palavras minhas! Exatamente isso que senti a ler esse livro, mal posso esperar para começar a ler o próximo.


Natacha.Mascarello 18/08/2019minha estante
Perfeita a tua resenha!




Li 14/03/2011

DESAFIO LITERÁRIO 2011 - MARÇO - ROMACES ÉPICOS

Sinopse:A trilogia O tempo e o vento (...) é a mais famosa saga da literatura brasileira. São 150 anos da história do Rio Grande do Sul e do Brasil que o escritor compôs em três partes - O Continente, O retrato e O arquipélago -, publicadas entre 1949 e 1962. O primeiro volume de O Continente abre a trilogia. Erico mergulha no passado do Rio Grande do Sul e do Brasil em busca das raízes do presente. O Continente, segundo o crítico literário Antonio Candido "um dos grandes romances da literatura brasileira", lança o leitor em plena ação, durante o cerco das tropas federalistas ao Sobrado do republicano Licurgo Cambará, em 1895, para em seguida retroceder um século e meio e mostrar as origens míticas e históricas do clã Terra Cambará. Acompanhando a formação dessa família, Erico nos apresenta toda a saga. Em sua galeria de personagens há figuras fascinantes, comparáveis a grandes ícones da literatura nacional como Peri, Capitu e Macunaíma. A forte Ana Terra, o valente capitão Rodrigo Cambará, a sedutora Luzia Silva e o curioso doutor Carl Winter são alguns desses personagens eternamente vivos na imaginação dos leitores. Desfilam no romance as disputas entre famílias pelo poder local, regional e nacional; as guerras de fronteira e as civis; a bravura dos homens e a tenacidade das mulheres; a pobreza de meios e a violência contra os desassistidos. Valores caros ao escritor entram em cena: a sobriedade, a liberdade e a coragem - que muitas vezes não está nos campos de batalha, mas na simplicidade do cotidiano e na resistência capaz de sobreviver aos desmandos políticos.

Sempre tive vontade de ler esta trilogia! Lembro de que li um texto do livro que falava de “um certo capitão Rodrigo” numa aula de literatura, e isto ficou gravado na minha memória ("Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha, nos grandes dou de talho!")... Finalmente, pensei, vou conhecer Ana Terra, o capitão Rodrigo e a família Terra Cambará! Quando coloquei os olhos nos livros, vi a tarefa titânica que teria pela frente, já que descobri que a trilogia é composta de sete livros enormes! Mas vamo que vamo!
Resenhei aqui os dois volumes do primeiro título da trilogia, achei que a subdivisão era só no meu exemplar velhíssimo, mas acabei descobrindo que não é! Rs.

Bom, quem já ouviu falar do livro sabe que Érico conta uma história de séculos, a saga da família Terra Cambará, dentro de outra história, a do Brasil e do Rio Grande do Sul. Ele reveza, capítulo sim, capítulo não, o “presente” em fins do século XIX, no cerco ao sobrado da família Terra Cambará, que não deixa de ser um personagem, e o passado, partindo de meados do século XVIII, o que deixa o livro com um ritmo ótimo, na minha opinião! Antes de cada capítulo, ele faz uma espécie de introdução a novos personagens na história e uma explicação ou outra sobre a narrativa. Estas partes tem um ritmo maravilhoso!

Pela quantidade de descrições e detalhes, logo nas primeiras páginas tive vontade de desistir, até lembrar que qualquer outro do tema daria na mesma. E achei o livro tão sério... Minha persistência foi recompensada quando “conheci” Ana Terra! A partir da entrada da família Terra, acabei me envolvendo no livro e adorando! E depois que Capitão Rodrigo Cambará aparece na história, a narrativa fica mais divertida e segue este ritmo até o fim, apesar dos acontecimentos... Lembro que penei para sair das primeiras páginas de “viva o povo brasileiro”, de João Ubaldo, e hoje é um dos meus livros preferidos. Acho que esta trilogia vai acabar indo pelo mesmo caminho.

O que acho bom deste tipo de narrativa, que não é só épica, mas também histórica, é que se pode ter um vislumbre de época, neste caso pelos pontos de vista militar, religioso, científico, político e comum, de uma forma direta, simples, sem doutrinação e com clareza, que nenhum livro didático daria. Este livro passa por muitos momentos de revoluções, acontecimentos históricos do Brasil e do mundo, evolução tecnológica, a introdução de hábitos estrangeiros, influenciados principalmente pela imigração Alemã e Italiana, e fica mais realista porque Érico inseriu este contexto de passagem de tempo e evolução de fatos dentro de uma localidade definida... a forma como esses acontecimentos se refletem e influenciam a vida, a personalidade e as atitudes de seus habitantes. Os conflitos e acontecimentos históricos são só um pano de fundo para as vidas das pessoas comuns e suas histórias, ainda mais interessantes!

Livro excelente! Leitura super recomendada! Este trecho abaixo é a visão dos habitantes de Santa Fé pelos olhos do médico alemão Carl Winter, habitante da região e observador da natureza humana:
"Comparava o mundo em que nascera e vivera até os trinta anos com o mundinho de Santa Fé. Ali naquela vila perdida na extremidade sul do Brasil representava-se também uma comédia humana, que era uma paródia da que Winter vira na Europa. Os atores seriam menos consumados, o cenário mais pobre. Mas os eternos elementos do drama lá estavam: o amor, o ódio, a cobiça, a inveja, o desejo de poder e de riqueza, a sensualidade, a vingança... e o mistério."

*http://desafioliterariobyrg.blogspot.com/*
Viquinha 17/03/2011minha estante
Oi, Li! Amo EV. E só de vê-la comentando sobre o livro, me deu vontade de embarcar nessa aventura épica. Òtima resenha!

Bjs


Evelyn Ruani 17/03/2011minha estante
Acredita que nunca li Erico Verissimo? Eu tinha um certo pré-conceito com a literatura brasileira na adolescencia e época da escola. Acho que era o meu ariano se revelando e ficando contra a leitura já que era obrigatória! rs
Mas hoje tenho muita vontade de conhecê-lo e ler principalmente "Olhai os lírios do Campo".
Belíssima resenha e boa sorte nos demais livros! :) Vc vai conseguir com certeza!
Bjosssss


Liz 20/03/2011minha estante
eu simplesmente amo o Luis Fernando Verissimo, e sempre leio as suas cronicas. acho que já esta mais do que na hora de começar a ler o que o Erico escreveu, né? >.<
fiquei com muita vontade de começar a ler os livros dele por essa trilogia. adorei sua resenha!
bjs o/


Gaúcho 06/05/2012minha estante
O melhor que li. Se alguém já leu algo parecido, ou que pelo menos lembre, favor indicar




Cristiano 18/04/2013

Incrível!
Livros como "O continente" trazem em si um problema: depois de lidos, tornam todos os demais muito pobres e sem-graça. É daquelas obras em que você imerge na cena, se envolve com os personagens, se emociona, sofre e fica ansioso.

Érico Veríssimo toma como cenário o Rio Grande. A história, narrada através de capítulos alternados nos conta a saga da família Terra Cambará desde o nascimento de Pedro Missioneiro em uma redução jesuítica em meados do séx XVIII até o cerco ao sobrado onde resistem sitiados durante a Revolução Federalista, já no final do séc. XIX. E durante esse período nos envolvemos com a sofrida Ana Terra, o incontrolável capitão Rodrigo Cambará, Bibiana Terra, Padre Lara, Juvenal e tantos outros personagens marcantes.

As virtudes de O Tempo e o Vento dispensam maiores comentários. É merecidamente referenciada como uma das (senão a maior...) obra da literatura brasileira.

Estou ansioso para ler o segundo volume. O primeiro valeu cada página e já deixou saudades.

Cristiano Tavares
Claudia 06/11/2013minha estante
Sempre tive vontade de ler o livro e a leitura não me decepcionou. Super recomendo!




Suelen 17/10/2011

Quando você tem que ler um livro desses na escola, você julga sem nem ter lido, achando que vai ser chato. Até que vence a preguiça, começa a ler realmente e vê que não é nada disso. Esse livro conta a história do RS com uma abordagem muito melhor que dos livros de História. O Érico Verrisimo tem uma maneira peculiar de escrever, nunca tinha lido um romance dele antes. Só agora entendo porque ele foi um grande escritor. Resumindo: Recomendo!
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Natalie 15/04/2016

O primeiro volume de O Continente é narrado em 3ª pessoa, mas em cada capítulo uma das personagens passa a ser o foco, pois o autor conta a história do Rio Grande de São Pedro quando os povoados indígenas da região estavam sob o domínio das missões jesuítas castelhanas; quando os imigrantes portugueses começaram a habitar a localidade por meio de sesmarias; e, por fim, quando já havia vilas e grandes proprietários de terra e gado, quando estourou a Guerra dos Farrapos. Tudo isso é escrito de forma intercalada, sem linearidade. Esse é um dos pontos mais interessantes do livro.

Além do enredo ser maravilhoso, o que mais me agradou é o tom regional em que é contado. Palavras e lendas sulistas, das quais eu jamais tinha ouvido falar, agora são familiares e enriqueceram demais meu vocabulário e conhecimento folclórico.

Érico nos faz entrar tanto no universo dO Continente que os sentimentos das personagens passam para o leitor. Senti, com lágrimas no rosto, o pesar pelas mortes causadas pela guerra, a dor e o desespero das mulheres que tiverem de ser fortes para suportar as perdas da família. Fiquei horrorizada quando povoados foram saqueados, pessoas sequestradas, violentadas e assassinadas sem a menor compaixão. Enfim, em todos os momentos vivenciei como se fosse testemunha ocular dos fatos.

Antes de começar a leitura pensei no quão difícil ia ser enfrentar tantos volumes. Depois de iniciar a jornada, acho que vai ser dolorosa a separação quando acabar a história. vale a pena se debruçar sobre este primor de nossa literatura.
Gustavo 15/04/2016minha estante
Bem interessante. Não conhecia essa saga.




Luis 06/02/2011

Um painel vigoroso da formação do Rio Grande do Sul.
Custo a entender a razão de Érico Veríssimo ser bem menos venerado do que Jorge Amado, por exemplo. Ambos são gênios literários, têm a mesma estatura, mas Érico sempre recebeu uma porção de atenção aquém da importância e da qualidade de sua obra.
Prova disso, é o primeiro volume da parte inicial da saga “O Tempo e o Vento”, denominada “O Continente”.
A partir da construção de personagens fortes e representativos, Veríssimo reconta a história gaúcha tendo como pano de fundo as lutas seculares que moldaram a região. O “Continente” começa sua ação ainda no século XVIII, quando acompanhamos a infância do primeiro dos grandes personagens do romance : O índio Pedro Missoneiro. Místico e misterioso , Pedro se educa com os jesuítas mas não abdica de sua identidade indígena, que vai encantar Ana Terra, que o encontra perdido na estância da família.
Ana Terra é talvez, ao lado de Dona Flor e Maria Moura, a personagem feminina mais instigante da literatura brasileira do século passado. Desafiando seu pai e seus irmãos, se envolve com o índio, nascendo desse relacionamento o jovem Pedro Terra. O assassinato de Pedro Missoneiro, morto pelo pai e pelos irmãos de Ana Terra, e a posterior tragédia que culminou na eliminação de todos os homens adultos da família, fez de Ana a fortaleza da estância, criando o filho sozinha e liderando o destino dos Terra remanescentes (ainda sobraram a cunhada e a sobrinha) rumo a futura cidade de Santa Fé.
A linhagem Terra segue com Bibiana, neta de Ana, filha de Pedro e quase uma reencarnação da avó. Nesse ponto o romance tem o seu grande momento com a entrada em cena do capitão Rodrigo Cambará, o aventureiro que chega a Santa Fé e com seu estilo arrebatador conquista Bibiana, dando origem à linhagem Terra Cambará, núcleo central do romance.
Rodrigo é o típico herói gaúcho. Amante da guerra, do jogo e de várias mulheres, se volta contra os poderosos da cidade angariando simpatias e inimizades na mesma proporção. Seu destaque na saga é tão evidente, ao ponto do capítulo que narra a sua trajetória se configurar em um livro várias vezes publicado em separado (Um Certo Capitâo Rodrigo).
Suas aventuras e seu dramático desaparecimento são o ponto de corte do tomo 1 de “O Continente”, estruturado por Érico Veríssimo como uma espécie de pêndulo, em que a ação seguidamente se alterna entre o passado e o presente, representado pelo cerco ao casarão dos Terra Cambará, agora comandados por Licurgo, neto de Rodrigo e Bibiana, durante a Revolução Federalista de 1895.
Um painel vigoroso da formação do Rio Grande do Sul magistralmente composto por um de seus filhos mais ilustres.

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Lucas 12/02/2010

Você nunca sentirá o vento da mesma forma...
A obra é surpreendente! A leitura pode tornar-se cansativa momentaneamente, já que os ambientes onde se passam as ações dos personagens são restritos, limitando-se à Santa Fé, uma estância ou missão, mas é evidente que trata-se do estilo incontestável e singular de Érico Veríssimo. Os personagens são de uma naturalidade incrível e descritos de modo magistral. Espetacular, estou honrado em tê-lo em minha estante!!
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Cinthya 12/05/2017

Que livro incrível! A história é maravilhosa!

A escrita do Érico Veríssimo é encantadora, poética e envolvente.

Neste livro, dois personagens se destacaram: Ana Terra e capitão Rodrigo Cambará. Ana Terra por sua força e Rodrigo Cambará por... Bom, por ser Rodrigo Cambará! Tive uma relação de amor e ódio com o capitão, ora eu o adorava e ora eu o detestava. Mas que ele é um personagem marcante isto ele é.

Em alguns momentos do livro o autor diz que a personagem Bibiana é parecia com a Ana Terra, mas não concordo tanto assim pois em muitos momentos eu tive vontade de sacudir e dar uma tapas nesta mulher (eu sei que preciso levar em consideração a época retratada, mas a força que a Ana Terra tinha era bem maior).

Nos capítulos de “O Sobrado” acompanhamos o aperto da família Terra Cambará diante o cerco que enfrentam.

Por último, mas não menos importante com esta história os leitores podem conhecer um pouco da história do Rio Grande do Sul e do Brasil também.
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Geraldo 03/05/2014

A GRANDE SAGA ÉPICA BRASILEIRA.
Devo confessar!!!
Todos os livros de literatura imposto pela escola, eu sempre achei chato. Me sentia obrigado a ler algo que naquele momento não estava afim de fazer e sem falar do linguajar rebuscado que grande parte dos autores colocam em suas obras. Na minha opinião um adolescente de 15, 16 anos não tem maturidade para ler Helena de Jose de Alencar ou mesmo Os Sertões de Euclides da Cunha.
Para mim Érico Verissimo estava no mesmo patamar, por isso sempre adiei sua leitura.
No começo deste ano passei minhas férias no Rio Grande do Sul e com a chegada do filme estrelado por Fernanda Montenegro e Thiago Lacerda; me despertou o interesse e ate mesmo o desafio de ler.
Foi uma nobre surpresa!!!
Que obra incrível, você vive cada drama, alegria e todas as mazelas de uma guerra.
Como não adorar Ana Terra, como não cair nos galanteios de Capitão Rodrigo Cambará, com o pulso firme de Bibiana?
Quem disse que no Brasil não existe uma saga a altura de Tolstoi ou mesmo Dostoiévski.
A obra apresenta um lingagem super acessivel, cada paragrafo você se delicia com os trejeitos, "causos" e cotidiano de uma familia que está ajudando a construir o estado do Rio Grande do Sul...Barbaridade!!!!

CAPA: 8,0
CENÁRIOS: 10,0
DIAGRAMAÇÃO: 9,0
DIÁLOGOS: 10,0
NARRATIVA: 10,0
PERSONAGENS: 10,0

NOTA FINAL: 9,5
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Jônatas 15/12/2013

Um livro para chamar de Grande Literatura
A minha relação com este livro começou da mesma forma que a saga de “O Tempo e O Vento” começa, por coincidência ou destino:

“Era uma noite fria de lua cheia” (pag,1)

[...]

Foi um livro que me marcou e me fez ter inúmeras sensações até a última frase. O tempo e o vento são elementos bastante presentes na trama, só lendo para saber como. Ele possui críticas severas a muitas coisas; criticas que vão direto ao ponto, mas com uma linguagem extramente sofisticada, em termos de literalidade. O que é lindo de ler.

É difícil resumir em poucas palavras um livro tão complexo e gostoso de ler, mas posso dizer que o tempo investido lendo esta obra prima não será, jamais, em vão. Cada páfina nos traz razões e emoções inimagináveis, cada palavra está lá porque tem que está lá escrita no seu lugar certo. Nada se retira. É um livro que podemos chamar de Grande Literatura.

Confira a resenha completa no Blog Alma Critica, Link Abaixo:

site: http://alma-critica.blogspot.com.br/2013/12/resenha-o-tempo-e-o-vento-o-continente.html
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Thiago 11/08/2009

O Continente inicia definindo o que vem a ser o grande epico de Erico Verissimo. Ja na primeira parte, O Sobrado, somo apresentados a diversos personagens apaixonantes, de geraçoes diferentes, nos aprofundando no turbilhao de emoçoes emanados da familia Terra-Cambara e sua gente. Com uma manetira simples de escrever, Verissimo confronta o passado (atraves das lembranças de Bibiana em sua cadeira de balanço) com presente (a insegurança de Licurgo e a forte e sofredora Maria Valeria) e futuro ( os sonhos de Rodrigo).
Assim, ele parece fazer um prologo de toda saga que virá.
E nao tem como nao se identificar ou apaixonar por essa gente.
Um livro que estou começando a reler, e que ja me faz emocionar, porque parece que estou lendo a historia de algum parente ou amigo meu, tao proximo o escritor traz os personagens a nós.
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Jade 15/08/2010

Um romance imortal
Erico Veríssimo teve a melhor de suas inspirações ao contar a história do Rio Grande do Sul e do Brasil a partir das fictícias famílias Terra Cambará e Amaral. Seus escritos se imortalizaram e enriqueceram nossa literatura, se tornando, na minha opinião, o mais belo romance histórico já feito.
Além da belíssima narrativa, os personagens começam a fazer parte da nossa vida como se fosse de carne e osso. Dentre eles, quem mais me encantou foi Ana Terra, que com sua coragem e perseverança foi capaz de vencer as dificuldades impostas, numa constante luta pela sobrevivência e num tempo em que as mulheres tinham que carregar todas as responsabilidades caladas.
Acredito que esta seja uma obra indispensável na estante de qualquer pessoa, não tem como não gostar.
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Mari 26/02/2013

O Tempo e o Vento - O Continente
Obra fantástica de teor histórico.
Meu tio me disse há algum tempo que essa era sua coleção preferida - só depois de ler o primeiro volume eu entendi a devoção.
Aprofundamento na história do Rio Grande do Sul, o livro entrelaça cuidadosamente fatos históricos e ficcção - deixando a gente sem saber exatamente onde acabam uns e começa o outro. Érico Veríssimo tem um tom de escrever que é difícil de entender, sua linguagem formal exige concentração. No entanto, com dedicação e presistência, o esforço é recompensado por uma belíssima história enriquecedora.
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